quinta-feira, junho 03, 2021

Cármen Lúcia autoriza abertura de inquérito para investigar ministro Ricardo Salles


Gilmar Fraga: sem novidade | GZH

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/ZH)

Fernanda Vivas e Márcio Falcão
TV Globo — Brasília

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (2) a abertura de um inquérito para investigar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Cármen Lúcia atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O pedido da PGR foi feito no dia 31 de maio e tem como base a notícia-crime apresentada em abril contra o ministro por suposta tentativa de atrapalhar a apuração sobre a maior apreensão de madeira do Brasil, feita na Operação Handroanthus.

DELEGADO EXONERADO – A notícia-crime foi protocolada pelo delegado da Polícia Federal Alexandre Saraiva, então superintendente da PF no Amazonas. Uma semana depois, o governo nomeou outro delegado para o posto.

Ao pedir a abertura de inquérito ao Supremo, o Ministério Público informou quer apurar se o ministro do Meio Ambiente cometeu delitos como: advocacia administrativa; obstar ou dificultar a fiscalização ambiental; impedir ou embaraçar a investigação de infração penal que envolva organização criminosa.

A PGR pediu, ainda, autorização para que sejam realizadas as seguintes diligências: depoimento do ministro; depoimento de proprietários rurais e agentes de fiscalização do Ibama e do Departamento de Polícia Federal relacionados à Operação Handroanthus; cópia digitalizada da integralidade dos procedimentos de fiscalização e investigação relativos aos ilícitos ambientais.

PRÁTICAS DELITUOSAS – Ao analisar o pedido da PGR, a ministra afirmou que, em tese, há fatos que podem configurar práticas delituosas “cuja materialidade e autoria” precisam ser investigadas.

Conforme a decisão, a investigação busca apurar “a veracidade e a autoria” dos fatos citados na notícia-crime enviada pela PF contra Salles. Cármen Lúcia também afirmou ser “imprescindível” a apuração dos fatos mencionados.

“A investigação penal é dever jurídico do Estado e constitui resposta legítima do ente estatal ao que se contém na notícia do crime. A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede que os órgãos públicos competentes ignorem o que se aponta na notícia, sendo imprescindível a apuração dos fatos delatados, com o consequente e necessário aprofundamento da investigação estatal e conclusão sobre o que noticiado”, escreveu.

PRAZO DE 30 DIAS – A ministra também autorizou as diligências propostas pela PGR e estabeleceu prazo de 30 dias para que as investigações sejam realizadas.

Na decisão, a ministra destacou o papel do STF em relação às apurações. “Na fase investigatória, é sua atribuição [do STF] controlar a legitimidade e a regularidade de atos e procedimentos de coleta de provas, autorizando ou não as medidas persecutórias submetidas a reserva de jurisdição, como, por exemplo, as que importam restrição a direitos constitucionais fundamentais”.

A ministra também determinou que a PGR se manifeste “com máxima urgência” sobre a situação de Eduardo Bim, presidente afastado do Ibama. A ministra lembrou que a situação de Bim não foi tratada no pedido feito ao STF na última segunda.

OPERAÇÃO DA PF – Em outra frente, no dia 19 de maio, Ricardo Salles foi alvo da Operação Akuanduba, da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, também do STF.

As investigações apuram suspeita de facilitação à exportação ilegal de madeira do Brasil para os Estados Unidos e Europa. Quando a operação foi deflagrada, Salles chamou a ação de “exagerada” e negou envolvimento em exportação ilegal de madeira.

“Vou fazer aqui uma manifestação de surpresa com essa operação, que eu entendo exagerada, desnecessária. Até porque todos, não só o ministro, como todos os demais que foram citados e foram incluídos nessa investigação estiveram sempre à disposição para esclarecer quaisquer questões. O Ministério do Meio Ambiente, desde o início da gestão, atua sempre com bom senso, respeito às leis, respeito ao devido processo legal”, disse Salles na ocasião.

CORRUPÇÃO EVIDENTE – Ao pedir a abertura de inquérito, a PGR relatou que, no caso sob a relatoria do ministro Moraes, “investiga-se suposta atuação coordenada de servidores ocupantes de cargos em comissão do Ministério do Meio Ambiente” que atuariam para garantir interesses ilegítimos de empresas madeireiras.

“Indicaram-se, naqueles autos, diversos episódios de atuação desses servidores em descompasso com as recomendações técnicas, com o objetivo de promover a regularização de cargas exportadas irregularmente e apreendidas pelas autoridades norte-americanas. Tal cenário evidencia, de forma ampla, a necessidade de aprofundamento investigativo dos fatos noticiados”, ressaltaram.

