sábado, março 02, 2024

Professor, monarquista e ex-Taurus: conheça advogado de Bolsonaro no caso de trama golpista

 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O advogado Paulo Bueno após depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)02 de março de 2024 | 08:01

Professor, monarquista e ex-Taurus: conheça advogado de Bolsonaro no caso de trama golpista

BRASIL

Na mira da Justiça em diversas frentes, Bolsonaro deixou de lado no caso mais sensível de todos o estridente advogado Frederick Wassef, que passou a engrossar a lista de alvos da Polícia Federal. Optou por uma trinca de defensores que se divide em diferentes funções.

Bueno, diz o próprio, está à frente da parte criminal. Bolsonaro até o momento não foi indiciado, mas suspeitas sobre a prática dos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa levaram a PF a deflagrar uma operação em fevereiro.

Ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social de Bolsonaro, Fábio Wajngarten cuida basicamente dessa mesma área, segundo Bueno. “Ele tem carteira da OAB, mas não advoga. Mas foi secretário de Comunicação e a gente sabe que esse é um caso que envolve muito essa questão”, afirma.

Completa o trio Daniel Tesser, advogado à frente de escritório especializado em direito aduaneiro e tributário. Segundo Bueno, Tesser foi chamado porque essas duas áreas eram importantes no caso da investigação relativa às joias presenteadas pela Arábia Saudita.

A conjugação de esforços, principalmente do direito penal com a comunicação, ficou evidente no uso da expressão “investigação semissecreta” para designar a apuração sobre a articulação golpista.

“Parece que está viralizando bem”, disse Bueno à Folha horas depois de usar a expressão após depoimento de Bolsonaro no qual o ex-presidente ficou calado. O advogado voltou a usar o termo para negar que seu cliente tenha admitido crime ao falar da chamada minuta do golpe em discurso na avenida Paulista, em São Paulo.

Seu contato hoje com Bolsonaro é “direto e diário”, afirma. A relação de empatia foi reforçada, segundo ele, por uma coincidência que envolve a captura de Carlos Lamarca, guerrilheiro que integrou a luta armada contra a ditadura militar.

“O Bolsonaro cresceu na fazenda do meu primo Jorge Alves Lima, em Eldorado [SP]”, diz o advogado.

“Ele conheceu o Exército por conta de uma operação que houve naquela região para capturar o [guerrilheiro] Lamarca, aquele terrorista que fez um campo de treinamento de terroristas. E quem comandou essa operação foi o meu avô.”

Está também nas raízes familiares do advogado outra fonte de afinidade com Bolsonaro.

Assim como o ex-presidente angariou o apoio de descendentes da família real ao longo de seu mandato, Bueno tem entre os primos alguns expoentes da luta pela volta da monarquia, como Antônio Henrique Cunha Bueno, deputado federal por sete mandatos.

Com uma bandeira do Brasil Império como imagem de perfil no WhatsApp, o advogado do ex-presidente também tem simpatia pela monarquia.

O regime hoje seria inviável, segundo ele, porque a família real não representa mais a identidade do povo brasileiro. Mas considera a República um erro. “Eu gosto da ideia da monarquia parlamentar. O monarca personifica a unidade de um povo.”

As afinidades com os militares são outro ponto em comum com Bolsonaro. O advogado do capitão reformado passou pelo Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo (CPOR) em sua juventude. Seu avô lutou na Segunda Guerra Mundial e seu pai e primos também prestaram serviço militar.

Bueno também tem ligação com outro tema caro à agenda de Bolsonaro: as armas. Seu nome consta de campeonatos de tiro e ele fez parte do conselho de administração da Taurus, fabricante de armas, de 2011 a 2013.

Está ainda no conselho da Paranapanema, indústria de cobre, e já integrou os da mineradora Buritirama e da construtora Azevedo & Travassos.

Bueno conta que passou a integrar a defesa do presidente por indicação do deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos), que foi cogitado para o secretariado do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

O defensor recebeu Bolsonaro como cliente quando boa parte da elite do mundo jurídico já havia mostrado seu descontentamento com o então presidente. Foi na Faculdade de Direito da USP que foi lida carta em reação às suas ameaças golpistas. O texto teve mais de 1 milhão de assinaturas. A de Bueno não estava entre elas.

