quinta-feira, outubro 09, 2025

Silvinei Vasques tenta anular provas do processo por golpe

Silvinei Vasques tenta anular provas do processo por golpe

 

O remendo fiscal que ameaça o crescimento


Charge do Alecrim(Arquivo do Google)

Pedro do Coutto

O governo brasileiro apresentou ao Congresso uma proposta de aumento disfarçado de impostos sob o argumento de equilibrar as contas públicas e cobrir um rombo fiscal que se projeta no horizonte. Na prática, trata-se de elevar a tributação sobre diversas aplicações financeiras, incluindo os juros sobre o capital próprio — um movimento que, embora tecnicamente justificável do ponto de vista arrecadatório, é economicamente equivocado.

Qualquer aumento de impostos, especialmente em períodos de desaceleração, afeta diretamente o poder de compra dos trabalhadores, desestimula o investimento e reduz o consumo. E a retração do consumo, como alertam organismos como o FMI e a OCDE, é o pior dos efeitos colaterais de uma política fiscal mal calibrada, pois desencadeia um círculo vicioso de estagnação e desemprego.

REFLEXOS DO TARIFAÇO – A medida vem no momento em que o governo tenta mitigar as consequências do aumento de até 50% das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, sobretudo café, carne, açúcar e minério.

O chamado “tarifaço” de Donald Trump poderá reduzir o PIB do Brasil em até 0,16% e eliminar mais de 100 mil empregos nos próximos meses. Diante desse cenário, Brasília busca compensar as perdas com uma política de estímulo às exportadoras, oferecendo crédito e incentivos fiscais para manter programas de exportação ativos e evitar a fuga de dólares.

A estratégia, porém, tem um efeito preocupante: concentra recursos em grandes grupos exportadores, enquanto o mercado interno, já enfraquecido pela elevação dos impostos e pelo aumento do custo de vida, mergulha numa espiral de retração.

SINUCA DE BICO – O dilema é claro. O governo tenta salvar o setor externo, mas sacrifica o poder de compra da população e a vitalidade do consumo interno. Segundo a OCDE, a economia brasileira já enfrenta uma das cargas tributárias mais regressivas entre as economias emergentes, com cerca de 45% da arrecadação total incidindo sobre bens e serviços.

Ao aumentar a tributação sobre rendimentos financeiros e capital próprio, o governo agrava a regressividade do sistema sem oferecer contrapartidas de redistribuição de renda ou estímulo à produção. Além disso, o risco cambial permanece alto: depender de exportações num contexto de tensão comercial com os Estados Unidos e desaceleração global é apostar num crescimento frágil e volátil.

A alternativa a essa política não passa por extrair mais recursos de quem consome ou investe, mas por redesenhar as bases do sistema fiscal e produtivo. Investir em infraestrutura, inovação e crédito produtivo interno seria uma estratégia mais inteligente para estimular o crescimento de forma sustentável.

DIVERSIFICAÇÃO – Ao mesmo tempo, é urgente diversificar os destinos das exportações, ampliando acordos com a União Europeia, a China e outros mercados asiáticos, de modo a reduzir a dependência das oscilações políticas norte-americanas. Por fim, qualquer ajuste tributário deve vir acompanhado de transparência e de uma análise rigorosa de seus impactos sobre o poder de compra das famílias.

A história económica recente mostra que o remédio fiscal errado pode custar mais caro do que o próprio défice. Quando um governo escolhe aumentar impostos em vez de reformar estruturalmente as despesas, transfere o problema para o cidadão comum e posterga a recuperação.

No fim, o que se apresenta como responsabilidade fiscal transforma-se em desordem social. O Brasil não precisa de austeridade disfarçada, mas de uma política económica que combine equilíbrio com crescimento e que reconheça que o verdadeiro motor da estabilidade não é o ajuste, mas a confiança — algo que não se constrói com impostos, e sim com visão.

