sábado, julho 18, 2009

Focco quer coletar 26 mil assinaturas na PB para campanha “Ficha Limpa”

Aline Lins
O Fórum de Combate à Corrupção da Paraíba (Focco) quer coletar até o dia 25 deste mês 26 mil assinaturas de paraibanos para a Campanha Ficha Limpa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) em favor do Projeto de Lei de iniciativa popular que impede políticos condenados em primeira instância por crimes de natureza grave de serem candidatos a cargos públicos.
Ontem, o coordenador do Focco, Jaci Fernandes, o procurador da República, José Guilherme Ferraz, e a vice-presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API), Marcela Sitônio, visitaram a Rede Paraíba de Comunicação, em João Pessoa, para pedir o apoio para a divulgação da iniciativa. Eles foram recebidos pelo superintende das TVs Cabo Branco e Paraíba, Guilherme Lima. A editora interina do JORNAL DA PARAÍBA, Sony Lacerda, também participou da reunião, juntamente com Napoleão de Castro (101 FM), Tatiana Ramos (Portal Paraíba 1) e Juliana Costa representando a TV Cabo Branco.
A coleta de assinaturas dará amparo ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular para que a matéria possa ser apresentada ao Congresso Nacional. É necessário coletar 1,3 milhão de assinaturas em todo o Brasil. Já foram coletadas 900 mil. O procurador José Guilherme Ferraz disse que o objetivo principal da campanha é conscientizar o cidadão de que ele pode participar do processo legislativo por meio da iniciativa popular simplesmente subscrevendo um Projeto de Lei que versa sobre o aperfeiçoamento do perfil dos candidatos que se oferecem nas campanhas eleitorais ao longo dos anos.
O superintendente Guilherme Lima disse que a Rede Paraíba de Comunicação vai apoiar a campanha para que a meta seja atingida. "Nós vamos dar o apoio total à campanha, nos envolvendo integralmente em todas as etapas e trabalhar no sentido de que a campanha efetivamente seja bem-sucedida, alcançando a meta prevista de 26 mil assinaturas, que é uma meta factível. Podemos atingir até um número maior, porque é um clamor da sociedade", disse o superintendente.
Os crimes que acarretam a "ficha-suja" são aqueles de natureza grave, a exemplo de tráfico de entorpecentes, desvio de recursos públicos, racismo, estupro, homicídio, exploração sexual de menores, crimes eleitorais, entre outros.
Jaci Fernandes ressaltou a importância de que o projeto de lei seja apreciado pelo Congresso Nacional para melhorar a qualidade dos políticos. "Tal como acontece no serviço público federal, quando recai sobre um servidor uma suspeita de alguma coisa e abre-se uma sindicância, ocorre aquilo que chamamos de afastamento preventivo. Ora, se alguém que pretende ser candidato foi condenado em primeira instância, efetivamente sobre ele recai uma suspeita. Nós não podemos dizer que ele é culpado, mas também não podemos afirmar que ele é inocente. Então enquanto a sua ficha está maculada, ele será afastado e impedido de se candidatar. Aí ele vai fazer de tudo para limpar a sua ficha e ter direito de se candidatar", argumentou Jaci.
Fonte: Jornal da Paraíba (PB)

Delegado é preso com arsenal em sua sala

Marcelo Godoy
Uma denúncia anônima levou a Corregedoria da Polícia Civil a prender ontem mais um delegado de 2º classe (terceiro nível mais alto da carreira policial) em flagrante. Desta vez, os corregedores detiveram o titular do 5º Distrito Policial de São José dos Campos, Osmar Henrique de Oliveira, sob a acusação de porte ilegal de arma. O policial manteria um arsenal em sua sala na delegacia, do qual faria parte até mesmo uma pistola com silenciador calibre 7,65 milímetros.
A denúncia chegou aos corregedores ontem cedo. Foi uma consequência da prisão no dia anterior, do investigador Osmar Sebastião Rocha dos Santos, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de São José. O informante disse que ia denunciar o delegado, pois passara a acreditar na seriedade do trabalho dos corregedores depois da prisão do investigador. Santos foi preso anteontem sob a acusação de tráfico de drogas e associação para o tráfico na Operação Crime S.A., montada pelos promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
De posse da denúncia, uma equipe da corregedoria deixou a sede do órgão em São Paulo e foi até São José. Ali, com o apoio dos homens da corregedoria da cidade, a equipe rumou para o 5º DP de São José. na sala do delegado, além da pistola com numeração raspada foram encontrados um fuzil, uma espingarda, um revólver Magnum 357, duas pistolas da marca Glock, cuja posse é permitida, uma carabina e uma sacola com munição de fuzil e para pistolas.
Aos policiais corregedores, o delegado acusado tentou justificar a posse de cada umas das armas encontrados no sofá de sua sala na delegacia. Disse que o fuzil ele mantinha por meio de depósito judicial. Ou seja, depois de ser apreendida, a arma lhe foi entregue com a autorização de um juiz.
O revólver calibre 357 Magnum era procedente do fato de o delegado ser ex-militar. Ele teria comprado a arma da fábrica da Rossi quando deu baixa da corporação.
Oliveira é o segundo delegado de 2º classe preso em flagrante nesta semana pela corregedoria no interior do Estado. Na segunda-feira, corregedores prenderam em Campinas Alexandre Gomes Nogueira, acusado de cobrar R$ 1 mil para fazer uma investigação sobre o furto de cheques de um empresários daquela cidade.
AS ARMAS
Uma pistola calibre 7,65 milímetros com um silenciador cuja numeração de série de identificação da arma estava
raspada
Um fuzil, armamento de uso exclusivo das Forças Armadas
Um revólver calibre Magnum 357 de calibre restrito
Duas pistolas semiautomáticas de calibre da marca Glock
Um saco com munição para várias armas e de diversos calibres
Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)