Democracia é isso, diz. “Muitos advogados que simpatizam com a ideologia mais à esquerda hoje têm se manifestado com grande indignação com relação a garantias que têm sido deixadas de lado na condução desses casos”, afirma, citando por exemplo a proibição de comunicação de clientes por meio de seus advogados.

De porte pequeno, o escritório de Bueno tem sete profissionais, segundo ele. Uma das integrantes da equipe é a modelo e atriz Angelita Feijó, hoje estagiária, que é mulher do advogado.

Junto com Wajngarten e Tesser, ele tem adotado na defesa de Bolsonaro uma estratégia que mescla argumentos jurídicos com movimentos políticos. Ao menos, foi essa a leitura de advogados sobre o pedido de afastamento do ministro Alexandre de Moraes das investigações, desde o início tido como muito improvável.

Por outro lado, também da parte de Moraes há indícios de uma estratégia. A falta de detalhamento nas decisões do ministro sobre a hierarquia da suposta organização criminosa que planejava o golpe de Estado em favor de Bolsonaro indica uma roteiro de investigação por etapas que é adotado em casos com grupos criminosos complexos.

Se Moraes é descrito como paciente e metódico por aliados, Bueno também tenta projetar serenidade. “Não estou tomando Rivotril para dormir não”, afirma.

Angela Pinho, Folhapress

Em ato concorrido, Pedro Maia toma posse com discurso limpo em que defende luta contra crime e corrupção

 Foto: Política Livre/Reprodução

Governador Jerônimo Rodrigues entre a ex e o atual chefe do MP baiano01 de março de 2024 | 20:39

Em ato concorrido, Pedro Maia toma posse com discurso limpo em que defende luta contra crime e corrupção

EXCLUSIVAS

Numa posse bastante concorrida, à qual acorreu a elite do mundo político e jurídico baianos, o promotor Pedro Maia tomou posse esta noite (01/03) como procurador geral de Justiça do Estado da Bahia, na sede do Ministério Público Estadual, no CAB, com um discurso relativamente curto, limpo e de poucos recados, em que defendeu o papel da instituição na tarefa de tornar a Bahia mais justa, igualitária e solidária e de encampar a luta contra o crime, a corrupção e a impunidade.

Depois de lembrar que assumia o cargo depois de cinco pleitos consecutivos, nos quais sempre figurou como o mais votado para comandar o MP (mas só foi escolhido agora), ele disse que sua gestão se baseará no diálogo e transparência na relação com a sociedade e dará continuidade ao trabalho de pacificação da entidade, conquistado na gestão da antecessora, a procuradora Norma Angélica, na qual teve papel ativo.

Como novidade, anunciou a adesão formal do MP à Agenda Ambiental 2030, enfatizando o compromisso da nova gestão com a sustentabilidade. O governador Jerônimo Rodrigues (PT), que o escolheu para a chefia do MP numa lista em que foi o único eleito pela instituição, fez questão de falar antes do empossado como uma forma de deferência a ele, observando que a sua juventude e inteligência dariam conta da responsabilidade de oxigenar a instituição.

Dirigindo-se a Norma Angélica, que foi escolhida pelo então governador Rui Costa (PT), mas fez questão de praticamente só dirigir elogios a Jerônimo, para quem, inclusive, puxou palmas, o governador destacou seu papel no aperfeiçoamento do MP e no que chamou de momentos difíceis, como a epidemia de Covid 19 e a tentativa de golpe perpetrada por setores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O MP e o sistema de Justiça têm o meu apoio”, declarou Jerônimo. Em seu discurso, a ex-chefe do MP fez questão de destacar que entregava um órgão pacificado e altivo, cujas várias pautas foram atendidas em sua gestão. Várias autoridades e políticos compareceram à solenidade, entre os quais deputados federais, estaduais, vereadores e os senadores Jaques Wagner (PT), Otto Alencar (PSD) e Angelo Coronel (PSD), e o ex-PGR Augusto Aras.

