Publicado em 3 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet

Charge do Zé Dassilva (Arquivo Google)
Vicente Limongi Netto
Não se pode fugir à realidade – esquerda e direita distinguem as linhas políticas que cada político e que cada eleitor segue. A direita defende diminuir custos no lombo dos mais pobres e não taxar os milionários, dizem que é aumentar impostos.
A esquerda defende que diminuir custo só ocorre se acabar com as desonerações fiscais e taxar os mais ricos;
MAIS DIFERENÇAS – A direita defende a venda das empresas estatais estratégicas a preço de banana à iniciativa privada, que não tem compromisso com o problema social nem com o país. Já a esquerda defende que o governo deve ter em mãos as empresas estratégicas de base e de utilidade pública para regular o mercado e alavancar a economia
A direita defende o Brasil ser subserviente à potência estrangeira, os EUA, fragilizando nossa soberania, para se tornar fundo de quintal da potência estrangeira; a esquerda defende a soberania nacional, o desenvolvimento e o humanismo; A direita usa o discurso de ódio, é adepta de golpes e é elitista;
A esquerda defende a democracia, o progressismo e humanismo. Todos os golpes e tentativas de golpes no Brasil foram dados pela direita.
NOVENTA ANOS – O escritor, cronista e jornalista Ignácio de Loyola Brandão, da Academia Brasileira de Letras, acaba de entrar em campo como noventão e mostra sua inabalável fibra, nesta mensagem ao colunista da Tribuna:
Vicente,
Envolvido por abraços e afagos de amigos (agora) como você e outros da imprensa (estou nela desde 1952), vivo meu terceiro dia como noventão.
Sobrevivo graças a Marcia, minha mulher há 44 anos, aos filhos, netos, os amigos como você, e também os leitores. E claro, também aos que não gostam de mim, porque, sem eles, como sobreviver sem ter um tanto de raiva? No entanto, descubro que há mais pessoas que gostam do que desgostam.
Importante é lutar a cada momento para se superar. Mas esta é a vida, é divertido estar atento e lutar a cada momento para se afirmar. Muita confiança, certeza e “me acho” levam ao fundo do poço.
Baita abraço do Ignácio