quinta-feira, janeiro 02, 2025

Por que o novo prefeito de Jeremoabo deve realizar uma auditoria na prefeitura?


Diante de um contexto repleto de denúncias de irregularidades e má gestão na administração anterior, é imprescindível que o novo prefeito de Jeremoabo, Tista de Deda, adote medidas imediatas para demonstrar transparência, responsabilidade e comprometimento com a ética na gestão pública. Uma das ações mais urgentes e eficazes para alcançar esse objetivo é a realização de uma auditoria completa na prefeitura.

Transparência e confiança da população

A auditoria do setor público é uma ferramenta essencial para fornecer – tanto aos órgãos legislativos e de controle quanto à população em geral – informações independentes e objetivas sobre a gestão dos recursos públicos. Ao implementar essa medida, o prefeito poderá identificar e corrigir falhas, além de sinalizar à sociedade que sua administração está comprometida com a transparência e a responsabilidade.

Em tempos de desconfiança generalizada em relação à gestão pública, é crucial que o novo governo mostre, desde o início, que pretende atuar de maneira diferente. Essa postura não apenas reconquista a confiança da população, mas também estabelece uma base sólida para a governança, livre de práticas ilícitas e desvios de conduta.

Identificação de irregularidades e correção de rumos

O histórico recente de Jeremoabo aponta para uma série de problemas administrativos e financeiros, incluindo denúncias de desvios de recursos, superfaturamento e má utilização de cargos comissionados como moedas de troca. A auditoria, ao confrontar a situação encontrada com critérios técnicos, operacionais e legais, permite:

  • Identificar fraudes e irregularidades;

  • Avaliar a eficiência e a eficácia dos programas e políticas públicas;

  • Corrigir desperdícios, improbidade, negligência e omissões;

  • Propor melhorias nos processos administrativos e operacionais.

Além disso, ao trazer à tona possíveis problemas herdados, a auditoria protege o novo governo de ser responsabilizado por erros do passado.

Fortalecimento da gestão pública

A auditoria também contribui para a modernização e fortalecimento da gestão pública. Ao identificar fragilidades nos processos e propor soluções, ela auxilia na criação de uma administração mais eficiente e orientada a resultados. Isso é especialmente relevante em períodos de escassez de recursos, onde cada real deve ser utilizado de maneira estratégica para atender às demandas da população.

Antecipação de problemas futuros

Mais do que corrigir erros do passado, a auditoria tem um caráter preventivo. Ao mapear riscos e vulnerabilidades, ela ajuda a administração a evitar novos problemas, garantindo que os recursos públicos sejam aplicados de forma ética e eficiente. Isso é fundamental para construir uma gestão baseada na responsabilidade fiscal e no impacto social positivo.

Compromisso com a ética e a legalidade

Ao adotar a auditoria como prioridade, o prefeito Tista de Deda demonstra compromisso com a ética e a legalidade, valores indispensáveis para uma gestão pública que pretende servir à coletividade. Essa iniciativa não apenas atende às expectativas da população, mas também fortalece a credibilidade do governo perante os órgãos de controle e a sociedade civil.

Conclusão

A realização de uma auditoria na prefeitura de Jeremoabo é uma medida urgente e estratégica para o início do novo governo. Ela não apenas expõe as irregularidades do passado, mas também estabelece um padrão de transparência e responsabilidade que deve nortear toda a gestão. Com essa ação, o prefeito Tista de Deda reafirma seu compromisso com uma administração eficiente, ética e voltada para o bem-estar da população. A auditoria é, sem dúvida, um passo essencial para construir uma nova história para Jeremoabo.

Nota da redaçao deste Blog  - A metáfora utilizada nesta  mensagem é forte e simbólica, refletindo o desejo de renovação e purificação após um período que você povo percebe como marcado por má gestão, corrupção e descaso. A imagem do caminhão-pipa lavando a prefeitura sugere não apenas uma limpeza física, mas também uma limpeza moral e ética, algo que muitos cidadãos esperam em momentos de transição política.

