sexta-feira, maio 03, 2024

RS vive o “maior desastre da história” - Brasil 2º maior receptor global de investimento estrangeiro - GEOPOLÍTICA com Pepe Escobar e muito mais....

 

Brasil foi 2º maior receptor global de investimento estrangeiro direto em 2023, aponta OCDE

02/05/2024 Por 

País recebeu US$ 64 bilhões em FDI no ano passado, ante US$ 73 bilhões em 2022. O Brasil foi o segundo maior receptor global de investimento estrangeiro direto (FDI, na sigla em inglês) em termos líquidos em 2023, atrás apenas dos Estados Unidos. O país recebeu US$ 64 bilhões em FDI em 2023, ante US$ … Ler mais

Negar a mudança climática é tripudiar sobre os mortos das chuvas no RS

02/05/2024 Por 

Tal como ocorreu no ano passado, o Rio Grande do Sul está contando corpos devido à falta de preparo do poder público para as tempestades causadas pelo El Niño anabolizadas pela mudança do clima. Ainda em 2023, os gaúchos passaram por uma seca histórica, fruto de outro fenômeno, o La Niña, também bombado pelo aquecimento … Ler mais

Eduardo Leite diz que RS vive o “maior desastre da história”

02/05/2024 Por 

Segundo Leite, a situação é “pior” do que a registrada no ano passado, quando as inundações causaram mais de 50 mortes e grandes danos materiais. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a destruição das chuvas que atingem o estado já prenunciam o “maior desastre da história” gaúcha … Ler mais

Lula mobiliza trabalhadores contra juros altos que inviabilizam o setor produtivo

02/05/2024 Por 

O alerta presidencial de Primeiro de Maio é, portanto, um grito de guerra contra a financeirização. O presidente Lula, em Primeiro de Maio, deu o troco ao Congresso, que obteve, apenas, vitória de Pirro, ao sustentar desonerações para os capitalistas em prejuízo dos trabalhadores, porque, afinal, o parlamentarismo neoliberal que tomou conta do legislativo transforma-se … Ler mais

Drones de US$ 500, cada, acabaram derrotando tanques americanos de US$ 10 milhões cada

02/05/2024 Por 

De ‘ponto de virada’ a ‘tanque chacota’: EUA ordenam que Abrams seja removido da linha de frente. Os Abrams, aqueles que foram chamados de “imbatíveis” e “divisores de águas” do conflito, ao custo de US$ 10 milhões cada, acabaram derrotados por drones de US$ 500. Para analista, falta de “nova doutrina de camadas” ucraniana no … Ler mais

PCC ligado aos partidos de direita ?

02/05/2024 Por 

Uma das velhas notícias falsas da máquina de desinformação da extrema-direita liga o PCC aos partidos de esquerda. Eis que quatro vereadores de cidades de SP estão presos por negócios do PCC na administração pública. Políticos do Podemos, do PSD e do MDB. Todos de direita. Pouca repercussão na grande mídia e nenhum uso político … Ler mais

BRIC-O-RAMA: EM PASSEIO PELO BRASIL, DE OLHO NA RÚSSIA-CHINA

02/05/2024 Por 

Acabo de ter uma experiência extraordinária: uma viagem de mini-palestras pelo Brasil em quatro cidades importantes: São Paulo, Rio, Salvador e Belo Horizonte. Salas lotadas, perguntas contundentes, gente fabulosamente calorosa, gastronomia divina: um mergulho profundo na oitava maior economia do mundo e principal nó do BRICS+. Ao mesmo tempo em que tentava impressionar com as … Ler mais

O Globo escolhe seu “bolsonarista moderado”; Quarta Frota dos EUA no Brasil! Esquerda parlamentar nos EUA em outro spin-off do 8/1

02/05/2024 Por 

Diretamente das profundezas de um laboratório midiático carioca, é lançada a criatura carioca-bandeirante-frankenstein, o Anti-Lula ungido pela mais sofisticada ciência semiótico-cognitiva disponível por essas plagas onde a Rainha Madonna colocou seus pés. Venha saber mais na Live Extra Cinegnose 360 #47, nessa quarta-feira (01/05), às 18h, no YouTube e Facebook. Depois dos Comentários Aleatórios, a … Ler mais

