terça-feira, novembro 02, 2021

Secretário-geral da ONU discursa sobre alta na incidência de crimes contra jornalistas

Secretário-geral da ONU discursa sobre alta na incidência de crimes contra jornalistas
Foto: UNAMA/Fardin Waezi

O secretário-geral da ONU, António Guterres, discursou nesta terça-feira (2) sobre alta no número de jornalistas mortos em todo o mundo enquanto exerciam seu trabalho. Somente no ano passado, 62 profissionais foram vitimados. 

 

Em mensagem sobre a data, em que é celebrado o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, Guterres ressaltou que muitos perderam a vida em conflitos. Mas, nos últimos anos, subiu o número de casos fatais durante investigações de corrupção, tráfico e de outras violações dos direitos humanos.

 

Nove em cada dez dessas mortes ficaram impunes, declarou o secretário-geral. Sequestros, tortura, detenção e assédio são algumas das ameaças sofridas por profissionais do ramo. Para ele, a pandemia e a sombra da desinformação demonstraram que o acesso à informação pode ser uma questão de vida ou morte. 

 

As ameaças à imprensa são tidas para a ONU como "uma mensagem perturbadora que mina a democracia e o Estado de direito". António Guterres convocou os Estados-membros da organização a solidarizarem-se com os jornalistas e a investigarem e julgarem os crimes contra eles com toda a força da lei

 

Segundo as Nações Unidas, entre 2006 e 2020, mais de 1,2 mil jornalistas foram mortos em todo o mundo segundo o observatório especializado a acompanhar casos de profissionais do setor que foram assassinados. 

 

Para a Unesco, esse ciclo de violência contra jornalistas é frequentemente um indicador do enfraquecimento do Estado de direito e do sistema judicial.

Bahia Notícias

'Bancada da cloroquina' se molda com pré-candidatura de médicos conservadores


por João Pedro Pitombo | Folhapress

'Bancada da cloroquina' se molda com pré-candidatura de médicos conservadores
Foto: Reprodução / ICTQ

No dia 30 de junho de 2020, nas margens de um rio em Porto Seguro, a médica Raissa Soares saiu do anonimato para se tornar um dos principais nomes do bolsonarismo na Bahia.
 

Em um vídeo para o presidente Jair Bolsonaro, fez seu pedido: "A hidroxicloroquina é nossa menina, é a rainha do jogo. [...] Meu presidente, manda um avião, um carregamento, coloca hidroxicloroquina na nossa cidade", disse, no auge da primeira onda da Covid-19.
 

Três dias depois, um avião com 40 mil caixas do medicamento chegou a Porto Seguro a pedido do presidente. E a médica se tornou instantaneamente uma espécie de influencer entre bolsonaristas.
 

Ela e outros médicos que ganharam notoriedade na defesa do chamado tratamento precoce da Covid —protocolo baseado em medicamentos como a hidroxicloroquina e a ivermectina, sem comprovação científica para a doença— começam a planejar candidaturas em 2022.
 

Caso tenham sucesso, formarão a partir de 2023 uma espécie de "bancada da cloroquina" no Congresso Nacional, com um discurso alinhado ao do presidente Jair Bolsonaro em questões de saúde pública.
 

Depois de ganhar notoriedade entre médicos conservadores, Raissa Soares assumiu em janeiro a Secretaria de Saúde de Porto Seguro. Ficou no comando da pasta até a sexta-feira passada (29), quando deixou o cargo para começar a cuidar da sua pré-campanha para 2022.
 

"A pandemia da Covid-19 mostrou que gente precisa se posicionar. Não tenho histórico na política, não tenho familiares políticos, mas acredito que a política precisa de pessoas com posição clara. Esse é o motivo de eu decidir entrar", afirma à reportagem.
 

A médica diz que ainda não decidiu para qual cargo concorrerá —estão na mesa possíveis candidaturas ao Governo da Bahia, ao Senado ou à Câmara dos Deputados.
 

A defesa do "tratamento precoce" lhe gerou dissabores. Em agosto, o Ministério Público do Estado da Bahia entrou com ação pedindo o seu afastamento da Secretaria de Saúde de Porto Seguro por incentivar o uso de remédios sem eficácia contra a Covid.
 

