Publicado em 17 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

Futura ministra é figura carimbada na Justiça do Trabalho
Tácio Lorran
Metrópoles
A futura ministra da Cultura, Margareth Menezes, responde a uma série de processos na Justiça do Trabalho. Levantamento feito pelo Metrópoles junto a tribunais trabalhistas identificou ao menos 12 ações contra Margareth Menezes e suas empresas. Em nove desses processos, a futura ministra da Cultura foi condenada ou firmou acordo com os funcionários, em um montante de R$ 675,3 mil.
Outras três ações trabalhistas ainda não tiveram desfecho. O valor de causa desses processos é R$ 194,9 mil.
TRÊS EMPRESAS – Atualmente, Margareth Menezes é dona das empresas Estrela do Mar Produções Artísticas (fundada em 2001), Pedra do Mar Produções Artísticas (2009) e Associação Fábrica Cultural (2004). As companhias têm sede em Salvador, na Bahia, onde a cantora nasceu.
Dentre outras irregularidades, Margareth Menezes é acusada de não pagar Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), horas extras e férias a funcionários que trabalharam com a cantora durante mais de uma década. As ações foram ajuizadas nos tribunais regionais trabalhistas da 5ª Região (TRT-5) e da 15ª Região (TRT-15), entre 2015 e 2022.
Trabalhadores do setor cultural – como músicos, gestores e designers – reivindicam que a futura ministra da Cultura lhes conceda o devido reconhecimento no que diz respeito aos seus direitos.
DIZ A CANTORA – Além das ações trabalhistas, Margareth Menezes e suas empresas acumulam dívidas que somam mais de R$ 1 milhão. A informação foi revelada pela revista Veja e confirmada pelo Metrópoles junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
Procurada, a futura ministra da Cultura afirmou: “Quanto às questões trabalhistas ou comerciais das empresas que a artista foi ou é vinculada, cumpre dizer, de início, que a Certidão Negativa da Justiça do Trabalho, disponível ao público, confirma a inexistência de quaisquer débitos trabalhistas relacionados à futura Ministra. Ademais, contendas que, porventura, existam ou venham a existir, terão tratamento adequado e os seus conflitos resolvidos nas instâncias pertinentes, ou seja, a Justiça.
Disse também que as ações trabalhistas são inexpressivas diante de sua longa trajetória na cultura, em que teve “milhares” de colaboradores.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Caramba, a ministra mente mais do que bula de remédio de laboratório fajuto, como diz o Celso Serra. Proclamar que já teve “milhares” de colaboradores é um bocado de exagero. Mas hoje em dia é tudo novo normal. Depois que Damares Alves foi ministra e acabou eleita senadora, qualquer um pode ocupar vaga no Ministério, especialmente se tiver uma goiabeira no quintal. (C.N.)