quarta-feira, outubro 08, 2025

Coaf aponta R$ 1,3 milhão em conta de auxiliar ligado a ex-presidentes do INSS



Do interior para a cidade: Shopping da Gente inclui itens originais da roça para a capital

                                      Foto Divulgação


A valorização dos produtos rurais tem conquistado cada vez mais espaço na vida urbana. Em Salvador, a agricultura familiar vem ganhando destaque, trazendo ao mercado urbano itens artesanais e autênticos da roça, como polvilho, beiju e doces típicos. Dados recentes da SuperBahia 2025 evidenciam a diversidade e a qualidade desses produtos, que despertam interesse não apenas pela tradição, mas também pelo apelo sustentável e local. 


A tendência reflete uma mudança no perfil do consumidor, que busca se reconectar com sabores do interior, mesmo vivendo na capital. Atento a esse movimento, o Shopping da Gente (@shoppingdagenteofc), na Av. Antônio Carlos Magalhães, passa a incorporar em seu portfólio produtos genuinamente rurais, aproximando a cidade da riqueza cultural e gastronômica do interior baiano. Entre as opções de lazer e compras, o local agora também inclui lojas e quiosques com itens típicos, trazendo para a capital desde quitutes artesanais até produtos originais. A iniciativa reforça como os centros de compras podem ser pontos de encontro cultural, preservando raízes e oferecendo experiências autênticas ao público urbano.


Entre os fatores que levam as pessoas a escolher produtos orgânicos, são destaque: saúde, evitar aditivos/agrotóxicos, origem mais natural. Uma pesquisa do Globo Rural mostrou que 36% dos brasileiros se declaram consumidores desses produtos. Na região Nordeste, esse percentual sobe: 45%. Frente a esta movimentação está o Empório Fazenda Madalena (@emporiofazmadalena), loja que oferece uma variedade de itens culinários típicos do interior, incluindo queijos, doces, geleias e outros itens artesanais. O espaço disponibiliza também compras online através do seu site oficial e também realiza entregas via iFood. 


Outra opção é a Brisa Conveniência (@brisaconvenienciassa), que aposta em produtos típicos e versões sem açúcar de itens tradicionais. A loja oferece biscoitos de goma, cremes de avelã, doce de leite, geleia de morango, beijus de coco com goiabada, sequilhos de diversos sabores e outras delícias artesanais. A presença da Brisa Conveniência no Shopping da Gente amplia ainda mais a variedade de produtos rurais disponíveis ao público urbano, reforçando a proposta de aproximar a cidade dos sabores e tradições do interior baiano.


Biscoitos, doce de leite diet, uma seleção de vinhos, espumantes, licores e mais também podem ser encontrados no local. Com essa diversidade de produtos, o Shopping da Gente reforça como os centros de compras podem se reinventar, reunindo em um só espaço saúde, bem-estar, lazer e representatividade. 

Pauta enviada por Fábio Almeida

Brasil está preso nesse intrincado labirinto da delinquência nacional

A ilustração de Ricardo Cammarota foi executada em técnica pastel oleoso sobre papel.
Mostra duas figuras humanas lado a lado, com roupas semelhantes: camisa branca, gravata preta e suéter verde. Ambas têm cabeças substituídas por espirais concêntricas amarelo-alaranjadas, como caracóis ou labirintos. As duas espirais estão conectadas por uma linha reta preta que liga seus centros. O fundo é preenchido por textura em tons de vermelho e rosa, com toques de azul nas bordas.

Ilustração de Ricardo Cammarota (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Haverá mais “pensamento crítico” nas décadas em que os seres humanos terão de competir e conviver com as tais inteligências artificiais? De onde tiraram essa ideia?

Perguntas como essas são delicadas de responder numa era em que a destruição do pensamento público é levada a cabo não só pela estupidez das ideologias políticas mas, também, pela ciência do marketing, essa devoradora de almas.

MENTIR É PRECISO – A delicadeza exigida por perguntas que se referem ao que de especificamente humano haveria de ser “preservado e desenvolvido” num mundo dominado pela IA se deve ao fato de que nos tornamos animais do ressentimento, e este, hoje, é monetizado.