Hospitais se tornam foco de transmissão da gripe



Jorge Soufen Jr. e Folha de S. Paulodo Agora
Após o registro de 11 mortes e o anúncio de que o vírus da gripe suína já circula livremente no Brasil, médicos tentam evitar que o medo da nova doença gere corrida aos hospitais. Com isso, buscam impedir, além de problemas nos serviços médicos, filas de até oito horas --como relatado ontem por pacientes no hospital Emílio Ribas, na capital-- e que pessoas se contaminem no contato com pacientes.
Máscaras se espalham por Osasco
Vírus se espalha com velocidade sem precedentes
Cumprimento em missa pode sumir
No Rio Grande do Sul, Estado com mais mortes --sete--, vários hospitais adotam alternativas para evitar superlotação e, seguindo a estratégia traçada pelo governo federal, poder se concentrar nos casos graves. De acordo com o secretário da Saúde do RS, Osmar Terra, 99% dos casos de gripe podem ser atendidos nos postos de saúde.
Eduardo Knapp/Folha Imagem

Pacientes procuram o hospital Emílio Ribas, em SP
Para o médico Cláudio Crespo, da Santa Casa de Uruguaiana, o aumento da procura facilita a propagação de gripes, já que os pacientes ficam próximos. Lá, a prefeitura busca aliviar a superlotação da Santa Casa utilizando um ônibus que leva pacientes para postos de saúde.
Em Santa Maria, o governo estadual está montado, em parceria com a prefeitura, centros de referência para o atendimento de pessoas com sintomas mais fortes de gripe.
Em Passo Fundo, o secretário da Saúde, Alberi Grando, diz que orientou os médicos dos postos de saúde a atender todas as pessoas com sintomas de gripe.
As estratégias vão ao encontro do que defendeu ontem o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para quem o grande desafio agora no combate à gripe suína no Brasil é "organizar a rede [de saúde] para atender bem as pessoas, principalmente as que necessitam de internação, e evitar o óbito".
Um dos problemas enfrentados é a acomodação dos pacientes. Os hospitais, em geral, não possuem estrutura para separá-los. Pessoas com suspeita de gripe suína esperam para fazer exames em uma mesma sala. Em alguns locais, ao lado até de pacientes que vão ao hospital por outros motivos. Isso pode facilitar a disseminação do vírus H1N1, mesmo com o uso de máscaras. "Se a pessoa usa a máscara por muito tempo ela fica úmida e perde a eficácia", afirma infectologista Nancy Bellei, da Unifesp.
Para ela, só deve ir a um hospital de referência o paciente que receber indicação. O Ministério da Saúde vai divulgar somente na próxima quarta-feira o número de casos no país. No último balanço, eram 1.175.
Casos suspeitosA Secretaria da Saúde de Campinas (93 km de SP) investiga cinco eventuais mortes por gripe suína na cidade. As pessoas, que morreram de "doença respiratória grave", são mulheres. Das cinco mortes, quatro ocorreram ontem e outra no dia 8.
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Fonte: Agora

