sexta-feira, abril 04, 2025

Baixa popularidade de Lula provoca pessimismo no governo e no PT

Publicado em 4 de abril de 2025 por Tribuna da Internet

Popularidade de Lula despenca | Charges | O Liberal

Charge do J.Bosco (O Liberal)

Raphael Di Cunto, Catia Seabra e Victoria Azevedo
Folha

As mudanças na comunicação e a entrega de programas que eram apostas do governo Lula (PT) para recuperar a popularidade do presidente não surtiram efeito até agora e o governo tem dificuldade de traçar uma estratégia para mudar esse cenário, avaliam integrantes do Executivo e parlamentares. A preocupação é, principalmente, com a perda do eleitor tradicional do partido —mulheres, nordestinos e pobres.

O diagnóstico causou um desânimo generalizado entre os petistas em reunião ocorrida na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (2). O encontro tinha como pauta a anistia ao golpistas de 8 de janeiro e o novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas o clima foi de pessimismo, segundo relatos, com a percepção de que o governo já executou as entregas e ainda não encontrou uma maneira de reagir.

DIFICÍLIMA REVERSÃO – Há, também, a sensação de que o cenário de juros e inflação altos, com desaceleração da economia, é de dificílima reversão.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta mostrou que não houve a recuperação esperada pelos petistas na popularidade. Em janeiro, 37% dos eleitores tinham avaliação negativa do governo e agora são 41%. As opiniões positivas caíram de 31% para 27%. A queda ocorreu inclusive entre o eleitor tradicionalmente mais simpático ao petista, como as mulheres e os moradores do Nordeste.

Os dados sobre a dificuldade de recuperação já eram detectados em pesquisas internas do governo, segundo relatos à Folha, mas vão na direção contrária ao que esperava o governo e o PT, que em janeiro defendiam que a perda de popularidade era passageira e atrelada a alta nos preços dos alimentos e à crise do Pix. A expectativa era de que a entrega de ações e programas mudaria esse quadro.

O ESQUEMA FRACASSOU – A estratégia, na avaliação dos petistas e aliados, se mostrou insuficiente até o momento. A liberação de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quem optou pelo saque-aniversário e foi demitido, por exemplo, teve a primeira parcela da verba depositada em março. Foram R$ 6 bilhões injetados para evitar a desaceleração da economia, afetada pelo aumento das taxas de juros.

O “crédito do trabalhador”, consignado para os celetistas, levou a R$ 3,1 bilhões em empréstimos em duas semanas. O tema, no entanto, é atacado nas redes sociais pela direita, que acusa o governo de endividar os trabalhadores, e até por aliados.

“Essa será uma marca negativa para o governo porque vai causar um desespero ainda maior em quem está endividado”, disse o deputado André Figueiredo (CE), presidente em exercício do PDT nacional. “Isso será positivo só para os bancos.”

PÉ-DE-MEIA – Uma expectativa que os petistas e aliados mantêm para melhorar a imagem de Lula é o Pé-de-Meia, que teve os primeiros pagamentos liberados a partir de 31 de março para estudantes de baixa renda. Além disso, deve ser anunciada em breve a ampliação do público-alvo do Minha Casa, Minha Vida.

No prazo mais longo, a esperança é de que as mudanças no Imposto de Renda, com o aumento da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais, melhore o humor do eleitorado. A medida deve beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas. Entretanto só terá efeito em 2026.

Outra aposta ocorrerá nesta quinta-feira (3) em um evento em Brasília para fazer o balanço de ações do governo Lula e a comparação com o governo Jair Bolsonaro (PL). Com o nome de o “Brasil Dando a Volta por Cima”, a estratégia é buscar o eleitor tradicional do PT, como as famílias de baixa renda.

SEGMENTOS IDEAIS – Na visão do partido e do governo, esses eleitores foram influenciados pelo discurso de direita e propagandas nas redes sociais. Para retomar os patamares de aprovação do ano passado, a percepção é de que é preciso primeiro recuperar a boa avaliação entre esses segmentos.

