Alexandra Bicca e Karla Correia
Brasília. O governo deverá enfrentar uma votação difícil hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre o ingresso da Venezuela no Mercosul, apesar de contar com a maioria na composição partidária da comissão, e pode até retirar o tema da pauta, se sentir risco de derrota, segundo deputados governistas. Hoje, a comissão vota o parecer do parlamentar Paulo Maluf (PP-SP), favorável à inclusão da Venezuela, mas ácido com a política de Chávez.
Aliados de peso do governo, os deputados do PMDB só deverão fechar posição hoje. O presidente da comissão, o peemedebista Leonardo Picciani (RJ), acredita que, apesar do debate acalorado, o governo deverá sair vitorioso e o parecer de Maluf será aprovado. Porém, destaca que ainda existe a possibilidade de o governo tentar tirar o projeto da pauta da comissão, caso avalie que corre o risco de ter o parecer rejeitado.
A falta de confiança de que a matéria deve realmente ser aprovada na comissão se deve ao fato de parlamentares do PMDB, como o deputado Marcelo Itagiba (RJ), estarem divididos com relação ao tema e não descartarem a rejeição do parecer que recomenda à entrada da Venezuela no bloco econômico. O ponto principal, no que se refere à contestação de o país latino entrar para o Mercosul, está relacionada ao presidente Hugo Chávez, que adota práticas de governo consideradas antidemocráticas.
Para deputados de oposição, como Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), cabe aos parlamentares do Brasil zelar pelos princípios constitucionais que o país afirmou. Para ele, aprovar a adesão da Venezuela ao Mercosul seria o mesmo que concordar com os métodos adotados por Chávez. Na avaliação de ACM Neto, rejeitar o parecer "é uma questão de defesa nacional".
- O Brasil é a nossa grande mãe, não teria coragem de deixar a minha mãe aos cuidados de um ditador como Chávez - disse.
O professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília Carlos Roberto Pio acredita que há riscos para o país com a entrada da Venezuela no bloco econômico. De acordo com ele, cabe ao Brasil julgar as convenções de seus parceiros, e a Venezuela desrespeita os princípios das relações internacionais. Pio afirmou ainda que a política econômica da Venezuela é incompatível com o Mercosul.
Na véspera da votação na CCJ, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, rebateu críticas feitas a Hugo Chávez, e defendeu a entrada do país vizinho no bloco econômico.
- A participação da Venezuela será boa para a democracia, para o Mercosul, para o Brasil e para a Venezuela - disse Amorim, depois de cerimônia no Palácio do Planalto.
Amorim destacou que, em se tratando de sistemas políticos, cada país resolve da maneira que melhor lhe parece.
- A democracia assume, às vezes, várias facetas. Há muitos países que são tidos como democráticos e que já tiveram governos que ficaram muito tempo no poder e tiveram muitas práticas que nós não concordamos. Nós defendemos a democracia - comentou.
Fonte: JB Online
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