terça-feira, agosto 03, 2021

Procuradoria questiona MEC sobre plano para criar tribunal ideológico do Enem

 

A liderança do PSOL na Câmara solicitou ao Ministério Público Federal investigação urgente sobre o plano do governo

Procuradoria questiona MEC sobre plano para criar tribunal ideológico do Enem
Notícias ao Minuto Brasil

03/08/21 15:03 ‧ HÁ 1 HORA POR FOLHAPRESS

BRASIL GOVERNO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério Público Federal questionou o governo Jair Bolsonaro sobre os planos do MEC (Ministério da Educação) para criar uma espécie de tribunal ideológico do Enem. Na Câmara, o ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, negou que existisse a iniciativa, o que contradiz os registros dos processos internos.

A Folha de S.Paulo revelou em junho que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) tem pronta uma portaria que estabelece uma instância permanente de análise ideológica dos itens das avaliações da educação básica. O documento prevê veto a "questões subjetivas" e atenção a "valores morais".

A liderança do PSOL na Câmara solicitou ao Ministério Público Federal investigação urgente sobre o plano. Em julho, Milton Ribeiro disse que tudo era "fake news".

Em resposta ao pedido do PSOL, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão determinou que o MEC se manifeste sobre a veracidade da iniciativa. Exigiu ainda cópia dos processos no Inep que, como a Folha revelou, tratam do caso.

"Embora não se tenha, até aqui, ato estatal efetivamente editado que determine a instituição de comissão nos moldes denunciados, e conquanto o próprio ministro da Educação tenha negado", diz o despacho da procuradoria, "a imprensa noticia a existência de minuta de ato normativo já em vias de publicação".

A procuradoria afirma que a menção aos números dos processos demonstra "a possibilidade iminente de que a situação ora denunciada venha a se consolidar".

O documento é assinado pelo Subprocurador-Geral da República Carlos Alberto Vilhena. Ele ainda cita o histórico da atual gestão em interferir nos conteúdos do Enem a partir de critérios ideológicos.

"Não é a primeira ocasião em que se verificam iniciativas do MEC no sentido de promover controle, pautado em bases pouco claras e de escassa objetividade, sobre o conteúdo das questões do Enem".

A Folha questionou MEC e Inep mas não recebeu respostas. A pasta também nunca respondeu aos questionamentos enviados desde junho.

O plano de criar uma comissão de revisão ideológica surgiu após o ministro ter afirmado, em outra audiência na Câmara, em 9 de junho, que desistira de conferir pessoalmente as questões do Enem. Aos congressistas, ele não citou, no entanto, planos para uma nova instância de análise das questões.

O processo no Inep que trata do tema, e onde consta a minuta da portaria, foi criado já no dia seguinte desse encontro na Câmara, em 10 de junho, segundo documentos obtidos pela Folha.

O planejamento envolvendo várias áreas do órgão é tratado em dois processos no instituto: de nº 23036.003596/2021-21 e nº 23036.003658/2021-02.

A área técnica do Inep se posicionou contrária à criação da nova instância por já haver processos técnicos consistentes de elaboração, escolha e revisão dos itens. São sete fases atuais de revisão de questões e os participantes desses processos são convocados por chamamento público, o que garante a impessoalidade do processo.

Já a nova portaria daria ao próprio presidente do Inep o poder de escolher pessoalmente os participantes externos dessa comissão. Servidores do instituto ficaram apreensivos com o perfil desses membros. Eles veem como único objetivo da nova instância o controle ideológico da prova.

A nova comissão teria de barrar "questões subjetivas" e que afrontem "valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade", segundo a minuta da portaria que criaria o grupo, obtida pela Folha.

O embate ideológico é a principal marca da gestão Bolsonaro na área da educação. O governo tem aversão a questões que abordem, por exemplo, qualquer discussão de gênero.

Em 2019, o Inep já havia criado uma comissão que censurou questões do Enem -o que é citado pela procuradoria. Elogiada pelo Bolsonaro, a ditadura militar (1964-1985), por exemplo, não foi mais abordada no exame. Agora, o plano era que essa nova comissão fosse permanente.

