sexta-feira, agosto 01, 2025

O agro já está pronto para reconhecer que Bolsonaro não é o seu campeão?

Publicado em 31 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Lula defende eleição em 2017 e diz 'nós voltaremos' em ato do MST -  11/01/2017 - Poder - Folha de S.Paulo

Lula defende os sem-terra e também os latifundiários

Diogo Schelp
Estadão

O sentimento antipetista predominante entre empresários do campo era perfeitamente compreensível. Os tempos das frequentes invasões de propriedades por movimentos sem-terra, apoiados pelo PT, estão vivos na memória de produtores rurais e alimentam a sensação de insegurança que muitos sentem até hoje.

As primeiras gestões petistas também ficaram no imaginário de agricultores e pecuaristas como o ápice da “indústria da multa”. Cada um deles tem pelo menos uma história para contar sobre algum excesso cometido pelos órgãos fiscalizadores ambientais.

ERAM FASCISTAS – A retórica petista sempre endossou essas percepções, ao tratar o pessoal do agro em geral como latifundiário, improdutivo, desmatador e reacionário. Não é preciso ir muito longe no tempo. Em 2022, na qualidade de candidato, e em 2023, já como presidente, Lula usou a palavra “fascista” para se referir a integrantes do agronegócio.

O ex-presidente Jair Bolsonaro sempre foi hábil em capitalizar para si o sentimento antipetista, mas nunca fez nada de muito extraordinário em favor do agro.

À parte o cacoete ideológico e da militância radical, contudo, Lula e o PT não rasgam dinheiro. Eles sabem que o agro é a locomotiva da economia brasileira, responsável pela entrada de divisas e pela geração de empregos. Por isso, nunca faltaram estímulos ao setor nos governos petistas.

BOLSONARO AVANÇOU – O ex-presidente Jair Bolsonaro sempre foi hábil em capitalizar para si o sentimento antipetista, mas nunca fez nada de muito extraordinário em favor do agro. O número de invasões de terra, por exemplo, já havia caído para menos de 15 no último ano do governo de Michel Temer — e manteve-se nesse patamar ao longo do mandato de Bolsonaro.

O total de crédito rural concedido no Brasil em 2023 por Lula, por sua vez, superou em mais de 13% o montante que foi disponibilizado para os produtores em qualquer ano durante a gestão Bolsonaro.

Também houve grande fanfarra em relação às multas ambientais, além de toda a conversa sobre “passar a boiada”, mas as verdadeiras dores dos ruralistas nunca foram efetivamente enfrentadas.

MADEIREIROS ILEGAIS – Quem se beneficiou, mesmo, foram os poucos que andavam fora da linha, como os madeireiros ilegais. Afinal, a esmagadora maioria dos produtores rurais respeita as leis ambientais.

No ano passado, por exemplo, todo o desmatamento ilegal registrado no país ocorreu em apenas 1% das propriedades.

A ideia de que Bolsonaro é o campeão do agro é uma ilusão. Agora que sua família está em campanha para que os exportadores brasileiros sejam punidos com sanções americanas, fica claro que os interesses dos homens e das mulheres do campo nunca estiveram no centro das suas preocupações.

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Problema de Moraes é grave, porque envolve sua “isenção” como ministro

Publicado em 31 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Visto cancelado? Entenda projeto de lei nos EUA que tem Alexandre de Moraes  na mira

Deputada americana perguntou: “É socialista ou um tolo?”

Deu em O Globo

O anúncio da sanção do governo americano contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por meio da aplicação da Lei Magnitsky, repercutiu na imprensa internacional. A decisão ocorre após a escalada da crise entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o governo e Judiciário brasileiros.

A Bloomberg noticiou que a sanção ocorre no momento em que os EUA intensificam a “perseguição” ao juiz relator das ações judiciais que têm como réu o ex-presidente Jair Bolsonaro, que “tentou um golpe após sua derrota nas eleições de 2022”.  Reuters contextualizou o anúncio da sanção com o tarifaço de Trump. “O presidente dos EUA, Donald Trump, vinculou as novas tarifas ao Brasil ao que chamou de ‘caça às bruxas’ contra seu aliado de direita”, segundo a agência de notícias.