Ainda no documento, a PGR afirmou que, em manifestação ao MP, Salles chamou a notícia-crime de “infundada” e confirmou ter participado de reunião com empresários para tratar de assuntos relativos à Operação Handroanthus.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Se fosse no governo Itamar Franco, o ministro já teria sido afastado do cargo desde a primeira denúncia, para se defender. No governo Bolsonaro, o estilo é diferente. O presidente deixa o ministro apodrecer no cargo, ao vivo e a cores, como se esse espetáculo não prejudicasse os trabalhos do ministério. (C.N.)



Vereador Neguinho de Lié denuncia que prefeito de Jeremoabo alugou uma rodoviária e não casa de apoio, e que uma gestante em acompanhamento na saúdel passou dois meses com a criança morta na barriga




Começo esse artigo comentando a respeito das palavras do vereador Neguinho quando diz que: o Blog quando publicava  matéria favorecendo os vereadores Ivande e outros, não mentia só falava a verdade, já hoje que eles são situação, o BLOG na palavra dele mente.
Será que falar a verdade na mente e na " consciência" do vereador Ivande é ser capacho de prefeito, omitindo a verdade e jogando a sujeira pata debaixo do tapete?
 Ou trair e desonrar   o juramento que na posse o vereador diz?
 "Prometo exercer com dedicação e lealdade o meu mandato, cumprindo as Leis e respeitando as instituições, promovendo o bem geral do Município e pugnando pela manutenção da Democracia"

O Vereador é pago para com independência  fiscalizar o prefeito e não  para ser omisso e prevaricador, lamento  que o vereador Ivande desconheça que "   A imprensa é a vista da nação. Por ela é que a nação acompanha o que  lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa e se acautela do que a ameaça." (Rui Barbosa).
Devido o clamor e insatisfação dos pacientes que submetem-se a Tratamento Fora do Domicilio, os vereadores da oposição convidou alguns colegas da situação e foram até Salvador fiscalizar o que estava acontecendo na Casa de Apoio.
Chegando lá, o vereador Neguinho e Zé Miúdo falaram que não sabiam se estavam diante de uma Rodoviária  devido a quantidade de ônibus oriundas de cidades do interior, ou uma casa de apoio, porta da de entrada do COVID-19.
As outras ilicitudes já citei em matérias anteriores inclusive com depoimentos de vereadores, fatos macabros que daria para confeccionar um filme de terror.
Mas as aberrações não ficam só por ai, o vereador Neguinho da tribuna denunciou, estradas esburacadas, PSFs sem médicos, poços artesianos quebrados, médicos sobrecarregados, verdadeiros robôs; sendo que a denúncia mais grave foi de uma jovem que estava grávida, sendo acompanhada pela saúde de Jeremoabo, no entanto, já estava há mais de dois meses com a criança morta na barriga, aliás, está denúncia está pipocando nas redes sociais.
O pior de tudo isso é que o vereador Ivande é sabedor de todas essas atrocidades, porém, permanece calado, omisso, prevaricando e ainda condenando e chamando de mentiroso quem exerce seu direito de cidadania e tem a coragem de levar ao conhecimento da população.

 "Queria Platão, é o discurso que diz as coisas como são; falso é aquele que as diz como não são. Ou seja, e com licença filosófica, verdade é a exata correspondência entre o conhecimento e a coisa".

Oposição fecha acordo e Israel terá novo premier após 12 anos da Era de Netanyahu


Bennett é conservador, mas representa um passo à frente

Correio Braziliense
(Agência Estado)

Uma ampla coalizão de partidos trabalhou contra o relógio para fechar nesta quarta-feira, 2, último dia do prazo, uma aliança que encerra os 12 anos de governo do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, em Israel. Líderes de direita, centro, esquerda e até políticos árabes concluíram as negociações dos últimos detalhes – principalmente cargos e o papel de cada um novo governo.

Segundo a coalizão, o próximo governo deverá ser comandado inicialmente pelo conservador Naftali Bennett, ex-ministro da Defesa e um antigo aliado de Netanyahu, que decidiu romper com o premiê e negociar com a oposição.

GOVERNO ROTATIVO – O grande articulador da aliança foi Yair Lapid, ex-apresentador de noticiários de TV e um desafeto de longa data do primeiro-ministro.

