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Depois do leite derramado: quando o eleitor também é responsável pela corrupção
Por José Montalvão
É recorrente, após cada eleição, ouvir nas ruas e nas redes sociais o mesmo lamento: “os políticos são todos corruptos”. O discurso ganha força quando os interesses pessoais do eleitor não são atendidos ou quando escândalos vêm à tona. O problema é que essa indignação quase sempre surge depois do leite derramado, esquecendo-se de um ponto essencial: ninguém nasce político corrupto; ele é criado, tolerado e mantido pelo eleitor.
Ao votar sem analisar a vida pregressa do candidato, sem investigar sua trajetória, suas alianças, seus processos judiciais ou sua coerência ética, o eleitor abdica do papel mais poderoso que possui: o voto consciente. Quando a escolha é guiada por favores pessoais, promessas vazias, empregos para parentes, pequenas vantagens ou pela velha mentalidade do “rouba, mas faz”, o eleitor deixa de pensar no coletivo e passa a ser parte ativa do problema.
A relação entre eleitor e político corrupto não é simples nem unilateral. Trata-se de uma engrenagem perversa. O eleitor tem o poder de eleger e, principalmente, de não reeleger. Quando insiste em votar em quem já tem histórico de corrupção, quando fecha os olhos para denúncias graves ou quando participa de esquemas de troca de favores, torna-se conivente. O político, por sua vez, percebe essa fragilidade ética do eleitorado e a explora, aprofundando práticas ilegais para benefício próprio. Forma-se, assim, um ciclo vicioso de corrupção, impunidade e descrédito das instituições.
A solução não virá apenas de discursos moralistas nem de promessas de campanha. Ela passa, necessariamente, pela conscientização do eleitor, pelo abandono definitivo da cultura do imediatismo e pela rejeição firme da lógica do “mal menor”. Exigir ética não é utopia; é dever cívico. Obras públicas não podem servir de salvo-conduto para crimes contra o erário.
Esse debate ganha ainda mais relevância diante de denúncias recentes. Neste sábado, 10 de janeiro de 2026, recebi uma matéria do jornalista Cledson Santana, intitulada “Escândalo de Funcionários Fantasmas em Coronel João Sá”. A reportagem reproduz denúncia feita contra um pré-candidato a deputado estadual da região, apontando a suposta implantação de servidores fantasmas em quase todas as cidades do estado da Bahia, inclusive Jeremoabo, sangrando folhas de pagamento com recursos oriundos do FUNDEB.
A acusação é gravíssima. Segundo a denúncia, esses supostos funcionários aparecem regularmente nas folhas de pagamento, mas não exercem qualquer função, configurando, em tese, desvio de recursos que deveriam ser destinados à educação. Trata-se de um tema que exige apuração rigorosa por parte do Ministério Público, a quem cabe investigar, esclarecer e, se comprovadas as irregularidades, responsabilizar os envolvidos.
Mas não é só o Ministério Público que tem deveres. O eleitor também precisa fazer sua parte. Não basta compartilhar matérias depois do escândalo estourar, nem indignar-se seletivamente conforme o lado político. É preciso memória, coerência e responsabilidade no momento do voto.
Conclusão
A corrupção não é uma via de mão única. É uma relação de oferta e demanda. O político oferece a corrupção; o eleitor, por omissão, conveniência ou participação, permite que ela prospere. A mudança real só acontecerá quando o eleitor assumir plenamente o poder que tem, deixar de votar por interesse pessoal e passar a exigir conduta íntegra, transparência e compromisso com o bem coletivo — não apenas um “fazedor de obras” que governa à margem da lei.

“Pirâmide” do Banco Master (revista piauí)
Roseann Kennedy
Estadão
A liquidação do Banco Master, que já teve até cena de novela, com banqueiro sendo preso prestes a viajar de jatinho para o exterior, virou assunto popular nas redes. Mas não aleatoriamente. O que as investigações sobre o caso apontam é que houve uma ação coordenada para atacar instituições e autoridades, com pagamentos milionários.
Ou seja, o banqueiro Daniel Vorcaro contou com um verdadeiro gabinete do ódio agindo a seu favor.
APOIO À CPI – Essa descoberta deu fôlego para o pedido de uma CPI do Master, e o número de assinaturas cresceu nos últimos dias, indo para patamar recorde. Até esta sexta-feira, 9, havia endosso de 208 deputados e 37 senadores. Ou seja, número suficiente e pelo menos um fato determinado para garantir a instalação.
