terça-feira, novembro 02, 2021
A república dos compadres
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O medo é o pior dos conselheiros - Editorial
Mundo supera 5 milhões de mortes por covid-19
Regra do Fundeb vira entrave de R$ 125 bi para governos que venderam folha salarial
por Paulo Saldaña | Folhapress

As novas regras do Fundeb, fundo de financiamento da educação, têm provocado confusão no pagamentos de salários em estados e municípios. A lei veta a transferência de recursos a outros bancos que não a Caixa e o Banco do Brasil.
A norma igonora que a maioria dos governos estaduais e prefeituras já havia vendido a operacionalização das folhas de pagamentos para bancos privados. Há ainda casos de entes que trabalham com bancos estaduais.
A situação deixou governos locais em situação de instabilidade. Se mantiverem os pagamentos de todo o funcionalismo em bancos com quem têm contratos, correm risco de serem enquadrados em ilegalidades.
O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão do MEC (Ministério da Educação) que faz a operação do Fundeb, foi provocado tanto por secretarias quanto pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
"Não há, no momento, permissão legal que autorize o processamento de folha de pagamento por bancos distintos daqueles previstos no art. 21 da lei [que regulamenta o Fundeb]", disse em resposta o FNDE em ofício do mês passado.
A venda das folhas de pagamentos é um ativo para fortalecer os caixas públicos. Nos últimos cinco anos, os bancos investiram cerca de R$ 11 bilhões em licitações de folhas públicas, segundo dados do mercado.
Como 70% dos recursos do Fundeb devem ser disponibilizados para profissionais de educação, isso equivale a cerca de R$ 125 bilhões ao ano.
Os salários dos professores são parte significativa da folha e, para 80% dos municípios, a folha consome a totalidade do dinheiro do fundo, em torno de R$ 179 bilhões ao ano.
O governo Jair Bolsonaro foi criticado pela ausência nas discussões para a renovação do Fundeb, apesar de ser o responsável pelo mecanismo. O entrave com os bancos não é o único problema com as novas regras do Fundeb.
Como o jornal Folha de S.Paulo revelou no mês passado, não há clareza sobre quais servidores da educação podem ser pagos com recursos do fundo.
O Fundeb é o principal mecanismo de financiamento da educação básica. Representa mais de 40% de todos os gastos na área no país.
É constituído por impostos direcionados ao setor, acrescidos de uma complementação da União, e distribuído entre estados e municípios.
O fundo foi renovado em 2020 e incluído na Constituição. Em dezembro veio a regulamentação. Nessa lei há o artigo que veda transferências para outros bancos.
A regra não existia antes na gestão dos recursos do Fundeb. O argumento político para a mudança foi o de uma melhoria na rastreabilidade do dinheiro do fundo.
A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) estima que mais da metade dos municípios licitaram folhas de pagamentos. Informações do mercado dão conta de que cerca de 90% dos entes estão nessa situação.
Há entendimento da necessidade de alterar a lei nesse ponto, diz Mariza Abreu, consultora de educação da CNM. Há projetos em tramitação no Senado e na Câmara, cujos textos tiveram apoio da entidade.
Abreu espera que o imbróglio seja resolvido antes do fim deste ano, para evitar punições de gestores. A entidade orientou a seguir o que diz o FNDE, mas ela critica a regra.
"Não cabe ao governo federal exigir em que bancos os recursos serão executados porque o Fundeb não é dinheiro federal. Mesmo na complementação da União, a Constituição define que é dos estados e municípios."
Essas compras de folhas de pagamento fazem parte da estratégia das empresas para garantir novos clientes.
Segundo relatos feitos à reportagem, a pressão do setor fez com que a área econômica estudasse uma medida provisória para adiantar a mudança. Questionado, o Ministério da Economia não respondeu.
Representantes de bancos privados consultados pela reportagem afirmam que a insegurança jurídica coloca em risco contratos vigentes.
O Bradesco, por exemplo, venceu licitação por R$ 1,3 bilhão para assumir a folha salarial da prefeitura do Rio de Janeiro. No governo de Minas Gerais, o Itaú adquiriu a folha por R$ 2,4 bilhões, com início de operações em 2022.
