quarta-feira, junho 02, 2021

Volta do general Eduardo Pazuello ao governo é recado de Bolsonaro ao Comando do Exército

Publicado em 2 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cumprimenta o Ministro da Saúde general Eduardo Pazuello em cerimônia de posse, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

Bolsonato faz o possível e o impossível para ajudar o amigo

Jussara Soares
O Globo

A volta do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, ao governo foi uma decisão pessoal do presidente Jair Bolsonaro. No Palácio do Planalto, a nomeação do militar como secretário de Estudos Estratégicos foi entendida como um recado ao Exército de que Pazuello, ameaçado de punição pela Força por participar de um ato pró-Bolsonaro, tem o seu respaldo da Presidência.

O novo cargo, contudo, não impede que o general seja penalizado, segundo fontes militares. Ao subir em um palanque durante manifestação bolsonarista no Rio e, 23 de maior, Pazuello estava lotado na Secretaria-Geral do Exército. Agora, a volta ao Executivo pode evitar futuras cobranças ao general por comparecer ao lado de Bolsonaro em atos políticos.

ESTUDOS ESTRATÉGICOS – Pazuello comandará a secretario de Estudos Estratégicos da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE), órgão vinculado à Presidência da República. A SAE é comandada pelo almirante Flávio Rocha. Pazuello deverá receber um salário de R$ 16.944,90.

Na tarde desta terça, após a nomeação ser publicada no Diário Oficial da União, Bolsonaro, em evento no Ministério da Saúde, fez afagos a Pazuello e pediu uma salva de palmas em homenagem a ele. O militar está em alta no governo, principalmente, após blindar o presidente em seu depoimento na CPI da Covid. Mas foi reconvocado para prestar novos esclarecimentos.

— Eu pediria também que aplaudissem também o ex-ministro Pazuello, (que era ministro) quando começou esse contrato — afirmou Bolsonaro durante evento de assinatura de acordo de transferência de tecnologia para produção de insumos no Brasil para vacina Oxford/AstraZeneca.

PRAZO REGIMENTAL – O comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, tem até a próxima segunda-feira para se manifestar sobre o comportamento de Pazuello, que é alvo de um procedimento administrativo. O prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias, mas na Força a expectativa é que o caso seja encerrado o mais breve possível.

Desde que assumiu o Ministério da Saúde no ano passado, existe uma pressão para que Pazuello passe para a reserva remunerada. Ele, no entanto, tem resistido. Apesar do mal-estar entre oficiais, somente o general pode pedir para deixar a ativa.

Pazuello só passa para a reserva automaticamente em março de 2022, quando termina o tempo dele de permanência no posto de general.

Anarquia militar contaminou o século 20, mas agora a de Bolsonaro é diferente e muito pior


Charge do Miguel Paiva (DCM)

Elio Gaspari
O Globo/Folha

O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu a necessidade de punição do general Eduardo Pazuello dizendo que é preciso “evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças”.

Santas palavras. A partir da Proclamação da República, em 1889, a anarquia militar empesteou a política brasileira do século 20 com pelo menos 14 levantes e seis golpes. Pode-se dizer que alguns foram de direita, outros de esquerda, mas todos tinham uma essência política.

CRISES BEM DIFERENTES – Os tenentes dos anos 1920 queriam uma nova República. Até mesmo os generais que em 1969 empossaram a junta militar do Três Patetas (expressão usada por Ernesto Geisel em conversas privadas e Ulysses Guimarães em declaração pública) agiram em nome de uma suposta defesa da ordem.

A má notícia é que hoje a anarquia militar tem um pé na delinquência civil, para dizer o mínimo. Gregório Fortunato, o “Anjo Negro” e chefe da guarda pessoal de Getúlio Vargas, era paisano. Fabrício Queiroz, o chevalier servant dos Bolsonaro, é um ex-policial militar. Nenhuma crise militar do século passado teve PMs, muito menos conexões com milicianos.