Congresso e governo, porém, darão um jeito de enterrar a CPI. Afinal, a quem interessa de fato, no meio político, investigar Vorcaro?
Um dos maiores temores entre os congressistas é que o banqueiro resolva fazer uma delação premiada, pois sobraria para todo lado, já que ele construiu uma rede de relacionamento com políticos das mais variadas colorações partidárias, ou sem coloração alguma – caso do Centrão.
ALCOLUMBRE É CONTRA – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avisou nos bastidores não ter intenção em dar andamento à investigação no Congresso. Contudo, antes que se diga que tudo vira treta do próprio Legislativo, é preciso observar também o movimento do governo.
Até o momento, por exemplo, a base de Lula mantém distância do pedido. Segundo o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), responsável por coletar as assinaturas, nenhum petista assinou a CPI e apenas três integrantes de partidos governistas constam na sua lista: Tabata Amaral (PSB), Duarte Junior (PSB) e Marcos Tavares (PDT).
O Planalto, porém, tem um discurso ensaiado. Vai destacar que apoia investigação ampla sobre o Master – atinja quem tiver que atingir. Mas que falta “viabilidade pragmática” para o funcionamento da comissão, pelo provável esvaziamento do Congresso no ano eleitoral.
MARQUETEIRO – Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou o marqueteiro para dizer que acompanha o caso do Master com preocupação, e seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também.
Uma mudança de rota. Enquanto o tema envolvia embate de Tribunal de Contas da União e Banco Central, ou seja, sem chance de engajar o público em geral, Lula e seus ministros ficaram em silêncio.
Mas o escândalo dos influenciadores popularizou a pauta e chegou aos eleitores, disparando o alerta de que ficar calado poderia soar omissão.
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Tecnologia redefine poder, soberania e o futuro das nações
Marcelo Copelli
Le Monde Diplomatique Brasil
Nas últimas décadas, poucas inovações despertaram tanto entusiasmo quanto a inteligência artificial, inicialmente celebrada como símbolo de eficiência e progresso. À medida que saiu dos laboratórios para moldar mercados financeiros, plataformas de comunicação, sistemas de defesa e políticas públicas, tornou-se evidente que seus impactos extrapolam o campo técnico e alcançam o núcleo da política global.
A IA não representa apenas a culminação da transformação digital: inaugura uma nova etapa da competição internacional, na qual o domínio sobre dados, padrões tecnológicos e infraestrutura computacional converte-se em vantagem estratégica, redefinindo alianças e deslocando o equilíbrio de poder. O mercado global de inteligência artificial já vale centenas de bilhões de dólares e projeta crescimento acelerado, com investimentos privados e públicos concentrados em poucas potências – evidência clara de que a disputa tecnológica se tornou, também, um instrumento de hegemonia global.
DISPUTA GEOPOLÍTICA – O que emergiu como promessa de modernização tornou-se o epicentro de uma das mais decisivas disputas geopolíticas desde a Guerra Fria. Essa nova etapa ultrapassa os limites da inovação corporativa ou da automação industrial; ela redefine soberanias, altera a natureza da governança e desloca as fronteiras do que significa exercer influência internacional. O controle das arquiteturas digitais concede capacidade não apenas de dominar mercados, mas de condicionar democracias, moldar narrativas e direcionar comportamentos sociais.
Pela primeira vez, uma tecnologia afeta simultaneamente segurança nacional, economia, cultura e valores – e transforma o próprio conceito de poder. A rivalidade estratégica entre Estados Unidos e China cristaliza essa transição.
Enquanto o relatório AI Index 2025 mostra que os EUA lideram em private investment e produção de tecnologias fundamentais, a China se aproxima rapidamente em capacidade de desenvolvimento e desempenho em benchmarks de inteligência artificial. Washington e Pequim disputam semicondutores, cadeias produtivas, computação avançada e padrões regulatórios, convertendo o domínio tecnológico em pilar de segurança nacional. O controle da IA tornou-se instrumento de política externa, ferramenta de influência e variável determinante na definição de dependências internacionais.
