sexta-feira, janeiro 09, 2026

A conta que não chegou a tempo: a herança da inadimplência e os efeitos na gestão Tista de Deda

                                            Foto Divulgação

Por José Montalvão

Quando assisto, nas redes sociais, a críticas superficiais ao prefeito Tista de Deda, especialmente sobre supostos atrasos no pagamento de pessoal e fornecedores, é impossível não lembrar do célebre bordão de Chacrinha:

“Eu não vim para explicar, eu vim para confundir.”

Infelizmente, é exatamente isso que parte do debate público tenta fazer: confundir a população, omitindo fatos essenciais e invertendo responsabilidades.

A verdade é simples e precisa ser dita com clareza: a inadimplência deixada pelo governo anterior só veio à tona após o término do mandato. As contas não chegaram durante a gestão passada, mas explodiram no colo da nova administração, como ocorre em muitos municípios brasileiros marcados pela irresponsabilidade fiscal.

O descontrole herdado

O governo anterior nomeava servidores a granel, sem qualquer compromisso com o cumprimento das obrigações sociais e legais. Não recolhia encargos, não honrava compromissos previdenciários, não mantinha regularidade junto aos órgãos públicos. O resultado foi devastador:
👉 Jeremoabo ficou totalmente inadimplente, impedida de firmar convênios, receber recursos e respirar financeiramente.

Essa prática é conhecida: inchar a folha artificialmente para gerar aparência de prosperidade, empurrando a conta para o gestor seguinte. A “banda tocava”, mas sem qualquer controle — até que, inevitavelmente, a música parou.

A diferença de postura do atual governo

Ao contrário do que tenta fazer crer a narrativa mal-intencionada, o prefeito Tista de Deda tem adotado uma postura responsável, legal e humana.
Além de administrar um município estrangulado financeiramente, sua gestão vem pagando um volume absurdo de débitos herdados, algo que jamais foi feito antes.

Mais do que isso:
✔️ O atual governo cumpre rigorosamente os encargos sociais;
✔️ Mantém o município em processo de recuperação fiscal;
✔️ Paga o funcionalismo em dia, até o quinto dia útil, conforme determina a lei.

Quando o caixa permite, o pagamento é antecipado. Quando a realidade financeira impõe limites, o salário é quitado dentro do prazo legal. Isso não é atraso — é responsabilidade.

O falso dilema: pagar antes ou demitir

Alguns parecem preferir que o prefeito adote medidas drásticas, como a redução brutal do quadro de servidores, apenas para “fazer caixa” e agradar narrativas fáceis.
Mas Tista de Deda, como gestor humano, não pretende penalizar trabalhadores para corrigir erros que não cometeu.

É melhor pagar dentro do prazo legal do que promover demissões em massa. É melhor ajustar, com responsabilidade, do que repetir o descontrole do passado.

A quem cabe a culpa?

O povo de Jeremoabo precisa compreender uma verdade incômoda, mas necessária:
👉 Toda essa situação tem um culpado claro — o gestor anterior, que deixou a banda voar sem controle, ignorou obrigações legais e empurrou a inadimplência para frente.

Criticar quem está arrumando a casa é fácil. Difícil foi governar sem pagar encargos e fingir que estava tudo bem.

Jeremoabo vive hoje um período de ajuste, não por incompetência do atual prefeito, mas por consequência direta de uma herança administrativa irresponsável. Confundir isso é repetir o velho truque do Chacrinha — só que, desta vez, o preço da confusão é pago pelo povo.

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