Alunos ocupam prédio de Columbia; manifestações antiguerra se intensificam

02/05/2024 Por 

Horas antes da ocupação do Hamilton Hall, a univesidade disse que havia começado a suspender estudantes. Dezenas de manifestantes tomaram conta de um dos prédio da Universidade de Columbia, em Nova York (EUA), durante a madrugada, na mais recente escalada dos protestos contra a guerra entre Israel e Hamas que se espalharam pelos campus universitários … Ler mais


Em 2010, Lula também foi multado por campanha antecipada no Dia do Trabalho

Publicado em 3 de maio de 2024 por Tribuna da Internet

Governo retira do ar vídeo de ato em que Lula pede voto a Boulos

Boulos e Lula, na solidão desértica de um evento esvaziado

Deu na Folha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem um histórico de usar o ato do Dia do Trabalho para pedir votos para aliados, e já foi punido por isso. Em 2010, último ano de seu segundo mandato, ele foi multado duas vezes pela Justiça Eleitoral por fazer campanha antecipada para sua então pré-candidata a presidente, Dilma Rousseff.

Naquele ano, Lula foi a dois eventos organizados por centrais, um da CUT e outro da Força Sindical. Em ambos, defendeu a continuidade de seu governo, numa referência a Dilma, que estava a seu ao lado. Levou duas multas do Tribunal Superior Eleitoral, que totalizavam R$ 12.500.

OITO MULTAS – Não foram as únicas. No total, o então (e atual) presidente foi multado oito vezes em 2010 pelo TSE por campanha pró-Dilma, com valores variando de R$ 5.000 a R$ 10 mil.

Na época, Lula ironizou as autuações. “Se eu for multado, vou trazer a multa para vocês. Levanta a mão aí quem vai pagar a multa…”, disse, em um evento oficial em março daquele ano.

Nesta quarta-feira (1º), o presidente pediu voto para o pré-candidato a prefeito Guilherme Boulos (PSOL) no ato das centrais sindicais no estádio do Corinthians, violando a lei eleitoral. Diversos partidos entraram com representações contra ele por campanha antecipada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, Lula é movido pela sensação de impunidade. Diverte-se ridicularizando as multas aplicadas pela Justiça Eleitoral, porque sabe que é o PT que vai pagá-los. Se a oposição contratasse um advogado de verdade, ele poderia colocar Lula em maus lençóis, como se dizia antigamente, porque é reincidente específico e descumpre outras leis simultaneamente, caracterizando abuso de poder e desvio de verbas públicas, porque o evento foi bancado pela Petrobras. Mas quem se interessa? (C.N.)


Divulgada a programação do Forró Caju 2024; confira as atrações

 em 3 maio, 2024 10:01

Festa ocorre de 23 a 29 de junho (Foto: Michel de Oliveira)

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, reuniu a imprensa numa coletiva na manhã desta sexta-feira, 03, para anunciar a programação do Forró Caju 2024.

A festa acontece de 23 a 29 de junho, na praça dos mercados centrais de Aracaju.

Confira a programação completa:

Dia 23/06 (Domingo)

20h- Unha Pintada

21h30- Xote Baião

23h- Mano Walter

00h30- Zueirões do Forró

02h- Maiara e Maraisa

 

Dia 24/06 (segunda)

20h- Ramon e Randinho

21h30- Pedro Lua

23h – Ana Castela

00h30- Michel Teló

02h- Jeany Lins e Dedé Brasil

 

Dia 25/06 (terça-feira)

20h- Orquestra Sanfônica

21h30- Mestrinho

23h- Simone Mendes

00h30- Calcinha Preta

02h- Fogo na Saia

 

Dia 26/06 (Quarta-feira)

20h- Erivaldo de Carira

21h30- Elba Ramalho

23h- Solange Almeida

00h30- Tarcísio do Acordeon

02h- Cavaleiros do Forró

 

Dia 27/06 (Quinta-feira)

20h- Michele Andrade

21h30- Iguinho e Lulinha

23h- Dorgival Dantas

00h30- Thais Nogueira

02h- Danielzinho JR

 

Dia 28/06 (Sexta-Feira)

20h- Flor de Maracujá

21h30- Joelma

23h- Alceu Valença

00h30- Luan Estilizado

02h- Zé Tramela

 

Dia 29/06 (Sábado)

20h- Luanzinho Moraes

21h30- Henry Freitas

23h- Zé Vaqueiro

00h30- Cintura Fina

02h- Saia Rodada

por Aisla Vasconcelos

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Drama gaúcho indica que precisamos de mais alertas de desgraça ambiental


Barragem rompe, mortos chegam a 29 e RS vive maior calamidade pública da história - MZL10

Mudanças climáticas estão fazendo cada vez mais danos

Vinicius Torres Freire
Folha

É difícil associar imediatamente acontecimentos específicos, como a desgraça que se desenrola no Rio Grande do Sul, com a evidente degradação do clima no planeta. Se por mais não fosse, em muitos casos o morticínio ou a destruição dependem também da falta de planejamento urbano ou econômico e à escancarada e desavergonhada exclusão social.