O tema havia sido colocado como prioridade pela equipe do ministro. Quando a reportagem foi publicada, a ideia era publicar o ato nos próximos dias.

Mas o tema perdeu esse ritmo após repercussão negativa. A Defensoria Pública também questionou na Justiça o plano para criar o tribunal ideológico permanente.

O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior público. O conteúdo é usado como referência para o que é ensinado nas escolas de ensino médio.

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São José do Jacuípe: MP pede que prefeito use cores oficiais em atos e prédios do Município

por Cláudia Cardozo / Francis Juliano

São José do Jacuípe: MP pede que prefeito use cores oficiais em atos e prédios do Município
Foto: Divulgação

Uma recomendação pede ao prefeito de São José do Jacuípe, na Bacia do Jacuípe, Aberlan Peris Moreira da Cunha (PP), que deixe de usar as cores que usou na campanha eleitoral em atos, ações e imóveis da prefeitura. A solicitação, informada nesta terça-feira (3), é do promotor Rafael Macedo Coelho Luz Rocha, da Promotoria de Capim Grosso, na mesma região.

 

Segundo Rocha, Peris deve se atentar para o princípio da impessoalidade, sendo que a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, "dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos", diz trecho da recomendação.

 

Entre as recomendações, o promotor pede que o gestor respeite a lei municipal que estabeleceu as cores oficiais do Município – que são branco, verde e azul – e não use vermelho e azul ou somente vermelho, como o candidato usou quando venceu as eleições em 2020.

 

Com isso, devem ter o mesmo padrão pinturas de prédios, ofícios e documentos expedidos, plotagens de veículos, postagens em redes sociais, foto de perfil oficial, entre outros. O promotor pediu também que Peris se abstenha de realizar publicações na rede social do Município com características de autopromoção. 

 

O pedido dá 15 dias para que o gestor responda às demandas apresentadas pelo promotor. Em caso de não acatamento da solicitação, o prefeito pode ser alvo de uma ação de improbidade administrativa, ato ilegal cometido por agente público.


Bahia Notícias

Desatar o nó do Fundão Eleitoral é a missão número um de Ciro Nogueira na Casa Civil

Publicado em 3 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Nogueira já sabe que a Casa Civil é uma tremenda gelada

Mariana Carneiro
O Globo

A partir daí, o presidente tem 15 dias úteis para decidir se veta o texto e agrada seus seguidores mais fiéis e radicais, ou se sanciona como está e satisfaz a base política no Congresso. Dessa costura depende o humor com que o Congresso tratará Bolsonaro em quase todas as outras questões, como a CPI da Covid.

Por isso, parlamentares, técnicos e assessores passaram os últimos dias do recesso parlamentar analisando uma forma de encontrar uma alternativa que permita ao presidente dizer que fez algo para diminuir os gastos, sem reduzir demais o financiamento público das campanhas políticas.

SUPOSTO EXCESSO – O próprio Bolsonaro ensaiou uma proposta, nos últimos dias, ao dizer que vetaria um suposto “excesso” de R$ 2 bilhões, de forma que o fundo passasse a ser de R$ 4 bilhões. Excesso que, na verdade, não existe, já que não há um valor fixo para o fundo eleitoral. Com a proposta, porém, Bolsonaro queria poder dizer a seus apoiadores que fez cortes, mesmo dobrando o valor do fundo eleitoral em relação ao que foi executado em 2020.

Segundo o acordo que vinha sendo negociado pelos líderes do governo, o presidente simplesmente vetaria o texto da LDO e depois enviaria ao Congresso um projeto de lei com o valor de R$ 4 bilhões para o fundo eleitoral de 2022. 

A proposta foi bem recebida por uma parcela expressiva dos parlamentares. Mas o presidente da Câmara, Arthur Lira, já mandou avisar a Bolsonaro que não é possível, porque a lei sobre financiamento de campanha diz que o valor destinado ao fundo, em ano de eleição, tem que ser estabelecido na LDO. 

