terça-feira, dezembro 03, 2024

Teimosia de Lula aumenta dificuldades na política e na economia

Revista online | Lula e Banco Central: charge destaca impasse - Fundação  Astrojildo Pereira

Charge do JCaesar (Veja)

William Waack
Estadão

Cortar gastos de um lado e criar um buraco de outro é tão inteligente quanto enxugar gelo. É uma postura que o governo Lula 3 parece perseguir na economia e na política. A decepção manifestada por agentes econômicos (que não têm CPF nem CNPJ nem escritório na Faria Lima, como pensa Lula) é sobretudo política.

Tem a ver com uma das mais velhas frases sobre agentes políticos e uma das mais repetidas: não aprenderam nem esqueceram nada.

“ANCIEN REGIME” – É o que se dizia dos senhores do “ancien regime” na França do começo do século XIX. Não tinham entendido os erros do passado nem as contingências do presente. Lula 3 é a expressão perfeita do “ancien regime” na política brasileira.

No trato das contas públicas repete o que já não deu certo, que é pisar no acelerador da expansão dos gastos e buscar a compensação via aumento de arrecadação. Quando a realidade vai se impondo – via desconfiança dos agentes econômicos, ameaça de inflação e juros insuportáveis – o apelo populista é simplesmente irresistível.

Lula 3 tem uma enorme dificuldade em entender que a armadilha fiscal na qual se encontra foi criada por ele mesmo. E por razões políticas exclusivamente.

GASTANDO MAIS – Na prática, Lula garantiu que as despesas vão subir sempre acima das receitas. Fez uma aposta (política) no tempo que não trouxe até aqui os dividendos esperados: a expansão dos gastos não se traduziu na expansão da popularidade.

As circunstâncias são muito diferentes de 20 anos atrás, outra lição que não foi assimilada. Dois fatores merecem menção destacada. Começa pelo alto grau de resistência social ao que Lula e as políticas petistas significam, que o velho cacoete de Lula o faz interpretar como perseguição de rico contra pobre.

E segue pela notável alteração da relação de força entre os poderes, que o obrigou a tentar no Judiciário obter as alavancas políticas para compensar a falta de votos no Legislativo. Num Congresso com o perfil atual – e sua noção de poder – é muita cegueira política imaginar que possa colar no Legislativo a frase “vamos atacar o andar de cima”.

DESCONFIANÇA – O pacote de Lula para tratar das contas públicas consegue decepcionar os agentes econômicos, ou seja, permanece o estado de pouca confiança na capacidade do governo de equilibrar as contas públicas sem aumentar substancialmente o peso dos impostos.

Para seguir adiante com isso, ampliou consideravelmente os obstáculos no Congresso, que já não controla.

Promessas eleitorais como a ampliação da faixa de isenção do IR ou a valorização do salário mínimo chocaram-se com a realidade de um País à beira da exaustão em termos de carga tributária e delicada situação nas questões fiscais. Em outras palavras, os fatos se impõem aos desejos. Lula preferiu ficar com os desejos.

PL defende Costa Neto e culpa senador por relatório contra urnas

Publicado em 2 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Em seis meses na pasta, ministro Marcos Pontes dedicou 44 dias à agenda  internacional | TELETIME News

Marcos Pontes indicou engenheiro que fraudou laudo

Rafael Moraes Moura
O Globo

Após o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, integrantes do PL procuram achar um culpado pela iniciativa do partido de contestar o resultado das eleições de 2022 junto ao TSE.

O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação de Bolsonaro, tem sido responsabilizado por colegas de partido por ter indicado ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, o Instituto Voto Legal (IVL) para fiscalizar as urnas.

RELATÓRIO ARDILOSO – De acordo com a PF, o instituto elaborou um relatório apontando a possibilidade de fraudes na eleição, mesmo tendo constatado na verificação técnica que as urnas eram confiáveis e auditáveis. O documento do IVL foi usado pelo PL para pedir a anulação da vitória de Lula. O instituto é uma consultoria sediada em São Paulo e chefiada pelo engenheiro Carlos Rocha, um dos criadores da urna eletrônica.