Pavimentação e Praça no Loteamento Coronel Jesuíno Martins de Sá: Um Marco no Desenvolvimento de Jeremoabo


Jeremoabo começa a viver um novo momento de desenvolvimento urbano. A tão esperada pavimentação e construção de uma praça no Loteamento Coronel Jesuíno Martins de Sá representam não apenas a execução de obras, mas o início de uma nova fase de valorização e cuidado com os bairros da cidade. O prefeito Tista de Deda demonstra, com essa iniciativa, o compromisso de levar infraestrutura e qualidade de vida a uma das áreas que mais crescem no município.

A pavimentação das ruas é um passo fundamental para melhorar o tráfego de veículos, reduzir a poeira e o acúmulo de lama nos períodos chuvosos, além de valorizar os imóveis e oferecer dignidade aos moradores. Contudo, é importante lembrar que a pavimentação deve sempre vir acompanhada do saneamento básico e da drenagem pluvial, garantindo que as águas das chuvas tenham escoamento adequado e evitando futuros danos ao calçamento. Fazer o certo na ordem certa é o que garante uma obra duradoura e de qualidade.

Infelizmente, ao longo dos anos, muitos gestores em diversas cidades erraram ao pavimentar sem antes preparar o solo e implantar os sistemas de drenagem e encanamento necessários, resultando em prejuízos e retrabalhos custosos. Jeremoabo precisa e está demonstrando que aprendeu com essas lições: planejar é o primeiro passo para construir bem.

A construção da praça no Loteamento Coronel Jesuíno Martins de Sá vem completar esse ciclo de transformação. Uma praça é mais do que um espaço físico — é o coração social de um bairro, o ponto de encontro das famílias, das crianças, dos idosos e dos jovens. É um local onde o lazer e o convívio comunitário se unem, promovendo bem-estar, segurança e pertencimento.

Essas obras, contudo, só são possíveis porque o município busca novas fontes de recursos. A aprovação do empréstimo de R$ 18 milhões pela Câmara de Vereadores foi decisiva para que a prefeitura possa realizar intervenções estruturantes em diversos bairros. É importante entender que, sem recursos financeiros, não há como viabilizar as melhorias que a população tanto espera.

Por isso, é justo reconhecer que o empréstimo, embora gere responsabilidade futura, é um instrumento legítimo de desenvolvimento, desde que o uso do dinheiro público seja transparente e bem fiscalizado. Cabe agora à Câmara de Vereadores, que autorizou o crédito, acompanhar cada etapa da execução das obras, assegurando que tudo seja feito dentro dos padrões técnicos e legais.

Com a pavimentação e a praça no Loteamento Coronel Jesuíno Martins de Sá, Jeremoabo dá um passo firme rumo a um futuro melhor. São obras que simbolizam planejamento, compromisso e respeito com o cidadão. Quando o poder público age com responsabilidade e visão, o resultado é um só: progresso com dignidade e orgulho para toda a cidade.

Por José Montalvão

Líder do PL desmente Tarcísio e diz que ele ajudou a derrubar MP dos impostos

 Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados/Arquivo

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)08 de outubro de 2025 | 21:11

Líder do PL desmente Tarcísio e diz que ele ajudou a derrubar MP dos impostos

brasil

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) agradeceu da tribuna do parlamento o empenho do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) na derrubada da MP dos impostos.

Com isso, ele desmentiu afirmações do próprio governador de que não estava telefonando para deputados para que votassem contra a medida. “Não costumo fazer isso. Estou muito focado nos problemas aqui de SP. Temos várias coisas aqui acontecendo. Essa questão é do Congresso”, afirmou o governador à coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, nesta quarta (8).

Sóstenes, no entanto, fez um discurso veemente citando o mandatário.

“Eu quero agradecer alguns governadores que trabalharam muito esta noite. Governador Tarcísio, do Estado de São Paulo, que inclusive já foi atacado na outra tribuna porque começam a se preocupar com o Tarcísio e o principal estado do país”, afirmou.

“Tarcísio receba do alto da tribuna da Câmara dos Deputados o nosso reconhecimento, a nossa gratidão por todo o seu empenho. Você tem sido um gigante no diálogo com os presidentes de partidos de centro, para que a gente possa fazer essa coalizão em prol do Brasil contra aumento de impostos, contra um Brasil inchado, uma máquina pública que não há dinheiro que aguente para bancar uma data de tanta esquerdalha mamando nas tetas do governo”, seguiu.