Mentir para não ferir nosso coração ressentido é, desde o ridículo século 21, uma ciência de mercado e lei. O fato é que não temos a mínima ideia do que existe de essencialmente humano a ser preservado e desenvolvido em nós, a não ser ideias clichês, e uma delas é o tal do “pensamento crítico”.

Mas, deixando de lado o medo de ferir esse coração desejoso de autoestima baseada em mitos que não chegam aos pés dos mitos antigos em dramaticidade, temo que esse tal “pensamento crítico” seja uma realidade da família dos gnomos, isto é, gente grande não deveria levar a sério.

PENSAMENTO CRÍTICO – Não nego que haja ou que tenha havido algum tipo de “pensamento crítico” na experiência humana —como um filósofo. Seria meio esquisito negar universalmente tal experiência, mas é sempre episódico, quase um milagre, fruto de um esforço semelhante a uma ascese. Como diria o grande Nelson Rodrigues, a respeito da razão, “uma ascese como a santidade”.

A experiência é mais aparentada ao desespero do que a esperança numa humanidade melhor. Portanto, nada tem a ver com o glamour do que há a ser “preservado e desenvolvido” na experiência humana em um mundo que é dominado pela IA, no que tange à cadeia produtiva.

O mais perto que chegamos ao objeto que teria como representante linguístico a expressão “pensamento crítico”, hoje mais do que nunca, seria identificá-lo com o que concorda com o que nós julgamos correto.

PENSAR CONTRA – Num espírito aparentado à filosofia baconiana, pensar é pensar contra nós mesmos, contra nossos ídolos, e essa ideia foi abandonada há algum tempo, talvez mesmo pelo próprio Bacon ao iniciar a linhagem ética em que pensar é um ato a favor do nosso bem-estar.

O que significaria um “pensamento crítico” nesse território ainda pouco desbravado da IA? Criticar as expectativas demasiado humanas de que a IA nos faça mais ricos e mais produtivos? Chamar a atenção dos ricos para o aumento de desigualdade social causada pela desigualdade de acesso à tecnologia? Ou repetir a ladainha de que os alunos deixarão de ler? Quase ninguém nunca leu nada para além da leitura funcional.

A atividade da leitura não pegou na nossa espécie. A educação pública brasileira, em sua maioria, mal consegue ensinar aos alunos fazer contas e ler legendas na televisão. Como esperar que essa educação ofereça solução para a imensa desigualdade geopolítica que a IA poderá gerar?

POUCO RESTA – Afora as bravatas da moda no governo federal, pouco resta. O Brasil é um país que dormita na inércia histórica, afundado na corrupção e no oportunismo das classes dirigentes que gozam com as próprias palavras ditas em ritos públicos. Um país em coma —que delira com um “Lula Gandhi”, que vergonha, meu Deus!—, em cuja enfermaria são penduradas bandeirolas coloridas de tom festivo.

COLMÉIA DE ABELHAS – Um país imerso num zumbido que mais lembra uma colmeia de abelhas do que um movimento real em busca de soluções. A vaidade nacional é um atestado da vergonha nacional. Voltando ao tal do “pensamento crítico”.

Talvez um pequeno guia de sobrevivência na selva da ausência total de pensamento nos ajude. Preste atenção. Se você usa alguma dessas expressões abaixo, busque ajuda profissional.

“No mundo só os homens brancos ficam mais ricos. A culpa do aquecimento global é do patriarcado. Não quero ter filhos por culpa do patriarcado. A maternidade é uma forma de opressão. A extrema direita leva a pessoa à doença mental. Os globalistas querem dominar a Disney. As vacinas contra Covid-19 matam pessoas até hoje. Minha mãe é uma fascista porque reclama de mulher trans no banheiro feminino. O STF é globalista. Estou deprimido porque Trump é presidente. O Mickey e o Pateta são fascistas. Masculinidades. O homem do século 21 é vulnerável.”

TODOS EXAURIDOS – Há muito tempo o Brasil não se encontra tão emaranhado nos labirintos do poder em Brasília. A sociedade brasileira, tal qual o Minotauro de Creta, presa nesse labirinto da delinquência nacional, se exaure em tentativas malsucedidas de fazer uma sociedade mais realista e adulta.

