quarta-feira, fevereiro 03, 2021

Fachin critica golpe em Mianmar e diz que “militarização dos governos” é “fenômeno altamente preocupante”


Fachin diz que militares devem se subordinar ao poder civil

Renato Souza
Correio Braziliense

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), criticou o golpe de Estado em Mianmar e disse que a militarização dos governos é “fenômeno altamente preocupante”.

O Exército do país asiático alegou fraude eleitoral para tomar o poder. O magistrado lembrou que “emergências e crises devem ser resolvidas dentro da democracia”. O golpe em Mianmar se consolidou após militares prenderem a prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, e o presidente do país, Win Myint.

GOLPE –  As tropas retiraram a TV estatal do ar, reduziram a conexão de internet e levaram outros integrantes do governo para a cadeia. “Golpe algum, em circunstância alguma, é mal necessário. Golpe sempre é um mal. Emergências e crises devem ser resolvidas dentro da democracia. Violações de direitos humanos e afrontas às garantias fundamentais devem ser apuradas e decididas na legalidade democrática”, disse Fachin.

O magistrado destacou que a presença em larga escala de militares em qualquer governo é um risco à democracia. “Impende atentar para a militarização dos governos como fenômeno altamente preocupante. O poder militar, nas democracias, deve ser sempre subordinado ao poder civil”, destacou.

PARTE DO GOVERNO – No Brasil, 6,7 mil militares da ativa e da reserva fazem parte do governo do presidente Jair Bolsonaro, Fachin destacou que quem tenta subverter a democracia usa como argumento suposta fraude eleitoral.

“Ao redor do planeta a perversa desmoralização das eleições invade a espacialidade discursiva como parte de projetos que visam ao colapso das democracias”, completou.

STJ volta a negar recurso de Lula contra condenação no processo do triplex do Guarujá


Charge do Iotti (Zero Hora)

Márcio Falcão
G1 / TV Globo

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou nesta terça-feira, dia 2, um novo recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação no caso do triplex em Guarujá (SP).

Os advogados de Lula questionaram uma decisão da Quinta Turma, que rejeitou utilizar no processo mensagens trocadas entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato quando Moro era o juiz da Lava Jato em primeira instância. As mensagens foram obtidas por hackers e apreendidas na Operação Spoofing.

RECURSOS – Lula foi condenado por Moro no caso do triplex em 2017 e, desde então, tem recorrido. A segunda instância da Justiça decidiu em 2018 manter a condenação e aumentar a pena. O caso foi parar no STJ, e o tribunal também manteve a condenação, mas reduziu a pena de Lula. Desde o início das investigações, Lula nega ser o dono do apartamento. A defesa do ex-presidente também sempre afirmou que não há provas contra ele.

Em dezembro do ano passado, o ministro Ricardo Lewandandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a defesa de Lula a ter acesso às mensagens apreendidas na Operação Spoofing. Nesta segunda (1º), Lewandowski retirou o sigilo do material.

MENSAGENS – Relator do caso, o ministro Félix Fischer afirmou que o recurso de Lula busca julgar mais uma vez uma questão analisada e rejeitada pela Turma. Segundo o ministro, o STJ já descartou o uso das mensagens no processo porque são dados que não passaram por perícia e nem pelo contraditório. Fischer ressaltou ainda que a tese da defesa de que Moro teria atuado com parcialidade contra Lula no processo também já foi rejeitada pelo tribunal.

O voto do relator foi seguido pelos demais integrantes da Turma. A sessão de julgamento de Lula acabou não sendo transmitido por videoconferência, sistema adotado pelo STJ diante da pandemia. A transmissão foi interrompida por uma instabilidade do sistema.

Jeremoabo no fundo do poço convida os idosos para o sacrifício através do " calabouço mortífero"

 



Nessa atual administração sem noção, Jeremoabo pratica atos na contramão da civilização e dos bons costumes.