Integrantes do FNDE disseram à reportagem que o governo mineiro é o mais mobilizado para resolver a questão. "Todas as iniciativas que visem a ampliação da segurança jurídica nas negociações entre estados e municípios e instituições financeiras são sempre muito bem-vindas", diz nota do estado.
O quadro também prejudica novas negociações. Neste ano, houve cerca de 450 licitações e 70% foram declaradas desertas (sem interessados), segundo informações do mercado, sobretudo por causa da nova regra.
O prejuízo não é só das empresas, mas também dos governos. Além disso, várias cidades não têm agências do Banco do Brasil.
O Banco do Brasil estaria pressionando para manter a regra, dizem integrantes do setor privado. Em nota, a instituição afirma que, pela lei, é responsável pela distribuição dos recursos e que qualquer outra questão deve ser tratada pelo FNDE.
O FNDE não respondeu. A Caixa também não se manifestou.
O entendimento de parte dos bancos privados é que o texto da legislação permitiria uma interpretação diversa da consolidada pelo FNDE.
Haveria a possibilidade, segundo relatos, de identificar o total de recursos para salários em um débito único para os bancos responsáveis pelos pagamentos de salários. Isso ainda permitiria a rastreabilidade.
O governo do Rio Grande do Sul tem a folha de pagamento no Banrisul, vinculado ao estado. A Secretaria de Fazenda afirmou que manteve a operação na instituição, seguindo parecer da Procuradoria-Geral do Estado.
"Não consideramos que haja nenhum impacto no processamento da folha de pagamento dos servidores, pois se trata de um serviço operacional do Banrisul, independente da conta bancária original do recurso", diz nota enviada à reportagem.
A Febraban declarou, também em nota, que o tema merece reflexão, especialmente do Legislativo.
"A prestação de contas deste ano será uma grande dor de cabeça para os gestores", diz Mariza Abreu, da CNM.
Bahia Notícias
Planalto teme que Pacheco candidato amplie entraves para o governo no Senado
por Mariana Holanda e Ricardo Della | Folhapress

A filiação ao PSD do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), e as especulações sobre sua intenção de disputar as eleições presidenciais de 2022 acenderam um alerta no Palácio do Planalto em relação a possíveis impactos na pauta governista no Congresso Nacional.
Interlocutores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) temem que o senador adote cada vez mais uma postura de candidato e que, consequentemente, projetos importantes para o governo fiquem prejudicados na Casa. Hoje, o Senado é o maior obstáculo da articulação política do governo.
Pacheco se filiou ao PSD em 27 de outubro, movendo mais uma peça no xadrez eleitoral de 2022 para se tornar um eventual adversário do presidente. A cerimônia, com toda a pompa de "terceira via" e críticas do senador à polarização Lula x Bolsonaro, chamou a atenção de interlocutores do presidente.
"Estamos cansados de viver em meio a tanta incerteza, a tanta incompreensão e intolerância. Uma sociedade dividida, em que cada um não admite o contrário e não aceita a existência do outro, nunca irá chegar a lugar algum", afirmou o senador, no ato de sua filiação.
Desde que Davi Alcolumbre (DEM-AP), então aliado de Bolsonaro, deixou a presidência da Casa e se desentendeu com o governo por causa de promessas e emendas, a base governista no Senado ficou desorganizada.
Ainda que Pacheco tenha sido eleito com aval do Planalto e Alcolumbre, o senador tem atuado de forma independente à frente do Senado. Um ministro de Bolsonaro chamou-o de "quiabo mineiro", escorregadio.
A pauta do governo no Senado tem enfrentado dificuldades desde o início do ano.
Interlocutores de Bolsonaro dizem ser impossível ter previsibilidade de qualquer votação na Casa. O Senado causou ainda meses de desgaste para o Planalto durante o funcionamento da CPI da Covid.
É também nessa casa legislativa onde Alcolumbre tem bloqueado a sabatina do ex-advogado-geral da União André Mendonça para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
Também em 27 de outubro, durante entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro disse que Pacheco é "o dono" da pauta no Senado e cobrou que ele coloque matérias em votação.
