quarta-feira, dezembro 04, 2024

Governador Mitidieri: entre Fake News e linchamento Moral Digital

em 4 dez, 2024 4:00

 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

           “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

Como este espaço nunca optou por ficar em cima do muro, como foi a opção para muitos

 Em  tempos de redes sociais, onde a velocidade da informação supera muitas vezes a apuração dos fatos, o Governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, tornou-se alvo de uma verdadeira tempestade digital. Após justificar à Assembleia Legislativa seu afastamento temporário por razões pessoais – com a devida clareza de que não haveria ônus para o Estado – o Governador tem enfrentado ataques que transformam uma licença particular em pretexto para linchamento moral.                                                                                              

O que começou como uma comunicação transparente ganhou contornos de desinformação. Em postagens feitas em suas redes, Mitidieri mencionou que o afastamento tinha como objetivo “cuidar da saúde”. Eis aí o cerne da controvérsia: alguns interpretaram que isso significaria internar-se em uma clínica ou repousar em reclusão. No entanto, “cuidar da saúde” é um conceito amplo, que abrange tanto a saúde física quanto mental. Participar de eventos importantes com pessoas queridas, como uma partida de futebol, é, sim, uma forma válida de promover bem-estar.

Vale lembrar que, no mês de novembro, o Governador enfrentou um quadro de pneumonia que exigiu internação. Recuperado, ele retomou suas funções antes de optar por essa breve ausência. Todos os trâmites legais foram cumpridos, mas, para alguns nas redes, isso não importa. O importante é “lacrar”.

A polêmica ganhou força após o Governador fazer referência a uma “blogueira de Poço Redondo”, sugerindo que, assim como colunistas sensacionalistas, ela buscava likes em detrimento de uma análise séria. Em nenhum momento a fala buscou desmerecer o município ou seus habitantes. Mas, claro, qualquer expressão pode ser distorcida no tribunal das redes. Afinal, vivemos um tempo em que, para muitos, o ataque à honra alheia é o passaporte mais rápido para visibilidade.

O filósofo Norberto Bobbio já dizia que, em uma democracia, o debate de ideias deveria ser a essência do progresso. Contudo, na era digital, o embate de ideias tem sido substituído pelo ataque à reputação, movido por cliques e manchetes sensacionalistas.

O que resta desse episódio é uma reflexão: até que ponto estamos dispostos a sacrificar a verdade e a dignidade humana para alimentar a máquina do cancelamento? Governador é apenas um cargo temporário; já a humanidade daqueles que ocupam essas funções não pode ser apagada por likes ou compartilhamentos. Talvez seja hora de, como sociedade, começarmos a cuidar também da nossa saúde moral.


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Como presidente do PL de Sergipe, Edvan Amorim preferiu a omissão do que ser solidário a maior liderança eleitoral do partido em Sergipe. líder tem que ter habilidade e solidariedade nos momentos difíceis  E a liderança Erotildes de Araújo, filiado ao PT e ligado ao prefeito eleito Valmir de Francisquinho ,fez um desabafo ontem, 02, na Nova Princesa FM. Erotildes disse qUE esperava uma atenção maior do partido principalmente do seu presidente estadual, Edvan Amorim, ou da maior expressão com mandato que é a prefeita eleita de Aracaju, Emilia Corrêa, com a decisão do TJ em tornar Valmir inelegível. Ele está certo, uma nota de solidariedade acreditando na inocência da maior liderança eleitoral do partido em Sergipe cairia bem, como também a certeza que a situação será revertida juridicamente. Como presidente do PL, Edvan Amorim preferiu a omissão do que ser solidário a maior liderança eleitoral do partido em Sergipe.

