domingo, novembro 09, 2025

Pressão e cálculo político: os bastidores da suspensão do caso Castro

Publicado em 8 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet


Economia climática em disputa: entre o anúncio e a ação efetiva

Publicado em 8 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Processo contra Eduardo Bolsonaro pode mesmo resultar em extradição?

Publicado em 8 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Prisão de Bolsonaro pode virar importante bandeira para a direita

Publicado em 8 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Prisão na Papuda poderia vitimizar o capitão reformado

Bela Megale
O Globo

Depois de usar a operação policial no Rio e a pauta da segurança pública para confrontar o governo Lula, bolsonaristas já estão de olho no próximo episódio que pode ter impacto na popularidade do presidente.

A avaliação de correligionários do PL é que a prisão em regime fechado de Jair Bolsonaro teria potencial de abalar a popularidade do governo Lula em apenas um cenário: se ele for enviado para um presídio convencional, como a Papuda, no Distrito Federal. Isso porque os bolsonaristas acreditam que a prisão numa cadeia poderia vitimizar o capitão reformado, principalmente por seu estado de saúde.

OFÍCIO – O governo do Distrito Federal enviou para Moraes um ofício com o pedido para que Jair Bolsonaro seja submetido à uma avaliação médica para atestar sua condição de ir para um presídio de Brasília e seu entorno.

Se Bolsonaro for mantido em prisão domiciliar ou ir para uma unidade do Exército ou da Polícia Federal, membros de seu partido não creem que haverá mobilização da base popular capaz de respingar em Lula.

Eles acreditam que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de punir Bolsonaro gradativamente — primeiro com a proibição de usar redes sociais e, depois, com a decretação da prisão domiciliar — contribuiu para que, após o trânsito em julgado da trama golpista, não haja manifestações com grande público nas ruas quando o ex-presidente passar a cumprir a pena.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A jornalista nada comenta sobre o julgamento dos recursos (embargos infringentes), a ser feito na Segunda Turma, onde Bolsonaro tem maioria, com os votos de Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça. Será um julgamento eletrizante, que pode “inocentar” Bolsonaro. (C.N.)


Deputado bolsonarista vira alvo da própria base ao criticar operação no Rio


Otoni disse que a operação foi “teatro espetacular”

Rayanderson Guerra
Estadão

Uma foto ao lado de deputados de esquerda no complexo de favelas da Penha e o posicionamento crítico à operação mais letal da história do País, com 121 mortos, foram suficientes para que o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), pastor evangélico, fosse tachado de “pastor comunista”. Desde que se posicionou contra o resultado da megaoperação na Zona Norte do Rio, o parlamentar passou a ser alvo de perseguição por militantes alinhados à direita.

Pastor da igreja Ministério Missão de Vida e apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na gestão do clã da zona oeste na Presidência, Otoni passou a ser perseguido nas redes sociais após dizer na Câmara dos Deputados que a operação na Penha e no Alemão foi “teatro espetacular” e, segundo ele, demonstrar empatia com as famílias dos mortos nos complexos de favelas.

LIVRE PARA DIALOGAR – “Eu sempre separo o que é direita e o que é a direita bolsonarista. Está ficando muito claro para as pessoas das comunidades que a direita não tem empatia ou preocupação nenhuma com quem vive a realidade da comunidade. É o que está parecendo. Eu sou deputado federal, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, e agora não posso mais aparecer ao lado de deputados de esquerda? Sou livre para dialogar”, diz.

De acordo com o parlamentar, “a direita está jogando as favelas no colo da esquerda” ao não demonstrar empatia e preocupação com os moradores de comunidades. Otoni defende o papel da igreja evangélica na “contenção da barbárie nas favelas”.

EMPATIA – “Podem me atacar, não há nenhum problema. O problema é que está ficando claro que, na verdade, a direita não tem empatia e preocupação com quem está na favela. É o que está parecendo. Se não quiserem agir por empatia ou por sinceridade, que haja inteligência. Hoje,70% da nossa cidade é tomada pelas comunidades. O bairro já virou comunidade. Assim a direita joga parte da comunidade no colo da esquerda”, afirma o deputado.

Otoni destaca que a igreja evangélica atua onde o Estado não chega. E afirma que, não fosse a religião, teríamos “barbáries muito maiores”.

“A igreja evangélica é o grande muro de contenção da barbárie. Dentro da comunidade, se não houvesse a igreja evangélica com a capilaridade, empatia, palavra humanizada, que ela tem, teríamos hoje barbáries dentro da comunidade muito maiores do que nós temos hoje. É ela que leva o social, que divide o pão dentro da comunidade”, diz Otoni.