Reajuste deve ser conforme o valor do benefício

Juca Guimarãesdo Agora
O governo deverá apresentar uma proposta de reajuste escalonado para os segurados que recebem mais do que o piso do INSS (hoje, R$ 465) para o ano que vem.
Aposentados querem 9% de aumento
A ideia é criar índices diferentes de aumento de acordo com o valor que o segurado recebe. Quem ganhar mais terá um reajuste menor.
O ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência da República, disse anteontem, durante entrevista ao programa "Bom Dia Ministro", da Radiobras, que a "fórmula" do reajuste de 2010 do INSS poderá ter índices diferentes "de acordo com o que a pessoa recebe".
Essa proposta de reajuste escalonado foi apresentada pela Força Sindical e pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), em 2007, ao então ministro da Previdência, Luiz Marinho, que ficou de discutir o assunto dentro do governo.
A proposta trata de um reajuste com três tipos de índice para quem recebe acima do piso do INSS.
A primeira faixa inclui os aposentados que recebem de um a três pisos do INSS. Para eles, o reajuste teria que ser similar ao do salário mínimo --que leva em conta o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes e a inflação do ano anterior.
Na segunda faixa, estão os segurados que recebem entre três e cinco pisos. Para essa faixa, as centrais e as entidades de aposentados não têm consenso em relação ao índice de reajuste. A tendência é que seja a recomposição da inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), mais um índice de aumento real que pode ser, segundo a Força Sindical, de 50% do crescimento do PIB de 2008 --que foi de 5,1%. Nesse caso, para a segunda faixa, o reajuste seria próximo de 6,14%.
A última faixa, dos segurados que recebem mais do que cinco pisos do INSS (R$ 2.325), teria um reajuste de acordo com a inflação do período, sem aumento real. O ministro Dulci afirmou que o governo está fazendo todos os estudos possíveis para chegar a uma proposta equilibrada de aumento para os benefícios.
"Esse reajuste para os aposentados terá que ser o que a Previdência pode pagar. Vamos ter que encontrar algum tipo de percentual superior à inflação", disse o ministro.
Para os reajustes a partir de 2010, o governo deverá apresentar um projeto de lei ao Congresso alterando a regra do aumento.
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Fonte: Agora

Política Baiana com Dedo na Ferida

Ele se chama Antônio do Carmo. Não o conheço pessoalmente. Mas seu blog intitulado “Política Baiana com Dedo na Ferida” é quente. Quentíssimo. Na apresentação ele logo vai dizendo: “Vou meter o dedo na ferida, vou fazer análise do momento político baiano, fora das convenções da política, fora do que é politicamente correto, vou mostrar o que está por trás de cada movimento ou de cada declaração”. E então ele vai descendo sarrafo.SEGUEM ALGUMAS CHAMADAS:Jornal da Metrópole: Wagner tem culpa da preguiça de Paulo Souto?Wagner tem culpa da opção de Paulo Souto em isolar a Bahia?Wagner tem culpa por Paulo Souto nunca ter tido uma audiência com Lula nos quatro anos de governo?LEIA O TEXTO:O Jornal da Metrópole trás uma matéria de capa onde, sem muita consistência, Armando Avena, João Carlos Bacelar e Paulo Souto, tentam, desesperadamente, desconstruir a mudança de atitude do governo do estado em atrair novos investimentos internacionais para a Bahia, em viagens feitas, onde todos sabem que os resultados são de médio, longo prazo.Na verdade, o que eles argumentam com força é a tentativa de esconder o fato de Paulo Souto, quando governador, ficar deitado em berço esplêndido sem fazer viagens deixando o estado isolado.Geddel o reciclável: anatomia de quem tem uma única ideologia – estar no poder.Geddel não ama ninguém. Cultiva a intriga palaciana rasputiniana, um ambiente que Wagner rejeita por convicção.O PMDB todos sabem que é aquele brega, né? É dinheiro pra cá, quero mais pra lá... Geddel não tem força numérica dentro do PMDB. A sorte dele é que ele virou uma espécie de fiel da balança. Surfa na situação gerada dentro de um partido dividido no qual um pentelhésimo de voto pode decidir a disputa pró-Serra ou pró-Lula. Pois é. Nos ziguezagues que a política dá, eis que Geddel se tornou uma dama cobiçada. Não por ter muitos atributos, mas por possuir a chave do brega, onde estão guardados minutos preciosos na TV em 2010. Conquistar a maioria do PMDB, significa aos pretendentes gastar com buquês de flores, vinhos caros, BMWs, oxi, desculpe, misturei mulher de novo... na verdade to falando de cargos, música para os ouvidos e faz-me rir, muuito faz-me rir. É isso, Geddel seria, então, uma dama fácil, daquelas que, de tão fácil, todo mundo tem chance com ela. É a noite de glória. Aí posa de difícil - enquanto o preço dela sobe. Não existe amor nessa relação. Quem pensar isso e dormir no ponto, vai acabar tomando um “boa-noite-Cinderela”. Lula, o mestre da sedução, foi lá e bancou o jogo alto da fulana (você não vale nada, mas eu gosto de você). Mas ele bem sabe, esse tipo de teúda tem que ser vigiada, pois é daquelas que vacilou um minuto, olha ela lá, pulando o muro do vizinho. PAULO SOUTO VAI A JUAZEIRO CONFERIR DE PERTO O QUE ELE NÃO FEZ. E WAGNER FEZ (retrovisor ao vivo e a cores..) GOVERNADOR WAGNER INAUGUROU O HOSPITAL DE JUAZEIRO COM 134 LEITOS E INVESTIMENTOS DE R$30 MILHÕES. GEDDEL O RECICLÁVEL: ANATOMIA DE QUEM TEM UMA ÚNICA IDEOLOGIA – ESTAR NO PODER! 2CESAR BORGES: CARLISTA DE QUATRO COSTADOS, USA LULA PARA COMBATER WAGNER. O Senador César Borges, é outro emblema da vida política baiana, semelhante a Geddel. Direitista de Jequié, inimigo de Lula quando Lula ainda não estava com a força que tem hoje, aderiu, no adesismo mais descarado (capaz de fazer Ney Ferreira ficar rubro).Segurança Pública é com ele mesmo, lembrem que ele ERA GOVERNADOR NA MAIS VIOLENTA GREVE DA PM de 2001 e na repressão aos estudantes no episódio da cassação de ACM. Se é que vale a comparação, César Borges é mais direita que Paulo Souto. Mas eu dou um pelo outro e não quero volta.TERRA MAGAZINE: WAGNER TEM COMO REFERÊNCIA O QUE É MELHOR PARA A BAHIA E O PAÍS. EMILIANO JOSE FALA SOBRE DNA DE GEDDEL! DEPUTADO, EM ENTREVISTA AO TERRA MAGAZINE, DESNUDA O TIPO DE ALIADO QUE É GEDDEL.transcrição:“O que era tragédia com ACM, é farsa com Geddel”, diz Emiliano José
CONFIRA O BLOG POLÍTICA COM O DEDO NA FERIDA
Fonte: Bahia de Fato

