domingo, abril 06, 2025

Governo procura ignorar a inflação e não se responsabiliza pela segurança


Lula assume governo com o desafio de manter a inflação sob controle | Charges | O Liberal

Charge do J.Bosco (O Liberal)

Carlos Andreazza
Estadão

Lula discursou no evento de celebração dos dois anos de seu Dilma III. Foi no dia seguinte à divulgação de mais uma pesquisa captadora da impopularidade – espalhada e insistente – do presidente. O mote do triste sarau: o “Brasil dando a volta por cima”. Mais exato seria: o governo tentando dar a volta por cima. Está ora por baixo. Por baixo e por fora. Um perigo.

Fora da realidade, donde não haver Lula falado em inflação. Nem sequer uma vez. A inflação – espalhada e insistente – não existiu. Não no louvor. O país está “no rumo certo” – foi o que ouvimos. Um Brasil menos desigual; o seu povo com renda crescente num país que cresce – essa mesma renda que é comida pela carestia produzida sob a sustentação artificial do voo de galinha em que consiste o crescimento econômico brasileiro.

DE SLOGAN EM SLOGAN – O Brasil que dá a volta por cima é – de slogan em slogan – o Brasil que é dos brasileiros. País que não baixa a cabeça para os EUA e que protege o seu trabalhador.

A oposição de natureza patriótica a Trump, tendo o tarifaço por gancho, até faz sentido politicamente. Mas a questão, no mundo real, está sendo se o brasileiro, o que pisa na rua, sente que o Brasil é seu.

O país que não baixa a cabeça tampouco protege o seu trabalhador – o cara que sai de casa sem saber se chegará ao mercado, lá onde verá o seu dinheiro desaparecer. O cara que não sabe se chegará com grana ao mercado, onde, chegando, verá minguar a sua grana – sem poder comprar pedaço de alcatra. O Brasil é de Brasília e do crime organizado.

INFLAÇÃO E SEGURANÇA – Inflação ignorada por Lula no palanque, quiçá por causa da picanha ausente. Uma injustiça. Fala tanto em colher o que plantou. O governo dele é criador da bicha e enfrenta a impopularidade dobrando a aposta em medidas inflacionárias.

O presidente, a propósito, exaltou a TV 3.0, a do futuro, cujos componentes o brasileiro talvez consiga comprar pegando “o empréstimo do Lula”, aquele, com juros baixos, garantido pelo FGTS – fundo que é do brasileiro, que rende porcamente, e que o brasileiro não pode usar como e quando quiser.

E a segurança pública? O ministro da Justiça é Ricardo Lewandowski. Aqui deveria deitar o ponto final.

ELEIÇÃO À VISTA – Estamos em 2025, as pessoas não conseguem escolher o provedor da internet que terão em casa, porque o traficante-miliciano não deixa, e o governo Lula ora combatendo o crime – que baixa barricada na avenida Brasil – por meio da atualização do programa Celular Seguro.

Nesse “me engana que eu gosto” contida a comunicação de que segurança pública não é responsabilidade do governo federal, como se drogas e armas fossem produzidas no Rio de Janeiro ou em São Paulo – como se houvesse algum controle das fronteiras, por onde PCC e CV, nossas multinacionais de maior sucesso, transitam livremente.

Segurança pública e inflação, 2026 espera por vocês.

O verdadeiro golpe está acontecendo nas ruas e ninguém fala nada


Criminosos destroem veículos e atacam provedoras de internet que recusam pagar 'taxa' a facção criminosa no Ceará — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

Comando Vermelho expulsa todas as equipes de provedores

Leonardo Corrêa
Diário do Poder

“A imprensa registra que o Comando Vermelho (CV) está cortando cabos de fibra óptica no Ceará para forçar provedores de internet a pagar um “pedágio” pela continuidade do serviço.

Em algumas cidades, 90% da população ficou sem acesso à internet porque a facção criminosa decidiu que agora é a nova reguladora do setor de telecomunicações.

IMPUNIDADE – Caso as empresas não aceitem a nova taxação informal, seus serviços são simplesmente destruídos.