A menção que sempre faço aos "capuchichos" e à "maldição" reforça a ideia de que problemas históricos e estruturais precisam ser enfrentados, seja na esfera prática, como na administração pública, seja no imaginário coletivo, superando crenças e ciclos de má governança. Esse ato de "lavagem" pode simbolizar um novo começo, com a esperança de que a nova gestão traga mudanças reais e significativas para Jeremoabo.

Você acredita que esse ato foi meramente simbólico ou reflete uma mudança concreta nas atitudes da administração atual? 

Na mira do TSE, aliados de Bolsonaro podem ser cassados em 2025

 Foto: Luiz Roberto/Arquivo/TSE

A ministra Cármen Lúcia02 de janeiro de 2025 | 12:01

Na mira do TSE, aliados de Bolsonaro podem ser cassados em 2025

brasil

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para julgar Jair Bolsonaro e militares acusados de articular uma trama golpista para impedir a posse de Lula, outros aliados do ex-presidente enfrentam o risco de condenação em 2025 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por supostas irregularidades nas eleições de 2022. A reportagem é de Malu Gaspar, do jornal “O Globo”.

Entre os alvos estão o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), o governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), e o senador Jorge Seif (PL-SC), conhecido por sua atuação na base bolsonarista no Senado. Eles enfrentam processos que podem resultar na cassação de seus mandatos e na inelegibilidade por oito anos.

As ações judiciais apontam para possíveis práticas de abuso de poder político e econômico, além do uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral. O Ministério Público Eleitoral já se manifestou favoravelmente à cassação de Seif e dos dois governadores no âmbito do TSE.

Antonio Denarium é considerado o caso mais crítico do trio, sendo alvo de três ações judiciais. Ele já foi condenado em primeira instância pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Roraima e recorreu ao TSE para tentar manter seu mandato. Segundo fontes internas do tribunal, há um indicativo de que os ministros estão inclinados a confirmar a cassação devido à gravidade das acusações.

PoliticaLivre

Aumenta a chance de uma eleição sem Lula e Bolsonaro em 2026?

Publicado em 2 de janeiro de 2025 por Tribuna da Internet

Pesquisa: Lula é "esperança" para 60% da população; Bolsonaro é "decepção" para 55% - O Cafezinho

Charge do Henfil (Pasquim)

Hélio Schwartsman
Folha

O arrgumento da idade poderá tirar petista da disputa, e o capitão reformado já está legalmente impedido de concorrer e poderá estar preso

Pelo lado de Lula, a situação é delicada. Até onde a vista alcança, ele terá condições objetivas de concorrer à reeleição, mas a idade poderá revelar-se um empecilho. O episódio de hemorragia cerebral por que ele passou está fortemente relacionado à idade.

Se os EUA servem de prévia, foi o número de velas no bolo que inviabilizou a candidatura de Biden. Aliás, o próprio Lula disse várias vezes na campanha de 2022 que estaria velho demais para um quarto mandato.

SEM SUCESSOR – E o problema é que Lula não tem sucessor óbvio no PT. Para manter-se como líder inconteste do partido, ele trabalhou ativamente para que não surgisse nenhum. O mais perto que há de um candidato natural é Fernando Haddad, mas, por ocupar a posição de ministro da Fazenda, sua viabilidade eleitoral está indissociavelmente ligada ao desempenho da economia.

E é o próprio Lula e as alas mais ideológicas do PT que vêm contribuindo para turvar o cenário que favoreceria Haddad.

Já nas hostes bolsonaristas, a ausência do capitão reformado é quase uma certeza. São irrisórias as chances de ocorrer uma reviravolta judicial que lhe restitua o direito de pleitear cargos eletivos. É mais verossímil imaginá-lo atrás das grades do que na chapa presidencial.

E BOLSONARO? – Resta saber qual será o nome da direita na disputa. Pode ser alguém tão ruim quanto Bolsonaro. Pense em Eduardo Bolsonaro ou em Pablo Marçal. Mas também pode ser um candidato que abrace a pauta conservadora, mas não os elementos antissistema da agenda bolsonarista.

Na democracia, devemos estar prontos a aceitar a vitória de ideias que desprezamos, desde que haja compromisso com a manutenção das regras do jogo e com um núcleo básico de direitos e garantias — o pacote liberal.