O acordo foi fechado para que Bennett e Lapid anunciassem um comando rotativo – dois anos para cada um à frente do governo. A alternância de cadeiras não é incomum na política israelense. Entre 1984 e 1988, o trabalhista Shimon Peres governou a primeira metade do mandato, e Yitzhak Shamir, do Likud, concluiu o governo.

A última vez que isso aconteceu foi em maio do ano passado, para resolver o impasse causado por três eleições inconclusivas – ninguém obteve maioria no Parlamento nas votações de abril e de setembro de 2019, e de março de 2020. Foi quando Netanyahu decidiu oferecer o rodízio ao líder da oposição, Benny Gantz, que aceitou.

SEM ORÇAMENTO – A aliança, no entanto, desandou. A falta de aprovação de um orçamento para 2021 fez o Parlamento ser dissolvido, em dezembro, e uma quarta eleição em dois anos foi convocada, com Gantz e outros líderes de oposições acusando Netanyahu de usar a manobra regimental para evitar entregar o cargo.

A oposição afirmava que Netanyahu está apegado ao poder por razões pessoais. Indiciado por corrupção, ele estaria buscando imunidade processual. O premiê nega. Na última eleição, em março, seu partido, o Likud, saiu das urnas outra vez como o mais votado, com cerca de um terço do eleitorado. Nas negociações, Netanyahu manteve a aliança com partidos religiosos, mas não conseguiu maioria para formar um governo.

A tarefa então passou para Lapid, o segundo mais votado, que articulou uma coalizão disforme, com partidos de todos os espectros políticos que têm apenas uma coisa em comum: a rejeição a Netanyahu.

DIVISÕES IDEOLÓGICAS – Para selar o acordo, os partidos precisaram deixar de lado divisões ideológicas e superar as pretensões ministeriais de todas as bancadas, especialmente às pastas de Defesa e Justiça. “Até a formação do governo, enfrentamos muitos obstáculos”, disse Lapid. “Foi nosso primeiro teste para ver se conseguimos encontrar compromissos inteligentes e alcançar nosso objetivo mais importante. Israel pode entrar em uma nova era.”

Lapid tem o apoio de 57 deputados de um total de 120. Para os quatro que faltam, ele buscou um acordo com os partidos árabes, que deveriam dar seu respaldo sem buscar postos ministeriais. Nesta terça-feira, Mansour Abbas, líder do partido Raam, participou de uma reunião com Lapid e Bennett, e saiu garantindo que “está na coalizão”.

Netanyahu tentou mais uma cartada e questionou a validade de uma aliança de oposição, alegando que Lapid não foi autorizado a ceder o cargo de primeiro-ministro a Bennett. O presidente de Israel, Reuven Rivlin, no entanto, rejeitou a reclamação. Agora, só falta o Parlamento de reunir para aprovar o novo governo e evitar outra eleição. (Com agências internacionais)

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bennett, de 49 anos, é um rico empresário de direita, ultraliberal na economia e que defende uma linha dura contra o Irã e sempre foi favorável à anexação de áreas palestinas da Cisjordânia. Paradoxalmente, junto com Lapid, pode vir a facilitar um acordo de paz com as lideranças árabes. É um fio de esperança naquela região sagrada para quatro religiões e que vivem em guerra permanente. (C.N.)

Receita Federal atuou para blindar Bolsonaro, Michelle, ex-mulheres, filhos e Queiroz


Charge do Aroeira (DCM)

Italo Nogueira
Folha

A Receita Federal solicitou uma devassa em seus sistemas para tentar identificar investigações em dados fiscais do presidente Jair Bolsonaro, de seus três filhos políticos, de suas duas ex-mulheres e da primeira-dama, Michelle.

O levantamento foi solicitado pelo fisco no ano passado ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), órgão responsável pela guarda das informações dos sistemas da Receita Federal.

A devassa também abrangeu acessos aos dados fiscais de Fabrício Queiroz, amigo de Bolsonaro e ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) apontado como operador financeiro do esquema da “rachadinha” no antigo gabinete do senador na Assembleia Legislativa.

BLINDANDO A FAMIGLIA – O levantamento foi muito mais amplo do que apontado meses atrás como um movimento apenas da defesa de Flávio contra a investigação da “rachadinha” tocada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Atingiu, na verdade, todo o entorno familiar do presidente, incluindo suas duas ex-mulheres com quem dividiu seu patrimônio e que não são alvo da investigação contra o senador. O rastreamento abrangeu 22 sistemas de dados da Receita no período de janeiro de 2015 a setembro de 2020.