Um conselho aos prefeitos eleitos para o 1º mandato: nem sempre pessoas bem-sucedidas em suas profissões se adequam a gestão pública O blog lembra aos prefeitos eleitos para o primeiro mandato que Sergipe está cheio de exemplos de pessoas bem-sucedidas em suas profissões que não deram certo na gestão pública. A gestão pública precisa de uma experiência bem diferente da vida empresarial em determinadas áreas. Um exemplo em Aracaju, o médico André  Sotero, por exemplo, que era um profissional cara querido no meio médico e que só passou seis meses na gestão Edvaldo.  E outro dado importante: a folha corrida. Não basta parecer honesto, tem que “varrer” o passado e o presente para não ser surpreendido no futuro

Enquanto isso em Sergipe del Rey na chamada “fim de feira” em Aracaju: Prefeitura gastou quase  R$ 1,6 milhão com festival do caranguejo. Só uma dúvida? Quanto será que as barraquinhas venderam de pratos à base do crustáceo? Quantos turistas vieram para Aracaju atraídos pelo Festival do caranguejo? Cerca de R$ 400 mil gastos por dia em 4 dias de evento? Arrepare, eterno Osmário!  Não adianta nem pedir explicações, o balaio, ou melhor o saco de caranguejo rasgou…

 

 

 

 

 

 

 

Jefferson projeta educação de qualidade O presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, deputado Jeferson Andrade, participou ontem, no Rio de Janeiro, da abertura da 27ª Conferência Nacional da Unale – União Nacional dos Legisladores e Legislativas. Vários deputados e servidores também participam do evento que debate o tema “A educação e o futuro do Brasil”. Para o presidente da Alese, Jeferson Andrade, “essa conferência nacional será muito útil para todo o país, mas especialmente para a formatação de novas políticas públicas voltadas para a educação sergipana, onde os serviços devem ser ainda mais qualificados, os alunos bem cuidados e melhor atendidos, bem como os nossos educadores que sempre devem ser apoiados e devidamente prestigiados.

Inovação Nesta quarta-feira, 4, o governador Fábio Mitidieri abre a 1ª Conferência BIM de Sergipe, que acontece em Aracaju até quinta-feira, 5, no Centro de Convenções. O evento, focado na modelagem de informação na construção (BIM), busca trazer inovação e mais eficiência à gestão pública por meio da aplicação dessa tecnologia nas obras estaduais. Além disso, o governador se reúne com a Diaverum, gigante no tratamento renal, para discutir a ampliação de seus negócios no estado. A iniciativa pode gerar até 150 novos postos de trabalho, fortalecendo o ambiente de negócios em Sergipe.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/governador-mitidieri-entre-fake-news-e-linchamento-moral-digital/

Toffoli sinaliza que Supremo vai mesmo censurar redes sociais

Publicado em 3 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Expresso a la Castro: Charges: Diga não à censura na internet!

Charge do Jota (Arquivo Google)

Flávia Maia
Valor Econômico

No segundo dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli começou a votar no recurso de sua relatoria que discute a responsabilidade das plataformas digitais sobre as publicações de terceiros. Embora não tenha sido concluído, o voto do ministro sinaliza que ele deve derrubar o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que define que as plataformas digitais só poderão ser responsabilizadas nos casos em que, após ordem judicial específica, não removerem em tempo hábil conteúdo apontado como ilícito.

Durante a leitura do trecho do voto, Toffoli mostrou preocupação com a burocracia para a retirada de conteúdo mesmo com a ordem judicial conforme o disposto no artigo 19 do Marco Civil da Internet.

DIFICULDADES – Toffoli destacou que são três patamares para a remoção de conteúdo de terceiros ofensivos: a ordem judicial; o não cumprimento da retirada do conteúdo conforme o determinado pela Justiça; e o respeito aos limites técnicos e ao prazo fixado na remoção.

“Vejam a burocracia que existe mesmo com a ordem judicial para se remover [o conteúdo]. E a responsabilidade [das plataformas] só surge depois, pelo artigo 19”, disse o ministro em plenário.

O movimento do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, de alterar a posição da União a favor da derrubada desse trecho da lei, também foi visto por interlocutores da Corte como um indicativo pela inconstitucionalidade do artigo 19.

ÚLTIMA HORA – A mudança foi feita na tribuna por Messias. Até então, nos memoriais apresentados no processo, a AGU vinha pedindo interpretação conforme. Ou seja, o artigo seria mantido e as plataformas só teriam a obrigação de retirar conteúdos por ordem judicial.