Para os investigadores, esse foi o “o último ato” oficial do grupo que pretendia impedir a posse de Lula e serviu de fundamento “para a tentativa de golpe de Estado, que estava em curso”.

Em depoimento prestado à Polícia Federal em fevereiro deste ano, Costa Neto disse que “havia empresas capazes de exercer fiscalização das urnas” e que o então ministro Marcos Pontes “indicou que procurassem o Instituto Voto Legal, pois poderiam ajudar”.

CONTRATAÇÃO – Também afirmou que a contratação se deu em meados de 2022, com o objetivo de fiscalizar o andamento das eleições – um serviço que custou R$ 1 milhão pagos com recursos próprios do PL, de acordo com Costa Neto, e Rocha acabou indiciado pela PF na investigação. A revelação de que o consultor falsificou as conclusões do relatório foi recebida no PL com irritação.

“Quem apresentou o professor Carlos Rocha ao partido foi o astronauta, que dizia que ele era um gênio e ia constatar brechas nas urnas. Um discurso que gerou uma multa de R$ 22,9 milhões ao partido. Nunca entendemos qual era a do Carlos Rocha, nunca gostamos dele.”

O comentário diz respeito à multa aplicada à legenda em novembro de 2022 pelo então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, e depois confirmada pelo plenário da Corte, por litigância de má-fé, ou seja, acionar a Justiça de forma irresponsável.

HOUVE PRESSÕES – Segundo o presidente do PL, porém, foi justamente a ala política do partido, que incluía parlamentares e o próprio Bolsonaro, que o pressionou para ajuizar uma ação no TSE contestando o resultado das eleições.

Conforme informou o blog, o relatório da PF traz uma série de trocas de mensagens que mostram que a verificação conduzida por Rocha, na verdade, constatou que as urnas eletrônicas eram confiáveis, mas escreveu o contrário no relatório que baseou a representação do PL.

Pelas conversas captadas pela PF, os investigadores constataram que as hipóteses utilizadas por Rocha para lançar suspeitas infundadas sobre as urnas eram, na verdade, “teses de indícios de fraudes que circulavam pelas redes sociais, sem qualquer método científico”, fruto de um trabalho sem “rigor técnico”.

TRABALHO FRAUDADO – Semanas após a eleição, Rocha apresentou à legenda comandada por Valdemar Costa Neto um relatório afirmando que havia “inconsistências graves e insanáveis” nos modelos antigos de urnas do TSE. Foi com base nesse documento que Valdemar pediu ao tribunal em 22 de novembro de 2022 a anulação dos resultados de mais de 250 mil urnas de modelo anterior a 2020.

Procurado pela equipe da coluna, Marcos Pontes confirmou que ajudou na aproximação de Rocha com Costa Neto.

“Ele perguntou a mim, como ministro de Ciência e Tecnologia, se conhecia alguém que entendia da tecnologia das urnas. O profissional que eu sabia que tinha trabalhado com o desenvolvimento do equipamento era o engenheiro do ITA Carlos Rocha. Assim, passei o contato dele, e aí encerrou minha participação. Como ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, é comum você ser consultado sobre muitas áreas de desenvolvimento tecnológico para o país”, afirmou Pontes ao blog.

Marinha nega ter “privilégios” e manda recado à equipe econômica

Publicado em 2 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Em meio a corte de gastos, Marinha posta vídeo com atuação de militares e  questiona: 'Privilégios?' - YouTube

Vídeo tenta mostrar que a vida na Marinha é sacrificada

Jussara Soares e Daniel Rittner
da CNN

A Marinha do Brasil divulgou neste domingo (1⁰) um vídeo em que compara a carreira na Força à vida de cidadãos civis. Ao final de 1 minuto e 15 segundos, a peça se encerra com a frase: “Privilégios? Vem pra Marinha”.

O vídeo faz parte das comemorações dia do Marinheiro, celebrado em 13 de dezembro, e é divulgado em meio pacote de ajuste fiscal que mira as Forças Armadas. A produção foi preparada para ser exibida neste domingo (1⁰) durante a a cerimônia de substituição do Pavilhão Nacional na Praça dos Três Poderes.

