sábado, dezembro 17, 2022

Gráfica diz que Bolsonaro não declarou gasto ao TSE e quer impugnar contas de campanha

Publicado em 17 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

 (crédito: EVARISTO SA / AFP)

É um erro primário, que pode tornar Bolsonaro inelegível

Luana Patriolino
Correio Braziliense

A Gráfica Impactus relatou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a campanha de Jair Bolsonaro (PL) omitiu valores na prestação de contas enviada à Corte. A empresa encaminhou um documento apontando uma dívida da chapa do presidente de R$ 53,6 mil e ainda pediu a impugnação das contas da chapa do chefe do Executivo por causa da pendência.

“Muito embora tenha prestado o serviço gráfico de acordo com o estabelecido entre as partes, este não restou pago pelo ora Impugnado; bem como não declarada na presente prestação de NOTA FISCAL”, diz trecho do documento.

SEM QUITAÇÃO ELEITORAL – A empresa tem sede em Aparecida de Goiânia (GO). Ao TSE, foi enviada a nota fiscal emitida no dia 28 de outubro, constando o pedido por cinco mil adesivos microperfurados.

No recibo, são mostrados os dados da campanha de Bolsonaro, com o endereço do local onde funcionava o QG em Brasília.

O processo está nas mãos do ministro Raul Araújo. Caso ele concorde com o pedido e decida pela não prestação de contas de Bolsonaro, o presidente ficará sem quitação eleitoral até o fim da próxima legislatura, ou seja, não poderá se candidatar de novo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Como diria Ataulfo Alves, o amadorismo dessa gente é uma arte. Como é que a equipe do presidente da República, acostumado a fazer campanha eleitorais desde a década de 80, comete um erro tão primário? Aliás, um erro que torna Bolsonaro inelegível… Encomendaram impressão de material de propaganda eleitoral, não pagaram nem declararam na prestação de contas da campanha. É uma burrice inaceitável, por conta de apenas R$ 53,6 mil, uma quantia que nada significa para um milionário como Bolsonaro, que vai passar a ganhar mais de R$ 80 mil por mês, com mansão e luxuoso escritório de graça, bancados pelo partido, além de dois carros com motoristas, combustível à vontade, e seis assessores DAS, tudo pago pelo cidadão-contribuinte-eleitor, como dizia Helio Fernandes. Realmente, é muito amadorismo. (C.N.)

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