quarta-feira, maio 17, 2006

A polícia bate forte

Por: Ferrez

Esse é o trabalho da polícia de São Paulo?
[...] "Esta semana, rua Grisson, uma das mais tradicionais da Zona Sul, é lá que acontece a famosa quermesse da Grisson. O nome de uma menina que estava lá às quatro da manhã do lado de fora da sua casa, com dois amigos, Cristiane dos Santos. Uma tático entra na rua, com os faróis apagados. Um dos amigos de Cristiane (o garoto portava maconha) fica apavorado, resolve correr. A tatico encosta. Cinco policiais descem. - Por que aquele lixo correu? - Não sei não senhor - responde Cristiane respeitando a maior lei da favela, o silêncio. A cena a seguir devia ser fruto da minha imaginação, mas nem Stephen King conseguiria tal nível de perversidade. Ela e seu amigo são espancados que nem gente grande, ela cai ao chão quando leva um murro na orelha e é chutada na barriga, seios e rosto até desmaiar; o menino, depois de vários socos, leva uma colocada na bacia e, antes de notar que dois dos cinco policiais estão com três armas cada, cai ao chão. Ele chora com medo de eles colocarem uma arma em sua mão; ela desmaiada, não chora nem vê nada. O chefe do bando, que tem uma pistola no lado direito da cinta e um 38 do lado esquerdo e ainda segura uma outra pistola com a mão direita, sugerindo que tem problemas familiares, diz: - Tá vendo, é muito azar de vocês, logo hoje que eu já saí bonzinho de casa! Cristiane ficou 3 dias internada, ela tem 2 filhos e ficou desempregada há uma semana, tanto que seu convênio ainda cobria a internação (devido ao aviso prévio). Ninguém vai denunciar os policiais, ninguém vai garantir a vida dos denunciantes, já que não teriam pra onde ir depois da denúncia. A única vez que eles foram vingados foi neste texto. Esse é o trabalho da polícia de São Paulo? [...] Ferréz, A polícia bate forte, Revista Caros Amigos, Maio/2006

São Paulo e o Acordo

Por: Felipe CamarAzevedo

Muitas pessoas se perguntam s foi feito acordo, mas a pergunta não é essa: o acordo está implícito.
Muitas pessoas estão se perguntando se foi feito ou não um acordo para acabar com os ataques que ocorreram nesses últimos dias. Jura o governador que não, embora haja evidências do contrário. Mas não é esta a questão, a pergunta que pretendem responder não é se há acordo, mas se há contrato. O acordo está implícito. Durante esses dias a polícia cercou pontos de tráfico conhecidos, o que certamente não foi muito bom para os traficantes. O acordo, "assinado" ou não, é o óbvio: a polícia vai liberar estes pontos tão logo esteja certo que nada mais acontecerá. Daí é q a gente se pergunta: afinal, se a polícia conhece esses pontos e é esse o trabalho dela por que precisa que aconteça alguma tragédia para agir? Todos sabem que funciona fazer cerco às bocas, foi o que o exército fez até que lhe fossem devolvidas suas armas, e o que a polícia sempre faz para retaliar os bandidos... O exército entende-se que tenha liberado, afinal não é sua função combater o tráfico ou a criminalidade, mas e a polícia, qual é a desculpa? E ainda aproveitaram para nos enfiar goela abaixo toda uma compaixão forçada pelos policiais mortos. É realmente triste que eles, enquanto pessoas, tenham morrido – mas acho que vamos esperar a polícia ser útil para chorar suas mortes. -- Felipe CamarAzevedo Correspondente, direto do Iraque.
Email:: camarazevedo@gmail.com URL:: http://www.geocities.com/camarazevedo

A bola de neve da violência

Por: Fenikso Nigra

Nos entendemos, como anarquistas que estados policiais e altos investimentos na segurança pública somente aumentarão a exploração e a opressão, já que a intolerância se torna um imperativo. Distribuição da riqueza e fim da exploração pois sem justiça não há paz!
A bola de neve de violência (últimos acontecimentos paulistas) A situação de insegurança é agravada pelas recentes ações dos criminosos. Mas isso não é uma novidade e não será a última onda de violência que presenciaremos. Lembramos que a violência é uma constante dentro de um regime injusto e desigual como o é o capitalismo e seu liberalismo decorrente e não se deve esperar outra coisa, uma vez que todos os fatores sociais indicam claramente o aumento da violência. Acentuado a diferença entre a classe exploradora e a nossa classe explorada, é evidente que muitos não são pacíficos cordeiros, esperando o abate. Uma minoria é instintivamente lutadora e usará quaisquer recursos que conseguirem para atingir seus objetivos, mas grande parte desses indivíduos em nada contribuem para o fim da exploração e opressão de nossa classe, pelo contrário, eles são importantes gerenciadores do sistema capitalista, pois não há nada mais capitalista que a indústria das drogas (o tráfico) e das armas, justificando o uso da repressão policial e do aumento dos gastos de segurança. Temos outros grandes bandidos, por exemplo, os banqueiros. Os lucros do Banco do Brasil neste trimestre foram de 143% acima do ano passado, isto é, de R$ 2.300.000.000,00. Aliás, na semana passada o Banco Itaú divulgou que seu lucro no primeiro trimestre de 2006 foi de R$ 1.700.000.000,00. É por isto que a violência aumenta. O lucro de um, sempre e necessariamente é o prejuízo e roubo de outro. Precisamos lutar e acabar com esta lógica perversa do capitalismo. Temos que acabar com o capitalismo, para assim evitar a volta do fascismo e de sua bandidagem. Se a polícia é a mantenedora da ordem e lei, ela é o alvo mais visível e claro para todos que querem mudar de vida, como no caso dos criminosos que reivindicam sua parcela de exploração e opressão, monopólio da policia e das forças armadas. Os criminosos são uma das faces da moeda do capitalismo e não Hobin Hoods a favor de nossa classe. É preciso que fique claro que nossa emancipação é nosso próprio fruto e não está nem nas mãos do Estado e seus militares e muito menos de grupos de criminosos que visam ascender economicamente, desprezando toda sociedade, moldados no capitalismo, seu criador. Há também, uma industria de prisões, que consome milhões de reais do governo com licitações de compra de comida, colchões, equipamentos de segurança, construções de novas unidades e etc. No fundo, essa onda de violência ainda via gerar lucro para os capitalistas do Estado e para os criminosos. Dentro deste quadro que tendera a aumentar, uma vez que as políticas sociais estão aquém da demanda da população, os governos aumentarão seu recurso o que seria bom, se não fosse um pequeno detalhe, na área de segurança pública, e não nas necessidades básicas da população, e esta bola de neve da violência aumentara até um estado de sitio ou uma ditadura fascista. Nos entendemos, como anarquistas que estados policiais e altos investimentos na segurança pública somente aumentarão a exploração e a opressão, já que a intolerância se torna um imperativo. Sempre propusemos e proporemos o fim da violência através da abolição da riqueza e a sua distribuição a todos, e assim separando de fato os marginais que são os políticos, as forças de repressão (policia e forças armadas), os banqueiros, os patrões, os traficantes, os seqüestradores, as chefias e todos aqueles que querem paz no meio da guerra de classes vivenciada. Sabemos quem são os marginais, infelizmente pessoas de ambos os lados, ambiciosas, corruptas, avarentas, competitivas e gananciosas, que não se contentam com pouco. E com a presença destes indivíduos, não haverá paz de ninguém.
Email:: feniksonigra@yahoo.com.br URL:: http://geocities.yahoo.com.br/feniksonigra