MAIS REPERCUSSÃO – O argentino La Nacion noticiou que a “punição do juiz faz parte da repressão do governo Trump ao governo brasileiro devido ao julgamento em andamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe”.

Em Portugal, a RTP afirmou que a decisão representa mais uma “escalada da guerra comercial e diplomática” que o governo Trump iniciou contra a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, “a dois dias das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos ao Brasil entrarem em vigor”.

‘Supremo deve ser respeitado não só no Brasil, mas em todo mundo’, diz Lula ao New York Times sobre sanções de Trump a ministros. A decisão de Trump mostra um retrocesso na tentativa de diálogo entre os governos do Brasil e dos EUA para um acordo comercial, afirmam interlocutores do governo brasileiro ouvidos pelo GLOBO. A avaliação é que foi dado “um passo atrás” na crise entre os dois países escalou e os desdobramentos são imprevisíveis.

DEFESA PELA AGU – Ministros do STF defendem que a Advocacia-Geral da União (AGU) conteste nos tribunais internacionais a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. Na avaliação desses magistrados, essa ação pode ser tanto na Justiça dos Estados Unidos quanto em outras Cortes internacionais. Nesta quarta-feira, o governo Donald Trump anunciou ter incluído o magistrado na lista de pessoas alvo de sanções previstas na legislação do país.

A AGU já acompanha o caso envolvendo Moraes nos EUA. O órgão responsável pela defesa jurídica dos Três Poderes acionou seu escritório em solo americano para acompanhar ações movidas pelas plataformas Rumble e a Trump Media & Technology Group contra o magistrado.

Na ação judicial, as empresas acusam o magistrado de violar a Primeira Emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão, ao ordenar a remoção de contas de influenciadores brasileiros de direita na Rumble e por outras “tentativas de censura”.

ATO ADMINISTRATIVO – Para integrantes da Corte brasileira, os Estados Unidos descumprem a própria lei ao aplicar as sanções ao ministro do Supremo. A Magnitsky é aplicada por decisão do Executivo, sem necessidade de condenação em processo judicial, e prevê uma série de sanções que, na prática, extrapolam as fronteiras dos EUA.

A rigor, basta um ato administrativo do governo americano, que pode ou não ser lastreado em informes de autoridades e organismos internacionais. No caso, já existe investigação contra Moraes na Câmara dos Deputados.

Há expectativa de que os ministros do Supremo se manifestem sobre as sanções dos Estados Unidos a Moraes na reabertura dos trabalhos da Corte, nesta sexta-feira.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A investigação contra Moraes partiu inicialmente da Câmara dos Deputados americana, ainda no governo de Joe Biden. A gestão de Trump viu o cavalo passar encilhado e montou em cima dele, ampliando as investigações, ao nelas incluir empresas do atual presidente Trump. Agora a coisa virou bola de neve, com as acusações da Lei Magnitsky, e não faltam violações de direitos humanos a serem investigadas pelos três poderes dos Estados Unidos – Executivo, Legislativo e Judiciário. Com a foto de Moraes nas mãos, a deputada republicana Maria Salazar perguntou: “Ele é socialista ou um tolo?”. E a resposta certa seria: “Sim, e ambos”(C.N.)

 

Ação de Trump transforma julgamento de Bolsonaro em reação por soberania


por: @ultralafa03 SOBERANIA NACIONAL. #PutzGrilah #hospíciobrasil  #lobotomiadigital #charge #cartoon #lesapátria #brasil #br #gado  #patriotários #soberanianacional #brasilsoberano

Charge do Lafa (Arquivo Google)

Cézar Feitoza e Ana Pompeu
Folha

A tentativa de interferência de Donald Trump nos rumos do processo da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal) que mira Jair Bolsonaro (PL) deve ter efeito reverso e dar ainda mais evidência para o julgamento. A expectativa é que os ministros da Primeira Turma do STF, responsável pelo caso, incluam em seus votos manifestos em defesa da soberania nacional e da independência do Supremo.