Questionado, Tarcisio voltou a afirmar que não se envolveu no tema. “Estou focado em SP. Acho que ele pode ter falado por uma questão de deferência. Ocorre que a pauta de aumento de tributo não tem aderência no Congresso”, disse.

“”Veja que o IR foi um acerto e foi unânime. Foi promessa dos dois candidatos que foram para o segundo turno em 2022. Não houve divergência. Mas já há um esgotamento para aumento de impostos”, seguiu.

A Câmara dos Deputados impôs uma derrota ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e retirou de pauta a MP (medida provisória) de aumento de impostos. Na prática, a decisão enterra de vez a medida, importante para sustentar a arrecadação e reduzir despesas obrigatórias em 2026, ano eleitoral.

Um requerimento de retirada de pauta foi aprovado por 251 votos a 193. A votação ocorreu na noite desta quarta-feira (8), último dia de vigência da MP, que agora perderá validade.

Segundo técnicos da área econômica, a derrubada da medida deve causar um bloqueio nas despesas de 2025, incluindo emendas parlamentares, e abrir um impasse de R$ 35 bilhões no PLOA (projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026. Para governistas, esse era justamente o objetivo de partidos do centrão e da bancada ruralista: restringir o espaço fiscal de Lula no ano em que ele deve buscar a reeleição.

Leia também:

Mônica Bergamo/FolhapressPolitica Livre

Lula vê candidatura de Tarcísio como fato consumado e única saída para Bolsonaro

 Foto: Pablo Jabob/GOVSP/Arquivo

Tarcísio de Freitas09 de outubro de 2025 | 06:39

Lula vê candidatura de Tarcísio como fato consumado e única saída para Bolsonaro

brasil

O presidente Lula engrossa a numerosa legião de políticos que não acreditam que Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) desistiu de vez de concorrer à Presidência da República em 2026.

O petista vê a candidatura dele como um fato consumado, e acredita que Michelle Bolsonaro será a vice na chapa.

Na análise que faz em conversas com ministros e auxiliares, Lula diz que nada mais resta a Jair Bolsonaro, a não ser lançar Tarcísio: a anistia está inviabilizada, o projeto de redução das penas a que foi condenado está perto de naufragar, e Donald Trump já dialoga com o governo brasileiro sem mais exigir que o processo contra o ex-presidente seja interrompido.

Tarcísio seria, portanto, a única chance de Bolsonaro de se livrar da prisão: o governador já disse que, se eleito, lhe daria o indulto no dia seguinte à posse como presidente.

Além de ter maior visibilidade e apoio de setores empresariais, Tarcísio seria o único candidato que teria a obrigação de assinar o perdão a Bolsonaro, por dever a ele a candidatura.

Outros nomes, como Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado, correm em raia própria e não precisam do aval do ex-presidente para concorrer. Por isso, não precisariam se comprometer com a missão de tirá-lo da prisão.

Lula e seus interlocutores acreditam que Tarcísio será derrotado. Mas que, por todas as circunstâncias analisadas, Bolsonaro e ele vão correr o risco de lançar a candidatura.

Mônica Bergamo/FolhapressPolitica Livre

Ciro Nogueira mantém aliado em cargo de prestígio na Caixa enquanto cobra saída do governo Lula

 Foto: Jefferson Rudy/Arquivo/Agência Senado

Ciro Nogueira09 de outubro de 2025 | 06:48

Ciro Nogueira mantém aliado em cargo de prestígio na Caixa enquanto cobra saída do governo Lula

brasil

Enquanto defende a saída do PP do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se articula para tentar ser o vice do candidato da direita nas próximas eleições, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), mantém há mais de um ano um aliado como assessor da presidência da Caixa.

O piauiense José Trabulo Junior é consultor do presidente do banco, Carlos Antônio Vieira, desde 25 de setembro de 2024. Ele foi um dos coordenadores da última campanha de Jair Bolsonaro (PL) à Presidência, após indicação do senador, seu amigo.

