terça-feira, novembro 11, 2025

Motta busca STF por respaldo a Derrite como relator do PL Antifacção após contrariar governo Lula

 

Motta busca STF por respaldo a Derrite como relator do PL Antifacção após contrariar governo Lula

Por Ana Pompeu e Cézar Feitoza/Folhapress

11/11/2025 às 06:41

Foto: Marina Ramos/Arquivo/Câmara

Imagem de Motta busca STF por respaldo a Derrite como relator do PL Antifacção após contrariar governo Lula

Hugo Motta

A definição do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o projeto antifacção, decisão que contrariou o governo Lula (PT), teve aval de integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comunicou os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes sobre a escolha do parlamentar na última semana.

A avaliação no Supremo foi a de que Derrite tem trânsito no tribunal, com fácil acesso aos ministros. Assim, eventuais ajustes no texto poderiam ser debatidos de lado a lado.A escolha de Derrite, que é secretário da Segurança Pública da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), também foi interpretada na corte como símbolo da desarticulação do Executivo em torno do tema.

Com o parlamentar, os ministros acreditam que a aprovação do texto pode ser facilitada na Câmara.
Motta foi ao Supremo na segunda-feira (10) para conversar com Moraes e Gilmar sobre o texto construído por Derrite. Segundo relatos feitos à Folha, o presidente da Câmara queria saber se os ministros viam inconstitucionalidade no texto e se o projeto poderia sofrer resistências na corte.

Um dos pontos de maior controvérsia no projeto de Derrite é a previsão de que a Polícia Federal só poderia investigar organizações criminosas mediante pedido do governador do estado.

Essa restrição é vista por um ministro do Supremo como inconstitucional. Ela afronta ainda a determinação do plenário na ADPF das Favelas para que a corporação mantenha um inquérito permanente para investigar indícios de crimes com repercussão interestadual e internacional de organizações criminosas do Rio.

O PL Antifacção é a principal aposta do governo Lula (PT) para reagir à crise de imagem na segurança pública.

Motta vinha fazendo gestos ao presidente da República. Participou de eventos do governo, ajudou na aprovação de projetos de interesse do Executivo e atuou na negociação com partidos do centrão, como PP e União Brasil, após um rompimento das cúpulas dessas legendas com o petista.

Apesar disso, integrantes do governo e deputados da base de Lula dizem que Motta dá sinalizações dúbias e falam em desconfiança sobre a gestão dele. Eles reconhecem que o deputado precisa fazer acenos aos oposicionistas para não perder o controle do plenário, mas avaliam que, em momentos cruciais neste ano, ele esteve mais alinhado com a oposição do que com o governo.

Foi o que ocorreu, na visão de governistas, com a escolha do relator do projeto antifacção. Derrite é secretário de Segurança Pública do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), potencial adversário de Lula em 2026, e se licenciou do cargo em São Paulo só para conduzir as discussões sobre a proposta. Para integrantes do Palácio do Planalto e deputados governistas, a decisão foi equivocada.

Da parte do STF, ao menos Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes têm diálogo aberto com o parlamentar.
Outra avaliação, nos bastidores da corte, é a de que Derrite é alguém que entende do tema da segurança pública. Isso seria um ponto favorável tanto pelo aspecto técnico quanto pelas dificuldades de articulação do governo no tema —faltaria quem centralizasse as conversas sobre a matéria.

Em Buenos Aires, por exemplo, Gilmar comentou com jornalistas haver uma politização do debate. Ele criticou as discussões no Congresso terem como foco a equiparação de facções criminosas a grupos terroristas.

"Nós precisamos tratar do crime dentro dos padrões normais da institucionalidade", disse o ministro. "Me parece que há muita bravata em torno desse tema e um excesso de politização, tendo em vista inclusive os conflitos que se articulam no país".

A preocupação é a mesma na gestão Lula. A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) afirmou na última quarta-feira (5) que o governo federal é terminantemente contra essa equivalência.

"Terrorismo tem objetivo político e ideológico, e pela legislação internacional, dá guarida para que outros países possam fazer intervenção no nosso país", disse. A equiparação dos crimes está em discussão no relatório de Derrite.

Para o decano da corte, no entanto, é preciso, mais do que se preocupar com a nomenclatura, se debruçar sobre as bases concretas que podem dar caminhos de solução à questão.

Uma delas estaria na própria decisão do plenário do Supremo na ADPF das Favelas, quando o colegiado definiu critérios de atuação, deu determinações para redução da letalidade policial e reforçou a atuação de diferentes órgãos de forma complementar, como da Polícia Federal para apurar indícios de crimes com repercussão interestadual e internacional.

Segundo a legislação e o definido na decisão do plenário, esses delitos exigem repressão uniforme.
Foi este ponto que resultou, por exemplo, na abertura de inquérito para investigação do crime organizado no Rio de Janeiro.