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[SP]Guerra contra quem?

Por: Fred Gorski

Florianópolis, 17 de maio de 2006
Guerra contra quem? Recebo em minha caixa de e-mails o informativo periódico do Le Monde Diplomatique, intitulado Vidas e Mortes do Terceiro Mundo, procuro ávido alguma coisa sobre São Paulo – li no sítio da Folha, quase pasmo, a entrevista de um sociólogo francês, uma das poucas palavras bem colocadas sobre a “guerra civil” de São Paulo. Nada. Apenas um artigo que pergunta “C´était quoi, le tiers-monde? (O que é isso, o terceiro mundo?)”. Nada sobre São Paulo. Estou sem paciência para ler. No sítio da Folha de São Paulo, leio a notícia de que moradores da periferia de São Paulo denunciam a morte de um inocente pela polícia. Agora sim, está deflagrada a guerra civil, penso. Nos últimos dias, tenho procurado na internet tudo que posso encontrar sobre os ataques do PCC contra a polícia de São Paulo, perplexo pela falta de reflexões que consigam ir além do que há de superficial na questão: falhas no sistema judiciário, incompetência do governo federal (?!) e incompetência do governo estadual. Gilberto Dimenstein escreve “Policiais morrem, mas o alvo somos nós”. Manchete do Terra “Depoimento de diretor do DEIC foi vendido ao PCC”. Chamada da Veja On-line “A guerra em São Paulo”. E, se a vida carece de risadas, Mídia Sem Máscara “Carandiru Cover”, por Daniel Sant´anna, convocando a volta de Ubiratan, o comandante do massacre do Carandiru. Em suma, notícias e artigos que apelam para o medo, mais do que para a reflexão; apelam para um Estado autoritário, acima de tudo. Ninguém até agora se perguntou quem são os 93 suspeitos, em que circunstâncias foram mortos – 40 dos quais ainda estão sem identificação. Ninguém destacou o fato de que, em 12 horas, a polícia matou mais gente do que o PCC matou policiais e que a polícia está, como sempre esteve, mas agora pior, retalhando contra as populações pobres da capital paulista, atirando indiscriminadamente e matando gente inocente. Pouca gente, quando toca na questão carcerária, lembra que as condições humanas nelas são insuportáveis. Ninguém, quando fala dos problemas legais e da polícia, replica uma declaração da polícia de São Paulo, nessa segunda, de que os 10 mil presos que tiveram liberação para visitar suas famílias durante o fim-de-semana eram suspeitos. 10 mil suspeitos, todos, além do mais, com atestado dos respectivos presídios, de que tinham bom comportamento e não participavam de “organizações criminosas”. 10 mil suspeitos é igual à população de uma favela do tamanho da Chico Mendes, em Florianópolis, onde, por sinal, como em São Paulo, a polícia mata e humilha sem que ninguém se pergunte por quê. Que nossa imprensa é mais realista que o rei, e que não perde a oportunidade de mostrar as garras fascistas, isso eu sabia há tempos. Mas, no caso de São Paulo, é alarmante. Foram raras e boas exceções, como as de Bob Fernandes (“Eles venceram”) e a da psicanalista Regina Fabrinni que reclamou do fechamento das escolas e universidades, dizendo que se vivia um caso de histeria coletiva. E não sem razão. Na segunda feira, durante o dia, as imagens de São Paulo mostravam um sem fim de gente nas ruas, sem transporte, em quanto outro incontável número de carros trancava-se em 195 km de engarrafamento. Até a polícia reclamou dos boatos, mas por outros motivos – colocada contra a parede pela imprensa, não quis admitir sua derrota inicial. O coronel Elizeu Éclair, comandante da PM-SP, parecia recém egresso da ditadura militar em sua coletiva de imprensa, na qual calou os repórteres sempre que um se atravessava com uma pergunta “inconveniente”. Quatorze dias depois do dia mundial da liberdade de imprensa, a própria preferiu engolir em seco, talvez em nome da Ordem. Mas aquela quantidade de gente saindo às ruas, dadas às circunstâncias, não estava mais vulnerável a possíveis ataques dos bandidos que, segundo todas as opiniões, atacavam a Sociedade quando atacavam a polícia? O site www.midiaindependente.org corrigiu-se logo de uma falha crassa. Havia saído com a manchete sensacionalista “Número de mortos em São Paulo supera o do Iraque”. De fato, o número de mortos foi superior, mas ocorre que, na guerra do tráfico, todo fim de semana, é bem possível que morra mais gente do que na comparação com o Iraque. Onde está, então, a diferença? O que há de novo nos eventos desse fim de semana? Ou melhor, nos eventos que se seguem (São Paulo enfrentou nova madrugada de ataques nesse dia 17 de maio). A diferença está em que a polícia esteve acuada em seus redutos e Higienópolis se sentiu ameaçada. De resto, para a população em geral, não muita coisa. Para as classes menos favorecidas, o pior recém vai começar. A instalação de uma histeria coletiva, com paralisações de atividades quando os alvos principais eram policiais (apenas 4 “civis” mortos, segundo a imprensa, mas lembremos que os “suspeitos” e os “criminosos”, mantém sua cidadania garantida pela constituição, mesmo que com alguns direitos suspensos) e patrimônios físicos (bancos e ônibus, dos quais a população era convidada a descer antes de serem incendiados), deve revelar outra coisa do que propriamente uma real ameaça a “Sociedade como um todo”. Recuso-me a pensar, como já vi por aí fazerem, que há algo de legítimo e revolucionário no tráfico. Reitero minha posição de sempre. Nem tudo o que vai contra o que se encaixa na “ordem estabelecida” é ação política. Uma ação política é consciente de seus princípios, de seus meios e de suas eventuais conseqüências e, se a ação do PCC é política, definitivamente não é de esquerda. Mas, como colocou a psicanalista Regina Fabbrini “há um clima de insatisfação, e sabemos todos que isso é uma coisa do crime organizado, muito bem organizado dentro e fora das cadeias, mas me pergunto se essa insatisfação dentro dos presídios não torna esses presos uma massa de manobra fácil. Porque não há como só os chefes provocarem toda essa revolta”. Na guerra entre a polícia e o tráfico, como revela São Paulo, não há santos, vai saber se por trás de tudo não estão os mesmos pequenos grupos de pessoas que sempre dominaram política e economicamente o país.
URL:: http://www.vendome.art.br