Em 1964, o general Humberto Castello Branco disse que “não sendo milícia, as Forças Armadas não são armas para empreendimentos antidemocráticos, destinam-se a garantir os poderes constitucionais e sua coexistência”. À época, a palavra “milícia” tinha outro significado.

PMS AMOTINADOS – Não passava pela cabeça dos generais do século passado conviver com a ideia de PMs amotinados. Em 1961, quando policiais militares de São Paulo rebelaram-se, o comandante da tropa de São Paulo, general Arthur da Costa e Silva, acabou com o levante no grito e prendeu os indisciplinados.

A essência política da anarquia militar do século 20 cumpria um relativo ritual hierárquico. Em 1955 o general Odylio Denys foi decisivo para que seu colega, o ministro Henrique Lott, depusesse dois presidentes numa só noite. Seis anos depois, como ministro, prendeu-o por ter defendido a posse de João Goulart.

Nessa anarquia prevaleciam os generais silenciosos, aqueles dos quais ninguém lembra o nome.

MEU EXÉRCITO – Bolsonaro gosta de falar em “minhas Forças Armadas”. As tropas de chefes militares que comiam abelhas, como Floriano Peixoto, não tinham dono. Também não existiam PMs amotinadas, milicianos nem generais da ativa em manifestações de motoqueiros paramentados.

Cenas como as da ação da PM no Recife no último domingo são um aviso de que a anarquia pode vir de baixo. Os disparos de balas de borracha contra manifestantes foram uma clara provocação anárquica, porém deliberada.

Hoje esses personagens existem e são um fator relevante na desordem política e administrativa existente no país. A anarquia militar de Bolsonaro é nova, e pior.

ANARQUIA VISÍVEL – O risco de “que a anarquia se instaure dentro das Forças” tornou-se visível com o general Pazuello subindo no carro de som de Bolsonaro, mas ele está aí desde 2018, quando o comandante do Exército sugeriu com seu famoso tuíte que o Supremo Tribunal Federal negasse o habeas corpus que impediria a prisão de Lula.

Ele ecoava uma manifestação do comandante das tropas do Sul, general Jair Dantas Ribeiro, em 1962, forçando a realização de um plebiscito para enterrar o regime parlamentarista. João Goulart apostava na anarquia militar.

Justiça suspende direitos políticos do deputado Gustinho Ribeiro

em 2 jun, 2021 16:10 ,


A destinação das verbas de subvenções aconteceu quando Gustinho era deputado estadual (Foto: assessoria parlamentar)

A juíza Carolina Valadares Bittencourt, da 1ª Vara Civel de Lagarto, decidiu pela condenação do deputado federal Gustinho Ribeiro por improbidade administrativa, no processo que trata da destinação de verbas de subvenção da Assembleia Legislativa de Sergipe para a Associação Comunitária e Produtiva Áurea Ribeiro.

A destinação de verbas aconteceu entre os anos de 2012 e 2013, época em que Gustinho Ribeiro era deputado estadual. Na ação movida pelo Ministério Público Estadual, o órgão aponta que foi repassado para a Associação, no ano de 2012, o valor de R$ 523.000,00 (quinhentos e vinte e três reais), a título de Subvenções Sociais.

De acordo com alegações do MPE, a referida associação leva o nome da mãe do Deputado Gustinho Ribeiro e que este foi o responsável pelas negociações dos valores e por apontar as associações que seriam beneficiadas.

Na decisão, a juíza entende que o deputado foi o ordenador da destinação das verbas de subvenção para as empresas de fachada, de propriedade de pessoas a ele ligada, e por isso a condenação por improbidade administrativa. Como pena, o parlamentar perda da função pública, tem a suspensão dos direitos políticos por seis anos e terá que pagar multa civil correspondente ao prejuízo ao erário de R$ 1.020.000,00 (um milhão e vinte mil reais).