De qualquer modo, a recorrência dos desastres já demonstrou que aquela história de populações que vivem em “áreas de risco” é mais do que velha e acanhada.

MORRERÃO PRIMEIRO – Não há mais “áreas de risco” circunscritas, embora existam buracos do inferno sobre a terra ou sobre a Terra. É claro que os pobres sofrerão e morrerão primeiro, pois vivem naquelas zonas centrais de intersecção de riscos, socioeconômicos e ambientais.

O risco ou a desgraça estão cada vez mais espalhados ou se espalham também em ondas, mais ou menos difusas. Se essa conversa parece abstrata, basta pensar no óbvio efeito de temperatura e chuvas sobre plantações, rebanhos, produção de água potável ou no nível de reservatórios de usinas hidrelétricas.

Em 2015, São Paulo, a maior cidade do país, esteve à beira de um colapso total no abastecimento d’água, por questão de dias. Além de tudo simbólico, em 2021, nuvens de poeira escureceram os céus do estado.

E A INFLAÇÃO? – Os efeitos crescentes das variações de temperatura e chuvas sobre a inflação, por exemplo, mal começam a ser estudados. É fácil perceber como o clima pode ter impacto no preço de comida e eletricidade, no desempenho geral da economia e, pois, no bem (mal) estar social.

As secas terríveis de 2014 e 2015 no Brasil tiveram alguma parte na Grande Recessão de 2014-2016. O impacto não é apenas pontual, de resto. Regiões cultiváveis deixam de sê-lo ou perdem as características que permitiam o cultivo rentável de certos produtos. Vai piorar.

O assunto é muito difícil, faltam dados; a produção de muita commodity agrícola se espalha pelo mundo, sujeita cada uma a variações não concomitantes do tempo, de resto regionalizadas.

ALGUMAS EVIDÊNCIAS –  As primeiras pesquisas apenas arranham algumas evidências e associações da ruína climática com a economia —mas elas já existem. Vide um estudo que saiu no mês passado na revista científica Nature (“Global warming and heat extremes to enhance inflationary pressures”, de Maximiliam Kotz, do Instituto Potsdam para a Pesquisa do Impacto do Clima, e colegas do Banco Central Europeu).

E daí? Precisamos saber mais também no debate público, embora a demagogia extremista tenha reduzido a confiança no conhecimento científico.

Precisamos saber mais do que os números de queimadas, desmatamentos e outras devastações dos biomas, mais do que “populações em área de risco”, mais do que estatísticas de mortes “em desabamentos” em tempestades.

NOVOS INDICADORES – O poder público precisa chamar cientistas para produzir indicadores sintéticos da destruição e seus efeitos, ao menos de indicadores de riscos imediatos causados pela degradação. Ou de medidas mais frequentes da associação de morticínios e perdas econômicas a devastações do ambiente.

Em parte, e, em baixa frequência, tais dados já existem. Precisamos estudar maneiras de dar sentido urgente a tais números. Não é mais possível dizer que secas, calores ou até frios prejudicaram tal safra ou que há risco de “Bandeira Vermelha” no preço da energia porque a água não correu para as usinas, de modo dão ligeiro como comentávamos se iria fazer sol ou chover no final de semana.

Precisaríamos de algo como um IBGE do desastre ambiental e climático, para dar mais alertas e escancarar as feridas, até porque quem fere continua no mais das vezes impune.


Lula libera valor recorde de emendas em um único dia: R$ 4,9 bilhões

Publicado em 3 de maio de 2024 por Tribuna da Internet

Aliados do governo contribuem na pressão por emendas

Pedro do Coutto

No dia 1º de maio, em vez de poder apresentar resultados e também iniciativas em favor dos trabalhadores do país, o presidente Lula teve o seu tempo tomado voltado à liberação de emendas na área da Saúde. Mais uma vez, a pressão pelo Ministério aumentou e o jeito foi o governo liberar emendas nessa área para que congressistas cessem a pressão absurda.

