SALVADOR - Três quilos mais magro em razão dos oito dias de jejum que já enfrentou em seu protesto contra a transposição do Rio São Francisco, o bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, recebeu, ontem, a visita do cardeal dom Geraldo Majella, arcebispo primaz do Brasil, na Capela de São Francisco, em Sobradinho (BA), 554 quilômetros a Noroeste de Salvador.
Segundo d. Majella, a visita foi apenas uma forma de levar apoio religioso a d. Cappio. "Viemos conversar e rezar um pouquinho com ele", afirmou o cardeal, que foi acompanhado, na visita, pelo presidente da regional Bahia e Sergipe da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Ceslau Stanulla.
Dom Majella e d. Cappio tiveram uma reunião a portas fechadas durante ontem durante a manhã. De acordo com ambos, não houve tentativa de convencer o bispo a deixar a greve de fome. "A decisão está a cargo da consciência dele", afirma o cardeal. "Mas mostramos a ele que é importante que ele permaneça vivo e com saúde".
Dom Cappio respondeu que se sente bem, com saúde e "cheio de vida". "A visita foi como uma vitamina", brincou. "Foi uma grande demonstração de solidariedade". No fim da tarde, cerca de mil pessoas, entre religiosos, pescadores e trabalhadores rurais, participaram de um ato público de apoio ao protesto do bispo.
Coordenador e ministro discordam sobre transposição
BRASÍLIA - Para o coordenador do movimento Articulação Popular pela Revitalização do Rio São Francisco, Ruben Siqueira, o projeto do governo federal, de transpor as águas do rio, atenderá somente a interesses econômicos que requerem infra-estrutura hídrica para uso intensivo de água, como a fruticultura integrada, a criação de camarão e a siderurgia. "Por trás do projeto está a intenção de estabelecer no Nordeste, e daí para todo o Brasil, o pagamento da água bruta. Porque a água que chega lá é cara, e para a produção econômica com essa água precisa haver um subsídio que não será público, mas pago pela população nas contas domésticas".
Segundo ele, a transposição não tem a ver com a seca e nem com a sede: trata-se de um projeto econômico e não social. "A água não vai ser subsidiada para a população sedenta, que enfrenta as dificuldades da seca. Os canais vão passar muito longe dos sertões mais secos e das populações difusas. A água vai se concentrar em direção aos grandes açudes e das áreas de potencial econômico. Então, não é um projeto social, não tem o objetivo de minimizar os efeitos da seca, esses continuarão."
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, cuja pasta é responsável pela condução das obras, rebate as declarações e afirma que o projeto vai atender "prioritariamente" ao abastecimento de água para humanos e animais. "Respeito a posição daqueles que eventualmente, até por falta de conhecimento, discordam do projeto, que é ambientalmente sustentável, economicamente justo e socialmente importante", disse.
"Ao contrário de alguns, eu não tenho preconceito nenhum de que o excedente de água possa ser utilizado na produção. Até porque, as pessoas do Nordeste precisam de água, de emprego, de produção para ter renda e de dignidade para criar suas famílias".
Fonte: Tribuna da Imprensa
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Comprovado: mel de abelha é o melhor remédio para toss
CHICAGO (EUA) - Um estudo científico confirmou aquilo que as avós diziam há tempos: uma colher de chá de mel antes de ir para cama faz passar a tosse das crianças e as ajuda a dormir melhor. A análise científica baseou-se em relatos de pais sobre acessos de tosse dos filhos. O popular mel de abelha foi mais eficaz do que os remédios para a tosse no mercado e também do que simplesmente não tratar a criança.
O mel age protegendo e aliviando uma garganta irritada, concluíram os autores do estudo. "Muita gente vai olhar esse estudo e dizer: minha avó estava certa", disse o doutor Ian Paul, da Escola de Medicina da Universidade Estadual da Pensilvânia. Ele foi o autor principal do estudo.
A pesquisa foi publicada na edição de dezembro da publicação especializada "Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine". Recentemente, órgãos de saúde pública dos Estados Unidos advertiram que remédios contra tosse e gripe não deveriam ser usados em crianças com menos de seis anos e os fabricantes começaram a recolher muitos produtos destinados a bebês. Três pediatras que leram o estudo disseram que recomendarão aos pais o consumo de mel.
Eles advertiram apenas que crianças com menos de um ano não devem tomar mel por causa de um risco raro de incidência de uma forma extremamente grave de botulismo. Os pesquisadores recrutaram 105 crianças com problemas nas vias aéreas superiores que deram entrada em uma clínica na Pensilvânia. Os pais receberam uma sacola de papel com um dosador dentro. Alguns estavam vazios, outros continham mel e outros continham um remédio sintético com gosto de mel.
Os pais foram questionados sob os hábitos de sono e os sintomas da tosse antes e depois do tratamento. Todas as crianças melhoraram, mas os pais daquelas tratadas com mel relataram melhor desempenho do remédio oferecido pelos autores do estudo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
O mel age protegendo e aliviando uma garganta irritada, concluíram os autores do estudo. "Muita gente vai olhar esse estudo e dizer: minha avó estava certa", disse o doutor Ian Paul, da Escola de Medicina da Universidade Estadual da Pensilvânia. Ele foi o autor principal do estudo.
A pesquisa foi publicada na edição de dezembro da publicação especializada "Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine". Recentemente, órgãos de saúde pública dos Estados Unidos advertiram que remédios contra tosse e gripe não deveriam ser usados em crianças com menos de seis anos e os fabricantes começaram a recolher muitos produtos destinados a bebês. Três pediatras que leram o estudo disseram que recomendarão aos pais o consumo de mel.
Eles advertiram apenas que crianças com menos de um ano não devem tomar mel por causa de um risco raro de incidência de uma forma extremamente grave de botulismo. Os pesquisadores recrutaram 105 crianças com problemas nas vias aéreas superiores que deram entrada em uma clínica na Pensilvânia. Os pais receberam uma sacola de papel com um dosador dentro. Alguns estavam vazios, outros continham mel e outros continham um remédio sintético com gosto de mel.
Os pais foram questionados sob os hábitos de sono e os sintomas da tosse antes e depois do tratamento. Todas as crianças melhoraram, mas os pais daquelas tratadas com mel relataram melhor desempenho do remédio oferecido pelos autores do estudo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
terça-feira, dezembro 04, 2007
Dez mil vagas à sua espera
Por Fernanda Chagas
Para quem está desempregado e procura de emprego ou mesmo aqueles que querem melhorar o salário, o ano que se aproxima trará uma alavanche de oportunidades, basta estudar e se preparar para os concursos públicos. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão já deu sinal verde para que diversos órgãos realizem suas seleções no ano que vem. Mais de 3.500 vagas já estão garantidas. Outras 7.200 serão autorizadas muito em breve, totalizando 10.700. Esta é a hora para quem quer chegar no topo na corrida por uma vaga no serviço público.Além da garantia da estabilidade, os salários são convidativos, vão de R$ 1.500,00 a mais de R$8.000,00. O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deve ser o primeiro a liberar seu edital, provavelmente ainda este mês. São 2 mil vagas. Para assistente técnico do seguro social, cargo que exige Nível Médio e tem remuneração de R$ 1.989,87, serão oferecidas 1.400 vagas. As outras 600 vagas serão para analista do seguro social (Nível Superior), com vencimentos de R$ 2.243,78. O edital da CGU (Controladoria-Geral da União) deve vir logo depois. Segundo o secretário-executivo, Luiz Navarro, a idéia é lançá-lo no dia 3 de janeiro, iniciando as inscrições logo em seguida. Para técnico de finanças e controles (Nível Médio) são oferecidas 180 vagas, com salário de R$ 3.907. Outras 220 são para analista de Nível Superior, com vencimentos de R$ 8.484. As provas devem acontecer em março, para que as nomeações ocorram no decorrer do segundo semestre de 2008. Na ANTT -Agência Nacional de Transportes Terrestres - uma comissão já está trabalhando na elaboração do edital que vai trazer 265 para para Nível Médio e 90 para Superior, com vencimentos iniciais variando de R$ 1.982 a R$ 5.535. O concurso da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) vai oferecer 325 vagas. Os ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e Relações Exteriores também entram na lista dos órgãos que vão fazer concursos no próximo ano. No total, há 451 vagas para funções que exigem os níveis Médio e Superior. A Polícia Rodoviária Federal também vai selecionar servidores. O primeiro concurso, para policiais, vai oferecer 2 mil vagas para todo o País, inclusive o Rio de Janeiro. O salário inicial é de R$ 5.084. O coordenador de ensino da corporação, inspetor Neemias Carvalho, espera que ainda em dezembro seja publicada a autorização do Planejamento. Após o concurso de policial, deve ser aberto o da área administrativa, com mais de 3.300 vagas para cargos dos níveis Médio e Superior. O Ministério do Trabalho e Emprego também aguarda sinal positivo do Planejamento para oferecer 1.951 vagas: 1.700 para Nível Médio e 251 para Nível Superior, com vencimentos iniciais de R$ 1.435,07 e R$ 1.666,67.
Concurso de vitrines ajuda população carente
Vai até amanhã, 5 de dezembro, o julgamento das vitrines das lojas de decoração que participam do Concurso de Vitrines de Natal promovido pelo Movimento Arq & Design, composto de arquitetos e designers de interiores da capital baiana. Para aumentar suas chances de premiação e pôr em prática a solidariedade no Natal que se aproxima, a empresária Joane Freitas, da Casa Kaiada, escolheu os arquitetos Fritz Zehnle e Rose Lima para montar uma sala de estar especial na vitrine de sua loja da Barra. “A proposta é que a renda obtida pela comercialização de um moderno sofá em linhas retas que compõem o ambiente seja revertida para o Lar Vida, instituição que atende mais de 80 crianças abandonadas e com algum tipo de deficiência.”, explica Joane. Além do ‘sofá solidário, os arquitetos também escolheram puffs em lâmina de coco e uma poltrona moderna, além de móveis ecologicamente corretos que fazem um contraste especial com a laca berinjela. “Para acrescentar um toque artístico ao colorido espaço da vitrine de Natal, convidamos artistas que comungam conosco a vontade de um mundo menos consumista, e mais preocupado com as crianças e com o meio-ambiente”, conta a arquiteta Rose Lima. Segundo ela, “o artista plástico Marco Aurélio foi convidado pela necessidade cada vez mais reconhecida de utilização de materiais reciclados na arquitetura. Já a fotógrafa Valéria Simões, outra convidada, traz fotografias de diversas crianças que nos faz repensar o sentido de comemoração do Natal”, diz. Para realizar o projeto de sua vitrine, os arquitetos Rose Lima e Fritz Zehnle foram contratados pela Casa Kaiada pelo valor simbólico de R$150, que também será doado para o Lar Vida. A Comissão julgadora do Concurso, que visitará as lojas participantes até o dia 5 de dezembro, será formada por 10 arquitetos e/ou designers. Um dos nomes já confirmados é o da editora visual da Revista Casa Cláudia, Cristina Bava. Entre os critérios a serem avaliados estão a originalidade, a criatividade e a responsabilidade social na escolha de materiais e Superior. A Polícia Rodoviária Federal també abordagem do tema natalino, assim como o impacto na fachada externa da loja. O resultado será divulgado até o dia 13 de dezembro, quando as lojas vencedoras receberão um selo comemorativo do Arq & Design. “Este concurso é uma oportunidade de divulgar trabalhos autorais, que permitem a utilização de conceitos próprios nas vitrines. Porém, o mais interessante é poder compartilhar os frutos disso com quem realmente precisa e, assim, fazer um Natal mais generoso”, completa a arquiteta Rose Lima.