CONTROVÉRSIAS – Lira tem dito aos interlocutores que, como a lei já foi aprovada, se Bolsonaro vetar o artigo que fala do fundo, simplesmente não haverá financiamento público de campanha em 2022. Nem todos os deputados e técnicos do Congresso concordam com essa interpretação da lei, mas o fato de o presidente da Câmara encampá-la dificulta a tarefa de Bolsonaro e Ciro Nogueira.

Para os deputados, a alternativa que sanaria esse problema seria Bolsonaro fazer o inverso: sancionar o texto como está, com a regra que coloca o limite em R$ 5,7 bilhões, e deixe para negociar uma redução mais adiante, quando for mandar para o Congresso os valores do orçamento em si.

A questão é que isso resolveria o problema do Congresso, mas não o do presidente da República.

NOVA VERSÃO – Assim, na sexta-feira, em entrevista à rádio 89 FM, o presidente mudou de novo o discurso. Disse que vetaria o texto que permite os R$ 5,7 bilhões e permitiria apenas o reajuste do valor gasto nas eleições presidenciais de 2018 pela inflação. Isso manteria o fundo estacionado em torno dos mesmos R$ 2 bilhões de 2020.

Se de fato o presidente fizer isso, a repercussão será péssima no Congresso. Em 2020, já houve muita reclamação a respeito desses R$ 2 bilhões.

O próprio Lira costuma contar que muitos candidatos a prefeito ficaram sem nenhuma ajuda do partido ou até se endividaram para concluir a campanha, e por isso seria necessário aumentar o valor do fundo eleitoral já que, segundo eles, campanhas para deputados, senadores, governadores e presidente costumam ser mais caras.

SEM VETO – É por isso que quase ninguém no Congresso acredita que Bolsonaro vai mesmo peitar os parlamentares e cortar bilhões do financiamento de campanha, com tantos problemas acumulados no Congresso.

Se Ciro Nogueira conseguir uma saída que dê ao presidente ao menos um discurso para os seguidores do presidente, Bolsonaro poderá dizer que saiu no lucro desse imbróglio.


No caso do voto impresso, Barroso abandona tática da defesa e vai ao ataque contra Bolsonaro

Publicado em 3 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

O ministro do STF Luis Roberto Barroso

Com apoio de 15 ex-presidentes do TSE, Barroso no ataque

Alberto Bombig 
Coluna do Estadão

O discurso do presidente Luís Roberto Barroso na abertura dos trabalhos do Tribunal Superior Eleitoral tocou em pontos considerados fundamentais por quem está atento na busca de uma maneira eficaz de combater as narrativas do presidente Jair Bolsonaro.

O ministro Barroso busca inverter a lógica da empreitada bolsonarista, que atribui risco de fraude ao atual modelo eletrônico de votação: Barroso tenta virar o jogo ao insistir na vulnerabilidade do sistema impresso/manual, que, segundo ele, favorece a compra de votos, o “coronelismo” e as “milícias” (palavra amarga para os fãs do presidente).

PAPO RETO – Segundo um especialista em marketing político, a mensagem dos adversários do presidente e, portanto, dos defensores da urna eletrônica, deve ser algo direto, na linha: Jair Bolsonaro quer acabar com o voto secreto no País.

Mesmo sem citar nomes, foi mais ou menos o que Barroso fez, seja na nota assinada por 15 ex-presidentes do TSE, seja em seu pronunciamento.

Virando a chave. Insistir em jogar na defensiva, repetindo a história de que o voto eletrônico é “auditável”, é continuar atuando no campo da suspeição levantada, sem qualquer prova, por Bolsonaro.

ACIMA DE FUX – O discurso do presidente do TSE ficou muitos tons acima do proferido horas antes pelo ministro Luiz Fux, ao abrir o segundo semestre de trabalhos no Supremo.

