terça-feira, janeiro 13, 2026

Em ano eleitoral, STF retoma agenda de julgamentos sensíveis ao Congresso

 

Corte julgará processos que envolvem filhos de Bolsonaro

Carolina Brígido
Hugo Henud
Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia 2026 com uma pauta de julgamentos que reúne processos com potencial de impacto político e institucional em ano eleitoral. A Corte analisará ações contra políticos por desvios de emendas parlamentares, além de temas sensíveis como os desdobramentos da ADPF das Favelas, investigações envolvendo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Os julgamentos ocorrem em um cenário de acirramento das tensões entre o Supremo e o Congresso Nacional ao longo de 2025 e frustram a expectativa, no meio político, de uma maior autocontenção do tribunal após decisões de alta sensibilidade, como os julgamentos dos atos golpistas de 8 de Janeiro e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares na ação penal do golpe.

PRIORIDADE – A Corte priorizará a ação contra o deputado Eduardo Bolsonaro por suposta coação e a denúncia contra o blogueiro Paulo Figueiredo, que, segundo as investigações, atuou como braço direito do parlamentar em negociações com autoridades americanas.

O andamento do processo contra Figueiredo enfrentava entraves devido à falta de notificação formal para a defesa prévia, já que o investigado reside nos Estados Unidos. Fontes do STF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), contudo, indicam que a intimação será considerada válida dada a manifestação pública do blogueiro sobre o caso. A expectativa é que a denúncia seja aceita no início do ano, transformando-o em réu. Caso condenado, ele será o 30º sentenciado pela Corte no âmbito dos inquéritos sobre a tentativa de ruptura institucional.

Simultaneamente, o Tribunal deve acelerar a ação penal contra Eduardo Bolsonaro. A acusação sustenta que o deputado utilizou canais políticos na Casa Branca para constranger a Corte e tentar livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro das investigações. Embora Figueiredo seja citado como articulador nessas tratativas para impor sanções a ministros, a denúncia atual contra ele refere-se a outros fatos.

CRONOGRAMA – A Primeira Turma do STF recebeu a denúncia contra Eduardo em novembro. O cronograma prevê a conclusão da instrução processual e o julgamento de mérito ainda no primeiro semestre de 2026. O processo destaca que magistrados, incluindo Alexandre de Moraes, chegaram a ser alvo de punições baseadas na Lei Magnitsky. As investigações da Polícia Federal já haviam identificado, anteriormente, planos que ameaçavam a integridade física de autoridades do Tribunal.

Outro julgamento de grande impacto da agenda do Supremo está marcado para os dias 24 e 25 de fevereiro, quando a Primeira Turma analisará a ação penal contra os réus acusados de serem mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, executados em março de 2018, no Rio de Janeiro.

Na ação, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, figuram como réus os irmãos Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, e Domingos Brazão, também ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

EMENDAS – Na sequência, o Supremo passa a enfrentar uma das mais de 80 ações penais e inquéritos em tramitação que tratam de supostos desvios de recursos de emendas parlamentares, abrindo um novo flanco de tensão com o Congresso. O presidente da Primeira Turma, Flávio Dino, marcou para os dias 10 e 11 de março as sessões que vão julgar a primeira ação penal relacionada ao orçamento secreto, caso revelado pelo Estadão.

O processo envolve os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE), acusados de cobrar propina para liberar verbas de saúde. Na ação, relatada pelo ministro Cristiano Zanin, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que os parlamentares exigiram vantagens indevidas para liberar pouco mais de R$ 6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).

Paralelamente ao avanço dessas ações penais, Dino atua em uma frente voltada ao próprio modelo das emendas parlamentares. Relator de quatro ações sobre o tema, ele indicou que pretende solicitar ao presidente da Corte, Edson Fachin, que leve a julgamento a ação que discute a constitucionalidade das emendas impositivas, aquelas de pagamento obrigatório, pelas quais o governo é obrigado a liberar recursos indicados por deputados e senadores.