A pesquisa custou R$ 490,5 mil à Receita, pagos ao Serpro. O valor, obtido pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação, foi publicado nesta quarta-feira (2) pelo site Metrópoles.

Procurada, a Receita afirmou que não iria se manifestar sobre a amplitude das pesquisas.

SOB SIGILO – A mobilização sigilosa da estrutura do governo em favor de Flávio foi revelada em outubro pela revista Época. Na ocasião, soube-se que as advogadas Juliana Bierrenbach e Luciana Pires recorreram à Receita e ao Serpro para tentar descobrir em que momentos os dados fiscais do senador e de sua mulher foram acessados.

O motivo manifestado pela defesa era o de que o relatório do Coaf (órgão federal de inteligência financeira) que originou a investigação das “rachadinhas” continha informações com detalhes cuja origem não eram os bancos, com os quais o órgão troca informações. Os dados viriam, na verdade, da Receita Federal.

A suspeita da equipe de Flávio era que ele tenha sido vítima de prática semelhante à revelada por mensagens obtidas pelo Intercept Brasil e analisadas pela Folha e pelo site, na qual dados fiscais sigilosos eram obtidos informalmente por procuradores da Operação Lava Jato. A prática é conhecida como “fishing expedition”, no qual investigadores acessam dados fiscais de uma pessoa sem justificativa legal em busca de possíveis irregularidades.

ACIONARAM A ABIN – As advogadas também acionaram o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), sob a justificativa de que as supostas fraudes atingiam um membro da família de Bolsonaro. À época, o órgão afirmou que, após análise, concluiu que não tinha atribuição sobre o caso e não realizou nenhuma ação.

As petições apresentadas pelas advogadas aos órgãos públicos solicitavam apenas informações sobre acessos aos dados de Flávio e sua mulher, Fernanda, seus clientes alvos das investigações. Contudo, ofício do Serpro obtido pela Folha mostra que o pedido de levantamento feito pela Receita foi muito maior do que o apontado como necessário pelas advogadas e incluiu pessoas que nem sequer eram mencionadas no caso do senador.

ENTORNO FAMILIAR – Todas as outras pessoas também fazem parte do entorno familiar próximo do presidente Jair Bolsonaro: o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), a primeira-dama Michelle Bolsonaro, as ex-mulheres Ana Cristina Siqueira Valle e Rogéria Bolsonaro, além de Queiroz.

Queiroz se tornou o pivô da investigação contra Flávio após o Coaf identificar movimentações consideradas atípicas em sua conta bancária. Uma das transações descritas no relatório é o repasse de R$ 40 mil para Michelle Bolsonaro.

Carlos é alvo de outra investigação do MP-RJ sob suspeita de práticas semelhantes à “rachadinha” atribuída a Flávio. A outra investigada neste caso é Ana Cristina, que foi chefe de gabinete do vereador na Câmara por sete anos, além de ter nomeado 17 parentes nos gabinetes da família.

APURAÇÃO ESPECIAL – De acordo com o documento do Serpro, a devassa nos nove CPFs foi pedida pela Coordenadoria-geral de Tecnologia da Informação (Cotec) da Receita. Ela solicitou uma apuração especial, meio pelo qual se obtém todo e qualquer “log”, como são chamados os arquivos sobre as consultas aos sistemas do Fisco.

Os “logs” indicam a data e o nome do auditor responsável pela consulta aos dados fiscais dos contribuintes. Caso não haja justificativa para a atuação, o servidor pode ser punido pelo acesso imotivado.

O resultado da apuração especial, porém, também permite identificar investigações legais ainda em sigilo contra o dono do CPF analisado.

APÓS A REUNIÃO – Segundo o documento, a demanda da Cotec foi feita no dia 28 de agosto de 2020, três dias após as advogadas terem relatado suas suspeitas ao presidente e ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência), e dois dias depois delas terem se encontrado com o secretário da Receita, José Barros Tostes Neto.

O ofício afirma que o resultado do pedido “foi separado em dois lotes”. O papel não informa as conclusões das apurações especiais nem para onde foram enviadas.

A tese sobre acesso imotivado a dados de Flávio foi inspirada num grupo de cinco auditores fiscais do Rio de Janeiro suspeitos de enriquecimento ilícito. Contudo eles têm sofrido sucessivas derrotas judiciais na tentativa de fazer valer a alegação de que tiveram seus dados acessados ilegalmente.

