sexta-feira, junho 18, 2021

Medicina não é mercadoria de troca e venda para ser encontrado em feira livre

 


Nessa sexta-feira, final de semana frio, quando estava planejando degustar um  Casillero del Diablo recebo um Plint com a seguinte mensagem, concernente a arrogância, aa fasta de gestão, a falta de humanisto que se apoderou da adminsitração municipa de Jeremoabo.

"Até onde chegou a saúde de Jeremoabo? Jeremoabo antes era referência e grandes médicos da região sonhavam trabalhar no município. Entre eles, Dr Ronaldo, Luís Carlos e etc. Vaga de médico em Jeremoabo era sinônimo de disputa, nos dias de hoje é de desespero. Gestão sem credibilidade, gestão de arrogância, gestão que humilha, não é gestão. Só temos a lamentar . Quem já foi o hospital de JEREMOABO, tínhamos do cirurgião ao pediatra."

Antes de mais nada sugiro aos responsáveis pela saúde do povo de Jeremoabo, principalmente daqueles mais humildes, que tenham humildade e consciência, apelem para o bom senso, para responsabilidade e peçam socorro ao Dr. Jorge, Dr, Luizinho, a filha de Dra. Zenaide e outros médicos filhos de Jeremoabo, que pelo menos durante esse período da pandemia, socorram a saúde de Jeremoabo que encontra-se vegetando na UTI.

Procurem entender que a medicina é  uma ciência acima das outras, muito pela nobreza de suas ações expressadas na luta incessante pela preservação do bem maior do ser humano - a saúde, portando não se trata de uma mercadoria que encontra-se em qualquer feira livre.

O médico é para ser respeitado, bem tratado, e não para levar " esporro" de quem quer que seja, "eles querem estar em qualquer lugar desde que tenham condições mínimas de trabalho e a certeza de que serão remunerados ao final de cada mês para que possam no mínimo comer, pagar suas contas de luz, água e aluguel. Vocês concebem cozinhar sem panela ou sem fogo? É a mesma coisa de se examinar um paciente sem maca, sem estetoscópio, sem aparelho de pressão. Nem ouso falar de Ultrasom, raio X ou laboratório, que transformariam os paupérrimos postos de saúde, Brasil afora, numa espécie de Sírio Libanês dos sertões.

Não se brinca com Medicina. Não se pode fazer dela mercadoria de troca, muito menos usá-la como emblema para interesses políticos. Saúde é algo suprapartidário, portanto não pode entrar em discussões mundanas de políticas torpes. Saúde está acima de qualquer interesse de siglas e deve estar sempre em primeiro plano nos desígnios governamentais ao lado e de mãos dadas com a Educação.(Carlos Eduardo Leão é médico e cronista)


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