Os ministros da corte refutam a possibilidade de suavizar o julgamento e eventuais penas dos réus diante da ofensiva do governo dos Estados Unidos contra o Brasil e magistrados do tribunal, segundo quatro integrantes do Supremo ouvidos pela Folha.

OUTRO PROCESSO – Eles destacam ainda que a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, para conquistar apoio do governo Trump para a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes do tribunal será analisada em outro processo.

Eduardo é alvo de inquérito da Polícia Federal por suspeita de obstrução de Justiça e coação. Agentes da PF têm mantido publicações dele nas redes sociais sob custódia, por entender que o próprio deputado produz provas contra si.

A investigação contra o deputado não deve se prolongar por muito tempo. A expectativa no Supremo é preparar o recebimento de eventual denúncia contra o deputado após o término do processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

NA RETA FINAL – O julgamento contra o núcleo central da trama golpista deve ocorrer em setembro. O processo está na fase de alegações finais, e as defesas dos réus têm até 13 de agosto para se manifestar pela última vez antes do ato final no Supremo.

Quatro advogados de réus afirmaram à Folha considerar inócua a ação de Trump. Eles destacam que o Supremo não vai recuar do processo sobre a trama golpista. Uma das defesas avalia até que a situação jurídica de Bolsonaro pode ficar pior, com possível aumento na contagem das penas —até agora, não houve qualquer recuo de Moraes no caso.

Um dos representantes dos réus do processo diz acreditar que a ofensiva crescente de Trump contra Moraes e o STF reduz as chances de ponderações nas penas ou indulto.

CORPORATIVISMO – O movimento dos EUA ainda reanima um espírito de corporativismo entre os ministros, especialmente entre os da Primeira Turma, composta por Moraes, Cristiano Zanin (presidente da Turma), Flávio Dino e Luiz Fux, único até o momento a apresentar alguma divergência em relação ao relator —ele foi contra as medidas impostas a Bolsonaro.

As reações do Supremo às interferências dos EUA no processo contra Bolsonaro tiveram estágios diferentes. A primeira ação do tribunal foi autorizar uma investigação contra Eduardo Bolsonaro quando o deputado anunciou que ficaria nos Estados Unidos para buscar apoio da Casa Branca por sanções contra ministros do Supremo.

Quando as críticas de Trump eram por meio de redes sociais, os ministros minimizaram o movimento e avaliaram que as declarações eram parte de uma narrativa política e, assim, não mereciam reação institucional da corte. Pouco depois de Trump anunciar a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, que foi efetivada nesta quarta (30), Moraes decretou medidas cautelares contra Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica e restrições para sair de Brasília.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A sorte do Supremo foi Trump ter confundido as coisas, misturando as “caças às bruxas bolsonarianas” e os erros judiciais de Moraes no inquérito do fim do mundo e em muitos outros. O lamentável mix dos assuntos desfaz o foco preciso sobre as trapalhadas de Moraes no caso das big techs, que incluem empresas de Elon Musk e do próprio Trump, perseguindo estrelas nascentes do bolsonarismo, que surgiram devido à putrefação do PT, faz parte da democracia a alternância do poder. Agora a sujeirada dos desmandos de Moraes está sendo varrida para debaixo do tapete do nacionalismo nauseabundo, e Moraes não mais será perseguido pela cadeia que presenteou à terrorista que passou batom na pedra fria da estátua. E neste verão em Albion, o grandioso Samuel Johnson está se revirando na Abadia de Westminster, repetindo que eles não entenderam nada… Descanse em paz, mestre, todos entenderam. À exceção dos canalhas, é claro, que sempre encontram um refúgio… (C.N.)