Baianos e turistas conhecem o Salvador Buss, atração do verão
Começa a operar na próxima semana o Salvador Bus - modernos ônibus turísticos panorâmicos que seguem o modelo europeu (de dois andares e com a parte superior aberta) que farão várias rotas pela cidade. O lançamento oficial dos veículos aconteceu ontem durante um coquetel na Unique Eventos, na Avenida Tancredo Neves, e a partir de hoje terça-feira os ônibus estarão em exposição na Praça Municipal. Os veículos que irão operar foram apresentados ao trade turístico durante o congresso da ABAV, que aconteceu em outubro no Rio de Janeiro. Com capacidade para 67 pessoas no total, os ônibus acomodam 55 passageiros na parte superior e 12 no primeiro andar. O serviço custará R$ 30 por passeio. Entre os roteiros oferecidos estão o Tour Salvador Praias, Orixás da Bahia, Salvador Histórico, Salvador Panorâmico e Salvador by night, que mostrará a noite da capital. Durante o passeio haverão guias poliglotas falando português, inglês, espanhol e francês. O Salvador Bus nasceu de um consórcio criado pelos empresários Gilson Benzota e Jorge Bonfim, das locadoras Aratu e Bonfim e segue modelos de operação como acontece em Madri, Lisboa, Tóquio, Paris e Nova Iorque. O Salvador Bus é o primeiro veículo com o conceito de regular sightseeing a circular no Brasil. Os ônibus que fazem este city tour são amplamente utilizados pelos turistas nas ruas da Europa, Estados Unidos e Ásia. Os veículos possuem tecnologia de combustível a biodisel, demonstrando a preocupação com o meio ambiente. São rastreados via satélite e possuem câmeras de segurança rotativas interna e externa. Os pontos turísticos por onde as rotas do Salvador Bahia Bus passam são localizados via satélite, acionando o sistema de som para descrição dos locais, monumentos, praias, fortes, igrejas. O sistema possui a tradução multilíngüe seqüencial em 4 idiomas (Português, Inglês, Espanhol e Francês). A tradução seqüencial dispensa a utilização de headphones. Em cada roteiro, haverá pontos de embarque e desembarque para flexibilidade de utilização dos veículos, assim com????4????E?E????????g???????o pontos de interseção para a total integração das rotas turísticas. Conforto, flexibilidade, segurança e comodidade são os principais atrativos do Salvador Bahia Bus. Neles, o turista, através de um passe único diário, (pulseira Ticket) terá a chance de conhecer as principais rotas turísticas da capital baiana, praias, fortes, museus, sítios históricos, e os diferentes aspectos que diferenciam a nossa cidade.
Fonte: Tribuna da Bahia
Para quem está desempregado e procura de emprego ou mesmo aqueles que querem melhorar o salário, o ano que se aproxima trará uma alavanche de oportunidades, basta estudar e se preparar para os concursos públicos. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão já deu sinal verde para que diversos órgãos realizem suas seleções no ano que vem. Mais de 3.500 vagas já estão garantidas. Outras 7.200 serão autorizadas muito em breve, totalizando 10.700. Esta é a hora para quem quer chegar no topo na corrida por uma vaga no serviço público.Além da garantia da estabilidade, os salários são convidativos, vão de R$ 1.500,00 a mais de R$8.000,00. O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deve ser o primeiro a liberar seu edital, provavelmente ainda este mês. São 2 mil vagas. Para assistente técnico do seguro social, cargo que exige Nível Médio e tem remuneração de R$ 1.989,87, serão oferecidas 1.400 vagas. As outras 600 vagas serão para analista do seguro social (Nível Superior), com vencimentos de R$ 2.243,78. O edital da CGU (Controladoria-Geral da União) deve vir logo depois. Segundo o secretário-executivo, Luiz Navarro, a idéia é lançá-lo no dia 3 de janeiro, iniciando as inscrições logo em seguida. Para técnico de finanças e controles (Nível Médio) são oferecidas 180 vagas, com salário de R$ 3.907. Outras 220 são para analista de Nível Superior, com vencimentos de R$ 8.484. As provas devem acontecer em março, para que as nomeações ocorram no decorrer do segundo semestre de 2008. Na ANTT -Agência Nacional de Transportes Terrestres - uma comissão já está trabalhando na elaboração do edital que vai trazer 265 para para Nível Médio e 90 para Superior, com vencimentos iniciais variando de R$ 1.982 a R$ 5.535. O concurso da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) vai oferecer 325 vagas. Os ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e Relações Exteriores também entram na lista dos órgãos que vão fazer concursos no próximo ano. No total, há 451 vagas para funções que exigem os níveis Médio e Superior. A Polícia Rodoviária Federal também vai selecionar servidores. O primeiro concurso, para policiais, vai oferecer 2 mil vagas para todo o País, inclusive o Rio de Janeiro. O salário inicial é de R$ 5.084. O coordenador de ensino da corporação, inspetor Neemias Carvalho, espera que ainda em dezembro seja publicada a autorização do Planejamento. Após o concurso de policial, deve ser aberto o da área administrativa, com mais de 3.300 vagas para cargos dos níveis Médio e Superior. O Ministério do Trabalho e Emprego também aguarda sinal positivo do Planejamento para oferecer 1.951 vagas: 1.700 para Nível Médio e 251 para Nível Superior, com vencimentos iniciais de R$ 1.435,07 e R$ 1.666,67.
Concurso de vitrines ajuda população carente
Vai até amanhã, 5 de dezembro, o julgamento das vitrines das lojas de decoração que participam do Concurso de Vitrines de Natal promovido pelo Movimento Arq & Design, composto de arquitetos e designers de interiores da capital baiana. Para aumentar suas chances de premiação e pôr em prática a solidariedade no Natal que se aproxima, a empresária Joane Freitas, da Casa Kaiada, escolheu os arquitetos Fritz Zehnle e Rose Lima para montar uma sala de estar especial na vitrine de sua loja da Barra. “A proposta é que a renda obtida pela comercialização de um moderno sofá em linhas retas que compõem o ambiente seja revertida para o Lar Vida, instituição que atende mais de 80 crianças abandonadas e com algum tipo de deficiência.”, explica Joane. Além do ‘sofá solidário, os arquitetos também escolheram puffs em lâmina de coco e uma poltrona moderna, além de móveis ecologicamente corretos que fazem um contraste especial com a laca berinjela. “Para acrescentar um toque artístico ao colorido espaço da vitrine de Natal, convidamos artistas que comungam conosco a vontade de um mundo menos consumista, e mais preocupado com as crianças e com o meio-ambiente”, conta a arquiteta Rose Lima. Segundo ela, “o artista plástico Marco Aurélio foi convidado pela necessidade cada vez mais reconhecida de utilização de materiais reciclados na arquitetura. Já a fotógrafa Valéria Simões, outra convidada, traz fotografias de diversas crianças que nos faz repensar o sentido de comemoração do Natal”, diz. Para realizar o projeto de sua vitrine, os arquitetos Rose Lima e Fritz Zehnle foram contratados pela Casa Kaiada pelo valor simbólico de R$150, que também será doado para o Lar Vida. A Comissão julgadora do Concurso, que visitará as lojas participantes até o dia 5 de dezembro, será formada por 10 arquitetos e/ou designers. Um dos nomes já confirmados é o da editora visual da Revista Casa Cláudia, Cristina Bava. Entre os critérios a serem avaliados estão a originalidade, a criatividade e a responsabilidade social na escolha de materiais e Superior. A Polícia Rodoviária Federal també abordagem do tema natalino, assim como o impacto na fachada externa da loja. O resultado será divulgado até o dia 13 de dezembro, quando as lojas vencedoras receberão um selo comemorativo do Arq & Design. “Este concurso é uma oportunidade de divulgar trabalhos autorais, que permitem a utilização de conceitos próprios nas vitrines. Porém, o mais interessante é poder compartilhar os frutos disso com quem realmente precisa e, assim, fazer um Natal mais generoso”, completa a arquiteta Rose Lima.
Baianos e turistas conhecem o Salvador Buss, atração do verão
Começa a operar na próxima semana o Salvador Bus - modernos ônibus turísticos panorâmicos que seguem o modelo europeu (de dois andares e com a parte superior aberta) que farão várias rotas pela cidade. O lançamento oficial dos veículos aconteceu ontem durante um coquetel na Unique Eventos, na Avenida Tancredo Neves, e a partir de hoje terça-feira os ônibus estarão em exposição na Praça Municipal. Os veículos que irão operar foram apresentados ao trade turístico durante o congresso da ABAV, que aconteceu em outubro no Rio de Janeiro. Com capacidade para 67 pessoas no total, os ônibus acomodam 55 passageiros na parte superior e 12 no primeiro andar. O serviço custará R$ 30 por passeio. Entre os roteiros oferecidos estão o Tour Salvador Praias, Orixás da Bahia, Salvador Histórico, Salvador Panorâmico e Salvador by night, que mostrará a noite da capital. Durante o passeio haverão guias poliglotas falando português, inglês, espanhol e francês. O Salvador Bus nasceu de um consórcio criado pelos empresários Gilson Benzota e Jorge Bonfim, das locadoras Aratu e Bonfim e segue modelos de operação como acontece em Madri, Lisboa, Tóquio, Paris e Nova Iorque. O Salvador Bus é o primeiro veículo com o conceito de regular sightseeing a circular no Brasil. Os ônibus que fazem este city tour são amplamente utilizados pelos turistas nas ruas da Europa, Estados Unidos e Ásia. Os veículos possuem tecnologia de combustível a biodisel, demonstrando a preocupação com o meio ambiente. São rastreados via satélite e possuem câmeras de segurança rotativas interna e externa. Os pontos turísticos por onde as rotas do Salvador Bahia Bus passam são localizados via satélite, acionando o sistema de som para descrição dos locais, monumentos, praias, fortes, igrejas. O sistema possui a tradução multilíngüe seqüencial em 4 idiomas (Português, Inglês, Espanhol e Francês). A tradução seqüencial dispensa a utilização de headphones. Em cada roteiro, haverá pontos de embarque e desembarque para flexibilidade de utilização dos veículos, assim com????4????E?E????????g???????o pontos de interseção para a total integração das rotas turísticas. Conforto, flexibilidade, segurança e comodidade são os principais atrativos do Salvador Bahia Bus. Neles, o turista, através de um passe único diário, (pulseira Ticket) terá a chance de conhecer as principais rotas turísticas da capital baiana, praias, fortes, museus, sítios históricos, e os diferentes aspectos que diferenciam a nossa cidade.
Fonte: Tribuna da Bahia
Oposição quer saber quanto governo investiu na Fonte Nova
Bancada pede apoio da base aliada para criar CPI e investigar tragédia
Aoposição na Assembléia Legislativa encaminhou ontem um requerimento ao secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esportes, Nilton Vasconcelos, solicitando informações detalhadas de quanto o governo Jaques Wagner (PT) investiu no estádio da Fonte Nova. O que motivou a atitude da bancada foram as declarações dadas por Wagner no dia 30 de outubro, no programa Conversa com o governador, de que estava investindo R$3,5 milhões no estádio.
O petista chegou a comemorar o fato de ter liberado a arena para a capacidade total de 60 mil pessoas – a gestão passada havia interditado os anéis superiores –, afirmando que a Bahia já estava pronta para receber um jogo da Seleção brasileira nas eliminatórias para a Copa da África do Sul, em 2010. Para a oposição, com base em números oficiais, o governo só havia investido este ano R$49,7 mil no estádio, através da Sudesb, órgão subordinado à secretaria comandada por Nilton Vasconcelos.
“Queremos é uma informação oficial do governo de quanto foi investido no estádio. Queremos esclarecer isso. Não se trata de uma disputa política, de exploração política de uma tragédia. Muito pelo contrário. Queremos inclusive a ajuda da bancada do governo, para que ela também se empenhe, pois a Bahia inteira quer esse assunto esclarecido, quer saber quem são os responsáveis pelo que aconteceu e quer ver a punição dos culpados”, disse o líder da oposição, deputado Gildásio Penedo (DEM).
CPI - Penedo disse ainda que a oposição apoia a criação de uma CPI para investigar as razões da tragédia desde que a comissão conte com o apoio também da base aliada, que não se manifestou ontem sobre o assunto. A tendência, portanto, é que a comissão não seja criada, pois a minoria não tem o número necessário de parlamentares – 21 – para criar uma CPI.
Proponente da CPI, o deputado João Carlos Bacelar (PTN) chegou a fazer um apelo à base governista em defesa da criação da comissão. Ele afirmou que o relatório do diretor de operações da Sudesb, Nilo dos Santos Júnior, pedindo a interdição da Fonte Nova no atual governo “é claro e não há como ocultar a responsabilidade do governo do estado nestas sete mortes”.
