quinta-feira, setembro 09, 2010

Fotos do Dia

A gata Luiza Altenhofen é capa da revista 'Dieta já' A gata voltou rapidamente à forma, após dar à luz Greta A bela tem 58 kg distribuídos em 1,72 m
Larissa Riquelme fala sobre experiência de posar nua durante lançamento da sua Playboy Fonte luminosa é inaugurada ao lado de Torre de TV, em Brasília Blitz em São Paulo fiscaliza cadeirinhas nos carros

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Remédio diário contra impotência chega ao mercado

Rafael Italiani
do Agora

Um novo tipo de remédio contra a impotência sexual chega na semana que vem ao mercado brasileiro. Como o próprio nome diz, o Cialis Diário é um comprimido para ser tomado pelos homens diariamente --assim como as mulheres tomam diariamente pílulas anticoncepcionais.

A farmacêutica norte-americana Eli Lilly anunciou que lançará o remédio no próximo dia 15. De acordo com a empresa, o comprimido vai resgatar a "naturalidade do sexo".

Serão 28 comprimidos por caixa, com 5 mg cada, que devem ser rotina na vida dos homens para fazer efeito.

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STF dá revisão do teto a aposentado até 2003

Gisele Lobato e Paulo Muzzolon
do Agora

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu ontem que quem pediu a aposentadoria entre julho de 1988 e dezembro de 2003 e teve o benefício limitado ao teto da época tem direito à revisão, que pode conceder um reajuste de até 28,4% no benefício, ou R$ 700 a mais por mês.

Nesse caso, os atrasados (diferenças que não foram pagas nos últimos cinco anos) podem chegar a R$ 45.500, segundo cálculos do advogado Daisson Portanova, do escritório Gueller e Portanova Sociedade de Advogados.

A decisão do STF deverá ser seguida por todas as instâncias da Justiça. O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) não pode mais recorrer.

Em 1988, foi instituído um valor máximo para os benefícios concedidos pelo INSS. Não é possível contribuir com valores acima do teto, mas alguns segurados, devido aos índices usados na correção das contribuições, podem ter ficado com uma média salarial superior ao teto. Nesses casos, o benefício foi limitado.

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Hora do vale tudo pelo mandato

Em localidades distantes do interior baiano, apesar da tentativa de camuflagem, algumas dobradinhas não passam despercebidas. Em Vitória da Conquista, no povoado conhecido como Batuque, uma dobradinha que tem sido apontada como “curiosa” é entre os candidatos vereador Jean Fabrício (PCdoB) e Hezer Rocha (PMDB).

No “vale tudo” pela primeira vitória, ambos rejeitaram a orientação de suas coligações e têm apresentado ao eleitorado dois candidatos ao governo. O PCdoB é aliado histórico do PT e apoia a reeleição de Wagner, enquanto o PMDB tem como candidato Geddel Vieira Lima.

Segundo o presidente do PCdoB baiano, Daniel Almeida, a orientação do partido é a de que seja priorizada a coligação, “que haja dobradinhas dentro do time de Wagner, mas existem alianças que extrapolam. Com isso, em alguns lugares ocorrem parcerias pontuais”.

Ainda conforme o comunista, em Conquista, a prioridade da parceria começa em primeiro lugar por Edson Pimenta (PCdoB) e Alice Portugal (PCdoB) e em seguida por ele próprio, “mas que em alguns casos contra a vontade do candidato, mas pela ligação com a liderança política local ocorre parceria com candidatos de outros partidos”.

Laços de família - No meio das dobradinhas entre os postulantes a deputado estadual e federal aparecem ainda aquelas traduzidas pelos laços familiares. Nestas eleições, algumas parcerias têm se destacado a partir da ligação consanguínea. Uma das mais novas é a do deputado federal João Leão (PP), que apresentou o seu filho Cacá Leão como concorrente a uma vaga na Assembleia.

Nesse processo, ainda se apresentam, lado a lado nas urnas, o deputado estadual e candidato à reeleição Carlos Gaban (DEM) e o seu filho Luiz Gaban, que disputa pela primeira vez uma vaga na Câmara; o deputado estadual Junior Magalhães (DEM) e a sua mãe, a deputada federal, Tonha Magalhães (DEM); o deputado federal, Mário Negromonte (PP) e o candidato Mário Negromonte Filho.

Segundo a especialista em Direito Eleitoral Deborah Guirra, o Tribunal Superior Eleitoral não interfere nas “dobradinhas”, mas os próprios partidos é quem devem definir a questão e - se considerarem necessário - punir os candidatos por “infidelidade partidária”.

Fonte: Tribuna da Bahia

Wagner: tempo do chicote já passou

Fernanda Chagas

Fica cada vez mais acirrada a “guerra” entre o PT e o PMDB baianos. Em meio ao fogo cruzado, o governador Jaques Wagner, entretanto, acabou por surpreender ao atacar de forma direta o ex-aliado Geddel Vieira Lima. Ontem, ao final da carreata em Governador Mangabeira, cuja prefeita peemedebista Domingas Oliveira declarou apoio a sua candidatura, o líder petista, num claro sinal de afronta ao PMDB, disse que é um grande prazer estar ao lado dela.

“Pois, Domingas tem trajetória semelhante ao povo do Brasil, povo negro que já foi escravo. Desde que a conheci, me apaixonei pela figura humana e política, pela sua coragem e destemor de não aceitar que lhe coloquem cabresto ou ordem. Tenho muito orgulho dessa parceria”.

Por tabela, Wagner aconselhou a prefeita a não ligar para as ‘bobagens’ ditas pelos adversários. “Obra para mim não tem nada a ver com partido político. A mãe de todas as obras é a necessidade do povo, que é o dono delas, porque paga os impostos. Durante a minha gestão, eu sempre trouxe o que a cidade precisou, sem olhar para o partido de prefeito A, B ou C.

Alguns não querem entender que o mundo mudou e que política não se faz mais com chicote na mão e dinheiro na outra. O dinheiro de emergência que foi liberado para a cidade é o do povo e não tem por que ninguém capitalizar”, disparou num claro recado ao PMDB.

Wagner citou ainda como exemplo algumas obras que já estão com verba liberada, entre elas a reforma do Centro Médico Otto Alencar, a construção do Posto de Saúde da Família, a revitalização da Fonte das Cabeças e a construção de uma quadra poliesportiva. Por fim, o governador, fugindo ao seu tom habitual, reiterou o profundo orgulho que sente pela amizade com a prefeita. “Negra, ex-doméstica e mulher, ela se fez respeitar nessa cidade”.

Domingas Oliveira, por sua vez, reiterou que tem sofrido muito com as pressões que vem recebendo, mas enfatizou que todas as obras dessa cidade vieram através de Wagner e Lula. “Está forte a pressão porque eles querem o meu mandato, mas eu não vou largar Wagner e estou tomando todas as providências para responder a eles. Não tenho medo de nada e peço para vocês me presentearem votando em Wagner”, disse, complementando ter sido destratada pelos irmãos e humilhada, por apoiar o governador.

“Mas não arredarei o pé do PMDB. Em 2008, fui eleita com o apoio do PMDB e do PT, que estavam unidos. Portanto, não podem me acusar de infidelidade”, reforçou.

Gestor de Cachoeira reforça crise

A Executiva Estadual do PMDB recorreu ao Conselho de Ética ameaçando Domingas de expulsão. O partido suspendeu a gestora por 60 dias até o julgamento da questão e quer ainda a perda do seu mandato pelo mesmo motivo. Para tanto, recorre à Resolução Nº. 03/2010, que diz: “Todos os filiados do PMDB deverão respeitar os candidatos escolhidos na convenção, inclusive participando da campanha, vedando o apoio direto ou indireto a candidatos que não sejam da coligação”. Em entrevista recente à Tribuna da Bahia, o secretário geral do partido, Almir Melo, disse que “tantos que cometerem infidelidade serão expulsos”.