Enquanto os infectologistas do mundo inteiro diante da pandemia do novo coronavírus  recomenda-se que as pessoas fiquem em casa,  que não vá a hospital sem urgência, e que mesmo em caso de urgência para ir ao hospital deve haver bom senso, para não se expor sem necessidade tudo isso para evitar contaminação pelo Sars-CoV-2, em Jeremoabo na contramão da historia e dos ensinamentos da OMS, convoca os idosos   para um " calabouço letal".

Em Jeremoabo como tudo é sem planejamento, e fora dos parâmetros legais, escolheram um local inadequado para vacinar os idosos, ou seja numa sala contaminada de um hospital que até copio descartável estava faltando; os responsáveis esquecem que estão na obrigação de obedecer as diretrizes nacionais sobre regras sanitárias e distanciamento social, adotar medidas para manter o controle e prevenção da infecção, tratar de forma adequada os resíduos das injeções e proteger os trabalhadores da saúde e o público. 

"Dentre as medidas a serem adotadas recomenda-se: realizar a triagem de pessoas que apresentam sintomas respiratórios antes da entrada na sala de vacinação para evitar a propagação do SARSCoV-2, preferencialmente realizar a administração das vacinas em áreas ventiladas e ou desinfetadas com frequência, manter a observação do vacinado no local da aplicação por, pelo menos 30 minutos, após a tomada da vacina, garantir a disponibilidade de local para lavagem adequada das mão pelos profissionais de saúde e higienização com álcool gel / álcool a 70º para os usuários."

A  pergunta que não cala: numa sala já fiscalizada há dias atrás pelos vereadores da oposição, sem nenhuma estrutura, ainda mesmo assim de forma perversa e tira ainda convocam os idosos para serem sacrificados nesse calabouço. 

Sugiro ao povo sóbrio de Jeremoabo, que amam seus paias, suas mães, seus parentes e amigos idosos, que não permitam que os mesmo sejam submetidos a tamanha perversidade, falta de temor a Deus, ato de desumanidade.

Lamento que a "imprensa" de Jeremoabo não se manifeste diante de tamanha irresponsabilidade e atrocidade.

Esse é o preço de quem trocou o voto por qualquer migalhas, o castigo já chegou para os culpados e inocentes.

Espera-se que com toda urgência que o caso requer, que os vereadores que ainda possuem consciência, evitem essa perversidade, esse desrespeito e esse convite para a morte dos idosos, levando de imediato ao conhecimento do Ministério Público.


Idosos merecem respeito, dignidade carinho e garantia de todos os seus direitos.

 

terça-feira, fevereiro 02, 2021

TCM determina que ex-prefeito da cidade de Angical devolva mais de R$ 20 mil


TCM determina que ex-prefeito da cidade de Angical devolva mais de R$ 20 mil
Foto: Reprodução / Notícias da Bahia

O ex-prefeito da cidade de Angical, na Bacia do Rio Grande, Gilson Bezerra da Silva (DEM), terá de de devolver aos cofres da cidade a quantia de R$20.769,63 referentes ao pagamento indevido de multas e juros em razão de atraso no recolhimento de parcelas relativas a obrigações previdenciárias, no exercício de 2019.

 

A decisão do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), foi anunciada nesta terça-feira (2). Na ocasião, os conselheiros determinaram que seja feita representação ao Ministério Público Estadual (MP-BA) contra o prefeito. 

 

A devolução aos cofres municipais da quantia de mais de R$ 20 mil reais, terá de ser feita com recursos pessoais, que foram pagos em juros e multas. Além disto, Silva terá de pagar uma multa estipulada em R$1,5 mil. 


Os conselheiros do TCM ressaltaram que o pagamento de multa e juros só ocorre devido à omissão dos gestores, que não cumprem adequadamente a obrigação legal de repassar/recolher as contribuições previdenciárias no prazo e montante exigidos na legislação. Cabe recurso das decisões.

Bahia Notícias

Covid-19: Aracaju divulga a lista das pessoas vacinadas até o momento

A Secretaria da Saúde de Aracaju não registrou casos de reações à vacina CoronaVac (Foto: Marcelle Cristinne)

O município de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulgou a lista com os nomes das pessoas que já foram imunizadas na capital. Segundo a SMS, a divulgação atende ao preceito da transparência pública e, também, recomendação dos Ministérios Públicos Estadual, Federal e do Trabalho.

