terça-feira, novembro 01, 2022

Oposição e Centrão não serão problema para Lula governar novamente o país

Centrão e legendas da oposição buscarão  entendimento

Pedro do Coutto

Setores da opinião pública, entre eles alguns jornalistas, manifestaram logo após as primeiras horas da madrugada desta segunda-feira, preocupação quanto a uma possível dificuldade de Lula da Silva governar com o Congresso majoritariamente bolsonarista e com os governadores eleitos pela corrente que agora ficticiamente estariam na oposição.

Esse risco para mim não existe. O primeiro a se pronunciar parabenizando Lula pela vitória nas urnas foi o deputado Arthur Lira, presidente da Câmara Federal e figura de realce do bolsonarismo, que agora sai de cena.

ARTICULAÇÃO – Ao seu lado, quando falava, apareceria na televisão o deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara. A política é assim, o Centrão e legendas contrárias ao PT, a partir desta semana, buscarão um entendimento, na verdade, indispensável entre o Congresso e o novo Palácio do Planalto.

No dia 1º de janeiro de 2023, uma nova composição político-partidária surgirá ao amanhecer. É sempre assim. Quem desconhece a atuação do poder e seu efeito sobre as bancadas parlamentares desconhece a essência da política, pois não cabe ao Legislativo obstruir as ações do Executivo, uma vez que isso nada acrescentaria aos que estão se tornando já hoje ex-governistas convictos.

O poder e a política são dessa forma. Às vezes existem detalhes que despertam curiosidade e atenção para os fatos. Veja-se, por exemplo, o caso do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, eleito senador pelo Rio Grande do Sul. Se não tivesse sido substituído por Bolsonaro que preferiu Braga Netto, hoje ele não seria senador, mas um vice no final do mandato. Aliás, é impossível que o destino tenha reservado a Mourão o ato de transmitir a faixa a Lula da Silva no alvorecer do próximo ano.

NOVO PANORAMA – Enquanto no bloco do governo emergem com grande destaque a senadora Simone Tebet e a deputada Marina Silva, que devem ocupar cargos no Ministério, junto ao bolsonarismo destacam-se firmemente os governadores Tarcísio de Freitas e Romeu Zema.

Tarcisio, inclusive, pelo seu desempenho na campanha e pelos votos que conquistou nas urnas e os transferiu para Bolsonaro, surge como, projetada a situação de hoje para daqui a quatro anos, possível candidato à Presidência da República contra Simone Tebet que cresceu na campanha sucessória pela sua firmeza, sua lógica, suas ideias e, principalmente, sua disposição de lutar pela vitória. Ela acrescentou muito à campanha de Lula da Silva, inclusive rejuvenescendo-a.

PARTICIPAÇÃO DECISIVA – Grande capacidade de persuasão, unindo a emoção à lógica, a sua participação foi decisiva para o desfecho de um domingo que ficará na história do país, sobretudo porque coloca no centro da questão social o conceito de extrema pobreza de Paulo Guedes com a realidade brasileira.

Para Guedes, o critério para definir a extrema pobreza é da linha abaixo de US$ 2 por dia, R$ 300 por mês. Por isso, ele destaca e exalta o Auxílio Brasil que distribui US$ 4 por dia aos que se encontram no segmento de menor remuneração no país.

Não fala sequer no salário mínimo e muito menos ainda nos direitos de aposentadoria e no acesso ao emprego com carteira assinada. Para ele, a pobreza não importa e é apenas um detalhe da concentração de renda comandada pela mão de tigre do mercado financeiro. Abre-se assim um campo bastante amplo para Lula marcar a sua atuação. Mudou a atmosfera do Brasil, mudou a essência da realidade do país.

“Armadilhas da inteligência” propiciaram apoio direto a Lula sem maiores reflexões

Publicado em 1 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

TRIBUNA DA INTERNET

Charge do Duke (O Tempo)

Carlos Maurício Ardissone

Nos últimos tempos, tenho sido constantemente provocado e fustigado por uma questão. Como é possível que pessoas com formação intelectual diferenciada e, ao que tudo indica (ou indicou até hoje), formação moral insuspeita, possam fechar os olhos para certas obviedades em matéria de princípios sobre as quais não deveria caber discussão, nem diferentes visões ou pontos de vista?

