terça-feira, janeiro 10, 2023

Flávio Bolsonaro tentou esconder participação de família em ataques, diz senador




O senador Rogério Carvalho (foto) (PT-SE) disse ser “muito difícil” dissociar os atos antidemocráticos que ocorreram no domingo em Brasília de uma orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Carvalho, em reunião com líderes do Senado, o senador e filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tentou esconder a participação de sua família nos ataques.

“Flávio tentou defender, de todas as formas, de alguma maneira tentar esconder a participação da família, de seu pai nos ataques”, declarou o parlamentar à imprensa após a reunião. “Mas todos sabem que Bolsonaro durante muito tempo instigou ataques ao STF e ao Congresso Nacional”, emendou. “Portanto, é muito difícil dissociar essa ação de uma orientação pelo presidente Jair Bolsonaro”, comentou, citando as manifestações de 7 de setembro incitadas pelo ex-presidente.

Além da participação de Flávio, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), aliado de Bolsonaro, também esteve na reunião.

Segundo Carvalho, Nogueira “demonstrou indignação e se colocou contra ataques”.

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Randolfe fala em aperfeiçoar lei antiterrorismo no Brasil

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse na manhã desta segunda-feira, 9,que irá trabalhar para aperfeiçoar a Lei Antiterrorismo no País. As penas da lei, de acordo com o líder, serão revistas.

“Vamos aperfeiçoar a legislação antiterrorismo. Não pode, esse tipo de crime, as penas serem de quatro, cinco, seis, oito anos. Tem que ter pena exemplar para isso”, declarou Randolfe a jornalistas, nesta segunda-feira (9), sobre os atos antidemocráticos de domingo (8).

O senador – que falou sobre a instalação de uma CPI para investigar as manifestações antidemocráticas – também citou que a aplicação da lei do Estado Democrático de Direito aprovada em 2021 é medida possível, mas terá complementação de outras medidas que o Congresso deve tomar. Ele, então, cita o aperfeiçoamento da Lei Antiterrorismo. “Quem não condenar os atos de ontem aderiu ao fascismo”, comentou o parlamentar.

Estadão / Dinheiro Rural

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