A pasta municipal da Saúde informou ainda que todas as informações no tocante à identidade das pessoas imunizadas bem como as doses usadas você pode conferir clicando aqui.

“O cidadão tem acesso ao planejamento de vacina contra à Covid-19 e às listas de profissionais já imunizados, com nome, local da imunização e função”, afirma a SMS.

Ainda de acordo com a Secretaria, nesta primeira etapa da vacinação, iniciada dia 19 de janeiro, são imunizados os profissionais de saúde da linha de frente de combate à Covid-19, idosos institucionalizados e cuidadores dessas instituições de longa permanência. A expectativa da pasta da Saúde é imunizar 70% dos profissionais com as doses recebidas da CoronaVac e Oxford/AstraZeneca.

por João Paulo Schneider 

Vacina de Oxford tem 76% de eficácia após três semanas da primeira dose

 

Vacina de Oxford tem 76% de eficácia após três semanas da primeira dose
Foto: Divulgação/Governo Federal

Pesquisadores afirmam que a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca teve eficácia de 76% três semanas depois da primeira dose, de acordo com um estudo preliminar divulgado nesta terça-feira (2). Essa taxa é mantida até 90 dias após a aplicação, de acordo com o G1.
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Os estudos clínicos da vacina também apontaram uma eficácia de 82,4% em um intervalo de três meses após a segunda dose. Esse novo resultado é melhor do que o encontrado anteriormente, com uma eficácia de 54,9%, quando o reforço estava sendo aplicado após um mês e meio.

 

"Estes novos dados fornecem uma confirmação importante dos dados provisórios que foram utilizadas por mais de 25 órgãos reguladores, incluindo a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde do Reino Unido e a Agência Europeia de Medicamentos, para conceder autorização de uso emergencial da vacina", disse Andrew Pollard, pesquisador-chefe dos estudos clínicos em entrevista.

 

"O estudo também apoia a recomendação feita pelo Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI) [da OMS] para um intervalo de 12 semanas até a segunda dose, enquanto procuram uma abordagem ideal para implantação, e garante que as pessoas estejam protegidas 22 dias após uma dose única da vacina".

 

Em dezembro do ano passado, um especialista britânico havia informado uma eficácia por volta de 70%, mas o dado não chegou a ser divulgado oficialmente.

 

A vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, a ChAdOx1 nCoV-19, está sendo aplicada no Brasil após aprovação para uso emergencial. Na sexta-feira (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que recebeu o pedido de registro definitivo, com um prazo de 60 dias para a avaliação do processo.

Bahia Notícias

Mourão tenta defender Lira, mas acaba por chamá-lo de “peça do tabuleiro”


Mourão vai demitir assessor que sugeriu impeachment

Rompido com Bolsonaro, Mourão tenta defender o governi

Guilherme Mazui
G1 — Brasília

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira (2) que o governo precisa “saber trabalhar com as peças que estão aí no tabuleiro” ao comentar o apoio do Palácio do Planalto ao deputado federal Arthur Lira (PP-AL), eleito, na segunda (1º), novo presidente Câmara.

Mourão fez a declaração ao ser questionado por jornalistas se esse apoio do governo gerava algum tipo de constrangimento, já que houve oferta a deputados de cargos e emendas em troca de votos em Lira, candidato que foi aliado do ex-deputado Eduardo Cunha e que foi denunciado por corrupção passiva pela Operação Lava Jato.

LIGAÇÃO COM CONGRESSO – “Essas coisas não passam por mim. […] Quando o presidente não fez ligação com o Congresso, ele não estava indo bem porque não tinha ligações com o Congresso. Agora ele tem ligações… E, aquela história, a gente tem que saber trabalhar com as peças que estão aí no tabuleiro”, afirmou Mourão.