Jair Bolsonaro transforma sua prisão domiciliar em bunker político

Publicado em 8 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do Izânio (Instagram)

Luísa Marzullo
O Globo

Confinado em sua casa em um bairro de classe média alta de Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro tem dividido a rotina entre encontros políticos, consultas médicas e momentos de lazer diante da televisão, assistindo a jogos de futebol. No sábado, o ex-presidente completou dois meses em prisão domiciliar, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos último 60 dias, recebeu mais de trinta visitas de políticos e aliados próximos — como do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. As conversas têm girado em torno do cenário eleitoral de 2026 e de seus planos para reorganizar a direita. Entre remédios espalhados pela casa e crises de soluço recorrentes, Bolsonaro tem enviado recados sobre possíveis candidaturas para o ano que vem e reforçado um tema recorrente: o pedido de anistia.

SEM NEGOCIAÇÕES – Antes de o Congresso aprovar a urgência do texto Bolsonaro já havia deixado claro a quem o procura que não aceita negociações que não resultem em perdão amplo e irrestrito. Tentativas de parte da bancada do PL ligada ao Centrão de construir uma saída intermediária — com redução da pena para dois ou três anos e manutenção em regime domiciliar — não foram bem recebidas pelo próprio ex-presidente.

A articulação já encontrava dificuldades no Congresso e esfriou nesta semana quando o projeto de dosimetria relatado por Paulinho da Força (Solidariedade-SP) perdeu tração. Após a derrota da PEC da Blindagem, até mesmo o PL da dosimetria, como foi renomeado, não encontra consenso.

CANDIDATA AO SENADO – Nas conversas, Bolsonaro também tem dito que Michelle será candidata ao Senado pelo Distrito Federal; Eduardo disputará uma cadeira no Senado; e Tarcísio de Freitas está liberado para se articular nacionalmente.

A rotina do ex-presidente tem sido intensa também nos cuidados médicos. Em outubro, Bolsonaro precisou ser internado por dois dias em um hospital particular de Brasília. As crises de soluço e refluxo, que já vinham se intensificando, o levaram a fazer uma bateria de exames.

CONDIÇÃO CLÍNICA – Desde a leitura da sentença condenatória no STF, o receio de ser transferido para o Complexo da Papuda virou preocupação constante no entorno do ex-presidente. A expectativa é que a condição clínica dele, porém, seja usada como argumento para manutenção do regime domiciliar.

Nesta semana, o ex-mandatário quase precisou retornar ao hospital. Segundo seu médico, Cláudio Birolini, os soluços se intensificam quando ele fala por longos períodos. Sua última crise ocorreu logo após a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou pouco mais de duas horas em sua residência.

Na casa, a cena política acontece em um ambiente típico de enfermaria. A sala que já serviu de palco para transmissões ao vivo e encontros com pastores agora tem receitas médicas e caixas de medicamentos sobre a mesa. Entre chás e comprimidos para controlar o refluxo, Bolsonaro recebe aliados para conversar sobre palanques regionais e a disputa de 2026.  O tom, no entanto, é mais contido: quem o visita nota a dificuldade em manter longas conversas sem que sejam interrompidas pelas crises de soluço.

ROTINA DOMÉSTICA – Além das conversas políticas, Bolsonaro tem se agarrado a uma rotina doméstica. Passa boa parte do tempo diante da televisão, alternando transmissões de futebol e noticiários — momento em que, segundo aliados, reage com comentários sobre sua condenação e o futuro da direita.

A rotina de TV se mistura a pausas para remédios e chá, quase sempre preparados por Michelle. Ela é quem dita o ritmo da casa: controla entradas e saídas, organiza refeições simples e, muitas vezes, interrompe encontros para lembrar o marido da hora dos medicamentos.

Em paralelo, o senador Flávio Bolsonaro assumiu o papel de intermediário com líderes do Congresso, transmitindo recados e monitorando negociações. Carlos aparece menos, mas tem se intercalado entre Brasília e Santa Catarina, onde deve concorrer ao Senado. Jair Renan também tem passado períodos junto ao pai.

PEREGRINAÇÃO – O portão preto da casa virou símbolo de uma peregrinação constante. Deputados, senadores, governadores e líderes partidários já passaram pelo endereço, sempre com autorização do ministro Alexandre de Moraes.  Michelle organiza as recepções.