A resposta do Estado? Uma operação policial aqui, uma nota de repúdio ali, e seguimos como se não estivéssemos testemunhando a substituição lenta e sistemática da soberania estatal por um grupo criminoso.

O que está acontecendo no Ceará, e que já ocorreu no Rio de Janeiro e no Pará, não é apenas crime organizado – é uma tentativa de golpe de Estado.

ESTADO BANDIDO – A teoria do bandido estacionário, de Mancur Olson, ajuda a entender esse fenômeno. Segundo Olson, o Estado moderno nada mais é do que um “bandido” que percebeu que saquear uma população de forma intermitente era menos lucrativo do que estabelecer um monopólio da força e garantir estabilidade em troca de arrecadação contínua – os impostos.

No Brasil, esse monopólio sempre foi exercido pelo Estado, com seus tributos, regulações e a promessa (ainda que pouco cumprida) de segurança pública. Mas agora temos um concorrente no mercado da extorsão. O Comando Vermelho percebeu que não precisa mais se limitar ao tráfico de drogas: se pode controlar a internet, pode controlar a comunicação, os negócios, a informação.

Esse novo “governo paralelo” não precisa de eleições, nem de Congresso, nem de Constituição. Ele simplesmente liga para os provedores e diz: “Você tem X dias para começar a me pagar. Se não pagar, vamos destruir seus cabos e sua rede.” Qual a diferença entre isso e um Estado que impõe impostos? Apenas uma: o CV não finge que é democrático.

GOLPE POLÍTICO – Nos últimos anos, ouvimos repetidamente que o Brasil quase sofreu um golpe. Desde a derrota de Jair Bolsonaro em 2022, os jornais, analistas e políticos de esquerda não se cansam de repetir que houve uma tentativa de tomada violenta do poder. Falou-se de minuta golpista, de conspirações militares, de reuniões secretas e até de um PowerPoint mal diagramado.

Mas vamos comparar os fatos. O suposto “golpe bolsonarista” envolvia reuniões em palácio, notas oficiais e muito falatório – mas nenhuma ação concreta que ameaçasse a soberania do Estado.

O golpe do Comando Vermelho, por sua vez, está acontecendo agora, às claras, com sabotagem de infraestrutura essencial, coerção direta de empresas e uso da força para impor uma nova ordem.

CRIME À SOLTA – A pressa do STF em julgar Bolsonaro antes de 2026 contrasta com a letargia estatal diante do avanço do crime organizado.

O mesmo sistema que acelera um processo contra um ex-presidente para garantir que ele seja impedido de disputar eleições não demonstra a mesma urgência quando facções criminosas impõem pedágios, sabotam infraestrutura e substituem o próprio Estado.

Se há uma ameaça real ao Estado de Direito, não parece ser a de um PowerPoint mal diagramado. Se a tomada ilegal do poder pela força é o critério para definir um golpe de Estado, então é difícil entender como uma minuta mal escrita de um ex-assessor gera mais pânico do que uma facção criminosa extorquindo empresas e deixando cidades inteiras incomunicáveis.

ABOLIÇÃO DO ESTADO – O que está acontecendo no Ceará não é apenas crime comum, é, sim, a tentativa violenta de abolição do Estado de Direito.

Quando um grupo assume a prerrogativa de regular serviços, impor sanções e arrecadar tributos privados, ele já não é mais apenas um cartel – ele é um governo paralelo. O que os defensores da democracia e do “Estado de Direito” têm a dizer sobre isso?

O verdadeiro golpe de Estado não será televisionado. Não será objeto de manchetes bombásticas da grande imprensa. Não terá CPIs, delações premiadas ou cobertura especial no Jornal Nacional. Ele já está acontecendo, e sua execução não depende de tanques na rua, mas da lenta e sistemática erosão da autoridade estatal.

INOPERÂNCIA – Enquanto isso, o governo finge ignorância, evita o debate e se recusa a admitir a gravidade da crise, os analistas discutem teorias sobre um golpe que nunca aconteceu, e o Comando Vermelho consolida sua posição como o novo bandido estacionário do Brasil.