Também foram condenados por improbidade administrativa, nas modalidades de enriquecimento Ilícito, prejuízo ao erário e ato atentatório contra os princípios da administração pública, Maria Fausta Dias de Souza, Distac Consultoria e Locação Ltda, Álvaro Brito Nascimento Júnior-ME, Álvaro Brito Nascimento, Zênia Oliveira Nascimento e a Associação Comunitária e Produtiva Áurea Ribeiro.

Envolvidos

Em nota, o deputado federal Gustinho Ribeiro informa que tomou como surpresa a decisão judicial em 1º grau da Justiça de Lagarto proferida no dia 31 de maio. De acordo com a nota, na seara eleitoral, este mesmo processo já foi julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral em Brasília, em 2014, e o deputado foi absolvido. A assessoria jurídica do parlamentar ingressará com recurso.

“Estamos tranquilos. Por se tratar de decisão judicial em 1º grau, será interposto o recurso cabível perante o Tribunal de Justiça de Sergipe, a fim de que seja estabelecida a verdade dos fatos e, por consequência, meu nome seja retirado dessa injusta sentença”, afirma o deputado.

O deputado esclarece ainda que esta decisão não acarreta na cassação do mandato e não causa inelegibilidade, já que ainda cabe recurso. “Já fui inocentado em no TSE e acredito e confio na Justiça do nosso País. Continuarei exercendo meu mandato com tranquilidade e pensando sempre no povo de Sergipe”, conclui.

Portal Infonet não conseguiu contato com os outros outros citados na matéria. O Portal Infonet permanece à disposição de todos os citados por meio do e-mail jornalismo@infonet.combr.

Por Karla Pinheiro

INFONET

'Autonomia médica não é licença para experimentação', afirma Luana Araújo

 

Luana Araújo chegou a ser indicada como Secretária de Saúde, mas sua nomeação foi barrada pelo governo

'Autonomia médica não é licença para experimentação', afirma Luana Araújo

02/06/21 13:38 ‧ HÁ 2 HORAS POR FOLHAPRESS

POLÍTICA INFECTOLOGISTA

"Nós temos estudos que mostram que a mortalidade mostra que existe um aumento da mortalidade com o uso da cloroquina e hidroxicloroquina. Quando a gente transforma isso em uma decisão pessoal é uma coisa, quando você transforma isso numa política pública é outra", afirmou.

"É preciso que a gente entenda uma coisa muito séria: autonomia médica faz parte da nossa prática, mas não é licença para experimentação. A autonomia precisa ser defendida sim, mas com base em alguns pilares, do conhecimento, da plausibilidade teórica, do volume de conhecimento científico acumulado até aquele momento, da ética e da responsabilização", completou.

"EXTREMA VULNERABILIDADE"

Em depoimento à CPI da Covid, a ex-secretária extraordinária de enfrentamento à Covid Luana Araújo afirmou que os líderes devem enfrentar a pandemia orientando a população com "informações corretas".

A médica foi questionada especificamente a respeito das falas do presidente Jair Bolsonaro. Evitou responder diretamente, mas afirmou que "qualquer pessoa" que defenda medidas sem comprovação científica coloca em risco a sua população.

"Quando falei na minha apresentação inicial que a pandemia é uma oportunidade de multiplicação de lideranças é porque a gente precisa multiplicar lideranças com informações corretas", disse.

"Na hora que qualquer pessoa, independente do seu cargo e de sua posição social, defende algo que não tem comprovação científica você expõe a população de seu grupo a uma situação de extrema vulnerabilidade. Todo mundo que diz isso tem responsabilidade sobre o que acontece depois. ", completou.


Confira o que abre e fecha no feriado de Corpus Christi

 em 2 jun, 2021 15:00


Confira o horário de funcionamento durante esta quinta, 3 (Foto: Portal Infonet)

O feriado de ‘Corpus Christi’ desta quinta-feira, 3, provoca alterações no horário de funcionamento dos serviços, estabelecimentos comerciais e órgãos públicos em Aracaju.