Reforçando a crise, ontem mais um prefeito do PMDB aderiu à campanha do PT. Tato Pereira, líder do Executivo de Cachoeira, externou seu apoio a Wagner, Pinheiro, Lídice e Otto em meio a uma carreata pelas principais ruas da cidade. “O governo do estado foi um verdadeiro parceiro de Cachoeira através do PAC das cidades históricas, além de trazer universidades para a região.

Por isso eu confio no time de Wagner. Tenho certeza que ele fará um governo ainda melhor que o primeiro, e Pinheiro e Lídice serão essenciais para esse trabalho”, declarou o prefeito.

Wagner, sem esconder a satisfação do crescente apoio de prefeitos que não fazem parte da coligação, ressaltou mais uma vez a importância de eleger os dois senadores da sua chapa, Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSC). “É importante lembrar que precisarei de Pinheiro e Lídice no Senado. São eles que, com João Durval, vão ajudar meu governo e o de Dilma”. (FC)

Fonte: Tribuna da Bahia

Mortes quase dobram na estrada no feriado


Hedeson Alves/Gazeta do Povo

Hedeson Alves/Gazeta do Povo / Ontem, fluxo era de 2,2 mil veículos por hora na BR-277 na volta para Curitiba Ontem, fluxo era de 2,2 mil veículos por hora na BR-277 na volta para Curitiba
Balanço


Número de óbitos nas rodovias do Paraná passou de 19, no ano passado, para 35 agora. Um terço deles ocorreu apenas no sábado

Publicado em 09/09/2010 | Paola Carriel, Fernanda Trisotto e Vítor Geron

O número de mortos em acidentes de trânsito no feriado de 7 de setembro quase dobrou em relação ao ano passado. Passou de 19 para 35, aumento de 84%. Ao todo, foram 18 mortes nas estradas estaduais e 17 nas federais. Os óbitos ocorreram entre sexta-feira, dia 3, e terça-feira, dia 7. O balanço ainda é parcial, já que os dados de ontem ainda não haviam sido computados. Ao todo foram 565 acidentes e 414 feridos.

Um terço das mortes ocorreu no sábado, com 13 casos. Só nesse dia, 59 acidentes resultaram em cinco mortes e 64 feridos nas rodovias estaduais. Nas federais foram oito mortes, cinco em apenas um acidente, no km 395 da BR-376, em Imbaú, nos Campos Gerais.

De acordo com os dados disponíveis, foram 4.745 autuações realizadas pelas duas polícias rodoviárias. A PRF ainda informou que foram fiscalizados 9.781 veículos, sendo que 97 ficaram detidos. Houve ainda 51 casos em que o índice verificado no bafômetro estava acima do permitido, o que resultou em multa e prisão. Nas estradas estaduais o número de autuações caiu de 3 mil para 2,1 mil.

Somados, 2009 e 2008 haviam registrado 38 óbitos nas estradas do Para­­­ná no feriado de 7 de setembro. No restante do país, o número também foi alto. São Paulo registrou 43. Já em Mi­­nas houve queda de 54% em relação ao ano anterior, caindo de 24 para 11. Em ambos os estados o feriadão teve um dia a menos do que em Curitiba.

Para o tenente da Polícia Rodo­viária Estadual Sheldon Vortolin, uma das explicações para o aumento no número de acidentes é o feriadão prolongado na capital. “Mais pessoas ficam dispostas a viajar e o fluxo pode propiciar maior número de colisões. Mas ainda assim o principal motivo é a imprudência.”

Movimento

Ontem, a expectativa era de que 55 mil veículos retornassem a Curiti­ba, com 30 mil vindos de Santa Cata­­rina e 25 mil do litoral do estado. Na BR-277, sentido capital, o fluxo normal é de 500 veículos por hora, mas ontem chegou a 2,2 mil. Na BR-376 chegou a 3 mil. Segundo a concessionária Ecovia, sete mil carros passaram pela PR-407 entre 13h30 e 18 horas. A partir desse horário, o fluxo diminuiu. Muitos motoristas já haviam retornado na segunda-feira, que também registrou mais de 2 mil veículos por hora entre 16 e 19 horas.

Fonte: Gazeta do Povo

Adversários, não: inimigos

Carlos Chagas

Na guerra, sempre. Na política, muitas vezes. É preciso demonizar o adversário. Transformá-lo de inimigo em réprobo cruel, malvado e sanguinário, daqueles que fritam criancinhas e estupram velhinhas. Os nazistas agiram assim contra os russos e estes, depois, contra aqueles, na Segunda Guerra Mundial.

Na presente sucessão presidencial o risco é de acontecer coisa parecida. Ou melhor, já está acontecendo. Lula acusa Serra de partir para a baixaria, de tentar atingir Dilma com mentiras e calúnias e de praticar crimes contra o Brasil e a mulher brasileira. A candidata pega mais leve, anuncia a disposição de não descer ao nível do tucano, enquanto Serra denuncia o uso da Receita Federal contra seus correligionários e sua filha como golpe baixo e abominável.

O que a gente se pergunta é onde as coisas vão parar, faltando três semanas para a eleição. Mais ainda, se seria justificável tamanha indignação por parte do governo, reagindo à acusação de flagrante utilização da máquina pública por um novo grupo de aloprados, importa menos se petistas do andar de baixo, estimulados ou não por companheiros de andares intermediários.

Teria o presidente Lula motivo para bater tão forte numa candidatura que, salvo engano, já se encontra derrotada? Não que as pesquisas sejam totalmente confiáveis, mas todos os institutos divulgam Dilma Rousseff com 55% das preferências populares, ao tempo em que José Serra não passa dos 25%. Estaria o presidente Lula temeroso de que a eleição não se resolva no primeiro turno? Ou será da essência do grupo encastelado no poder a ânsia de esmagar os adversários?

A marcha da insensatez

A ninguém será dado insurgir-se contra a obrigatoriedade do uso da cadeirinhas especiais para bebês e crianças, nos automóveis particulares. Trata-se de uma importante conquista, mesmo fica do no ar a evidência de que os fabricantes dessas peças devem estar enriquecendo. Tomara que apenas eles.

O diabo são os excessos e as contradições. Há dois dias, em São Paulo, já sob o regime de multar os infratores sem-cadeirinha, um policial parou uma senhora que transportava outra com um bebê no colo. Obrigou as duas a descer, interditou o automóvel e impôs às duas indigitadas que tomassem um táxi. Nem perguntou se tinham dinheiro para a corrida, mas o fundamental é que a nova lei isenta os veículos de aluguel de portarem cadeirinhas. Neles, os bebês podem ir no colo…

Falta de cuidados

No desfile de Sete de Setembro, em Brasília, houve quem notasse singular falha no cerimonial. Porque historicamente, há décadas, mesmo depois da criação do ministério da Defesa, os comandantes das três forças colocavam-se próximos do presidente da República. Antes até o recebiam na beira do palanque, mas, como norma, ficavam a seu lado quando desfilavam as respectivas corporações. Assim, quando passava o contingente do Exército, antes o ministro, depois o comandante, eles informavam o chefe do governo das peculiaridades de cada tropa. O mesmo acontecia com a Marinha e a Aeronáutica. Desta vez, ficaram os três oficiais-generais misturados aos montes de convidados no palanque oficial. A televisão não mostrou um deles, sequer, próximo do Lula. Nelson Jobim, ministro da Defesa, foi o que chegou mais perto, ainda que D. Marisa, o governador de Brasília, o presidente do Supremo Tribunal Federal e o presidente da Câmara mais parecessem sentinelas guardando o comandante maior. São pequenas coisas que de quando em quando tornam-se grandes.