De acordo com interlocutores, o discurso do presidente será centrado em faixas mais avessas ao partido e à esquerda. Lula defenderá que o brasileiro é alguém que trabalha, se esforça e que conquista por seus próprios méritos, num aceno aos trabalhadores autônomos. Além disso, dirá que o governo atua a favor das famílias brasileiras com programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

Segundo um auxiliar de Lula, a ideia é mostrar essas ações em uma linguagem de maior compreensão para a população, a exemplo de como foi orientado pelo chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência, Sidônio Palmeira, em reunião fechada com assessores do governo em março.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, o governo quer falar para os pobres e na linguagem deles. Bem, quando começam essas desculpas esfarrapadas e essas estratégicas milagrosas, é sinal de que a coisa está feia e a reversão é “dificílima”, como os próprios repórteres acentuaram, usando o superlativo. Aliás, dificílimo mesmo é aturar mais uma eleição de Lula contra Bolsonaro. (C.N.)

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PF deflagra ‘Operação Split’ contra fraudes em benefícios do INSS

PF deflagra ‘Operação Split’ contra fraudes em benefícios do INSS (Foto: PF)

A Polícia Federal em Sergipe, em parceria com o Núcleo de Inteligência Previdenciária de Sergipe (NUIP/SE), deflagrou nesta sexta-feira, 4, a ‘Operação Split’ para combater fraudes na obtenção de benefícios assistenciais ao idoso por meio de documentos falsificados.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência da investigada, localizada em Penedo (AL). Segundo a PF, as investigações começaram a partir de uma requisição do Ministério Público Federal (MPF) e são um desdobramento da ‘Operação Melhor Idade’, conduzida pela Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.

A suspeita teria utilizado identidades falsas em nome de duas outras mulheres para obter benefícios fraudulentos, causando um prejuízo de R$ 106 mil ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os crimes sob investigação incluem estelionato previdenciário e organização criminosa, cujas penas somadas podem chegar a 13 anos de reclusão.

por João Paulo Schneider 

Com informações da PF

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Prefeitura de Jeremoabo Inicia Entrega de Tickets para o Tradicional Peixe da Semana Santa com Transparência e Organização


Prefeitura de Jeremoabo Inicia Entrega de Tickets para o Tradicional Peixe da Semana Santa com Transparência e Organização

A Prefeitura de Jeremoabo, sob a liderança do prefeito Tista de Deda, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, inicia nesta sexta-feira a entrega dos tickets para a distribuição do peixe da Semana Santa. A ação, que já faz parte da tradição do município há muitos anos, segue firme no atual governo, com um olhar voltado à valorização das famílias em situação de vulnerabilidade e respeito à cultura cristã da cidade.

Com a determinação do prefeito Tista de Deda, a entrega dos peixes será feita de forma organizada, transparente e criteriosa, assegurando que chegue a quem realmente precisa. A Secretaria de Assistência Social já está divulgando os locais e datas da entrega em cada comunidade, garantindo que a população possa se programar com antecedência.

“A Semana Santa é um período de fé, reflexão e partilha. Fazer chegar o peixe à mesa das famílias mais carentes é um gesto de solidariedade que a nossa gestão faz questão de manter e aprimorar. Estamos organizando tudo com responsabilidade para que o processo ocorra de forma tranquila e justa”, destacou o prefeito.

A tradição da distribuição do peixe em Jeremoabo é um símbolo de cuidado com os que mais precisam, e a continuidade dessa prática reafirma o compromisso da gestão com a dignidade social. O trabalho integrado entre a prefeitura e a Secretaria de Assistência Social garante que o espírito da Semana Santa se traduza em ações concretas.

A Prefeitura reforça que apenas as famílias previamente cadastradas, conforme critérios sociais estabelecidos, receberão os tickets e, posteriormente, o peixe. A entrega será realizada em locais estratégicos e acessíveis, sempre com o acompanhamento das equipes técnicas.

Essa é mais uma demonstração do compromisso da administração Tista de Deda com a justiça social, o respeito às tradições e o cuidado com o povo jeremoabense.

"Marcelo do Sindicato em Brasília: presença garantida até em eleição da CONTAG"

 




O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jeremoabo, o Marcelo, realmente não perde nem casamento de boneca! Sempre presente onde tem movimento, essa semana embarcou pra Brasília, marcando presença no congresso da CONTAG – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura. O objetivo? Participar da eleição do novo presidente da entidade. Enquanto isso, fica a torcida pra que ele traga de lá mais do que fotos e discursos, e sim resultados concretos pra agricultura familiar de Jeremoabo, que anda precisando de atenção de verdade.