Barroso também demonstrou mais coragem e determinação do que Fux com a abertura do inquérito para investigar as ameaças às eleições.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro odeia Barroso, porque foi ele quem deu a decisão no Supremo que mandou instalar a CPI da Covid.  Bolsonaro está por aqui de ódio(C.N.)

 

Um mundo às avessas, uma pandemia e um presidente que ignora a dignidade e o decoro

Publicado em 3 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Galhardo (Arquivo Google)

Celso Lafer
Estadão

O impacto da covid-19, que se vem prolongando no tempo, é opressivo. Trouxe uma ruptura da “normalidade do normal”. Vem vitimando contínua e indiscriminadamente e impondo à nossa gente o mastigar do pão da aflição e o sorver o amargor do sofrimento. As necessárias medidas de isolamento afetaram todos os setores das atividades, com graves consequências econômicas e humanas. Impuseram significativos limites ao convívio social.

Deram a força do concreto ao esquema do pensar e da expressão do clássico tópos literário do “mundo às avessas”. Este articula com a ruptura da “normalidade do normal” um estado lamentável das coisas, instigando a indignação. São as razões mais abrangentes dessa indignação com a maneira como o governo federal vem conduzindo as políticas públicas de saúde em nosso país o que norteia este artigo.

UM FATO EXCEPCIONAL – A pandemia do coronavírus surpreendeu governantes e governados. É um fato excepcional, que resulta da conjunção pouco frequente de certas circunstâncias. Não foi algo indeterminado que se esgota no âmbito do acaso. Mostrou o alcance irradiador do inesperado, dificilmente previsível pela escala global que assumiu quando se compara seu impacto e sua duração com prévias conhecidas pandemias do mundo contemporâneo.

O coronavírus pôs na pauta o novo dos riscos que vêm trazendo uma grande crise global da saúde pública. Esta se propaga por obra da porosidade das fronteiras, que internalizam, e ao mesmo tempo magnificam, pela dinâmica da era digital, os problemas internacionais na vida dos países. Evidenciou que as sociedades contemporâneas, inseridas para o bem e para o mal num mundo interconectado e interdependente, são sociedades de risco.

Correm muito mais do que no passado o risco de se afundarem, vitimadas pelo desgorgolamento (a decapitação) que Gil Vicente, recorrendo ao tópos do mundo às avessas, se referiu no Auto Pastoril Português.

SEM SUSTENTABILIDADE – Uma sociedade de riscos, incluídos os manufaturados pela ação humana, como é o caso do meio ambiente e da sustentabilidade, exige a capacidade de orientar-se no mundo “que não dá a ninguém inocência nem garantia”, como dizia Guimarães Rosa.

Pressupõe, na condução das políticas públicas, a responsabilidade e a seriedade na gestão de riscos. É o caso dos desafios da diplomacia das vacinas em matéria de política externa e dos grandes temas do multilateralismo da governança global.

Num mundo caracterizado pela velocidade dos processos com os quais a cultura científica da pesquisa básica e aplicada expande as fronteiras do conhecimento, a gestão dos riscos transcende o clássico “standard” da prudência. Requer a presença do papel da ciência e do conhecimento e dos seus valores de racionalidade e transparência, para identificar apropriadamente os riscos, mitigá-los e controlá-los.

NEGACIONISMO – Daí a inconformidade com este estado lamentável das coisas em nosso país proveniente da postura negacionista do presidente e de seu governo quanto ao papel da ciência e do conhecimento no enfrentamento da crise do coronavírus, que aprofunda um “mundo às avessas”.

O negacionismo se expressa por ações e omissões que a CPI está apurando. São agravadas pelas palavras do presidente. Estas ignoram o proceder com a dignidade e o decoro do cargo, que é o “standard” de conduta presidencial lícita, prevista na Lei 1.079, de 10 de abril de 1950.