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O P.C.C. é um novo produto da Mídia?

Por: João Paulo de Athaíde

Discussão sobre os possiveis efeitos da manipulação midiática em relação aos seus novos produtos, como os supostos ataques do P.C.C em São Paulo, do último dia 15 deste mês. Esta tudo dominado?
O P.C.C. é um novo produto da Mídia? -
O P.C.C. é um novo produto da Mídia? Ao perceber o “pânico” generalizado instaurado em nosso município, São Paulo, motivado por um boato amplamente divulgado pela mídia no dia 15/05, onde as principais mídias, impressas e eletrônicas, diziam ser, supostamente, “um toque de recolher” dado pelo Primeiro Comando da Capital – P.C.C. – recorri, imediatamente, ao livro Sobre a Televisão, de Pierre Bourdieu, para tentar separar os fatos reais da influência da mídia e, portanto, amenizar os efeitos desse pânico em mim, que tomou conta dos munícipes nesse dia. Com isso, acompanhei diariamente os noticiários das principais agências de noticias da Internet, que com suas frases sensacionalistas, descreviam o que poderia se tornar a “guerra entre o bem e o mal”, instaurada em meio ao noticiário, que ora veiculava matérias sobre membros da família de um determinado policial, chorando enquanto o mesmo era enterrado e, ora, veiculava outras matérias sobre alguns líderes desta facção, que apareciam, numa veiculação manipulada, comandando as “ações terroristas” que transformariam, espetacularmente, nosso 15 de maio em um possível 11 de setembro. Assim, considerando nosso período eleitoral e, inserindo-o neste debate midiático, percebi o quanto o chamado P.C.C. é conhecido do chamado D.E.I.C e, mais, o quanto se tornou um produto da mídia para manipular a opinião desses cidadãos, através da violência simbólica estabelecida através da comunicação da mídia com esse público específico, com o intuito de manipular a opinião e, portanto, os resultados das próximas eleições, seja ela estadual ou federal, mantendo a hegemonia desse circulo fechado que manipula a construção social de uma determinada realidade, através de sensacionalismos, capaz de exercer efeitos sociais de mobilização (ou desmobilização). Numa última ressalva, gostaria de ressaltar os efeitos de um poderoso instrumento de criação da realidade, onde nossa sociedade caminha cada vez mais rumo a universos em que o mundo social é descrito – prescrito pela televisão (Bourdieu: 1997:29). E, mais, ressaltar a condição de árbitro da televisão em relação ao acesso a substâncias culturais determinantes à existência social e política, de um determinado indivíduo ou grupo social, onde, um dos efeitos poderá (e pode) ser a produção de uma espécie de jogo de espelhos, entre telespectador e televisão, que produz um efeito de barreira, de fechamento mental (Bourdieu: 1997:29). Portanto, ou assumimos uma posição ativa nesse jogo, de mobilização social, ou continuaremos sendo burros, muitos burros, demais. Como sempre, alias.

A doença do denuncismo

Por: Célio Martins (Gazeta do Povo)

A prática do bom jornalismo requer investigação. Nenhuma novidade nessa afirmação, mas parece que isso foi esquecido. Especificamente em reportagens sobre política, os meios de comunicação correm sério risco de virar instrumento de manobra dos políticos. Os jornais, as revistas, a tevê, o rádio e a internet têm obrigação de oferecer informações seguras, sob pena de perder a tão atacada credibilidade. Não vale o jornalismo declaratório, ou acusatório. Pior ainda é a reportagem com base em dossiês fajutos.
O que ficou do episódio de Daniel Dantas é que houve precipitação. Faltou prudência quando se decidiu divulgar uma denúncia sem ter as provas correspondentes. Dantas, agora, coloca em xeque os órgãos de imprensa que deram espaço para o tal dossiê. Caso não seja provado que exista o documento, a confiança no jornalismo ficará ainda mais abalada. E isso não é bom para a liberdade de imprensa, a sociedade e a democracia.