 Trocando em miúdos, como podem pessoas com caráter e com formação intelectual destacada apoiarem a possível volta de um projeto de poder que assaltou a nação de forma inimaginável e de uma forma tão escancarada e absolutamente inquestionável?

ALTERNATIVA OPOSTA – Não há nada que possa ser dito ou falado sobre a alternativa oposta – verdadeiro, exagerado ou falso – que justifique essa cegueira coletiva e a relativização de malfeitos em tamanha escala. Acho que a resposta está na inteligência, ou na falta dela 

 (Obs: A erudição e a cultura geral muitas vezes servem como um verniz aparente e social de inteligência, mas devemos ter cuidado para não acharmos que todo erudito é necessariamente alguém com intelecto diferenciado. Muito comum erudito que se comporta como mais inteligente do que de fato é). 

Não me entendam mal. Não estou aqui insinuando que as pessoas que insistem nesse caminho sem volta de eleger um malfeitor comprovado e condenado sejam burras e desprovidas de inteligência, pelo menos na acepção mais comum da palavra.

TIPOS DE INTELIGÊNCIA – Isso mesmo, não existe apenas um tipo de inteligência. Raro é encontrar alguém dotado de todas as suas dimensões.

Existe a inteligência inata, congênita que diferencia pessoas com maior e menor potencial intelectual.  Existe a inteligência técnica que é a inteligência “assimilada e aperfeiçoada” seja por meio de educação formal ou outro tipo de treinamento, aquela que decorre da combinação do talento (a inteligência inata) com a que é potencializada pelo esforço e pelo aprendizado.  Por fim, existe a inteligência emocional, sem a qual pouco ou nada das duas primeiras serve.

Trata-se da capacidade de cada indivíduo ter domínio sobre sua psiquê e orientar da melhor forma a sua inteligência inata e⁄ou a técnica. Exige o desenvolvimento de uma visão holística sobre a humanidade, o ser humano, questões existenciais, espirituais e metafísicas.

MAIORES INIMIGOS – Histórias de vida, rancores, traumas, raivas, ranços, complexos e outros sentimentos da mesma cepa costumam ser os maiores inimigos da inteligência emocional. Permitem que as pessoas caiam em armadilhas ardilosas e tentadoras de habilidosos oportunistas retóricos, como as que são lançadas há décadas por certo inteligente inato do cenário político dessas bandas tupiniquins, com carisma, talento e vocação inegáveis para o que é malévolo e desonesto. Um mestre do disfarce e do engano. 

Isso mesmo, pessoas com formação intelectual diferenciada, mas com pouca propensão a realizar uma imersão e uma autocrítica profundas sobre a sua própria inteligência emocional, podem ser presas fáceis até para inteligentes inatos sem ou com pouca instrução, quando estes são ladinos e manipuladores.

PhDs, intelectuais, professores, acadêmicos, cientistas, pesquisadores, artistas, invariavelmente dotados de talento (atributo manifesto da inteligência inata) e de conhecimento acumulado (produto manifesto da inteligência técnica), estão sempre dispostos a cair na tentação do sedutor canto da sereia – no caso, do molusco.

CLEPTOCRATA – Isso ajuda a explicar porque no Brasil, há décadas, muitos intelectuais e professores aceitam docilmente integrar as claques de idólatras de um cleptocrata, mostrando publicamente e sem menor pudor que estão desprovidas de senso de ridículo. Histórias de vida e ressentimentos pessoais e familiares acabam por vencer o pensamento analítico, racional e, a depender do déficit de inteligência emocional, até a capacidade de julgamento moral.

 Tomemos como exemplo pessoas como Machado de Assis, Luiz Gama e André Rebouças. Em comum entre eles, a origem humilde, a cor de pele escura e a vida em meio a um tecido social hostil e preconceituoso, quando não violento.

Todos venceram esses obstáculos com força e galhardia para se tornarem figuras das mais brilhantes e admiráveis da nossa história. Foram revolucionários com atitudes e feitos e não com verborragia feita de encomenda.