Em 24 de setembro, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido para suspender a medida de prisão domiciliar, ainda pendente de análise por parte de Moraes. Ao longo dos últimos dois meses, os advogados orientaram Bolsonaro a evitar entrevistas, mesmo após Moraes ter autorizado contato com alguns veículos. Agora, a expectativa gira em torno da publicação do acórdão do julgamento, etapa necessária para que a defesa apresente recursos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro já entendeu que está fora da disputa em 2026. Mesmo se houver anistia, os petistas conseguirão manter sua inelegibilidade através do TSE ou do Supremo. E o pior são os problemas de saúde. Já está a caminho dos 71 anos, e a facada acabou com seu prazo de validade. Chegou a hora do chinelo e de passar o bastão. (C.N.)

Presidente Lula e ministro Silvio Costa Filho participam de anúncio de investimentos na Bahia

 

Gecivaldo Santos Pires Da Silva gecivaldo.silva@fsbcomunicacao.com.br 
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16:15 (há 8 minutos)
para mim


Presidente Lula e ministro Silvio Costa Filho participam de anúncio de investimentos na Bahia

Cerimônia será a partir das 15h desta quinta-feira, 9 de outubro, no Estaleiro Enseada, em Maragogipe (BA)
 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participam nesta quinta-feira, 9 de outubro, de evento que marca a retomada de investimentos nas indústrias naval e portuária da Bahia.
 

A cerimônia será a partir das 15h, no Estaleiro Enseada, em Maragogipe (BA). Por lá, serão anunciados investimentos da ordem de R$ 611,7 milhões para a construção de 80 embarcações destinadas à expansão das atividades nos setores naval e aquaviário.
 

Desse total, R$ 550,5 milhões serão recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). O financiamento tem potencial de gerar mais de 2 mil empregos diretos. Até o momento, foram construídas quatro embarcações e outras três estão em fabricação.
 

Outro anúncio previsto é a reabertura da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen). Ao todo, serão mais de R$ 2,6 bilhões investidos no estado.

Atendimento à imprensa

A solicitação de credenciamento deve ser realizada até as 19h do dia 8 de outubro de 2025 (horário de Brasília), pelo Sistema de Credenciamento de Imprensa no site do Palácio do Planalto. Os profissionais com credenciamento anual devem solicitar a participação no evento.

Atenção: Os profissionais com credenciamento aprovado deverão retirar as credenciais no local do evento, entre 13h e 14h.
 

Serviço

O quê: Anúncio de investimentos da Petrobras e do Ministério de Portos e Aeroportos na Bahia
Data: quinta-feira, 9 de outubro
Horário: 15h
Local: Estaleiro Enseada, Maragogipe (BA)


Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Só respira, Tarcísio!

 

Arte: Marcelo Chello

Desde que Tarcísio se lançou candidato, com direito a slogan de “40 anos em 4” e tudo o mais, o governador parece que se perdeu no personagem. Começou a ser atacado pelos bolsonaristas fanáticos e começou a ser ridicularizado pela esquerda. Não deu conta. Começou a soltar bobagens para atrair o eleitorado bolsonarista, mas sem a competência de Bolsonaro. Por isso, já corre o papo de que vai ficar mesmo só na reeleição em São Paulo.

Para tentar lidar com as expectativas bolsonaristas, Tarcísio começou a fazer coisas como dizer que o Supremo é tirano. A mais nova do governador de São Paulo, que almeja um dia ser o Thor (já viu ele batendo o martelo nos leilões de privatização?), foi fazer piada sobre o caso do metanol que já matou várias pessoas. “No dia em que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar... Ainda bem que ainda não chegaram nesse ponto. Coca-Cola, até aqui, não. E a minha é normal”. Oi???? O governador só está preocupado com o que ele bebe, o resto do povo que lute?

É aquele momento em que alguém devia dizer para o governador: só respira, Tarcísio.

Rateadas dão vantagem aos ratos

As rateadas de Tarcísio abriram caminho para que se começasse a falar de Ratinho como candidato da direita em 2026. Mas Ratinho, se quiser mesmo ser um candidato forte, precisa começar a ser testado no Nordeste, onde está o grande eleitorado de Lula.

E o Lula?

O Lula, no momento, está surfando uma onda mais do que boa com essa história do Trump, que agora diz que quer vir ao Brasil, que tem saudades do cafezinho brasileiro e essas coisas. Lula está tão de boas que vai até anunciar um novo programa de financiamento para compra de imóveis da classe média em São Paulo, na terra do Tarcísio.