Minas embolada

Erra quem garantir que o novo governador de Minas já está escolhido e será Antônio Anastásia. Ou que será Hélio Costa. A eleição embolou, não obstante a alternância de números divulgados pelos institutos de pesquisa. Nas Gerais, ao menos por enquanto, pode ganhar um como pode ganhar o outro, como diria o Conselheiro Acácio, que os mais jovens ignoram quem foi. Fosse hoje o dia da decisão e a vitória surgiria milimétrica, para o tucano ou o peemedebista.

Quanto à disputa pelo Senado, parece tudo resolvido: Aécio Neves e Itamar Franco sairão vitoriosos. Fernando Pimentel não ficará muito perturbado com a derrota, pois tem lugar certo no ministério de Dilma Rousseff.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Estão com medo da Dilma

Carlos Chagas

Uma pergunta não quer calar: por que a grande imprensa demonstra tamanha má vontade com a candidatura Dilma Rousseff? Do Globo à Folha e ao Estadão, sem esquecer a Veja, sucedem-se manchetes e textos sempre cáusticos para a candidata. Lógico que notícia é notícia, seria impossível omitir denúncias como a da quebra do sigilo fiscal de tucanos ou observações sobre as escorregadelas de Dilma a respeito de números exagerados ou estatísticas duvidosas. Da mesma forma, não há como deixar de lembrar os leitores de faltar a ela experiência política, ou até de que só disputa o palácio do Planalto por imposição do presidente Lula.

Mesmo assim, não há quem deixe de notar o exagero. Os jornalões se dizem isentos, não fazem como o New York Times, que em todas as eleições americanas adota nos seus editoriais posição em favor de um candidato, ainda que procure limitar o noticiário aos fatos de campanha. Os nossos proclamam não tomar partido, mas tomam.

A indagação inicial fica mais profunda quando se atenta para que, exprimindo a opinião das elites, nossa grande imprensa não ignora a lua-de-mel permanente entre elas e o presidente Lula. Afinal, mantendo a política econômica de Fernando Henrique, o primeiro-companheiro vem fazendo a felicidade dos bancos, da grande indústria, das multinacionais e dos especuladores.

Estaria a má-vontade midiática na hipótese de a criatura desligar-se do criador, depois de empossada, assustando o sistema tão bem aquinhoado nos últimos oito anos? É possível. Afinal, com suas virtudes e seus defeitos, Dilma Rousseff tem demonstrado personalidade. Fidelíssima ao presidente Lula, nem por isso poderá imaginar seu mandato como um vídeotape do atual.

Cautelosa até demais em suas afirmações de candidata, mantém os conceitos do chefe em gênero, número e grau, a ponto de insurgir-se contra o imposto sobre grandes fortunas e a redução da jornada de trabalho. Mas tem avançado na necessidade de o estado permanecer como fator essencial na distribuição de renda e na condução da política econômica. Jamais admitiu a falácia elitista de que todos devem pagar imposto para que todos paguem menos, eufemismo para fazer os pobres, que não pagam, dividirem com os ricos a diferença capaz de favorecer-lhes.

Em suma, pelo jeito, estão com medo da Dilma, cujo temperamento parece bastante diferente do Lula. Em especial se for verdade o boato de que para cortar gastos públicos, ela limitará a orgia publicitária das estatais como Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica e penduricalhos.

Padrinho rejeitado

Ninguém ignora que José Serra mandou Fernando Henrique para escanteio. Rejeitou a presença constante do ex-presidente em sua campanha e até declarou que personalidades antes no exercício do poder ficam acima de participação em futuros governos. Devem ser reverenciadas, jamais integradas.

É claro que o sociólogo não gostou. Remoeu-se a ponto de jogar farpas na campanha do companheiro tucano. Mandou-se para a Alemanha, de onde já voltou, e cuida de suas palestras.

Ressente-se, porém, o seu ego monumental. Até com certa razão, porque derrotou o Lula duas vezes, enquanto Serra perdeu uma e parece em vias de reconhecer a vitória de Dilma Rousseff.

Esta semana, na propaganda gratuita pelo rádio e a televisão, o candidato tucano tem repetido ser um candidato sem padrinho, referência óbvia à adversária. Dificilmente lamentará não ter escolhido Fernando Henrique para batizá-lo. Mas bem que a convocação de Aécio Neves ajudaria, mesmo mais moço.

Outra declaração discutível de José Serra, em seu afã de bater em Lula, tem sido de que “não ameaça a imprensa, não persegue jornalistas e nem quebrou o sigilo de ninguém”. Noves fora a terceira negativa, há controvérsias quanto às duas primeiras.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Taxa de analfabetismo na Bahia é quase o dobro da média nacional

Filipe Costa l Agência A Tarde

Mais de 12% do total de analfabetos do Brasil (14,1 milhões) está na Bahia: 1,8 milhão de baianos com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever, o que corresponde a 16,7% da população do Estado nesta faixa etária. A boa notícia é que entre 2004 e 2009, houve queda de 4,24 pontos percentuais nesta taxa.

A diminuição é mais significativa do que no Brasil, onde houve recuo de 1,8 ponto percentual, e do que no Nordeste, onde foi registrada a maior queda regional do País no número de analfabetos, 3,7 pontos, chegando a 18,7% da população. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quarta-feira, 8, pelo IBGE. Os números verificados na Bahia e no Nordeste, no entanto, ainda são bem maiores do que a média nacional (9,6%).

Editoria de Arte/A TARDE.

No Estado, o analfabetismo ainda é mais preocupante na zona rural, onde estão concentrados pouco mais de 53% (962 mil) dos moradores com incapacidade de realizar leituras ou escrever. Nas áreas urbanas, os números também impressionam: 845 mil pessoas que vivem nas cidades enfrentam o problema.

“No meio rural ainda há uma grade deficiência na oferta de escolas, de infraestrutura adequada para a alfabetização. Já os números do meio urbano sofrem reflexos da presença das pessoas que saíram da zona rural para as cidades, levando consigo os problemas, como o analfabetismo”, explica Joilson Rodrigues, coordenador de informação do IBGE na Bahia.

Mais de 95% dos analfabetos baianos têm 25 anos ou mais, o que, segundo Rodrigues, mostra que este é um problema histórico, que deve ser superado já nesta geração, uma vez que quase 98% dos baianos com idade entre 7 e 14 anos estão estudando. “Quando nós falamos em analfabetismo, falamos em um passivo histórico. A taxa vai crescendo à medida que se aumenta a idade. O que se espera é que a nova geração não contribua com a ampliação das taxas”, disse.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde desta quinta-feira,

quarta-feira, setembro 08, 2010

FOGO DE PALHA PARA SERRA.

Nos últimos dias a imprensa nacional, demonstrando indignação (claro, ela é serrista até o pé da alma), vem dando destaque a quebra do sigilo fiscal da filha do candidato a Presidente José Serra, fato ocorrido na Receita Federal em São Paulo, como a criar um fato novo na já enterrada campanha de Serra e reverter tendência.