AUDITOR EXONERADO – Ainda assim, a movimentação das advogadas teve efeito na estrutura da Receita. O auditor-fiscal Christiano Paes Leme Botelho, apontado pelo grupo como responsável pelos acessos imotivados, foi exonerado em dezembro do cargo de chefe do Escritório da Corregedoria da Receita Federal no Rio de Janeiro (Escor07).

O corregedor-geral da Receita, José Pereira de Barros Neto, também chegou a ter o cargo ameaçado. O mandato de dois anos conferido ao posto, porém, deu tempo para que ele garantisse a permanência. Há possibilidade, agora, de ser reconduzido em julho.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É fato inédito na República. Jamais se viu presidente usar recursos e servidores públicos para impedir investigações de corrupção, prevaricação, lavagem de dinheiro e fraude, pois é disso que está se tratando no caso dessa estranha famiglia. (C.N.)

‘Tratamento precoce é do tipo terraplanismo’, diz médica infectologista que foi vetada pelo governo


A médica Luana Araújo depõe à CPI da Covid Foto: Jefferson Rudy / Jefferson Rudy/Agência Senado

A médica Luana Araújo fez um depoimento impressionante

André de Souza e Adriana Mendes
O Globo

A médica infectologista Luana Araújo, que ficou menos de duas semanas como secretária de Enfrentamento à Covid-19 no Ministério da Saúde, comparou o tratamento precoce para a doença a ideia da terra plana. Ela chamou ainda de “delirante” a discussão sobre o uso de medicamento sem eficácia para tratar o coronavírus.

— Essa é uma discussão delirante, esdrúxula, anacrônica e contraproducente. Ainda estamos discutindo uma coisa sem cabimento. É como se estivéssemos discutindo de qual borda da terra plana vamos pular — disse, em resposta ao relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).

SEM INFECTOLOGISTAS – Luana disse ainda que desconhecia a existência de outro infectologista na pasta quando foi chamada para o cargo. Na comissão, em resposta ao senador governista Marcos Rogério (DEM-RO), que citou o número de especialistas em infectologia no Brasil, Luana afirmou que há poucos profissionais na área.

— Não conheci outro colega infectologista — afirmou, explicando que seria a única em nível de secretariado. Depois, disse: — Somos muito poucos. Deveríamos ser muito mais.

Mais tarde, em sua fala, o senador governista Luis Carlos Heinze (PP-RS) informou haver ao menos mais seis infectologistas no Ministério da Saúde.

INFORMAÇÕES INCORRETAS – O relator da CPI, Renan Calheiros, o primeiro a fazer perguntas, citou frases do presidente Jair Bolsonaro e questionou a médica sobre a defesa do mandatário pelo tratamento precoce e o estimulo à população em abandonar medidas não farmacológicas, como uso de máscara, distanciamento social, lavar as mãos. Luana respondeu:

— Eu vi declarações de muitas pessoas, também do presidente. A gente precisa multiplicar lideranças com informações corretas. Na hora que qualquer pessoa, independente do seu cargo, sua posição social, defende algo que não tem comprovação cientifica você expõe a população do seu grupo a uma situação de vulnerabilidade — disse Luana, completando: — Todo mundo que diz isso tem responsabilidade do que acontece depois.

A médica Luana Araújo, que foi vetada para o cargo de secretária de Enfrentamento à Covid-19 no Ministério da Saúde, disse que nunca discutiu com o ministro Marcelo Queiroga sobre o ‘tratamento precoce’. E afirmou que essa seria uma discussão delirante.

VÍDEOS DE BOLSONARO – Em outro momento da sessão, foram exibidos vídeos de Bolsonaro minimizando a pandemia. O senador de oposição Randolfe Rodrigues (Rede-AP), então, perguntou o impacto dessas declarações. Ela começou dizendo que gostaria que sua participação na CPI fosse técnica, mas em seguida disse:

“É uma situação muito difícil e muito complexa, triste para quem trabalha com infectologia, com saúde pública, para quem vê paciente, para quem testemunha as dificuldades e os horrores que a gente vem passando” — disse.

Depois, completou: “Não é possível ouvir uma declaração ou um conjunto de declarações de quem quer que seja, não estou personalizando na figura do presidente, sem sofrer um impacto quase que emocional. Além do racional, que a gente trabalha o dia inteiro. A mim, como médica, infectologista, epidemiologista, educadora em saúde, isso me suscita que eu preciso trabalhar mais, que eu preciso informar melhor as pessoas. A mim me parece que falta informação de qualidade. Quando obtém informação de qualidade, não é mais esse tipo de comportamento que a gente espera que aconteça. Então, a mim me dói”.