Confira a seguir o que abre e fecha

Shopping Prêmio – O Shopping Prêmio informou que nesta quinta-feira, 3, que estará em funcionamento normal, entre 09h e 21h, com a abertura da praça de alimentação e demais lojas de departamento.

Comércio

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) informou que o comércio estará fechado nesta quinta-feira, 3, em razão da falta de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para o ano de 2021. Na sexta, 4, o comércio abrirá normalmente.

Bancos

Segundo a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as agências estarão fechadas nesta quinta-feira, 3, seguindo o calendário de funcionamento da instituição. Na sexta, 4, as agências reabrem normalmente, com o horário de expediente habitual.

Supermercados 

De acordo com a Associação Sergipana de Supermercados (Ases), os estabelecimentos estão aptos a funcionarem nesta quinta-feira, 3. Cada supermercado irá definir seu próprio horário de funcionamento.

Hemose

O Hemose não estará funcionando nesta quinta-feira, 3. Na sexta, 4, o expediente volta ao horário habitual, das 07h30 às 17h.

Ferreira Costa

O Home Center Ferreira Costa estará fechado. Mas, quem precisar fazer alguma compra, poderá comprar através do www.ferreiracosta.com e receber no conforto do seu lar.

INSS

Nesta quinta e sexta-feira, dias 03 e 04, respectivamente, não haverá expediente na Gerência Executiva do INSS em Aracaju e nas demais agências da capital e do interior.

Na quinta-feira, não haverá expediente em razão do feriado nacional de Corpus Christi, onde os católicos celebram o corpo e o sangue de cristo. Na sexta-feira, por conta do ponto facultativo, determinado pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, através da Portaria Nº 6.146, de 1º de junho de 2021.

O expediente retorna normalmente na próxima segunda-feira, dia 07, a partir das 07h.

Rede de Saúde/Aracaju

Diante do feriado da próxima quinta-feira, dia 3, a Secretaria Municipal da Saúde informa que alguns serviços sofreram alteração em seu funcionamento. Na Rede de Atenção Primária (Reap), funcionarão das 8h às 18h, as quatro Unidades Básicas de Saúde com atendimento exclusivo para os casos de síndromes gripais ou suspeitos de covid-19. São elas: UBS Geraldo Magela (Orlando Dantas); UBS Onésimo Pinto (Jardim Centenário); UBS José Machado de Souza (Santos Dumont) e UBS Ministro Costa Cavalcante (Inácio Barbosa).

Na Rede de Urgência e Emergência (Reue), os dois hospitais municipais Fernando Franco e Nestor Piva, incluindo os contêineres para atendimento exclusivo de síndromes gripais e suspeita de covid-19 seguem com serviço 24h. Além da urgência clínica, a urgência odontológica ofertada no Hospital Fernando Franco também funcionará normalmente.

Na Rede de Atenção Psicossocial (Reaps), o atendimento dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) segue porta aberta, entretanto, no feriado funcionará apenas o acolhimento noturno.

O Centro de Especialidades Médicas (Cemar Siqueira Campos), inserido na Rede de Atendimento Especializado (Reae), não funciona aos finais de semana e feriados. Desta forma, o serviço retorna na sexta-feira, dia 4, das 7h às 18h.

Pontos de Vacinação

A vacinação contra a Covid-19 não será interrompida por conta do feriado e seguirá sendo ofertada nas unidades e pontos de apoio. As Unidades Básicas de Saúde que estão vacinando contra covid-19 são: UBS Augusto Franco (Farolândia); UBS Santa Terezinha (Zona de Expansão); UBS Anália Pina (Santos Dumont); UBS Oswaldo de Souza (Getúlio Vargas); UBS Marx de Carvalho (Ponto Novo); UBS Adel Nunes (América); UBS Manoel de Souza Pereira (Jabotiana); UBS Hugo Gurgel (Coroa do Meio); UBS Roberto Paixão (17 de Março); UBS Cândida Alves (Rua São João); UBS Celso Daniel (Santa Maria); UBS Amélia Leite (Suíssa); UBS Francisco Fonseca (18 do Forte) e UBS Edézio Vieira de Melo (Siqueira Campos).