APOSTA – Nesse contexto, a União Europeia enfrenta sua encruzilhada: embora reconhecida como líder em governança ética e proteção de dados, sua participação em pesquisa e produção ainda fica atrás de gigantes tecnológicos de outras regiões. A estratégia europeia aposta em regulação e marcos legais para mitigar assimetrias e proteger direitos, na tentativa de equiparar soberania digital às capacidades tecnológicas.
As implicações sociais da IA são igualmente profundas – e mensuráveis. Segundo relatório da ONU UNCTAD, até 40% dos empregos no mundo podem ser impactados pela adoção acelerada dessa tecnologia até 2033, com risco de aprofundar desigualdades caso políticas de requalificação e inclusão não sejam implementadas. A promessa de aumento de produtividade convive com a ameaça de concentração de renda e exclusão de grande parcela da força de trabalho, especialmente em países com menor capacidade de adaptação tecnológica e educacional.
No campo da informação, o controle de grandes volumes de dados confere capacidade de influenciar comportamentos, modular preferências e moldar debates públicos. Plataformas digitais acumulam poder que ultrapassa estruturas tradicionais de controle social e político e, sem transparência, podem erodir os pilares democráticos. A IA não é apenas ferramenta: é infraestrutura de governança capaz de reforçar vigilância, polarização e concentração de poder.
DESAFIOS – O Brasil, inserido nesse cenário, enfrenta desafios e oportunidades. Sua posição estratégica dependerá menos da importação de soluções e mais da construção de autonomia tecnológica, formação especializada e marcos éticos robustos. O potencial científico, a biodiversidade, o agronegócio, o setor energético e as universidades constituem ativos relevantes; porém, a ausência de políticas estratégicas pode transformar vantagens competitivas em dependências estruturais.
A América Latina, por sua vez, ocupa posição emblemática: vulnerável às desigualdades que a IA pode amplificar, mas também capaz de utilizá-la como salto de desenvolvimento – saúde, educação, agricultura, monitoramento ambiental e gestão urbana representam áreas de aplicação com impacto transformador.
A governança internacional torna-se imprescindível. Nenhuma nação administrará isoladamente os efeitos globais da IA. O risco de fragmentação tecnológica pressiona instituições multilaterais a articular normas que reflitam valores universais – transparência, equidade, direitos humanos – e impeçam que assimetrias se convertam em novos regimes de dependência.
DEBATE – Em última análise, a disputa global pela inteligência artificial transcende o fascínio pela inovação e concentra o debate sobre qual modelo de sociedade deverá prevalecer: um em que algoritmos ampliem cidadania, democratizem conhecimento, fortaleçam transparência e promovam inclusão, ou um sistema em que a tecnologia consolide novas formas de concentração de poder, intensifique vigilância e aprofunde desigualdades.
O futuro não será resultado de inevitabilidades técnicas, mas de escolhas políticas, institucionais e sociais – da capacidade de estruturar marcos éticos que priorizem direitos humanos, soberania digital e justiça social. A IA pode ser instrumento de emancipação ou dominação; ao definir se a tecnologia servirá às pessoas ou as governará, determinar-se-á não apenas o equilíbrio de poder internacional, mas o próprio sentido de liberdade no século XXI.
Charge reproduzida do Arquivo Google
Júlia Sofia
Veja
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 6, que poderá enfrentar um novo processo de impeachment caso o Partido Republicano não vença as eleições de meio de mandato de 2026.
A declaração foi feita durante um encontro fechado com parlamentares republicanos da Câmara dos Representantes, em Washington, e soou como um alerta aos aliados sobre o risco político de uma eventual derrota nas urnas.
DISSE TRUMP – “Temos que ganhar as eleições de meio de mandato porque, se não ganharmos, eles vão encontrar um motivo para me destituir”, disse Trump.
“Eu vou sofrer um processo de impeachment”, afirmou o presidente, ao defender maior unidade do partido em torno de sua agenda. Durante o discurso, Trump também cobrou dos parlamentares uma atuação em temas como políticas de gênero, saúde e reformas eleitorais.
As eleições legislativas de novembro colocarão em disputa todas as cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço do Senado, em um pleito decisivo para o futuro do governo.
MEIO DE MANDATO – Historicamente, o partido do presidente costuma perder força no Congresso nas eleições de meio de mandato. “Dizem que quando você ganha a presidência, você perde as eleições de meio de mandato”, disse Trump.
