O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou as suspeitas de tráfico de influência relacionadas ao seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, indiciado pela Polícia Federal dentro das investigações da Operação Xeque-Mate. Lula reafirmou que duvida da participação de seu irmão em irregularidades. Segundo ele, Vavá não é lobbista e está "mais para ingênuo". O presidente ainda afirmou que não cabe a ele ficar respondendo sobre o que entra e sai dos jornais em relação ao tema."A Polícia Federal pede a quebra do sigilo telefônico de uma pessoa e se prepara para encontrar um cardume de pintados. O Vavá nessa história me parece mais um lambari que foi pego. Qual a vantagem? Ele é um lambari especial, é irmão do presidente da República", disse. "Quero saber se há algum atendimento, se há alguma coisa do Vavá em algum órgão do governo. Para mostrar que ele não era lobbista, é que eu duvido que tenha alguma coisa do Vavá, não nesses dois anos, mas nesses quatro anos e meio, que tenha sido atendida."Indagado sobre as ligações de seu outro irmão, Frei Chico, à Vavá para alertar sobre as investigações, Lula respondeu que não tem controle sobre ele. "Primeiro, que eu não tenho controle sobre Frei Chico. Ele é dois anos mais velho que eu. Ele é que deveria ter controle sobre mim. No Nordeste, irmãos mais velhos constumam mandar nos mais novos. Não acredito que o Vavá seja lobbista. E vou dizer porquê. Se vocês conheceram o Vavá ele está mais para ingênuo do que para lobbista", disse. "Frei Chico conversou com o Vavá. Eu quero mais é que conversem, eles são irmãos. Eles tem mais é que conversar: antes, durante e depois."O presidente Lula ainda afirmou que sempre orientou seus irmãos a encararem como "picaretas" empresários que os procurassem direitamente para pedir "favores". E alertou ao irmão Vavá que "só pelo fato de ele ser meu irmão, ele teria que ter mais responsabilidade, ele deveria saber as implicâncias que tem". A Operação Xeque-Mate cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Vavá, mas ele não foi preso. O irmão do presidente aparece em uma gravação cuja íntegra não confirmada pela Polícia Federal.Deflagrada no último dia 4, a Operação Xeque-Mate resultou na prisão de 80 pessoas. Treze já estão em liberdade desde a última sexta-feira, quando foram prorrogadas as prisões temporárias de apenas 67 presos. Todos prestaram depoimentos na Superintendência da PF, em Campo Grande. As informações servirão para o delegado Custódio embasar seu pedido de prisão preventiva. Cinco suspeitos continuam foragidos.Autor: Elaine Patrícia CruzFonte: Agência Brasil
Fonte: Juristas
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