COMPARAÇÕES – O vídeo intercala imagens de integrantes da Marinha trabalhando em situações extremas com pessoas se divertindo em festas, em reuniões de família e em momentos de lazer.

A ideia é justamente mostrar que a carreira militar tem peculiaridades e privações que não podem ser comparadas aos profissionais civis.

As medidas fiscais para as Forças Armadas incluem, entre outras, o estabelecimento da idade mínima de 55 anos para passagem para a reserva. Atualmente, os militares precisam cumprir 35 anos de tempo de serviço para ir para a reserva. Como antecipou a CNN na sexta-feira (29), a partir 2032 todos os militares terão que adotar a idade mínima.

PERÍODO EXTRA – Até lá, a regra de transição deve estabelecer que o militar pague um “pedágio” de 9% sobre o período que falta para completar o tempo de serviço. Ou seja, terão um período extra antes de deixarem a ativa.

Militares ficaram incomodados com as recentes declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao anunciar o pacote de corte de gastos.

“Para as aposentadorias militares, nós vamos promover mais igualdade, com a instituição de uma idade mínima para a reserva e a limitação de transferência de pensões, além de outros ajustes. São mudanças justas e necessárias”, disse Haddad em pronunciamento de rádio e TV na última quarta-feira (27).

MUITAS CRÍTICAS – Integrantes das Forças Armadas, sob reserva, criticam que as mudanças foram propostas sem levar em consideração as especificidades da carreira. Dizem ainda que técnicos da equipe econômica não entendem a dinâmica da carreira militar.

Neste sábado (30), em reunião no Palácio do Alvorada, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, os comandantes do Exército, general Tomás Paiva; da Marinha, almirante Marcos Olsen; e da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Marcelo Damasceno, explicaram justamente impacto da adoção da idade mínima para carreira militar.

O objetivo é evitar uma quebra muito grande no fluxo da carreira, afinal cada posto tem um tempo máximo de permanência.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como dizia Raul Seixas, a serpente está na terra e o programa está no ar. Os militares estão alvoraçados, devido à prisão de cinco oficiais golpistas, e estão defendendo seus privilégios funcionais. Já começaram a pressionar Lula e, mais para a frente, vão exigir a anistia aos envolvidos, conforme divulgou a jornalista Eliane Cantanhêde, no Estadão. 
(C.N.).

Previsões para 2025: Bolsonaro terá anistia e vai enfrentar Lula de novo

 


charge

Charge reproduzida do Estado Acre

Carlos Newton

Chegamos a dezembro, mês em que são feitas as previsões sobre o que acontecerá no próximo ano, 2025, que os burocratas chamam de “exercício seguinte’’.

Sem medo de errar, podemos dizer que a esculhambação continuará a prevalecer no país e no mundo, de novo orquestrada por Donald Trump, que nasceu para ser ator e agora faz papel de presidente dos Estados Unidos, pela segunda vez.

LULA CANDIDATO – O presidente Lula da Silva, por exemplo, vai romper o ano em êxtase total, porque é só alegria desde sábado, dia 30, quando recebeu os comandantes militares no Palácio da Alvorada e eles lhe pediram que envidasse esforços para aprovar a anistia, a pretexto de “zerar o jogo” e “desanuviar o ambiente político”.

Foi um presente de Natal antecipado, era tudo o que Lula precisava ouvir, para confirmar a candidatura em 2026, aos 80 anos, completando 81 anos em 27 de outubro

Ele sabe que em 2026 terá terríveis dificuldades para vencer Tarcísio de Freitas, mas suas chances melhoram muito se Jair Bolsonaro e Pablo Marçal também forem candidatos, com o governador paulista fora da disputa.

BOLSONARO IDEM – Ao receber a notícia do pedido das Forças Armadas defendendo a anistia, Jair Bolsonaro também entrou em êxtase. Passou a sentir que realmente poderá voltar a fazer política e tudo o mais. Ao recuperar o passaporte, imediatamente irá aos Estados Unidos para bajular Trump, pensando (?) serem amigos, sem perceber que o presidente americano só é amigo do próprio bolso.