A crise não viaja

Dora Kramer

Quando o então presidente da República José Sarney se afastava do país costumava-se dizer que “a crise viajou”. Se a memória não falha, quem disse pela primeira vez a frase foi o então senador Fernando Henrique Cardoso.
Mas, agora, com Sarney na presidência do Senado, passe ele suas férias na ilha de Curupu ou no exterior, a crise não viajará nem arrefecerá. Bobagem imaginar que duas semanas de recesso do Congresso tenham o poder de amenizar uma situação que, em cinco meses, não fez outra coisa além de se agravar.
Ao presidente do Senado apetece considerar que a crise é resultado de “uma campanha pessoal do jornal O Estado de S.Paulo” que obrigou “outros jornais e televisão a repercuti-la”. A despeito da fidalguia do senador de atribuir ao jornal um poder de influência grande o bastante para arrastar atrás de si a concorrência; não obstante a descortesia de imputar aos demais veículos de comunicação nacionais e internacionais traços de indigência e carência de discernimento, sua avaliação do caso é tão certeira quanto o foi na análise que balizou sua decisão de ascender pela terceira vez à presidência do Senado.
Na “prestação de contas” do primeiro semestre de mandato apresentada ontem para um plenário pleno de cinco senadores, o presidente da Casa falou uma verdade: “Infelizmente, avaliei mal”.
Lamentavelmente, foi a única dita em sua inteireza. No restante do discurso, Sarney variou entre a mentira, a meia-verdade e as tergiversações habitualmente de plantão.
O cotejo entre os fatos, seus atos, seu discurso de posse e sua prestação de contas o demonstra. Ontem afirmou ter sido candidato quase obrigado. “Fui convocado e aceitei minha candidatura para servir ao país.”
No fim do ano passado, quando o amigo Marcos Vilaça ainda tentava demovê-lo da empreitada e convencê-lo a disputar a presidência da Academia Brasileira de Letras – um fecho de biografia muito mais seguro que o comando do conturbado Senado –, Sarney aludiu a razões familiares e concluiu: “O destino me leva à política”.
Numa nova conversa com o amigo, em março último, deu-lhe razão, mostrou-se arrependido da escolha e aventou a hipótese de renúncia antes do término do mandato, ao completar 80 anos de idade, em abril de 2010.
Foram razões políticas e não deveres cívicos que fizeram Sarney atender aos apelos do PMDB – interessado no comando do Congresso todo –, ao DEM – empenhado em impedir que o PT ocupasse o cargo – e interpretasse como incentivo a estratégica neutralidade do presidente Luiz Inácio da Silva em relação à candidatura do correligionário Tião Viana.
Segue a prestação de contas de ontem com o presidente do Senado afirmando que em seu discurso de posse enfatizou “a necessidade de fazermos uma reforma administrativa” para fazer frente aos “sérios problemas que precisavam ser enfrentados”.
No discurso de posse, Sarney não só não enfatizou como sequer citou reforma alguma. Só depois de lido o pronunciamento escrito é que anunciou de improviso o corte de 10% nas despesas. Um mero factoide (no dia seguinte, manchete dos jornais) diante da enormidade das mazelas depois reveladas.
Naquele discurso, aliás, Sarney dizia que acima de tudo estava a “independência, a autonomia e a dignidade da Casa”. Seria esse o seu lema, ainda que ao sacrifício dos “deveres de amizade, deveres políticos ou partidários”.
A submissão ao Palácio do Planalto e a invocação de todos os deveres há cinco meses negados testemunham a quebra do compromisso assumido. “As circunstâncias”, disse ele ontem, transformaram a “reforma” em “pretensa crise de desmoralização do Senado” e inviabilizaram “a discussão dos grandes temas do nosso momento político”.
Quais sejam, as medidas provisórias, as reformas política e tributária e a crise econômica mundial. Para esta última, Sarney nomeou uma comissão de notáveis, cuja única função seria imprimir majestade ao início do seu mandato, pois concretamente não haveria nada que pudesse propor. Como, de resto, não o fez e o mundo ainda assim se acalmou.
Sobre as MPs, sua única atitude foi dar ao Palácio do Planalto na companhia do presidente da Câmara, para saber de que forma seria mais conveniente ao presidente da República se conduzir o assunto no Congresso.
A respeito das reformas política e tributária, atribuir o fracasso à crise é retirar da leniência do Executivo e da indiferença do próprio Legislativo suas inestimáveis contribuições. Mas, segundo as contas prestadas pelo presidente do Senado, a adversidade não o impediu “de tomar as medidas necessárias para a modernização” da Casa, o “saneamento dos graves problemas de natureza ética e legal que foram revelados” – na maioria, pela “campanha pessoal do jornal O Estado de S.Paulo”.
Assegurou não ter titubeado em agir. E citou, uma a uma, as decisões tomadas sob intensa pressão. Entre as quais se inclui o afastamento de Agaciel Maia, ora em gozo de licença-prêmio
Fonte: Gazeta do Povo