Publicitário, Trabulo Junior também chefiou a comunicação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), entre março e novembro de 2023, em um movimento de aproximação com o PP, de Nogueira, para a campanha à reeleição em 2024.

Homem de confiança de Ciro, Trabulo integrou ainda o Conselho Fiscal da Caixa Corretora, uma das subsidiárias do banco, e foi diretor da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) no governo Bolsonaro.

Segundo funcionários da Caixa, consultores da presidência recebem quase R$ 40 mil por mês. A reportagem perguntou ao banco o valor do salário, mas não houve resposta.

Ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro tem feito duras críticas ao governo Lula e trabalhado por um nome da direita para enfrentar o petista nas eleições de 2026.

Durante a cerimônia de formalização da recém-criada federação do PP com o União Brasil, o que fará com que os partidos atuem juntos nas próximas eleições, Ciro afirmou que era “constrangedor” estar no governo e acrescentou que, por ele, o ministro do Esporte, André Fufuca (PP), não teria nem entrado.

Nesta quarta-feira (8), afirmou que o PP “não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica ou programática”, ao anunciar que Fufuca será penalizado por desobedecer a orientação do partido.

A nomeação de Trabulo consta na lista de assessores do presidente da Caixa obtida pela Folha a partir de um pedido de LAI (Lei de Acesso à Informação) enviado em 9 de maio. A escolha era mantida sob sigilo, e a resposta só foi entregue em 22 de setembro após determinação da CGU (Controladoria-Geral da União).

Ciro não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre a indicação de Trabulo.

Questionada, a Caixa afirmou que “a designação de consultores obedece às normas internas e aos ritos de governança, compliance e integridade da instituição”. “O banco adota rígidos mecanismos para identificar possíveis conflitos de interesse entre seus empregados e colaboradores, assegurando a conformidade com as normas e valores que regem a organização”, acrescentou em nota.

Para manter o discurso de oposição a Lula mesmo com o controle da Caixa, PP e União Brasil definiram que integrantes do governo que tivessem mandato eletivo por esses partidos deveriam entregar os cargos até o fim de setembro —o que não ocorreu.

Publicamente, hoje a principal pressão recai sobre Fufuca e o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), que resistem a pedir demissão.

Na segunda (6), Fufuca reafirmou o apoio a Lula nas eleições do ano que vem. Nesta quarta, Sabino também comunicou à federação que prefere enfrentar o processo de expulsão movido pelo União Brasil a deixar o Ministério do Turismo.

Desde a indicação de Vieira para a presidência da Caixa pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL), no fim de 2023, as principais posições do banco têm sido divididas entre partidos do centrão e da direita, como o PP, o União Brasil, o Republicanos e o PL.

A decisão de Ciro e do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, de determinar a saída dos filiados com mandato, mas preservar as demais pessoas indicadas por políticos dos dois partidos, manterá a Caixa sob o controle de parlamentares da federação.

Os dois partidos também têm indicados em outros cargos nos ministérios e estatais, como a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), a Telebras e diretorias dos Correios.

Em entrevista ao jornal O Globo no domingo (5), Ciro disse que Bolsonaro já escolheu quem vai substituí-lo e que só há duas opções: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ou o do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).

A fala provocou reações no bolsonarismo. “Eu não vi até agora nenhuma procuração que o Bolsonaro passou para o Ciro Nogueira para ele falar quem pode ser o candidato da direita, o vice… Todo mundo sabe que ele quer ser o vice”, criticou o ruralista Nabham Garcia.

No fim de setembro, o senador disse que “a falta de bom senso na direita” já estava passando de todos os limites: “Ou nos unificamos ou vamos jogar fora uma eleição ganha outra vez. Por mais que tenhamos divergências, não podemos ser cabo eleitoral de Lula, do PT e do PSOL”.

Lucas Marchesini e Thaísa Oliveira/FolhapressPolitica Livre

Em destaque

Venda casada de fardas escolares: uma prática abusiva que precisa ser fiscalizada pelo Procon Aracaju

* Por José Montalvão Seria de bom alvitre que o Procon Aracaju voltasse seus olhos para uma prática recorrente em alguns colégios particula...

Mais visitadas