O deputado apresentou, em plenário, o relatório da empresa Geluz, que aponta mais de 50 pontos nas arquibancadas passíveis de desabamento. Foi com base neste relatório que o governo passado interditou o anel superior da Fonte Nova. “Porque, então, a atual administração liberou o acesso, primeiro para 40 mil torcedores e logo que o Bahia chegou as oitavas de finais, foi liberada a capacidade máxima, sem que o estádio tivesse passado pela reforma? A Assembléia não pode abrir mão de uma de suas mais importantes atribuições de investigar”.
Bacelar afirmou que não quer politizar o discurso, visando ao desgaste político do governador, “porque isso a imprensa já fez”. “Mas precisamos encontrar alternativas para a situação da Fonte Nova, dar uma satisfação à sociedade, porque houve sete mortes e mais de 60 feridos. Precisamos também encontrar os responsáveis por esta tragédia”.
***
Secretaria não sabe valor que foi gasto
O líder do governo na Assembléia, deputado Waldenor Pereira (PT), não se manifestou sobre a proposta da oposição de criação de uma CPI para investigar a tragédia da Fonte Nova, que matou sete pessoas e deixou 60 feridos. Mas o deputado Zé Neto (PT) prometeu uma investigação completa por parte do governo e disse que a minoria estava fazendo leitura equivocada das declarações de Jaques Wagner (PT) no programa de rádio Conversa com o governador.
Segundo o deputado, o governador disse que o estado “estava investindo R$3,5 milhões”, numa ação contínua, e não que “já tinha investido” R$3,5 milhões. Além disso, o petista disse que estava em curso uma licitação de cerca de R$1,5 milhão para obras no estádio. De acordo com o petista, a Fonte Nova não foi fechada pelo estado temendo discursos contrários da oposição e até mesmo uma reação da torcida tricolor do Bahia. O parlamentar só não esclareceu porque o anel superior da Fonte Nova, interditado pelo governo passado, foi liberado sem que a reforma tivesse sido executada.
A reportagem do Correio da Bahia tentou entrar em contato com o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esportes, Nilton Vasconcelos. Mas a assessoria de imprensa da pasta afirmou que Vasconcelos, indicado ao cargo pelo PCdoB, estava viajando. A assessoria informou ainda não saber dizer quando o governo investiu este ano na Fonte Nova.
Fonte: Correio da Bahia
Aoposição na Assembléia Legislativa encaminhou ontem um requerimento ao secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esportes, Nilton Vasconcelos, solicitando informações detalhadas de quanto o governo Jaques Wagner (PT) investiu no estádio da Fonte Nova. O que motivou a atitude da bancada foram as declarações dadas por Wagner no dia 30 de outubro, no programa Conversa com o governador, de que estava investindo R$3,5 milhões no estádio.
O petista chegou a comemorar o fato de ter liberado a arena para a capacidade total de 60 mil pessoas – a gestão passada havia interditado os anéis superiores –, afirmando que a Bahia já estava pronta para receber um jogo da Seleção brasileira nas eliminatórias para a Copa da África do Sul, em 2010. Para a oposição, com base em números oficiais, o governo só havia investido este ano R$49,7 mil no estádio, através da Sudesb, órgão subordinado à secretaria comandada por Nilton Vasconcelos.
“Queremos é uma informação oficial do governo de quanto foi investido no estádio. Queremos esclarecer isso. Não se trata de uma disputa política, de exploração política de uma tragédia. Muito pelo contrário. Queremos inclusive a ajuda da bancada do governo, para que ela também se empenhe, pois a Bahia inteira quer esse assunto esclarecido, quer saber quem são os responsáveis pelo que aconteceu e quer ver a punição dos culpados”, disse o líder da oposição, deputado Gildásio Penedo (DEM).
CPI - Penedo disse ainda que a oposição apoia a criação de uma CPI para investigar as razões da tragédia desde que a comissão conte com o apoio também da base aliada, que não se manifestou ontem sobre o assunto. A tendência, portanto, é que a comissão não seja criada, pois a minoria não tem o número necessário de parlamentares – 21 – para criar uma CPI.
Proponente da CPI, o deputado João Carlos Bacelar (PTN) chegou a fazer um apelo à base governista em defesa da criação da comissão. Ele afirmou que o relatório do diretor de operações da Sudesb, Nilo dos Santos Júnior, pedindo a interdição da Fonte Nova no atual governo “é claro e não há como ocultar a responsabilidade do governo do estado nestas sete mortes”.
O deputado apresentou, em plenário, o relatório da empresa Geluz, que aponta mais de 50 pontos nas arquibancadas passíveis de desabamento. Foi com base neste relatório que o governo passado interditou o anel superior da Fonte Nova. “Porque, então, a atual administração liberou o acesso, primeiro para 40 mil torcedores e logo que o Bahia chegou as oitavas de finais, foi liberada a capacidade máxima, sem que o estádio tivesse passado pela reforma? A Assembléia não pode abrir mão de uma de suas mais importantes atribuições de investigar”.
Bacelar afirmou que não quer politizar o discurso, visando ao desgaste político do governador, “porque isso a imprensa já fez”. “Mas precisamos encontrar alternativas para a situação da Fonte Nova, dar uma satisfação à sociedade, porque houve sete mortes e mais de 60 feridos. Precisamos também encontrar os responsáveis por esta tragédia”.
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Secretaria não sabe valor que foi gasto
O líder do governo na Assembléia, deputado Waldenor Pereira (PT), não se manifestou sobre a proposta da oposição de criação de uma CPI para investigar a tragédia da Fonte Nova, que matou sete pessoas e deixou 60 feridos. Mas o deputado Zé Neto (PT) prometeu uma investigação completa por parte do governo e disse que a minoria estava fazendo leitura equivocada das declarações de Jaques Wagner (PT) no programa de rádio Conversa com o governador.
Segundo o deputado, o governador disse que o estado “estava investindo R$3,5 milhões”, numa ação contínua, e não que “já tinha investido” R$3,5 milhões. Além disso, o petista disse que estava em curso uma licitação de cerca de R$1,5 milhão para obras no estádio. De acordo com o petista, a Fonte Nova não foi fechada pelo estado temendo discursos contrários da oposição e até mesmo uma reação da torcida tricolor do Bahia. O parlamentar só não esclareceu porque o anel superior da Fonte Nova, interditado pelo governo passado, foi liberado sem que a reforma tivesse sido executada.
A reportagem do Correio da Bahia tentou entrar em contato com o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esportes, Nilton Vasconcelos. Mas a assessoria de imprensa da pasta afirmou que Vasconcelos, indicado ao cargo pelo PCdoB, estava viajando. A assessoria informou ainda não saber dizer quando o governo investiu este ano na Fonte Nova.
Fonte: Correio da Bahia
Chega ao Brasil teste oral que detecta o vírus do HIV
SÃO PAULO - Aprovado e comercializado nos EUA desde 2004, o teste rápido de detecção de HIV por via oral foi lançado ontem no Brasil, em evento científico no Rio. O exame usa amostras de saliva (fluido oral), o resultado sai em 20 minutos e é 99% confiável. O teste recebeu aval do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), mas ainda não foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O preço do teste no Brasil também não está definido – nos EUA, custa o equivalente a R$35. A expectativa é que a Anvisa aprove o teste até o final deste mês e, assim, ele estará à disposição em clínicas e laboratórios particulares a partir de janeiro.
O Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde, informou que aguarda o registro do produto para avaliar a sua inclusão ou não no serviço público de saúde. Assim como nos EUA, o teste oral, chamado OraQuick, não estará à venda nas farmácias brasileiras, segundo o fabricante OralSure Technologies. Será usado em centros de saúde, hospitais e laboratórios - sempre com presença de um técnico para interpretá-lo e de um serviço de aconselhamento.
O Brasil já dispõe de outros testes rápidos de HIV, que demoram em média 40 minutos para ficarem prontos, mas precisam de amostras de sangue – que demanda mais profissionais e material para a realização. Esses exames são empregados em serviços de triagem de emergência, como em mulheres em trabalho de parto que não passaram pelo exame no pré-natal. Já o resultado dos testes tradicionais usados para detectar o HIV, disponíveis na rede pública, pode demorar de três a 40 dias (dependendo da região do país). Para especialistas, essa demora é um dos fatores que faz com que 30% das pessoas que se submetem ao teste não voltem para buscar o resultado. O teste oral pode detectar anticorpos do HIV-1 e do HIV-2 e é fácil de ser aplicado. Basta passar uma palheta (parecida com um cotonete) na gengiva e, então, mergulhá-la numa solução líqüida reveladora. Se o resultado for positivo, duas linhas vermelhas aparecerão. (Folhapress)
Fonte: Correio da Bahia
O Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde, informou que aguarda o registro do produto para avaliar a sua inclusão ou não no serviço público de saúde. Assim como nos EUA, o teste oral, chamado OraQuick, não estará à venda nas farmácias brasileiras, segundo o fabricante OralSure Technologies. Será usado em centros de saúde, hospitais e laboratórios - sempre com presença de um técnico para interpretá-lo e de um serviço de aconselhamento.
O Brasil já dispõe de outros testes rápidos de HIV, que demoram em média 40 minutos para ficarem prontos, mas precisam de amostras de sangue – que demanda mais profissionais e material para a realização. Esses exames são empregados em serviços de triagem de emergência, como em mulheres em trabalho de parto que não passaram pelo exame no pré-natal. Já o resultado dos testes tradicionais usados para detectar o HIV, disponíveis na rede pública, pode demorar de três a 40 dias (dependendo da região do país). Para especialistas, essa demora é um dos fatores que faz com que 30% das pessoas que se submetem ao teste não voltem para buscar o resultado. O teste oral pode detectar anticorpos do HIV-1 e do HIV-2 e é fácil de ser aplicado. Basta passar uma palheta (parecida com um cotonete) na gengiva e, então, mergulhá-la numa solução líqüida reveladora. Se o resultado for positivo, duas linhas vermelhas aparecerão. (Folhapress)
Fonte: Correio da Bahia
Líderes despreparados
Ives Gandra Martins, professor de direito, advogado e escritor
"Inteligência de pulga,
Num corpo de paquiderme,
Cabeça que o povo julga
Ter a cultura de um verme"
(dos alfarrábios de um velho poeta)
O incidente que o histriônico presidente venezuelano provocou, por sua notória falta de compostura em frente aos microfones, e que levou o civilizado e elegante rei espanhol a sugerir que se calasse, demonstra o quão despreparadas estão algumas das lideranças continentais.
O irrequieto chefe venezuelano tem por hábito julgar os líderes dos outros países com incrível virulência, na proporção inversa de sua notória ignorância, sendo que suas reconhecidas leviandades vocabulares, a que Clóvis Rossi denomina de "bocarota", conturbam cenários de conversação internacional que deveriam ser de diálogo e de entendimento entre as nações.
Nada obstante o presidente Lula, com sua notável capacidade de apaziguador - lembrada inclusive pela presidente chilena - ter procurado reduzir o incidente, atribuindo, para espanto geral dos repórteres que o entrevistavam, ao destemperado tiranete o perfil de democrata, o certo é que alguns países da América Latina hoje vivem conturbações internas. Chávez, apesar dos métodos intimidatórios de sua polícia, não consegue calar empresários e estudantes. Morales vive permanentes revoltas intestinas e Correa começa a experimentar seus primeiros dissabores.
É que os três, apesar de eleitos pela manipulação das massas, são fortes candidatos a ditadores, num regime presidencialista que é aquele que mais tem propiciado, na história da América, a gangorra entre períodos de democracias instáveis e ditaduras violentas, nestes quase 200 anos de fracassada experiência.
O presidente Lula, ao assemelhar os sistemas de governo parlamentar e presidencial, cometeu, não só cientificamente, mas pragmaticamente, imperdoável equívoco. Os países realmente democráticos são parlamentares. Mesmo os Estados Unidos são quase um presidencialismo parlamentar, onde não viscejam as práticas autoritárias.
O presidencialismo é o governo da "irresponsabilidade a prazo certo". O parlamentarismo da "responsabilidade a prazo incerto". Neste, o chefe de Estado controla o Parlamento, o Parlamento controla o chefe de governo e o chefe de governo, se não for responsável, volta cedo para casa, sem traumas para a nação, pelos próprios mecanismos do sistema. O eleitor controla tudo e o próprio Parlamento pode ser desfeito, se derrubar sucessivamente governos. Uma burocracia profissionalizada, permite, nas mudanças de governo, a estabilidade nas transições, evita a proliferação de não concursados, de amigos do rei, mancha permanente dos sistemas presidenciais latino-americanos, a meu ver, ditaduras, com o direito de o eleitor escolher o ditador.