Por outro lado, ganhou alcance no meio conservador baiano. Em 2020, atuou como uma espécie de cabo eleitoral de candidatos alinhados a Bolsonaro que concorreram nas eleições municipais.
 

Outro nome que pode estar nas urnas no próximo ano é o da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como "Capitã Cloroquina".
 

Ela teve o seu indiciamento sugerido pela CPI da Covid, sob acusação de epidemia com resultado morte, prevaricação e crime contra a humanidade.
 

Após o pedido, sua defesa classificou as acusações como absurdas e caluniosas. "Mayra Pinheiro é uma mulher de caráter. Uma servidora exemplar, que atua com competência e probidade", informou a defesa em nota.
 

No Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro foi uma árdua defensora do tratamento precoce e participou da criação do aplicativo TrateCov, que receitava medicamentos ineficazes contra a Covid.
 

Procurada pela reportagem, Mayra afirmou que ainda não decidiu se será candidata em 2022: "Tenho convite para executar projeto profissional fora do país e ainda não decidi", disse. Mas adiantou que, caso decida enfrentar as urnas, deve concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.
 

A candidatura não seria uma novidade. Em 2018, a médica concorreu a uma cadeira no Senado pelo Ceará, mas acabou em quarto lugar. Na época, ela estava filiada ao PSDB.
 

Em 2014, Mayra concorreu para deputada federal, mas também não obteve sucesso. Na época, ela começava a ganhar notoriedade por sua postura contra a contratação de médicos cubanos pelo programa Mais Médicos, implementado no governo Dilma Rousseff (PT).
 

Outro membro do governo Bolsonaro com candidatura cogitada é o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, apontado como potencial candidato ao Senado pela Paraíba, seu estado natal.
 

À frente do ministério desde março, Queiroga também teve o indiciamento sugerido pela CPI da Covid por epidemia culposa com resultado morte e prevaricação. A atuação de sua pasta na crise sanitária também é questionada, especialmente em relação à aquisição de vacinas.
 

Queiroga, que não tem filiação partidária, não tem falado publicamente sobre uma possível candidatura. Mesmo assim, o ministro tem se aproximado da base bolsonarista e adotou uma postura mais alinhada ao presidente.
 

Seu antecessor, o general Eduardo Pazuello não é médico, mas também pavimenta uma candidatura em 2022.
 

No mesmo dia em que foi alvo de pedido de indiciamento da CPI da Covid, sob acusação de uso irregular de verbas públicas, comunicação falsa de crime, prevaricação e crimes contra a humanidade, Pazuello recebeu Bolsonaro para um jantar em sua casa em Manaus.
 

No cardápio, um peixe da região amazônica e discussões sobre o seu futuro político. Ele avalia candidaturas ao Senado ou à Câmara por Rio de Janeiro, Amazonas ou Roraima.
 

Também próximo a Bolsonaro, o deputado federal Osmar Terra (MDB) —outro que teve o indiciamento pedido pela CPI— deve tentar renovar o mandato ou concorrer ao Governo do Rio Grande do Sul.
 

Médicos bolsonaristas também se movimentam para concorrer às Assembleias Legislativas em estados como no Ceará e na Bahia.
 

Um deles é o dermatologista Edmar Fernandes, que presidiu o Sindicato dos Médicos do Ceará entre 2019 e 2021. Aliado de Bolsonaro, ele também se destacou como defensor do tratamento precoce.
 

Em 2020, Fernandes foi candidato a vereador em Fortaleza pelo Pros, mas não obteve sucesso. Na nova empreitada nas urnas, mira uma vaga na Assembleia Legislativa do Ceará.
 

Com perfil aguerrido nas redes sociais, o médico tem sido um dos principais críticos do governador Camilo Santana (PT) durante a gestão da pandemia. Não raro grava vídeos em frente a unidades de saúde do Ceará com denúncias de supostas irregularidades.
 

Na Bahia, o médico Cezar Leite deve se filiar ao PSC para concorrer a uma cadeira de deputado estadual. Ligado à Associação Médicos pelo Brasil, ele disputou a Prefeitura de Salvador em 2020 e surpreendeu ao terminar em quarto lugar.
 

Leite afirma que o apoio a Bolsonaro e a defesa de saúde devem estar no centro de suas propostas. Mas diz que o debate sobre o tratamento precoce tende a se tornar página virada.
 