No entanto, a AGU trazia algumas exceções em que as plataformas deveriam retirar o conteúdo mesmo sem ordem judicial após a notificação extrajudicial, sob pena de responsabilização. Seriam os assuntos relacionados à proteção de crianças e adolescentes, à integridade das eleições, à defesa do consumidor, à prática de ilícitos penais e outras situações de desinformação.

Messias justificou que o “ecossistema de desinformação” disseminado por redes sociais está trazendo prejuízos econômicos e à qualidade da democracia brasileira.

8 DE JANEIRO – Messias lembrou que precisou ajuizar ações no STF para que as plataformas cessassem as transmissões ao vivo da invasão dos prédios dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Em sua avaliação, o artigo 19 do Marco Civil está trazendo uma “imunidade” que tem sido usada pelas plataformas para manterem atitudes omissas em relação à desinformação. “Estamos tratando de algo maior, da sobrevivência do estado democrático de direito”, afirmou.

Aproveitando a fala de Messias, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o 8 de janeiro de 2023 é o exemplo da “total falência” da autorregulação das plataformas e das “big techs”. “É faticamente impossível defender que o sistema de autorregulação funcione depois do 8 de janeiro. Tudo foi organizado pelas redes”, afirmou Moraes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Importante matéria, enviada por Gilberto Clementino. Mostra que o Supremo vai mesmo instaurar censura nas redes sociais. Essa inovação brasileira, que não existe no resto do mundo, só seria aceitável se houvesse punição posterior ao denunciante que fizesse notificação à rede social para retirada postagem e depois ficasse comprovado que não havia justificativa para tanto. Mas quem se interessa? (C.N.)

Braga Netto pretendia incitar tropas a “ampliar seu poder político”

Publicado em 4 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Em meio a plano de golpe, general sugeriu a Bolsonaro colocar Braga Netto  na Defesa, diz TV

Braga queria maior participação militar na política

Rayssa Motta
Estadã

A minuta de decreto golpista não foi o único documento de interesse da Polícia Federal (PF) encontrado na sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, na Operação Tempus Veritatis. Em um computador apreendido na sala dos assessores do general Walter Braga Netto os policiais encontraram uma apresentação que teria sido usada por ele em palestras em clubes militares.

O material aborda a “evolução do relacionamento civil-militar no Brasil” e defende o “poder de pressão política” das Forças Armadas para “participar ativamente das decisões nacionais” e “ampliar o poder de influência na Esplanada”.

EVITAR CÓPIAS – O arquivo foi nomeado como “Palestra nos Clubes Militares – 29 JUN V2.pptx”. Na primeira página, há um aviso de “acesso restrito”. “Solicita-se evitar cópias e divulgação”, diz o alerta escrito em vermelho.

Os metadados do documento indicam que ele foi criado pelo assessor Carlos Antonio Lopes de Araujo e que a última modificação foi feita pelo coronel da reserva Marcelo Lopes de Azevedo.

A apresentação de slides tem 67 páginas. O documento começa se contrapondo ao discurso de que “Forças Armadas não se envolvem em política” e de que “lugar de militar é no quartel”.

SEM INFLUÊNCIA – “Seguindo o pensamento liberal, os militares foram afastados do centro de poder e das decisões de Estado. Com isso, perdemos paulatinamente a capacidade de influenciar!!”, diz um dos slides.

Em seguida, a apresentação passa a defender a “importância da participação dos militares na conjuntura política”.

É traçada uma comparação entre o governo de Dilma Roussef (PT), os primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que nomeou diversos oficiais para cargos de comando.

NÃO CEDER ESPAÇOS – “A atuação política é necessária para não ceder espaço. Não estamos em um movimento retrógrado, mas sim num aproveitamento do êxito”, segue a apresentação. “Nunca haverá vácuo de poder”, diz outro trecho do arquivo.

O material reserva espaço para críticas ao Poder Judiciário, especialmente ao Supremo Tribunal Federal (STF). A soltura de Lula, em 2019, após 580 dias de prisão na Lava Jato, e a “articulação contra o voto impresso e auditável” são usados como exemplos de um suposto “ativismo” do Judiciário.