O que falta para percebermos que o Estado brasileiro está sendo substituído – e ninguém está fazendo nada para impedir?”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Um artigo verdadeiramente instigante, enviado por Mário Assis Causanilhas. O autor, Leonardo Corrêa, é um dos mais respeitados advogados do país, presidente da Lexum, associação de advogados que lutam pelas liberdades democráticas e pela aplicação correta das leis, sem interpretações ideológicas. Sua denúncia é gravíssima, por demonstrar a existência de um poder paralelo que subjuga a democracia e não é combatido pelas autoridades. Que país é esse?, indagaria Francelino Pereira. (C.N.)


Moraes deu mancada ao ressuscitar processo já arquivado contra Kassab


A reação de bolsonaristas à decisão de Moraes sobre Kassab | Metrópoles

Moraes não pode ressuscitar processo que foi arquivado

Rafael Moraes Moura
O Globo

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não desfaça o arquivamento de um caso contra ele que já tinha sido encerrado pela Justiça Eleitoral de São Paulo. Moraes solicitou a devolução do processo, depois que o Supremo ampliou o entendimento sobre o alcance do foro privilegiado, no mês passado.

O inquérito por corrupção passiva e lavagem de dinheiro foi aberto pelo próprio Moraes em 2018, a partir das delações premiadas do empresário Wesley Batista e do ex-diretor de relações institucionais da J&F Ricardo Suad. Segundo eles, a JBS fazia pagamentos de R$ 350 mil mensais a Kassab, dissimulados por notas fiscais falsas de uma consultoria. Além disso, Suad disse que a JBS pagou R$ 28 milhões em troca do apoio político do PSD ao PT nas eleições presidenciais de 2014. Kassab nega as acusações.

ERA MINISTRO – Durante a tramitação do inquérito no STF, Kassab era ministro da Ciência e Tecnologia de Michel Temer.

Com o fim do governo emedebista e a saída de Kassab do ministério, Moraes enviou em 2019 o processo para a Justiça Eleitoral de São Paulo, já que não se encaixava mais na regra do foro privilegiado – que na ocasião dizia que só ficavam no Supremo os casos de crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo envolvendo autoridades como ministros de Estado, deputados federais e senadores.

Em 2021, a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Kassab foi aceita pela Justiça Eleitoral de São Paulo e teve aberta uma ação penal. Mas dois anos depois, o caso acabou arquivado. O juiz eleitoral concluiu não haver justa causa nas imputações dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro ao cacique do PSD.

FORO PRIVILEGIADO – De lá pra cá, o Supremo mudou de entendimento sobre o foro privilegiado mais uma vez. Em julgamento concluído no plenário virtual em 11 de março deste ano, a Corte decidiu ampliar o alcance da prerrogativa, decidindo que o foro se mantém até mesmo quando as autoridades deixam os cargos públicos que ocupavam. Ou seja, pelo atual entendimento do STF, o caso de Kassab seria de responsabilidade da Corte.

Seis dias depois da conclusão do julgamento sobre o foro, Moraes determinou à Justiça Eleitoral de São Paulo a devolução do processo do presidente nacional do PSD.

Para a defesa de Kassab, o Supremo tem de manter o arquivamento da investigação decidido pela Justiça Eleitoral, já que não há mais apuração em curso.

ARQUIVADO, E PRONTO! – Em resposta enviada ao STF em 26 de março, a Justiça Eleitoral comunicou ao Supremo que a investigação de Kassab foi “arquivada definitivamente” na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, sediada no bairro da Bela Vista.

“Estamos pedindo a transferência do arquivamento, ou seja, está arquivado na Justiça Eleitoral, agora será mantido o arquivamento no Supremo. Como o Ministro Alexandre avocou (o processo para o STF), vai transferir o arquivamento da Justiça Eleitoral para os arquivos do Supremo. É uma questão meramente formal.”, explica o advogado Thiago Boverio, responsável pela defesa de Kassab no caso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Kassab deve estar se divertindo com essa grande mancada de Moraes. Se tivesse mandado sua extensa equipe consultar o processo, saberia que tinha sido arquivado e não estaria pagando esse mico. O desarquivamento é um ato administrativo que cabe ao Ministério Público. Moraes teria de requisitar à Procuradoria Eleitoral, que iria analisar a conveniência ou não. Mas quem se interessa? (C.N.)