ADPF DAS FAVELAS – Em outra frente, ações de caráter estrutural sob relatoria de Moraes também tendem a ampliar o alcance da atuação do Supremo e gerar novos desdobramentos penais envolvendo atores políticos ao longo de 2026. É o caso da chamada ADPF das Favelas.

Criada inicialmente para estabelecer limites às operações policiais no Rio de Janeiro, a ação passou a abranger temas cada vez mais amplos, sem delimitação clara de investigados ou de alcance, e a dar origem a investigações autônomas e sigilosas que ganharam vida própria, entre elas a que resultou na prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil).

Em novembro, Moraes determinou a instauração de um inquérito pela Polícia Federal para apurar a atuação do crime organizado no Estado. A medida ampliou o escopo da ADPF e reforçou críticas sobre a expansão do alcance da atuação do Supremo, diante da possibilidade de novos desdobramentos das investigações.

PROTAGONISMO –  Para o pesquisador e professor do Insper Diego Werneck, a agenda de julgamentos prevista para 2026 ajuda a explicar por que o desfecho da ação penal do golpe não encerra a trajetória de protagonismo do Supremo na política, iniciada no Mensalão, consolidada na Lava Jato e prolongada durante o governo Bolsonaro. “A quantidade de investigações em curso mostra que a Corte continuará no centro das disputas, inaugurando uma nova fase de embates com os Poderes”, afirma.

Na mesma linha, o pesquisador da USP e professor do Insper Luiz Gomes Esteves avalia que a pauta de julgamentos prevista para 2026, marcada por temas sensíveis, indica que a Corte não deixará o centro da arena política. “Me parece que esse movimento do Supremo não vai retroceder em um futuro próximo”, diz. Para ele, esses processos se somam a uma sequência recente de episódios que ampliaram o tensionamento entre o STF e os demais Poderes.

Entre eles estão a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo, movimento que abriu uma crise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Senado; a decisão do ministro Gilmar Mendes que alterou o entendimento sobre a Lei do Impeachment, seguida de recuo parcial; a decisão do STF que anulou o ato da Câmara que mantinha a deputada federal Carla Zambelli no cargo; o avanço do calendário eleitoral de 2026; e a declaração de inconstitucionalidade do marco temporal para a demarcação de terras indígenas, cuja lei havia sido aprovada pelo Congresso em 2023.

Órgãos federais não registram trabalho da mulher de Moraes para o Banco Master

 


Viviane não atuou em ao menos três órgãos previstos

Malu Gaspar
O Globo

Apesar da previsão expressa no contrato milionário firmado pela advogada Viviane Barci de Moraes com o Banco Master, o trabalho da mulher do ministro Alexandre de Moraes é desconhecido em pelo menos três dos quatro órgãos do Executivo onde ela supostamente deveria atuar: o Banco Central, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e agora também a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Em resposta a um pedido apresentado pela equipe da coluna via Lei de Acesso à Informação, a PGFN informou que “não foi identificado registro de ingresso” da advogada em suas instalações em Brasília entre janeiro de 2024 (quando o contrato dela com o Master entrou em vigor) e dezembro de 2025.

CONSULTORIA – A PGFN é um órgão vinculado à Advocacia-Geral da União (AGU) voltado para defender a União em causas fiscais, cobranças judiciais de créditos tributários e não tributários, além de prestar consultoria para o Ministério da Fazenda.

“As Procuradorias Regionais da Fazenda Nacional também foram consultadas e informaram que, após consulta às suas unidades regionais, inclusive seccionais e escritórios de representações, não foi detectada nenhuma reunião, audiência e ou entrada física da Sra. Viviane Barci de Moraes, no período de 16 de janeiro de 2024 até a presente data”, respondeu o órgão ao pedido da equipe do blog.

