Samanta Petersen de OPOVO.com.br
Os Sex Shop são um mercado que vem vencendo o preconceito e se afirmando como negócio, atraindo público em busca de prazer e auto-conhecimento
Os Sex Shop têm o Dia dos Namorados como o seu melhor período de vendas. Nesta época os namorados aproveitam para incrementar o relacionamento e dar presentes que serão usados pelos dois. E dentre os presentes que elas e eles mais procuram para o dia estão lingeries, cosméticos e joguinhos. "Para o dia dos Namorados temos um incremento de vendas de até 60%" enfatiza Joelson Rodrigues Alves, gerente da Anjo Sado. Já para a proprietária da Via Libido, Elisabeth Andrade, o dia dos namorados é como se fosse época de Natal. Mesmo comemorando às vendas, os proprietários ainda lembram que apesar da diminuição do preconceito e da vergonha em freqüentar uma loja que vende "brinquedos para adultos", ainda é preciso um certo de discrição para trabalhar neste mercado. "Ainda existe um certo preconceito, mas de uns tempo para cá o sexo vem sendo um assunto que é comentado mais abertamente e às pessoas já entendem que o que vendemos é prazer, alegria e diversão", analisa Clecil Lima, proprietário da Putz, o primeiro Sex Shop de Fortaleza. E enquanto alguns clientes não se importam em passear pelo sex shop, outros preferem a discrição de um atendimento individualizado dentro da própria loja e até mesmo em casa. E para atender cada tipo de cliente existem sex shoppings que se diferenciam pelo forma de atendimento. Numa primeira olhada a Anjo Sado parece uma loja de lingerie, mas ao se entrar na loja pode-se começar a perceber que está é apenas fachada para os mais de cinco mil itens disponíveis. E para quem prefere não ser identificado, a loja possui uma sala vip ou então visitas à domicílio. Já a Via Libido procura ser uma loja "normal", onde o cliente entra, olha, escolhe e compra. "O que procuramos fazer é ser o mais discreto possível, guardando logo o que o cliente vai levar", explica a proprietária da loja, Elisabeth Andrade. Se o cliente não se sente bem em entrar e procurar o que deseja, a loja oferece a venda pela internet e também por catálogo. Para quem procura discrição total, a Putz é uma boa escolha. No Sex Shop só entra um cliente por vez enquanto o outro espera em uma ala reservada. "A nossa loja é voltada para um público discreto ou tímido que não quer encontrar ninguém. Que não quer que outro cliente fique olhando o que ele está escolhendo", destaca Clecil. Neste mercado quem mais parece ter perdido o preconceito são as mulheres. "Cerca de 80% do nosso público é feminino. Às mulheres procuram algo pra apimentar mais o relacionamento", garante Joelson Rodrigues Alves. E as mulheres não são apenas as que mais compram, elas também investem no mercado. É o caso de Elisabeth Andrade que há dez anos trabalha no ramo. "O primeiro Sex Shop que eu entrei foi o meu. Hoje estamos sendo testemunha da mudança que vem ocorrendo quando se trata de sexo, especialmente, em relação à mulher que busca cada vez mais o prazer, o conhecimento do próprio corpo e o do outro também".
Fonte: O POVO
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