Dignitas – dignidade –, ensina Cicero, é ter bons sentimentos para com a res publica e dar provas aos homens de bem desses sentimentos. Decoro, que, como dignidade, provém do latim decet, o que convém, o que é apropriado, manifesta-se pela compostura no exercício da função pública. Nem um nem outro se encontram nas palavras de ruptura e improvisações mal concebidas do presidente, que alimentam a insegurança, corroem a confiança e dividem o País.

SITUAÇÃO-LIMITE – Não atendem ao papel que se espera de liderança, que é o de definir construtivamente rumos para a sociedade. São incompatíveis com o zelo que deve presidir as políticas públicas de saúde numa situação-limite como a da pandemia.

Ensina o padre Antônio Vieira que “o verdadeiro zelo teme o perigo e trata dos remédios”, advertindo que “o maior perigo não é quando se teme o perigo, é quando se teme o remédio”.

Os remédios são aqueles que o estágio atual do conhecimento e da ciência, validados pelos pesquisadores nacionais e internacionais, indica em matéria de contenção e mitigação dos riscos da pandemia.

TUDO ÀS AVESSAS – Entre eles, vacinas e o seu papel imunizador, máscaras, isolamento social, administração da sobrecarga dos cuidados hospitalares a serem implantados sem atropelos e desvios de qualquer natureza e sem o ímpeto desagregador das competências concorrentes dos Estados e dos municípios.

O presidente ignora a advertência do padre Antônio Vieira: teme o perigo e com a opacidade intencional da consciência ignora os remédios. Dessa maneira vai prolongando o mal-estar do nosso quotidiano de um “mundo às avessas” com suas omissões, ações e palavras, reveladoras de um modo de ser que não se ajusta à dignidade e ao decoro de seu cargo.

(Artigo enviado por José Carlos Werneck)

CPI da Pandemia ouve o reverendo Amilton Gomes de Paula - 3/8/2021

Mendonça pede apoio de Wagner para STF enquanto gabinete do ódio ataca petista

Mendonça pede apoio de Wagner para STF enquanto gabinete do ódio ataca petista
Foto: Anderson Riedel/PR

O advogado-geral da União, André Mendonça, esteve em Salvador na última sexta-feira (30), para pedir apoio ao senador petista Jaques Wagner e ajuda para ser recebido pela oposição, em articulação para chegar ao STF. De acordo com publicação do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, Mendonça, no entanto, não combinou a agenda com o "gabinete do ódio".

 

Segundo a publicação, a máquina bolsonarista passou a segunda-feira (2) atacando Wagner. Ainda conforme a reportagem, criaram uma falsa festa que teria acontecido no fim de semana em suposta fazenda do petista na Bahia, reunindo ministros do STF - o que não ocorreu.

 

Mendonça é o nome indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a vaga deixada por Marco Aurélio Mello, que anunciou aposentadoria, no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

De acordo com o Metrópoles, Mendonça vê o apoio de Wagner como estratégico, porque ele considera o baiano o mais acessível da bancada petista.

 

Para conseguir a vaga ao Supremo, o candidato precisa ter 41 votos no Senado Federal.

Bahia Notícias

Bolsonaro faz novo ataque a Barroso e diz que ministro coopta TSE e STF


Bolsonaro faz novo ataque a Barroso e diz que ministro coopta TSE e STF
Foto: Alan Santos / PR

Em um novo capítulo da defesa do voto impresso e ataque a urna eletrônica, o presidente Jair Bolsonaro mirou no presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso e afirmou, nesta terça-feira (3), e afirmou que o magistrado coopta membros da corte eleitoral e do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro sugeriu que Barroso presta um desserviço ao país ao se opor a mudanças no sistema de voto com a urna eletrônica.

 

Na ocasião, Bolsonaro afirmou ainda que não vai aceitar "intimidações" e que eleições "duvidosas" não serão aceitas em 2022.