Ao todo, o governo do presidente Lula da Silva destinou mais de 60% do orçamento do Ministério da Saúde para atender congressistas neste ano, de janeiro a abril. O índice foi alcançado após nova liberação, na terça-feira, de R$ 4,9 bilhões em emendas, um valor recorde para um único dia. De todo o recurso não obrigatório liberado pela pasta, um total de R$ 21 bilhões, R$ 12,8 bilhões foram para emendas individuais (indicadas por deputados e senadores) e emendas de bancada (indicadas pelo conjunto de parlamentares de cada Estado).

VALORES EMPENHADOS – O levantamento, realizado pelo Estadão com dados do Siga Brasil, representa valores empenhados, o que significa que o recurso foi reservado no caixa da União e definido para onde vai o dinheiro, e considera o orçamento discricionário, aquele que o governo tem ingerência na liberação. As emendas liberadas pelo Ministério são impositivas, ou seja, os valores são garantidos pela Constituição e o governo é obrigado a pagar conforme o interesse dos parlamentares.

O momento da liberação, porém, é controlado pelo Executivo. Historicamente, emendas são liberadas em troca de apoio político no Congresso e durante votações importantes. Entre os congressistas que exercem pressão sobre o governo, estão os seus próprios aliados, mas não para realizar ações de interesse coletivo. É triste verificar-se esse fato, pois isso não deveria ocorrer.

Correligionários de Lula não têm a capacidade de aguardar pelas suas reivindicações, ajudando, pelo contrário, na pressão sobre o governo. No fundo, são falsos aliados e só querem saber de verbas para si. As cobranças são realmente ilegítimas e colocadas em hora errada. Demonstram interesse pessoal ou de grupos sem compromisso com a realidade política do país, querendo avançar nas verbas públicas.


AÇÕES DE AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL ELEITORALcontra Deri do Paloma e Fábio da Farmácia chegam ao TSE e vão para à Procuradoria-Geral Eleitoral para emissão de parecer,

 

                                       Foto Divulgação _ Instagram


O caso envolvendo os recursos movidos pelo PSD de Anabel pela cassação do Prefeito Derisvaldo José dos Santos (Deri do Paloma) e José Fábio dos Santos Fábio da Farmácia, e sua chegada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), destaca-se como um importante episódio no cenário político local. A alegação central do PSD é o Abuso de Poder Econômico, O PSD entrou com recursos contra o Deri do Paloma e Fábio da Farmácia, sob a alegação de Abuso - De Poder Econômico  que acabou desequilibrando a disputa a seu favor na disputa pela vaga de Prefeito, no pleito de 2022, principalmente a promessa de cinco mil empregos as vesperas das eleições, dentre uma dezenas de supostas outras irregulariadadesargumentando que tal prática desequilibrou a disputa eleitoral a favor dos recorridos durante as eleições de 2022.

Um dos pontos centrais do recurso é a acusação de exoneração de servidores terceirizados que demonstraram apoio à adversária política da gestão, o que configura uma conduta vedada pela legislação eleitoral. Além disso, há a denúncia de entrega de exames de covid-19 com resultados falsificados a eleitores da adversária dias antes do pleito, com o suposto intuito de impedir seu voto. No entanto, a análise da documentação e dos testemunhos não parece corroborar a alegação de que essas ações foram motivadas por interesses políticos, não havendo evidências claras de desvirtuamento do interesse público em prol da campanha política.

Outras acusações incluem a suposta utilização de secretários municipais para realização de campanha em horário de expediente, assim como a cessão de bens públicos em favor das candidaturas dos recorridos. No entanto, a falta de documentos que comprovem essas alegações dificulta a objetiva comprovação dos fatos.

O histórico de alegados abusos ressalta a complexidade do caso e a importância de uma análise detalhada das evidências apresentadas. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral terá um impacto significativo no cenário político local e poderá influenciar a percepção da população sobre a integridade do processo eleitoral. É essencial que o julgamento seja conduzido de forma imparcial e baseado em critérios jurídicos sólidos para garantir a legitimidade do resultado.

quinta-feira, maio 02, 2024

Ações contra Moro chegam ao TSE e vão para o mesmo relator do caso Seif


Sergio Moro

Acusações não têm consistência, mas Moro pode ser cassado

Rafael Moraes Moura
O Globo

Os recursos movidos pelo PT de Lula e pelo PL de Jair Bolsonaro pela cassação do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) já chegaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os processos foram distribuídos por prevenção ao ministro Floriano de Azevedo Marques, o mesmo relator da ação que pode levar à cassação de outro senador, o bolsonarista Jorge Seif (PL-SC).