GRANDES EXEMPLOS – Esses brasileiros exemplares não fizeram de suas dificuldades depositórios de ódios que os obstaculizasse e que permitisse que outros tomassem deles o controle sobre suas próprias vidas. Não permitiram que o conhecimento que acumularam e os frutos que colheram pudessem ser desperdiçados e contaminados por lamúrias próprias, familiares, de raça, de classe ou outras quaisquer.

O que não significou, em absoluto, que se deixaram seduzir e cooptar pelo status quo das elites e oligarquias que sempre mandaram no país. 

A ascensão social e profissional pela educação, meritória, admirável e associada ao estudo, à pesquisa e ao conhecimento, deveria ser celebrada “tão-somente” (o que não é pouco) como uma conquista pessoal admirável, afável, alegre, conciliadora, aglutinadora, um motivo de celebração social genuína, e não como um tributo aos sacrifícios de vivos ou mortos (parentes ou não), indivíduos ou grupos, minorias ou raças. Não se trata de ingratidão com pais que fizeram sacrifícios ou alienação de classe ou outra, apenas de dar a César o que é de César.

SUPERAÇÃO – O apego e a necessidade costumeira de exaltar o lado da “superação” na realidade representa a incapacidade de gerenciar emocionalmente e lidar com as próprias conquistas e qualidades. É uma vontade inconsciente de permanecer com os pés bem fincados no atraso e associado a sentimentos contraproducentes e mesmo de ódio, a um passado de frustrações e/ou privações das mais diversas que continuam lançando sombra ao que só deveria ser luz.  Só atraem maldade ao invés de virtude.

Eis como a inteligência emocional derrota as demais por nocaute.  E como um inteligente inato, inclinado para o mal e a corrupção, consegue manipular esses sentimentos. Não é necessário que tenha educação e conhecimento formais. Basta que seja vocacionado politicamente para a retórica e capaz de manipular afetivamente as fragilidades emocionais dos demais que estes se subjugarão aos seus “encantos” de bom grado.

Mais do que isso, desenvolverão por aquele líder um tipo de admiração infantil e cega, como a de uma criança por seu pai. O que determina essa idolatria é o elo de empatia que o líder constrói com suas tristezas e mágoas. Uma escolha que acaricia o coração, mas que envenena a mente por deturpar a razão. Fazer o L acaba por satisfazer mais do que pensar analiticamente e com uma lupa moral minimamente razoável.

(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

No Supremo, o ministro André Mendonça demonstra que não é “robô” de Bolsonaro


André Mendonça durante cerimônia de posse da ministra Rosa Weber para a Presidência do STF e Luís Roberto Barroso, assume a vice-presidência do supremo 12

Mendonça tem demonstrado não estar submetido a Bolsonaro

Guilherme Amado e Edoardo Ghirotto
Metrópoles

O ministro André Mendonça votou contra os interesses do governo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, no mais importante julgamento desta semana e concordou com a reativação do Fundo Amazônia em até 60 dias. O voto foi proferido na quinta-feira (27/10), quando o tribunal formou maioria pelo retorno do Fundo.

Como de costume, Kassio Nunes Marques votou a favor do governo e contra a volta do Fundo.

INCONSTITUCIONALIDADE – Mendonça fez um voto sucinto, em que apontou inconstitucionalidade nas alterações que o governo promoveu no Fundo Amazônia.

Durante o voto, Mendonça disse não acreditar que autoridades do governo federal possam descumprir a decisão judicial e criar dificuldades para executar projetos financiados pelo Fundo Amazônia.

A ministra Cármen Lúcia provocou o colega após a fala.  “A diferença, ministro André, e que bom que Vossa Excelência tem uma esperança que hoje eu não tenho, que é de que vamos mandar uma ordem para a matéria ambiental e que ela vai ser cumprida, sem que ninguém descumpra. Não é assim que tem acontecido, lamentavelmente”, afirmou Cármen Lúcia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É mais um voto de André Mendonça contra os interesses de Bolsonaro, a demonstrar que, apesar se ser tremendamente evangélico, jamais será um ministro submisso como Nunes Marques, cujo saber jurídico é nada e o servilismo ao presidente é tudo. Agora, com a vitória de Lula, Mendonça tem tudo para se tornar um ministro independente, um produto que está muito em falta na mercearia do Supremo, sem a menor dúvida. (C.N.)