Mas o presidente sabe que, até 2026, precisa manter a economia rodando forte. As indicações, no entanto, não são assim das melhores. Hoje mesmo saíram dados de uma pesquisa da Confederação do Comércio (CNC) que mostram que a inadimplência já bateu mais de 30% das famílias brasileiras. E o número de famílias que afirmam que não têm condições de pagar suas dívidas atingiu 13%, o maior percentual desde o início da série histórica, que começou em 2010. E ainda tem mais: quase metade das famílias inadimplentes estão nessa situação há 90 dias.

E alguém sabe explicar o rolê das bets?

Vai ter lobby bom assim lá na química dos Estados Unidos. As bets arrasam quando o assunto é lobby. Os parlamentares já deixaram claro que não vão deixar passar aumento de imposto para as bets. O Congresso está discutindo nesta semana a medida provisória do IOF (sim, isso ainda está na pauta). A medida está quase vencendo e o relator, um deputado do PT, para conseguir aprovar, retirou a parte que aumentava o imposto das bets de 12% para 18%. O presidente da Confederação Nacional da Indústria se indignou. E nem dá para dizer que ele está errado. Muito pelo contrário.

“Como podemos ser tão lenientes com as bets, tidas pela sociedade como uma grande mazela psicossocial? Toda e qualquer carga tributária que incide sobre o setor produtivo é transferida para o custo do produto, e quem paga é o consumidor”, disse Ricardo Alban, o presidente da CNI.

Haddad, nosso Fernandinho Cabelo, ministro da Fazenda, que está de novo em meio a negociações sobre esse rolê do IOF, disse que o importante é que o acordo com os parlamentares prevê que passe uma cobrança retroativa de 30% para as bets. Então é isso.

A MP do IOF, o imposto sobre operações financeiras, passou apertada na comissão mista e, até esta quarta-feira, precisa ser aprovada nos plenários da Câmara e do Senado. A medida é importante porque dá mais receita para o governo. O Centrão, sempre o Centrão, não queria que a medida provisória avançasse para não dar justamente mais dinheiro para o governo em ano de eleição.

E o Renanzito?

O projeto da redução do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil será um case a ser estudado na posteridade. Primeiro, o projeto ganhou a relatoria ilustre de Arthur Lira na Câmara dos Deputados. Lira conseguiu aprovar por unanimidade o projeto e, claro, conseguiu algumas boas vontades do governo Lula.

Mas eis que hoje, Davi Alcolumbre, a estrela mais alta do Senado, entrega a relatoria do projeto no Senado para Renan Calheiros. Lira deve estar irritadíssimo. Acaba de perder uma vantagem importante nas Alagoas. Renanzito e Arthurzito vão disputar as eleições ao Senado por Alagoas no ano que vem. A sorte deles é que 2026 vai permitir a eleição de dois senadores por estado.

O Lula diz que não está nem aí para o Centrão e que não vai implorar apoio. O petista disse que não fica “tentando comprar deputado” e quem quiser ir “para o outro lado, que vá”. Ahã, claro, claro.

E o Fachin?

O Fachin ontem saiu dizendo que não vai deixar que emparedem o Judiciário com a reforma administrativa (obviamente ele usou palavras muito mais bonitas). Aí hoje resolveu que tinha que explicar e emitiu uma nota oficial (que precisa ser traduzida por algum bom GPT, porque não é fácil).

Basicamente, Fachin disse que defende remunerações justas (seja lá o que isso signifique), que a reforma tem que ser ampla e pegar Legislativo e Executivo também, e que não se pode eliminar algumas regras que blindam juízes de interferências externas.

Um juiz hoje não pode ser demitido, não pode ser transferido como punição e não pode ter seu salário reduzido, segundo ele. Fachin tem um ponto importante, é de fato importante que juízes e também servidores públicos fiquem imunes ao sabor de políticos que só querem manter privilégios e aí, se alguém não reza na cartilha, punem. Mas Fachin, meu querido, bora melhorar essa comunicação aí. Socorro, BRASEW.

Vou-me embora que está na hora. Mas venha para o Zap da Tixa. Aqui ó. Só clicar e já está dentro.

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