O certo é que um Chávez, um Morales, um Corrêa não existiriam num regime parlamentar democrático. Só sobrevivem, graças ao presidencialismo. No parlamentarismo, só os responsáveis permanecem por muito tempo, como Thatcher. No presidencialismo, os irresponsáveis demagogos podem permanecer no poder por longo período.
Os líderes continentais têm muito que aprender, não sendo despiciendo que estudem um pouco história e os contextos políticos de outras nações. Por enquanto, brotam, como cogumelos, líderes despreparados e prepotentes.
"Inteligência de pulga,
Num corpo de paquiderme,
Cabeça que o povo julga
Ter a cultura de um verme"
(dos alfarrábios de um velho poeta)
O incidente que o histriônico presidente venezuelano provocou, por sua notória falta de compostura em frente aos microfones, e que levou o civilizado e elegante rei espanhol a sugerir que se calasse, demonstra o quão despreparadas estão algumas das lideranças continentais.
O irrequieto chefe venezuelano tem por hábito julgar os líderes dos outros países com incrível virulência, na proporção inversa de sua notória ignorância, sendo que suas reconhecidas leviandades vocabulares, a que Clóvis Rossi denomina de "bocarota", conturbam cenários de conversação internacional que deveriam ser de diálogo e de entendimento entre as nações.
Nada obstante o presidente Lula, com sua notável capacidade de apaziguador - lembrada inclusive pela presidente chilena - ter procurado reduzir o incidente, atribuindo, para espanto geral dos repórteres que o entrevistavam, ao destemperado tiranete o perfil de democrata, o certo é que alguns países da América Latina hoje vivem conturbações internas. Chávez, apesar dos métodos intimidatórios de sua polícia, não consegue calar empresários e estudantes. Morales vive permanentes revoltas intestinas e Correa começa a experimentar seus primeiros dissabores.
É que os três, apesar de eleitos pela manipulação das massas, são fortes candidatos a ditadores, num regime presidencialista que é aquele que mais tem propiciado, na história da América, a gangorra entre períodos de democracias instáveis e ditaduras violentas, nestes quase 200 anos de fracassada experiência.
O presidente Lula, ao assemelhar os sistemas de governo parlamentar e presidencial, cometeu, não só cientificamente, mas pragmaticamente, imperdoável equívoco. Os países realmente democráticos são parlamentares. Mesmo os Estados Unidos são quase um presidencialismo parlamentar, onde não viscejam as práticas autoritárias.
O presidencialismo é o governo da "irresponsabilidade a prazo certo". O parlamentarismo da "responsabilidade a prazo incerto". Neste, o chefe de Estado controla o Parlamento, o Parlamento controla o chefe de governo e o chefe de governo, se não for responsável, volta cedo para casa, sem traumas para a nação, pelos próprios mecanismos do sistema. O eleitor controla tudo e o próprio Parlamento pode ser desfeito, se derrubar sucessivamente governos. Uma burocracia profissionalizada, permite, nas mudanças de governo, a estabilidade nas transições, evita a proliferação de não concursados, de amigos do rei, mancha permanente dos sistemas presidenciais latino-americanos, a meu ver, ditaduras, com o direito de o eleitor escolher o ditador.
O certo é que um Chávez, um Morales, um Corrêa não existiriam num regime parlamentar democrático. Só sobrevivem, graças ao presidencialismo. No parlamentarismo, só os responsáveis permanecem por muito tempo, como Thatcher. No presidencialismo, os irresponsáveis demagogos podem permanecer no poder por longo período.
Os líderes continentais têm muito que aprender, não sendo despiciendo que estudem um pouco história e os contextos políticos de outras nações. Por enquanto, brotam, como cogumelos, líderes despreparados e prepotentes.
Renan deve renunciar hoje
Weiller Diniz
O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já tem pronta a carta-renúncia que pretende ler durante a sessão de hoje e na qual será decidido seu futuro político. Renan passou o fim de semana debruçado sobre o texto do discurso em que está a renúncia definitiva e consultou vários senadores sobre como deveria ser abordada a questão do cargo que ocupou durante dois anos e meio até ser engolfado numa das maiores crises da história do Senado Federal.
O presidente está fora do cargo desde o dia 12 de outubro, e sua licença, teoricamente, iria até o fim de dezembro. Renan Calheiros ouviu a opinião de vários aliados sobre o pronunciamento a respeito da renúncia, especialmente do senador José Sarney (PMDB-AP). Andou sondando os colegas principalmente sobre o timing da renúncia. Indagou aos aliados qual seria o melhor momento para a leitura da renúncia: antes ou depois da votação que vai decidir pela cassação do mandato, como pede o relatório, ou pela absolvição. Até ontem à noite perdurava a indefinição. No Congresso é generalizada a sensação de que o plenário está pendendo para a absolvição.
Renan, ao abdicar do cargo, deve dizer que não leva mágoas de nenhum senador, que seu gesto é para fortalecer a instituição. E vai fazer um corte diferenciando o mandato outorgado pelos eleitores de Alagoas e a presidência do Congresso decidida pelos senadores. Quanto ao último, Renan Calheiros convenceu-se de que o ambiente político entre os senadores foi se decompondo até o ponto de inviabilizar seu retorno à presidência.
Renan Calheiros foi alvo de seis representações contra ele no Conselho de Ética do Senado. No primeiro e mais rumoroso caso foi absolvido por 40 votos, seis abstenções e 35 votos pró-cassação. A segunda denúncia foi arquivada e o terceiro processo será votado hoje dando os contornos do epílogo da novela Renan Calheiros, que dura há seis meses e nove dias.
Expectativa
A expectativa com a renúncia é tão grande que o líder dos tucanos fez uma cobrança pública sobre o processo sucessório. Pediu ao presidente em exercício, Tião Viana (PT-AC), que não marque para amanhã a sessão para eleger o novo presidente. O regimento prevê um prazo de cinco dias, e Arthur Virgílio pediu que este prazo seja respeitado para permitir as negociações políticas.
Corpo a corpo
A viúva do ex-senador Tarcisio Burity, baleado há 12 anos pelo ex-deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), vai hoje pessoalmente ao Supremo Tribunal Federal entregar uma carta aos ministros. Na correspondência, a professora Glauce Burity vai pedir justiça e um rápido posicionamento do STF sobre a continuidade ou não do processo contra Cunha Lima no Supremo. Cunha Lima, depois de uma década enrolando a Justiça, renunciou ao mandato de deputado federal para que o crime cometido por ele recomece do zero na primeira instância. O ministro Marco Aurélio de Melo está com o processo e prometeu devolvê-lo nos primeiros dias de dezembro.
Pressão total
Os partidos que fazem oposição ao governador Jaques Wagner (PT-BA) fecharam questão ontem em torno de uma CPI para apurar a tragédia da Fonte Nova. O desabamento de parte da arquibancada ruiu matando sete pessoas e ferindo outras 80. Com base na gravação do governador em que diz ter reformado a Fonte Nova é que a oposição busca a CPI. Como é minoria na Assembléia, o campo da batalha pode se transferir para Justiça, onde o Ministério Público prepara uma ação pesada contra Wagner.
Menos um voto
O senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC), que denunciou a tentativa de compra de seu voto pelo governo em troca da liberação de emendas, anunciou ontem que vai votar contra a prorrogação da CPMF. É o terceiro senador do governista PMDB a declarar voto contra. Ao descer da tribuna, Mesquita foi abordado pelo líder oposicionista, José Agripino Maia (DEM-RN): "Faltava um voto. Agora com você já temos 33 para derrubar a CPMF".
Compromisso
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) está desafiando os líderes do governo para dizerem qual a diretoria ele está pedindo nos Correios. Cristovam esclarece que o partido, e não ele, indicou um cargo de segundo escalão na ECT. "Meu compromisso foi com a educação. Se o acordo for rompido, eu não me candidato nunca mais. Estúpidos não podem ser candidatos", declara.
Liberou geral
Os dados do Siafi, informados pelo site dos Democratas na internet, mostram uma enxurrada de liberação de dinheiro público para atender emendas de parlamentares, às vésperas da votação da CPMF. Em novembro foram R$ 514 milhões, o que representa o dobro das verbas liberadas em outubro. Só na última semana foram liberados R$ 207 milhões. O maior beneficiário é o PMDB, com R$ 25 milhões.
Segundona
De Lula aos ministros, ontem, na ressaca do rebaixamento do Corinthians: "Hoje vocês podem falar de tudo, menos de futebol".
Fonte: JB ONline
O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já tem pronta a carta-renúncia que pretende ler durante a sessão de hoje e na qual será decidido seu futuro político. Renan passou o fim de semana debruçado sobre o texto do discurso em que está a renúncia definitiva e consultou vários senadores sobre como deveria ser abordada a questão do cargo que ocupou durante dois anos e meio até ser engolfado numa das maiores crises da história do Senado Federal.
O presidente está fora do cargo desde o dia 12 de outubro, e sua licença, teoricamente, iria até o fim de dezembro. Renan Calheiros ouviu a opinião de vários aliados sobre o pronunciamento a respeito da renúncia, especialmente do senador José Sarney (PMDB-AP). Andou sondando os colegas principalmente sobre o timing da renúncia. Indagou aos aliados qual seria o melhor momento para a leitura da renúncia: antes ou depois da votação que vai decidir pela cassação do mandato, como pede o relatório, ou pela absolvição. Até ontem à noite perdurava a indefinição. No Congresso é generalizada a sensação de que o plenário está pendendo para a absolvição.
Renan, ao abdicar do cargo, deve dizer que não leva mágoas de nenhum senador, que seu gesto é para fortalecer a instituição. E vai fazer um corte diferenciando o mandato outorgado pelos eleitores de Alagoas e a presidência do Congresso decidida pelos senadores. Quanto ao último, Renan Calheiros convenceu-se de que o ambiente político entre os senadores foi se decompondo até o ponto de inviabilizar seu retorno à presidência.
Renan Calheiros foi alvo de seis representações contra ele no Conselho de Ética do Senado. No primeiro e mais rumoroso caso foi absolvido por 40 votos, seis abstenções e 35 votos pró-cassação. A segunda denúncia foi arquivada e o terceiro processo será votado hoje dando os contornos do epílogo da novela Renan Calheiros, que dura há seis meses e nove dias.
Expectativa
A expectativa com a renúncia é tão grande que o líder dos tucanos fez uma cobrança pública sobre o processo sucessório. Pediu ao presidente em exercício, Tião Viana (PT-AC), que não marque para amanhã a sessão para eleger o novo presidente. O regimento prevê um prazo de cinco dias, e Arthur Virgílio pediu que este prazo seja respeitado para permitir as negociações políticas.
Corpo a corpo
A viúva do ex-senador Tarcisio Burity, baleado há 12 anos pelo ex-deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), vai hoje pessoalmente ao Supremo Tribunal Federal entregar uma carta aos ministros. Na correspondência, a professora Glauce Burity vai pedir justiça e um rápido posicionamento do STF sobre a continuidade ou não do processo contra Cunha Lima no Supremo. Cunha Lima, depois de uma década enrolando a Justiça, renunciou ao mandato de deputado federal para que o crime cometido por ele recomece do zero na primeira instância. O ministro Marco Aurélio de Melo está com o processo e prometeu devolvê-lo nos primeiros dias de dezembro.
Pressão total
Os partidos que fazem oposição ao governador Jaques Wagner (PT-BA) fecharam questão ontem em torno de uma CPI para apurar a tragédia da Fonte Nova. O desabamento de parte da arquibancada ruiu matando sete pessoas e ferindo outras 80. Com base na gravação do governador em que diz ter reformado a Fonte Nova é que a oposição busca a CPI. Como é minoria na Assembléia, o campo da batalha pode se transferir para Justiça, onde o Ministério Público prepara uma ação pesada contra Wagner.