Também estarão ativos os pontos de vacinação: Cras João de Oliveira Sobral (Santos Dumont), Estação Cidadania (Bugio), Auditório Antônio Vieira Neto (Praça Dom José Thomaz – Siqueira Campos), o Colégio CCPA (acesso pela quadra no portão 3) e o drive thru montado no Parque da Sementeira.  As UBS e os pontos funcionarão das 8h às 16h, e o drive das 8h às 17h

INFONET

TJ-BA nega pedido do MP para impedir vacinação de jornalistas

 

por Cláudia Cardozo / Jade Coelho

TJ-BA nega pedido do MP para impedir vacinação de jornalistas
Foto: Reprodução/ Instagram @sinjorba

Através de decisão do desembargador Cícero Landim, o Tribunal de Justiça da Bahia negou o mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público do Estado que tentava proibir a vacinação de profissionais da imprensa contra a Covid-19 mesmo após aprovação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

 

No texto, Landim destaca que não se deve pressupor que a inclusão de grupos não previstos inicialmente no Plano Nacional de Imunização (PNI) não esteja fundamentada em critérios técnicos e científicos. Além disso, o desembargador relator do mandado de segurança na seção cível de direito público do TJ-BA entende que priorizar os profissionais de comunicação, não significa deixar de vacinar os grupos prioritários que seguem o calendário de vacinação.

 

O texto ainda destaca que na resolução da CIB é possível verificar o escalonamento da vacinação obedecendo o Plano Nacional de Operacionalização da vacina contra a Covid-19 e à ordem de grupos nele fixada.

 

A definição do Ministério da Saúde de prioridades não significa, no entendimento do desembargador, que estados e municípios,  fiquem proibidos de levar a efeito ajustes pontuais no referido Plano Nacional, se fizerem isso “de forma técnica e cientificamente motivada, adaptando-o às respectivas realidades locais”.

 

O argumento apresentado pelo MP era de que a decisão da CIB que definiu os profissionais de comunicação como elegíveis à vacinação prioritária, estaria “em franco desatendimento aos preceitos estabelecidos no Plano Nacional de Operacionalização”.

Bahia Notícias

Receita Federal rastreou investigações contra Bolsonaro, filhos e Queiroz

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Receita Federal rastreou investigações contra Bolsonaro, filhos e Queiroz
Foto: Ascom/TSE

A Receita Federal pediu uma apuração em seus sistemas para tentar identificar investigações em dados fiscais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de seus três filhos, suas duas ex-mulheres e de Michelle Bolsonaro.

 

A solicitação foi feita pelo fisco, em 2020, ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), responsável por armazenar os dados dos sistemas da Receita. As informações são da Folha de S. Paulo.

 

A apuração também investiga dados fiscais de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Ele é apontado como principal peça do esquema de "rachadinha" no antigo gabinete do senador na Assembleia Legislativa.

 

Além de Queiroz, o levantamento atingiu membros da família de Bolsonaro, a exemplo de suas duas ex-mulheres.

 

A pesquisa custou cerca de R$ 490 mil à Receita, pagos ao Serpro. O valor foi publicado pelo Metrópoles nesta quarta (2).

 

Em setembro de 2020, advogadas de Flávio Bolsonaro pediram ao Serpro uma apuração sobre o senador, com a intenção de saber ele o perfil tributário do senador havia sido acessado indevidamente.

 

No mês anterior, a defesa de Flávio levou ao presidente Jair Bolsonaro uma denúncia de que uma suposta organização criminosa instalada na Receita pesquisou de maneira ilegal o perfil do senador, para dar munição ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no relatório do caso Queiroz. A denúncia anularia o caso Queiroz, caso comprovada.