Agressão às normas éticas

Por: O Estado de S.Paulo

Raras vezes se terá visto em um país democrático um chefe de governo investir de forma tão contundente contra um órgão de imprensa, como fez o presidente Lula, ao tomar conhecimento da reportagem da revista Veja em que ele aparece como titular de uma suposta conta no exterior. Mas é compreensível a inusitada reação do presidente, chamando o autor da matéria de "bandido, mau-caráter, malfeitor, mentiroso" e repetindo três vezes que a revista "chegou ao limite".
É incontestável que a publicação da reportagem colide com a responsabilidade ética que deve nortear as decisões de todo veículo de comunicação que pretenda ser levado a sério - sobretudo quando é grande a sua audiência.
Segundo a Veja, o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity - que acusa o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares de haver sugerido que o grupo doasse entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões para contar com o governo na batalha pelo controle da Brasil Telecom -, teria montado um dossiê explosivo sobre membros da atual elite dirigente do País. Graças a um ex-agente da CIA, trabalhando para a empresa de espionagem Kroll Associates, Dantas disporia de dados sobre contas no estrangeiro do presidente Lula e das personagens mencionadas. Uma lista com nomes e valores, que teria sido produzida a mando do banqueiro, saiu na Veja.
Numa nota publicada ontem, Dantas nega ter encomendado investigações sobre qualquer autoridade ou que tenha entregue a quem quer que seja papéis "que serviram à matéria da revista", aos quais, de resto, nem teria tido acesso. Admite apenas ter falado a um colunista da Veja. Numa entrevista à Folha de S.Paulo, declarou que a revista "mente quando diz que tinha um compromisso comigo para preservar meu nome como fonte, caso essas contas fossem verdadeiras. Isso nunca existiu". Em entrevista ao Estado, o banqueiro soltou uma frase sibilina sobre as suas atribulações: "Se antes eu tinha acesso à cena, passei a enxergar os bastidores, que não posso comentar."
Também a Veja, depois do veemente protesto do presidente, emitiu uma nota. Nela, sustenta que o material foi publicado "para evitar o uso das supostas contas como elemento de chantagem". À luz das manifestações de Dantas, a alegação soa no mínimo inconvincente. A revista diz ainda que a reportagem não considerou a denúncia nem autêntica nem falsa, "por não dispor de meios suficientes para fazê-lo". Isso lembra o infame Dossiê Cayman sobre contas imaginárias de líderes tucanos, entre eles Fernando Henrique Cardoso. O dossiê foi noticiado com a ressalva de que se compunha de "documentos sem autenticidade comprovada". A Veja acaba de incorrer na mesma falta grave.
A questão de princípio é inequívoca: por mais rigoroso o escrutínio com que a mídia deva tratar figuras públicas, em nome do interesse também público, acusações sem provas contra elas, ou sem ao menos indícios veementes, não podem ser propagadas - por definição. Do contrário, é denuncismo. A questão específica complementa a anterior. O fato de o PT e o governo Lula terem sido expostos como criadores ou cúmplices do megaesquema de compra de políticos não autoriza que se publique seja lá o que for que apareça a respeito de seus integrantes, sem o devido fundamento. Muito menos, com "inúmeras inconsistências", como a própria Veja se referiu ao dossiê.
Pois, à parte o problema ético de fundo, esse tipo de noticiário leva água para o moinho dos quadrilheiros do mensalão e seus aliados, com a sua propaganda indecente de que os delitos da "sofisticada organização criminosa" apontada pelo procurador-geral da República não passam de fabricações da mídia, em complô com a oposição. O malefício é tanto maior quando o órgão de imprensa que divulga uma história claramente inverossímil com o objetivo de desintegrar o governo vinha se destacando pela publicação de denúncias bem fundamentadas, até agora não desmentidas.
Nestes 12 meses que se seguiram ao flagrante de corrupção nos Correios, a contribuição da imprensa para a elucidação dos fatos não foi menor do que o senso ético que ela quase sempre demonstrou. Esse patrimônio não pode ser malbaratado pela divulgação de uma reportagem que agride as mais comezinhas normas éticas.

