domingo, outubro 05, 2025

Juristas alertam para erosão da autoridade do STF e sugerem Código de Conduta



Após ataque a Moraes, Tarcísio admite fim do papel de interlocutor com STF


Distanciamento já vinha ocorrendo antes fala de Tarcísio

Bela Megale
O Globo

O discurso de Tarcísio de Freitas no 7 de Setembro, no qual chamou Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “tirano”, afastou ainda mais o governador e o ministro, segundo aliados de ambos. O distanciamento já vinha ocorrendo alguns meses antes do episódio, mas, depois da fala de Tarcísio, eles não conversaram mais.

A aliados, Tarcísio classificou seu pronunciamento como uma “questão de momento”, já que o ato na Avenida Paulista ocorreu às vésperas do início do julgamento de Jair Bolsonaro no STF. O governador nega, porém, que tenha deixado de ser uma pessoa afeita ao diálogo e repete que buscará os integrantes do STF sempre que precisar tratar de temas importantes para São Paulo.

INTERLOCUÇÃO – A integrantes de seu governo, Tarcísio admite, porém, que não faz mais o papel de interlocutor entre a corte e Bolsonaro que já desempenhou no passado, especialmente junto a Moraes. Se em 2024 os dois mantinham conversas regulares, hoje o clima é outro.

Ao descrever sua relação com o ministro para interlocutores, o governador diz que eles nunca tiveram proximidade, que sempre tratou de questões institucionais de São Paulo e que, às vezes, entrou em campo para ajudar Bolsonaro.

FALA DURA – Tarcísio também nega que sua fala dura contra Moraes no 7 de Setembro tenha tido cálculo político com o objetivo de se cacifar na disputa pela Presidência, e repete que seu plano é concorrer à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Nos bastidores, admite, porém, que a pressão sobre ele era elevada naquela ocasião e lembrou que políticos também precisam de votos.

O governador tem repetido que decidiu concorrer ao cargo em São Paulo, em 2022, por insistência de Bolsonaro, que lhe deu essa “missão”. Conta que se desincompatibilizou do posto de ministro da Infraestrutura faltando cerca de dez dias para o prazo vencer, e que o plano era uma vaga no Senado por Goiás. Com isso, busca mostrar que não tem como foco a Presidência da República.


Tereza Cristina surge como peça-chave do agronegócio para vice de Tarcísio


Senadora foi ministra durante o governo Bolsonaro

Gabriel Sabóia
O Globo

O nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) ganhou força entre representantes do agronegócio para ser vice em uma possível chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência, com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ministra da Agricultura durante o governo Bolsonaro, a parlamentar é vista como um nome capaz de atrair o eleitorado feminino e conservador e integra a federação entre União Brasil e PP, de onde deve sair o vice para a chapa de centro-direita.

NOME PONDERADO – O nome dela já foi aventado para integrar a chapa em 2022, mas Bolsonaro optou por Walter Braga Netto para o posto. Vista no Congresso como nome ponderado do bolsonarismo, a parlamentar manteve interlocução recente com a base de Lula, durante a relatoria do projeto da Reciprocidade Econômica, e foi elogiada pelos colegas governistas.

Meses depois, ao ver o Brasil ser taxado pelo governo dos Estados Unidos, disse que a Lei da Reciprocidade Econômica só deveria ser usada “como último recurso” e quando “todos os caminhos diplomáticos” fossem esgotados, embora o agronegócio estivesse entre os setores mais afetados pelo tarifaço. Posicionamentos como estes a reforçam como um nome “mais ao centro”, não associado ao radicalismo.

SEM RESISTÊNCIA – O nome dela já foi colocado por membros do agro a Bolsonaro e ao filho mais velho dele, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que não apresentaram resistência inicial. Tarcísio, que foi colega de Esplanada de Tereza, também teria simpatia à ideia.

A concorrência, porém, pode vir de dentro do próprio partido, já que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) não esconde a vontade de compor a chapa. Ao O Globo, no mês passado, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, definiu Ciro como “um ótimo nome” para o posto. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também é cotada, embora seja mais provável que concorra ao Senado pelo Distrito Federal.

— Estaremos com o Tarcísio, caso ele seja o candidato apoiado pelo Bolsonaro. É provável que o vice seja da federação União-PP, e a Tereza é um nome mais do que perfeito para nós, do agro. É ponderada, de confiança, entende nossas bandeiras. Mas, até o momento, não temos candidatura definida, muito menos o vice. Outros nomes ótimos ainda vão surgir, certamente — disse o presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, Pedro Lupion (PP-PR).

NEGATIVA – Procurada, Tereza não respondeu diretamente. Por meio da sua assessoria, disse que “ninguém é candidato a vice” e negou ter tido qualquer conversa sobre o tema até o momento.

Na última segunda-feira, depois do primeiro encontro com Bolsonaro desde que o ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão, Tarcísio reafirmou que será candidato à reeleição para o governo de São Paulo. A insistência na reeleição é lida por aliados como uma forma de dar uma “acalmada” nas especulações e ganhar tempo. Valdemar Costa Neto afirmou que, caso Tarcísio seja candidato ao Planalto, será pelo PL.

— Quem vai escolher o candidato a presidente e a vice é o Bolsonaro, na hora certa. É por isso que ele (Tarcísio) ainda não veio para o PL. Se ele for candidato à Presidência, com o aval de Bolsonaro, será pelo nosso partido. Se tentar a reeleição por São Paulo, será pelo Republicanos. Então, sem esta decisão feita, ainda não faz sentido ele vir. O Republicanos sempre foi e sempre será parceiro nosso — disse, no último mês.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Grande reforço para a candidatura de Tarcísio de Freitas.  Vai ser uma eleição eletrizante e acredito que Tarcísio vença o segundo turno. Será esculhambado de todo jeito, chamado de privatista etc., mas é um militar de carreira, que saberá defender os interesses do país, conforme ensinam no quartel(C.N.)

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Eduardo Bolsonaro tenta vetar Tarcísio e sua “direita permitida” em 2026


O deputado segue com o plano de concorrer ao Palácio do Planalto

Bela Megale
O Globo

Há poucos dias, Eduardo Bolsonaro foi perguntado por membros do PL sobre uma chapa formada por Tarcísio de Freitas como candidato à Presidência e Michelle Bolsonaro como sua vice.

O deputado federal rechaçou prontamente a ideia e deixou claro que segue com o plano de concorrer ao Palácio do Planalto.

APENAS PARA OS IRMÃOS – Com Jair Bolsonaro inelegível, Eduardo admite abrir mão de sua candidatura apenas para dois nomes: os irmãos Flávio e Carlos Bolsonaro. Ambos, no entanto, não têm planos de concorrer à Presidência e focam no Senado.

O parlamentar tem deixado claro que vê o governador de São Paulo como um representante do que chama de “direita permitida” e afirma que não deixará um nome de fora da família angariar o capital político. Em relação a Michelle, Eduardo acredita que ela, apesar de ser esposa do pai, não é um nome que representa o clã.

O deputado federal está, desde abril, nos Estados Unidos, atuando em busca de sanções contra autoridades brasileiras para pressionar por uma anistia ampla que beneficie o ex-presidente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Esse rapaz é muito folgado. Se tivesse um mínimo de noção, estaria apoiando Tarcísio de Freitas para a presidência, com a senadora Teresa Cristina de vice (C.N.)

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Publicado em 5 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet


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