Voltando às previsões, Quem aprova a anistia é o Congresso, e isso será fácil com lulistas e bolsonaristas unidos pela mesma bandeira jurídico-legislativa. Mas há um problema chamado Supremo Tribunal Federal, que precisa entrar na armação.

Conduzido pelo autocrático Alexandre de Moraes, o STF simplesmente pode achar (?) que a anistia é inconstitucional por este ou aquele motivo. E aí as previsões vão por água abaixo.

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P.S.
 – Cabe a Lula negociar diretamente com os ministros do Supremo, convidá-los para uma picanha com cerveja no Alvorada, para fechar o grande acordo de pacificação política nacional, que deve ser celebrado com um carnaval fora de época e desfile militar com todas as geringonças possíveis e imagináveis. (C.N.)


segunda-feira, dezembro 02, 2024

Cervejaria Burgman lança Bubble Bloom, Brut IPA com experiência sensorial única

 


Cervejaria Burgman lança Bubble Bloom, Brut IPA com experiência sensorial única


A Cervejaria Burgman, premiada cervejaria artesanal situada em Sorocaba, no interior de SP, apresenta sua mais nova criação que promete conquistar e surpreender os paladares mais exigentes: a Bubble Bloom Brut IPA.


O lançamento próximo ao Réveillon faz parte da linha Special Brew, voltada a rótulos sazonais e limitados, que combina tradição e ousadia, trazendo experiências sensoriais únicas.

A Bubble Bloom libera bolhas que não apenas realçam os aromas, mas também intensificam os sabores, combinando as notas do lúpulo com a fermentação secundária da levedura de champanhe.

Com seu corpo leve e carbonatação intensa, é uma ótima opção para quem busca algo refrescante e sofisticado. O uso do lúpulo Nelson Sauvin é especialmente notável, conferindo à cerveja um perfil aromático que remete a uvas brancas. As notas cítricas e tropicais do lúpulo Citra complementam essa complexidade, resultando em uma cerveja ao mesmo tempo seca e aromática.

Essa combinação de sabores e aromas torna uma excelente escolha para acompanhar pratos leves.

Com esta Brut IPA, a Burgman reafirma seu compromisso com a criatividade e a busca incessante por surpreender o público. A Bubble Bloom se junta a outros sucessos da linha Special Brew, como a Ipa Hop e a Oktoberfest 1810, que conquistaram recentemente medalha de prata em suas respectivas categorias no Brazilian International Beer Awards (BBA).

Pauta enviada pelo Jornalista Fábio Almeida

O Prefeito de Jeremoabo e o Sobrinho Derrotado: Uma Série de Reveses Jurídicos

 

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O Prefeito de Jeremoabo e o Sobrinho Derrotado: Uma Série de Reveses Jurídicos

Em Jeremoabo, a política local segue seu curso com episódios dignos de atenção. O prefeito, ao lado de seu sobrinho, derrotado nas últimas eleições, parece viver uma saga de insucessos judiciais que se acumulam com frequência preocupante. Na tentativa de reverter o inevitável, ambos se veem enredados em decisões que reiteram a improbabilidade de suas aspirações.

Hoje, mais um capítulo dessa história se desenrolou. Uma decisão do Vice-Procurador-Geral Eleitoral trouxe novo golpe, reforçando a realidade que, para eles, parece difícil de aceitar: o jurídico tem limites, e insistir no "impossível" só prolonga o desgaste. Em vez de encontrar soluções viáveis, a persistência em recorrer a questões já encaminhadas revela uma estratégia que, para muitos, soa como teimosia ou mesmo uma tentativa de protelar o inevitável.

Mas o desfecho mais duro parece estar reservado para o futuro próximo. É sabido que as decisões judiciais têm escalado para instâncias superiores, e todos os olhos estão voltados para o Ministro Nunes Marques, cujo veredito poderá azedar de vez a "garapa" que sustentava as esperanças do prefeito e de seu sobrinho. A expectativa por uma "canetada segura" é vista como o golpe final em um cenário já delicado.

Para a população de Jeremoabo, o momento pede reflexões sobre prioridades e responsabilidades. Insistir em disputas jurídicas enquanto questões fundamentais como saúde, educação e infraestrutura aguardam atenção pode ser um tiro no pé para quem deveria governar pensando no coletivo. Ao que tudo indica, o "conto do vigário" político tem levado os protagonistas dessa história a um beco sem saída.