"Quem é o dono da pauta no Senado é o senhor Rodrigo Pacheco. É ele que tem que botar em pauta [os projetos], assim como quem tem que botar em pauta a possível ida para o Supremo Tribunal Federal do André Mendonça é o senhor Davi Alcolumbre", declarou.
Conselheiros de Bolsonaro avaliam que Pacheco pode tentar impulsionar uma agenda própria no Senado caso decida se candidatar ao Planalto. Caso isso ocorra, a articulação política no Senado, que já é ruim, poderia ficar ainda mais prejudicada.
A reforma do Imposto de Renda, que era vital para o pagamento do Auxílio Brasil, enfrenta forte resistência no Senado e está parada na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). O Marco das Ferrovias e a privatização dos Correios também caminham a passos lentos.
Governistas esperavam ainda que Pacheco levasse para plenário a sabatina Mendonça para o STF, o que não ocorreu.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, cobrou o presidente do Senado no último dia 24 para dar celeridade às reformas que estão na Casa. Disse que Pacheco precisa ajudar o governo se quiser se "viabilizar como uma alternativa séria".
"O presidente do Senado se lança agora à presidência da República. Se ele não avançar com as reformas, como é que vai defender a própria candidatura dele? Ele precisa avançar com as reformas, precisa nos ajudar a fazer as reformas. Ele não pode fazer militância também, e eu tenho certeza que ele não vai fazer", afirmou o ministro.
"Então se ele quiser se viabilizar politicamente como uma alternativa séria, ele precisa ajudar o nosso governo a avançar com as reformas", completou Guedes.
Em resposta, Pacheco disse que "não há hipótese alguma de fazer qualquer tipo de militância política ou de se antecipar uma discussão de disputa presidencial em 2022", por saber a "dimensão e a responsabilidade" do cargo que ocupa.
"A gente quer chegar num denominador comum e pode ser que ideias divergentes aconteçam no meio do caminho", completou, mencionando reforma tributária, auxílio emergencial e a PEC dos Precatórios.
Por outro lado, há também ministros do governo que não acreditam que Pacheco apresentará obstáculos para o Planalto na Casa. Primeiro, porque sua candidatura ainda não é considerada algo certo.
Segundo, e mais importante, porque o governo avalia que Pacheco teria sua imagem pública prejudicada caso passasse a usar o cargo de presidente do Senado para obter benefícios eleitorais.
Assessores palacianos também destacam que, caso decida se candidatar, Pacheco deve defender propostas liberais na economia --e portanto estaria pouco disposto a atuar contra proposições do Planalto.
Bahia Notícias
Prefeitura de Porto Seguro exonera Raíssa Soares, a 'Doutora Cloroquina'

A prefeitura de Porto Seguro publicou, nesta segunda-feira (1), a exoneração da médica Raíssa Soares do cargo de secretária municipal de Saúde. Conhecida nacionalmente pela defesa do uso do "kit Covid" como método de tratamento precoce contra o novo coronavírus, a profissional recebeu o apelido de "Doutora Cloroquina".
Apesar de não haver nenhuma comprovação da efetividade da utilização da hdroxicloroquina - ou de outras medicações como a azitromicina e a ivermectina -, Raíssa ganhou destaque ao publicar um relato em suas redes sociais, em junho do ano passado, recomendando que o presidente Jair Bolsonaro enviasse mais medicamentos para a cidade de Porto Seguro.
Apesar da exoneração ter sido publicada nesta segunda, a despedida de Raíssa da pasta aconteceu na última quinta-feira (28). Em sua página no Instagram, vídeos de despedidas e relatos de profissionais que apoiam a médica foram publicados - um deles o da apresentadora e jornalista Leda Nagle.
A saída da "Doutora Cloroquina" da Secretaria de Saúde de Porto Seguro já tinha sido requerida pelo Ministério Público do Estado (MP-BA) à Justiça. O pedido se amparou na justificativa de que a secretária incentivava e recomendava "o uso de remédios sem eficácia contra a Covid-19. O órgão também pediu que a prefeitura pare de usar e distribuir as medicações".
A autoria da ação foi da promotora de Justiça Lair Faria Azevedo, que entrou com processo por ato de improbidade e lesão ao erário contra Raíssa Soares, por atentar contra os princípios da administração pública e violar deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições.
