segunda-feira, janeiro 05, 2026

Cultura não vive só de promessas: o comércio precisa assumir seu papel

  CARMELITA RESISTE E MANTÉM VIVO O BAILE DAS CAMPONESAS

Fonte: JV PORTAL / JEREMOABO TV

RP: 9291/BA


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Nota da Redação Deste Blog 

Por José Montalvão

Em Jeremoabo, terra de história rica, identidade forte e talentos incontestáveis, é impossível não reconhecer o valor de artistas como Carmelita Dudé, filha legítima deste chão sertanejo, que leva o nome do município com dignidade, talento e resistência cultural. Carmelita merece respeito, reconhecimento e, sobretudo, apoio concreto, não apenas discursos vazios ou aplausos ocasionais.

Entretanto, é preciso fazer uma reflexão séria e necessária: não se pode esperar que apenas o poder público carregue sozinho o peso da cultura local. Parte do comércio jeremoabense ainda insiste na velha lógica do “venha a nós”, esperando sempre benefícios indiretos, visibilidade e lucro, mas se omitindo quando chega a hora de investir, patrocinar ou apoiar quem produz cultura.

Em cidades pequenas do interior, a cooperação entre o comércio local e a cultura não é um luxo, é uma necessidade estratégica. Quando o comércio apoia artistas da terra, fortalece-se um ciclo virtuoso que beneficia toda a comunidade.

Apoiar a cultura é fortalecer a identidade local. É preservar tradições, valorizar a memória coletiva e criar um sentimento de pertencimento que nenhuma propaganda paga consegue substituir. Uma cidade que respeita seus artistas respeita a si mesma.

Além disso, o patrocínio cultural gera visibilidade direta ao comerciante. Marcas associadas a eventos culturais, exposições, apresentações e manifestações artísticas passam a ser vistas como parceiras do povo, comprometidas com o desenvolvimento social. Isso fideliza clientes e cria respeito duradouro.

Não menos importante, a cultura movimenta a economia. Eventos culturais atraem público, aquecem bares, restaurantes, lanchonetes, lojas e serviços. O dinheiro circula, o comércio vende mais e novos empregos podem surgir. Quem ganha não é apenas o artista, mas toda a cadeia econômica local.

Uma cidade culturalmente ativa também oferece melhor qualidade de vida. Torna-se mais atrativa para moradores, visitantes e até investidores. Cultura não afasta desenvolvimento; ao contrário, ela o impulsiona.

Portanto, apoiar artistas como Carmelita Dudéé não é favor, é investimento. É hora de o comércio de Jeremoabo sair da zona de conforto, abandonar a postura de mero espectador e assumir seu papel social. Cultura não sobrevive só de editais, nem apenas da prefeitura. Ela precisa do envolvimento de todos.

Quem só espera receber, sem nunca contribuir, perde a chance de fazer parte da história. E Jeremoabo já provou que tem história, tem talento e tem futuro — desde que cada setor faça sua parte.

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