O contrato do escritório de Viviane com o Master, cujo teor foi revelado pelo blog, previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais. Em uma de suas cláusulas, determinava que a mulher de Alexandre de Moraes organizaria “cinco núcleos de atuação” perante o Judiciário, Legislativo e em quatro órgãos do Executivo: o Banco Central, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Receita Federal.

ATUAÇÃO ESTRATÉGICA – O contrato do Master com o escritório da família de Alexandre de Moraes previa a atuação “estratégia, consultiva e contenciosa” perante o Judiciário, o Ministério Público, o Legislativo e o Executivo.

Como foi assinado em 16 de janeiro de 2024, se tivesse sido cumprido integralmente o contrato teria rendido ao Barci de Moraes Associados cerca de R$ 130 milhões até o início de 2027 – ano em que Alexandre de Moraes assumirá a presidência do Supremo, no esquema de rodízio do tribunal por antiguidade.

No mês passado, o blog já havia informado que o Banco Central e o Cade não possuem registro de acesso da advogada em suas instalações, apesar de o contrato firmado com o Master prever expressamente a atuação dela perante as instituições. O BC teve papel-chave na análise da nebulosa compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

PRESSÃO – Conforme revelou o blog, Alexandre de Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Banco Master. Ao menos três dos contatos foram por telefone, mas pelo menos uma vez Moraes se encontrou presencialmente com Galípolo para conversar sobre os problemas do banco de Daniel Vorcaro.

Já o Cade era estratégico para os interesses de Vorcaro para garantir a aprovação da compra do negócio, anunciada em março do ano passado. Embora o BC tenha vetado a operação após descobrir as fraudes na venda de créditos do Master para o BRB, o Cade aprovou o negócio sem restrições em junho passado.

AUTORIZAÇÃO –  A equipe da coluna tentou entrar em contato com Viviane na última segunda-feira (12), mas uma funcionária do escritório Barci de Moraes informou à reportagem que não tinha autorização para informar o e-mail da advogada. Viviane não retornou a ligação do blog ao escritório, mas o espaço segue aberto. Procurada, a assessoria do Banco Master não respondeu às perguntas pedindo esclarecimentos sobre a atuação da mulher de Alexandre de Moraes.

No mês passado, em nota enviada à imprensa, Moraes alegou que suas reuniões com o BC foram para tratar dos efeitos das sanções da Lei Magnitsky. Segundo o ministro, o escritório de advocacia de Viviane “jamais atuou na operação de aquisição Master-BRB perante o Banco Central”.


Fux pede vista em série e paralisa julgamentos dos atos golpistas no STF


Fux pediu vista em 101 julgamentos do 8 de Janeiro

Daniel Gullino
O Globo

O ministro Luiz Fux pediu vista em todos os julgamentos dos atos golpistas do 8 de Janeiro dos quais participou no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) desde o fim de outubro do ano passado. Nesse período, Fux paralisou 101 julgamentos, incluindo de mérito, de recebimento de denúncia ou de recursos.

Fux afirmou, por meio da Secretaria de Imprensa do STF, que fez os pedidos para adequar sua posição a outros votos proferidos anteriormente e que busca manter sua coerência na análise das condutas dos réus. Na maior parte dos casos já havia maioria formada. Em alguns deles, falta apenas o voto de Fux. Um pedido de vista pode durar até 90 dias. O procedimento serve para ter mais tempo de análise do processo, e não é necessário apresentar uma justificativa.

SOB ANÁLISE – O magistrado passou a adotar essa atitude após deixar a Primeira Turma do STF, onde parte das ações penais do 8 de Janeiro é julgada. Os processos mais antigos, contudo, continuam sendo analisados no plenário, com a participação de todos os ministros.

A maioria dos pedidos (68) foi em julgamentos do mérito das ações penais, quando é decidida a absolvição ou a condenação. Já 24 das vistas ocorreram na análise de recursos, e nove no aditamento de denúncias, que ocorre quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresenta novas acusações contra um réu.