SEM NOMEAÇÃO – Luana foi convidada pelo ministro Marcelo Queiroga para ser secretária de Enfrentamento à Covid-19. Dias depois, quando a nomeação dela sequer tinha saído, ela deixou o ministério. Em audiência na Câmara, Queiroga deu a entender que houve veto de Bolsonaro. À CPI, a médica afirmou que “provavelmente não aceitaria” se fosse convidada hoje para o cargo, principalmente devido à exposição. Ela negou ter conhecimento de um “gabinete paralelo” no governo e também de ter conhecido o filho do presidente Carlos Bolsonaro ou outra pessoa da família.

Sobre as ameaças que recebeu, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) questionou se foram identificadas quem as fez. Luana disse que as ameaças sempre foram ligadas ao “pseudo tratamento precoce” e a medidas de tratamento não farmacológico que ela defende. A infectologista também lamentou qualquer possibilidade do veto ao seu nome para o cargo no ministério estar ligado a seu posicionamento em favor da ciência:

AUTONOMIA MÉDICA – Defensores do uso de remédios como a cloroquina contra a Covid-19 costumam citar a autonomia médica como justificativa. Luana disse, porém, que a autonomia é baseada em alguns pilares que precisam ser observados.

— Autonomia médica faz parte da nossa prática, mas não é licença para experimentação. A autonomia precisa ser defendida sim, mas com base em alguns pilares. No pilar da plausibilidade teórica do uso daquela medicação, do volume de conhecimento científico acumulado até aquele momento, no pilar da ética e no pilar da responsabilização. Quando junta tudo isso, você tem direito a uma autonomia e precisa fazer o melhor para seu paciente — disse Luana.

IMUNIDADE DE REBANHO – Em relação ao papel do Conselho Federal de Medicina (CFM), que também defende que o médico é autônomo e responsável pelos seus atos, Luana disse que é “bastante temerário colocar nas costas dos médicos” a responsabilidade de usar uma medicação que não tem eficácia. Ela citou, por exemplo, que muitos pacientes passaram a exigir medicamentos que não tem comprovação contra o coronavírus.

Já sobre a tese da imunidade de rebanho, que chegou a ser defendida por especialistas ligados a Bolsonaro, a médica infectologista afirmou que ela é impossível de ser atingida deixando o vírus circular entre a população. Ela destacou que isso é alcançado apenas pela vacinação.

Mortes dispararam após Nise Yamaguchi prever imunidade de rebanho ‘sem traumas’

Publicado em 2 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

em depoimento à CPI da Covid

A médica Nise Yamaguchi negou integrar o Gabinete Paralelo

Bernardo Mello Franco

No início de julho de 2020, a médica Nise Yamaguchi disse à TV Brasil que a imunidade de rebanho seria atingida “sem muitos traumas”. No dia da entrevista, o país registrava 61.990 mortes pela Covid. Depois disso, o número disparou. Ontem chegou a 462.966.

Nise depôs à CPI como integrante do chamado “gabinete paralelo”, que aconselhava o presidente Jair Bolsonaro na contramão das diretrizes da Organização Mundial da Saúde.

OUTRA REALIDADE – Questionada pelo senador Renan Calheiros, Nise agora tenta explicar a defesa da tese macabra.

— Nós tínhamos uma realidade diferente. Para aquele momento, a discussão era pertinente — justificou-se.

A CPI da Covid é um sucesso de audiência. Dominou o noticiário político e o debate nas redes sociais. A comissão já reuniu provas da omissão e dos crimes do governo na pandemia. Mas tem derrapado ao oferecer palco para a desinformação e o negacionismo.

NEGACIONISTAS – Na semana passada, uma secretária do Ministério da Saúde aproveitou os holofotes para vender a farsa do “tratamento precoce”. Assim, Mayra Pinheiro mostrou por que ganhou o apelido de Capitã Cloroquina. Fez uma defesa entusiasmada do remédio, que não tem eficácia contra o coronavírus.

A doutora foi desmentida ao vivo pelo senador Otto Alencar, que é médico sanitarista e lembrou que a substância só serve para o tratamento da malária. Mesmo assim, a performance da Capitã Cloroquina foi aplaudida pela claque governista.

quarta-feira, junho 02, 2021

Vereador Ivande além de ser omisso e prevaricador, tenta da tribuna encobrir crime conta o erário público e a saúde.