Um dos slides é intitulado “Por que queremos mais quatro anos de governo Bolsonaro?” Ex-ministro da Casa Civil, Braga Netto foi vice na chapa do ex-presidente.

PLANOS FUTUROS – Uma página, ainda em fase de rascunho, sugere que o general poderia acrescentar informações sobre como foi concorrer em 2022 e sobre os “projetos” para 2024 e 2026.

“Para que possamos influenciar a política nacional precisamos de militares dispostos a concorrer a cargo político”, diz a anotação no slide. “No caso concreto, o general pode citar o exemplo pessoal que concorreu como vice-presidente e está colocando o nome dele à disposição do partido”.

A Polícia Federal enviou uma cópia do arquivo ao STF. A PF afirma que a apresentação era um “chamamento aos demais militares a participar da vida política”.

PROJETO CONTRA – Tramita no Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para proibir a participação de militares da ativa na política e em cargos de natureza civil da administração pública.

Braga Netto foi um dos 37 indiciados por organização criminosa, golpe de Estado e abolição violenta do Estado de Direito. O general é citado 98 vezes no relatório final da Polícia Federal e apontado como “figura central” do plano golpista.

Segundo os investigadores, ele tinha conhecimento do planejamento para matar o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin. A investigação da PF também demonstrou a influência do general em uma campanha velada, mas agressiva, de pressão ao comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, para aderir ao golpe.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Braga Netto precisa ir ao cinema e assistir ao filme sobre Rubens Paiva, para saber o que pode significar o poder militar, que se julga acima da lei e da ordem. Apenas isso. (C.N.)
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José Dirceu avisa que Tarcisio é o mais forte opositor de Lula

Publicado em 4 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

O ex-ministro José Dirceu

José Dirceu defende o governo Lula e critica o mercado

Renata Agostini
O Globo

José Dirceu ajeita-se na cadeira e logo coloca sobre a mesa anotações feitas de próprio punho sobre conquistas do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Quase 20 anos após ser forçado a deixar o Palácio do Planalto e a política por causa do escândalo do mensalão, ele mantém o sentimento de pertencer ao próprio governo. É assim quando defende medidas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ou quando critica o “mercado”, que vê em posição de duelo com Lula.

— Eles querem que o governo adote um programa que não apresentou ao país. Quer que façamos haraquiri. É isso que estão pedindo – disse em entrevista ao Globo.

O governo anunciou um pacote de corte de gastos. A agenda do ministro Fernando Haddad (Fazenda) precisa de correções?
Não. Ele propôs aumento insignificante de Imposto de Renda (para quem ganha mais de R$ 50 mil mensais) para contrabalancear a isenção para quem recebe até R$ 5 mil. Não tem novos gastos e, ainda assim, pressionam o presidente da Câmara e o Senado para votar isso só no próximo ano. O mercado devia estar defendendo diminuição de despesas tributárias, teto dos servidores e a medida do Imposto de Renda. Porque isso estabiliza. Mas querem diminuir o crescimento do salário mínimo, Bolsa Família, Previdência e Benefício de Prestação Continuada.

Mas o governo concordou. Essa foi a proposta.
E a proposta está certa nas circunstâncias atuais, na correlação de forças atual. Mas eles querem mais, querem sangue. O governo já fez a parte dele, agora a palavra está com o Congresso. Se tivéssemos maioria, faríamos Reforma Tributária na renda, riqueza e propriedade. A dívida pública está crescendo por causa de precatórios, herança de Bolsonaro e juros.

Temos um dólar que não para de subir e isso entra na conta de movimentos do governo…
Entra na conta da especulação, da qual o governo não é responsável e que o Banco Central deveria ter impedido, pois tem instrumentos para isso. Qual razão para dólar a R$ 6? Por que o ajuste não era o que a Faria Lima queria? Economia e emprego crescendo, não há crise política, o Brasil tem paz, superávit na balança comercial, tem balança de conta corrente equilibrada, porque temos investimento direto externo e reservas de quase US$ 360 bilhões.