Política Livre

TCU vê ‘superfaturamento’ e ‘possível favorecimento’ na compra de blindados abaixo do padrão pela PRF sob Bolsonaro

Foto: Divulgação/Arquivo
Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF durante o governo Bolsonaro02 de março de 2024 | 08:15

TCU vê ‘superfaturamento’ e ‘possível favorecimento’ na compra de blindados abaixo do padrão pela PRF sob Bolsonaro

BRASIL

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou indícios de superfaturamento e possível favorecimento na compra de veículos blindados por órgãos federais durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Corte avaliou contratos firmados entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Federal (PF), o Ministério da Defesa e a Polícia Militar do Rio de Janeiro com a empresa Combat Armor Defense. O caso foi revelado pela revista Veja e confirmado pelo GLOBO, que teve acesso ao relatório do TCU.

Segundo o tribunal, a Combat Armor Defense passou a ter representação no Brasil nos primeiros meses de 2019, assim que Bolsonaro assumiu a Presidência, e as atividades foram encerradas no primeiro semestre de 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o cargo. De acordo com o TCU, o braço americano da Combat Armor seria uma empresa de papel e não teria qualquer relação com a fabricação de blindados, vencendo os pregões por favorecimento da “condescendência de agentes públicos”.

“Verifica-se que a empresa venceu os referidos pregões com atestados de capacidade técnica potencialmente inidôneos, favorecida pela condescendência de agentes públicos, diante das evidentes fragilidades dos documentos apresentados”, afirma o relator do caso na Corte, Jhonatan de Jesus, em voto proferido nesta quarta-feira.

Durante o governo Bolsonaro, a Combat Armor venceu quatro pregões com a PRF e um com o Ministério da Defesa, em valor estimado de R$ 47,4 milhões. Em 2020, a empresa ainda venceu um pregão em 2020 junto à Polícia Militar do Rio de Janeiro, em valor estimado de R$ 20,8 milhões.

Segundo as investigações, a empresa recebeu R$ 38,9 milhões da União durante a gestão Bolsonaro, sendo R$ 33,5 milhões via PRF, tudo em contratos questionados pelo tribunal. Entre os acordos celebrados com a Combat Armor, estão três firmados em dezembro de 2022 — um de R$ 17,7 milhões para a aquisição de veículos blindados operacionais; outro de R$ 9,1 milhões para a “transformação de viaturas destinadas ao enfrentamento ao crime organizado, incluindo blindagem”; e outro, de R$ 6 milhões, para a “implementação de proteção balística parcial para viaturas da PRF”.

Em julho de 2022, a empresa também venceu um pregão com valor de R$ 14,1 milhões para a aquisição de viaturas especiais para a mesma PRF no DF. Até 2020, a Combat Armor não havia fechado nenhum compromisso com o governo federal e, segundo o TCU, não existe quaisquer comprovações de que ela possuía a capacidade técnica e econômica necessária para a execução dos contratos. As informações analisadas pela Corte envolvem a análise preliminar de documentos obtidos por diligência e compartilhados pela Comissão Parlamentares Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro no Congresso Nacional.

Além do “superfaturamento” citado pelo TCU, a Combat Armor também teria entregado “veículos blindados com qualidade aquém ao especificado no termo de referência” — ou seja, abaixo do padrão. Com o encerramento de suas atividades no começo de 2023, a empresa teria deixado de cumprir o prazo de entrega de viaturas blindadas e a realização de manutenções periódicas garantidas.

De acordo com o TCU, boa parte dos valores firmados com a Combat Armor foram quitados nos último três meses de 2022, no final da gestão Bolsonaro. Entre 14 de outubro e 30 de dezembro, a PRF pagou R$ 12,4 milhões à empresa — entre eles, foram pagos R$ 2,6 milhões em 5 de dezembro e outros R$ 2,4 milhões em 30 de dezembro.

Atuação de Silvinei Vasques

O relatório do TCU apontou ainda “possível favorecimento” da empresa por Silvinei Vasques, então diretor-geral da PRF, em contratações feitas pelo órgão. O relatório aponta que Silvinei considerou os certames “convenientes e oportunos” no auge da pandemia da Covid-19, entre 2020 e 2021, e indica também uma correlação entre a atuação de Vasques e os pagamentos efetuados à Combat Armor.