Outro ponto que motivou a medida determinada é investigar a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no Rio de Janeiro e suas conexões com agentes públicos. A Polícia Federal teria a competência e a capacidade de tocar esse tipo de apuração com aplicação de ferramentas de inteligência.

Não por acaso, Hugo Motta anunciou na noite de segunda que, após diálogo com Derrite e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, decidiu garantir que a Polícia Federal "manterá suas atribuições nas investigações contra o crime organizado".

Politica Livre

Prefeito do PL desafia bolsonarismo e diz que Santa Catarina “não é gado”


Bolsonaro quer que Carluxo dispute uma cadeira no Senado

Andrei Megre
Estado de Minas

O prefeito de Pouso Redondo (SC), Rafael Tambozi (PL), se pronunciou em meio à indefinição na composição da chapa bolsonarista ao Senado em Santa Catarina e disparou contra os irmãos Eduardo e Carlos Bolsonaro (ambos do PL).

Jair Bolsonaro (PL) quer que seu filho ‘02’, Carlos, vereador pelo Rio de Janeiro desde 2001, dispute uma cadeira no Senado Federal por Santa Catarina em 2026. Contudo, o ex-presidente enfrenta resistência de lideranças locais, que defendem a chapa com a deputada federal Carol de Toni (PL-SC) e o senador Esperidião Amin (PP-SC). Nas próximas eleições, cada estado vai eleger dois senadores.

GADO –  Após a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) se posicionar contra a candidatura de Carlos, foi a vez de Rafael Tambozi se manifestar. O prefeito de Pouso Redondo gravou um vídeo em um curral para dizer que o povo de Santa Catarina “não é gado”.

“A Carol de Toni conhece Santa Catarina, conhece Pouso Redondo. Essa imposição não combina com Santa Catarina (…) Se o Carlos Bolsonaro quer ser representante de Santa Catarina no Senado, primeiro tem que defender os interesses de Santa Catarina, não os dele”, afirmou.

PITACO – Tambozi ainda disparou contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que tem atuado ativamente na defesa da candidatura do irmão em SC. “Eduardo Bolsonaro está lá nos Estados Unidos fazendo vídeo, dando pitaco. Devia estar recebendo os empresários de Santa Catarina que não estão conseguindo exportar por causa da taxa”.

Por fim, o prefeito propôs um desafio no pleito: “Se o Carlos quer ser candidato, tudo bem. Mas o meu apoio é pra Carol e pro Amin. E se acham que a gente é gado, deixa que na urna a gente resolve, e vamos ver quem leva o coice”.


Operação golpista e plano de assassinato: kids pretos começam a ser julgados no STF



STF condena Tagliaferro, ex-assessor que denunciou ilegalidades de Moraes .


Tagliaferro pede a Fachin suspeição de Moraes para julgá-lo

Moraes quer silenciar Tagliaferro, que depôs contra ele

Felipe Salgado
Metrópoles

Advogados do ex-assessor do TSE Eduardo Tagliaferro solicitaram ao presidente do STF, Edson Fachin, suspeição contra o ministro Alexandre de Moraes. A equipe jurídica alega inimizade, interesse pessoal e cerceamento de defesa após o indeferimento de pedido para sustentação oral presencial em julgamento realizado no plenário virtual.

A petição, protocolada neste domingo (9/11), pede a suspensão imediata de todos os atos praticados por Moraes no processo.

DEFESA CERCEADA – A defesa sustenta que o ministro atua como “denunciado, vítima e juiz” e que o julgamento virtual iniciado em 7 de novembro violou o contraditório e a ampla defesa.

Os advogados Paulo César Rodrigues de Faria e Filipe Rocha de Oliveira argumentam que Moraes manteve o julgamento eletrônico mesmo após oposição formal da defesa e requerem que os autos sejam redistribuídos a outro ministro.

O pedido menciona ainda denúncias feitas por Tagliaferro em 2024 sobre supostas irregularidades na condução de inquéritos sob relatoria de Moraes, que o ministro teria combatido nos autos.

FEZ MAIORIA – A Primeira Turma do STF já formou maioria para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Tagliaferro.

As acusações que pesam sobre ele são de agir contra a legitimidade do processo eleitoral e atuar para prejudicar as investigações de atos, como os do 8 de Janeiro de 2023.

Na denúncia, a PGR acusa Tagliaferro de coação no curso do processo; violação de sigilo funcional; obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mais um que é tragado pela máquina judicial montada por Alexandre de Moraes. O assessor Tagliaferro acusa o ministro de mandar inventar provas contra investigados de direita, com apoio de seu juiz auxiliar, Airton Vieira, que também já está proibido de entrar nos Estados Unidos. Mas nada acontecerá no Brasil a Moraes, embora já tenha status de terrorista nos Estados Unidos. E vida que segue, diria João Saldanha. (C.N)


Um continente que ainda disputa o sentido da palavra “paz”



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