Marcelo Godoy
Uma denúncia anônima levou a Corregedoria da Polícia Civil a prender ontem mais um delegado de 2º classe (terceiro nível mais alto da carreira policial) em flagrante. Desta vez, os corregedores detiveram o titular do 5º Distrito Policial de São José dos Campos, Osmar Henrique de Oliveira, sob a acusação de porte ilegal de arma. O policial manteria um arsenal em sua sala na delegacia, do qual faria parte até mesmo uma pistola com silenciador calibre 7,65 milímetros.
A denúncia chegou aos corregedores ontem cedo. Foi uma consequência da prisão no dia anterior, do investigador Osmar Sebastião Rocha dos Santos, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de São José. O informante disse que ia denunciar o delegado, pois passara a acreditar na seriedade do trabalho dos corregedores depois da prisão do investigador. Santos foi preso anteontem sob a acusação de tráfico de drogas e associação para o tráfico na Operação Crime S.A., montada pelos promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
De posse da denúncia, uma equipe da corregedoria deixou a sede do órgão em São Paulo e foi até São José. Ali, com o apoio dos homens da corregedoria da cidade, a equipe rumou para o 5º DP de São José. na sala do delegado, além da pistola com numeração raspada foram encontrados um fuzil, uma espingarda, um revólver Magnum 357, duas pistolas da marca Glock, cuja posse é permitida, uma carabina e uma sacola com munição de fuzil e para pistolas.
Aos policiais corregedores, o delegado acusado tentou justificar a posse de cada umas das armas encontrados no sofá de sua sala na delegacia. Disse que o fuzil ele mantinha por meio de depósito judicial. Ou seja, depois de ser apreendida, a arma lhe foi entregue com a autorização de um juiz.
O revólver calibre 357 Magnum era procedente do fato de o delegado ser ex-militar. Ele teria comprado a arma da fábrica da Rossi quando deu baixa da corporação.
Oliveira é o segundo delegado de 2º classe preso em flagrante nesta semana pela corregedoria no interior do Estado. Na segunda-feira, corregedores prenderam em Campinas Alexandre Gomes Nogueira, acusado de cobrar R$ 1 mil para fazer uma investigação sobre o furto de cheques de um empresários daquela cidade.
AS ARMAS
Uma pistola calibre 7,65 milímetros com um silenciador cuja numeração de série de identificação da arma estava
raspada
Um fuzil, armamento de uso exclusivo das Forças Armadas
Um revólver calibre Magnum 357 de calibre restrito
Duas pistolas semiautomáticas de calibre da marca Glock
Um saco com munição para várias armas e de diversos calibres
Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)
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