
Intenção é avançar com investigações rapidamente
Octavio Guedes
G1
O governo federal prometeu aumentar o efetivo das equipes da Polícia Federal (PF) que investigam casos de corrupção. A decisão ocorre em meio a tensões do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, com o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. A decisão foi informada em reunião feita entre o ministro da Justiça, Wellington Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, com Mendonça.
A maior parte do grupo com esses novos policiais será formada por novos agentes que estão em curso de formação. A ideia do governo federal, segundo fontes, é fortalecer as equipes para que as investigações avancem da forma mais célere possível. O atual governo aumentou em 30% o efetivo do setor que cuida desses inquéritos e prometeu aumentar este número ainda mais.
TENSÃO – O encontro ocorrido nesta quinta-feira (6) foi marcado para tratar do estranhamento entre a PF e o gabinete de Mendonça e aconteceu antes de os 27 superintendentes regionais divulgarem uma nota em defesa do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.
A tensão entre integrantes da PF e o ministro André Mendonça foi provocada pelas investigações do “caso INSS” e escalou após a PF solicitar a abertura de frentes de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva.
O Lulinha, filho do presidente da República, é investigado por suspeitas de corrupção e tráfico de influência em contratos da Dataprev e no Ministério da Saúde. Além do caso INSS, Mendonça é relator do caso Master no Supremo.