A sequência de pedidos de vista é mais uma etapa da inflexão de Fux em relação ao 8 de Janeiro. Após passar cerca de um ano e meio seguindo integralmente o relator, ministro Alexandre de Moraes, em centenas de condenações, o ministro passou a divergir no ano passado e tornou-se o principal contraponto na Primeira Turma.

“NÚCLEO CRUCIAL” – O auge da discordância foi durante o julgamento do “núcleo crucial” da trama golpista, em setembro. Fux defendeu a absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros cinco réus de todos os crimes pelos quais foram acusados, mas ficou vencido por quatro votos a um.

Na época, citou os pedidos de vista como exemplo de “humildade judicial”: “Nós já julgamos algumas milhares de ações, algumas centenas ou milhares de ações. Mas foi exatamente verticalizando nesse voto que eu propus a mim, como magistrado, que deve ter a humildade judicial de evoluir, de reconsiderar, que eu estou pedindo vista, estou aceitando embargos de declaração, aceitando revisões criminais”. No mês seguinte, Fux decidiu ir para a Segunda Turma, na vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

Desde o fim de 2023, processos criminais tramitam nas Turmas (formadas por cinco ministros cada). Entretanto, no caso das denúncias recebidas até aquela data, a competência continuou no plenário. Por isso, ainda há julgamentos do 8 de Janeiro com todos os ministros.

“DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA” – Ao recorrer da condenação, a defesa de Bolsonaro usou o voto de Fux para tentar emplacar a tese de “desistência voluntária”. Isso significa, segundo os advogados, que o STF deveria adotar o entendimento de que o réu desistiu de liderar ou comandar atos golpistas. Ou seja, na hipótese da existência de atos de preparação para a ruptura democrática, Bolsonaro teria atuado para desestimular ações golpistas.

“O embargante deliberadamente interrompeu o curso dos fatos, caracterizando a desistência voluntária”, registra a defesa. O mesmo fizeram os advogados do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira.

O voto de Fux foi destacado seis vezes no chamado “embargo de declaração” de Bolsonaro, para reforçar os argumentos da defesa. “O voto do ministro Fux vem demonstrar que as ilegalidades trazidas pela defesa ao final da ação penal não se confundem nem são resolvidas pelo quanto analisado quando do recebimento da denúncia”, dizem os advogados na petição.

Golpistas em vias de decomposição: sem originalidade e Personalidade

 em 13 jan, 2026 3:30

  Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
             “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

O blog espera que 2026 seja mesmo um ano em que os extremistas da direita, golpistas de carteirinhas, sejam defenestrados eleitoralmente, ou seja, através das urnas eletrônicas tão contestadas por eles mesmos. Mais uma incoerência dos que não querem a democracia, não aceitam os resultados eleitorais, mas não deixam de disputarem, já que não sabem fazer mais nada na vida deles, são políticos profissionais com seus sepulcros caiados.

 Boa parte do eleitorado já percebeu que estes golpistas têm aversão as massas, não têm coerência em suas ações. A grande maioria dos políticos da extrema direita é frívola, de uma geração fraca em princípios e valores além de reproduzir frases feitas e sem pensamentos próprios.

 Todos esses golpistas não têm originalidade e muito menos personalidade. Gritam, esperneiam e na maioria das vezes estão jogando para as redes sociais e uma plateia que os segue mesmo sabendo dos trambiques e das falcatruas. É uma verdadeira “manada” que seguem seus líderes, não pensando em melhoria para a coletividade, mas esperando uma “vantagenzinha” pessoal.

 Uma crise moral que alimenta um segmento político que não tem autenticidade.

 Segurança Nesta terça-feira, 13, o Governo do Estado apresenta os dados da segurança pública do Estado, referente ao ano de 2025, com a divulgação dos principais resultados alcançados a partir da atuação integrada das instituições e do comparativo histórico dos últimos três anos. Os dados, compilados pela Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal, serão apresentados pelos gestores e representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Científica.