Ney Suassuna rebate denúncias, vê complô e chora no Senado

Por: Correio da Paraíba

Num discurso que durou mais de uma hora, o líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna, rechaçou ontem as denúncias envolvendo seu nome na operação sanguessuga da Polícia Federal na qual foram presos dois assessores parlamentar do seu gabinete - Marcelo Carvalho e Roberto Miranda - e recebeu a solidariedade de senadores que se encontravam presentes ao plenário. Suassuna leu trechos do grampo onde a ex-funcionária do Ministério da Saúde, Maria da Penha, fala com o empresário Luiz Antonio Vedoin a respeito das emendas de sua autoria. No diálogo, segundo o senador, fica claro que havia um complô, sem seu conhecimento, na utilização das suas emendas junto ao Ministério.
Outra prova apresentada pelo parlamentar foi um oficio encaminhado ao Ministério da Saúde pedindo a liberação de R$ 3,6 milhões para aquisição de material hospitalar para 20 municípios paraibanos, que seriam destinados a duas organizações não governamentais, no qual sua assinatura teria sido comprovadamente falsificada. O laudo grafotécnico do documento será encaminhado ao corregedor do Senado, senador Romeu Tuma (PFL-SP).
Emendas: 30% para a saúde
Em outro trecho do discurso Suassuna enfatiza que a Paraíba é um Estado onde as ambulâncias são extremamente necessárias, uma vez que o sistema de saúde é precário e os pacientes em estado grave têm que ser transferidos para hospitais em Campina Grande e João Pessoa. "Essa é a maior demanda que temos por aqui e não vou deixar de atender ao povo paraibano. Pedia, peço e não deixarei de pedir, pois essa é a minha obrigação como parlamentar".
A respeito da questão das emendas ao orçamento para ambulâncias, além de reiterar que é a maior demanda dos municípios paraibanos, o líder peemedebista lembrou que a resolução 29/2006 obriga a que pelo menos 30% das emendas ao orçamento sejam destinadas à saúde. "Como não dispomos de hospitais e médicos nos municípios mais carentes a única solução é a liberação de recursos para ambulâncias", enfatizou.
O líder peemedebista ainda esclareceu que não cabe ao parlamentar indicar onde cada município deve realizar a compra e de que forma fará. Ele lembrou que sua atribuição é tão somente liberar a emenda. "Nós apresentamos o projeto e, após o recurso ser liberado pelo Ministério vai direto para a conta da prefeitura. Onde é que o parlamentar participa?" indagou.
Lucro de R$ 200,00
O senador fez questão de enfatizar que as treze prefeituras que fizeram a compra de ambulâncias junto a Planam, adquiriram o veículo pelo preço de mercado. Ney Suassuna ainda informou que todas as suas emendas destinadas à compra de ambulâncias tinham verba com valor determinado de R$ 80 mil, valor real dos veículos.
Por fim o líder lamentou que as acusações lhe foram imputadas sem que ele tivesse o direito de defesa e criticou duramente alguns setores da imprensa que sequer avaliaram os fatos de forma racional, a exemplo da matéria veiculada pelo jornal Folha de São Paulo onde o repórter acusa o senador de se beneficiar da emenda, mas admite que o lucro das empresas com a venda das ambulâncias foi apenas de R$ 200,00.
"Alguém com a mínima noção de matemática vai perceber que não faz qualquer sentido me acusar de desvio de recursos. Num período de dois anos liberei recursos para 29 ambulâncias, das quais apenas 13 foram compradas na empresa suspeita de superfaturar. Com o lucro de apenas R$ 200,00, daria um valor total, num período de dois anos, de R$ 2.600,00. Ninguém de bom senso sujaria sua biografia por tão pouco. Eu jamais desonraria o povo ao qual represento com tanto orgulho aqui no Senado", afirmou o senador com lágrimas nos olhos.

Suassuna culpa seus assessores por fraude

Por: Luciana Nunes Leal (Estado de São Paulo)

O líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB), alegou ontem que sua assinatura foi falsificada em um documento enviado por assessores ao Ministério da Saúde, em dezembro passado. O senador deu a sua versão em discurso de uma hora no plenário da Casa.
Suassuna reconheceu a intenção de pedir empenho de R$ 3,6 milhões para compra de equipamentos hospitalares para 20 municípios paraibanos. Disse, porém, que no ofício encaminhado em seu nome, por assessores, foram incluídas indevidamente como intermediárias dos repasses duas instituições, que ele diz desconhecer.
Segundo sua versão, num primeiro momento ele achou que poderia ter assinado o ofício sem ler. Depois, constatou a fraude na assinatura, que atribuiu a assessores. Suassuna, entretanto, disse não ter como provar se os responsáveis pela falsificação foram seus ex-assessores Marcelo Carvalho e Roberto Arruda, presos na Operação Sanguessuga por envolvimento no esquema de compras de ambulâncias.
O senador mostrou laudo que encomendou ao perito José Cândido Neto, atestando a falsificação. Lamentou o "infausto destino" que o fez contratar os dois e disse que, por não ser "centralizador", tem "dificuldade de controle das ações de subordinados".
Citado pela ex-servidora do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino, que está presa, Suassuna negou ter participado do esquema que garantia compra de ambulâncias graças à aprovação de emendas ao orçamento. O líder do PMDB disse que recebeu 96 pedidos de prefeitos para aquisição de carros. "Não vou deixar de pedir pela Paraíba de jeito nenhum."
Suassuna não será investigado pelo Senado até que esteja concluída a apuração da Polícia Federal e do Ministério Público. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), determinou que o corregedor, Romeu Tuma (PFL-SP), ao final das apurações, faça relatório dizendo se ele deve ou não ser submetido ao Conselho de Ética.
"GENTILEZA"
O líder do PMDB disse que as ambulâncias que ostentam seu nome foram "gentileza dos prefeitos que as receberam" e informou que mandou cartas para todos pedindo que retirassem a inscrição. Segundo ele, em seu primeiro mandato comprou "do próprio bolso" 82 ambulâncias, as quais doou.
O peemedebista afirmou que conseguiu aprovação e liberação de recursos da emenda que permitiu a compra de 29 ambulâncias. Treze delas foram vendidas pela empresa Planam, que, segundo a Polícia Federal, superfaturava o preço dos carros, em conluio com prefeitos e parlamentares autores das emendas. Suassuna garantiu que as compras para suas emendas foram feitas pelo "preço adequado", de R$ 80 mil pelo veículo mais R$ 12 mil para adaptações, como instalação de maca e oxigênio. "Os prefeitos compraram pelo preço justo", defendeu-se. Sobre a fraude, afirmou: "O parlamentar pede ao ministério que libere recursos. Não acompanha o resto. O que o senador tem a ver com isso (o superfaturamento)?"
O documento 375/2005, com a alegada falsa assinatura, remetido ao então ministro Saraiva Felipe em 20 de dezembro passado, aponta as instituições IPPES e Fundação Hip Pereira como repassadoras dos recursos. "Nunca ouvi falar", afirmou Suassuna. Pelas investigações da PF, IPPES seria o Instituto de Pesquisa e Promoção de Educação e Saúde, com sede no Rio. A outra seria a Fundação Hipólito Pereira dos Santos, do Rio Grande do Norte.
A respeito da gravação legal em que Maria da Penha cita "o tio Ney da Paraíba" em conversa com um dos donos da Planam, Luiz Antônio Trevisan Vedoin, Suassuna também se defendeu. "É difícil galgar o poder. Cada vez que a gente sobe um degrau, mais falam em nome da gente. Metralhadoras com lama em vez de bala são lançadas contra nós", lamentou. Várias outras conversas fazem referências a ele, mas o senador alegou desconhecer os interlocutores.

