terça-feira, novembro 02, 2021

Bancada do PSol pede que governo explique “monitoramento” político feito pelo Exército


Ficheiro:Glauber Braga (PSOL-RJ) (cropped).jpg – Wikipédia, a enciclopédia  livre

Deputado Glauber Braga é um dos monitorados

Fernanda Strickland e Cristiane Noberto
Correio Braziliense

O deputado federal Glauber Braga (PSol-RJ) vai pedir à bancada do partido na Câmara que encaminhe um pedido de esclarecimentos ao ministro da Defesa, general Braga Netto. O parlamentar pretende questionar as declarações do ministro sobre o monitoramento de redes sociais realizado pelo Exército brasileiro em 2019. A análise por parte da Força foi revelada neste domingo pelo Correio, por meio de documentos obtidos oficialmente pela reportagem.

Os papéis mostram que o Exército monitorou o comportamento, nas redes sociais, de cidadãos comuns, parlamentares, jornalistas e blogueiros, de 30 de julho de 2019 a 20 de novembro do mesmo ano.

MINISTRO DESMENTIDO – Na semana passada, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, Glauber Braga questionou o ministro da Defesa sobre a operação de vigilância.

O parlamentar disse ter informações de que era monitorado. Irritado, o ministro negou que o Exército adote esse tipo de procedimento. “Não existe monitoramento de parlamentares, não existe”.

No entanto, os documentos obtidos pelo Correio revelam e avaliam as postagens de diversos parlamentares. Os papéis emitem, ainda, posicionamentos políticos sobre os supostos adversários do PL 1645, que tratou da reestruturação das carreiras militares.

ESCLARECIMENTO – Glauber Braga vai formalizar um pedido de esclarecimentos ao ministro. “A primeira coisa foi fazer o questionamento direto ao ministro da Defesa na audiência, como foi feito, e ele negou que tenha havido [monitoramento]. Agora, com a resposta negativa, a gente vai formalizar um pedido de esclarecimentos para ver se ele [Braga Netto] confirma, não só oralmente, mas mantém a posição em um termo formalizado. Ele deve saber que esse tipo de mentira importa em responsabilização, especialmente se ele tiver tido participação”, disse o parlamentar.

“É um absurdo que tenha esse tipo de ação feita por Forças Armadas sob orientação do governo. Eles (os militares) trabalharam como força de espionagem contra deputados da oposição”, disse.

REAÇÃO CONTRA EXÉRCITO – Na avaliação de Alcides Costa Vaz, especialista em Forças Armadas e professor do instituto de Relações Internacionais da UnB, não é função típica do Exército fazer esse tipo de investigação. “Cabe ao Exército fazer a defesa do território, da população contra ameaças externas, além de cooperar com as demais forças de segurança, na garantia da lei e da ordem. É isso o que está exposto na nossa Constituição”, ressalta.

“Esse tipo de investigação interna não tem nenhuma relação com as atividades do Exército e, supondo que haja alguma atividade que coloque em risco a integridade de pessoas e propriedades, caberia à polícia investigar. Há uma anomalia nesse tipo de ação de investigação”, acrescenta.

O especialista vê com preocupação o comportamento político de uma instituição de Estado. “Se uma instituição importante como uma força armada extrapola as suas funções, isso de fato fere a Constituição e não corresponde ao que se espera de uma democracia consolidada. A situação está fora de contexto e fora de lugar”, avalia.

NÃO É PERMITIDO? – A advogada constitucionalista Vera Chemim também fez críticas à atuação das Forças Armadas para aprovar uma lei de interesse da caserna. “Artigos da Constituição proíbem essas atitudes por parte dos militares. Os membros do Exército não podem, de maneira alguma, fazer algum tipo de lobby neste sentido”, afirmou.

A especialista destacou, ainda, que esta forma de agir fere o Estado Democrático de Direito, pois seria uma atribuição de natureza política e está expressamente proibida nas leis que regulamentam as funções de cada uma das Forças Armadas.

Também para o advogado criminalista Thiago Turbay, as investigações do Exército, sob pretexto de reunir informações estratégicas, são inadequadas. “Esses relatórios pareceram classificar as opiniões das pessoas, o que excede a mera inteligência legislativa. Esse catálogo de pessoas pode servir à perseguições políticas e violações de liberdades e direitos fundamentais”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É muita ingenuidade achar que os serviços de inteligência das Forças Armadas não monitorem jornalistas e políticos. Desde o início da profissão, estou acostumado com esse monitoramento, tenho ficha extensa, sei que a Tribuna da Internet é acompanhada com grande atenção pelos militares. Para mim, isso faz parte da realidade de países que ainda não entraram em avançado estágio de civilização, como a matriz USA e a filial Brazil. Como dizia o grande pensador britânico Kenneth Clark: “Civilização? Nunca encontrei uma. Mas tenho certeza de que, se algum dia encontrar, saberei reconhecer…”. Sábias palavras. Com as raras e honrosas exceções, o ser humano ainda é um bugre, esta é a realidade. (C.N.)     


Violência em Roma contra jornalistas abala imagem do Brasil e tira mais votos de Bolsonaro


Bolsonaro demonstrou a sua intolerância diante da limprensa

Pedro do Coutto

A explosão da violência na tarde de domingo em Roma quando Jair Bolsonaro caminhava pelo centro histórico da cidade, representou um desastre para a imagem do Brasil no exterior e um fato terrivelmente negativo para o presidente da República que deve disputar a reeleição em 2022. Sua atitude hostil para com a imprensa e a omissão em relação aos agressores o fez perder ainda mais espaços na política brasileira.