No fim das contas, a "lei do retorno" segue implacável, e cabe aos gestores de Jeremoabo decidirem se continuarão tentando desafiar o óbvio ou se voltarão seus esforços para reconstruir pontes com o povo e buscar um legado mais positivo. Afinal, o tempo é implacável, e o bambu já começa a gemer sob o peso das próprias escolhas, tudo isso porque o prefeito foi creditar no ex-padre.

Até Quando? A Insistência do Prefeito Derrotado de Jeremoabo e Seu Sobrinho no Judiciário

Até Quando? A Insistência do Prefeito Derrotado de Jeremoabo e Seu Sobrinho no Judiciário

A política em Jeremoabo continua sendo palco de uma insistência peculiar: o prefeito Deri do Paloma e seu sobrinho, candidato derrotado nas últimas eleições, persistem em recorrer ao Judiciário na tentativa de reverter a realidade que as urnas já definiram. Essa saga judicial, marcada por derrotas sucessivas, tem gerado questionamentos sobre os limites da busca por justiça e o respeito à soberania popular.

O primeiro capítulo dessa história começou na Justiça Eleitoral de Jeremoabo, onde os pedidos foram rejeitados por falta de fundamentação suficiente. Não satisfeitos, os recorrentes levaram o caso ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), mas, mais uma vez, encontraram a resposta negativa da Corte.

A saga continuou com um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde a derrota foi ainda mais contundente. Nem mesmo o presidente do STF acatou os argumentos apresentados. Agora, numa tentativa desesperada, recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enfrentando um parecer do Ministério Público Eleitoral que recomenda o não conhecimento do recurso.

Diante desse histórico, a pergunta que ecoa entre a população é: até quando essa insistência será mantida? É compreensível que a busca por justiça seja legítima, mas o contínuo desgaste de recursos públicos e o tempo do Judiciário para questionar decisões já amplamente rechaçadas parece ser, no mínimo, contraproducente.

Aceitar a derrota nas urnas pode ser doloroso, mas é também um ato de maturidade e respeito ao processo democrático. Reconhecer o desejo do povo é essencial para fortalecer as instituições e promover a estabilidade política em Jeremoabo.

O prefeito e seu sobrinho precisam entender que, enquanto mantiverem essa postura de resistência, a cidade continuará refém de disputas judiciais intermináveis, em vez de se concentrar no futuro e nas demandas urgentes de sua população. O tempo de lutas judiciais já passou. É hora de aceitar o resultado, unir forças e trabalhar por um Jeremoabo melhor. Afinal, como bem se diz: "Aceitar a derrota dói menos".


Nota da redação deste Blog -  Copi, cole e leia o parecer da Preocuradoria Geral Eleitoral: 

https://consultaunificadapje.tse.jus.br/consulta-publica-unificada/documento?extensaoArquivo=application/pdf&path=tse/2024/12/2/15/59/57/c005be26fd7a8a374d7b4415ca823424195b2b0c9e986918171085881246e1ae

Ridicularizar o populismo só aumenta a desconfiança nas instituições

Publicado em 2 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Confira a Charge do Lute... - Jornal Hoje em Dia | Portal HD | Facebook

C harge do Lute (Arquivo Google)

Pablo Ortellado
O Globo

Em 2018, o Porta dos Fundos lançou a série “Polêmica da semana”, satirizando a prática jornalística de dar voz aos “dois lados”, mesmo quando uma das posições é desqualificada. No primeiro vídeo da série, um mediador tenta permanecer equidistante num debate entre a defesa científica das vacinas por uma professora da UFRJ e a defesa da eficácia do “óleo de coco e da bala de gengibre” por um gamer.

A série segue satirizando outras falsas polêmicas, como o aquecimento global e o racismo. Como quase tudo do Porta dos Fundos, os vídeos são muito engraçados. O problema que apresenta, porém, é mais complicado do que parece: qual a responsabilidade dos especialistas na era do populismo?