Ribeira do Pombal sedia encontro do PMDB, neste sábado

O município de Ribeira do Pombal é a sede da próxima edição dos "Encontros Regionais PMDB 2010", que ocorrerá hoje. O evento será realizado das 9h às 15h, no Visgueira Clube de Lazer, e deverá reunir mais de 2 mil pessoas, de acordo com o prefeito José Loureno (PMDB), o Zé Grilo. "A mobilização está muito grande na região, que compreende cerca de 25 municípios" , afirma. O Ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, marcará presença no encontro, que reunirá prefeitos, vereadores, deputados, militantes e lideranças políticas da região. "Geddel é presença constante nos encontros do PMDB na Bahia, que foram idealizados para discutir os rumos do partido em 2010", frisa Lúcio Vieira Lima, presidente do diretório estadual do partido. Para Domingos Santana, coordenador dos "Encontros Regionais 2010", a expectativa é que se repita em Ribeira do Pombal o que tem acontecido nos outros eventos. "As pessoas estão se movimentando de forma emocional a favor da candidatura do ministro Geddel Vieira Lima para o governo do estado. O que a gente vê é uma grande alegria, muita emoção e um posicionamento
firme a favor de Geddel", disse, destacando o comparecimento maciço de público nesses eventos. Uma das motivações para a grande mobilização em Ribeira do Pombal é, segundo o prefeito Zé Grilo, porque a região vive uma nova realidade desde que Geddel assumiu o Ministério da Integração. "Inúmeras demandas de infraestrutura saíram do papel e estão sendo atendidas. Em Ribeira do Pombal, já foi concluída a construção da barragem do Barrocão. Estão em andamento a drenagem e a pavimentação de bairros periféricos, como o bairro da Brahma, onde as casas corriam risco de desabamento", conta. Segundo ele, a região, a exemplo do que ocorreu em Salvador, Itapetinga, Jacobina, Santa Luz, Valença e Barreiras, vai se manifestar favoravelmente à candidatura de Geddel Vieira Lima ao governo da Bahia. "É natural que o PMDB, por sua força e história, tenha um candidato próprio ao executivo estadual. E ninguém melhor que Geddel para assumir esse posto. É um político que trabalha, que cumpre os compromissos que assume, que age e traz resultados efetivos para a Bahia", defende o prefeito de Ribeira do Pombal.
Fonte: Tribuna da Bahia

Brasil cede ao Paraguai em acordo de Itaipu

Agencia Estado
O Brasil vai permitir que o Paraguai venda livremente sua cota de energia de Itaipu no mercado brasileiro, acabando com a obrigação de operar apenas com a Eletrobrás. Mas a mudança seria feita de forma gradual e estaria completa em 2023, quando o tratado entre os dois países será renegociado.Com a concessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajuda na sobrevivência política do colega Fernando Lugo, acuado pelas revelações de que teve filhos quando era bispo. A avaliação no governo brasileiro é que, sem a compreensão do Brasil, Lugo não termina o mandato.A nova proposta foi entregue na quinta-feira ao governo paraguaio pela embaixada do Brasil em Assunção. Segundo um dos principais negociadores, o Paraguai conquista a ?soberania energética?, enquanto o Brasil ganha ?garantia de fornecimento? porque os paraguaios não poderão vender energia de Itaipu para outros países.A medida se somará ao pacote para fomentar o setor produtivo paraguaio que Lula ofereceu duas vezes neste ano, que foi desconsiderado por Lugo. A expectativa é que os presidentes assinem um acordo sobre o tema na próxima sexta-feira, em Assunção, na reunião do Mercosul. Seria o fim a uma disputa que contamina as relações bilaterais e o bloco há 11 meses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde

