NOTA OFICIAL ABIT - Acordo Mercosul-União Europeia A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) manifesta sua satisfação pela recente aprovação, pelos países membros da União Europeia, do Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia, abrindo caminho para a sua assinatura e posterior ratificação. Esse importante passo representa um marco nas relações bilaterais entre dois grandes espaços econômicos do mundo, após mais de duas décadas de negociações. A decisão de seguir para a assinatura do acordo demonstra a confiança na cooperação internacional e no comércio como vetores de desenvolvimento, especialmente em um contexto global marcado por forças protecionistas e polarizações econômicas. A iniciativa reforça a visão de que estruturas de parceria baseada em regras claras e multissetoriais são preferíveis à confrontação e ao isolamento econômico. Para o setor têxtil e de confecção brasileiro, esse acordo traz múltiplas oportunidades: 1. Expansão do comércio de bens manufaturados e têxteis com países que possuem práticas justas de comércio; 2. Aumento de investimentos e cooperação tecnológica; 3. Cooperação na área de sustentabilidade. Maior proximidade do bloco europeu nas discussões sobre regulamentos voltados para o setor têxtil e de confecção que vem avançando; 4. Diálogo cultural e fortalecimento de setores criativos; 5. Qualificação e desenvolvimento de pessoas. Esse acordo também tem implicações estratégicas para diversificação de parcerias e redução de vulnerabilidades frente a choques externos. Ao integrar cadeias de valor entre América do Sul e Europa, o Mercado Comum do Sul e a União Europeia avançam em direção a um modelo de comércio baseado em maiores sinergias e intercâmbio de longo prazo. A ABIT celebra essa evolução no relacionamento multilateral e reafirma seu compromisso com iniciativas que promovam crescimento econômico, geração de emprego, modernização da indústria e integração produtiva global. PARTICIPAÇÃO DA ABIT NAS NEGOCIAÇÕES A Abit, com o apoio do Programa Texbrasil, parceria estratégica da entidade com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), participou ativamente de todo o processo de negociações, representando e defendendo os interesses do setor. Por meio deste trabalho, o setor têxtil e de confecção firmou um entendimento com sua contraparte europeia, a Euratex (European Apparel and Textile Confederation), sobre regras de origem e desgravação de tarifas que foi entregue aos governos como proposta do setor privado para o acordo, uma iniciativa inédita que muito contribuiu para o acordo e que, ao mesmo tempo, buscou preservar as características e necessidades das empresas brasileiras. Segundo entendimento mantido entre privados do Mercosul e da União Europeia, o cronograma de desgravação foi definido por produto, e os artigos têxteis e confeccionados estão em várias categorias que levarão até oito anos para serem desgravadas, contados a partir do início da vigência do acordo. Cada produto, além do cronograma de desgravação de tarifas, terá sua própria regra de origem que deverá ser observada para obtenção do respectivo benefício de redução tarifária. RELAÇÃO BILATERAL BRASIL-UNIÃO EUROPEIA - SETOR TÊXTIL E DE CONFECÇÃO
Destacam-se: fios de seda, vestuário e nãotecidos (tecidos de uso técnico) Principais países de destino: França, Portugal e Holanda
Especialmente: vestuário, tecidos técnicos, nãotecidos e filamentos de poliamida
COMÉRCIO DA UNIÃO EUROPEIA DE TÊXTEIS E CONFECCIONADOS
Segundo a Euratex, o acordo entre Mercosul e União Europeia que poderá impulsionar a competitividade industrial da Europa, a diversificação do comércio e o crescimento sustentável. Para a indústria têxtil e de vestuário europeia, os benefícios já são visíveis. Nos primeiros sete meses de 2025, as exportações da UE de têxteis e vestuário para o Mercosul atingiram 299,5 milhões de euros, um aumento de 4,4% em comparação com o mesmo período de 2024. As exportações de vestuário registaram um crescimento de 9,2%, enquanto as exportações de têxteis cresceram 2%. Estes números destacam o potencial desta parceria para expandir as exportações, reforçar a cooperação e construir cadeias de abastecimento mais resilientes e sustentáveis — especialmente para as pequenas e médias empresas focadas na qualidade, inovação e sustentabilidade. (Fonte: Euratex) |