"Os colegas que abraçaram o tratamento precoce tiveram coragem. Infelizmente, o debate foi muito mais político do que médico. Mas isso deve mudar até a campanha, o cenário será outro", diz.

Bahia Notícias

“Brasil – duas décadas, duas capitais”, uma mostra dos belíssimos trabalhos de Jankiel


Jankiel documentou em detalhes a construção da nova capital

José Carlos Werneck

Será no próximo dia 11, em Brasília, o lançamento do livro “Brasil – duas décadas, duas capitais”, da Editora Brasileira. que reúne uma coleção inédita de fotos do jornalista Jankiel Gonczarowska, apresentando um registro fotojornalístico de um período de grandes transformações políticas e sociais da história do Brasil.

Com rara sensibilidade artística e talento profissional, o repórter-fotográfico Jankiel Gonczarowska captou com sua câmara as alegrias, desafios e injustiças vividas pelo povo naquela quadra de nossa história.

 (foto: Acervo de família)

Jankiel mudou-se para a nova capital em 1961

AMOR A BRASÍLIA – Polonês de nascença, Jankiel Gonczarowska era criança, quando veio para o Brasil em um navio, junto aos pais e à irmã mais velha, onde se instalaram em Porto Alegre. Na região Sul ele começou seu trabalho de fotógrafo, registrando os belíssimos cenários litorâneos.

Mais tarde, já profissional, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou com Samuel Wainer, no lendário jornal Última Hora. Na cidade carioca, conheceu a paraense Yolanda Almeida e formou uma família com 13 filhos.

Era comum que o fotógrafo visitasse Brasília com frequência, embora ainda não tivesse condições de se estabelecer na cidade, que estava em construção. Só em 1961 conseguiu mudar-se para a novíssima capital federal com toda a família e começou a nova fase de seus trabalhos.

NOVA CAPITAL – Jankiel registra com precisão o nascimento de Brasília, cidade que escolheu para viver. As fotos do livro testemunham momentos históricos nas duas capitais, Rio de Janeiro e Brasília, lembrando memórias com nostalgia e trazendo surpresas aos leitores. Porém, acima de tudo, apresentam um retrato preciso de uma era importante do Brasil

Em 1955 Jankiel ganhou o maior prêmio de fotografia do ano. Como um jornalista bem escreveu, não sei se todos conheceram o Jankiel. Mas posso afiançar que sua teleobjetiva era sobejamente popular…

Vale a pena ver as belas fotografias desse lírico Jankiel, cujo talento artístico fez da sua máquina um instrumento respeitável e valioso! “E é com alegria e muita honra que conto essa estória através dos olhos do meu pai”, lembra sua filha Sandra Gonczarowska Mussi, idealizadora da publicação.


Sérgio Moro anuncia a filiação ao Podemos e muda todo o quadro da sucessão presidencial


O convite já está sendo distribuído em Brasília

Ana Maria Campos
Correio Braziliense

Agora é oficial. Sérgio Moro vai entrar para a política partidária e concorrer nas próximas eleições. E, pela mensagem na propaganda em suas redes sociais, será mesmo à Presidência da República: “Juntos poderemos construir um país justo para todos”.

O slogan consta do convite da filiação do ex-juiz da Lava Jato ao Podemos. O ato foi marcado para 10 de novembro, às 9h, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília. A filiação será transmitida em todas as redes sociais.

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MORO JÁ ESTÁ FORMANDO SUA EQUIPE
Carlos Newton

Um dos principais fatores que se destinam a afetar a próxima eleição presidencial é a escolha da futura equipe econômica. O atual ministro Paulo Guedes foi uma grande decepção, por defender um neoliberalismo mais do que ultrapassado, que de “neo” não tem mais nada e já foi abandonado por nove em cada dez economistas conservadores.

Até agora, nenhum dos pré-candidatos à sucessão presidencial anunciou quem comandará sua equipe econômica. Nesse sentido, Bolsonaro e Lula estão em pior situação, porque o atual presidente já esgotou todas as reservas de seu posto de abastecimento e o ex-presidente petista não tem um nome de peso para apresentar ao respeitável público do Circo Brasil.