Tensão se amplia em Honduras

Agencia Estado
A expectativa da volta do presidente deposto Manuel Zelaya causou ontem uma nova escalada de tensões em Honduras. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou, em visita à Bolívia, que o retorno de Zelaya era iminente e disse que o líder deposto estaria disposto ?a arriscar a vida? para isso. ?Zelaya disse que nas próximas horas entrará em Honduras e estamos com ele. É preciso apoiá-lo?, disse Chávez. Em resposta, o presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, acusou países da região de ?infiltrar uma grande quantidade de gente? em seu país para cometer ?atos guerrilheiros?. Ele disse que 56 nicaraguenses teriam sido presos em protestos contra seu governo em Tegucigalpa e advertiu que o Exército e a polícia hondurenhos estariam preparados ?para repelir tentativas de intervenção estrangeira? no país. ?Temos certeza de que o apoio estrangeiro (a Zelaya) já está dentro de Honduras?, afirmou Micheletti à rede de rádio e TV colombiana RCN. ?As manifestações aqui nunca haviam sido tão violentas e além disso foram usados lemas de países da América do Sul.?Chanceler do governo destituído, Patrícia Rodas tinha dito na quinta-feira que Zelaya poderia até já estar em Honduras e seu objetivo era estabelecer uma nova sede para sua administração, de onde ele lideraria a ?batalha final contra os golpistas?. Horas mais tarde, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acusou o Exército hondurenho de ter realizado um movimento militar ?impressionante? na fronteira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde

Só 886 porque não recadastraram o hospital de Jeremoabo

Recadastramento identifica 886 Redas-fantasmas
Biaggio Talento

O governo baiano já identificou 886 servidores fantasmas que entraram no Estado através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). Esse batalhão apareceu após a primeira fase do recadastramento dos funcionários Reda, que a Secretaria da Administração do Estado promoveu entre os trabalhadores lotados em Salvador.
O número de fantasmas equivale a cerca de 12% do total dos 7.644 servidores contratados para as repartições estaduais na capital baiana. Segunda começa a próxima etapa do recadastramento, que verificará a existência de servidores irregulares entre os 12,5 mil Redas que trabalham nos 416 municípios do interior. Os 886 fantasmas da capital já foram retirados da folha de pagamentos do Estado, conforme a Secretaria da Administração (Saeb). Desse total, 515 foram exonerados e 370 ficam com os pagamentos suspensos até a finalização da investigação promovida pela Corregedoria Geral da Saeb. Esses últimos ainda terão uma oportunidade de explicar porque não compareceram à convocação do recadastramento, feita para o funcionário indicar onde está lotado, atividade e função que exerce. A economia com suspensão dos contratos dos fantasmas deve chegar a R$ 2,2 milhões até o fim de 2009, conforme cálculos da Saeb. As irregularidades mais comuns identificadas pelas equipes da Corregedoria foram a duplicidade de funções incompatíveis (ou seja, o mesmo funcionário ocupando dois cargos em horários iguais), servidores com duas funções compatíveis, mas com cargas horárias irregulares; e funcionários sem diploma ou certificado de escolaridade para o exercício do cargo ao qual foi contratado.
Fonte: A Tarde