Glauber Braga um deputado de coragem.

                                       Foto Divulgação
 


Glauber Braga um deputado de coragem.


Por: Bolivar Meirelles 


Votarei em 2026 Glauber Braga Deputado Federal. Coragem e luta. Pela boa luta. Defesa do Brasil do Povo Brasileiro. Um libertário. Navega em mar revolto. Um revolucionário. For o que for ou onde for. Forte fortaleza. Navega navegante de coragem. Cresce na luta. Luta crescendo. Impressionante o caminhar, o navegar desse que me representa no legislativo federal. Filho, esposo companheiro e pai responsável. Na luta é vivaz. Nunca desprevenido, reúne qualidades inerentes ao responsável representante dos e das melhores. Vai filho da Saudade. Responsabilidade infinita.   Você ganhará mais essa luta lutante sem afrouxar. Caminha nas estradas conturbadas. Pula obstáculos de um ambiente conservador. Vai o capoeirista do bem no leguleio do equilibrista competente. A luta sempre será ganha pelos que defendem os bons caminhos da dignidade. Para me representar tem de ser assim. Firme contra os entreguistas, arguto contra os fascistas. Luta lutador do bem. Firme. Sem recuo. 

Se eu, aos 85 anos de idade, resistindo sempre, votando no combativo Deputado Federal Glauber Braga só diria a ele: Deputado é uma situação, coragem é qualidade. Os "frouxos" ficam pelo caminho, os corajosos continuam a caminhada permanente. 

À luta "essa fatal fornalha  onde reverve o bronze das estátuas que as mãos dos séculos no futuro talha", versos de Antônio de Castro Alves. Saúde, abs, boa noite. Neste 02.04.2025

Bolivar Marinho Soares de Meirelles.

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Nota da  redação deste Blog Deputado Glauber Braga: o pedido de cassação que tramita na Câmara é uma hipocrisia sem limites

Por: José Montalvão

É com indignação, mas também com firmeza e orgulho, que me dirijo a Vossa Excelência, Deputado Glauber Braga. O pedido de cassação que tramita na Câmara contra sua atuação não é apenas injusto — é, acima de tudo, uma demonstração escancarada da hipocrisia que domina certos setores da política nacional.

Estamos falando de um parlamentar que, ao longo de sua trajetória, nunca se curvou aos poderosos nem silenciou diante das injustiças. Glauber Braga tem sido uma das vozes mais coerentes, combativas e transparentes dentro do Congresso Nacional. Seu compromisso com os interesses do povo, com a soberania nacional e com a democracia é inquestionável. Justamente por isso, é alvo de ataques daqueles que se incomodam com a verdade sendo dita em alto e bom som.

A tentativa de calar um deputado eleito democraticamente pelo povo é uma afronta não apenas à sua pessoa, mas à própria democracia. O processo que se move contra Vossa Excelência revela mais sobre os interesses dos que o promovem do que sobre qualquer suposta “conduta inadequada”. Na verdade, o que está em julgamento não é seu comportamento, mas sua coragem.

Glauber Braga me representa. Representa milhares que, como eu, veem nele um dos poucos parlamentares que não tem medo de apontar o dedo para os reais culpados pela crise social e econômica que afeta o Brasil. Um deputado que não se vende, não se cala, e que enfrenta com dignidade os que tentam transformar o Parlamento num espaço de conivência e silêncio.

Tenho orgulho de sua atuação e de sua postura. Se há algo que precisa ser cassado neste país, é a covardia institucionalizada, a conivência com a corrupção, a política de privilégios e a tentativa constante de silenciar as vozes que não se submetem.

Deputado Glauber Braga, siga firme. A verdade, a história e o povo estão do seu lado.


quinta-feira, abril 03, 2025

É difícil compreender o que vem acontecendo com a política americana

Publicado em 3 de abril de 2025 por Tribuna da Internet

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante cerimônia no Salão Oval da Casa Branca, em Washington D.C.. — Foto: Pool via AP

Trump anuncia hoje suas novas tarifas de política externa

Lorena Hakak
Folha

Eu cresci vendo os EUA como o país que lidera o mundo liberal e democrático. Foi o país que entrou em duas guerras para tirar a Europa do abismo. Por isso, para a minha geração, é difícil compreender o que vem acontecendo com a política externa americana.