Júri do filho do “coronel” Elísio Maia sai do Sertão para capital

Por: GILVAN FERREIRA (Gazeta de Alagoas)

HERMES MAIA, ACUSADO NA MORTE DE PREFEITO: JULGAMENTO EM MACEIÓ

O Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas decidiu acatar o pedido do juiz Otávio Praxedes para transferir para a comarca de Maceió o julgamento do ex-prefeito de São José da Tapera, Hermes dos Anjos Maia, e dos ex-PMs José Elenaldo dos Santos - que está foragido - e Francisco de Assis dos Santos, acusados de envolvimento no assassinato do prefeito do município Ênio Ricardo, executado, em uma emboscada, em 30 de julho de 1995, quando retornava de sua propriedade, na zona rural de São José da Tapera. InfluênciaSegundo o juiz de São José da Tapera, Otávio Praxedes, o desaforamento (transferência) do julgamento seria necessário devido à forte influência “econômica, social e política” que Hermes detém no município de São José da Tapera, que administrou por dois mandatos

Maceió: 97 áreas sob risco iminente de desabamento

Por: MARCOS RODRIGUESRepórter (Gazeta de Alagoas)


Maceió: 97 áreas sob risco iminente de desabamento
Alto do Céu é uma das 23 áreas que registraram desabamento de casas desde a segunda-feira

A Defesa Civil Municipal apresentou, ontem, no fim da tarde os números do caos provocado pela forte chuva que caiu nas últimas 48 horas em Maceió. Somente na última segunda-feira o volume pluviométrico foi de 140 milímetros. A média esperada para todo o mês de maio é de 320 milímetros.“Mesmo diante desta situação a principal coisa que podemos destacar é que não tivemos nenhuma vítima fatal”, observou o coordenador da Defesa Civil Municipal, Adriano Augusto Araújo, durante entrevista coletiva.***Cidade tem 450 mil em pontos críticosAs famílias atingidas por desabamentos e ainda as que moram em áreas de alto risco, estão sendo cadastradas para ser incluídas em programas de habitação popular. Os números de quem vive nessas condições assustam.Segundo o que foi apresentado pelo coordenador da Defesa Civil Municipal, Adriano Augusto Araújo, 450 mil pessoas moram em áreas consideradas de assentamentos precários.

Sem luz no fim do túnel

Por:redacao@amazoniahoje.com.br


Apesar do lastimável estado das rodovias, parece que ainda não é dessa vez que o motorista brasileiro vai ver a luz no fim do túnel. Estudo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) estima que pelo menos 18 a 20 mil quilômetros de estradas precisariam ser reconstruídos, já que, com a base totalmente comprometida, não seguram mais o material usado em reparos de emergência. Ou seja, se chover o remendo vai para o fundo.
Segundo a CNT, 56,1% da malha - 41,9 mil quilômetros de estradas - está em estado lastimável. Sem contar a falta de sinalização, acostamento e delimitação de faixas, além do número de pistas e mãos de tráfego insuficientes.
E mesmo quando o governo resolve tapar buracos, liberando R$ 500 milhões para o serviço, a coisa não anda, pelo velho problema de sempre: corrupção. O Tribunal de Contas da União encontrou irregularidades em 47,5% das 103 obras fiscalizadas no programa de recuperação de estradas do governo federal. Por isto, a maioria das obras será paralisada, pois a maior parte teve licitação dispensada sob alegação de que os trabalhos tinham urgência - o que não era verdade, já que muitas rodovias estavam em boas condições de tráfego.
E há outras dezenas de casos nos quais foram usados créditos extraordinários do governo, também sem a menor necessidade, já que tais créditos foram criados apenas para casos de urgência e imprevisibilidade. Este uso indevido foi detectado em 37,7% das obras investigadas. Por estas e outras que o brasileiro vai continuar caindo em buraco.

É DE ARRANCAR O COURO

Por: Jornaleco - Raymundo Mário Sobral (Amazônia Hoje)