Fiscalização entorno do Parque TramandaíEste pequeno espaço há muito tempo vem denunciando a degradação do local com fotos enviadas por moradores. Ontem a PMA anunciou que, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), realizou uma série de fiscalizações no entorno do Parque Ecológico Tramandaí, localizado entre os bairros Jardins, 13 de Julho e Salgado Filho, com o objetivo de promover a regularização de empreendimentos localizados na área e garantir o ordenamento ambiental e urbano da cidade. Como resultado foram emitidas 473 notificações, voltadas ao cumprimento da legislação ambiental visando à preservação do manguezal. 

 Mais de 470 notificações A ação permitiu a elaboração de um diagnóstico detalhado da situação dos imóveis nas localidades, identificando diferentes situações de regularidade. Entre os imóveis notificados, 68 possuem licenciamento ambiental, 54 encontram-se interligados à rede regular de esgoto, e 29 estão com licenciamento e interligação devidamente regularizados. Também foram registrados 39 imóveis licenciados, porém ainda não interligados, além de 25 imóveis interligados, mas com licenças vencidas. O cenário mais expressivo apontado pela fiscalização corresponde a 312 imóveis que não possuem licenciamento ambiental nem interligação regular com a rede de esgotamento sanitário, o que evidencia a necessidade da continuidade das ações fiscalizatórias e do trabalho educativo desenvolvido pela Sema junto aos moradores da região.

Trabalho integrado De acordo com a diretora de Controle Ambiental da Sema, Andrezza Ribeiro, as ações realizadas no Tramandaí possuem caráter educativo, preventivo e fiscalizatório. Segundo ela, a Sema ainda vai realizar outras atividades de sensibilização junto à comunidade. “Essa iniciativa de trabalho integrado, contribui para que os moradores compreendam que as notificações vão além do caráter punitivo, funcionando como instrumentos de orientação e corresponsabilização, estimulando cada cidadão a cumprir seu papel na preservação ambiental e no ordenamento urbano”, destacou. Os proprietários notificados devem buscar a regularização de seus imóveis dentro dos prazos estabelecidos, a fim de evitar sanções administrativas. A Sema também disponibiliza atendimento para orientar os moradores quanto aos procedimentos necessários para adequação às normas ambientais através do whatsapp 79 98141-6575.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/golpistas-em-vias-de-decomposicao-sem-originalidade-e-personalidade/

Sistema de Seleção Unificada ofertará 6.395 vagas para Sergipe

 Estado terá 5.940 vagas do Sistema de Seleção Unificada ofertadas pela universidade federal e 455 pelo instituto federal. Inscrições começam em 19 de janeiro

Inscrições  serão abertas no período de 19 a 23 de janeiro (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O estado de Sergipe contará com a oferta de 6.395 vagas no processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026. Dessas, 5.940 serão disponibilizadas nos campi da Universidade Federal do Sergipe (UFS) e 455 no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sergipe (IFS).

As inscrições para o Sisu 2026 serão abertas no período de 19 a 23 de janeiro e devem ser realizadas, exclusivamente, pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O candidato poderá se inscrever em até duas opções de curso.

No total, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizou mais de 274 mil vagas em todo o Brasil. A edição é considerada a maior da história do programa, com a participação de 136 instituições de ensino superior e a oferta de 7,3 mil cursos disponíveis em 587 municípios, ampliando o acesso à educação superior pública e de qualidade.

Instituto Federal 

Entre as vagas ofertadas pelo IFS, os cursos com mais oportunidades são matemática e engenharia elétrica.

Universidades

A Universidade Federal do Sergipe (UFS) oferece 5.940 oportunidades. Os cinco cursos com mais vagas ofertadas na universidade são: engenharia civil, medicina, ciências contábeis e física.