O país ainda hoje exerce um papel importante como um dos principais atores na resolução de conflitos. Porém, em uma guinada, parece ter deixado de lado tanto seus aliados quanto seu discurso histórico. Dá a impressão de estar deixando um espaço vazio à mesa —porém, não existe vácuo em poder.

O aumento de tarifas anunciado pelo governo americano não condiz com o discurso de um país que se autoproclama liberal há tanto tempo. Trata-se de um retrocesso histórico.

CARTA DO ATLÂNTICO – Em 1941, o presidente Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill assinaram a Carta do Atlântico, na qual defendiam a promoção da cooperação econômica e da segurança entre os países em um futuro pós-nazismo.

Segundo o estudo Trade in War’s Darkest Hour (Organização Mundial do Comércio), “assim, Churchill e Roosevelt reconheceram a relação entre a colaboração econômica internacional e a paz e segurança duradouras”. De acordo com o mesmo estudo, esse acordo pode ser considerado o primeiro passo rumo às regras econômicas multilaterais do pós-guerra.

O que se sabia na época era que um aumento do protecionismo no pós-guerra poderia levar o mundo ao mesmo resultado econômico catastrófico vivido nos anos 1930.

PÓS-DEPRESSÃO – Após a Grande Depressão, a busca por acordos de livre comércio era fundamental para promover o crescimento econômico. O Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (Gatt) —precursor da criação da Organização Mundial do Comércio em 1995— foi estabelecido em 1947. O Brasil foi um dos signatários do Gatt e um dos membros fundadores da OMC.

As vantagens do comércio são conhecidas e podem trazer múltiplos benefícios aos países signatários. Ele eleva o bem-estar ao ampliar a concorrência, diversificar a oferta de bens e reduzir preços, o que aumenta a renda real.

Também pode funcionar como alternativa à imigração ao contribuir para a equalização salarial entre países.

DIREÇÃO OPOSTA – No entanto, a atual política americana segue na direção oposta, restringindo tanto o comércio quanto a imigração —um caminho com consequências negativas para sua economia. Além disso, acordos comerciais têm potencial político: podem aproximar antigos rivais, como mostrou a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço em 1951, embrião da União Europeia, com França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo entre os signatários.

O Brasil pode se beneficiar da nova configuração da política internacional para buscar acordos comerciais. Um primeiro passo seria o Congresso ratificar o acordo de comércio com a União Europeia. O governo federal também poderia negociar um acordo com os Estados Unidos, reduzindo as tarifas aplicadas pelo Brasil sobre produtos americanos e, ao mesmo tempo, buscando evitar aumentos tarifários por parte dos EUA.

Além disso, o país poderia abrir as portas para uma nova onda de imigração. Como mencionei na minha coluna “E se a imigração for a solução?”, fluxos migratórios podem aumentar o dinamismo da economia. Para um país que está preso na armadilha da renda média há 40 anos, novos acordos comerciais e um novo ciclo migratório poderiam contribuir significativamente para o crescimento de longo prazo.

Crescimento de Tarcísio em pesquisas preocupa e pressiona Bolsonaro


Tarcísio na briga pelo Planalto é ideia que 'se consolida', diz vice Por  Estadão Conteúdo

Tarcísio cresceu 11 pontos nas últimas pesquisas para 2026

Josias de Souza
do UOL

O crescimento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pode pressionar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a tomar uma decisão sobre o candidato que irá apoiar nas eleições do ano que vem.

Essa pesquisa, a exemplo de outras que vêm sendo divulgadas, pressionam o Bolsonaro a tomar uma decisão. O Bolsonaro não é o Lula. Lá atrás, em 2018, o Lula (que também estava inelegível) empurrou a sua candidatura. Agora, o Bolsonaro tem menos condições de fazer isso, porque, se fizer, ele perderá a oportunidade de ter um candidato competitivo.

OITO SIMULAÇÕES – A Quaest simulou cenários eleitorais entre Lula e Bolsonaro, e também com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).