A Coligação PSDB-DEM pediu até a cassação do registro da candidatura de Dilma por entender que ela fora beneficiada com o episódio, sem explicar como. O Ministro Corregedor do TSE indeferiu a representação manifestando o entendimento de que se houve quebra de sigilo fiscal isso seria crime comum, o que exclui a competência do Judiciário Eleitoral.

A violação do sigilo fiscal da filha de Serra ou de qualquer outro cidadão é fato altamente condenável. O jornal Estado de São Paulo ao publicar como denúncia de uma possível operação abafa do Governo Petista, revelou o contrário. A Receita Federal ao tomar conhecimento do fato, por decisão do seu órgão de controle interno, entendeu que houve a quebra ilegal do sigilo fiscal e decidiu encaminhar ao Ministério Público Federal. Pronto. O caso é de polícia e não de política.

Outro dia eu vou tratar da invasão de privacidade no Brasil e sua repercussão negativa para o cidadão. Agora o tema é a eleição presidencial..

Quem opera com o direito já ouviu muito a expressão fato superveniente, que nada mais é do que um fato que vindo acontecer no curso do processo poderá interferir no julgamento do processo. Em política a expressão usada é fato novo, equivalente a fato superveniente, que vindo acontecer poderá interferir no resultado da eleição. O que busca os combalidos serristas? Um fato novo capaz de reverter à tendência de eleição de Dilma ainda no primeiro turno.

Muito antes da campanha eleitoral legalmente autorizada (que aconteceu a partir de 05 de julho), a grande imprensa, periodicamente, dava grande ênfase aos resultados das pesquisas eleitorais que indicavam a eleição de José Serra que chegou a mais de 40% das intenções de voto, enquanto a candidata de Lula, Dilma patinava um pouco acima de 1 dígito (equivalente a 10%). A coisa mudou. Tudo indica a eleição de Dilma ainda no primeiro turno.

Janinho (Jânio Soares – Secretário em Paulo Afonso), pessoa que tenho relação de amizade e admiro por sua inteligência (calma Janinho, leia o final do artigo), no jornal A Tarde, edição de 03.09, 1º C, A-3, sob o título José Serra decidiu morrer, foi muito feliz no vaticínio da candidatura serra e no uso de expressões empregadas: como viúva Porcina, aquela que foi sem nunca ter sido (Roque Santeiro, novela de Dias Gomes); e agora é tarde e Inez é morta. Eu confesso que enquanto admirava o texto morri de ri.

A grande imprensa brasileira entendia que poderia eleger Presidente da República quem ela bem ela entendesse, isso a partir da eleição de Collor. Não tem cristão que suporte a histeria das revistas Veja e Época e os noticiários com contraponto da TV Globo. Esta anuncia números favoráveis à economia nacional e de banda divulga dados a enfraquecer Lula. O seu candidato escolhido foi Serra como antítese do Governo Lula. Errou feio. Ela se esqueceu do fenômeno chamado Lula.

Nas administrações Lula o Brasil cresceu, se distribuiu melhor a renda nacional, se diminuiu a fome, a geração de emprego e renda chegou a níveis altamente positivos, a indústria produz a todo pique, a nossa economia passou a ser a 8ª maior do mundo e o crescimento do PIB é um dos maiores entre as nações. O Brasil passou a ser respeitado na política internacional, é integrante do BRIC e faz parte do Clube dos 20. De lambuja se conseguiu a realização da Copa do Mundo de Futebol, Olimpíadas no Rio de Janeiro e veio a descoberta do pré-sal. Isso tudo fez o com que Lula conseguisse índice da provação ao seu governo no patamar de 90%.

A economia crescendo e o povo com mais dinheiro no bolso não poderia dar outra. Quando Lula entendeu de colocar Dilma debaixo do braço e pedir voto, o índice da intenção de voto para ela ultrapassou os 50%. Certo fez Aécio Neves ao refugar a vice de Serra. Ele é novo, se elegerá Senador da República e elegerá o seu candidato a Governador de Minas Gerais e se colocará como opção futura.

A velha e conservadora oligarquia política brasileira foi incapaz de entender o fenômeno Lula e de se contrapor a ele.

Serra se apresenta como a Diana do Pastoril que entre o azul e o encarnado não toma posição.

Não questiona as administrações Lula para não perder voto e não defende Fernando Henrique Cardoso, pai do Plano Cruzado e que lançou as bases da economia atual. Foi o PROER de Fernando Henrique que salvou os bancos brasileiros da crise causada na quebra da carteira hipotecária norteamericana. Até certo ponto Serra tem razão. Bater de frente com Lula agora é impossível.

AH. AH. AH. A quatrocentona elite econômica-política de São Paulo articulou um movimento golpista contra Lula denominado CANSEI. Anunciou-se uma concentração em São Paulo com a presença de milhares de pessoas e menos de 400 pessoas compareceram. Um fiasco. Na oportunidade escrevi o artigo CANSEI DOS IMBECIS que circulou muito na Internet e nele eu citei ”Pois bem, um dos articuladores do movimento é o empresário João Dória Júnior, que segundo o Prof. Cláudio Lembo (então governador de São Paulo), citado por Wadih Damous, em entrevista dada a Paulo Henrique Amorim (Ig), “ a grande contribuição foi promover um desfile de cachorros de madame, há cerca de um mês em Comandatuba.”

COPA VELA PRIZATIVADA. Copa Vela é o carnaval fora de época de Paulo Afonso. Carnaval e na Bahia tem que ter trio elétrico. Tem-se Trio e se mobiliza cidade e povo. O Governo Municipal do DEM resolveu privatizar a festa e até empresa de gelo de alhures veio abastecer as nossas barracas. Lamento muito. Se o ambiente é fechado à participação popular passa a ser limitada. Na forma atual perdeu o povo e beneficiados foram os empresários de camarotes e quem promove a tal festa indoor (parece que se escreve assim). Vamos lembrar-nos de Castro Alves, nosso poeta maior: “A praça é do povo como o céu é do condor”. A Administração local é da coligação PSDB-DEM, de Serra. Eis a diferença entre Serra e Dilma. É elite X povo. Dilma é Lula que é = a povo. Que ganhe o povo.

Paulo Afonso, 06 de setembro de 2010.

Fernando Montalvão.

terça-feira, setembro 07, 2010

Saiba garantir o laudo para o benefício especial

Ana Magalhães
do Agora

Quem exerceu atividade nociva à saúde e não consegue um laudo da empresa para comprovar esses anos de insalubridade terá que recorrer à Justiça caso queira que esse tempo (chamado de especial) seja contado na aposentadoria do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A atividade nociva à saúde pode antecipar a aposentadoria ou aumentar o seu valor.

O INSS exige que os laudos sejam emitidos pelas empresas (veja ao lado os documentos aceitos nos postos). O problema, no entanto, é que muitas empresas --especialmente as de pequeno porte-- não emitem esses documentos para reduzir os gastos e não pagar o adicional de insalubridade, segundo advogados previdenciários.

Diante desse impasse, o segurado pode buscar o Judiciário, onde há duas alternativas: entrar com uma ação contra a empresa, na Justiça do Trabalho, pedindo o laudo e um adicional de insalubridade ou recorrer à Justiça Federal, em processo contra o INSS, caso o instituto negue o reconhecimento do tempo especial. O Agora mostra quando vale a pena entrar com um processo trabalhista ou previdenciário.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta terça

Nos jornais: Registro em cartório e relações familiares derrubam versão do PT sobre contador

Folha de S. Paulo

Registro em cartório e relações familiares derrubam versão do PT sobre contador

Registros nos cartórios eleitorais de Mauá e Ribeirão Pires (Grande São Paulo) e relações familiares derrubam a versão do PT de que o contador Antonio Carlos Atella Ferreira, responsável pela violação do sigilo fiscal de Veronica Serra com uma procuração falsa, não tem ligação com o partido.
Os documentos nos cartórios desmentem a versão de que a filiação de Atella não foi efetivada por erro de grafia do nome dele, como a Folha.com revelou ontem. No final de semana, o PT argumentou que a filiação de Atella não havia se consumado pois o registro havia sido feito com a grafia do nome errada -constava "Atelka" e não Atella, segundo o partido.