Bahia Notícias
Pesquisas revelam dificuldades de mulheres magistradas: de dupla jornada a agressões

Uma pesquisa revela que as juízas enfrentam diversos desafios na carreira, como dupla jornada, discriminação, dificuldade para conciliar o trabalho e a família, violência psicológica de advogados e juízes, além de agressões verbais. A pesquisa será divulgada no próximo dia 4 de novembro, durante os Seminários de Pesquisas Empíricas Aplicadas a Políticas Judiciárias.
Foram realizados dois levantamentos a partir de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).: um com 758 respondentes, aproximadamente 43% do universo dos endereços eletrônicos das magistradas trabalhistas cadastrados na base de dados do CNJ; e outro com 1.443 mulheres das 14 unidades federativas da Justiça Federal da 1ª Região. A maioria está insatisfeita com a representatividade e o tratamento dado a elas. As juízas querem teletrabalho, maior presença feminina em posições de planejamento e de administração do Poder Judiciário, maior presença feminina nas instâncias superiores; a adoção de políticas especiais para as gestantes, as que têm filhos pequenos ou especiais, entre outros pleitos
O detalhamento das duas pesquisas e seus resultados serão divulgados às 17h, pela juíza auxiliar da presidência do CNJ, Livia Peres, no canal do CNJ no YouTube . Às 17h50 haverá um debate sobre as medidas que poderão ser tomadas em relação ao pleito das juízas com a participação das juízas Tani Wuster, coordenadora da AJUFE Mulheres, e Luciana Conforti, vice-presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho e presidente da Comissão Anamatra Mulheres.
O evento contará com a participação da juíza Maria Cândida Almeida, do Tribunal Regional da 1ª Região, da desembargadora Asta Gemignani, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região e da assessora de pesquisas da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) Adriene Domingues Costa.
Bahia Notícias
Base aliada aguarda liberação de emendas antes de ser votada a PEC dos Precatórios

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Valdo Cruz
G1 Brasília
Integrantes do governo Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), querem aprovar em primeiro turno na próxima quarta-feira (3) a chamada PEC dos Precatórios. Mas, antes, os articuladores políticos do Palácio do Planalto precisam superar insatisfações dentro da base aliada no Congresso com a demora na liberação das emendas parlamentares.
Aliados reclamam de promessas não cumpridas e de que o governo estaria privilegiando alguns partidos do Centrão, em detrimento de outras legendas.
TUDO POR DINHEIRO – Segundo líderes partidários ouvidos pelo blog, não são apenas as divergências em relação ao conteúdo da proposta que estão travando a votação. Também está pesando muito, dizem, a demora do governo em pagar as emendas.
Deputados têm reclamado que o governo está privilegiando alguns partidos, como PP e PL, e deixando de atender a pedidos de parlamentares de outras legendas que costumam votar com o Palácio do Planalto.
Por isso, por exemplo, MDB e PSDB estão mostrando resistência à PEC dos Precatórios, que irá abrir espaço no Orçamento da União de 2022 para o pagamento do Auxílio Brasil, do Fundo Eleitoral e de emendas parlamentares.
OUTRA SAÍDA – As dificuldades registradas para votação da PEC tem levado interlocutores do presidente da República a defender outra saída para bancar o Auxílio Brasil. A ideia sugerida é, mais uma vez, prorrogar o auxílio emergencial, num novo formato, para atender a 17 milhões de famílias do novo programa social.
Só que, neste caso, o pagamento do programa, que vai ter orçamento superior a R$ 80 bilhões, ficaria fora do teto dos gastos públicos.
No Ministério da Economia, essa hipótese é descartada, porque não haveria justificativa jurídica para decretar novamente um estado de calamidade num momento em que a pandemia dá sinais mais concretos de estar caminhando para o controle no Brasil. Assessores presidenciais dizem, porém, que seria possível encontrar outra saída jurídica para a prorrogação de uma nova versão do Auxílio Emergencial.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O Planalto insiste em inventar a pedalada fake, igual à Viúva Porcina, aquela que foi, sem ter sido, na visão genial do escritor Dias Gomes. (C.N.)
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