Bahia Notícias

Inep publica edital do Enem 2021; confira cronograma da inscrição à aplicação

 


 
Quarta, 02 de Junho de 2021 - 14:40
Inep publica edital do Enem 2021; confira cronograma da inscrição à aplicação
Foto: André Nery/ MEC

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 estarão abertas de 30 de junho a 14 de julho. Essa e outras datas foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em publicações no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (2).

 

Os editais referentes ao Enem, tanto no formato digital quanto no tradicional formato impresso preveem o mesmo cronograma:

 

Imagem: DOU

 

Como nos anos anteriores, as inscrições serão feitas no site do exame, no Inep. As provas, como já anunciado anteriormente, serão nos dias 21 e 18 de novembro.

 

Quanto à aplicação, o esquema também será igual para as versões impressa e digital: os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h; as provas serão entregues às 13h30, com término às 19h, no primeiro dia, e às 18h30, no segundo. O horário segue o fuso de Brasília.

Bahia Notícias

Nomeação de Pazuello representa uma afronta à opinião pública e também às Forças Armadas


O general Pazuello vai cuidar dos Estudos Estratégicos

Vicente Limongi Netto

Mais duas insanidades ultrajantes e irresponsáveis do irrecuperável Bolsonaro. Irresponsavelmente e sem fazer prévias avaliações, autorizou a realização da Copa América no Brasil. Ainda não-satisfeito, nomeou o subserviente general Eduardo Pazuello para exercer funções relevantes no governo, como responsável pela Secretaria dos Estudos Estratégicos do governo.

Na verdade, foi uma afronta à opinião pública e às Forças Armadas. Em respeito às normas disciplinares do Exército, o ex-ministro da Saúde deveria ser exemplarmente punido por participar de ato político com Bolsonaro.

CAXIAS DE LUTO – Ao agir assim, o mito de barro também expõe ao ridículo as valorosas Forças Armadas.  “O patrono do Exército, Duque de Caxias, está de luto”, lamentou o ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), tenente-brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla, em entrevista ao Estadão.

As duas decisões do debochado chefe da nação humilham o bom senso e agridem familiares dos já perto de 500 mil brasileiros mortos pela covid. #ansiadevômito.

UM LIVRO NOTÁVEL – O novo livro do professor Carlos Augusto Sanches, mestre e doutor em Educação, “Epopeia Italiana em Manaus”,  é essencial e importante para historiadores e público em geral desejosos em conhecer pormenores marcantes da colônia italiana no Amazonas e no Brasil. Recomenda-se que o livro de Sanches passe a ser encontrado, estudado e pesquisado  nas bibliotecas públicas e particulares.

Por rigorosa exigência histórica e sentimental. Sanches já merecia ser imortalizado pela Academia Amazonense de Letras.  Segundo o autor da magnífica obra, “A imigração italiana em Manaus tem sua essência nos movimentos migratórios condicionados a expansão do capitalismo europeu que direcionou para o continente americano e especificamente Manaus, foco do estudo”.

ERA DOS PIONEIROS – Relata Carlos Sanches que  as famílias italianas se estabeleceram nas atividades mercantis e profissionais na Amazônia. O próprio Sanches é da família Conte.

“Em Manaus, revela Sanches, as famílias Conte, Russo, Calderaro, Aronne, Celani, Biondi, Pelosi, Limongi, Cardelli, Desideri e Faraco”. Em Belém, prossegue o escritor, se estabeleceram as famílias Grisolia, Conte, Falesi, Verbicaro, Mileo, Calderaro, Florenzano, Vallinoto, Megale, Priante, Savino, Cerbino, Libonati e Tancredi”.

Na construção da sociedade amazônica também contribuíram muitos imigrantes com seu trabalho anônimo de engraxates, jornaleiros, verdureiros, carregadores, estivadores, ferreiros e vendedores ambulantes.