Trump, tarifas e sanções: o vai e vem de uma diplomacia imprevisível

Publicado em 1 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

Prefeitura retira ônibus elétricos de circulação após decisão do TCE

Por fim, mesmo após a retirada de circulação dos ônibus elétricos a SMTT destacou que não haverá impacto para a população.

Aracaju retira ônibus elétricos de circulação após decisão do TCE (Foto: SMTT/ Aracaju)

Após decisão do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) determinando a retomada da licitação do transporte coletivo, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) de Aracaju iniciou a retirada dos 15 ônibus elétricos que operavam no transporte coletivo urbano da capital. A medida, já em vigor a partir desta sexta-feira, 1º,  atende a uma das duas cautelares emitidas pela Corte de Contas, que apontam indícios de sobrepreço na aquisição dos veículos elétricos e irregularidades em processo licitatório do setor.

A SMTT assegurou que a retirada dos ônibus elétricos não causará impacto à população porque nenhuma linha será prejudicada, já que os veículos da frota anterior serão remanejados para suprir a demanda.

Diante da decisão, a SMTT informou através de nota que cumpre integralmente a decisão do TCE, mas reafirmou a legalidade do processo de compra dos ônibus elétricos, realizado por meio da Ata de Registro de Preços nº 01/2024, homologada pelo município de Belém (PA). De acordo com o órgão, a ata possui critérios ambientais rigorosos e está alinhada às metas de descarbonização e inovação no transporte público.

A Superintendência também justificou que a adesão a essa ata foi necessária porque a de Cascavel (PR), mencionada nas denúncias, encontrava-se vencida à época da análise técnica. A diferença de preços, segundo o órgão de trânsito, estaria relacionada a variáveis fiscais, como a aplicação do ICMS de 19% em Sergipe, enquanto outros estados oferecem isenção para esse tipo de aquisição.

Os ônibus elétricos de Aracaju, ainda de acordo com a SMTT, possuem tecnologia de ponta, com autonomia superior a 300 quilômetros, ar-condicionado ecológico, piso totalmente baixo e estrutura desenvolvida exclusivamente para operação elétrica. O contrato inclui infraestrutura de carregamento e suporte técnico, sem custos adicionais para o município.

Em pronunciamento nas redes sociais, a prefeita Emília Corrêa (PL) afirmou que determinou o levantamento de todos os documentos relativos à aquisição e garantiu que as respostas serão prestadas com “seriedade, responsabilidade e total transparência”. “Minha vida foi pautada pela legalidade. Foi com esse princípio que cheguei até aqui. Na Defensoria, na Câmara e agora na Prefeitura”, declarou.

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A "Herança Maldita" Trava o Desenvolvimento de Jeremoabo

A "Herança Maldita" Trava o Desenvolvimento de Jeremoabo

O avanço e a aceleração de novas obras e investimentos para o desenvolvimento de Jeremoabo estão sendo travados pela "herança maldita" de abandono e descaso sofrida pelo município nas gestões passadas. O novo prefeito Tista de Deda foi obrigado a iniciar sua administração priorizando a revitalização de estruturas básicas, um dinheiro que poderia estar sendo usado em novas construções.

A falta de recursos próprios do município, cuja arrecadação é insignificante, força a dependência de verbas federais e estaduais. Essa dependência, aliada ao estado precário das praças, estradas, hospital, escolas e do transporte escolar, faz com que o foco da gestão seja, primeiramente, consertar o que foi destruído ou abandonado.

No entanto, mesmo com determinação, persistência e competência, o prefeito Tista de Deda segue lutando para colocar Jeremoabo no caminho certo. O barco continuará navegando, e a cidade não vai parar, mas o ritmo do progresso poderia ser muito mais rápido se não fosse necessário gastar tempo e dinheiro para arrumar o que já deveria estar funcionando.

quinta-feira, julho 31, 2025

Trump recua no tarifaço e revela: o que os EUA ainda precisam do Brasil — e o que querem manter distante

 


 Trump recua no tarifaço e revela: o que os EUA ainda precisam do Brasil — e o que querem manter distante

 

Por Hugo Garbe, professor Doutor de Ciências Econômicas na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).
 