Licenciaturas

No total, os candidatos de Sergipe poderão concorrer a 1.740 vagas em cursos presenciais de licenciaturas para receber bolsas do Pé-de-Meia Licenciaturas. O programa oferta um incentivo financeiro de R$ 1.050, sendo R$ 700 com saque imediato e R$ 350 como poupança, com saque após o ingresso como professor em uma rede pública de ensino. Para participar, o estudante precisa ter obtido nota média igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ser aprovado, se matricular no curso e se inscrever, posteriormente, no Pé-de-Meia Licenciaturas.

*Com informações do Ministério da Educação

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Novos valores dos exames da CNH entram em vigor em Sergipe

 Segundo o Detran/SE, o exame médico passa a custar o valor de R$ 80 e a avaliação psicológica R$ 100 reais.


Os novos valores já estão em vigor em Sergipe (Foto: Arthuro Paganini)

Os novos valores dos exames necessários para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passam a valer em Sergipe a partir desta terça-feira, 13. A informação foi divulgada no Diário Oficial do Estado.

Com as novas regras, o valor total dos exames médicos e psicológicos não pode ultrapassar R$ 180. Segundo o Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (Detran/SE), no estado, o exame médico está no valor de R$ 80 e a avaliação psicológica R$ 100 reais.

A decisão, publicada no Diário Oficial, se deu após o ministro dos Transportes, Renan Filho, divulgar que Sergipe estava entre os estados que não cumpria a lei sobre os valores dos exames. O vídeo foi compartilhado nas redes sociais do ministro na última quinta-feira, 8.

“A atualização segue as normas do Governo Federal e garante mais transparência no processo de habilitação”, afirmou o Detran/SE.

por Carol Mundim

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Água é dignidade: a coerência entre discurso e prática em Jeremoabo

 Água é dignidade: a coerência entre discurso e prática em Jeremoabo


Por José Montalvão


Durante toda a gestão anterior, o então vereador e hoje presidente da Câmara Municipal, Neguinho de Lié, foi uma das vozes mais firmes na cobrança pelo fornecimento de água às comunidades da zona rural de Jeremoabo. À época, a realidade era de absoluta degradação humana: famílias sem água até para beber, escolas rurais onde alunos realizavam suas necessidades fisiológicas sem qualquer condição mínima de higienização. Faltava o essencial. Faltava dignidade.

A água — bem público, direito humano fundamental e pressuposto básico de saúde — era tratada com descaso. E foi justamente esse abandono que motivou reiteradas cobranças do Legislativo, muitas vezes ignoradas pelo Executivo anterior. Neguinho de Lié manteve a coerência: denunciou, cobrou, insistiu. Hoje, na condição de presidente da Câmara, não se afastou dessa pauta. Ao contrário, deu a ela consequência administrativa.

Em sintonia com o prefeito Tista de Deda, a atual gestão tem atuado de forma contínua e institucional junto ao Governo do Estado da Bahia e à Embasa para enfrentar o problema histórico do abastecimento nas comunidades mais críticas, como Pedra de Dentro, Farofinha, Cipó de Leite e Tranqueira (Conrado). As demandas são objetivas, técnicas e fundamentadas na urgência social — não em interesses eleitorais.

Essa postura explica, em grande medida, o incômodo causado aos opositores. O que perturba não é retórica, mas trabalho. O que desagrada não é discurso, mas resultado. A administração Tista de Deda tem adotado um método que foge à velha política: buscar soluções estruturais, dialogar com os entes competentes e tratar políticas públicas como dever de Estado, não como favor.

Nesse contexto, a ida do prefeito à capital baiana, acompanhado de vereadores da base, secretários municipais e da chefe de gabinete Anabel — que coordena com firmeza e eficiência a agenda institucional — simboliza mais do que uma visita protocolar. Representa compromisso, articulação e respeito à população que mais precisa.

Garantir água à zona rural não é obra de marketing; é obrigação constitucional, é saúde pública, é justiça social. Jeremoabo começa a virar essa página quando há alinhamento entre o que se defende e o que se faz. Sem politicagem, sem discriminação, com benefício coletivo.

Água não é promessa. Água é direito. E, finalmente, está sendo tratada como tal.

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