DE PORTA EM PORTA – Uns ofereciam seus serviços de porta em porta como consertos de sombrinhas e utensílios domésticos; outros tinham banca de engraxate próximo do terminal de trem ou no comércio, onde também consertavam sapatos”, prossegue Carlos Sanches:

“Na Amazônia predominaram os imigrantes vindos da Itália Meridional, de regiões como Calábria, Basilicata e Campânia. Ocorreu também emigração da Itália Setentrional, das províncias de Vêneto, Lombardia, Ligúria, Emilia Romagna,  da Itália Central e das províncias de Toscana e Lazio”.

Na página 147, Sanches lista famílias calabresas, lucanas e campanas, que chegaram até o início do século XX ao Pará e ao Amazonas, segundo região de origem e cidade de destino. Meu xará e avô paterno aparece na lista como o número 50: Limongi – Basilacata Potenza Maratea –  Manaus.

EMOÇÃO DO NETO – Tenho orgulho da odisseia vigorosa do meu avô. Desfrutamos de bons momentos e eu costumava ir na Sapataria Limongi, fundada por ele. Nossa família era numerosa e unida.

A emoção de neto com 76 anos de idade sugere que eu respire fundo para então prosseguir contando trechos do fascinante livro de Carlos Sanches.

Na foto da capa, aparecem Sanches e a mulher, Íris Paula da Silva Sanches, vestidos com trajes da época dos imigrantes italianos. E voltando à família do imigrante Conte: a senhora Filomena Conte casou-se com o senhor Jesus Benito Sanches. Tiveram 5 filhos, entre eles, o autor do livro.

Carlos Sanches sublinha que a história dos imigrantes italianos, continua sendo escrita através de seus descendentes. “Uma história de gente corajosa, amante do trabalho digno. Uma gente brava e gentil, ao mesmo tempo rude e carinhosa que ajudou com seu suor a forjar as bases da economia de Manaus”.

MANAUS ANTIGA – Outro personagem do livro é o advogado Délio Conte, filho do imigrante Domingos Conte, um dos grandes comerciantes no ramo de sapataria, a exemplo do imigrante Vicente Limongi, nas duas primeiras décadas do século passado. Délio recorda passagens de Manaus dos velhos tempos. Onde é a sede do Rio Negro Clube e a Praça da Saudade foi o Cemitério São José. Havia o Aeroporto de Ponta Pelada, de chão barrento.

Os bondes eram meios de transportes. Profissões daquela época eram carvoeiro, geleiro, açougueiro, peixeiro e vendedor de frutas. A graxa Amazônia foi inventada pelo pai dele, Domingos.

FAMÍLIA CABRAL – Délio falou de um rapaz chamado Cecílio Cabral, irmão de Bernardo Cabral. Conhecido como Caroço, que um dia foi beber no bairro de Flores, num quiosque no final da linha do bonde.

“Caroço tinha um físico avantajado e ocorreu um desentendimento com um policial que atirou e matou Caroço. Bernardo Cabral cursou Direito e se formou em advogado. Se tornou Delegado de Policia, exerceu vários cargos importantes e por fim foi Ministro da Justiça no Governo de Fernando Collor de Mello”.

O falar e suas origens nos exibem a miscigenação dos povos através de suas palavras


Traduções de mandarim? A Korn Traduções faz para você!

A palavra chinesa “mandarim”, por exemplo, vem do português “mandar”

Eduardo Affonso
O Globo

Volta e meia alguém olha atravessado quando escrevo “leiaute”, “becape” ou “apigreide” – possivelmente uma pessoa que não se avexa de escrever “futebol”, “nocaute” e “sanduíche”. Deve se achar um craque no idioma, me esnobando sem saber que “craque” se escrevia “crack” no tempo em que “gol” era “goal”, “beque” era “back” e “pênalti” era “penalty”. E possivelmente ignorando que esnobar venha de “snob”.