Menos um voto
O senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC), que denunciou a tentativa de compra de seu voto pelo governo em troca da liberação de emendas, anunciou ontem que vai votar contra a prorrogação da CPMF. É o terceiro senador do governista PMDB a declarar voto contra. Ao descer da tribuna, Mesquita foi abordado pelo líder oposicionista, José Agripino Maia (DEM-RN): "Faltava um voto. Agora com você já temos 33 para derrubar a CPMF".
Compromisso
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) está desafiando os líderes do governo para dizerem qual a diretoria ele está pedindo nos Correios. Cristovam esclarece que o partido, e não ele, indicou um cargo de segundo escalão na ECT. "Meu compromisso foi com a educação. Se o acordo for rompido, eu não me candidato nunca mais. Estúpidos não podem ser candidatos", declara.
Liberou geral
Os dados do Siafi, informados pelo site dos Democratas na internet, mostram uma enxurrada de liberação de dinheiro público para atender emendas de parlamentares, às vésperas da votação da CPMF. Em novembro foram R$ 514 milhões, o que representa o dobro das verbas liberadas em outubro. Só na última semana foram liberados R$ 207 milhões. O maior beneficiário é o PMDB, com R$ 25 milhões.
Segundona
De Lula aos ministros, ontem, na ressaca do rebaixamento do Corinthians: "Hoje vocês podem falar de tudo, menos de futebol".
Fonte: JB ONline
Expectativa de vida do brasileiro agora é de 72 anos
A expectativa de vida do brasileiro cresceu 32,4%, ou seja, 17 anos, 8 meses e 1 dia, em um período de 46 anos, indo dos 54,6 anos, em 1960, para 72,3 anos, em 2006. Os dados fazem parte da Tábua de Mortalidade divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em média, anualmente, nesse período, houve um aumento de quatro meses e 18 dias, sendo de quatro meses para os homens e de cinco meses e sete dias para as mulheres. Em 2005, a esperança de vida era de 71,9 anos, sendo a masculina 68,2, e a feminina, 75,8.
A esperança de vida das mulheres teve a maior alta (35,7%), chegando 76,1 anos, contra 68,5 anos para os homens (28,9%), em 46 anos. Em relação a 1960, elas estão vivendo a mais, em média, 20 anos e 34 dias, e eles, 15 anos, 10 meses e 14 dias.
Alguns dos fatores que contribuíram para esta mudança foram a melhoria no acesso da população aos serviços de saúde, as campanhas de vacinação, o aumento da escolaridade, a prevenção de doenças e os avanços da medicina.
Em 2006, o Distrito Federal liderava, com a mais alta esperança de vida (75,1 anos), e Alagoas (66,4 anos), ocupava o último lugar. Em 1980, inicio das comparações regionais, estas colocações eram ocupadas por Rio Grande do Sul (67,8 anos) e Alagoas (55,7 anos), respectivamente.
Para os homens, a maior esperança de vida dos Estados é a em Santa Catarina (71,8 anos) e a menor, Alagoas (62,4 anos). No caso das mulheres, o Distrito Federal se destaca (78,9 anos), enquanto, novamente, Alagoas fica na base da lista com 70,4 anos.
A pesquisa do IBGE revela ainda que de cada 1 mil nascimentos, 24,9 crianças morrem. O que levou a queda de 64% na mortalidade infantil entre 1980 e 2006.
Ficaram com as maiores taxas de mortalidade infantil do país, Alagoas com 51,9‰ seguido pelo Maranhão com 40,7‰.
O Estado com a mais baixa taxa de mortalidade infantil era o Rio Grande do Sul (13,9‰), seguido por São Paulo (16‰), em 2006. O Ceará conseguiu a maior redução, no período estudado (72,4%), passando de 111,5‰ para 30,8‰. Alagoas e Maranhão continuam com as maiores taxas de mortalidade infantil do Brasil: 51,9‰ e 40,7‰, respectivamente.
Fonte: JB Online
A esperança de vida das mulheres teve a maior alta (35,7%), chegando 76,1 anos, contra 68,5 anos para os homens (28,9%), em 46 anos. Em relação a 1960, elas estão vivendo a mais, em média, 20 anos e 34 dias, e eles, 15 anos, 10 meses e 14 dias.
Alguns dos fatores que contribuíram para esta mudança foram a melhoria no acesso da população aos serviços de saúde, as campanhas de vacinação, o aumento da escolaridade, a prevenção de doenças e os avanços da medicina.
Em 2006, o Distrito Federal liderava, com a mais alta esperança de vida (75,1 anos), e Alagoas (66,4 anos), ocupava o último lugar. Em 1980, inicio das comparações regionais, estas colocações eram ocupadas por Rio Grande do Sul (67,8 anos) e Alagoas (55,7 anos), respectivamente.
Para os homens, a maior esperança de vida dos Estados é a em Santa Catarina (71,8 anos) e a menor, Alagoas (62,4 anos). No caso das mulheres, o Distrito Federal se destaca (78,9 anos), enquanto, novamente, Alagoas fica na base da lista com 70,4 anos.
A pesquisa do IBGE revela ainda que de cada 1 mil nascimentos, 24,9 crianças morrem. O que levou a queda de 64% na mortalidade infantil entre 1980 e 2006.
Ficaram com as maiores taxas de mortalidade infantil do país, Alagoas com 51,9‰ seguido pelo Maranhão com 40,7‰.
O Estado com a mais baixa taxa de mortalidade infantil era o Rio Grande do Sul (13,9‰), seguido por São Paulo (16‰), em 2006. O Ceará conseguiu a maior redução, no período estudado (72,4%), passando de 111,5‰ para 30,8‰. Alagoas e Maranhão continuam com as maiores taxas de mortalidade infantil do Brasil: 51,9‰ e 40,7‰, respectivamente.
Fonte: JB Online
CNJ manda apurar se houve omissão
Luiz Orlando Carneiro
BRASÍLIA. O corregedor nacional de Justiça, ministro César Asfor Rocha, determinou ontem a abertura de procedimento disciplinar (correição) para apurar se houve mesmo omissão da Justiça do Pará no caso da menor L., que ficou 26 dias presa, na cela da delegacia de Abaetetuba, no meio de 20 homens, e foi vítima de seguidos abusos sexuais.
O ministro Asfor Rocha, que integra do Conselho Nacional de Justiça, enviou ofícios ao presidente do Tribunal de Justiça e ao corregedor-geral de Justiça do Estado, nos quais dá um prazo de cinco dias para que informem quais as medidas adotadas "para aferir a regularidade da prestação jurisdicional da comarca de Abaetetuba".
O ministro cita notícias veiculadas na imprensa, segundo as quais em documento enviado à juíza Clarice Maria de Andrade, em 7 de novembro, o delegado Antonio Cunha, superintendente regional da Polícia Civil no Baixo Tocantins, pedia a transferência urgente da menina para o Centro de Recuperação Feminina, situado em Belém.
O procedimento disciplinar aberto pela Corregedoria Nacional de Justiça vai apurar "a eventual responsabilidade decorrente de omissão ou desídia de algum magistrado do Pará".
Para o ministro César Rocha, o caso da menor vítima de abusos sexuais na delegacia paraense é de extrema gravidade e reflete o "estado de penúria" no qual se encontra o sistema penitenciário brasileiro".
Fonte: JB Online
BRASÍLIA. O corregedor nacional de Justiça, ministro César Asfor Rocha, determinou ontem a abertura de procedimento disciplinar (correição) para apurar se houve mesmo omissão da Justiça do Pará no caso da menor L., que ficou 26 dias presa, na cela da delegacia de Abaetetuba, no meio de 20 homens, e foi vítima de seguidos abusos sexuais.
O ministro Asfor Rocha, que integra do Conselho Nacional de Justiça, enviou ofícios ao presidente do Tribunal de Justiça e ao corregedor-geral de Justiça do Estado, nos quais dá um prazo de cinco dias para que informem quais as medidas adotadas "para aferir a regularidade da prestação jurisdicional da comarca de Abaetetuba".
O ministro cita notícias veiculadas na imprensa, segundo as quais em documento enviado à juíza Clarice Maria de Andrade, em 7 de novembro, o delegado Antonio Cunha, superintendente regional da Polícia Civil no Baixo Tocantins, pedia a transferência urgente da menina para o Centro de Recuperação Feminina, situado em Belém.
O procedimento disciplinar aberto pela Corregedoria Nacional de Justiça vai apurar "a eventual responsabilidade decorrente de omissão ou desídia de algum magistrado do Pará".
Para o ministro César Rocha, o caso da menor vítima de abusos sexuais na delegacia paraense é de extrema gravidade e reflete o "estado de penúria" no qual se encontra o sistema penitenciário brasileiro".
Fonte: JB Online
DEM liga caso Renan à aprovação da CPMF
Leandro Mazzini
Brasília. A batalha da prorrogação da CPMF ganhou mais um capítulo ontem baseado em hipóteses e barganhas, e desta vez envolvendo o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente licenciado do Senado. Na véspera da votação em plenário do segundo pedido de cassação de Renan por quebra de decoro parlamentar, a oposição não perdeu a oportunidade ontem de ligar o caso à negociação do governo para aprovar a PEC. O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), acusou o PT de esboçar um conluio com o PMDB aproveitando a votação secreta. Para contar com o apoio da maioria da bancada peemedebista na CPMF, semana que vem em primeiro turno, os petistas votariam hoje contra a cassação do alagoano, sustentou Agripino.
- A sorte de Renan está nos seis votos de abstenção que o PT teve no primeiro processo - observa Agripino. - Se eles optarem pela cassação, Renan estará cassado, porque a oposição vai manter os 35. Se migrarem para a absolvição, fica claro o acordão do Palácio do Planalto com o PMDB pela aprovação da CPMF.
Em meio à polêmica, a maioria dos parlamentares evitou dar parecer. O senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, foi exceção. Aposta que Renan se livra, e sua tese corrobora a de Agripino.
- Acho impossível ele cair. Se já teve 46 votos antes, agora, com a CPMF na pauta, (os governistas) não vão querer abrir uma ferida.
Renan se comprometeu a renunciar ao cargo em troca da absolvição, num acordo de bastidores. Esperam que isso aconteça hoje, antes ou depois da votação, cuja sessão será aberta. No início da noite, porém, o Palácio do Planalto entrou no circuito e Renan deve esperar mais um pouco para anunciar a saída de cena. Há o receio de que o anúncio e o inevitável processo sucessório incite uma crise interna no PMDB pela vaga, embaralhe a pauta e atrapalhe a tramitação da CPMF.
- A questão de renunciar ou não ao cargo cabe a ele decidir - disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que insistiu em dissociar o caso Renan da CPMF. - A PEC é uma matéria que tramita independentemente do caso Renan.
São precisos 41 votos para que Renan perca o mandato. No primeiro processo, no qual foi absolvido, Renan foi julgado por suspeita de pagar pensão a uma ex-amante com dinheiro de um lobista de uma construtora. A oposição reuniu apenas 35 votos. Na votação de hoje, na qual o senador é acusado de comprar duas rádios e um jornal usando "laranjas" em Maceió. Agripino avalia o PT como o fiel da balança.
A grita de Agripino chegou aos ouvidos do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que declarou abstenção no primeiro processo. Houve, à época, especulações de que as seis abstenções tenriam sido de senadores petistas para ajudar Renan.
- Não é verdade que os seis votos foram do PT. O Mão Santa (PMDB-PI) declarou publicamente que se absteve - lembrou Mercadante. - No PT, cada um votará como quiser. Eu votarei pela cassação, porque considero que as provas testemunhais e documentais sustentam a acusação.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), também declarou voto.
- Não faço prognósticos. Mas meu voto, e digo isso para toda a nação, é pela cassação - disse Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado.
A nova denúncia da Veja, no fim de semana, de que Renan teria usado a Polícia do Senado para espionar adversários, vai ser investigada pelo corregedor da Casa, senador Romeu Tuma (DEM-SP), que se disse pego de surpresa com o caso.
- Não sei se haverá absolvição, mas é claro que a denúncia afeta a votação - avaliou Tuma, para depois ponderar. - Temos que separar as coisas. Não acredito que os senadores se deixem influenciar preliminarmente por denúncias.