 

"O ministro Barroso presta desserviço à nação brasileira, cooptando agora gente de dentro do Supremo, né, querendo trazer para si, ou de dentro do TSE, como se fosse uma briga minha contra o TSE ou contra o STF. Não é. É contra ministro do Supremo que é também presidente do TSE querendo impor a sua vontade", disse Bolsonaro a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

 

As declarações de Bolsonaro veem após um discurso duro de Barroso nesta segunda-feira (2), durante cerimônia de reabertura dos trabalhos do Judiciário. Durante a fala, após sucessivos ataques do presidente a segurança das urnas eletrônicas, Barroso disse que escolheu “ser um agente do processo civilizatório e empurrar a história na direção certa”. “Se eu parar para bater boca eu me igualo a tudo que quero transformar”, afirmou (leia mais aqui).  

 

Também nesta segunda, o TSE aprovou a abertura de um inquérito e o envio de uma notícia-crime ao Supremo para que Bolsonaro seja investigado no inquérito das fake news.

 

Nesta terça, de acordo com a Folha de S. Paulo, Bolsonaro sugeriu que há um complô para eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eleições fraudadas no próximo ano.

Bahia Notícias

Para PT-BA, ofensas de Vilas-Boas demonstram 'racismo, misoginia e machismo'

Para PT-BA, ofensas de Vilas-Boas demonstram 'racismo, misoginia e machismo'
Foto: Bahia Notícias

Em nota divulgada nesta terça-feira (3), a Secretaria de Mulheres do PT Bahia se manifestou sobre o episódio em que o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, ofendeu a empresária Angeluci Figueiredo. Para o PT, o ato "demonstra desrespeito, racismo, misoginia e machismo".

 

"O fato ocorrido traz para o centro problemas estruturais que fazem vítimas todos os dias em nosso estado e em nosso país, do qual nós, mulheres, somos obrigadas a lidar em nosso cotidiano, seja no campo pessoal ou profissional", diz trecho da nota em que a Secretaria de Mulheres repudia a atitude de Vilas-Boas.

 

Segundo o texto divulgado pela sigla, fatos como este não podem repercutir apenas com pedidos de desculpas, mas, sobretudo, que sirva de exemplo para que não seja mais reproduzido. "No projeto de sociedade que defendemos nunca coube e não cabe nenhum tipo de opressão e violência", finaliza a nota.

 

Durante conversa divulgada através de um aplicativo de mensagens com Angeluci, Vilas-Boas chamou a chef de "vagabunda". A ofensa teria sido feita após Fábio não ter conseguido acessar com seus convidados no restaurante.

 

De acordo com a nota divulgada pela chef, o fechamento do estabelecimento se deu "em virtude da instabilidade do tempo, das condições climáticas e das variações do vento e da navegabilidade na Baía de Todos os Santos, recomendou a restrição de navegação em todo o entorno, incluindo, claro, a Ilha dos Frades, onde funciona o restaurante".

 

POLÍTICOS SE MANIFESTAM

Em uma rede social, a líder da oposição na Câmara de Salvador, vereadora Marta Rodrigues (PT), declarou solidariedade e afirmou que "não podemos aceitar qualquer atitude machista de quem quer que seja".

 

"Mais do que se desculpar, o que o secretário Fábio já fez publicamente, é fundamental que ele reflita sobre seu posicionamento equivocado. Precisamos de discursos que combatam e enfraqueçam a misoginia tão presente em nossas vidas, e não um discurso que fortaleça e corrobore ainda mais uma sociedade machista", escreveu a vereadora.

 

Da Assembleia Legislativa, o líder da oposição, deputado Sandro Regis (DEM), disse que esse tipo de declaração não condiz com o cargo de secretário de Estado e cobrou uma atitude de Rui Costa. "As agressões são graves e exigem um posicionamento do governador", afirmou Regis.

 

A deputada estadual, Olívia Santana (PCdoB), também ressaltou que "é fundamental que o secretário repense seus valores autoritários e atitudes". "Foi um absurdo chamar a empresária e Chef Angeluci Figueire de vagabunda, porque teve a sua reserva no restaurante dela cancelada por causa do mal tempo. Por mais que tivesse irritado com a situação, não justifica a agressão machista, o flagrante desrespeito a uma mulher", escreveu Olívia.