No entanto o banco de dados da 217ª Zona Eleitoral, em Mauá, indica que Atella é filiado ao PT desde 20 de outubro de 2003. Para a Justiça Eleitoral, nunca houve pedido formal de desfiliação da sigla. O tribunal informou que os partidos atualizam as listas de filiados duas vezes por ano.

PT-SP minimiza vínculo partidário de falso procurador

O presidente estadual do PT, Edinho Silva, minimizou a comprovação da filiação de Antonio Carlos Atella e o vínculo partidário de seus parentes como indício de que tenha laços com a sigla.

Edinho descartou participação do PT na quebra de sigilo fiscal de Veronica, filha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

"Sei que a família dele participou da fundação do PT. Isso não é problema. Ele não tem vida orgânica no PT."

Questionado sobre o PT ter apresentado a versão de erro de grafia para negar a filiação de Atella, Edinho frisou que isso não altera o essencial. "O que isso importa? Quero discutir o fato. Ele não tem relação com o partido."

Vigiado pelo TCU, Planalto faz desfile mais econômico

A Presidência da República faz hoje o desfile de Sete de Setembro mais econômico da era Lula. Por R$ 999,7 mil, contratou a mesma empresa que, em 2007, cobrou R$ 2,2 milhões por estrutura igual.

O Planalto estimava que o custo seria de R$ 3,1 milhões. Gastará um terço disso.

O que parece ser economia está ligado a uma descoberta feita pelo Tribunal de Contas da União. Auditoria do TCU concluiu que a despesa de 2007, 45% superior à de 2006, nasceu de contratação feita por um edital com itens irregulares, que deixou uma única empresa na disputa.

Veronica teve dados acessados duas vezes

Os dados fiscais de Veronica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência, foram acessados duas vezes, em dois diferentes endereços da Receita de São Paulo.

Além da quebra de sigilo registrada em Santo André, documentos da Corregedoria da Receita revelam que os dados foram acessados também na agência de Mauá.

Segundo documento da Corregedoria da Receita, o sigilo fiscal de Veronica foi acessado às 8h52mi20s do dia 8 de outubro de 2009 com a senha da servidora Addeilda Ferreira Leão dos Santos. Segundo o registro, o acesso durou 22 segundos.

Corregedoria adia desfecho de investigação

Em oficio enviado na última sexta-feira, a Corregedoria da Receita Federal adiou por mais dois meses o término da investigação sobre a quebra do sigilo fiscal de Veronica Serra, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas, e de outros tucanos.

O adiamento poderá deixar o desfecho da investigação para depois da eleição. A decisão está em despacho assinado pelo chefe substituto do escritório da Corregedoria na 8ª região fiscal, Claudio Ferreira Valladão.
Em julho, o corregedor-geral da Receita, Antônio Carlos Costa d'Ávila Carvalho, afirmou que pretendia encerrar a investigação em 60 dias. Na ocasião, disse que as investigações estavam concentradas em apenas "um funcionário".

Investigada por quebrar sigilo é filiada ao PMDB-SP

O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) informou ontem que uma das servidoras da Receita Federal investigadas no caso da quebra de sigilo fiscal de tucanos é filiada ao PMDB paulista.

Segundo o TRE, Ana Maria Rodrigues Caroto Cano se filiou ao PMDB em setembro de 1981 e segue nos quadros do partido até hoje.

Também de acordo com o tribunal, as outras três funcionárias envolvidas no caso -Lúcia de Fátima Milan, Antonia Aparecida dos Santos e Adeildda Ferreira Leão- nunca possuíram filiação a qualquer partido.

Analista diz que acessou dado de homônimo de dirigente tucano

O analista tributário da Receita Federal em Formiga (210 km de Belo Horizonte) Gilberto Souza Amarante disse ontem que não acessou os dados cadastrais de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, e sim de um contribuinte "homônimo".

Também negou conhecer envolvidos na campanha presidencial de Dilma Rousseff e ter relações com o PT, apesar de ter se filiado há nove anos ao diretório de Arcos, cidade vizinha a Formiga.

Há ainda dúvidas sobre sua participação, porém. Em entrevista coletiva, ele disse que não contribui financeiramente com o PT e que sua militância se resumiu a duas reuniões, há nove anos.

Equipe de Serra grava na cidade em que acesso foi feito

A campanha de José Serra (PSDB) à Presidência aproveitou ontem uma visita do tucano a Pará de Minas (95 km de Belo Horizonte) para gravar imagens na também mineira cidade de Formiga.

No município, o analista tributário da Receita Federal Gilberto Souza Amarante, filiado ao PT-MG, acessou dados do vice-presidente do PSDB Eduardo Jorge.

A equipe de comunicação -formada por uma repórter, um cinegrafista, um auxiliar e um motorista- ficou com Serra durante a agenda de campanha e, após o retorno dele para São Paulo, seguiu para Formiga, que fica a 130 km de Pará de Minas.

Servidora viu dados de 2.949 contribuintes

A servidora Adeildda Ferreira dos Santos acessou informações de 2.949 contribuintes de 1º de agosto a 8 de dezembro do ano passado, informou ontem a Corregedoria da Receita.

Lotada até ontem na agência do fisco em Mauá, Adeildda é uma das investigadas pela quebra do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, em outubro.

Esse e outros esclarecimentos sobre as investigações internas foram divulgados por meio de nota lida na portaria do prédio do Ministério da Fazenda pelo corregedor-geral, Antonio Carlos d'Ávila, que se negou a responder perguntas.

Dilma evita falar de violação na TV; Lula vai defender petista

Acusada por adversários de ter responsabilidade sobre a quebra do sigilo fiscal de políticos e pessoas ligadas ao PSDB, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou ontem que não pretende abordar o assunto na propaganda de TV.

Mesmo assim, o presidente Lula gravou na manhã de ontem uma nova participação para o programa de hoje, que deve servir como uma "vacina" sobre o tema.

Nos últimos dias, a campanha de José Serra (PSDB) vem usando parte do seu tempo para explorar o assunto e atacar a petista.

PT quer que PF apure atuação de jornalista

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que o partido vai pedir à Polícia Federal que investigue a participação do jornalista Amaury Ribeiro Jr. no vazamento de informações sigilosas de dirigentes do PSDB. Dutra disse que o PT vai encaminhar à PF notícias publicadas pela imprensa sobre a participação de Ribeiro Jr. em apurações envolvendo tucanos para o jornal onde trabalhava e para o livro que pretende publicar neste ano.

"O PT não desconfia de ninguém, mas queremos que seja investigado. Queremos que as pessoas envolvidas sejam ouvidas para saber quais documentos foram obtidos, de que maneira e se há alguma relação com o suposto dossiê", disse Dutra.

Petistas "não são democratas" e "posam de esquerda", diz Serra

O candidato à Presidência José Serra (PSDB) voltou a mirar o PT e sua adversária na corrida presidencial Dilma Rousseff no caso da quebra de sigilo de sua filha, Veronica, e afirmou que os petistas "não são democratas" e "posam de esquerda".