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Inicio essa matéria informando que : " Os Vereadores são agentes políticos sujeitos a normas específicas para o exercício de suas funções, portanto, não sujeitos às normas destinadas aos servidores públicos.

Todavia, o Vereador é considerado funcionário público para os efeitos penais (art. 327 do Código Penal Brasileiro).

Os vereadores que foram " in loco" , ver para crer. as atrocidades, os perigos que estavam sendo submetidos os pacientes  que se deslocavam até Salvador para Tratamento Fora do Domicilio, voltaram indignados e aterrorizados, quando souberam que mais de dez pessoas de cidades diferentes em tempo de pandemia, sem nenhum teste, estavam trancafiados num só cômodo, quarto sujeitando-se a contrariar o COVID-19.

Pior do que toda essa insanidade, foi o vereador Ivande na ânsia de esconder a verdade, usar a tribuna da Câmara para de forma irresponsável e leviana, chamar de mentiroso o vereador que no dever do cargo e da função, de forma corajosa  a bem da verdade e da moralidade para com a coisa pública denunciou em primeira mão todas esses  atos fora da lei, através desse Blog, que também fora chamando de mentiroso pela sua independência e imparcialidade .

A que ponto chegou Jeremoabo, um vereador querer induzir um seu colega a ingressar no mundo do crime através da omissão.

Senhores leitores analisem as denuncias do vereador Sidnei nesse vídeo,  e entenda a malversação praticada com o dinheiro do povo, dinheiro oriundo do SUS, para ser usado em benifício do povo, porém que até um simples remédio está faltando em tempo de pandemia.

Entendam o crime que estão praticando contra a Lei da Licitação, mas o vereador Ivande quer abafar, porque diz que a casa é bonita, e o povo passando necessidade, humilhação, retornando ao tempo do Navio Negreiro com as devidas proporções.

O vereador  " professor" para encobrir a suposta corrupção, mudou até o significado das palavras, ou seja: denunciar perversidade, atrocidade contra o ser humano, significa na moente doentia, publicar mentira.

Jeremoabo está enfrentando um vírus que também mata, que é o viro da desonestidade, o vírus da falta de vergonha na cara, o vírus que usurpa o dinheiro que deveria ser para a saúde e para educação.