Infelizmente, não dá para descartar cenários ainda mais distópicos. Imagine uma teocrática presidenta Michelle Bolsonaro convocando cadeia de rádio e TV e falando em Libras com a população. O fundo do poço sempre pode ter um alçapão. Os americanos estão prestes a passar por ele.

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População mundial e a pobreza crescem sem que haja qualquer providência

Publicado em 2 de janeiro de 2025 por Tribuna da Internet

Movimento de comércio no Natal de 2019

Movimento normal na Rua 25 de Março, em São Paulo

Deu no Poder360

A população mundial estimada chegará a 8,09 bilhões nesta quarta-feira (1º.jan.2025). Segundo o Escritório de Censos dos Estados Unidos, o aumento será de 71.178.087 pessoas (0,89%) em relação ao mesmo dia de 2024. O órgão indica o nascimento de 4,2 pessoas por segundo e duas mortes no mesmo intervalo de tempo durante janeiro de 2025.

De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), a população mundial atingiu a marca de 8 bilhões em 15 de novembro de 2022.

NOS ESTADOS UNIDOS – O Escritório de Censos norte-americano espera que os Estados Unidos país registre um nascimento a cada 9 segundos e uma morte a cada 9,4 segundos no próximo ano. A imigração líquida ao país deve adicionar uma pessoa à população dos EUA a cada 23,2 segundos.

A ONU estima que o Brasil deve permanecer como o 7º país mais populoso do mundo até pelo menos 2050, com 230 milhões de habitantes no país. Hoje, são 212,6 milhões.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estima que a população brasileira parará de crescer em 2041, quando o país deve atingir o recorde de 220.425.299 habitantes e, depois, irá desacelerar seu crescimento demográfico.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O problema do Brasil e do mundo é o aumento da pobreza, que devasta o meio ambiente e prejudica a vida. Os países onde a população diminui são justamente os mais ricos, enquanto a natalidade aumenta nos mais pobres, com crescimento da violência urbana e tudo o mais, perpetuando esse sinistro mundo cão. (C.N.)


Reforma ministerial é prioridade e pode atrapalhar Lula ainda mais

Publicado em 2 de janeiro de 2025 por Tribuna da Internet

Veja as 10 melhores charges do Painel na reforma ministerial - 21/08/2023 -  Painel - Folha

Charge do Cláudio de Oliveira (Folha)

Vera Magalhães
O Globo

Com Lula de volta a Brasília e o projeto de corte de gastos passando raspando por um Congresso que não esconde a má vontade, o almoço de fim de ano do governo deu forte cheiro de fritura no ar. Isso porque o começo de 2025 transformará a reforma ministerial em pauta prioritária em Brasília, com o tempo correndo contra o relógio para contemplar os arranjos feitos para a troca da guarda na Câmara e no Senado e, no mundo ideal, já tentar amarrar os partidos para as eleições de 2026.

Os rumores se intensificaram nos últimos dias, e aqueles cujas pastas são incluídas na bolsa de apostas das trocas se apressam em negar que estejam na lista de cortes do presidente.

CENA REPETIDA – A mesma agonia foi vista no ano passado, quando muitos conseguiram se segurar na base da amizade e do voto de confiança de que fariam os programas de suas pastas deslancharem a contento se recebessem nova chance.

As especulações não poupam, de novo, nem o vice-presidente Geraldo Alckmin. Depois que Ricardo Lewandowski deu um jeito de que viesse a público seu incômodo com a possibilidade de perder o cargo que não queria ocupar, mas que foi convencido por Lula a aceitar, ensaia-se um desenho em que Rodrigo Pacheco deixe o Senado para ocupar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no lugar de Alckmin.

RISCO DE CRISE – Em algum momento, a falta de cuidado do entorno de Lula com o vice provocará uma crise real. Depois da experiência traumática do PT com Michel Temer, o partido parece dar pouco valor à lealdade absoluta demonstrada por Alckmin em todos os momentos, desde a campanha.