Missão, o mais novo partido, declara guerra ao PL e tenta liderar direita

Publicado em 8 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Renan mira o eleitorado jovem e insatisfeito com o governo

Bruno Ribeiro
Folha

Com o registro aprovado pelo TSE na última terça-feira (4), o Missão, partido ligado ao MBL, pretende lançar candidatura à Presidência, mira governos estaduais e rejeita alianças com o bolsonarismo e com o Novo, ampliando a disputa partidária pelo eleitor brasileiro de direita.

“[Os partidos da direita] estão sendo oposição ao governo Lula lutando pela anistia [a Bolsonaro]”, disse à Folha Renan Santos, futuro presidente da sigla, ao comentar a aprovação do novo partido. Ele critica o que avalia como falta de propostas no campo ideológico. “Não somos a mesma direita que os caras.”

IMPEACHMENT – O MBL já havia rompido com Bolsonaro ainda durante seu mandato. Nas eleições para a presidência da Câmara em 2021, na pandemia de Covid-19, o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) lançou candidatura com a pauta única de impeachment do então presidente. Embates entre membros do MBL e bolsonaristas são frequentes nas redes.

Oficializado, Renan mantém críticas ao grupo e ao partido Novo. Ele diz que o Missão mira o público jovem descontente com o governo e identifica no eleitorado liberal-conservador espaço para crescer. “O Novo aposta nas ‘tias do Zap’ do Bolsonaro. A gente aposta no millennial pistola e na geração Z”, afirma.

“[Os bolsonaristas] estão sendo oposição ao governo Lula falando de anistia. Nós estamos falando de desfavelização e classificação de facções como terroristas [proposta defendida por Donald Trump]. O Nikolas [Ferreira] tem uma posição sobre desfavelização? Agora, depois de pautarmos o assunto”, diz o dirigente, citando o deputado do PL de Minas Gerais.

FORÇA NAS REDES – O termo “desfavelização” ganhou força nas redes com vídeos feitos com inteligência artificial que mostram favelas reurbanizadas. No Instagram, Renan associa o tema à “falta de autoridade do Estado para reprimir invasões”. A Folha procurou Nikolas e o Novo, mas não obteve resposta.

Renan afirma que o Missão buscará candidatos alinhados à agenda do grupo e que não pretende atrair nomes conhecidos de outras siglas. “Para receber alguém do centro ou da direita, o futuro candidato teria de se comprometer com nossa agenda e se retratar”, afirma.

Nas redes sociais e no YouTube, alguns integrantes do grupo têm destaque na defesa da agenda do MBL, como os influenciadores Paulo Cruz e Ricardo Almeida, e há expectativa que sejam alguns dos nomes a serem lançados. Nas páginas do grupo, o MBL declara ter 1.100 colaboradores.

DIREITA DIVIDIDA – Para o professor André Borges Carvalho, da UnB, a onda anticorrupção e a Lava Jato, que impulsionaram o MBL a partir de 2014, perderam força. Ele vê uma direita dividida entre bolsonaristas e um campo conservador pró-mercado.

“Lula, quando foi preso, conseguiu manter o controle do PT e tinha uma estrutura partidária com ele. O Bolsonaro não comanda o PL, nunca comandou”. Contudo, ele avalia que uma candidatura de direita viável ainda precisa buscar os votos do eleitor do ex-presidente.

Renan rejeita a avaliação de que a iniciativa pode favorecer a esquerda ao dividir a direita. “Se um cara está pensando isso, deve pensar que eu não deveria ter feito oposição a Bolsonaro no passado”, diz. “Vox populi não é vox Dei [a voz do povo não é a voz de Deus].” Ele também descarta acordos regionais com bolsonaristas. “Acho o Tarcísio um puxa-saco do Bolsonaro”, afirma.

FINANCIAMENTO – A coleta das 589 mil assinaturas foi financiada, segundo o grupo, por meio da venda de uma coleção de livros com propostas do partido. Renan preferiu não informar quanto arrecadou, mas estimou que o custo para cada assinatura enviada ao TSE ficou entre R$ 2 e R$ 3.

O MBL surgiu há 11 anos, no rescaldo dos protestos de 2013, e elegeu representantes por outros partidos, como o União Brasil. O movimento foi abalado em 2022 após a divulgação de um áudio misógino do então deputado estadual Arthur do Val, o Mamãe Falei, que terminou cassado.


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