O Cordel do Padre que Errou o Milagre


O Cordel do Padre que Errou o Milagre

Nas bandas lá de Jeremoabo,
Na eleição que o povo esperava,
O prefeito em desespero tremia,
Pois Tista de Deda despontava.
Chamou um ex-padre sabido,
Doutorado, metido e ungido,
Pra ver se Tista se lascava.

"Esse homem é ficha suja!",
Disse o ex-padre sem compaixão,
"Nem com reza ou com novena,
Ele entra nessa eleição!
Com milagre ou sem promessa,
Tista vai virar conversa,
Pois a lei dá-lhe expulsão!"

O povo, assustado, escutou,
Pensou: "Oxente, será que é verdade?"
Mas quem conhecia a história,
Sabia bem da tal amizade.
O ex-padre era compadre,
Na gestão era camarada,
Mamava com voracidade!

Tinha cargo até nas nuvens,
E acúmulo aqui e acolá,
Prefeituras de todo canto,
Com salário a pingar.
Mas o TCM não dorme,
Achou que tinha algo enorme,
E mandou investigação pra lá.

Na Prefeitura de Novo Triunfo,
A bomba por fim estourou,
O compadre virou manchete,
E da teta se afastou.
Foi demitido, coitado,
E agora é ele o danado,
Que na ficha suja ficou.

Enquanto isso, Tista firme,
Tomou posse e foi governar,
Calando boca de padre,
De quem jurava ele barrar.
Hoje o povo já comenta,
Com risada bem sedenta:
“Cadê o milagre pra explicar?”

Quem confiou no ex-padre,
Ainda espera a inelegibilidade,
Mas só vê Tista sorrindo,
Governando com vontade.
Pois promessa de quem mente,
Engana só o inocente,
E some na realidade.

sábado, abril 05, 2025

🌷 Mesmo com atraso, celebro tua vida, Zenaide! 🌷

 

🌷 Mesmo com atraso, celebro tua vida, Zenaide! 🌷

Madrinha querida de João Calixto, mulher de luz e alma bonita.

O tempo pode ter avançado uns passos,
mas o carinho não se atrasa, nem se perde no compasso.
Hoje, minha palavra chega com um sopro de ternura,
pra te lembrar o quanto tua existência é cheia de doçura.

Zenaide, teu nome carrega poesia,
e tua presença é como brisa suave no calor do dia.
Tens no coração a força serena das madrinhas de verdade,
que abençoam com gestos e cuidam com cumplicidade.

João Calixto tem a sorte de te chamar madrinha,
porque amor assim não se ensina, se sente, se adivinha.
És farol nas marés da vida, abrigo em qualquer estação,
um elo que vai além do sangue: é laço de coração.

Parabéns, Zenaide, por mais um ano de jornada!
Que Deus te cubra de saúde, paz e estrada iluminada.
Mesmo atrasado, o desejo é sincero e cheio de emoção:
que nunca te falte amor, nem razões para sorrir com o coração. 💐

Sábado de Alegria na Vila da Páscoa: João Calixto e Família Curtindo a Orla de Atalaia







Sábado de Alegria na Vila da Páscoa: João Calixto e Família Curtindo a Orla de Atalaia

Na tarde ensolarada deste sábado, João Calixto viveu momentos especiais ao lado de familiares e colegas de escola. O grupo aproveitou o fim de semana para fazer um passeio encantador até a famosa Orla da Atalaia, em Aracaju, onde puderam explorar a charmosa Vila da Páscoa — um espaço cheio de cores, alegria e espírito familiar.