vereador Zé Miúdo coloca o vereador Uvande no seu devido lugar

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Inicio falando o que todo mundo já tem conhecimento; todos que hoje atiram pedras neste Blog já elogiaram, a começar pelo prefeito Deri do Paloma.
É um Blog com mais de 5.000.000 de visitas, mantido sem patrocinador; portanto, não é um edil omisso, prevaricador, que macula o nome vereador; que terá moral para falar da tribuna da Câmara que esse Blog ao publicar um áudio do vereador Zé Miúdo, publicou mentiras.
O vereador Zé Miúdo é um cidadão de bem, merece todo meu respeito, tenho confiança nos áudios e vídeos que o mesmo envia para publicar neste Blog; aliais, não só ele mas de outros vereadores. 
Não tenho culpa que o vereador Zé Miúdo em tão pouco tempo de casa tenha angariado a admiração e o respeitos dos cidadãos independentes, cidadãos humildes, e cidadãos de bem de Jeremoabo.
O vereador Ivande acuado pelos vereadores da oposição, sem argumento para justificar o injustificável, já que a mentira, o engodo, sempre será desmascarado; de foram covarde e leviana escolheu esse Blog e o vereador Zé Miúdo para destilar seu veneno;  sem o mínimo de dignidade e respeito, chamando-nos de mentirosos, por publicar a verdade desmascarando uma fraude, que ele por omissão e prevaricação encobriu desde o ano em que Deri do Paloma assumiu a prefeitura, que foi a licitação da Casa de Apoio em Salvador, e tanto é verdade que o Procurador do Município cancelou a licitação; e o pior, sem empenho a prefeitura além de uma multa de mais de R$ 100.000,00(cem mil reais), ainda pagou meses atrasados, repetindo sem haver empenho, já que a controladora anulou o empenho.
Toda raiva do " ilustre" edil, é que os vereadores da oposição indignados com as atrocidades cometidas contra os pacientes doentes de Jeremoabo, resolveram apurar os fatos em Salvador, onde para isso exigiu a presença dos vereadores da situação.
O vereador Ivande diante da miserabilidade, da atrocidade, e sem argumentos,  querendo defender o indefensável, apelou para a baixaria, para a violência, chamando  quem teve a coragem de colocar o dedo na ferida, de mentiroso, desconhecendo com todo seu "estudo" que contra fatos não há argumentos.
Quis iludir os menos esclarecidos, passando a falsa ideia  que sem nenhum amparo legar, os vereadores da oposição tem que se omitir, não denunciando intermediárias, concernentes a Pousada, acredito até que sem licitação; além de zombar da inteligência do povo menos esclarecido, ainda teve a petulância de querer zombar da inteligência de um vereador advogado.
Esse vereador " paladino da verdade e da honestidade",  quando era oposição denunciou nepotismo, hoje omite e prevarica, não  cumpre com seu dever de denunciar.
Denunciou  contratação de escritório de advogados, hoje permanece omisso não denunciar.
Tem conhecimento que o prefeito usou o dinheiro do COVID-19 para pagar pensão alimentícia  do ex-chefe de gabinete, prevarica e ficando omisso.
Tem conhecimento que o prefeito pagou aluguel do FIAT/TORO com dinheiro do COVID-19, também continua omisso e prevaricando.
Tem conhecimento de veículos sucateados no ferro velho, no entanto, consumindo combustível, também prevarica e continua omisso. 
O vereador Bino e A, Chaves denunciaram que o quilo de Tilápia é comprado pelos feirantes de Jeremoabo ao preço de R$ 9,00 e R$ 12,00, suposto superfaturamento; o vereador Ivande fez foi autopromover-se na distribuição do peixe, provocando aglomeração e ainda aplaudiu o prefeito. 
Poderia listar uma centena de omissões e prevaricação praticadas pelo vereador Ivande, porém, para não cansar o leitor, fico por enquanto apenas " nessas amostras grátis".
Esse Blog não mede esforços nem coloca dificuldades para publicar qualquer denúncia ou matéria de vereadorse que cumpre seu papel  de fiscalizar, como vem dando todo apoio ao Vereador Zé Miúdo, e outros, inclusive da situação, como matéria do vereador Jairo do Sertão, que nunca deixei de atender o mesmo, toda vez que fui solicitado.
Quero alertar ao vereador Ivande informando que vereador pode responder por prevaricação, omissão e improbidade  caso não  cumpra o papel de fiscalizar, e pior ainda, quando mente ao chamar de mentiroso quem fiscaliza. 


Respondendo ao omisso e prevaricador vereador Ivande

 Vereador Ivande, para falar do Blogdedemontalvao, primeiramente desinfete sua boca com creolina.

      Você fala que o Blog ao publicar o áudio do vereador Zé Miúdo,  está publicando mentiras, não confunda as palavras de Zé Miúdo, cidadão de bem, com as suas mentiras, quando era oposição.

Hoje você envergonha os vereadores, você é omisso e prevaricador, você tem conhecimento das improbidades do prefeito e não denuncia, se você tem conhecimento de ilicitudes e não denuncia, você é tão culpado quanto quem pratica, você está ganhando dinheiro parar fiscalizar e defender o povo,  você não está fazendo isso, você está ganhando dinheiro para trair o povo.

Você tem conhecimento das trambicagens e fica jogando para debaixo do tapete, quem mete a mão no dinheiro da saúde, da merenda escolar, não é só corrupto, é um bandido, é um criminoso.

Você tem conhecimento que um seu colega  tem veículo alugado a prefeitura, denuncia essa em todas as reuniões, e o pior aluguel esse pago com o dinheiro do COVID-19, isso é crime, você tem conhecimento, porém é omisso que não denuncia.

Você  tem conhecimento que o peixe foi supostamente superfaturado, ao invés de denunciar o prefeito ao Ministério Público, você fez foi aplaudir o gestor, mais uma vez omisso.

Você tem conhecimento da trambicagem do combustível, denunciado por seus colegas, fica calado, e faz de conta que não está escutando nada.

Você tem conhecimento da irregularidade dessa Pousada, você em vez de cumprir com sua obrigação, de apurar, faz é desviar atenção do povo desmentindo um seu colega, que teve a hombridade de denunciar, portanto, mais outra omissão e outra prevaricação.

Você com toda essa omissão e prevaricação, está cometendo improbidade administrativa e talvez crime de responsabilidade, passível de inelegibilidade.

Você vai ter que prestar satisfação não a mim, mais ao MPF, porque está tomando conhecimento dessa ilicitude com a Pousada, e ao invés de denunciar, está querendo abafar. chamando seus colegas e esse BLOG de mentirosos.

Se respeite, e procure seu lugar.







Reunião da Câmara em 02.05.2021

 

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