Tarcísio cresceu 11% nos três últimos levantamentos feitos pelo instituto: subiu de 26% para 37%. O nome dele aparece como um dos favoritos para disputar a eleição presidencial no lugar de Bolsonaro, que foi declarado inelegível por oito anos devido à reunião com embaixadores em julho de 2022, a pouco mais de dois meses das eleições.

Bolsonaro ainda não deu o seu veredicto. Tarcísio tem dito que não pretende se candidatar à Presidência, e só o fará a pedido de Bolsonaro.

PREFERIDOS DA DIREITA – Os nomes de Tarcísio de Freitas e de Michelle Bolsonaro (PL), ex-primeira-dama, são os preferidos para substituir Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto em 2026, principalmente entre os eleitores do ex-presidente, segundo o levantamento da Quaest.

O filho Eduardo Bolsonaro, que pediu licença do cargo e foi morar nos Estados Unidos, é citado por 4% do eleitorado geral, atrás, por exemplo, de Ratinho Júnior, escolhido por 9% e empatado com os governadores de Minas, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União).

Obviamente, o governador Tarcísio de Freitas, por todas as implicações empresariais, porque tem a máquina de São Paulo, está mais bem-posto do que o Eduardo Bolsonaro, que seria a alternativa ficcional que o Bolsonaro levaria às vésperas das eleições.

SAIR DE CENA – E há uma pressão muito grande para que o Bolsonaro saia de cena antes do que ele gostaria, até o fim de ano, para dar essa possibilidade de o Tarcísio cogitar, diante das dificuldades do Lula, se aventurar no cenário nacional.

Agora, quando o Tarcísio atrela sua candidatura ao prestígio do Bolsonaro, ela de fato mantém o Tarcísio na mesma lógica que prevaleceu nesses últimos anos da polarização das eleições no Brasil. A lógica da polarização.

Ou seja, podemos voltar a ter uma disputa em que o eleitor não irá votar a escolher o candidato da sua preferência. Ele irá decidir o voto por exclusão. 


Eduardo Bolsonaro diz que votaria contra PL da reciprocidade tarifária


Eduardo Bolsonaro será o indicado para comandar Comissão de Relações  Exteriores 'com ou sem passaporte', diz líder do PL | Política | G1

Filho “Zero Trê”s de Bolsonaro teme uma guerra sem fim

Jamil Chade
do UOL

O mesmo tom de críticas ao governo Lula e apoio a Trump que o ex-presidente Jair Bolsonaro utiliza, agora vem sendo repetido pelo filho 03, Eduardo Bolsonaro, deputado licenciado e que hoje vive nos EUA. Ele afirmou nas redes sociais que, se ainda fosse parlamentar, votaria contra o projeto de lei que permitirá que o Brasil retalie os Estados Unidos por conta das tarifas que irá sofrer.

O projeto, que já passou no Senado com o apoio bolsonarista, agora vai para a Câmara dos Deputados.

COLOCAÇÕES – Eduardo Bolsonaro decidiu usar a ocasião para criticar o governo Lula, elogiar Donald Trump e ainda dizer que seria contra o chamado projeto da reciprocidade.

“Temos que analisar a causa disso tudo: socialistas como Lula acreditam em governos gigantescos”, justificou, sem considerar que europeus, canadenses e dezenas de outros parceiros vivem a mesma situação.

 “E só há uma fonte para alimentá-los: são através dos impostos que todos nós pagamos. Sejamos sinceros, se você pudesse não pagar o imposto, por exemplo, na sua blusinha da Schein, você pagaria?”, questionou.

DESEQUILÍBRIO – E prosseguiu: “Então, por qual motivo Trump iria aceitar que um produto americano paguasse em média cerca de 60% de imposto entrando no Brasil, mas o produto brasileiro – entrando nos EUA – pagasse apenas cerca de 5% desse mesmo imposto? Não soa razoável e equilibrado essa relação econômica”, defendeu o parlamentar licenciado.

Para ele, os EUA vão “apenas elevar suas tarifas para os mesmos patamares das tarifas que eles já pagam hoje para entrar no Brasil”.

“Não é retaliação, isso se chama reciprocidade. Para o Brasil tratar isso como uma guerra comercial e revidar contra a maior economia do mundo, que é nosso segundo maior parceiro comercial, aumentando ainda mais os tributos, seria preciso criar uma carga tributária ainda maior do que atual, o que faria, na sequência, os EUA adotarem o mesmo por reciprocidade”, disse.