 

É hora de conciliação, com os bolsonaristas e lulistas e voltando a ser apenas brasileiros

Publicado em 1 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Pesquisa presidente: Lula tem 53% dos votos válidos e Bolsonaro, 47%, diz  PoderData | Exame

Novamente, é hora de recomeçar e renovar a esperança

Eliane Cantanhêde
Estadão

A eleição foi muito tensa e acabou bem apertada, mas é hora de conciliação, de pacificar o país, acalmar os ânimos e arregaçar as mangas para aquecer a economia, com inclusão social e bem-estar geral, ouvindo o clamor do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva pela união do Brasil.

“Quero que famílias e vizinhos voltem a conversar. Pode ser bolsonarista e lulista, não pode mexer com nossa relação pessoal, familiar. Meu compromisso é com a harmonia na sociedade brasileira”, disse Lula ao votar, antes de o País saber da ação nefasta da PRF, nitidamente para dificultar o voto de eleitores lulistas.

UNIÃO NACIONAL – A manifestação dele, além de revelar certeza na vitória, era um apelo para a união nacional, com um governo muito além do PT (gostem ou não os petistas radicais) e remete para a minha experiência no primeiro turno.

Num bairro e num DF onde Jair Bolsonaro foi majoritário, um bolsonarista, sabendo que eu tinha de correr para o aeroporto e para o Rio, para uma cobertura difícil, até de madrugada, articulou para eu passar na frente. Bolsonaristas e petistas, unidos num gesto de gentileza e fraternidade. Foi emocionante. Esse é nosso Brasil, generoso, miscigenado, acolhedor.

Vamos deixar mágoas e rancores de lado, respeitando o direito do outro de votar, mesmo que o voto em Lula pareça absurdo para um bolsonarista e o voto em Bolsonaro, para um lulista. Daqui a vinte anos, a história dirá quem tem motivo de orgulho.

SEM CARTA BRANCA – Torcida para dar certo não significa, porém, carta branca para o futuro presidente, qualquer que fosse ele, fazer o que bem entende.

É preciso, sim, um compromisso contra a violência, o ódio e a intolerância, como pediu o Papa Francisco aos brasileiros, mas sem abdicar do direito e do dever de acompanhar e vigiar as decisões do presidente, os rumos do governo, o equilíbrio republicano, o respeito à independência dos Poderes, as negociações com o Congresso.

Eleições e governos vêm e vão, mas as prioridades do País continuam: democracia, igualdade, justiça e dignidade. A vigilância também, e isso vale principalmente para a mídia, que, tão atacada, é fundamental para jogar luzes sobre a realidade e combater as fakenews, uma das mais assustadoras ameaças do nosso tempo.

SEM DIREITO DE ERRAR – Bom terceiro governo para Lula, paz e reflexão para Bolsonaro, juízo e moderação para os dois lados e que os próximos anos sejam de transição, com menos fome e violência e mais saúde e educação. Jamais seremos uma democracia plena com nosso povo na miséria.

Vai firme, Lula! E lembre-se do que já admitiu antes: você não tem (mais) o direito de errar.

Bolsonaro enfim sai da toca, condena os atos dos caminhoneiros, mas tenta justificá-los


Jair Bolsonaro se pronuncia pela primeira vez após a derrota nas eleições para Luiz Inácio Lula da Silva

Em clima de velório, Bolsonaro promete cumprir a Constituição

Alice Cravo, Daniel Gullino e Jussara Soares
O Globo

Na primeira manifestação pública desde o fim das eleições, o presidente Jair Bolsonaro agradeceu aos 58 milhões de votos recebidos no domingo e disse que a reação de apoiadores, que interditam rodovias pelo país desde domingo, são “fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu as últimas eleições”.