Na véspera, segunda-feira, Mourão escreveu nas redes sociais que não há motivos para impeachment de Bolsonaro:

“Como Vice-Presidente, afirmo que não há nenhuma motivação para a aceitação de pedido de impeachment do nosso PR @jairbolsonaro, o qual tem trabalhado incansavelmente para superar os desafios que o século XXI impõe ao Brasil”, escreveu Mourão em sua conta no Twitter.

LÍDER DO CENTRÃO – Lira foi eleito em primeiro turno para presidir a Câmara pelos próximos dois anos. O deputado, que está no terceiro mandato, lidera o “Centrão”, bloco de partidos conhecido por oferecer apoio a governos em troca de cargos.

Lira contou com apoio declarado do presidente Jair Bolsonaro, que antes criticava o “Centrão” e o chamado “toma-lá-dá-cá”, como é chamado o apoio político em troca, por exemplo, de cargos no governo.

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CONHEÇA A FOLHA CORRRIDA DE ARTHUR LIRA

Arthur Lira e outras quatro pessoas foram denunciadas em junho de 2020 pela PGR em uma investigação que tramita no STF. O deputado é acusado por corrupção passiva dentro da operação Lava Jato.

Segundo os investigadores, o parlamentar recebeu R$ 1,6 milhão em propina da empreiteira Queiroz Galvão. A denúncia ainda não foi analisada. Se for aceita pelos ministros do tribunal, abre-se uma ação penal e Lira se torna réu.

Em outro processo, a Segunda Turma do STF decidiu em junho de 2019 aceitar a denúncia do Ministério Público contra Lira e outros três parlamentares do PP por organização criminosa. Eles são acusados de desviar dinheiro da Petrobras no esquema investigado pela operação.

DIZ A DEFESA – Em nota, a assessoria de imprensa do deputado disse que “todos os processos que vieram a julgamento na Lava Jato foram arquivados e os próximos devem ter o mesmo desfecho”.

“Três processos no STF foram arquivados e, no quarto processo, a própria Procuradoria-Geral da República pede o encerramento. Em outro, a acusação nem sequer possui amparo legal válido para o período questionado”, afirmou em nota.

Em outubro de 2019, a 1ª turma do STF recebeu denúncia contra Lira e o tornou réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um desdobramento da operação Lava Jato. O caso ainda não foi julgado.

PROPINA FERROVIÁRIA – A PGR acusou o deputado de aceitar propina de R$ 106 mil do então presidente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Francisco Colombo, em troca de mantê-lo no cargo.

Sobre este processo, o deputado respondeu que “não há nexo entre a temporalidade da suposta irregularidade e a cronologia dos acontecimentos”.

Lira foi investigado também por suspeita de participação em um esquema de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa de Alagoas. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2018 por peculato e lavagem de dinheiro.

RACHADINHA – De acordo com a procuradoria, a fraude se dava a partir da rachadinha, apropriação de parte dos salários de funcionários e também da inclusão de falsos funcionários na folha de pagamento. Eles repassavam, segundo a denúncia, parte do dinheiro dos salários aos deputados ou a pessoas indicadas pelos parlamentares.

Este caso deu origem a um processo cível, no qual Lira já foi condenado por improbidade administrativa. Ele recorre da decisão. Em relação à parte criminal dos fatos investigados na operação Taturana, Lira foi absolvido em dezembro de 2020, mas o Ministério Público em Alagoas recorreu da decisão.

Em relação a este caso, a assessoria do deputado reforçou que a Justiça de Alagoas anulou o processo e o absolveu sumariamente.

QUEIXA-CRIME– Lira é alvo ainda de uma ação apresentada pela ex-mulher, Jullyene Cristine Santos Lins, no STF. Ela pede a abertura de uma investigação e a condenação do deputado por injúria e difamação em razão de declarações dadas pelo parlamentar à revista “Veja”.

Lira afirmou que Jullyene “é uma vigarista profissional querendo extorquir dinheiro, inventando histórias”, ao comentar as acusações da ex-mulher de que ocultou patrimônio e começou a receber propina quando era deputado estadual em Alagoas. Na ação, a defesa argumenta que a fala buscou manchar a imagem da ex-mulher.