INTERESSES ESCUSOS – Movimentos populistas, como bolsonarismo ou trumpismo, caracterizam-se pela profunda desconfiança das elites intelectuais e das instituições liberais. Populistas não confiam nos cientistas, nos jornalistas, nos artistas e em suas respectivas instituições.

Acreditam que esses “sabidos” são movidos por interesses escusos ocultos — pela agenda woke ou por privilégios econômicos, como as “boquinhas” da Lei Rouanet.

O populismo foi capaz de organizar um ressentimento social contra os especialistas e transformá-lo em plataforma política poderosa. Diante do desafio populista, as instituições têm agido da maneira recomendada pela sátira do Porta dos Fundos, negando acesso a vozes desqualificadas. Será que essa estratégia tem funcionado?

FORTE PENETRAÇÃO – Negar espaço institucional a tais vozes não fará com que desapareçam ou permaneçam marginalizadas. O discurso populista tem forte penetração social e, quando a universidade ou o jornalismo profissional não oferecem respostas adequadas, as inquietações encontrarão acolhimento nos meios militantes.

Há vários motivos por que devemos levar o discurso populista a sério, descer do pedestal das instituições consagradas e nos engajar didaticamente com as inquietações do povo comum seduzido pelo discurso populista.

INQUIETAÇÕES – Em primeiro lugar, temos de ter respeito e consideração com as inquietações. Caçoamos demais de gente que quer se certificar de que as vacinas são seguras. Não apenas caçoamos, também caricaturamos sua posição. Não ajuda a persuadir e ainda colabora para ampliar a desconfiança dos especialistas.

 Muitas posições populistas têm formulações mais sofisticadas que deveríamos incorporar, entender e debater, no espírito da “caridade interpretativa”, princípio filosófico de que devemos sempre tomar a versão mais racional das posições do interlocutor.

No debate sobre o voto impresso, juízes, jornalistas e acadêmicos retrataram a proposta como retrocesso ao voto manual dos anos 1980 e 1990 ou como se sugerisse que o eleitor poderia levar o voto impresso para casa.

CÓPIA DO VOTO – A proposta, porém, previa que a urna eletrônica imprimisse uma cópia do voto automaticamente numa urna física, para conferência em caso de suspeita de fraude — uma ideia razoável, adotada noutros países e respaldada por especialistas.

Deveríamos ter enfrentado a proposta real e mostrado que ela não poderia ser implementada naquele momento por questões financeiras e logísticas.

Além disso, era necessário explicar como essa proposta séria era usada para promover desconfiança em nosso robusto sistema eleitoral. A estratégia da caricatura não funcionou, fez a população se sentir desrespeitada, com ainda menos confiança nos especialistas.

PODER MODERADOR – Fizemos o mesmo com o debate sobre o poder moderador atribuído às Forças Armadas pela leitura dos golpistas do artigo 142 da Constituição, apresentando-o como se fosse uma interpretação amalucada, e não como um incômodo enxerto autoritário imposto pela ditadura na Constituinte de 1988.

Poderíamos ter explicado isso e, em seguida, argumentado que ele não era acolhido pelo espírito democrático do conjunto da Carta. Mas preferimos tratar os proponentes como iletrados e ignorantes.

Fizemos isso de novo com o debate sobre os excessos do Judiciário, apresentando as críticas contra as exclusões de contas nas redes sociais como se fossem apenas uma defesa do direito de atacar a democracia ou de publicar fake news. No entanto a ideia de que essas exclusões poderiam configurar censura prévia era um lugar-comum no debate jurídico especializado antes dos eventos do 8 de Janeiro.

ULTRATAR O OPOSITOR – Muitas vezes, temos feito o oposto do princípio da caridade interpretativa, acreditando, de forma equivocada, que maltratar o interlocutor e sugerir que siga a luz dos especialistas será suficiente para convencê-lo.

O caminho atual de ridicularizar, desqualificar e caricaturar falhou em recuperar a confiança pública nas instituições.

Mais que nunca, especialistas precisam adotar uma postura humilde e didática, engajando-se com as preocupações populares e mostrando, com respeito, que o conhecimento científico e as instituições liberais ainda podem ser os pilares de uma sociedade democrática.

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