ESCOLHA DA EQUIPE – Nesse sentido, Moro pode surpreender a opinião pública. Por isso, é muito importante uma notícia publicada recentemente por Bela Megale, em O Globo, dando conta que o ex-juiz tem procurado pessoalmente empresários e economistas que gostaria de ter na equipe de sua pré-campanha rumo ao Planalto.

Diz a colunista que o perfil buscado por Moro é de técnicos que apresentem soluções para a crise econômica, desemprego e inflação alta que vive o Brasil. “A equipe de Moro já recebeu confirmações, mas os nomes têm sido guardados a sete chaves”, acrescenta Bela Megale.

Pelo andar da carruagem, na quarta-feira da próxima semana, dia 10, o Podemos fará um sensacional evento em Brasília para filiação de Moro, que está diretamente envolvido na organização do ato.

LISTA DE PRESENÇAS – Precisamos conferir com muita atenção a lista de presenças, porque já deve estar incluído o futuro ministro que comandará a equipe econômica de um provável governo Moro.

Segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo, além da cúpula do Podemos, três nomes estão hoje muito próximos ao ex-juiz – os ex-ministros Henrique Mandetta e Santos Cruz, e o empresário João Amoedo, criador do partido Novo.

Vamos aguardar o discurso de lançamento da candidatura, pode ser que o futuro ministro da Economia esteja ao lado de Moro.


Magno Malta ,ex-‘vice dos sonhos’ em 2018, volta a ser amigo do presidente Bolsonaro

 

Em Roraima. Ex-senador Magno Malta com Bolsonaro após reaproximação Foto: Isac Nóbrega / PR

Magno Malta voltou a acompanhar Bolsonaro nas viagens

Jussara Soares
O Globo

 De “vice dos sonhos” de Jair Bolsonaro na pré-campanha em 2018 a preterido como ministro logo após a eleição, o ex-senador Magno Malta (PL-ES) está de volta ao círculo presidencial após mais de dois anos afastado. Responsável por ajudar a abrir a porta das igrejas evangélicas a Bolsonaro, Malta selou a reconciliação com uma oração no Palácio do Planalto há seis meses. Reconquistou o posto de aliado, voltou a viajar pelo país com o presidente e teve a promessa de apoio para tentar retornar ao Senado em 2022.

A reaproximação foi patrocinada pelo pastor Silas Malafaia, líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo. O religioso sugeriu que Bolsonaro procurasse Malta, que jamais expôs mágoas em público, mesmo alijado do governo. Na hora, o presidente, pelo telefone do pastor, fez uma chamada de vídeo com o ex-senador. Sem falar do passado, convidou Malta para ir ao Planalto.

TUDO COMO ANTES — “Como sempre aconteceu, orei com ele, demos um abraço e mais nada que isso. Falamos do momento do Brasil, das lutas e das dificuldades” — disse Malta. “ Naquele momento nós passamos a nos falar, nos encontrar, fazer a mesma coisa que eu sempre fiz antes. Se eu puder ser útil em algum momento, conversar, falar, dar algum palpite que seja interessante e orar junto, eu estou próximo”.

Depois das pazes, Malta já acompanhou Bolsonaro em viagens a Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Na semana passada, esteve em Roraima e no Amazonas e foi elogiado duas vezes pelo presidente em eventos evangélicos em Manaus.

“Aqui (está) o Magno Malta, que, por opção dele, não foi meu vice-presidente. Que falta faz o Magno Malta lá no Senado Federal” — disse Bolsonaro na última quarta-feira.

Filiado ao PL (na época, chamado de PR), o então senador abriu mão de ser vice de Bolsonaro em 2018, quando seu partido definiu apoio ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

Apesar disso, manteve-se próximo e era figura frequente no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde o então candidato ficou internado após levar uma facada em Juiz de Fora (MG). O empenho na campanha presidencial foi apontado mais tarde como um dos motivos para Malta perder a reeleição.

Derrotado, Malta não arredou pé do lado de Bolsonaro, alimentou a esperança de ser ministro e fez uma oração, transmitida ao vivo pelas emissoras de televisão, enquanto o Brasil aguardava o pronunciamento do presidente eleito.

ASSESSORA DALMARES – O prestígio daquele momento, porém, não garantiu um cargo. Pior, Malta foi surpreendido quando sua assessora Damares Alves ficou com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. A exclusão do ex-senador do governo é atribuída à primeira-dama Michelle Bolsonaro, amiga da ministra Damares.