“As três unidades gestoras que mais despenderam valores à Combat Armor são a Superintendência do RH, onde o Sr. Vasques atuou como superintendente até abril de 2021, o Departamento de Polícia Rodoviária Federal em Brasília (durante o período em que Silvinei Vasques ocupava o cargo de Diretor Geral), e a Superintendência da PRF em SC, onde ele também já exerceu a função de superintendente”, afirma o documento.

De acordo com a apuração, foram entregues a essas unidades R$ 16,3 milhões, R$ 6,1 milhões e R$ 4,4 milhões, respectivamente.

Há ainda uma relação descrita após a saída de Vasques do governo, apontada em 2023. No ano passado, a empresa fez pagamentos à empresa F5 Consultoria, que opera no mesmo lugar da Victory Consultoria, fundada em janeiro de 2023 pelo ex-PRF.

Silvinei está preso desde agosto de 2023 por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é acusado de ter atuado para tentar interferir nas eleições de 2022 durante o segundo turno, quando a PRF realizou uma série de bloqueios em estradas de locais nos quais o então candidato Lula havia sido mais votado do que Bolsonaro no primeiro turno.

O Globo

Politica Livre 

STF forma maioria para punir mais 15 e totalizar 116 condenados pelo 8/1

 

STF forma maioria para punir mais 15 e totalizar 116 condenados pelo 8/1

Por Constança Rezende | Folhapress

STF forma maioria para punir mais 15 e totalizar 116 condenados pelo 8/1
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria de votos, nesta sexta-feira (1), para condenar mais 15 réus acusados de serem os executores materiais dos ataques golpistas de 8 de janeiro. Todos foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
 

Até o momento, 101 pessoas já foram condenadas pelos ataques, com penas que vão de 3 a 17 anos. Com a conclusão do atual julgamento, serão 116. A PGR apresentou ao menos 1.400 denúncias contra acusados dos ataques golpistas, mas parte deles pode ser beneficiada por acordos de persecução penal, que evitariam julgamentos pelo STF.
 

As penas da atual leva ainda serão definidas pelos ministros, que fizeram votos divergentes. O julgamento, feito na sessão do plenário virtual --sistema em que os ministros depositam os seus votos eletronicamente-- , se encerra nesta sexta.
 

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, propôs penas que variam de 12 a 17 anos para os 15 réus que atualmente estão no plenário virtual. Ele votou pelas condenações por abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada. Além do pagamento, de forma solidária entre os réus, de uma multa de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
 

Moraes foi seguido pelos ministros Cármen Lúcia, Flávio Dino, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux. O relator afirmou que "os atos criminosos, golpistas e atentatórios das instituições republicanas desbordaram para depredação e vandalismo que ocasionaram prejuízos de ordem financeira que alcança cifras nas dezenas de milhões, para além das perdas de viés social, político, histórico --alguns inclusive irreparáveis--, a serem suportados por toda a sociedade brasileira".
 

O ministro também afirmou que "a resposta estatal não pode falhar quanto à observância da necessária proporcionalidade na fixação das reprimendas".

Bahia Notícias

A direita sonha em reconquistar a Prefeitura de Aracaju

em 1 mar, 2024 8:13

Adiberto de Souza

 Na oposição desde que em 2016 o saudoso João Alves Filho perdeu as eleições para Edvaldo Nogueira (PDT), a direita quer reconquistar a Prefeitura de Aracaju agora em 2024. Alguns nomes dessa corrente política já se insinuam como postulantes à cadeira ocupada hoje pelo reeleito pedetista.  Os vereadores direitistas Fabiano Oliveira (PP) e Emília Corrêa (PRB) já botaram as cabeças de fora. Outros nomes da direita também prometem concorrer ao comando da capital sergipana, com destaque para a secretária estadual da Mulher, Danielle Garcia (MDB) e as deputadas federais Katarina Feitoza (PSD) e Yandra de André (União Brasil). O pai desta última parlamentar é quem articula o projeto dela e pode provocar um racha na base governista se a herdeira for preterida pelos partidos aliados. Como já ocorreu nas últimas eleições, o principal adversário dos direitistas é a desunião entre eles, que perdem força ao lançarem vários candidatos. Na espreita, os ditos partidos de esquerda torcem justamente por um rompimento da direita visando se fortalecer na disputa pela Prefeitura de Aracaju. Portanto, aguardemos pra saber quem vai com quem ao próximo baile eleitoral. Marminino!

