terça-feira, março 14, 2023

Cresce a irritação dos comandos militares com o escândalo das joias de Bolsonaro

Publicado em 13 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Ministro Bento Albuquerque admite que ele e sua comitiva entraram com  segunda caixa no Brasil | Estadão - Estadão

O almirante Bento Albuquerque é o principal envolvido

Bela Megale
O Globo

Integrantes da cúpula das Forças Armadas não escondem sua irritação com o caso das joias da Arábia Saudita que tinham como destino o casal Bolsonaro, mas que foram apreendidas pela Receita Federal.

A principal preocupação é referente ao número de militares envolvidos diretamente no escândalo e as possíveis consequências que as investigações possam ter para a imagem das Forças.

QUATRO ENVOLVIDOS – Só nos fatos centrais, de trazer as joias de R$ 16,5 milhões sem declará-las ao Fisco e tentar reaver as peças de diamantes, há quatro militares envolvidos diretamente no caso: o almirante de esquadra da Marinha e ex-ministro Bento Albuquerque, o primeiro-tenente da Marinha e ex-assessor de Bento, Marcos Soeiro, o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, que era ajudante de ordem de Jair Bolsonaro, e o primeiro-sargento da Marinha, Jairo Moreira da Silva.

Além disso, eles apontam o desgaste com a exposição do uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) na tentativa de Jair Bolsonaro de reaver as joias, assim como o transporte de fuzil e pistola nas aeronaves militares durante o governo passado.

A avaliação de integrantes da cúpula das Forças é que o escândalo envolvendo diretamente quatro militares traz prejuízos diretos à imagem da corporação, que já foi afetada pela atuação partidária de alguns de seus membros.

E PODE PIORAR… – Para eles, a situação pode se agravar ainda com o desdobramento das investigações da Polícia Federal que apura crimes como descaminho e advocacia administrativa, entre outros.

Por isso, a ordem direta dada aos militares que protagonizam o escândalo é que mantenham silêncio e evitem qualquer manifestação pública sobre o tema. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, foi alvo de queixas do comando do Exército, por ter falado publicamente sobre o caso.

Segundo aliados de Cid, ele tentou justificar que buscava “se defender” ao falar com jornalistas sobre o tema, mas a orientação para que ele submerja foi expressa. Nesta semana, a tensão segue alta na caserna sobre as consequências que depoimentos à PF podem trazer à imagem das Forças Armadas.

Em destaque

Condenado e isolado, Collor simboliza fim de um ciclo sem herdeiros políticos

Publicado em 11 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Collor é deixado de lado na política de Alagoas Josu...

Mais visitadas