Fonte: JB Online
Brasília. A batalha da prorrogação da CPMF ganhou mais um capítulo ontem baseado em hipóteses e barganhas, e desta vez envolvendo o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente licenciado do Senado. Na véspera da votação em plenário do segundo pedido de cassação de Renan por quebra de decoro parlamentar, a oposição não perdeu a oportunidade ontem de ligar o caso à negociação do governo para aprovar a PEC. O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), acusou o PT de esboçar um conluio com o PMDB aproveitando a votação secreta. Para contar com o apoio da maioria da bancada peemedebista na CPMF, semana que vem em primeiro turno, os petistas votariam hoje contra a cassação do alagoano, sustentou Agripino.
- A sorte de Renan está nos seis votos de abstenção que o PT teve no primeiro processo - observa Agripino. - Se eles optarem pela cassação, Renan estará cassado, porque a oposição vai manter os 35. Se migrarem para a absolvição, fica claro o acordão do Palácio do Planalto com o PMDB pela aprovação da CPMF.
Em meio à polêmica, a maioria dos parlamentares evitou dar parecer. O senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, foi exceção. Aposta que Renan se livra, e sua tese corrobora a de Agripino.
- Acho impossível ele cair. Se já teve 46 votos antes, agora, com a CPMF na pauta, (os governistas) não vão querer abrir uma ferida.
Renan se comprometeu a renunciar ao cargo em troca da absolvição, num acordo de bastidores. Esperam que isso aconteça hoje, antes ou depois da votação, cuja sessão será aberta. No início da noite, porém, o Palácio do Planalto entrou no circuito e Renan deve esperar mais um pouco para anunciar a saída de cena. Há o receio de que o anúncio e o inevitável processo sucessório incite uma crise interna no PMDB pela vaga, embaralhe a pauta e atrapalhe a tramitação da CPMF.
- A questão de renunciar ou não ao cargo cabe a ele decidir - disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que insistiu em dissociar o caso Renan da CPMF. - A PEC é uma matéria que tramita independentemente do caso Renan.
São precisos 41 votos para que Renan perca o mandato. No primeiro processo, no qual foi absolvido, Renan foi julgado por suspeita de pagar pensão a uma ex-amante com dinheiro de um lobista de uma construtora. A oposição reuniu apenas 35 votos. Na votação de hoje, na qual o senador é acusado de comprar duas rádios e um jornal usando "laranjas" em Maceió. Agripino avalia o PT como o fiel da balança.
A grita de Agripino chegou aos ouvidos do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que declarou abstenção no primeiro processo. Houve, à época, especulações de que as seis abstenções tenriam sido de senadores petistas para ajudar Renan.
- Não é verdade que os seis votos foram do PT. O Mão Santa (PMDB-PI) declarou publicamente que se absteve - lembrou Mercadante. - No PT, cada um votará como quiser. Eu votarei pela cassação, porque considero que as provas testemunhais e documentais sustentam a acusação.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), também declarou voto.
- Não faço prognósticos. Mas meu voto, e digo isso para toda a nação, é pela cassação - disse Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado.
A nova denúncia da Veja, no fim de semana, de que Renan teria usado a Polícia do Senado para espionar adversários, vai ser investigada pelo corregedor da Casa, senador Romeu Tuma (DEM-SP), que se disse pego de surpresa com o caso.
- Não sei se haverá absolvição, mas é claro que a denúncia afeta a votação - avaliou Tuma, para depois ponderar. - Temos que separar as coisas. Não acredito que os senadores se deixem influenciar preliminarmente por denúncias.
Fonte: JB Online
Três conclusões e uma contradição
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Sobre pesquisas de opinião, já se disse o diabo: elas provam tudo; elas não provam nada. Umas são sérias; outras, fajutas. Estas tentam esboçar as tendências populares. Aquelas são pagas, numa relação de causa e efeito onde o freguês tem sempre razão. A pesquisa do Datafolha, divulgada no fim de semana, é séria. Não foi faturada em favor de governos, partidos ou candidatos. Mas não prova tudo.
Três conclusões podem ser tiradas dos números colhidos: José Serra é o candidato tucano e teria grandes chances, se as eleições fossem hoje. O PT não tem candidato. Ciro Gomes parece a alternativa do presidente Lula, se conseguir convencer o PT da obrigação de buscar um não-companheiro para tentar não perder a eleição.
Agora, a contradição: 50% dos entrevistados julgam o governo Lula ótimo ou bom; para 35%, o governo Lula é regular, coisa que, somando, vai a um recorde de 85%, só igualado no final da administração de Itamar Franco. No entanto, 65% rejeitam o terceiro mandato.
Não apenas para o PT, mas para os partidos da base oficial, para o governo e para os grupos econômicos e sociais que se desenvolvem à sombra do Palácio do Planalto, a preservação do poder passa por uma única avenida, a do terceiro mandato. Porque Ciro Gomes, com todo o respeito, é inconfiável. Transita em faixa própria, independente e, além de tudo, tem pavio curto. Dispõe de todos os predicados para botar o PT para correr.
Sendo assim, o problema dos companheiros para evitar José Serra e a transmissão do governo para os tradicionais adversários é uma só: conciliar os 85% que se mostram mais do que satisfeitos com Lula e os 65% contrários não ao presidente, mas à tese da mudança das regras do jogo visando o terceiro mandato.
A frio, essa equação não se resolve. Só poderá ser aprovada no bojo de uma crise, natural ou fabricada. Como faltam três anos para as eleições, e como estamos no Brasil, impossível não será esse passe de prestidigitação. Basta esperar para ver. Sem esquecer o coro na convenção petista de domingo, em torno do nome do presidente Lula...
Sem bola de cristal
Em política, não funciona a bola de cristal. Prever o que vai acontecer daqui a quinze minutos é prematuro e perigoso. Apesar disso, tudo indica que Renan Calheiros escapará da cassação, hoje, no plenário do Senado. A sessão será aberta, televisionada para o País inteiro, apesar da votação secreta. É possível que nem todos os oradores previstos para se pronunciarem pela perda de mandato do representante das Alagoas votem contra ele.
Muitos fatores levam a essa hipótese. Para começar, a fragilidade da acusação de que Renan adquiriu duas emissoras de rádio e um jornal através de laranjas, em seu estado. O relator do processo concluiu pela existência de indícios, ou seja, sem provas. Pelo menos metade dos 81 senadores dedica-se à mesma prática, ou seja, controla veículos de comunicação, parte deles em proporção muito superior. A moda da punição pode pegar.
Acresce que o já agora ex-presidente do Senado tornou-se credor de muitos colegas, nos anos em que exerceu a função. Fez favores, ajudou gregos e troianos. Outro argumento: o governo manobrou para que as bancadas sob sua direção poupem o antigo aliado. Dificilmente algum senador do PT condenará Renan, apesar de alguns poderem simplesmente abster-se.
Por último: mesmo nas oposições, haverá quem se recuse a condenar o companheiro, numa espécie de corporativismo cautelar. A cassação deixaria a imagem do Senado pior do que a absolvição. De qualquer forma, não custa aguardar.
A revanche
Cada voto contra a prorrogação da CPMF que o presidente do PTB, Roberto Jefferson, conseguir garantir na bancada do partido, no Senado, estará carimbado de revanche. Contra o presidente Lula? Talvez não. O alvo continua sendo o deputado também cassado, José Dirceu.
Jefferson não perdoa o ex-companheiro, ironicamente seu parceiro de infortúnio na relação dos quarenta mensaleiros transformados em réus no processo que corre no Supremo Tribunal Federal. Derrotar o governo, para ele, será continuar lembrando que toda a lambança nasceu por conta e risco do ex-chefe da Casa Civil.
Teste final
O governo estará atento para o funcionamento dos aeroportos no período de festas e de férias escolares que agora se inicia. Caso as empresas aéreas agüentem o tranco e mantenham o tráfego em condições normais, 2008 poderá ser o ano de sua expansão e afirmação. Na hipótese inversa, de caos generalizado, atrasos, cancelamentos de vôos e confusão, ganhará espaço a tese da abertura a empresas estrangeiras do transporte aéreo entre nossas capitais.
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Sobre pesquisas de opinião, já se disse o diabo: elas provam tudo; elas não provam nada. Umas são sérias; outras, fajutas. Estas tentam esboçar as tendências populares. Aquelas são pagas, numa relação de causa e efeito onde o freguês tem sempre razão. A pesquisa do Datafolha, divulgada no fim de semana, é séria. Não foi faturada em favor de governos, partidos ou candidatos. Mas não prova tudo.
Três conclusões podem ser tiradas dos números colhidos: José Serra é o candidato tucano e teria grandes chances, se as eleições fossem hoje. O PT não tem candidato. Ciro Gomes parece a alternativa do presidente Lula, se conseguir convencer o PT da obrigação de buscar um não-companheiro para tentar não perder a eleição.
Agora, a contradição: 50% dos entrevistados julgam o governo Lula ótimo ou bom; para 35%, o governo Lula é regular, coisa que, somando, vai a um recorde de 85%, só igualado no final da administração de Itamar Franco. No entanto, 65% rejeitam o terceiro mandato.
Não apenas para o PT, mas para os partidos da base oficial, para o governo e para os grupos econômicos e sociais que se desenvolvem à sombra do Palácio do Planalto, a preservação do poder passa por uma única avenida, a do terceiro mandato. Porque Ciro Gomes, com todo o respeito, é inconfiável. Transita em faixa própria, independente e, além de tudo, tem pavio curto. Dispõe de todos os predicados para botar o PT para correr.
Sendo assim, o problema dos companheiros para evitar José Serra e a transmissão do governo para os tradicionais adversários é uma só: conciliar os 85% que se mostram mais do que satisfeitos com Lula e os 65% contrários não ao presidente, mas à tese da mudança das regras do jogo visando o terceiro mandato.
A frio, essa equação não se resolve. Só poderá ser aprovada no bojo de uma crise, natural ou fabricada. Como faltam três anos para as eleições, e como estamos no Brasil, impossível não será esse passe de prestidigitação. Basta esperar para ver. Sem esquecer o coro na convenção petista de domingo, em torno do nome do presidente Lula...
Sem bola de cristal
Em política, não funciona a bola de cristal. Prever o que vai acontecer daqui a quinze minutos é prematuro e perigoso. Apesar disso, tudo indica que Renan Calheiros escapará da cassação, hoje, no plenário do Senado. A sessão será aberta, televisionada para o País inteiro, apesar da votação secreta. É possível que nem todos os oradores previstos para se pronunciarem pela perda de mandato do representante das Alagoas votem contra ele.
Muitos fatores levam a essa hipótese. Para começar, a fragilidade da acusação de que Renan adquiriu duas emissoras de rádio e um jornal através de laranjas, em seu estado. O relator do processo concluiu pela existência de indícios, ou seja, sem provas. Pelo menos metade dos 81 senadores dedica-se à mesma prática, ou seja, controla veículos de comunicação, parte deles em proporção muito superior. A moda da punição pode pegar.
Acresce que o já agora ex-presidente do Senado tornou-se credor de muitos colegas, nos anos em que exerceu a função. Fez favores, ajudou gregos e troianos. Outro argumento: o governo manobrou para que as bancadas sob sua direção poupem o antigo aliado. Dificilmente algum senador do PT condenará Renan, apesar de alguns poderem simplesmente abster-se.
Por último: mesmo nas oposições, haverá quem se recuse a condenar o companheiro, numa espécie de corporativismo cautelar. A cassação deixaria a imagem do Senado pior do que a absolvição. De qualquer forma, não custa aguardar.
A revanche
Cada voto contra a prorrogação da CPMF que o presidente do PTB, Roberto Jefferson, conseguir garantir na bancada do partido, no Senado, estará carimbado de revanche. Contra o presidente Lula? Talvez não. O alvo continua sendo o deputado também cassado, José Dirceu.
Jefferson não perdoa o ex-companheiro, ironicamente seu parceiro de infortúnio na relação dos quarenta mensaleiros transformados em réus no processo que corre no Supremo Tribunal Federal. Derrotar o governo, para ele, será continuar lembrando que toda a lambança nasceu por conta e risco do ex-chefe da Casa Civil.