A decisão de anunciar o pacote junto com a reforma do IR não minou o objetivo do governo?
Por que pode diminuir salário mínimo, Previdência e Bolsa Família, que envolvem quase metade da população, e não pode aumentar o imposto para 100 mil brasileiros? É evidente que isso é inaceitável. Se querem fazer isso, eles têm que eleger um presidente que o faça ou convencer o Congresso de fazê-lo. Até as Forças Armadas aceitaram. A contragosto, mas aceitaram. A não ser que você queira desmontar o estado de bem-estar social previsto na Constituição. Então você disputa eleição e diga que quer desmontar.

O senhor vê então como necessidade política o governo duelar com o mercado?
Quem duelou com o governo foi o mercado. Foi apresentada uma proposta dentro das possibilidades que o Executivo tem. Se faz a proposta do mercado, ele deixa de ser governo que foi eleito, ele praticamente trai seu programa. Estão pedindo que nós façamos haraquiri. É isso que eles estão pedindo.

O indiciamento de Bolsonaro no inquérito do golpe sepulta o plano dele de voltar ao poder?
Ele está e ficará inelegível porque há base para que seja condenado e há outros processos. Mas ele já dá sinais de que será candidato até a impugnação pelo TSE (da candidatura). Ele não tem sucessor e há outros candidatos, como Pablo Marçal, Ronaldo Caiado e os governadores do Paraná (Ratinho Junior) e de Minas Gerais (Romeu Zema). Portanto, Bolsonaro já está em campanha. Mas precisa ver se tem força. Parte do PL não o quer. E acredito que a elite agrária e financeira do país vai impor a Tarcísio de Freitas (governador de São Paulo) que seja candidato.

Tarcísio de Freitas seria um candidato mais difícil de Lula bater?
Sim, mas aí também há sucessão de São Paulo com possibilidade maior de disputarmos para ganhar. Vejo o jogo aberto para 2026. Ainda é cedo para dizer o que acontecerá porque existe um fator: as medidas que Donald Trump tomará quando assumir os Estados Unidos. Dependendo da intensidade, toda a conjuntura política mundial e brasileira mudará. É quase jardim de infância o que estamos assistindo agora pelo ajuste fiscal. Fico estarrecido que a elite brasileira não se dê conta da gravidade do que acontecerá no mundo.

O senhor foi preso cinco vezes. No mensalão e Lava-Jato, diz que foram prisões injustas. Ao mesmo tempo, já disse: “Nós erramos”. O que há de se reconhecer quando olhamos esses processos?
O problema é que eles viraram instrumento político para mudar a realidade institucional do país. Os procuradores e o (Sergio) Moro pretendiam o poder. A lei foi sendo corrompida e as delações viraram uma farsa. O mensalão não se ateve a investigar empréstimos tomados por empresas do Marcos Valério e repassados ao PT, se transformou na maior corrupção do século, no ataque à república e à democracia. E a história da Visanet, em que está tudo provado que não existiu. (Houve) Pressão da opinião pública e julgamento ao vivo. Virou julgamento político.

Mas o senhor está delineando erros dos outros. Onde o senhor errou?
Não, eu não errei em lugar nenhum. Nenhum dos dois casos. Porque eu não tinha nenhuma relação com essa história dos dois empréstimos, do caixa dois. Roberto Jefferson foi cassado porque não provou que existia mensalão. Eu fui cassado porque era o chefe do mensalão. O Supremo me absolveu de formação de quadrilha. Eu fui condenado por corrupção, mas não tem prova nenhuma. Agora, veja quem é o Roberto Jefferson hoje e quem sou eu hoje.

O PT foi bastante crítico ao STF no mensalão e na Lava-Jato. Não vem daí a origem dessa visão difundida pelo bolsonarismo de que a Corte não está jogando dentro das regras?
O PT argumentava que eram julgamentos sem provas, uma perseguição. No caso da Lava-Jato, o tempo nos deu razão. No caso do mensalão, não está ainda encerrado. Fui condenado com base na teoria do domínio do fato. E o criador dessa tese disse que não tinha pé nem cabeça aplicar no meu caso. Mas não vejo o STF não seguindo (agora) o devido processo legal. As fotos e os filmes são provas. Como discutir anistiar cidadãos que foram instigados a destruir os poderes? É uma aberração.