O presidente, contudo, condenou os atos ao afirmar que os protestos não podem seguir os métodos da esquerda.

DISSE BOLSONARO — “As manifestações pacíficas serão bem vindas, mas os nosso métodos não podem ser o da esquerda, que sempre prejudicou a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir” — afirmou Bolsonaro, num breve comunicado de dois minutos no Palácio da Alvorada, em que não faz menção à derrota nas urnas e não cita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao contrário do que é tradição na democracia.

No pronunciamento, em que não respondeu a perguntas, o presidente também afirmou sempre seguir a Constituição em seus atos e enalteceu a eleição de representantes da direita para o Congresso e a formação de “diversas lideranças pelo país”.

“Mesmo enfrentando todo o sistema superamos a pandemia e as consequências de uma guerra, sempre fui rotulado de antidemocrático, e ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição” — disse. E acrescentou: “Enquanto presidente da República e cidadão continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”.

TRANSIÇÃO  – Coube ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, anunciar que o governo cumprirá a lei e coordenará o processo de transição de governo com a equipe do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

— O presidente Jair Messias Bolsonaro me autorizou: quando for provocado, com base na lei, nós iniciaremos o processo de transição. A presidente do PT (Gleisi Hoffmann), segundo ela, em nome do presidente Lula, disse que na quinta-feira será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin. Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei no nosso país”— disse Ciro Nogueira.

ACOMPANHANTES – Ministros do governo federal acompanharam o pronunciamento. Além de Ciro Nogueira, Cristiane Brito (Mulher, Família e Direitos Humanos), Victor Godoy (Educação) e Marcelo Sampaio (Infraestrutura) e Joaquim Leite (Meio Ambiente).

Dos filhos, apenas o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estava ao lado do pai no momento do pronunciamento. Coordenador da campanha, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não compareceu. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, outro nome importante na campanha, também não estava presente.

Bolsonaro já havia se reunido de manhã com alguns integrantes do ministério, como Paulo Guedes (Economia), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Bruno Bianco (Advocacia-Geral da União).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Como dizia a cantora Bebel Gilberto quando criança, em portunhol, “acabou chorare”. Enfim o presidente Bolsonaro se recompôs e fez o pronunciamento que faltava à nação brasileira. Agora, prepara-se o novo governo para tocar o barco, como dizia Ricardo Boechat. E depois vêm o verão, o Natal, o Ano Novo, o Carnaval, a Semana Santa, e a vida continua, como se não tivesse acontecido nada. (C.N.)

Bloqueios aumentam e Polícia Rodoviária pede apoio à Força Nacional e aviões da PF

Publicado em 1 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

PRF pede reforço para desbloquear estradas — Foto: Diego Vara/Reuters

Caminhoneiros bolsonatistas ainda não aceitam a derrota

Fernanda Vivas e Márcio Falcão
TV Globo

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) requisitou o apoio da Força Nacional de Segurança e aeronaves da Polícia Federal para garantir a liberação de estradas que estão bloqueadas ilegalmente no país. O diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, informou nesta terça-feira (1) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que pediu os reforços. Segundo balanço divulgado PRF, há bloqueios em 227 rodovias federais.

Silvinei Vasques afirmou que a medida é necessária para união de esforços. Os detalhes da ação conjunta ainda vão ser definidos durante reunião entre a PRF e o Ministério da Justiça.

JOGOU A TOALHA – “O acionamento de todo o efetivo disponível desta instituição e o amparo das polícias militares não se mostrou suficiente para a completa desobstrução dos mais de 400 pontos de bloqueio”, disse o diretor-geral da PRF.

“Assim, em cumprimento às determinações judiciais, faz-se necessário o apoio da Força Nacional para união de esforços em busca do interesse público, cujo planejamento das operações se dará em reunião conjunta de trabalho entre as forças de segurança pública”, escreveu Vasques.

As aeronaves da PF podem ser utilizadas para auxiliar nos tranportes de patrulhamentos das áreas.