sexta-feira, julho 17, 2009

Reajustes salariais: a defesa do seu cumprimento pelo governo federal

GEAP: dúvidas e problemas

Acusado, Sarney dá a receita para combater a crise: o silêncio

BRASÍLIA (Reuters) - "Silêncio, paciência e tempo", eis a receita do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para combater as denúncias de irregularidades contra ele e contra a instituição. Em tom de desabafo, o parlamentar fez nesta sexta-feira um balanço do primeiro semestre.
Ao dizer-se perseguido pela imprensa, citou o filósofo Romano Lucius Séneca e revelou que sequer desejava assumir o comando do Congresso. Só o fez por apelo dos colegas.
"Séneca dizia que a injustiça somente pode ser combatida com três ações: o silêncio, a paciência e o tempo."
Os vocábulos revelam não só o sentimento de Sarney, que assumiu o Senado em fevereiro, mas também seu comportamento na condução da crise.
O ex-presidente da República não enfrenta as perguntas da imprensa há semanas. A toda abordagem de repórteres, repete: "Respeitem meu direito de não dizer nada".
Nos priores momentos desde o início das acusações, não compareceu ao plenário do Senado. Via os ataques da oposição e de setores governistas pela TV, e permanecia em silêncio.
A lista de denúncias contra ele é extensa: empregar parentes nas estruturas do Senado; uso indevido de auxílio-moradia; supostas remessas ilegais ao exterior; responsabilidade nos chamados atos secretos; e omissão de declarar uma casa à justiça eleitoral.
Um de seus filhos --administrador dos negócios da família-- é alvo investigação da Polícia Federal. Fernando José Macieira Sarney é suspeito de diversos crimes, entre eles tráfico de influência em órgãos do governo federal comandados por indicados do pai, segundo reportagem de O Estado de S.Paulo, veiculada na véspera.
A Fundação José Sarney, instituto dedicado à preservação de sua memória, é suspeita de ter desviado dinheiro de patrocínio cultural da Petrobras.
A oposição respondeu à alegação de injustiça.
"É preferível correr o risco de cometer injustiças contra esse ou aquele parlamentar do que cometer injustiça contra a instituição", rebateu, no plenário, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
Em seu balanço de fim de semestre, o peemedebista deixou claro que vai exercer seu mandato como presidente da Casa. Para isso, ele conta justamente com o tempo e com a paciência.
No primeiro caso, aposta que o recesso parlamentar (de 18 a 31 de julho, com retorno em 4 de agosto) diminua a temperatura da crise. No segundo, usará seu perfil de homem resignado para tentar colocar um ponto final nela.
Na última sessão plenária antes do recesso, listou algumas das medidas tomadas: economia de 10 milhões de reais em contrato de mão-de-obra, além de 30 por cento nas despesas com passagens aéreas e de 10 por cento nos demais gastos da Casa.
(Reportagem de Natuza Nery)
Fonte: Yahoo Notícias

Estadista pelo avesso

Dora Kramer


Reza a boa norma da política que o estadista até leva desaforo, mas não carrega mágoas para casa. Sobrepõe as questões de Estado a ofensas pessoais. Sacrifica o individual em nome do coletivo.
É sábio para distinguir situações e, mediante o cotejo de perdas e ganhos, calibra suas atitudes de modo a equilibrar responsabilidades e necessidades.
O presidente Luiz Inácio da Silva, a despeito da celebração de suas habilidades no ramo, não possui esses atributos. Antes, exibe características opostas e age exatamente no sentido contrário ao do governante cujo objetivo primeiro é o zelo pelo bem-estar físico, espiritual, cultural e moral dos governados.
O presidente é hábil no terreno da autoajuda de efeito imediato, comanda como ninguém o espetáculo do crescimento da própria popularidade, mas mostra-se desprovido da noção do que seja a construção de um legado de avanços de longo prazo em benefício de toda a sociedade.
Há exemplos anteriores às mais recentes exorbitâncias que agora, tardiamente, depois de um longo período de celebração de tais atos como manifestação de genial pragmatismo político, provocam reações gerais de desagrado.
Quando se sentiu pessoalmente atingido por uma reportagem do correspondente do New York Times, Lula não hesitou em confundir-se com o Estado e expor o país ao ridículo ordenando a cassação do direito do jornalista ao visto de permanência no Brasil.
Sofreu pesadas críticas e pôs o pé no freio do autoritarismo que se delineava no início do primeiro mandato. Os mesmos reparos, no entanto, não sofreu nas inúmeras vezes em que confundiu a necessidade altiva de passar por cima de idiossincrasias ideológicas com a pequenez da irresponsabilidade de passar a mão na cabeça de infratores.
Distribuiu “cheque em branco”, avalizou práticas criminosas, deu abrigo a gente expulsa do poder público por desrespeito ao bem público, afrontou o Judiciário, chamou de hipócritas as restrições ao uso eleitoral da máquina administrativa, reclamou que o excesso de fiscalização faz mal ao Brasil, ignorando o mal que a impunidade secular faz ao país.
Com isso, esvaziou o valor dos princípios, aos quais costuma tratar com zombaria chamando de “principismo” e, assim, tudo se tornou permitido e as críticas ao esfacelamento ético perderam o sentido. Ou pior, adquiriram um caráter de puro farisaísmo.
Lula não fez isso sozinho. Contou com a colaboração de um razoável consenso segundo o qual os vencedores, principalmente se populares, são inimputáveis. O presidente se sentiu à vontade e, portanto não há razão para surpresa quando Lula acelera na defesa de tudo e todos cuja representação é a desonra, imaginando que isso lhe garantirá ganhos eleitorais e um lugar privilegiado na História.
O que surpreende é que não consiga enxergar o perigo do exagero. Cumprir um dever de solidariedade a um aliado como o senador José Sarney é uma coisa. Poderia fazê-lo dentro do limite da sóbria moderação de Estado.
Mas, não, optou por jogar-se nos braços da impostura ao ponto de produzir aquela frase sobre Sarney não ser uma pessoa comum, que não lhe rende nada além de perdas. Sarney, nesta altura com muito pouco ou quase nada a perder, fica bem. Ele, Lula, dono de um enorme capital, desperdiça patrimônio à toa.
Da mesma forma, é perdulário na derrama de elogios e afetos para Fernando Collor. Para quê? O estadista que engole desaforos em nome de um projeto compartilha palanque em Alagoas, não hostiliza o antigo adversário e dá por cumprido o ofício da boa convivência e do respeito ao voto do eleitorado local.
O governante que exacerba e perde a medida é o mesmo que confessa a “mágoa” com o Senado pela derrubada da CPMF, porque, por falta do dinheiro do imposto do cheque, não pôde “melhorar a saúde”.
Na realidade, Lula não se conforma é com a derrota política. A ajuda à saúde pública poderia ter dado apoiando o projeto do ministro José Gomes Temporão, de modernização da gestão do setor, largado no Congresso à posição contrária dos corporativistas de plantão, petistas à frente.
As pessoas percebem essas coisas. Pois é como diz o outro: não se engana todo mundo o tempo todo.
Em vão
Um dos principais, senão o principal motivo pelo qual o senador José Sarney resolveu ser presidente do Senado pela terceira vez, foi o de acreditar que no cargo teria influência sobre a Polícia Federal, na investigação envolvendo um de seus filhos.
Pois Fernando Sarney foi indiciado pela PF sob acusação de organizar quadrilha para atuar dentro do aparelho de Estado em prol de empresas privadas interessadas em ter acesso privilegiado a contratos com estatais.
Sarney achou que ao presidente do Senado ainda seriam devidas velhas reverências. Mais um de uma série de equívocos cometidos a partir da ultrapassada premissa de que o poderoso tudo pode. Foi-se o tempo.
Fonte: Gazeta do Povo