Teste final
O governo estará atento para o funcionamento dos aeroportos no período de festas e de férias escolares que agora se inicia. Caso as empresas aéreas agüentem o tranco e mantenham o tráfego em condições normais, 2008 poderá ser o ano de sua expansão e afirmação. Na hipótese inversa, de caos generalizado, atrasos, cancelamentos de vôos e confusão, ganhará espaço a tese da abertura a empresas estrangeiras do transporte aéreo entre nossas capitais.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Ricos: os que mais compram piratas
Pesquisa revela que nos últimos 12 meses um brasileiro da classe C adquiriu 5,6 produtos falsos, enquanto um da classe A adquiriu 52,3
A classe social que proporcionalmente mais alimenta o mercado de produtos falsificados é justamente a dos ricos, que teria condições financeiras para comprar artigos originais. Por causa das falsificações, o Brasil deixa de arrecadar R$ 20,2 bilhões por ano em impostos com a pirataria praticada em apenas três setores da economia: roupas, tênis e brinquedos.
As conclusões fazem parte de uma pesquisa divulgada ontem pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos. O levantamento ouviu 2.226 pessoas no Rio, em São Paulo, em Belo Horizonte e em Recife.
Conforme a pesquisa, praticamente a metade (49%) dos consumidores pertencentes à classe A admitiu que comprou pirataria, número inferior à média das classes B (63%), C (66%) e D/E (59%).
Mas, proporcionalmente, os mais ricos compram mais, devido ao poder aquisitivo mais alto. Enquanto um brasileiro da classe C adquiriu 5,6 brinquedos piratas nos últimos 12 meses, um consumidor da classe A adquiriu 52,3, quase dez vezes mais. No item roupas, os mais ricos compraram 17,9 peças ilegais por ano, contra 11 daqueles da classe C.
"A expectativa era que a classe A, tendo mais informações, maior conhecimento e consciência do problema social e econômico [gerado pela pirataria], fosse uma consumidora contida e multiplicadora do conceito de não comprar pirataria, mas não é o que ocorre", afirmou Solange Mata Machado, representante no Brasil da Câmara de Comércio dos Estados Unidos.
Outro ponto revelado pela pesquisa é que, das capitais estudadas, a única onde aumentou a pirataria foi o Rio de Janeiro. "Precisa haver consciência do consumidor do malefício que a pirataria faz para a economia do próprio estado", disse Solange, para quem o principal impulso de compra de produtos piratas ainda é o preço, em média 50% mais barato que o original.
De acordo com o levantamento, de cada dez brasileiros, sete compram produtos piratas. No Rio, de cada dez cariocas, oito admitem que adquirem produtos falsificados.
Para combater a pirataria, ela defende que é preciso endurecer a fiscalização e também oferecer produtos originais mais baratos, por meio da redução dos impostos. Entre os locais prioritários de combate à pirataria estão os portos, por onde entram, segundo Solange, 80% dos produtos falsificados. "O importante é não deixar entrar no mercado. Depois que entra no varejo, a [dificuldade de] fiscalização é muito maior".
O secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, André Luiz Alves de Barcellos, também considera importante a repressão à oferta do produto falsificado, mas ressalta que só isso não basta: "Há necessidade da contenção da demanda [pelos consumidores], que se dá através de medidas econômicas e educativas".
Uma das iniciativas que Barcellos afirma ser fundamental para reprimir a pirataria é a aprovação, pelo Congresso, do projeto de lei 333/99, que há quase uma década tramita sem definição. Entre outras providências, a legislação aumenta as penas para os crimes contra a propriedade intelectual, que atualmente vão de quatro meses a um ano de prisão, para um mínimo de dois anos e o máximo de quatro anos de reclusão.
Os dados foram divulgados durante a reunião do Grupo Regional de Combate à Pirataria, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A íntegra da pesquisa pode ser acessada no site www.firjan.org.br. (Com Agência Brasil)
Receita destrói quase 2 mil t produtos piratas
BRASÍLIA - A Receita Federal do Brasil começou a destruir ontem 1.929 toneladas de mercadorias apreendidas, no valor de R$ 46,7 milhões. A data marca o Dia Nacional de Combate à Pirataria e à Biopirataria, instituído pela Lei 11.203/05. Os produtos não podem ser levados a leilão, doados a entidades sem fins lucrativos ou incorporados ao patrimônio público por estarem em desacordo com as normas que regulam o seu consumo ou utilização.
Foram destruídos cigarros, CDs e DVDs piratas, produtos falsificados (bolsas, brinquedos, óculos, relógios, isqueiros, tênis, bebidas, perfumes), máquinas para jogo de azar, pneus usados, cosméticos e preservativos. Além disso, foram inutilizados medicamentos e alimentos impróprios para consumo, agrotóxicos e venenos, entre outros produtos. As medidas são tomadas para evitar o potencial de risco à saúde, à segurança das pessoas e ao meio ambiente que essas mercadorias podem causar.
Esta é a segunda edição do Mutirão Nacional de Destruição de Mercadorias Apreendidas. O volume de destruição foi de mil toneladas maior que o registrado no primeiro evento, ocorrido em agosto deste ano. Com a ação de ontem, a quantidade de mercadorias destruídas pela Receita, de janeiro a novembro deste ano, passará de 6 mil toneladas. Em relação ao mesmo período de 2006, houve um aumento, em valores, de 100%.
Fonte: Tribuna da Imprensa
A classe social que proporcionalmente mais alimenta o mercado de produtos falsificados é justamente a dos ricos, que teria condições financeiras para comprar artigos originais. Por causa das falsificações, o Brasil deixa de arrecadar R$ 20,2 bilhões por ano em impostos com a pirataria praticada em apenas três setores da economia: roupas, tênis e brinquedos.
As conclusões fazem parte de uma pesquisa divulgada ontem pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos. O levantamento ouviu 2.226 pessoas no Rio, em São Paulo, em Belo Horizonte e em Recife.
Conforme a pesquisa, praticamente a metade (49%) dos consumidores pertencentes à classe A admitiu que comprou pirataria, número inferior à média das classes B (63%), C (66%) e D/E (59%).
Mas, proporcionalmente, os mais ricos compram mais, devido ao poder aquisitivo mais alto. Enquanto um brasileiro da classe C adquiriu 5,6 brinquedos piratas nos últimos 12 meses, um consumidor da classe A adquiriu 52,3, quase dez vezes mais. No item roupas, os mais ricos compraram 17,9 peças ilegais por ano, contra 11 daqueles da classe C.
"A expectativa era que a classe A, tendo mais informações, maior conhecimento e consciência do problema social e econômico [gerado pela pirataria], fosse uma consumidora contida e multiplicadora do conceito de não comprar pirataria, mas não é o que ocorre", afirmou Solange Mata Machado, representante no Brasil da Câmara de Comércio dos Estados Unidos.
Outro ponto revelado pela pesquisa é que, das capitais estudadas, a única onde aumentou a pirataria foi o Rio de Janeiro. "Precisa haver consciência do consumidor do malefício que a pirataria faz para a economia do próprio estado", disse Solange, para quem o principal impulso de compra de produtos piratas ainda é o preço, em média 50% mais barato que o original.
De acordo com o levantamento, de cada dez brasileiros, sete compram produtos piratas. No Rio, de cada dez cariocas, oito admitem que adquirem produtos falsificados.
Para combater a pirataria, ela defende que é preciso endurecer a fiscalização e também oferecer produtos originais mais baratos, por meio da redução dos impostos. Entre os locais prioritários de combate à pirataria estão os portos, por onde entram, segundo Solange, 80% dos produtos falsificados. "O importante é não deixar entrar no mercado. Depois que entra no varejo, a [dificuldade de] fiscalização é muito maior".
O secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, André Luiz Alves de Barcellos, também considera importante a repressão à oferta do produto falsificado, mas ressalta que só isso não basta: "Há necessidade da contenção da demanda [pelos consumidores], que se dá através de medidas econômicas e educativas".
Uma das iniciativas que Barcellos afirma ser fundamental para reprimir a pirataria é a aprovação, pelo Congresso, do projeto de lei 333/99, que há quase uma década tramita sem definição. Entre outras providências, a legislação aumenta as penas para os crimes contra a propriedade intelectual, que atualmente vão de quatro meses a um ano de prisão, para um mínimo de dois anos e o máximo de quatro anos de reclusão.
Os dados foram divulgados durante a reunião do Grupo Regional de Combate à Pirataria, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A íntegra da pesquisa pode ser acessada no site www.firjan.org.br. (Com Agência Brasil)
Receita destrói quase 2 mil t produtos piratas
BRASÍLIA - A Receita Federal do Brasil começou a destruir ontem 1.929 toneladas de mercadorias apreendidas, no valor de R$ 46,7 milhões. A data marca o Dia Nacional de Combate à Pirataria e à Biopirataria, instituído pela Lei 11.203/05. Os produtos não podem ser levados a leilão, doados a entidades sem fins lucrativos ou incorporados ao patrimônio público por estarem em desacordo com as normas que regulam o seu consumo ou utilização.
Foram destruídos cigarros, CDs e DVDs piratas, produtos falsificados (bolsas, brinquedos, óculos, relógios, isqueiros, tênis, bebidas, perfumes), máquinas para jogo de azar, pneus usados, cosméticos e preservativos. Além disso, foram inutilizados medicamentos e alimentos impróprios para consumo, agrotóxicos e venenos, entre outros produtos. As medidas são tomadas para evitar o potencial de risco à saúde, à segurança das pessoas e ao meio ambiente que essas mercadorias podem causar.
Esta é a segunda edição do Mutirão Nacional de Destruição de Mercadorias Apreendidas. O volume de destruição foi de mil toneladas maior que o registrado no primeiro evento, ocorrido em agosto deste ano. Com a ação de ontem, a quantidade de mercadorias destruídas pela Receita, de janeiro a novembro deste ano, passará de 6 mil toneladas. Em relação ao mesmo período de 2006, houve um aumento, em valores, de 100%.
Fonte: Tribuna da Imprensa
TSE contabiliza 1.793 pedidos para reaver mandatos de inféis
SÃO PAULO - A Justiça Eleitoral contabilizava, até ontem, 1.793 pedidos de partidos para obter de volta os mandatos de políticos infiéis. Esse número pode ser ainda maior, pois nem todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) concluíram as autuações dos processos ajuizados até o dia 29, quando venceu o prazo para o encaminhamento dos pedidos.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), muitos processos foram protocolados de última hora pelas legendas. Tribunais regionais de nove estados ainda contabilizam as solicitações. A corrida dos partidos para reaver o mandato de vereadores, deputados, senadores, prefeitos e governadores se deve à resolução 22.610 do TSE, de 30 de outubro, que definiu as condições para a perda do cargo eletivo para quem trocou de partido.
No caso de deputados e vereadores, foi decidido que a data-limite para o troca-troca é 27 de março. Para senador, governador, prefeito e presidente da República, o prazo é 16 de outubro. A perda de mandato só não será aplicada em caso de fusão de partido, criação de nova legenda, mudança de programa partidário ou discriminação pessoal.
Segundo balanço do TSE, São Paulo registrou até agora o maior número de pedidos de devolução de mandato, 304. Na seqüência vêm Minas Gerais (289) e Bahia (203). A maioria dos pedidos tem vereadores como alvo. Deputados federais e senadores acionados são minoria - sete apenas.
O PPS lidera a lista de legendas que pedem na Justiça mandatos de parlamentares infiéis, com 202 processos. O DEM apresentou, até agora, 179 e o PSDB, 157. Desde sexta-feira está aberto o prazo para que suplentes, vices e o Ministério Público requeiram à Justiça os cargos de infiéis.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), muitos processos foram protocolados de última hora pelas legendas. Tribunais regionais de nove estados ainda contabilizam as solicitações. A corrida dos partidos para reaver o mandato de vereadores, deputados, senadores, prefeitos e governadores se deve à resolução 22.610 do TSE, de 30 de outubro, que definiu as condições para a perda do cargo eletivo para quem trocou de partido.
No caso de deputados e vereadores, foi decidido que a data-limite para o troca-troca é 27 de março. Para senador, governador, prefeito e presidente da República, o prazo é 16 de outubro. A perda de mandato só não será aplicada em caso de fusão de partido, criação de nova legenda, mudança de programa partidário ou discriminação pessoal.
Segundo balanço do TSE, São Paulo registrou até agora o maior número de pedidos de devolução de mandato, 304. Na seqüência vêm Minas Gerais (289) e Bahia (203). A maioria dos pedidos tem vereadores como alvo. Deputados federais e senadores acionados são minoria - sete apenas.