O relator, ministro Luís Roberto Barroso, decidiu que quem deve analisar o caso é o Juizado de Violência Doméstica de Brasília. A defesa de Lira recorreu para tentar manter o caso no STF ou enviá-lo à Justiça de Alagoas.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA – Lira respondeu ainda a processos por lesão corporal e ameaça, oriundos de acusações feitas por Jullyene à polícia em 2006 e 2007, quando ainda era deputado estadual em Alagoas.

Em novembro de 2006, Jullyene disse à Justiça que foi agredida por Lira “com tapas, chutes, pancadas” e que foi arrastada pelos cabelos dentro de sua própria casa. Segundo Jullyene, Lira foi cobrar explicações sobre um novo relacionamento que ela Mantinha após o fim do casamento.

O caso tramitou na justiça alagoana e chegou ao STF em 2011, porque Lira ganhou foro privilegiado. Ao STF, Jullyene mudou de versão. Disse que Lira não a havia agredido e o deputado foi absolvido do crime de lesão corporal em setembro de 2015. Em entrevista à “Folha de S. Paulo”, Jullyene disse ter sido coagida pelo deputado a mudar o depoimento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG- 
O problema de Arhur Lira é que, se alguém lhe pede o currículo, ele tem de prestar muita atenção para não se confundir e apresentar a folha corrida e os maus antecedentes(C.N.)

Os vereadorse estão fazendo sua parte, cabe ao povo exigir seus direitoas.

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O povo tem que tomar consciência que " Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. (art, 1º Parágrafo único).

Por isso mesmo tem que fiscalizar, cobrar e exigir, não esperar que os vereadores façam tudo.

O Presidente da Câmara está agindo certo, fazendo valer a sua autoridade com harmonia que deverá existir entre os poderes, agora se a solicitação da casa que é  do povo não for atendida com a urgência que o caso requer, só existe um caminho, ingressar com uma Ação na Justiça. 

Sem respeito, harmonia e responsabilidade e autoridade nada funciona, vira bagunça.

 

MP-RJ recorre da decisão de Gilmar Mendes que beneficiou Flávio Bolsonaro no caso das “rachadinhas”


Gilmar impediu o TJ fluminense de decidir sobre foro especial de Flávio

Caio Sartori
Estadão

O Ministério Público do Rio recorreu nesta segunda-feira, dia 1º, de decisão do ministro Gilmar Mendes que beneficiou o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das ‘rachadinhas’. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça fluminense, onde está atualmente a denúncia por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa contra o filho do presidente da República, julgaria na semana passada se o foro dele continuaria ali. Gilmar, contudo, o impediu.

O ministro entendeu que, por já existirem duas ações na Corte questionando a decisão do Rio que deu a Flávio o direito de ser julgado pela segunda instância da Justiça, o Órgão Especial não poderia decidir sobre essa questão antes do Supremo resolvê-la.

COMPETÊNCIA – Por outro lado, a Promotoria acredita que o colegiado deveria sim ter a competência para derrubar ou endossar um entendimento que partiu de um grupo do próprio tribunal – o foro foi dado ao parlamentar pela 3ª Câmara Criminal do TJ.

“A decisão cautelar que determinou o sobrestamento do julgamento afasta a competência própria e exclusiva do Órgão Especial de acolher ou rejeitar declínio de competência de órgãos fracionários ou singulares do próprio tribunal”, aponta o MP no recurso.

Uma das ações que estão no STF e versam sobre a decisão da 3ª Câmara partiu da própria Promotoria; a outra, do partido Rede Sustentabilidade. Esse novo recurso – que não questiona o foro em si, e sim a proibição imposta ao tribunal por Gilmar – foi a primeira ação da nova gestão do MP no âmbito do Caso Queiroz.

APURAÇÃO CONTRA CARLUXO – Luciano Mattos assumiu a Procuradoria-Geral de Justiça no dia 15 e ainda está se situando no cargo. Um dos focos, até aqui, está na nova configuração interna dos grupos especializados, entre eles o de combate à corrupção (Gaecc). Foi esse núcleo que investigou Flávio na maior parte do tempo, antes do caso sair da primeira instância. Também estão lá as apurações contra outro filho de Jair Bolsonaro, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos).