"O PT convive com a democracia, mas convive com desconforto. No fundo da alma e, às vezes, até na superfície, eles não são democratas", disse Serra em sabatina promovida pelo Grupo Estado, na manhã de ontem.

Arrecadação não chega a 1/4 do previsto

A menos de 30 dias das eleições, os candidatos à Presidência da República ainda não conseguiram arrecadar nem um quarto do valor previsto por eles no início da campanha, em julho.

À Justiça Eleitoral os nove presidenciáveis disseram ter previsão de arrecadar, juntos, pelo menos R$ 430 milhões. Até o início deste mês, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgados ontem, os candidatos conseguiram R$ 97,5 milhões -22% do esperado.

Marina encontra ex-aliados no Acre que agora apoiam Dilma

Antigos companheiros de militância da presidenciável Marina Silva (PV), o governador do Acre, Binho Marques (PT) e os irmãos Jorge e Tião Viana -candidatos ao Senado e ao governo- participaram de um só compromisso da candidata em Rio Branco.

Binho, Jorge e Tião acompanharam anteontem o lançamento da biografia de Marina na capital do Estado, há 12 anos sob comando do PT.

O apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) foi o tema principal do discurso dos ex-colegas de partido. "Nossa amizade nunca passou por uma prova tão grande, e eu tenho certeza que ela vai continuar a mesma, sempre", disse Binho, colega de faculdade de Marina.

Candidatos tentam herdar votos após saída de Quércia

A saída de Orestes Quércia (PMDB) da disputa pelo Senado abre disputa pelo espólio de 26% das intenções de voto, índice alcançado pelo peemedebista no Datafolha divulgado no último sábado.

De acordo com o levantamento, não há um herdeiro natural dos votos de Quércia.

O Datafolha mostra que o segundo voto do eleitor do peemedebista está distribuído entre os principais candidatos ao Senado. Neste ano, o eleitor poderá votar em dois candidatos a senador.

PPS quer Soninha na vaga do PMDB para o Senado

O PPS, partido coligado ao PSDB no plano nacional e em São Paulo, quer instalar Soninha Francine (PPS) na vaga deixada pelo peemedebista Orestes Quércia, que hoje anunciou a retirada de sua candidatura ao Senado para se tratar de um câncer de próstata.

Até a noite de ontem, porém, ninguém mais queria essa solução.
Ao comunicar sua desistência, Quércia, que estava tecnicamente empatado com Netinho de Paula (PC do B) em segundo lugar nas pesquisas, anunciou também o apoio ao companheiro de chapa Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

O combinado entre a cúpula tucana e Quércia é que Aloysio, ex-chefe da Casa Civil do governo de José Serra e atualmente em quinto lugar na disputa, passe a acumular o tempo de televisão do peemedebista.

TRE autoriza Crivella a exibir imagens e declarações de Lula no horário eleitoral

A Justiça Eleitoral autorizou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) a usar imagens e declarações do presidente Lula em seu programa eleitoral no rádio e na TV.

Crivella é do mesmo partido do vice-presidente, José Alencar, e tem o apoio de Lula. Mas a coligação Juntos pelo Rio, que reúne PT, PMDB e outros 14 partidos, conseguiu em agosto uma decisão judicial que impedia Crivella de exibir imagens de Lula no horário gratuito e em material impresso, sob pena de multa diária de R$ 200 mil.

Hélio Costa diz que recebeu doação, mas não declarou

O candidato ao governo de Minas Gerais pelo PMDB, Hélio Costa, é suspeito de ter omitido da Justiça Eleitoral o recebimento de R$ 4 milhões na sua vitoriosa campanha ao Senado em 2002.

Em sabatina promovida pela Folha/UOL em Belo Horizonte, no dia 11 de agosto passado, Costa disse que recebeu esse valor do seu suplente, Wellington Salgado (PMDB).

O montante, porém, é o dobro do total que ele declarou à Justiça Eleitoral naquela campanha. Outro detalhe: não há registro de doação direta feita por Salgado.

Agente do RS acessou dados de Yeda e seus assessores diretos

O sargento César Rodrigues de Carvalho, agente de inteligência da Casa Militar do Rio Grande do Sul preso na sexta-feira passada, também acessou ilegalmente dados sigilosos da governadora Yeda Crusius (PSDB) e de assessores diretos dela.

O Ministério Público trabalha com a hipótese de que ele tenha acessado as informações para monitorar investigações sobre pessoas próximas da governadora. A Casa Militar é vinculada diretamente ao gabinete de Yeda.

Executivos suspeitos de desvio no Banrisul são soltos pela Justiça

A 6ª Vara Criminal de Porto Alegre concedeu ontem liberdade provisória para os três executivos presos na semana passada suspeitos de operar um esquema de desvio de verbas do Banrisul, banco controlado pelo governo do Rio Grande do Sul.

Walney Fehlberg, ex-superintendente de marketing do banco, e os executivos de agências de publicidade Gilson Stork (SLM) e Armando D'Elia Neto (DCS) depuseram ontem, mas não esclareceram a origem dos R$ 3,4 milhões apreendidos com eles. Eles só vão falar em juízo.

Petista já se negou a concorrer por não ter "vocação para urnas"

Hoje líder nas pesquisas de intenção de voto, a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) só não fez sua estreia eleitoral 14 anos antes por se considerar "sem vocação" para as urnas.

A corrida pelo Planalto é a primeira disputa da petista a um cargo eletivo.
Em 1996, quando ainda estava no PDT, ela foi convidada para ser vice na chapa encabeçada pelo hoje deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS) na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre.

"Eu queria muito uma mulher de vice. Fui bater na casa do [Carlos] Araújo [ex-marido de Dilma e liderança do partido na época]", conta Vieira, atualmente presidente nacional do PDT.

O então vereador da capital gaúcha achava que Dilma, considerada um quadro "técnico e intelectual" do PDT, seria o melhor nome para a chapa.

Gestão de Ana Júlia gasta R$ 109 mil em "brindes para doação"

O governo do Pará, da candidata à reeleição Ana Júlia Carepa (PT), fez, em agosto, uma licitação para comprar 2.360 "brindes para doação", segundo o "Diário Oficial".

O governo gastará R$ 109,4 mil nas aquisições de 360 liquidificadores (R$ 62 cada), 480 ferros de passar (R$ 31,2), 480 garrafas térmicas (R$ 13,3), 360 ventiladores (R$ 44,9), 480 panelas (R$ 34,3 cada) e 200 bicicletas (R$ 165 cada).

O pregão eletrônico foi vencido por duas empresas, mas, segundo a assessoria do governo, não foi homologado, o dinheiro não foi pago e os produtos não foram entregues -o que será feito só após as eleições. A compra, diz, é para um estoque para catástrofes naturais.

Correio Braziliense

Quanto pesa um prefeito?

Eles têm ao seu dispor a máquina administrativa. Principalmente nas cidades menores, encontram seus eleitores a cada esquina, na padaria ou no supermercado. Por isso mesmo, em um país com dimensões continentais e 5,5 mil municípios, os prefeitos podem funcionar como cabos eleitorais eficientes. De olho nesse potencial de transferência de votos, a menos de um mês das eleições, enquanto o PT busca angariar o apoio de chefes dos Executivos municipais na tentativa de ampliar os resultados nas urnas, o PSDB tenta uma virada no quadro eleitoral com a ajudinha dos prefeitos paulistas.