De volta à Câmara

O médico e ex-vereador Doutor Gonzaga (PSD) está retornando à Câmara Municipal de Aracaju. O ex-parlamentar ocupará a vaga aberta por conta da cassação do vereador Zezinho do Bugio (PSB). O pessebista foi cassado pela Justiça Eleitoral por infidelidade partidária ao trocar de partido fora do período permitido. Já o vereador Bigode do Santa Maria (PSD), atualmente ocupando a vacância de Nitinho Vitale (PSD), que se afastou para substituir o deputado Fábio Reis (PSD) na Câmara Federal, passa a ser titular no parlamento aracajuano. Ah, bom!

Promessas vazias

Os pré-candidatos às prefeituras e câmaras municipais já começaram a distribuir promessas vazias a torto e a direito. São as primeiras de um turbilhão de palavras lançadas ao vento para engabelar os incautos.  Ao eleitor, cabe rechaçar as propostas inviáveis e negar o voto aos demagogos. Para eleger políticos comprometidos com as aspirações coletivas, é fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer a atuação dele. Cabe ao cidadão dizer não aos fazedores de promessas vãs. Arre égua!

Quem te viu

Hoje governistas de quatro costados, o senador Alessandro Vieira (MDB) e a secretaria estadual da Mulher, Danielle Garcia (MDB), já foram críticos duros do governador Fábio Mitidieri (PSD). Na campanha eleitoral passada, o emedebista alardeava que o plano de governo do líder pedessista repetia as mesmas propostas feitas por Belivaldo Chagas (PSD) na campanha de 2018: “O grupo volta a usar a palavra ‘avançar’ no slogan, mas está há anos no poder e não fez o que tinha que ser feito”, fustigava Vieira. Já Danielle repetia em 2021 que o seu objetivo era “libertar o povo das mãos do atual grupo político. Somos oposição e vamos para a eleição contra o grupo de Belivaldo Chagas, Edvaldo Nogueira, Jackson Barreto e André Moura. Precisamos libertar nosso Estado do atraso”. Misericórdia!

Hospital visitado

A bancada da oposição foi ver de perto qual o estágio em que se encontra o Hospital de Amor, em Lagarto. Os deputados estaduais Georgeo Passos (Cidadania), Paulo Júnior (PV), Marcos Oliveira (PL) e Linda Brasil (Psol) ficaram impressionados com a grandiosidade da obra. Também lamentaram o fato de o governo de Sergipe não contribuir para que os sergipanos se beneficiem o quanto antes da moderna estrutura oferecida por aquela unidade hospitalar. Na comitiva que visitou o hospital, foram sentidas as ausências dos deputados oposicionistas Ibrain Monteiro (PV) e Chico do Correio (PT). Aff Maria!

Homenagem a Aracaju

(Foto: Cláudio Araújo)

Os 169 anos de Aracaju, comemorados no próximo dia 17, terão uma sessão solene na Câmara Federal. A proposta é de autoria do deputado federal Nitinho Vitalle (PSD): “O brasileiro precisa conhecer, se apropriar e se apaixonar por este grande patrimônio cultural e histórico que é a nossa capital. Vamos levar a história de Aracaju para o centro do Poder do país”, afirma o parlamentar. Satisfeito com a aprovação de seu requerimento pela Mesa Diretora do Legislativo, Nitinho disse que o seu objetivo com a iniciativa é nacionalizar o orgulho de Aracaju. Supimpa!

A desilusão do eleitor

O elevado número de cidadãos que votam nulo, em branco ou simplesmente se abstêm, reflete o desinteresse de parte da população pelas propostas dos candidatos a cargos eletivos. São vários os motivos que levam o suplicante a trocar a obrigação cívica por uma ensolarada praia. O principal deles é o comportamento da maioria dos políticos, envolvidos em escândalos de toda ordem. Tomara que este desinteresse do eleitorado pelas urnas force os partidos a repensarem a forma de fazer política, priorizando a seriedade tão reclamada pelo cidadão de bem. Danôsse!