Mais uma ribeirinha foi escalpelada.
Essa é uma trágica rotina que há anos fustiga os barcos papachibés e já estigmatizou com marcas indeléveis centenas de mocinhas paraenses.
A cena é de horror: os cabelos ficam embaraçados no eixo da embarcação e o couro cabeludo é brutalmente arrancado provocando uma dor inenarrável e inimaginável.
O motivo para que esse drama se repita é o mesmo de sempre: as embarcações não possuem a devida proteção para os eixos ou, quando possuem, a carenagem, geralmente, é inadequada porque é feita de madeira.
Esse drama dos escalpelamentos parece não ter fim e é muito fácil atinar porque providências enérgicas não são tomadas para que o problema seja solucionado definitivamente. Ocorre que a totalidade das vítimas dos acidentes são jovens ribeirinhas, uma pobre gente despossuída, humilde, ratatuia, a choldra.
Quem vai dar atenção a esse povo sofrido e abandonado? Ninguém. Por isso, vira e mexe, mais um caso de escalpelamento se registra. Aliás, há, sim, um momento em que os pés rapados são lembrados pelos poderosos.
- É quando chega o tempo de eleição...
Xeroca
Governador Lembo, de SP, deveria pagar direitos autorais para o nosso 'Santinho'. Segundo Lembo, o que existe por lá é só uma 'sensação de insegurança'.
Marcola
Boato: o governo de SP teria feito acordo com os líderes do PCC. Fato: o governo de SP não fez acordo, não: pediu penico...
Justiça
Inquestionável: no Brasil, além de completamente cega e pra lá de morosa a Justiça é tão boazinha com a bandidagem.
Boca de abiu
Sem querer perguntar, mas já perguntando: dos 700 presos liberados em Belém no Dia das Mães, o chefe do Sistema Penal já sabe quantos voltaram?
Ufanismo
E continua o Brasil cada vez mais disparado na frente. Agora, além de petróleo, mostra para o mundo inteiro que é também auto-suficiente no quesito violência urbana.
Pirataria
Ninguém segura a pirataria papachibé, que já está volta às paradas de sucesso com toda corda. Eles são piratas, mas olho de vidro quem têm são as otoridades.
Olímpia
Periga de encruar o projeto de salvamento do Olímpia. Observadores das mumunhas regionais estimam que com o cinema pode acontecer o mesmo que aconteceu com o bondinho.
Garotinho
Na traseira de um carro, a mensagem: 'Perca peso agora. Quer saber como?' - Pergunte ao Garotinho, acrescentou um gaiato.
Motos
Motos sem chapas infestam o trânsito belemita. Meio caminho andado e facilitado para acertar um teco em alguém e ficar impune. 'Citibel', cúmplice da bandalheira.
Soledade
Cemitério da Soledade, sobretudo às segundas, recebe um formigueiro de gente. E, até hoje, ainda não nasceu um gênio no tucupi que inventasse a redenção daquela imensa área.
Recorta essa
Agora, resume-se a apenas dois dias a cansativa semana dos deputados estaduais. Pasmem comigo: mesmo assim as incelensas não dão as caras. Comparecem somente pra receber a grana. Que patifaria!
Sapatinho
Gerente que abre agência bancária pra ladrão, cai no conto do sapatinho. Mas pra polícia há certas histórias de sapatinho que não dão o menor pé...
Bucha
Doentes mentais mandados pelos EUA para o Iraque. Ora, se o pré-requisito é ser de miolo-mole, por que até agora não despacharam o WC Bush, hein?
Teste
Segundo terceiros, existe um projeto de lei que objetiva a obrigatoriedade na rede pública do Estado do teste de PSA, aquele da próstata. Isso, sim, é projeto do cacete.
Qual é o pó?
Segundo terceiros, a loló corre tão livre, leve e solta, que o Ver-o-Peso periga mudar de nome. Passa a se chamar Ver-o-Pó.
Tome nota
Consciência, meus e minhas, é tipo assim a vesícula, a gente só se preocupa com ela quando começa a doer.
Saideira
Minha amiga Denise Rodrigues na pele da Felizmunda volta ao local que ela considera sua casa, o teatro Gasômetro, no Parque da Residência. Vai estar lá sábado e domingo com o show 'PUM - Partido Único das Mulheres'.
Vale dizer que a comediante paraense foi convidada para participar de um festival de humor que vai rolar em Portugal só com comediantes brasileiros. Vai acontecer em outubro que aí vem.
Falar em humor, uma abobrinha televisiva: rola um babado forte nos meiotes que Tom Cavalcante tá doido pra voltar para Globo e o pior é que o pessoal da Record já está ciente do lance. Resta saber se a Globo aceita o 'filho pródigo'.
Como sonhar (ainda) não paga imposto, vamos sonhar com os 35 mi da Mega-Sena, macacada. Afinal de contas, sonhar sempre foi a mega-sina do brasileiro. E isso é tudo, pessoal, porque o resto é só entropia da língua. Abs e T+.
Email: redacao@amazoniahoje.com.br