O PT e o PL entraram com recursos contra o ex-juiz federal da Lava-Jato, sob a alegação de que os recursos financeiros despejados na fracassada pré-campanha de Moro à Presidência da República lhe deram uma exposição pública e vantagem indevida que acabou desequilibrando a disputa a seu favor na disputa pela vaga de senador do Paraná, no pleito de 2022.

PLACAR 5 A 2 – No julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, concluído em 9 de abril, essa tese foi abraçada apenas por dois desembargadores: José Rodrigo Sade e Julio Jacob Junior – ambos indicados ao cargo por Lula. Moro acabou absolvido por 5 a 2 das acusações de abuso de poder econômico, caixa 2 e uso indevido dos meios de comunicação.

Relator do caso Moro no TSE, Azevedo Marques é amigo pessoal há quase 40 anos do presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, e foi indicado ao cargo por Lula. A relatoria foi comemorada por petistas, que consideram Floriano mais inclinado a cassar Moro.

Azevedo Marques e Moraes costumam votar alinhados em julgamentos no plenário da Corte Eleitoral, como os que levaram à condenação de Jair Bolsonaro por abuso de poder político e econômico por utilizar as comemorações do Bicentenário da Independência como palanque eleitoral e por promover uma reunião com embaixadores repleta de ataques ao sistema eleitoral.

DISTRIBUIÇÃO – A colunista Bela Megale antecipou no mês passado que Azevedo Marques ficaria responsável pelo caso Moro. Isso porque ele já tinha analisado um recurso referente ao processo eleitoral do Paraná, o que gerou a distribuição.

É o relator quem dita o ritmo do processo, fixando prazos para a manifestação das partes e liberando o caso para análise do plenário. No caso de Seif, que também trata de abuso de poder econômico, o processo tramitou dois meses no TSE até ser levado a julgamento.

Moro foi apresentado pelo Podemos como pré-candidato à presidente no final de 2021, mas deixou a legenda em abril de 2022 depois de conflitos com a cúpula. O partido exibiu na TV inserções com Moro que agora estão sendo usadas como evidência de que a campanha para o Senado ficou desequilibrada em favor do ex-juiz da Lava-Jato.

HISTÓRICO DE ABUSOS – No recurso contra Moro, o PL insiste na tese de que houve um “histórico de abusos” da campanha do ex-juiz, com “eventos hollywoodianos de filiações partidárias e de lançamentos de pré-candidaturas”, assim como “inúmeras produções de vídeo, de qualidade altamente profissional, tanto para veiculação nos eventos quanto nas redes sociais” de Moro, “sem se perder de vista aqueles de propaganda partidária, protagonizados pelo investigado em ambas as agremiações”, em referência ao Podemos e ao União Brasil, respectivamente o antigo e atual partido do parlamentar.

Para o partido de Bolsonaro, Moro e seus dois suplentes, Luis Felipe Cunha e Ricardo Augusto Guerra, “foram excessivamente favorecidos pelo derrame de recursos financeiros em fase prematura do calendário eleitoral”, que “macularam o resultado das eleições”.

À equipe da coluna, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, alegou que a legenda recorreu contra Moro “por força do contrato” com os advogados da sigla, apesar da resistência do clã Bolsonaro.

RECURSO DO PT – Já o PT rebateu o voto do relator no TRE do Paraná, o desembargador Luciano Carrasco Falavinha, e negou que queira impedir Moro de participar da vida política.

Falavinha, em seu voto pela absolvição do parlamentar, questionou a postura da legenda de Lula, que contestou primeiramente a transferência do domicílio eleitoral de Moro para São Paulo e depois impugnou a sua candidatura ao Senado pelo Paraná, estado pelo qual ele acabou concorrendo. “É comportamento contraditório que busca impedir um candidato de participar da vida política”, apontou Falavinha.

O PT, por sua vez, afirma ter visto com “surpresa” as considerações de Falavinha, já que “não é o comportamento” da própria sigla que deveria estar sendo julgado pela Justiça Eleitoral.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Moro nega as acusações e afirma ser alvo de “perseguição política”. As acusações contra ele, tanto do PL quanto do PT, não têm a menor consistência. A não ser que usem contra Moro o mesmo esquema que cassou Deltan Dallagnol e alegar “presunção de culpa”, algo inexistente no Direito Universal. Chega a ser deprimente e constrangedora essa decadência da Justiça brasileira.. (C.N.)

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