A dúvida na janela

Os políticos só têm do próximo dia 7 até 5 de abril para trocar de legenda sem o risco de cometer infidelidade partidária. A previsão é que um número considerável de parlamentares use a janela partidária, porém a maioria enfrenta uma dúvida atroz: qual a melhor legenda para garantir a reeleição?  Este dilema afeta boa parte dos vereadores de Aracaju. Segundo a jornalista Rita Oliveira, ao menos 10 deles devem pular a cerca pras bandas de outros partidos. E se depois de mudar de sigla o suplicante se arrepender? Aí já era! O problema é que, indeciso ou não, o indigitado terá que mudar de partido até o dia 5 de abril ou permanecer onde está pra ver como é que fica. Crendeuspai!

Amor bandido

Cuidado com o “golpe do amor” ou “golpe Don Juan”, em que mulheres são induzidas a fazer depósitos em troca de presentes supostamente retidos no aeroporto. Segundo a Receita Federal, os criminosos criam perfis falsos nas redes sociais, se passando por estrangeiros em boas condições financeiras. Após envolverem emocionalmente a vítima, pedem que ela deposite dinheiro em contas para que possa resgatar falsos presentes enviados por eles e, supostamente, retidos pela Receita no aeroporto. Cruz credo!

PP em festa

O Partido Progressista realiza, hoje, um concorrido evento para homologar as fichas dos novos filiados, principalmente daqueles que pretendem disputar as eleições municipais deste ano. De acordo com o presidente do PP em Sergipe, senador Laércio Oliveira, já confirmaram presenças no evento político, entre outros, o presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira, a senadora pepista Tereza Cristina e o presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira. A festa de filiação está programada para às 16 horas, no Centro de Convenções de Aracaju. Então, tá!

A vez do lobo

Está chegando a hora de o lobo guará, aquele que aparece na cédula de R$ 200, fazer a sua parte nas eleições municipais. Durante a campanha eleitoral que se avizinha, milhares de notas ilustradas com a imagem do mamífero carnívoro viajarão em malas pretas com o objetivo de mudar votos para prefeituras e câmaras de vereadores. Nos pleitos passados, a queridinha dos cabos eleitorais era a onça, presente na cédulas de R$ 50. Em menor volume, ela também será usada na compra de votos agora em 2024. Claro que o Ministério Público e a Polícia vão tentar impedir a circulação das malas pretas, porém como dinheiro não fala, boa parte chegará ao destino, influenciando criminosamente no resultado das eleições. Só Jesus na causa!

Tarde de autógrafos

O livro “Professora Ana Lúcia, a trajetória de uma intelectual orgânica: múltiplos olhares” será lançado, às 16 horas de hoje, na Praça Tobias Barreto, em Aracaju. Não será um simples lançamento: como a trajetória da professora e ex-deputada estadual tem sido marcada pela luta nos campos sindical, social e cultural, a chegada do livro em homenagem à educadora também envolverá a cultura e os saberes sergipanos. Os textos que compõem o livro foram escritos por pessoas que vivenciaram junto da professora Ana Lúcia momentos marcantes, decisivos e históricos, das lutas travadas. Prestigie!

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PT e apoiadores não se entendem sobre como revidar o ato a favor de Bolsonaro

Publicado em 1 de março de 2024 por Tribuna da Internet

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Gleisi se apressou em mobilizar, sem pensar (?) a respeito

Catia Seabra e Victoria Azevedo
Folha

Integrantes do PT e do governo Lula (PT) se dividem sobre a conveniência de convocação de ato em defesa da democracia já anunciado pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), e previsto para ocorrer no próximo dia 23.

Embora a cúpula do partido negue que essa seja uma resposta à manifestação que, no último domingo (25), reuniu milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na avenida Paulista, em São Paulo, aliados de Lula afirmam que a comparação do número de participantes será inevitável.