Quem é contra a invasão das palavras estrangeiras (ou do seu aportuguesamento) parece desconsiderar que todas as línguas do mundo se tocam, e que falar seja um enorme beijo planetário.

BEIJANDO BEM – As palavras saltam de uma língua para outra, gotículas de saliva circulando em beijos mais ou menos ardentes, dependendo da afinidade entre os falantes. E o português é uma língua que beija bem.

Quando falamos “azul”, estamos falando árabe. E quando folheamos um almanaque, procuramos um alfaiate, subimos uma alvenaria, colocamos um fio de azeite, espetamos um alfinete na almofada, anotamos um algarismo.

Falamos francês quando vamos ao balé usando um paletó marrom, quando fazemos um croqui ou uma maquete com vidro fumê; quando comemos uma omelete ou pedimos na boate um champanhe ao garçom; quando nos sentamos no bidê, viajamos na maionese, ou quando um sutiã (sob o edredom) provoca uma gafe – ou um frisson.

EM TUPI-GUARANI – Falamos tupi ao pedir um açaí, um suco de abacaxi ou de pitanga; quando vemos um urubu ou um sabiá, ficamos de tocaia, votamos no Tiririca, botamos o braço na tipoia, armamos um sururu, comemos mandioca (ou aipim), regamos uma samambaia, deixamos a peteca cair. Quando comemos moqueca capixaba, tocamos cuíca, cantamos a Garota de Ipanema.

Dá pra imaginar a Bahia sem a capoeira, o acarajé, o dendê, o vatapá, o axé, o afoxé, os orixás, o agogô, os atabaques, os abadás, os babalorixás, as mandingas, os balangandãs? Tudo isso veio no coração dos infames “navios negreiros”.

As palavras estrangeiras sempre entraram sem pedir licença, feito uma tsunami. E muitas vezes nos pegando de surpresa, como numa blitz.

HÁ EXAGEROS, CLARO – Posso estar falando grego, e estou mesmo. Sou ateu, apoio a eutanásia, gosto de metáforas, adoro bibliotecas, detesto conversar ao telefone, já passei por várias cirurgias. E não consigo imaginar que palavras usaríamos para a pizza, a lasanha, o risoto, se a máfia da língua italiana não tivesse contrabandeado esse vocabulário junto com a sua culinária.

Há, claro, os exageros. Ninguém precisa de um “delivery” se pode fazer uma “entrega”, ou anunciar uma “sale” se se trata de uma “liquidação”. Pra quê sair pra night de bike, se dava tranquilamente pra sair pra noite de bicicleta?

Mas a língua portuguesa também se insinua dentro das bocas falantes de outros idiomas. Os japoneses chamam capitão de “kapitan”, copo de “koppu”, pão de “pan”, sabão de “shabon”. Tudo culpa nossa. Como o café, que deixou de ser apenas o grão e a bebida, para ser também o lugar onde é bebido. E a banana, tão fácil de pronunciar quanto de descascar, e que por isso foi incorporada tal e qual a um sem-fim de idiomas. E o caju, que virou “cashew” em inglês (eles nunca iam acertar a pronúncia mesmo).

E O MANDARIM? – “Fetish” vem do nosso fetiche, e não o contrário. “Mandarim”, seja o idioma, seja o funcionário que manda, vem do portuguesíssimo verbo “mandar”. O americano chama melaço de “molasses”, mosquito de “mosquito” e piranha, de “piranha” – não chega a ser a conquista da América, mas é um começo.

Tudo isso é a propósito da passagem do 5 de maio, Dia da Língua Portuguesa, cada vez mais inculta e nem por isso menos bela. Uma língua viva, vibrante, maleável, promíscua – vai de boca em boca, bebendo de todas as fontes, lambendo o que vê pela frente.

Mais de oitocentos anos, e com um tesão de vinte e poucos.

(Crônica enviada por Mário Assis Causanilhas)

 

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