O descaso faz com que sejam quase permanentes os balões de ensaio sobre nomes de diferentes partidos que poderiam ocupar a vice em 2026. Nesses cenários, traçados por quem tem claro interesse no Jaburu, Alckmin sairia para o governo de São Paulo ou o Senado. Só falta saber se alguém combinou com ele.

É o tipo de cogitação que, se passa de fato pela cabeça de Lula, mostra que a reforma ministerial pode ser causa de mais crise, e não solução para os problemas concretos do governo.

MUITOS PROBLEMAS – Além da já detectada falha de comunicação — que, diga-se, não se deve exclusivamente ao ministro Paulo Pimenta e muitas vezes começa no próprio Alvorada —, há problemas concretos na Saúde, a mais importante pasta da Esplanada, e no Trabalho, para ficar só em duas áreas.

O risco é que, se houver a substituição de Nísia Trindade, as razões podem ser as erradas, e o resultado pior. Ninguém de boa-fé discute a respeitabilidade da ministra, mas seria tapar o sol com a peneira desconsiderar os graves problemas de gestão que, após dois anos, remanescem na pasta de maior Orçamento do país.

 A campanha para derrubá-la atende antes a interesses fisiológicos do Congresso, viciado na dopamina das emendas, do que a uma preocupação legítima com o andamento dos programas e da rede de saúde.

MARINHO TRANQUILO – No caso de Luiz Marinho, nenhuma prévia da reforma feita por quem acompanha o raciocínio de Lula o inclui nas listas de quem pode ir para a casa.

Isso mostra que, por mais que o governo detecte a dificuldade de compreender como funciona o novo mundo do trabalho, não está interessado em virar esse jogo.

A lógica que preside a reforma em início de gestação é dar ainda mais espaço a partidos como União Brasil, PSD, Republicanos e MDB, que já frequentam a base aliada.

SEM COMPROMISSO? – Resta a pergunta: o upgrade que essas siglas podem ter será acompanhado de um termo de compromisso de apoio a Lula daqui a dois anos?

Nada indica que sim. Pelo contrário: esses partidos usarão a visibilidade e a caneta ofertadas pelo petista para fazer política em suas bases e negociar a valores ainda mais altos seu apoio a um dos lados da polarização em 2026.

Se a maior crise de Lula hoje é de confiança, e aqui não se trata apenas do famigerado mercado, mas também do eleitorado em geral, como mostram as pesquisas, essa lógica de reforma ministerial não deverá ajudar em nada. Com boa chance de ainda atrapalhar.

A União dos Cidadãos de Boa Vontade em Defesa de Jeremoabo



A União dos Cidadãos de Boa Vontade em Defesa de Jeremoabo

Em Jeremoabo, um movimento de cidadãos de boa vontade está ganhando força para auxiliar o novo prefeito recém-empossado. O objetivo é documentar e expor a verdadeira dimensão do vandalismo e da depredação praticados pela gestão anterior contra o patrimônio público e o erário. Um dos exemplos mais alarmantes é a situação dos veículos do município, que foram entregues à nova administração em estado de completa deterioração, fruto de negligência e irresponsabilidade.

A Responsabilidade dos Vereadores

Os vereadores, que tomaram posse recentemente e juraram cumprir a Constituição e as leis do município, enfrentam agora sua primeira grande prova. É essencial que eles demonstrem compromisso com o povo que os elegeu, iniciando sua jornada de fiscalização com firmeza e transparência. Cabe a eles apurar os fatos, identificar os responsáveis e denunciar os atos de barbárie que ferem não apenas o patrimônio público, mas também a confiança da população.

A Omissão Não Pode Prevalecer

A gestão anterior deixou um rastro de omissão e improbidade que não pode contaminar os recém-empossados. O povo de Jeremoabo exige respostas concretas e rápidas. Cada centavo desviado ou desperdiçado é fruto do trabalho árduo dos cidadãos, que esperam que seus impostos sejam utilizados para o bem comum e não jogados fora pela negligência e pela corrupção.

Um Chamado à Ação

Este é o momento de união e ação. A sociedade civil está mostrando que não tolerará mais descaso. É fundamental que os vereadores e a nova administração trabalhem juntos para restaurar a ordem, recuperar o que foi perdido e, principalmente, garantir que situações como essa não se repitam. A responsabilidade é grande, mas a oportunidade de mudar o rumo da história de Jeremoabo também é imensa.