 


O anúncio feito pelo presidente Donald Trump de retirar parte dos produtos brasileiros da lista do tarifaço de 50%, não é um gesto de aproximação diplomática. É, acima de tudo, uma demonstração objetiva de necessidade. Foi poupado da taxação aquilo que os Estados Unidos, pragmaticamente, ainda precisam importar do Brasil para manter sua própria engrenagem funcionando.
 

Foram retirados da lista produtos como petróleo bruto, minério de ferro, celulose, suco de laranja, aviões e peças da Embraer, além de alguns produtos plásticos. Todos os itens com peso significativo na pauta de exportações brasileiras, mas, mais importante do que isso, são insumos cruciais para setores industriais e produtivos americanos, cuja substituição — ao menos no curto prazo — é custosa, lenta ou simplesmente inviável.
 

A decisão, portanto, não é ideológica, tampouco simbólica, ela segue a lógica do custo-benefício. Produtos em que o Brasil ocupa posição de destaque na cadeia de suprimentos global foram poupados. O recado é direto: “precisamos de vocês, por enquanto.”
 

Já os produtos mantidos sob tarifação revelam outra face dessa política: o protecionismo seletivo, voltado a preservar nichos internos sensíveis, especialmente em ano eleitoral. Permanecem taxados, por exemplo, carne bovina, café e pescados, setores em que os EUA têm produção doméstica forte, lobby estruturado e onde o Brasil aparece como concorrente direto.
 

Aqui, o objetivo não é suprir, mas proteger. Não há dependência crítica. Há competição. E Trump, como bom estrategista político, entende que defender o produtor americano, mesmo à custa de tensões comerciais, rende votos em estados-chave como Texas, Iowa e Flórida.
 

Do ponto de vista brasileiro, o alívio parcial deve ser reconhecido: o impacto de uma taxação sobre petróleo, celulose ou minério seria brutal para o saldo da balança comercial, a arrecadação de royalties e o desempenho de empresas do porte de Suzano e Embraer, que registraram alta nas bolsas no dia do anúncio. Mas convém olhar além da superfície.
 

O episódio escancara a fragilidade da nossa pauta externa. Continuamos excessivamente dependentes da exportação de commodities e produtos primários, muitos deles insubstituíveis no mundo, mas facilmente substituíveis politicamente. Basta um decreto para inviabilizar relações de bilhões de dólares.
 

Não há garantia de estabilidade comercial quando o relacionamento com grandes parceiros depende da conveniência política do momento. E Trump mostrou isso com clareza: quem serve aos interesses estratégicos dos EUA é mantido. Quem compete com eles, afastado.
 

Portanto, mais do que um episódio pontual, o tarifaço (mesmo que agora esvaziado em parte) deve servir de alerta. O Brasil precisa urgentemente de uma estratégia de inserção internacional que não seja apenas reativa. É necessário diversificar mercados, agregar valor à exportação e reduzir a dependência de decisões unilaterais de parceiros externos.
 

No xadrez do comércio internacional, não basta ter boas peças. É preciso ter jogo. E o Brasil ainda tem jogado com poucas alternativas.
 

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.
 

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie  

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) foi eleita como a melhor instituição de educação privada do Estado de São Paulo em 2023, de acordo com o Ranking Universitário Folha 2023 (RUF). Segundo o ranking QS Latin America & The Caribbean Ranking, o Guia da Faculdade Quero Educação e Estadão, é também reconhecida entre as melhores instituições de ensino da América do Sul. Com mais de 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pela UPM contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.
 

Informações

Assessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie

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Eudes Lima, Eduardo Barbosa, Guilherme Moraes, Kelly Teodoro e Mariana Chávez
(11) 2766-7280 / (11) 2766-7254

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