Por José Montalvão
Quando assisto, nas redes sociais, a críticas superficiais ao prefeito Tista de Deda, especialmente sobre supostos atrasos no pagamento de pessoal e fornecedores, é impossível não lembrar do célebre bordão de Chacrinha:
“Eu não vim para explicar, eu vim para confundir.”
Infelizmente, é exatamente isso que parte do debate público tenta fazer: confundir a população, omitindo fatos essenciais e invertendo responsabilidades.
A verdade é simples e precisa ser dita com clareza: a inadimplência deixada pelo governo anterior só veio à tona após o término do mandato. As contas não chegaram durante a gestão passada, mas explodiram no colo da nova administração, como ocorre em muitos municípios brasileiros marcados pela irresponsabilidade fiscal.
O descontrole herdado
Essa prática é conhecida: inchar a folha artificialmente para gerar aparência de prosperidade, empurrando a conta para o gestor seguinte. A “banda tocava”, mas sem qualquer controle — até que, inevitavelmente, a música parou.
A diferença de postura do atual governo
Quando o caixa permite, o pagamento é antecipado. Quando a realidade financeira impõe limites, o salário é quitado dentro do prazo legal. Isso não é atraso — é responsabilidade.
O falso dilema: pagar antes ou demitir
É melhor pagar dentro do prazo legal do que promover demissões em massa. É melhor ajustar, com responsabilidade, do que repetir o descontrole do passado.
A quem cabe a culpa?
Criticar quem está arrumando a casa é fácil. Difícil foi governar sem pagar encargos e fingir que estava tudo bem.
Jeremoabo vive hoje um período de ajuste, não por incompetência do atual prefeito, mas por consequência direta de uma herança administrativa irresponsável. Confundir isso é repetir o velho truque do Chacrinha — só que, desta vez, o preço da confusão é pago pelo povo.