Apesar da forte deferência demonstrada até agora pelos republicanos da Câmara, que têm cedido espaço ao Executivo em temas como gastos públicos, começam a surgir sinais de atrito.
Ainda nesta semana, a Casa pode votar a derrubada de um veto presidencial que bloqueou projetos de infraestrutura hídrica no Colorado e em Utah, iniciativa que exigiria maioria qualificada de dois terços para prosperar.
Trump já foi alvo de dois processos de impeachment durante seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, ambos aprovados pela Câmara dos Representantes, então controlada pelos democratas.
As acusações envolveram abuso de poder no caso da Ucrânia e sua conduta antes da invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.
Em ambas as ocasiões, o Senado, dominado pelos republicanos, absolveu o presidente.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Nos Estados Unidos, a alternância no poder é uma realidade. Neste final de ano, se as eleições deixarem Trump em minoria na Câmara e no Senado, ele pode mesmo ser derrubado, para benefício do Brasil e do mundo, digamos assim. (C.N.)
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta de baixa umidade para estados da Região Nordeste neste sábado (10).
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O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta de perigo potencial para chuvas intensas em estados da Região Norte neste sábado (10). O aviso abrange Acre, Amazonas, Rondônia, Pará e Tocantins.
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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo para tempestades no estado de São Paulo neste sábado (10).
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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de chuvas intensas para áreas da Região Centro-Oeste neste sábado. Em Mato Grosso, as precipitações mais intensas devem atingir municípios do noroeste e oeste mato-grossense, como Aripuanã, Juína e Sapezal.
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O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta de grande perigo para tempestades nos três estados da Região Sul do país neste sábado (10).
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Um levantamento inédito aponta os 100 melhores hospitais públicos do Brasil, com destaque para o estado de São Paulo, que concentra o maior número de unidades selecionadas: 30. Em segundo lugar está Goiás, com 10 hospitais. A relação contempla as unidades de saúde finalistas do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, cuja premiação está prevista para maio de 2026
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Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 169,2 bilhões, o que representa um aumento de 3,0% em relação aos US$ 164,3 bilhões registrados em 2024. O valor corresponde a 48,5% de todo o valor exportado pelo Brasil no ano passado. O resultado foi impulsionado pela colheita recorde de grãos na safra 2024/2025, o desenvolvimento da produção de proteínas animais, e a diversificação de mercados para essa produção.
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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que as exportações brasileiras para os países da União Europeia devem aumentar em US$7 bilhões com a assinatura do acordo com o Mercosul.
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A iniciativa Carreta Digital, criada em 2024 pelo Ministério das Comunicações, encerrou 2025 com 9,8 mil jovens formados em cursos básicos de tecnologia.
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O ano de 2026 se desenha como um período de intensa movimentação para o setor mineral, influenciado por fatores políticos e econômicos que impactam diretamente a dinâmica dos investimentos e das políticas públicas no Brasil e no mundo. No cenário internacional, a persistência de conflitos armados e o acirramento das disputas geopolíticas seguem moldando as cadeias globais. Nesse contexto, os minerais críticos possuem um papel central, tornando-se ativos fundamentais para a segurança energética e industrial.
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O Ibovespa voltou a fechar o pregão em alta de 0,27%, aos 163.370 pontos, acumulando avanço de 1,77% na primeira semana cheia de 2026. O avanço do índice foi apoiado pela valorização do petróleo, pela divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dentro da meta do Banco Central e com a aprovação, pela União Europeia, do acordo com o Mercosul.
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O dólar comercial encerrou o último pregão em queda de 0,43% frente ao real, cotado a R$5,37, fechando a semana com queda acumulada de 1,10%. O câmbio contrariou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando alta de 0,20%. O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela divulgação da inflação do Brasil no menor patamar anual desde 2018 e pelo payroll estadunidense abaixo do esperado.
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Você sabe qual é o limite seguro para consumir bebidas alcoólicas? “Homens podem tomar até 2 doses por dia. Mulheres, apenas uma,” explica o neurologista Dr. Leonel Takada (CRM: 112.075/SP). Uma dose equivale a uma cerveja (350 ml), uma taça de vinho ou uma dose de destilado (40 ml).
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Zambelli passa por audiência que define extradição e manifesta desejo de permanecer na Itália Zambelli prefere permanecer sob custódia na ...