Com uma estratégia complexa e organizada, o PT estima que tenha hoje cerca de 3,7 mil prefeitos apoiando a candidatura de Dilma Rousseff, a melhor colocada nas pesquisas. Dentre eles, 500 são de partidos de fora da coligação. A estratégia é a mesma de 2006, quando o principal diferencial da campanha foi o apoio de prefeitos de outros partidos. “Os prefeitos não querem se arriscar e dar muito peso para alguém que corre o risco de perder. Eles entram quando o jogo já está meio que definido, por isso o PT consegue mobilizar mais prefeitos”, explica o cientista político Malco Camargos, da PUC-MG.

Pedido de socorro a eleitores de Minas

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, pediu ontem aos aliados tucanos e de outros partidos no estado que façam campanha para ele e o ajudem a levar a disputa ao segundo turno. O apelo foi feito em território mineiro, pouco antes de carreata em Pará de Minas, no centro-oeste do estado, com o governador Antonio Anastasia (PSDB) e o ex-governador Aécio Neves. Mais de 20 pontos atrás da candidata do PT, Dilma Rousseff (PT), nas pesquisas de intenções de voto, Serra não tem sido mencionado nas propagandas de sua coligação nos estados.

Enquanto esperava pelos aliados mineiros no aeroporto de Pará de Minas, Serra disse que a eleição não está decidida. “Temos que mobilizar nossa gente nos estados, inclusive, onde vamos bem na eleição estadual, há motivo a mais para ir melhor (na presidencial). O que é preciso é que as pessoas saibam disso, que nos alavanquemos reciprocamente”, cobrou o tucano. Segundo ele, a ajuda na “batalha” deve ser até individualizada: “Cada um tem que espalhar ao máximo suas convicções. Cada um tem um caderninho de telefone ou números impressos no celular, tem os e-mails, tem família, para multiplicar (os votos)”.

Receita admite acesso a 2.949 contribuintes

O corregedor da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D’Ávila, informou na tarde de ontem que 2.949 contribuintes tiveram os dados fiscais acessados com a senha da servidora Adeildda Ferreira Leão, funcionária que teria levantado informações sigilosas do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. Dos 2.949 acessos feitos pela servidora de 1º de agosto a 8 de dezembro de 2009 na agência em Mauá, apenas 358 são de contribuintes registrados no município paulista. Para o corregedor, o “acesso imotivado” de Adeildda a dados fiscais de fora de Mauá deve ser investigado. “É um indício, a priori, de acesso imotivado por parte da servidora. Esses acessos realizados pela servidora Adeildda ainda estão sendo investigados para saber qual foi a motivação. As informações serão repassadas para o Ministério Público”, afirmou D’Ávila.

O representante da Receita também confirmou o acesso a dados de Eduardo Jorge a partir de uma agência no município mineiro de Formiga. Segundo o corregedor, informações fiscais do vice-presidente do PSDB não foram invadidas, mas os dados cadastrais foram acessados. “A corregedoria verificou que houve apenas acesso a dados cadastrais, tais como nome endereço, telefone”, informou. O analista tributário Gilberto Amarante, que teria feito o acesso aos dados de Eduardo Jorge na agência da Receita em Formiga, afirmou que não buscava informações sobre o presidente do PSDB, mas de um homônimo.

Despedida em desfile discreto

A última cerimônia de comemoração do Dia da Independência como presidente da República tinha tudo para ter um clima extremamente favorável a Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de dois mandatos no Palácio do Planalto, ele se aproxima do momento de passar a faixa presidencial ao sucessor com altíssimos índices de aprovação de sua gestão, com a economia em ótimo momento, além de ter a candidata indicada por ele para o próximo pleito na liderança de todas as pesquisas de intenção de votos. Os desdobramentos das quebras de sigilos fiscais de pessoas ligadas ao tucano José Serra, no entanto, criaram uma sensação de desconforto para o desfile de 7 de setembro.

Até o tema escolhido para a Semana da Pátria, que ressalta a paz, soa irônico no atual momento do governo. De acordo com informações do Cerimonial da Presidência da República, por exemplo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não estará no evento realizado hoje na Esplanada dos Ministérios. O chefe da pasta econômica tem evitado eventos públicos e o encontro com a imprensa. A ausência de Mantega no desfile é explicada, também, pela tentativa de Lula de tirar o foco político do evento porque o presidente não quer qualquer tipo de desgaste à ex-ministra da Casa Civil Dilma Rouseff. Ou seja, a ideia do Planalto é realizar um desfile discreto em termos políticos.

Quércia sai, cenário muda

A desistência do ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) em disputar as eleições ao Senado pode mudar a disputa no estado. Em carta aberta divulgada ontem, Quércia informou que a decisão foi motivada pela necessidade de intensificar seu tratamento contra a recidiva de um câncer de próstata tratado há 10 anos e declarou seu apoio ao companheiro de chapa Aloysio Nunes (PSDB).

Concorrem às duas vagas por São Paulo a ex-prefeita da capital Marta Suplicy (PT), o pagodeiro Netinho de Paula (PCdoB), Aloysio Nunes e o senador Romeu Tuma (PTB), também internado para tratamento de uma afonia, segundo informações do Hospital Sírio-Libanês.

O Globo

Lula rebaixa a cidadania

O mais espantoso na atuação do presidente Lula no episódio das quebras múltiplas de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB, até mesmo a filha do candidato tucano à Presidência da República, é como ele manipula seus seguidores, explorando-lhes a boa-fé e, sobretudo, a ignorância.

José Serra lamentou que Lula tenha “debochado de coisa séria” quando fez análises nada republicanas sobre o episódio. Segundo o presidente, em cima de um palanque, o episódio não passa de “futrica”, e o candidato do PSDB “está nervoso” com a previsão de derrota e está usando sua família “para se fazer de vítima”.

Seriam comentários ofensivos à cidadania, partidos de um presidente que deveria ser imparcial quando o assunto são as garantias dos direitos individuais dos cidadãos, sejam eles petistas ou não, lulistas ou não.

Mas o mais grave, do ponto de vista da manipulação do eleitorado, está na frase que jogou no ar como se fosse um desafio: “Cadê esse tal de sigilo que ninguém viu?”

Filha de Serra teve dado violado uma 2ª vez

O terminal da servidora Adeildda Leão Ferreira dos Santos, na Delegacia da Receita Federal em Mauá (SP), não serviu apenas para o acesso ilegal às declarações de renda de tucanos. Horas antes de extrair esses documentos, o computador foi usado para levantar as informações cadastrais da filha de José Serra, Verônica Serra, e das quatro pessoas que mais tarde tiveram seus dados fiscais devassados. O levantamento consta de apuração especial feita pelo Serpro em todos os registros efetuados com o uso do CPF de pessoas que pudessem ser alvo de um dossiê para atacar a candidatura do tucano à Presidência.

A descoberta evidencia que a busca por informações pessoais da filha de Serra, parte delas protegidas por sigilo fiscal, ocorreu em duas frentes. A primeira, em 30 de setembro de 2009, na sede da Receita em Santo André (SP), com o uso de uma procuração fraudulenta, apresentada pelo suposto contador Antonio Carlos Atella Ferreira. Atella prestou depoimento à Polícia Federal na sexta-feira. A segunda ocorreu no dia 8 de outubro do ano passado, oito dias depois da primeira investida.

Todos os acessos às informações cadastrais, que constam do sistema CPF, ocorreram de manhã, horário em que a servidora diz que estava usando sua estação de trabalho. A descoberta põe sob enorme suspeita o álibi de Adeildda. Ela afirmou, em depoimento à Corregedoria e em nota à imprensa, que as informações privadas dos tucanos foram devassadas no horário de almoço. O advogado da servidora vai se pronunciar hoje.