Exonerados – como é de praxe em trocas de gestão -, os 22 promotores do grupo ainda não foram renomeados. Mattos é menos afeito ao formato de núcleos especializados, como deixou claro em sua posse. O entendimento é de que, com eles, o órgão acaba enfraquecendo as promotorias. Foi criado, no dia 17 de janeiro, um grupo de trabalho que está discutindo a nova configuração. O prazo para chegar a um resultado era de 15 dias, mas pode ser prorrogado.

Piada do Ano ! Após se envolver diretamente na eleição do Congresso, Bolsonaro diz que só ‘ficou na torcida’


Bolsonaro liberou R$ 3 bilhões em verbas extras a 285 parlamentares

Matheus de Souza e Sofia Aguiar
Estadão

Ao contrário do que disse Bolsonaro, o Estadão mostrou que o Palácio do Planalto se envolveu diretamente na eleição pelo comando do Congresso. Ao longo da campanha entre os deputados e senadores, o governo federal liberou R$ 3 bilhões em verbas extras a 285 parlamentares.

Às vésperas da eleição, Bolsonaro liberou R$ 504 milhões em emendas para os redutos eleitorais de deputados e senadores até o dia 26, valor superior a quantidade paga no mês inteiro em qualquer ano anterior. As vitórias de Lira e Pacheco, candidatos apoiados pelo Planalto, gerou protestos entre parlamentares da oposição, que afirmaram haver compra de votos.

INTERFERÊNCIA – Durante a corrida para a presidência das Casas, Bolsonaro atuou particularmente pela vitória de Lira contra o candidato de Rodrigo Maia (DEM-RJ), Baleia Rossi (MDB-SP). O presidente chegou a cobrar apoio de parlamentares da bancada ruralista a Lira, justificando que o agronegócio “nunca teve um tratamento tão justo e honesto” quanto em seu governo.

Em outro episódio, durante uma cerimônia organizada para promover a liberação de tráfego da nova ponte sobre o Rio São Francisco, na BR-101, na última quinta feira, dia 28, o presidente chegou a falar que “se Deus quiser, segunda-feira, 1º, teremos o segundo homem na linha hierárquica do Brasil eleito aqui no Nordeste pela Câmara dos Deputados. O deputado Arthur Lira. Se Deus quiser, o nosso presidente”.

Na manhã de segunda-feira, em conversa com apoiadores, o presidente afirmou que tudo ia “dar certo”, em referência à vitória de Lira e Pacheco. Após a votação da presidência da Câmara, Bolsonaro postou nas redes sociais uma foto ao lado de Pacheco e dando aperto de mão em Lira, celebrando a vitória de ambos.

ALIANÇA – Bolsonaro também voltou a falar sobre a fundação do partido Aliança pelo Brasil, que tenta tirar do papel desde que deixou o PSL, em 2019, após uma série de desentendimentos com o presidente da sigla, Luciano Bivar (PE).

O presidente disse que “dificilmente” irá conseguir formar um partido para as próximas eleições em 2022, e que em março terá que decidir o que fazer, inclusive uma das possibilidades é escolher outra legenda para abrigar seu nome. Apesar disso, o presidente ainda não desistiu da criação de sua sigla. “Vamos continuar fazendo”, disse durante conversa com apoiadores nesta terça-feira.

ADVERSIDADES – Na segunda, o presidente sinalizou a apoiadores que estaria tendo adversidades para formar seu partido por causa de “problemas burocráticos”, mas que nesta terça-feira, após as eleições no Congresso Nacional, já iria retomar a discussão sobre o assunto.

Em outro momento da conversa, Bolsonaro repetiu que até março buscará um novo partido, mas não abandonou o projeto do Aliança pelo Brasil, que ainda não obteve a quantidade de assinaturas necessárias para impulsionar a ideia. Diante da imprevisibilidade, partidos como Progressistas, PSL, Republicanos, PTB, Patriota e PL já acenaram interesse no nome do presidente.

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