A visita foi marcada por muita diversão, com destaque para a emocionante volta na roda-gigante, que proporcionou uma vista privilegiada da orla e arrancou sorrisos de adultos e crianças. O grupo também pôde usufruir de todas as atrações disponíveis no local, incluindo espaços interativos, decoração temática, música e muita animação.

Como não poderia deixar de ser, o passeio terminou da melhor forma possível: com um big lanche coletivo, recheado de sabores e boas conversas. Entre uma mordida e outra, não faltaram risadas, reencontros e, claro, muitos cliques para registrar esse momento especial.

O sábado foi, sem dúvida, uma celebração da amizade, da união familiar e da alegria que só um ambiente acolhedor como a Vila da Páscoa pode proporcionar. Momentos assim merecem ser vividos, lembrados e compartilhados.

















O voto de confiança do Centrão a Lula ao evitar a urgência para anistia


O motivo da ida de Lira e Pacheco ao Japão em comi... | VEJA

Lulaa aproveitou a viagem para se aproximar do Centrão

Iander Porcella
Estadão

Um dos motivos que levaram lideranças do Centrão a se negarem a assinar nesta semana o requerimento de urgência para o projeto da anistia ao 8/1 foi a intenção de “dar um voto de confiança” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com relatos feitos à Coluna do Estadão, os deputados voltaram da viagem ao Japão e ao Vietnã com a impressão de que o petista está mais disposto a fazer política e ainda “está no jogo” para 2026.

O próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que acompanhou Lula na Ásia, atuou para evitar as assinaturas.

TRAVAR A AGENDA – Na avaliação de líderes ouvidos pela Coluna, o avanço da proposta dos bolsonaristas travaria a agenda governista, principalmente a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, prioridade absoluta do Palácio do Planalto para recuperar popularidade.

Isso porque ficaria mais difícil negociar o IR com as atenções concentradas na anistia, inclusive por parte do governo para tentar barrar a medida.

Com os partidos de centro-direita divididos sobre o apoio à anistia aos condenados pela invasão dos prédios dos três Poderes, a assinatura de líderes para levar o texto diretamente ao plenário carimbaria a digital do Centrão no projeto, encorajaria mais deputados a endossar o perdão e deixaria Motta sem alternativa a não ser pautar o pedido.

SEM PRESSIONAR – Por isso, as lideranças das siglas resolveram colocar um freio na pressão do PL, que ameaçou obstruir votações no plenário, mas acabou cedendo em pautas como o PL da Reciprocidade, que permite ao Brasil reagir ao “tarifaço” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No PT, a avaliação é que a assinatura dos líderes abriria uma crise institucional que o Centrão quer evitar. Apoiar a anistia seria bater de frente com o Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelas condenações de quem participou dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Pelo menos neste momento, as lideranças da Câmara tentam evitar polêmicas, mas também esperam que Lula honre a promessa de se aproximar dos parlamentares, feita na viagem à Ásia na semana passada – o problema é que o presidente já descumpriu esse mesmo compromisso reiteradas vezes desde o início de seu mandato.

OPÇÃO  – O centrão tem a opção de ir para a extrema direita com Bolsonaro ou trafegar entre a direita e centro esquerda.

Quanto a Lula, o chefe do governo quer convidar o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal em próximas viagens internacionais, para ampliar a “aliança entre os Poderes”.


A EMBASA, a taxa de esgoto e a “Nota de Três Reais” da Câmara de Jeremoabo

 

A EMBASA, a taxa de esgoto e a “Nota de Três Reais” da Câmara de Jeremoabo
Por Jose Montalvão

Mais uma vez, venho a público não como um profeta do caos, mas como cidadão consciente — e sinceramente indignado — com o que se tornou uma piada de péssimo gosto para o povo de Jeremoabo: a famigerada taxa de esgoto de 80% cobrada pela EMBASA.

Sim, 80%! Oitenta por cento sobre o consumo de água, mesmo quando nem esgoto tratado chega à casa do contribuinte. É como se estivéssemos pagando por um serviço de luxo, quando na verdade lidamos com fossas estouradas, vazamentos e valas abertas que fedem mais que promessas de palanque.