Filiado ao PT diz que acessou dados de Eduardo Jorge na Receita à procura de um homônimo

analista tributário da Receita Federal Gilberto Souza Amarante, filado ao PT, explicou nesta segunda-feira, em Formiga (MG), que acessou os dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, à procura de um homônimo. Ele explicou que em abril de 2009, uma pessoa que ele não se lembra quem é, pois faz isso todo o dia, pediu a consulta desse nome. Nesse dia, o analista teria feito dez acessos em menos de um minuto às informações do tucano a partir da delegacia da Receita em Formiga (MG).

- O acesso foi feito durante o horário de expediente, no atendimento. Há vários casos de homônimos com esse nome Eduardo Jorge. A nossa base (cadastral) é nacional. Então, o que é factível, é que houve um homônimo e esse acesso durou apenas 41 segundos, conforme o relatório da Receita.
Fonte: Congressoemfoco

Cristovam e Chico Alencar seguem líderes

Cristovam e Chico Alencar seguem líderes

Rudolfo Lago

O segundo boletim parcial de votação do Prêmio Congresso em Foco segue mostrando Cristovam Buarque (PDT-DF) na liderança entre os senadores e o Chico Alencar (Psol-RJ) à frente entre os deputados. Agora, já há mais de 5.300 votos computados.

Clique aqui para visualizar a segunda parcial do Prêmio Congresso em Foco

Publicado às 10h de hoje (7), o segundo boletim mostra, depois de Cristovam, entre os senadores, Marina Silva (PV-AC), Álvaro Dias (PSDB-PR), Pedro Simon (PMDB-RS), Paulo Paim (PT-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP), em ordem decrescente, como os mais votados.

Na Câmara, os mais votados, depois de Chico Alencar, são: Gustavo Fruet (PSDB-PR), Luciana Genro (Psol-RS), Fernando Gabeira (PV-RJ), Ivan Valente (Psol-SP), Índio da Costa (DEM-RJ) e ACM Neto (DEM-BA).

Vários filtros são utilizados para garantir a regularidade dos votos computados. O voto deve ser confirmado por e-mail e, antes de ser contabilizado, são avaliados vários fatores que podem levá-lo à anulação, como a utilização de e-mails falsos, a concentração suspeita de votos em determinados domínios ou servidores etc. A fiscalização é feita pela equipe técnica contratada pelo Congresso em Foco com a participação da Associação dos Peritos Criminais Federais (APCF).

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Fonte: Congressoemfoco

Pedro Simon, um defensor da democracia

O senador do PMDB gaúcho foi escolhido pelos jornalistas o parlamentar mais identificado com a defesa dos princípios democráticos. Leia abaixo quem são os parlamentares finalistas nas categorias especiais do Prêmio Congresso em Foco

José Cruz/Ag.Senado
Pedro Simon foi escolhido pelos jornalistas como o parlamentar que mais defende a democracia

Rudolfo Lago

Os olhos azuis desse homem de 80 anos não raro aparentam cansaço. Ele próprio já disse que pretende que este seja seu último mandato como senador. Ao final, Pedro Simon (PMDB-RS) pretende se aposentar. De fato, sua posição independente costuma fazer com que os líderes peemedebistas o tolham na hora de escolher presidentes de comissão e relatores de temas importantes no Senado. E os governos acabam por considerá-lo um aliado pouco confiável. Tal postura, por outro lado, pode trazer compensações. Para a maioria dos 183 jornalistas que este ano votaram para indicar os finalistas do Prêmio Congresso em Foco, Pedro Simon é o parlamentar mais identificado com a defesa da democracia.

Ele também é um dos dez senadores eleitos pelos jornalistas entre os que mais se destacaram em 2010. É, assim, um dos finalistas para a escolha do melhor parlamentar do ano. Essa votação, feita pelos leitores do Congresso em Foco, começará na segunda-feira pela internet.

“Sem dúvida, é um reconhecimento importante. Dá energia para continuar”, comemora Simon. Este ano, além de premiar os deputados e senadores que, de um modo geral, tiveram atuação mais destacada, o Prêmio Congresso em Foco distinguirá os melhores em cinco categorias. A defesa da democracia é uma delas. As demais categorias especiais são: defesa da educação; defesa da saúde; defesa do meio ambiente, e combate à corrupção.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), escolhido pelos jornalistas como melhor parlamentar do ano, é também finalista na categoria especial “defesa da democracia”. E também na categoria “combate à corrupção”. “A classificação comovente me move, mais ainda, para concluir esse mandato com toda a combatividade pelo interesse público”, comemora Chico Alencar.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), também indicado entre os melhores senadores de 2010, é outro finalista na categoria “combate à corrupção”. “Essa é a minha bandeira principal”, diz ele. “A corrupção é o mal maior do país”, continua. “Há um dado da Organização das Nações Unidas (ONU) que diz que se o Brasil tivesse os índices de corrupção da Dinamarca, nossos índices de desenvolvimento seriam 70% melhores”, completa.

O Prêmio Congresso em Foco reforça que alguns parlamentares são mesmo campeões de referência em suas áreas. Cristovam Buarque (PDT-DF), considerado pelos jornalistas o melhor senador do ano, foi também, disparado, reconhecido como aquele que mais defende a educação. E a acreana Marina Silva, candidata do PV à Presidência da República, também foi, de forma avançada, a mais lembrada na defesa do meio ambiente.

Na categoria “defesa do meio ambiente”, a escolha dos jornalistas mostrou ainda a divisão de pontos de vista sobre o tema. O novo Código Florestal, em tramitação no Congresso, é muito criticado por Marina e por entidades ambientalistas. Mas elogiado pelos setores ligados ao agronegócio. A divisão refletiu-se no Prêmio Congresso em Foco. O relator do novo Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) está entre os finalistas na categoria. E também o deputado Edson Duarte (PV-BA), o maior adversário de Aldo nas discussões sobre o Código Florestal.

Leia abaixo quem são os finalistas em cada uma das categorias especiais do Prêmio Congresso em Foco:

Defesa da educação:
Sen. Cristovam Buarque (PDT-DF)
Dep. Fátima Bezerra (PT-RN)
Sen. Flávio Arns (PSDB-PR)
Dep. Gastão Vieira (PMDB-MA)
Dep. Maria do Rosário (PT-RS)
Sen. Marisa Serrano (PSDB-MS)

Combate à corrupção:
Sen. Alvaro Dias (PSDB-PR)
Dep. Chico Alencar (Psol-RJ)
Sen. Demóstenes Torres (DEM-GO)
Dep. Flávio Dino (PCdoB-MA)
Dep. Gustavo Fruet (PSDB-PR)
Sen. Pedro Simon (PMDB-RS)

Promoção da saúde:
Dep. Darcísio Perondi (PMDB-RS)
Dep. Dr. Rosinha (PT-PR)
Dep. Rafael Guerra (PSDB-MG)
Sen. Rosalba Ciarlini (DEM-RN)
Sen. Tião Viana (PT-AC)

Defesa do meio ambiente:
Dep. Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
Dep. Edson Duarte (PV-BA)
Dep. Fernando Gabeira (PV-RJ)
Sen. Marina Silva (PV-AC)
Dep. Sarney Filho (PV-MA)

Defesa da democracia:
Dep. Chico Alencar (Psol-RJ)
Sen. Demóstenes Torres (DEM-GO)
Sen. Eduardo Suplicy (PT-SP)
Dep. Flávio Dino (PCdoB-MA)
Dep. Miro Teixeira (PDT-RJ)
Sen. Pedro Simon (PMDB-RS)

Fonte: Congressoemfoco

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