O PPS lidera a lista de legendas que pedem na Justiça mandatos de parlamentares infiéis, com 202 processos. O DEM apresentou, até agora, 179 e o PSDB, 157. Desde sexta-feira está aberto o prazo para que suplentes, vices e o Ministério Público requeiram à Justiça os cargos de infiéis.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Aliados prevêem absolvição de Renan
Plenário do Senado vota hoje parecer que recomenda cassação do mandato de senador
BRASÍLIA - Pela segunda vez em dois meses e meio, o pedido de cassação do mandato do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por quebra de decoro parlamentar, será votado no plenário. Na sessão, com início às 15 horas de hoje, os senadores vão opinar se concordam ou não com o parecer do relator do Conselho de Ética, senador Jefferson Péres (PDT-AM), que apresentou sete indícios sobre o seu envolvimento na compra, em nome de laranjas, de duas emissoras de rádio e um jornal diário, em Alagoas, em sociedade com o usineiro João Lyra.
É a terceira das seis representações apresentadas contra ele. Duas delas foram arquivadas. As demais ainda não foram examinadas. O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), acredita que a última denúncia contra o peemedebista - de que teria utilizado um agente da Polícia do Senado para investigar o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), adversário de Renan, pode estimular votos contra ele.
Mas não a ponto de resultar na sua cassação, "porque diminuiu a pressão que havia antes dele se afastar da presidência". Já os senadores ligados a Renan prevêem que ele será inocentado por 46 votos, 40 dos colegas que votaram a ser favor em setembro, na denúncia de que teria contas pessoas pagas pela empreiteira Mendes Júnior, mais os dos 6 senadores que se abstiveram.
Desta lista de abstenção, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) foi o único que anunciou a decisão de apoiar a cassação de Renan. Ele alega que o parecer de Péres é "consistente". Já a maioria da bancada dos petistas, deve repetir o voto a favor de Renan, que também terá votos da oposição.
A renúncia de Renan Calheiros da presidência - da qual está licenciado desde o dia 11 de outubro - voltou a ser dada como certa por parlamentares do grupo do senador José Sarney (PMDB-AP). O mesmo procedimento foi adotado nas vésperas do seu primeiro julgamento.
Desta vez, eles afirmam que o afastamento seria formalizado hoje de manhã, como forma de reforçar o quorum da absolvição. Assessores de Renan descartam a idéia, alegando que a iniciativa prejudicaria a ele próprio, além de contrariar o pedido do Palácio do Planalto, para que ele não faça nada que possa deslanchar o processo de sucessão na presidência e com isso atrapalhar a votação da CPMF.
Outro argumento é o de que, no longo discurso que fará hoje para se defender, Renan não fala em renunciar já ao cargo. Avalizado pelo seu advogado José Fragoso, o pronunciamento terá um tom conciliador. As agressões e críticas serão dirigidas ao usineiro João Lyra, que denunciou a sociedade em nome de testas-de-ferro.
O presidente licenciado vai dizer que não possui nenhuma empresa de comunicação e que teria apenas ajudado Renan Calheiros Filho, o Renanzinho, a adquirir cotas da rádio que no final da transação aparece em seu nome. O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), chamou de "doloroso" o processo contra Renan. "Foi doloroso para a Casa, para ele próprio e seus amigos", alega.
Ele diz esperar que tudo se resolva hoje "para que possamos começar o ano sem a espada na cabeça de todos", compara, se referindo à crise que tomou contra do Senado no período em que se sucediam denúncias de que Renan usaria a máquina da Casa para se defender.
No seu parecer, aprovado no Conselho de Ética por 11 votos a 3, o relator Jefferson Péres afirma que "o conjunto tão forte de indícios (contra Renan) bem vale como uma prova". "Parece-nos forçoso, pois, concluir pela procedência de tão graves denúncias, já que corroboradas por um lamentável conjunto de evidências constrangedoras para esta Casa Legislativa".
Viana diz confiar na integridade da Polícia Legislativa
SÃO PAULO - O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), declarou ontem que, pessoalmente, acredita na integridade moral da Polícia Legislativa. A opinião foi manifestada em relação à matéria publicada no último fim de semana pela revista "Veja", que, entre outras coisas, acusou "alguém ligado à polícia do Senado" de ter procurado um escritório de detetives em Brasília para espionar o senador Marconi Perillo (PSDB-GO).
"Essa é uma polícia que tem a norma constitucional como manto das suas obrigações, das suas funções. Não seria nem um pouco inteligente, muito menos possível, imaginar que a polícia do Senado sairia de suas atribuições constitucionais para criar um caminho de arapongagem, contra a vida de um senador", afirmou.
"Por que razão alguém escolheria o senador Marconi Perillo para investigar? Por que não escolheria os 81 senadores? Por que escolher algum senador?", questionou. Logo que a revista chegou às bancas, a Secretaria de Polícia Legislativa providenciou a abertura de investigação para apurar a denúncia.
Também emitiu nota negando qualquer iniciativa de espionagem contra parlamentar. De acordo com a revista semanal, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), pediu à Polícia Federal (PF) que instaure inquérito para apurar possível caso de espionagem. O presidente interino do Senado disse que nada ficará sem explicação.
"Essas questões têm de ser tratadas de maneira muito elevada. Eu acho que o senador Romeu Tuma (corregedor do Senado) deve explicações à Presidência sobre se ele pediu ou não abertura de inquérito (a esse respeito) à Policia Federal. Essa questão deve ser tratada primeiro no âmbito do Senado. E nós não podemos deixar qualquer senador com dúvida a respeito de haver ou não algum movimento conspiratório contra ele. Enquanto o Senado for um instituição com responsabilidade, com ética, com elevação moral, ele não deve permitir qualquer dúvida sobre a tranqüilidade e a paz que devem nortear a função e a atividade de cada senador", discursou.
Questionado se acha a denúncia inverossímil, Viana disse que não vai fazer juízo de valor sobre a denúncia. "Eu prefiro dizer que eu acredito na autoridade moral, na responsabilidade institucional do Senado e na polícia do Senado", considerou. "Agora, ao confiar nessa polícia, eu fico mais tranqüilo ainda pela atitude que teve o diretor da polícia do Senado em abrir inquérito imediatamente para investigar de onde saiu tal assunto e por que caminhos esse assunto chegou até um meio de comunicação. Porque isso é muito importante ser esclarecido".
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Pela segunda vez em dois meses e meio, o pedido de cassação do mandato do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por quebra de decoro parlamentar, será votado no plenário. Na sessão, com início às 15 horas de hoje, os senadores vão opinar se concordam ou não com o parecer do relator do Conselho de Ética, senador Jefferson Péres (PDT-AM), que apresentou sete indícios sobre o seu envolvimento na compra, em nome de laranjas, de duas emissoras de rádio e um jornal diário, em Alagoas, em sociedade com o usineiro João Lyra.
É a terceira das seis representações apresentadas contra ele. Duas delas foram arquivadas. As demais ainda não foram examinadas. O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), acredita que a última denúncia contra o peemedebista - de que teria utilizado um agente da Polícia do Senado para investigar o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), adversário de Renan, pode estimular votos contra ele.
Mas não a ponto de resultar na sua cassação, "porque diminuiu a pressão que havia antes dele se afastar da presidência". Já os senadores ligados a Renan prevêem que ele será inocentado por 46 votos, 40 dos colegas que votaram a ser favor em setembro, na denúncia de que teria contas pessoas pagas pela empreiteira Mendes Júnior, mais os dos 6 senadores que se abstiveram.
Desta lista de abstenção, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) foi o único que anunciou a decisão de apoiar a cassação de Renan. Ele alega que o parecer de Péres é "consistente". Já a maioria da bancada dos petistas, deve repetir o voto a favor de Renan, que também terá votos da oposição.
A renúncia de Renan Calheiros da presidência - da qual está licenciado desde o dia 11 de outubro - voltou a ser dada como certa por parlamentares do grupo do senador José Sarney (PMDB-AP). O mesmo procedimento foi adotado nas vésperas do seu primeiro julgamento.
Desta vez, eles afirmam que o afastamento seria formalizado hoje de manhã, como forma de reforçar o quorum da absolvição. Assessores de Renan descartam a idéia, alegando que a iniciativa prejudicaria a ele próprio, além de contrariar o pedido do Palácio do Planalto, para que ele não faça nada que possa deslanchar o processo de sucessão na presidência e com isso atrapalhar a votação da CPMF.
Outro argumento é o de que, no longo discurso que fará hoje para se defender, Renan não fala em renunciar já ao cargo. Avalizado pelo seu advogado José Fragoso, o pronunciamento terá um tom conciliador. As agressões e críticas serão dirigidas ao usineiro João Lyra, que denunciou a sociedade em nome de testas-de-ferro.
O presidente licenciado vai dizer que não possui nenhuma empresa de comunicação e que teria apenas ajudado Renan Calheiros Filho, o Renanzinho, a adquirir cotas da rádio que no final da transação aparece em seu nome. O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), chamou de "doloroso" o processo contra Renan. "Foi doloroso para a Casa, para ele próprio e seus amigos", alega.
Ele diz esperar que tudo se resolva hoje "para que possamos começar o ano sem a espada na cabeça de todos", compara, se referindo à crise que tomou contra do Senado no período em que se sucediam denúncias de que Renan usaria a máquina da Casa para se defender.
No seu parecer, aprovado no Conselho de Ética por 11 votos a 3, o relator Jefferson Péres afirma que "o conjunto tão forte de indícios (contra Renan) bem vale como uma prova". "Parece-nos forçoso, pois, concluir pela procedência de tão graves denúncias, já que corroboradas por um lamentável conjunto de evidências constrangedoras para esta Casa Legislativa".
Viana diz confiar na integridade da Polícia Legislativa
SÃO PAULO - O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), declarou ontem que, pessoalmente, acredita na integridade moral da Polícia Legislativa. A opinião foi manifestada em relação à matéria publicada no último fim de semana pela revista "Veja", que, entre outras coisas, acusou "alguém ligado à polícia do Senado" de ter procurado um escritório de detetives em Brasília para espionar o senador Marconi Perillo (PSDB-GO).
"Essa é uma polícia que tem a norma constitucional como manto das suas obrigações, das suas funções. Não seria nem um pouco inteligente, muito menos possível, imaginar que a polícia do Senado sairia de suas atribuições constitucionais para criar um caminho de arapongagem, contra a vida de um senador", afirmou.
"Por que razão alguém escolheria o senador Marconi Perillo para investigar? Por que não escolheria os 81 senadores? Por que escolher algum senador?", questionou. Logo que a revista chegou às bancas, a Secretaria de Polícia Legislativa providenciou a abertura de investigação para apurar a denúncia.
Também emitiu nota negando qualquer iniciativa de espionagem contra parlamentar. De acordo com a revista semanal, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), pediu à Polícia Federal (PF) que instaure inquérito para apurar possível caso de espionagem. O presidente interino do Senado disse que nada ficará sem explicação.
"Essas questões têm de ser tratadas de maneira muito elevada. Eu acho que o senador Romeu Tuma (corregedor do Senado) deve explicações à Presidência sobre se ele pediu ou não abertura de inquérito (a esse respeito) à Policia Federal. Essa questão deve ser tratada primeiro no âmbito do Senado. E nós não podemos deixar qualquer senador com dúvida a respeito de haver ou não algum movimento conspiratório contra ele. Enquanto o Senado for um instituição com responsabilidade, com ética, com elevação moral, ele não deve permitir qualquer dúvida sobre a tranqüilidade e a paz que devem nortear a função e a atividade de cada senador", discursou.
Questionado se acha a denúncia inverossímil, Viana disse que não vai fazer juízo de valor sobre a denúncia. "Eu prefiro dizer que eu acredito na autoridade moral, na responsabilidade institucional do Senado e na polícia do Senado", considerou. "Agora, ao confiar nessa polícia, eu fico mais tranqüilo ainda pela atitude que teve o diretor da polícia do Senado em abrir inquérito imediatamente para investigar de onde saiu tal assunto e por que caminhos esse assunto chegou até um meio de comunicação. Porque isso é muito importante ser esclarecido".
Fonte: Tribuna da Imprensa
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