E como se não bastasse o absurdo dessa taxa, agora nos deparamos com outro golpe silencioso e cruel: a redução do consumo mínimo de 10m³ para 6m³. Os 4m³ que antes eram parte de um direito básico, hoje são contabilizados como dívida! Isso mesmo, dívida! Aquilo que era nosso por direito virou mais uma armadilha da EMBASA para sangrar o bolso do cidadão.

Diante disso, só me resta apelar. Não à Câmara de Vereadores — essa mesma que, em pleno período eleitoreiro, aprovou um projeto de lei obrigando a EMBASA a reduzir a taxa de esgoto para 40%. Projeto esse que, após sua "grandiosa aprovação", teve para a EMBASA o mesmo valor que uma nota de três reais: nenhum.

A empresa seguiu impávida, ignorando o clamor popular e a tal “lei municipal”, como quem despreza um panfleto de esquina. A verdade é que, se nem a nossa Câmara consegue fazer valer uma lei municipal aprovada, a quem recorrer?

A São João Batista? A Santo Expedito — padroeiro das causas urgentes e impossíveis? Talvez seja o caso. Afinal, a fé pode nos consolar onde a política só nos decepciona.

Enquanto isso, seguimos rindo para não chorar. Pagando 80% de esgoto para um serviço que não existe, acumulando dívidas por metros cúbicos que nos foram arrancados sem aviso, e assistindo calados a um jogo onde quem deveria nos defender parece ter esquecido de qual lado está.

Mas deixo aqui meu apelo sincero — ou, se quiserem, meu grito engasgado: que a Câmara de Jeremoabo acorde de seu sono profundo e retome o que resta de sua dignidade. Que enfrente a EMBASA com seriedade e responsabilidade, exigindo que essa taxa seja revista e que os direitos do povo voltem a valer mais do que uma nota de três reais.

Porque o povo de Jeremoabo já está cansado de pagar a conta — e o pato.

Nota da redaçaão deste Blog -  Vamos apelar para o cordel..


Cordel: "A Conta da EMBASA e a Lei de Três Reais"
Por Jose Montalvao


1
Em Jeremoabo sofrido,
Terra quente, chão rachado,
Tem um povo batalhador
Mas vive sendo explorado.
A EMBASA chegou por cá
Com contrato abençoado.


2
A água vem de pinguim,
Pingando, cheia de falha,
E o esgoto? Vai pra onde?
Pra rua, vala ou calçada.
Mas a taxa vem certeira:
Oitenta por cento na cara!


3
É mais caro ter descarga
Que encher pote ou bacia.
E se chover um pouquinho,
Já vira lagoa todo dia.
Mas a conta vem gordinha
Feita barriga de jia!


4
E teve outro cabra bom,
Cheio de papo e de bicho,
Que tirou do nosso povo
Quatro metros sem aviso.
Dez virou seis do nada,
E os quatro viraram prejuízo!


5
Agora, além de pagar,
Por serviço que não vê,
O cidadão vira devedor
Do que já era pra ter!
Se correr, o bicho cobra,
Se ficar, o boleto vem!


6
Mas no meio da novela,
A Câmara apareceu.
Com discurso e papelada,
Um projeto ela escreveu:
“Taxa agora é só quarenta!”
E o povo até bateu pé.


7
Só esqueceram um detalhe,
Que é mais triste que novela:
A EMBASA riu na cara
E limpou o pé na cancela.
Pegou a lei da Câmara
E usou pra forrar panela!


8
Vale menos que promessa
De vereador em eleição.
É lei de enfeite, enfeiteiro,
Nota de três no balcão!
Dessas que o povo só ri,
Pra não chorar de aflição.


9
Por isso eu digo, irmãos,
Vamos logo nos benzer.
Ou apelar pra São João,
Santo Expedito e mais três.
Porque só com reza braba
Pra um milagre acontecer.


10
E que a Câmara acorde,
Deixe o teatro de lado!
Vá pra cima da EMBASA
Com respeito e com brado.
Que o povo já tá cansado
De pagar o pato e o estrago!



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