TRABALHO COMUM – “Em cumprimento às determinações judiciais, faz-se necessário o apoio dessa Polícia Federal para união de esforços em busca do interesse público, em especial por meio da disponibilização de aeronaves para transporte de servidores e patrulhamento das áreas afetadas pelas supracitadas interdições, cujo planejamento das operações se dará em reunião conjunta de trabalho entre as forças de segurança pública”.

O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal também encaminhou ao Supremo os ofícios que enviou ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes e ao presidente do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas.

No documento à Corte Eleitoral, Vasques convida representantes das duas instituições para acompanhar as medidas que estão sendo tomadas pela PRF.

AGRAVAMENTO DA SITUAÇÃO – “Tendo em vista a possibilidade de agravamento da situação, vislumbra-se a necessidade de atuação conjunta e integrada de diversas instituições públicas para restabelecimento da normalidade no que tange à circulação dos veículos e, em última medida, à salvaguarda de direitos e garantias fundamentais”, afirmou.

Nesta segunda-feira (31), o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que a PRF e polícias militares adotem todas as medidas necessárias para liberar as estradas. Moraes fixou ainda que em caso de descumprimento ou omissão Silvinei pode ser multado, afastado do cargo ou até mesmo preso.

A decisão individual está sendo julgada no plenário virtual do STF e já foi confirmada por outros oito ministros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Não são apenas caminhoneiros, há também grupos de bolsonaristas que estão fechando estradas. É difícil saber o que esta gente tem na cabeça. A Polícia Rodoviária está imitando Roberto Jefferson e atirando bombas de gás lacrimogênio nesses lunáticos, para dispersá-los e aumentar o choro deles… (C.N.)

Com folha inchada prefeito usa redes sociais na tetativa de chantagear os vereadores

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Para acomodar familiares de secretários através do Nepotismo, cabos eleitorais, apadrinhados de vereadores e correligionários, o prefeito de Jeremoabo, Deri do Paloma (PP) aumentou a folha de pagamento para R$ 800.000.00 ao mês, o que deve impactar conjuntamente com a previdência municipal (INSS), rombo nas contas públicas de  milhões apenas neste ano de 2022,
  Para se ter ideia do inchaço da máquina pública, nos  primeiros meses  desse ano, o município gastou com salários de contratados e comissionados mensalmente em média R$ 300,000,00(trezentos mil reais), passando em seguida para mais de R$ 800.000,00(oitocentos mil raeis), isso sem falar da exobiintância mensal de gastos com promoção pessoal em benefício do proprio prefeito, do vice prefeito, dos secretários e vereadores do seu grupo.
Isso sem falar nos débitos com água, luz, previdência social e empréstimos consignados.
Como a conta não fecha, tendo que encerrar o ano de acodo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, está tentanda fazer jogo sujo ao jogar os servidores da prefeitura bem como seus credores contra os vereadores, tentando iludir os leigos passando a falsa notícia que a culpa é dos vereadores.
Caso os vereadores desde que vem denunciando o dinheiro desviado da educação. da saúde, e infraestrutura, se desse ao respeito cumprindo com seu dever de INSTALAR UMA CPI, nada disso estaria acontecendo..
Aliás, ano passado o prefeito fez essa mesma jogada, prometeu supostas "benesses" para os vereadores e esses aprovaram uma suplementação.


 

Prefeito de Jeremoabo com mais uma multa por suposta autopromoção da seretária de educação

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Essa multa corresponde a suposta autopromoção da Secretária  de Educação do município de Jeremoabo, assim como propaganda política do partido do prefeito,  isso porque a camisa usada pela secretária constava o número " 11".
Estamos dianta de uma suposta inversão de valores tendo em vista que em Itabaiana Sergipe, o ex-prefeito que candidatou-se a governador, teve sua candidatura impugnada, ficando inelegível, apenas por suposto caso que por analogia com as devidas peroporções, assemelha-se ao praticado pela secretária de educação.
Porém Bahia é Bahia, Sergipe é Sergipe, pode ser que a lei que vale para Sergipe, não valha para Jeremoabo, ou então os vereadores não tenham se manofestado com a devida claresa  e fundamento, mesmo assim ficou caracterizada a ilegalidade com aplicação de mais uma multa.

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