Magno Malta, por sua vez, não olha para trás: — Bolsonaro é meu amigo, acredito nele, nas pautas que ele defende. Caminhei com ele e continuo caminhando — disse, de novo, o aliado do presidente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Magno Malta foi humilhado ao ver sua despreparada assessora ser transformada em ministra, e até hoje ninguém sabe o motivo da nomeação. Agora, está de novo sob as asas de Bolsonaro, mostrando que o mundo dá voltas.(C.N.)

Os amigos são sempre os piores inimigos dos políticos

 

                                               Foto Divulgação


Por Marcelo do Sindicato


Foi o irmão, o estopim da crise que levou  à  queda do "ex-presidente Fernando  Collor de Mello" no início da década  de noventa. Foi o leal segurança  de anos, o arquiteto do atentado contra " Carlos Lacerda" que levou ao suicídio de "Getúlio Vargas", em 24 de agosto de 1954, após  ter sido informado de que os altos comandos Militares exigiam o seu licenciamento do cargo de Presidente da República, como solução da crise em que seu governo se viu  envolvido nos últimos anos do seu segundo mandato.

Foram amigos de debate econômico, os pedaleiros de orçamento que levaram ao impeachment da "ex-presidente Dilma  Rousseff ", processo que teve  em início em  2 de dezembro de 2015 encerrando-se em 31 de agosto de 2016.

Em política, cuidado com os amigos e aliados. Nunca se sabe o que  serão capazes de fazer.

Os inimigos  são  previsíveis, querem o seu mal a qualquer custo. Já os amigos podem fazer o mal até sem querer... é  por isso que  os poderosos afastam de si todas as pessoas próximas,  e preferem exercer o poder na ampla solidão  dos palácios.

É  imprescindível  acreditar nas   pessoas de nosso convívio, mais antes de tudo, é  preciso que se tenha os  cuidados redobrados, para que se prevaleça o espírito de harmonia entra as partes, para não se tornar uma vítima da traição da qual sofreu "Jesus Cristo" no momento das oliveiras, onde um de seus homens de confiança o traiu com um simples beijo em sua face, e o entregou aos tribunais  de justiça da época em troca de 30 moedas de prata, fato que culminou com a  sua morte de cruz entre dois ladrões. PENSE NISSO!!!

                                                

                                         Foto Divulgação 

Pfizer inicia estudos de medicamento contra a Covid no Brasil


por Raquel Lopes | Folhapress

Pfizer inicia estudos de medicamento contra a Covid no Brasil
Foto: HalGatewood/Unsplash

A Pfizer iniciou no mês de outubro a condução de estudos clínicos das fases 2 e 3 de um potencial medicamento contra a Covid-19 no Brasil.
 

Trata-se de um antiviral da classe dos inibidores de protease, enzima que o novo coronavírus usa para se multiplicar. O medicamento administrado por via oral mostrou potencial para se tornar um aliado na luta contra o novo coronavírus.
 

O medicamento utiliza a molécula PF-07321332, que demonstrou potente atividade in vitro contra o novo coronavírus nas fases pré-clínicas, realizadas em laboratório. Assim como adequada segurança e tolerabilidade em estudos de fase 1 em humanos.
 

Nesses estudos, o fármaco será administrado com uma baixa dose do ritonavir, um antirretroviral utilizado em tratamento de infecção pelo HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana).
 

No país, são mais de 20 centros de pesquisa que participam desse estudo. Eles estão localizados nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.
 

Os interessados em fazer parte da pesquisa devem ter mais de 18 anos e, dependendo de para qual das três vertentes dos estudos sejam elegíveis, podem ou não já estar vacinados contra Covid-19.
 

Serão feitos três estudos. O primeiro é em pacientes não vacinados com suspeita ou diagnóstico de Covid-19 e com baixo risco de desenvolver doença grave.
 

Além do estudo em pacientes vacinados ou não vacinados com suspeita ou diagnóstico de Covid-19 e com alto risco de desenvolver doença grave. Há também estudo para as pessoas não vacinadas cujos contatos domiciliares estão com Covid-19.
 

