Água é dignidade: a coerência entre discurso e prática em Jeremoabo
Por José Montalvão
Durante toda a gestão anterior, o então vereador e hoje presidente da Câmara Municipal, Neguinho de Lié, foi uma das vozes mais firmes na cobrança pelo fornecimento de água às comunidades da zona rural de Jeremoabo. À época, a realidade era de absoluta degradação humana: famílias sem água até para beber, escolas rurais onde alunos realizavam suas necessidades fisiológicas sem qualquer condição mínima de higienização. Faltava o essencial. Faltava dignidade.
A água — bem público, direito humano fundamental e pressuposto básico de saúde — era tratada com descaso. E foi justamente esse abandono que motivou reiteradas cobranças do Legislativo, muitas vezes ignoradas pelo Executivo anterior. Neguinho de Lié manteve a coerência: denunciou, cobrou, insistiu. Hoje, na condição de presidente da Câmara, não se afastou dessa pauta. Ao contrário, deu a ela consequência administrativa.
Em sintonia com o prefeito Tista de Deda, a atual gestão tem atuado de forma contínua e institucional junto ao Governo do Estado da Bahia e à Embasa para enfrentar o problema histórico do abastecimento nas comunidades mais críticas, como Pedra de Dentro, Farofinha, Cipó de Leite e Tranqueira (Conrado). As demandas são objetivas, técnicas e fundamentadas na urgência social — não em interesses eleitorais.
Essa postura explica, em grande medida, o incômodo causado aos opositores. O que perturba não é retórica, mas trabalho. O que desagrada não é discurso, mas resultado. A administração Tista de Deda tem adotado um método que foge à velha política: buscar soluções estruturais, dialogar com os entes competentes e tratar políticas públicas como dever de Estado, não como favor.
Nesse contexto, a ida do prefeito à capital baiana, acompanhado de vereadores da base, secretários municipais e da chefe de gabinete Anabel — que coordena com firmeza e eficiência a agenda institucional — simboliza mais do que uma visita protocolar. Representa compromisso, articulação e respeito à população que mais precisa.
Garantir água à zona rural não é obra de marketing; é obrigação constitucional, é saúde pública, é justiça social. Jeremoabo começa a virar essa página quando há alinhamento entre o que se defende e o que se faz. Sem politicagem, sem discriminação, com benefício coletivo.
Água não é promessa. Água é direito. E, finalmente, está sendo tratada como tal.