GUERRA SEM FIM – Segundo o ex-deputado que promove uma narrativa contra as instituições brasileiras nos EUA, uma reação do Brasil “seria uma guerra sem fim, com potencial de colapsar a economia brasileira, bastante dependente do seu segundo maior parceiro comercial (EUA)”.

“O único prejudicado com esta política conflituosa seria o povo brasileiro, que pagaria mais e mais em nome de uma luta de Lula, que busca supertaxar produtos americanos”, disse.

“Essa guerra não é nossa, não vamos defender a mentalidade tributária socialista, sob a falsa bandeira da proteção da indústria nacional, para manter essa imensa e pesada carga tributária, que esmaga o poder de compra do brasileiro e nos leva a ter uma péssima qualidade de vida. Ou você está satisfeito em pagar o maior imposto do mundo e quase não ter a contraprestação dos serviços públicos?”, disse.

CARGA TRIBUTÁRIA – Eduardo Bolsonaro, no lugar de defender a economia nacional, usou o caso para atacar. “Nosso país está no limite da carga tributária. O povo já não aguenta mais a parasitação estatal via tributo. O hospedeiro está prestes a morrer. Injetar mais pressão tributária, sob a falsa bandeira da proteção da economia nacional, só irá agravar o estado moribundo da nossa economia”, disse.

“Por esses motivos, eu votaria contra o projeto de lei que chegou nesta quarta-feira à Câmara dos Deputados, que manda a mensagem de início de uma guerra comercial contra os EUA”, completou.


O Desrespeito ao Segurado e ao Servidor: A Raiz da Fraude no INSS

 O Desrespeito ao Segurado e ao Servidor: A Raiz da Fraude no INSS

A Previdência Social no Brasil deveria ser um dos pilares da dignidade do cidadão, garantindo segurança e amparo nos momentos mais delicados da vida, como a aposentadoria, invalidez ou até mesmo o auxílio para aqueles que perderam sua capacidade de trabalho. No entanto, o que se vê na prática é um cenário de desafios, burocracia excessiva e, infelizmente, um histórico preocupante de fraudes que corroem a credibilidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Muitas vezes me questiono: qual a verdadeira razão para tamanha fraude no INSS? E, ao refletir sobre isso, chego à conclusão de que o problema está diretamente relacionado ao desrespeito tanto para com o segurado quanto para com o próprio servidor público. O cidadão, que contribui por anos para o sistema, frequentemente encontra barreiras injustificáveis no momento em que mais precisa de seu benefício. E os servidores, especialmente aqueles comprometidos e responsáveis, são sobrecarregados, muitas vezes sem o devido reconhecimento, sustentando a repartição sobre os ombros.

A indignação se torna ainda maior quando enfrentamos exigências arbitrárias no próprio sistema previdenciário. Recentemente, ao requerer uma simples anotação no meu cadastro, fui surpreendido por uma exigência sem fundamento lógico, o que me fez refletir sobre a realidade de milhões de segurados que, sem conhecimento aprofundado das normas previdenciárias, acabam sendo prejudicados por entraves burocráticos desnecessários.

Se eu, que trabalhei por 30 anos no INSS, recebi elogios por minha atuação e continuo sendo um estudioso da Previdência Social, tenho meus direitos negados de forma injusta, o que dizer de um simples segurado que não possui a mesma bagagem técnica para se defender? Essa situação apenas reforça a necessidade de um sistema mais justo, transparente e que realmente atenda à sua função primordial: proteger o cidadão.

A luta pelo direito previdenciário deve ser de todos. É imprescindível que o segurado conheça e exija seus direitos, que os servidores públicos sejam valorizados e que medidas eficazes sejam implementadas para combater as fraudes sem prejudicar aqueles que realmente necessitam do benefício. A Previdência Social não pode ser vista como um favor do Estado, mas sim como um direito conquistado por anos de contribuição e dedicação ao trabalho.

Exercer a cidadania é essencial, e não devemos nos calar diante de injustiças. O INSS precisa ser eficiente, humano e, acima de tudo, respeitoso com aqueles que fazem do sistema previdenciário um instrumento fundamental para o bem-estar social.

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