"Os dois primeiros querem mostrar que o medicamento é capaz de encurtar o tempo dos sintomas. O terceiro é para avaliar se usar o medicamento evita a infecção. A gente não possui ainda tratamento para casos leves da doença que possa ser tomado em casa e via oral", explicou José Valdez Madruga, médico infectologista e pesquisador de estudos clínicos.
 

Além do Brasil, outros países participam das fases 2 e 3 dos estudos: Estados Unidos, Hungria, Japão, Coreia do Sul, Malásia, México, Polônia, Porto Rico, Tailândia e Turquia.
 

Em março deste ano, a Pfizer iniciou o estudo clínico de fase 1 do antiviral contra a Covid-19 via oral em adultos saudáveis para verificar sua segurança, tolerabilidade e farmacocinética. Ele foi realizado nos Estados Unidos.
 

No Brasil, seis medicamentos já foram aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a Covid-19.
 

O governo Jair Bolsonaro (sem partido) não inseriu no SUS nenhum dos seis tratamentos medicamentosos para a Covid-19 aprovados pela agência reguladora.
 

Para evitar um duro golpe na bandeira negacionista do presidente, o Ministério da Saúde ainda tenta evitar a derrubada de orientações pró-"kit Covid".
 

Os debates se concentram na Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), órgão consultivo do ministério para a análise de novas terapias e definição de protocolos da rede pública.

Bahia Notícias

Norma que impede demissão de trabalhadores que não se vacinaram é inconstitucional


Norma que impede demissão de trabalhadores que não se vacinaram é inconstitucional
Foto: Divulgação

A Portaria do Ministério do Trabalho e Previdência que proíbe empresas de demitir empregados que se recusarem a vacinar contra a Covid-19 pode ser inconstitucional. A Justiça do Trabalho brasileira tem entendido que o direito coletivo à saúde é superior ao direito individual à recusa da vacina. 

 

Segundo uma reportagem do Conjur, diversos especialistas apontam inconstitucionalidades da norma. O advogado trabalhista Luis Fernando Riskalla diz que a portaria do Ministério afronta a Constituição. "As fundamentações para a edição da referida portaria se contradizem ao verificamos que o inciso XXII, do artigo 7, da Constituição, garante aos empregados a segurança e saúde em suas atividades empregatícias. Além disso, já se tornou quase que unânime, perante os tribunais do trabalho, perante o Ministério Público do Trabalho e perante o próprio Tribunal Superior do Trabalho, que a saúde e a segurança da coletividade se sobrepõem à do indivíduo", argumenta.

 

O advogado Carlos Eduardo Dantas Costa diz que "a portaria vai na contramão das decisões judiciais e, inclusive, do posicionamento do Ministério Público do Trabalho”. Já o advogado Donne Pisco aponta que um ministro de estado não tem competência para criar normas, apenas para instrumentalizar o cumprimento das leis de sua alçada. Segundo Pisco, o ministro Onyx Lorenzoni usurpa competência do Legislativo com a Portaria. "O ato normativo do Ministério do Trabalho e Emprego não tem o efeito de vincular a livre apreciação do tema pelos juízes: a restrição imposta, que busca impedir a demissão por justa causa de pessoas que se recusem à vacinação, não tem fundamento legal — inclusive, porque a resistência imotivada à imunização atenta contra o esforço coletivo para a contenção da pandemia, pondo em risco a saúde da população", defende.


 

Para a advogada Mariana Machado Pedroso, a portaria poderá "gerar uma movimentação que ainda não se tinha visto no Congresso Nacional a favor da regulação sobre a vacinação. E pela hierarquia das normas no Direito brasileiro, eventual lei estará hierarquicamente acima da portaria ministerial". Ainda sinaliza que a portaria poderá ser questionada na Justiça. Por sua vez, o advogado Paulo Woo Jin Lee, destaca que é obrigação dos empregadores e da sociedade garantir um ambiente de trabalho seguro, para evitar a propagação de doenças e a responsabilização das empresas por complicações decorrentes da Covid-19 adquirida durante a execução dos trabalhos presenciais", pontua.