SEM ANISTIA – Flyer compartilhado por Gleisi Hoffmann nas redes sociais nesta quinta-feira (29), convocando para o ato, diz que a manifestação será o Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Democracia e terá como um dos motes o lema “sem anista” — em contraposição ao discurso de Bolsonaro na Paulista, no qual ele pediu anistia aos presos pelo ataque golpista de 8 de janeiro de 2023.

“As Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo em conjunto com os partidos do campo democrático e popular e entidades da sociedade civil convocam para a Jornada de Luta em Defesa da Democracia: sem anistia, punição aos golpistas. Golpe nunca mais!”, diz o texto do flyer.

Organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o ato terá apoio de partidos de esquerda, como PT, PC do B, PV, Rede, PSOL, PSB e PDT.

DISCUSSÃO DO LEMA – Reportagem da Folha desta quinta (29) mostrou que movimentos e partidos de esquerda decidiram vetar o mote da prisão de Bolsonaro como bandeira da manifestação. A definição em consenso foi a de pregar o lema “sem anistia para golpista” e lembrar os 60 anos do golpe militar de 1964, difundindo a mensagem de que novas tentativas de ruptura devem ser combatidas.

Líderes da mobilização se irritaram com materiais que circularam dando conta de que o pedido de prisão seria um dos chamarizes do ato. O argumento que prevaleceu nos debates fechados foi o de que o direito de defesa e o devido processo legal têm que ser resguardados, assim como se reivindicava para Lula.

OUTRAS MANIFESTAÇÕES – Também há a previsão de manifestações para os dias 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 14 de março, data que marca seis anos do assassinato da vereadora Marielle Franco, e 1º de maio, Dia do Trabalhador.

“A defesa da democracia e a punição dos golpistas precisam de mobilização nas ruas. Anistia não”, diz Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP (Central de Movimentos Populares) e integrante da Frente Brasil Popular.

Segundo relatos colhidos pela reportagem, há uma tendência de que o principal ato no dia 23 seja realizado em Salvador, na Bahia, estado governado pelo PT. A ideia é que as principais lideranças possam estar concentradas num mesmo lugar, mas sem inviabilizar que outras manifestações ocorram nas demais capitais do país. A Bahia garantiu expressiva votação ao petista nas eleições de 2022 —Lula teve 72,12% dos votos.

PRINCIPAL ATO – Há uma avaliação de que o partido conseguirá mobilizar um grande número de apoiadores na capital da Bahia. A decisão de concentrar ali o principal ato, no entanto, ainda não foi batida e está sendo discutida.

A tendência é evitar a avenida Paulista como ponto escolhido na capital paulista, pelo temor de que a comparação com o ato bolsonarista seja desfavorável.

Gleisi diz à Folha que a mobilização não é uma resposta ao ato bolsonarista. “Defendo como ação contínua de enfrentamento às mobilizações e ações da extrema direita, também como apoio às políticas que defendemos”, afirma. Sobre o ato convocado por Bolsonaro, ela diz que o ex-presidente reuniu seus apoiadores “para continuar atentando contra a democracia e deve seguir nesse caminho”.

OUTRA OPINIÃO – Com a simpatia de ministros petistas, uma ala do PT avalia que o governo precisa fazer o debate político nas ruas, mas a partir de lançamentos de programas do Executivo, em vez da convocação de ato público. A ideia seria garantir presença popular nas inaugurações e lançamentos de programas, com Lula.

Os petistas também divergem sobre a participação do próprio presidente. Uma ala do partido chega a defender que Lula convoque o ato, o que é rechaçado por parte da equipe ministerial.

Outra ala sugere que Lula seja publicamente convidado, ainda que seja para recusar o convite —o que poderia vir a justificar uma adesão inferior à da manifestação pró-Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A decisão de fazer manifestações por todo o país é uma bobajada dos apoiadores de Lula. É claro que existe o risco de não dar certo, pode chover, e os sindicatos e partidos terão de garantir que encherão as ruas. Mas isso custo caro. Inclui transporte, refeição e pagamento de Pixuleco no valor de R$ 50, pelo menos, a cada manifestante. Menos que consigam encher as ruas, o que isso significaria para os bolsonaristas e os indecisos? Ora, isso não significaria nada, rigorosamente nada. Bolsonaro enche as ruas, e Lula, também. E daí? Quem se interessa? (C.N.)


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