Com vírus nas ruas, gripe suína mata mais 7

Folha de S.Paulo
Mais sete casos de mortes pela gripe suína foram confirmados ontem no Brasil, subindo para 11 o total de óbitos provocados pela doença.
Mortalidade é alta entre gaúchos
Não é hora de pânico, mas gripe exige cuidado
Osasco pede ajuda para o Exército
Dos novos casos, cinco foram no Rio Grande do Sul --Estado recordista, com sete mortes ao todo--, um em São Paulo e um no Rio de Janeiro.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o país também registrou seu primeiro caso de morte causada por transmissão sustentada da gripe suína --em que a vítima não foi a países onde o vírus está nas ruas nem teve contato direto com quem foi ao exterior. Isso significa que o vírus já circula no Brasil.
Esse caso é o de uma menina de 11 anos de Osasco (SP), em 30 de junho. Com a transmissão sustentada, o Brasil entra para a lista dos oito países com circulação confirmada --os outros são EUA, México, Canadá, Argentina, Chile, Reino Unido e Austrália. O ministério diz haver evidências de transmissão sustentada no Rio Grande do Sul. O número de infectados pela gripe suína no país chega a 1.175.
As mortes são muito inferiores às da gripe comum. Segundo o ministério, em 2006 a gripe comum, com as doenças associadas (como pneumonia e bronquite), causou 77.964 mortes no país.
As vítimasEm São Paulo, a nova morte por gripe suína, de um homem de 21 anos, ocorreu em Osasco, no último dia 11. Segundo a Secretaria da Saúde da cidade, nem o jovem nem ninguém próximo a ele tinha ido ao exterior. O rapaz foi internado no dia 1º com tosse e febre. No mesmo dia, teve diagnóstico de pneumonia.
Já a Secretaria da Saúde gaúcha disse que 4 dos 5 novos mortos no Estado tinham ao menos um fator de morbidade para doenças respiratórias. Três eram hipertensos e um tinha obesidade mórbida.
Duas mortes ocorreram em Passo Fundo: um homem de 42 anos e outro de 30, ambos trabalhadores do comércio. Eles podem ter contraído a doença com pessoas que voltaram infectadas do exterior.
Outros dois casos foram em Santa Maria, com homens de 36 e 26 anos --este último é o único de um gaúcho em que não foi achado fator de risco.
A quinta vítima, um caminhoneiro de 35 anos morador de Itaqui, morreu em Uruguaiana. O prefeito de Itaqui, Gil Marques Filho (PDT), diz que o homem chegou a ser internado em Porto Xavier ao voltar de uma viagem à Argentina. Após a alta, fez um churrasco para comemorar a melhora, mas voltou a apresentar sintomas graves e precisou ser internado de novo. Teve parada cardíaca ontem.
No Rio, a vítima foi uma mulher de 37 anos. Ela morreu no último dia 13 em um hospital particular, após passar sete dias internada.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) calcula que haja uma vacina em setembro.
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Fonte: Agora

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