 

Nesta segunda-feira (2), entidades também repudiaram as ofensas do secretário (leia mais aqui).

 

Após o episódio ser divulgado, Vilas-Boas usou as redes sociais para se desculpar (veja aqui).

Com fim do recesso, a luta da resistência democrática mobiliza Supremo e Congresso


Bolsonaro usa o cercadinho para ir minando a democracia

Eliane Cantanhêde
Estadão

Boa definição do senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Covid: “Quando tem CPI, o presidente fica restrito ao cercadinho do Alvorada. Quando não tem, ele põe o Brasil no cercadinho”. Em sendo assim, o presidente Jair Bolsonaro vai parar de ocupar tanto espaço na mídia e voltar a falar só com um punhado de apoiadores a partir desta segunda-feira, 2. É quando recomeçam os trabalhos do Legislativo e, de quebra, do Judiciário.

A “ocupação de espaço” nem foi tão boa assim. Bolsonaro sai do recesso da CPI e do Supremo com o Centrão engolindo “a alma do governo”, com o liberalismo de Paulo Guedes enterrado pela reeleição e o fiasco do circo sobre “as provas” de fraudes nas urnas eletrônicas, uma farsa, um patético tiro no pé.

URNA ELETRÔNICA – Ao tentar comprovar a fragilidade do sistema, Bolsonaro conseguiu exatamente o oposto: ele é a maior prova do quanto a urna eletrônica é segura. Se o presidente, com todos os serviços de inteligência, instrumentos e equipes civis e militares que tem à mão, levou anos buscando fraudes e não encontrou nada… É porque não tem nada mesmo.

Com o fim do recesso, tudo volta ao normal: as revelações sobre vacinas pululam na CPI e a resistência democrática mobiliza o Supremo, aliás, já de véspera: o ministro Alexandre de Moraes reabriu na sexta-feira as investigações sobre a denúncia de Sérgio Moro de ingerência política de Bolsonaro na Polícia Federal.

O presidente do STF, Luiz Fux, abriu o semestre judiciário dando recados a favor da democracia, da República e da Federação, posicionando-se contra mentiras e bravatas que atingem ministros do Supremo, o sistema eleitoral e a realização das eleições. Fux disse em público o que já disse em privado para o presidente. Em tradução livre: Não vem que não tem. Muito menos golpes.

REUNIÃO COM JURISTAS – Também na segunda, os senadores Simone Tebet e Alessandro Vieira tiveram reunião em São Paulo com a comissão de juristas que assessora a CPI, no escritório do ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, que assinou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff. 

Segundo Vieira, busca-se o “nexo entre fato e consequência e definir responsabilidades”. Reale acrescenta que Bolsonaro “tenta se eximir integralmente de cumprir o dever de proteção das pessoas” e diz que a CPI evidencia “o negacionismo e a consciente omissão diante do dever de proteção da sociedade”.

CONJUNTO DA OBRA – No VI Seminário Caminhos contra a Corrupção, do Instituto Não Aceito Corrupção (Inac) e da Unesp, Reale focou menos nas questões pontuais, como negociatas de vacinas, e mais no “conjunto da obra”, dizendo que o presidente só ouviu na pandemia o gabinete paralelo do Planalto, “verdadeiro grupo de conspiração a favor do vírus”.

Reale atribui a Bolsonaro a prática de homicídio comissivo por omissão: “Observo no comportamento do presidente a prática de homicídios comissivos em série, por omissão, descumprindo o dever de agir quando deveria”. É uma pista de como será a orientação dos juristas para o relatório final da CPI, que vem quente.

Senhores e senhoras, o segundo semestre está começando, com o presidente saindo do cercadinho para enfrentar seus maiores campos de batalha, a CPI e o Supremo, onde há toneladas de documentos, mensagens, vídeos e áudios, muitos comprovando: o maior inimigo de Bolsonaro não são eles, é o próprio Bolsonaro.

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