O povo está atento, e a esperança é que a justiça prevaleça. Que este início de gestão seja marcado pela transparência, pela ética e pela reconstrução de um município que merece respeito e dedicação.

Carter foi um grande presidente, que se preocupava com o Brasil

Publicado em 1 de janeiro de 2025 por Tribuna da Internet

Ex-presidente americano Jimmy Carter morre aos 100 anos, diz imprensa

Jimmy Carter nunca aceitou a ditadura militar no Brasil

Elio Gaspari
O Globo/Folha

Faltando poucas semanas para o retorno de Donald Trump à Casa Branca, lá se foi Jimmy Carter. Tinha 100 anos e governou os Estados Unidos de 1977 a 1981. Batido por Ronald Reagan, teve um só mandato. Assumiu empunhando a bandeira da democracia e dos direitos humanos, mas foi moído por uma inflação de 9,9% e por suas virtudes de homem simples.

O balanço de sua presidência acompanhou os necrológios que lhe deram os créditos negados na eleição de 1980. O Brasil deveu a Carter o corte do cordão umbilical que ligava a ditadura ao beneplácito de Washington.

DISSE NIXON – Em 1971, quando o general Emílio Médici visitou Washington, o presidente Richard Nixon disse: “Nós sabemos que, para onde for o Brasil, para lá irá o resto da América Latina”. Dois anos depois, os militares governavam o Uruguai e o Chile. Em 1976, foi a vez da Argentina.

Carter governou o pequeno estado da Geórgia e sua experiência nacional era nula. Em março de 1976, numa palestra no Council of Foreign Relations, associou seu futuro político à defesa dos direitos humanos, mas ninguém prestou atenção. Meses depois, deu nome a um dos bois:

“O Brasil não tem um governo democrático. É uma ditadura militar. Em muitos aspectos, é altamente repressiva para os presos políticos. Nosso governo deve corresponder ao caráter e aos princípios morais do povo americano, e nossa política externa não pode contorná-los em troca de vantagens temporárias”.

PAPO DE CANDIDATO – A charanga da ditadura orientou-se pela sabedoria convencional. Aquilo era conversa de candidato. Ele se elegeu, botou na área de direitos humanos do Departamento de Estado a enfermeira Patricia Derian, militante histórica da luta dos negros americanos e como alto funcionário de delegação na ONU, o professor Brady Tyson. Nos anos 60, ele havia sido convidado a deixar o Brasil.

Se isso fosse pouco, Carter, que se dizia engenheiro nuclear (coisa que nunca foi), opunha-se a um acordo assinado pelo Brasil com a Alemanha. Se ele fosse em frente, seriam construídas centrais nucleares e também uma usina de reprocessamento de urânio.

Carter desossou o Acordo Nuclear e, em 1977, mandou ao Brasil sua mulher, Rosalynn. Passando pelo Recife, ela entrevistou-se, ao vivo e a cores, com dois missionários americanos que viviam com os pobres da cidade e haviam sido presos.

RECEPÇÃO FRIA – Em março de 1978, foi a vez de Carter vir ao Brasil. Teve uma recepção cordial, porém fria. Como ele queria ouvir pessoas da sociedade civil, marcou-se um encontro, no Rio, depois de encerrada a parte oficial da visita. Carter encontrou-se, entre outros, com o presidente da OAB, Raymundo Faoro, com o diretor de O Estado de S. Paulo, Julio de Mesquita Neto, e com o cardeal d. Paulo Evaristo Arns.

A coreografia da conversa prenunciava uma estudada irrelevância: todos de pé. O esquema falhou. Carter convidou d. Paulo para acompanhá-lo ao aeroporto e, sentados, conversaram por boa meia hora.

Anos depois, quando Carter e Geisel haviam deixado os governos, ele voltou ao Brasil. Tentou marcar um encontro e não conseguiu. Ligou para Teresópolis, onde vivia o ex-presidente, e ele não atendeu. Era o troco devido por ter mandado a mulher para sabatiná-lo.


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