Bahia Notícias

Azi convoca reunião do Conselho de Ética para votar processos contra Barros e Miranda


Azi convoca reunião do Conselho de Ética para votar processos contra Barros e Miranda
Foto: Reprodução / Camaraleg

O presidente do Conselho de Ética da Camara, deputado Paulo Azi (DEM/ UB), convocou reunião do colegiado para votar, nesta quarta-feira (3), os processos por quebra de decoro contra os parlamentares Ricardo Barros (PP) e Luís Miranda (DEM/ UB). Na reunião, os deputados relatores Cezinha de Madureira (PSD-SP) e Gilberto Abramo (Republicanos-MG), respectivamente, vão apresentar seus relatórios, que serão discutidos e votados. 

A representação contra Barros, feita pelo PSOL, decorre do depoimento de Luís Miranda à CPI da Covid. Segundo ele, o presidente Jair Bolsonaro teria dito que Barros queria fazer "rolo" no Ministério da Saúde. O PSOL pede a cassação do mandato de Barros.

 

Já a representação contra Miranda foi feita pelo PTB, que considera que o parlamentar agiu de má-fé ao denunciar "um suposto crime cometido por agente do Estado, apontando suposto superfaturamento a fim de prejudicar a imagem e imputar crime ao presidente da República e ao ministro da Saúde à época, o general Eduardo Pazuello". O partido também pede a cassação do parlamentar. 

 

Paulo Azi destacou que ambos os processos têm seguido todos os ritos legais. "Estamos executando todos os prazos legais e garantindo aos parlamentares o cumprimento do príncipio do contraditório e da ampla defesa, para que apresentam suas respectivas sustenções aos processos", afirmou.

Bahia Notícias

Em dia de protesto, caminhoneiros exibem vídeo de Bolsonaro a favor da greve em 2018

 

Jair Bolsonaro em vídeo de apoio a caminhoneiros gravados em 2018

No governo de Temer, Bolsonaro incitou os caminhoneiros

Naira Trindade
O Globo

O movimento dos caminhoneiros fez girar em grupos de WhatsApp da categoria três vídeos antigos de Jair Bolsonaro e seus filhos Eduardo (PSL-SP) e Flávio (Patriotas-RJ) defendendo a paralisação de motoristas e alegando que o Executivo se “omite” perante à política da alta dos preços dos combustíveis no país.

Na primeira peça, gravada durante a campanha presidencial de 2018, Bolsonaro diz que os “caminhoneiros buscam soluções para esses problemas, que interessam aos 200 milhões de brasileiros. Não têm encontrado eco no Legislativo. Sobrou-lhes o Executivo, que teima a se omitir. Somente a paralisação prevista a partir de segunda-feira poderá forçar o presidente da República a dar uma solução para o caso”, disse Bolsonaro, referindo-se à Michel Temer.

PREÇOS ALTOS – No segundo vídeo, com data de 28 de maio de 2018, Eduardo Bolsonaro usa a tribuna da Câmara dos Deputados para dizer que o preço do combustível deveria beneficiar o Brasil.

“Em torno de 50% do petróleo nacional é exportado. Então, essa questão da internacionalização do barril do petróleo, seu preço fixado em dólar e etc deveria beneficiar o Brasil, beneficiar pelo menos o consumidor brasileiro. Quando a Petrobras produz seu combustível, toda cadeia, com pagamento de mão de obra, contratos e serviços, são pagos em reais. Por que o Brasil não consegue então transferir esse benefício para o posto lá na bomba?”.

Já a terceira gravação, de Flávio Bolsonaro, é de 29 de maio 2018, quando ele era deputado estadual do Rio. Na tribuna da Assembleia Legislativa, ele questionou a razão de a Petrobras “sempre reajustar os preços dos combustíveis praticamente todos os dias, conforme avaliação do barril do petróleo no mercado internacional se produzimos aqui cerca de 80% do que consumimos. Por que não reajustam na proporção do que é importado de petróleo aqui no nosso país?”.

PROTESTO  – O Ministério da Infraestrutura informou que o movimento de caminhoneiros desta segunda-feira ocorreu sem transtornos. Há paralização, sem bloqueio de rodovias.

Enquanto isso, lá na Itália, onde participa do G-20, Bolsonaro causava surpresa ao dizer que a Petrobras fará novo aumento de combustíveis em 20 dias e que quer usar os dividendos pagos pela estatal para conter o avanço de preços.

A declaração surtiu efeito no Congresso. Senadores querem apreciar um requerimento de convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de do presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, para explicar a política de preços de combustíveis da companhia diante das falas do presidente.


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