Mulher acusada de traficar paraenses

Por: Amazônia Hoje



Francisca Ferreira levava mulheres para casa de prostituição em SP
Com base na denúncia de um Conselho Tutelar do Estado de São Paulo, policiais civis da Divisão de Crimes Contra a Integridade da Mulher (DCCIM) e da Divisão de Atendimento a Adolescente (Data) conseguiram prender uma mulher acusada de levar jovens para se prostituir na cidade de Americana (SP).
Usando vários nomes diferentes, Francisca Nazaré Peniche Ferreira já fez várias remessas de garotas para São Paulo, sendo que a última foi feita no dia 6 deste mês. Na manhã de ontem, ela foi presa na casa de seus familiares, no bairro do Benguí.
A polícia não soube informar se o nome informada pela acusado é verdadeiro. A prisão dela ocorreu por volta das 12h30, em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pelo juiz Paulo Gomes Jussara Júnior, titular da 22ª Vara Penal da Capital.
Segundo a delegada Socorro Maciel, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que integra a Data, Francisca seria intermediária no esquema de prostituição. Ela convidava as mulheres e adolescentes para ir para São Paulo trabalhar como empregadas domésticas. Mas ao chegar ao destino final, a vítima era levada para uma casa de prostituição, que segundo a presa, chama-se 'La Itália Night'.
Francisca, entretanto, nega que enganasse as garotas que levava para a cidade de Americana. A presa afirma que todas as mulheres que ela levava sabiam que trabalhariam como prostitutas. Porém, a versão da presa não convence a polícia, pois a prisão de Francisca é resultado de uma denúncia feita por uma adolescente de 17 anos e uma mulher de 18. As duas conseguiram fugir da casa de prostituição na última leva feita pela acusada, no dia 6 deste mês.
Delegada pedirá preventiva
De acordo com a diretora da DCCIM, delegada Elizabete Santa Rosa, assim que as duas vítimas chegaram ao local e viram que haviam sido enganadas pela acusada, elas fugiram e procuraram ajuda num conselho tutelar. E foi a equipe deste órgão que entrou em contato com a DCCIM, pedindo ajuda para localizar a família das duas garotas.
De forma integrada, DCCIM e Data não só localizaram a família das duas vítimas como também conseguiram identificar e localizar o paradeiro de Francisca, durante a recente estada dela em Belém. A presa mora, na verdade, em Campinas (SP), onde casou-se com o funcionário de um posto de gasolina. As mulheres, segundo a própria presa falou à polícia, eram entregues à dona da casa, de prenome Simone, que custeava todas as despesas delas até São Paulo. Francisca disse que não recebia nenhum pagamento de Simone por levar as garotas.
A única coisa que a intermediária do esquema admitiu que ganhava eram passagens de ida e volta para Belém e dinheiro para o custeio de sua alimentação. 'Eu gosto muito de Belém e sinto saudades de minha família. E como ela (Simone) pagava minhas passagens pra eu arrumar umas mulheres pra ela aqui, eu vinha e aproveitava pra ver meus parentes e amigos', disse a presa.
A delegada Socorro Maciel disse que solicitará à Justiça a prisão preventiva de Francisca pra que ela permaneça presa e não faça outras vítimas. Ontem mesmo, Socorro instaurou um inquérito policial, no qual indiciará a acusada pelos crimes de exploração sexual de adolescentes e tráfico interestadual de mulheres e adolescentes para a prostituição.
Francisca diz que enviou 10 jovens
Após uma semana de investigação, a polícia conseguiu prender Francisca. A informação inicial da polícia era a de que ela viajaria, na manhã de hoje, para São Paulo com um novo grupo de mulheres. De posse dessa informação, policiais foram deslocados para o aeroporto, o terminal rodoviário e portos de Belém. Mas, como a acusada não apareceu em nenhum dos locais, o que resultaria numa prisão em flagrante, a polícia resolveu dar cumprimento ao mandado de prisão temporária.
Francisca disse à reportagem que estava programando viajar de volta para São Paulo amanhã. Mas ela garante que dessa vez não levaria nenhuma garota para Simone. 'Eu disse pra ela (Simone) que não tinha arrumado nenhuma mulher e que iria embora sem ninguém', disse a presa. 'Ela não fica botando pressão em mim pra eu conseguir pessoas pra ela', complementou.
Mais uma vez, a versão de Francisca não convenceu a polícia, que acredita que mais um grupo estaria indo para São Paulo com a acusada, o que foi impedido pela polícia. A acusada disse que só enviou dois grupos, com cerca de dez jovens ao todo, para a dona da casa de prostituição.
No grupo levado para São Paulo do dia 6 deste mês foram três mulheres, sendo duas adultas e uma adolescente de 17 anos. Segundo levantamentos policiais, a adolescente e uma das adultas, de 18 anos, conseguiram fugir. Já a outra, de 20 anos, está sumida.
Ela também se prostituiu
Francisca contou à reportagem que também já foi levada para São Paulo para se prostituir na casa de Simone. 'Eu me prostituí uns meses por lá', contou a presa, destacando que isso foi antes dela se casar. Na época em que atuou como prostituta, a acusada disse que no local havia mulheres do Pará, Ceará e de São Paulo. De acordo com a intermediária do esquema de prostituição, ela já chegou em Americana (SP) devendo R$ 270,00. O preço de um programa com duração de meia hora, segundo ela, variava de R$ 30,00 a R$ 50,00, dependendo da negociação com o cliente.
De acordo com a delegada Elizabete Santa Rosa, todas as mulheres que são levada no esquema mudam de nome e recebem documentos falsos. A polícia ainda vai checar o nome verdadeiro de Francisca e a veracidade dos nomes da casa e de sua proprietária, informados pela presa.

Mais de um milhão de contribuintes caíram na malha fina

Por: O Liberal


Segundo dados preliminares da Receita Federal, 1,136 milhão de contribuintes já caíram na malha fina do Imposto de Renda Pessoa Física com 85% das declarações processadas. Ao todo, 22 milhões prestaram contas ao órgão até 28 de abril. No ano passado, 900 mil caíram nas garras do Leão, o que representa um aumento de 20,7%. Em 2004, a quantidade tinha sido ainda menor (495 mil).
O supervisor nacional do IR, Joaquim Adir, ressaltou que o número deste ano ainda pode aumentar ou diminuir. 'Esses números devem mudar porque ainda faltam dados para serem cruzados. Mais gente pode entrar na malha fina como também é possível que esse número caia, em dezembro', argumentou Joaquim Adir.
Das declarações processadas até agora, o maior motivo de retenção foi a omissão de rendimentos, registrado em 573 mil dos casos. As divergências entre as informações dadas pelos contribuintes e a fonte pagadora, gastos médicos e sonegação de recebimento de aluguel também foram citados pela Receita Federal.
Para tentar sair da malha fina, o contribuinte que tiver dúvidas sobre os dados informados ao órgão deve rever as informações. Se houver erro ou omissão, é preciso fazer uma declaração retificadora.
Para isso, basta fazer a declaração como fez da primeira vez, usando inclusive o mesmo modelo: simplificado on-line, simplificado ou completo. O programa, automaticamente, vai perguntar se a declaração é retificadora, e o contribuinte deve assinalar 'sim'. A cada ano, a Receita Federal fecha mais o cerco aos contribuintes, encontrando meios de conferir os dados informados à Receita.
O órgão sabe, por exemplo, qual a movimentação bancária dos contribuintes por causa da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) informada pelas instituições financeiras.
Dessa forma, é possível fazer o cruzamento com o total de rendimentos tributáveis. Não adianta deixar de declarar rendimentos tributáveis, por saber que não houve retenção do IR, porque, dependendo do montante, a Receita vai descobrir ao cruzar dados com os da fonte pagadora.

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