O senhor está próximo de resolver as pendências na Justiça. Já decidiu seu futuro político?
Não tem necessidade nenhuma de resolver agora. Quero cuidar dos meus processos que estão acabando, trabalhar como advogado, porque tenho que pagar as dívidas que todo mundo agora vem me cobrar. E quero ajudar o PT nessa renovação, ajudar o presidente Lula. No final de 2025, vou decidir se serei candidato ou não.


terça-feira, dezembro 03, 2024

Conflito entre advogados coloca Bolsonaro contra os generais

Publicado em 3 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Tribuna da Internet | O golpe do falante capitão Bolsonaro foi abafado pelo  silêncio de generais calados

Charge do Miguel Paiva (Brasil 247)

Josias de Souza
do UOL

No Brasil de antigamente, criminosos traídos choravam as mágoas na cadeia. Com o advento da delação premiada, as mágoas aprenderam a nadar. O lançamento de cúmplices ao mar tornou-se um esporte perigoso.

Paulo Cunha Bueno, defensor de Bolsonaro, brincou com fogo ao declarar que o golpe beneficiaria não o seu cliente, mas uma junta de generais palacianos. Marcus Vinícius, advogado do general Mário Fernandes, sentiu o cheiro de queimado.

“É PROMOTOR” – Em comentário reproduzido pelo Globo, o doutor manifestou sua “perplexidade” com a fala do colega. Indagou: Cunha Bueno “é advogado de defesa ou promotor?”. Avalia que ele ” está atuando como promotor.” Soou incrédulo: “Como faz isso?”

O próprio Bolsonaro já havia declarado que o plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes é “papo de quem tem minhoca na cabeça.” A tática de se dissociar dos cúmplices pode resultar numa inutilidade cara.

É inútil porque não apaga as provas que dão a Bolsonaro a aparência de chefe da organização criminosa. A estratégia é onerosa porque o capitão e sua defesa produziram uma trinca no alto-comando do golpe. É a segunda rachadura. A primeira deu na delação do tenente-coronel Mauro Cid.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Com os comandantes militares apoiando a anistia, as brigas internas cessarão e vai diminuir a chance de haver mais delatores, além de Mauro Cid, aquele oficial que não aguenta prisão e cai no choro, uma vergonha para o Exército do Brasil. (C.N.)


Lula se reúne hoje com a bancada do PT, para começar a semear a anistia

Publicado em 3 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Paulo Pimenta é escolhido por Lula como autoridade federal para atuar no RS – CartaExpressa – CartaCapital

Paulo Pimenta já convidou os 68 deputados do PT

Deu na Folha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá um jantar nesta terça-feira (dia 3) com a bancada do partido na Câmara dos Deputados.

O evento, na casa do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, terá um caráter de confraternização de final de ano, mas deve haver a discussão sobre temas como o pacote de corte de gastos e a articulação política do governo.

68 CONVIDADOS – A bancada federal na Câmara vinha pedindo há tempos esse encontro com Lula, sem sucesso. O presidente agora aceitou abrir sua agenda para os parlamentares. Foram convidados os 68 deputados federais petistas.

Além do anfitrião, Pimenta, devem participar outros representantes do núcleo palaciano, além de ministros que são deputados, como Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Luiz Marinho (Trabalho) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).

Ainda não há confirmação da presença do titular da Fazenda, Fernando Haddad, que está sob fogo cruzado do mercado em razão do pacote apresentado na semana passada. No PT, no entanto, ele foi aplaudido após anunciar isenção para rendas até R$ 5.000.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Muito interessante a nota da excelente coluna Painel. Em tradução simultânea, essa reunião será a primeira oportunidade para Lula começar a semear a anistia aos golpistas, incluindo Jair Bolsonaro, conforme lhe foi pedido pelos ministros militares no último sábado.  Dentro de mais alguns dias, Lula terá um almoço com os oficiais superiores das três Armas e depois, dia 19, estará novamente com os comandantes militares, na festa de fim de ano do governo. E assim vai sendo plantada a anistia, para que em 2026 ocorra um replay de Lula contra Bolsonaro, e o Brasil que se dane. (C.N.)

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