Internacionalmente, ao não participar do encerramento do G20 em Roma e não comparecer à reunião sobre o clima promovida pela ONU em Glasgow, na Escócia, o presidente Bolsonaro assumiu um posicionamento péssimo sob todos os aspectos.

INTOLERÂNCIA – Ausente na Escócia e presente nas agressões, ele demonstrou mais uma vez a sua absoluta intolerância diante da liberdade de imprensa e o exercício de uma profissão que representa o único canal coletivo de comunicação entre os que exercem o poder e as populações que têm pleno direito a serem bem informadas.

Incomodaram o presidente da República as inevitáveis perguntas sobre por qual motivo ele não teve participação ativa na reunião do G20, na capital da Itália, e porque sequer compareceu à reunião de Glasgow voltada contra o aquecimento global, contra as queimadas, contra o desmatamento e a favor da ecologia.

O tema aquecimento global é de uma importância enorme para o futuro da humanidade e a participação brasileira é fundamental, principalmente em função da Amazônia, a floresta mais densa do mundo e maior reserva de água do planeta. Sem a Amazônia, o mundo não poderia existir. E com o aquecimento global progredindo de forma ininterrupta, uma parte da Terra tem a sua existência ameaçada, especialmente em consequência do degelo de grandes camadas em países como a Noruega, Suécia e Dinamarca.

EPISÓDIO TRISTE – Seguranças pessoais do presidente Bolsonaro e agentes italianos contratados pela embaixada, pois não faria sentido que italianos fossem se intrometer em questões brasileiras, marcaram um episódio triste no relacionamento internacional. As perguntas eram lógicas, a começar por qual razão Bolsonaro recusou-se a debater o clima no encontro da Escócia. O soco no correspondente da TV Globo em Roma, Leonardo Monteiro, agrediu a própria liberdade de informar e opinar. Os jornalistas da Folha de S. Paulo, do UOL e da BBC Brasil foram igualmente agredidos.

Surpreende o silêncio do ministro das Comunicações, Fábio Faria, que estava em Roma e seguiu para Glasgow. Um dos jornalistas agredidos, Lucas Ferraz, sofreu igualmente agressões e teve um celular arremessado ao chão e destruído. O presidente Jair Bolsonaro não teve razão em se irritar. O que foi veiculado na tarde de sábado pela TV Globo foi o seu diálogo com o presidente da Turquia,  Recep Tayyip Erdoğan. As palavras foram dele, Bolsonaro, e se chocaram com a realidade brasileira.

VERSÕES IRREAIS – O que a edição da TV Globo destacou foi que não eram verdadeiras as versões sobre a popularidade do governo e a ausência de influência político-partidária nas nomeações para ministérios. A imprensa não inventou nada ou mesmo colocou na voz de Jair Bolsonaro algo que ele próprio não tenha dito. Entre as suas afirmações, a de que a Petrobras era um problema, possivelmente se referindo à questão dos preços da gasolina e do diesel. Mas esta é uma outra questão.

O essencial é a impossibilidade de Bolsonaro e de seus apoiadores de se situarem dentro dos princípios democráticos. Essa contradição termina como aconteceu em Roma, prejudicando frontalmente a imagem do Brasil e refletindo  de forma inevitável na campanha eleitoral de outubro do próximo ano.

AUTO-OPOSIÇÃO – Analisando-se bem o panorama verifica-se que as oposições não precisam se manifestar, o presidente Bolsonaro de forma permanente e violenta faz oposição a si mesmo.

Este aspecto não teria maior importância se não estivessem em jogo no presente e no futuro os legítimos interesses brasileiros, incluindo sobretudo os anseios democráticos de nossa população. O episódio de Roma foi mais um triste capítulo de uma narrativa até hoje inexplicável pelo governo que não conseguiu estabelecer sequer um projeto econômico-social integrado.

Quer substituir a falta de um projeto construtivo pelo apelo à violência destrutiva. Os efeitos são os piores possíveis e tornam cada vez mais distantes o exercício pleno da democracia no país.  As manifestações de meses atrás na Esplanada de Brasília contra o Supremo, contra o Congresso e contra a imprensa estão de volta.

Obra irresponsável da prefeitura de Jeremoabo verdadeiras armadilhas, colocando em risco a vida do povo.






Além da sujeira, os buracos encobertos a toque de caixa tornam essas ruas verdadeiras armadilhas, colocando em risco a vida de todos, principalmente dos idosos.

Essas marcas de sangue é o resultado de obra irresponsável, um idoso tropeçou nesta montanha construída pela Prefeitura e caiu com o rosto na quina da calçada, partindo a testa.

A sorte desse cidadão acidentado por obras mau feitas da prefeitura é que José Mário assistiu o infortúnio, prestou ajuda ao cidadão e Michelly o conduziu até o hospital.

Espero que tenha alguém naquele nosocômio para atender, e que dessa vez não continue faltando gazes ou dipirona, e que coloquem o acidentado em observação.

A Prefeitura tem que fazer alguma coisa, pois algo ainda pior pode acontecer.

Esse é um caso para o acidentado ingressar com uma Ação Contra o Munícipio por danos morais, além de responsabilizar criminalmente os responsáveis.



segunda-feira, novembro 01, 2021

PERSEGUIÇÃO E AÇÕES NA JUSTIÇA: ASSÉDIO JUDICIAL?

 


Por Fábio Costa Pinto*

A Justiça brasileira define o assédio judicial e/ou processual como “um abuso do acesso à Justiça, pelo ajuizamento de diversas ações sobre um mesmo fato ou contra uma mesma pessoa, seja por uma ou mais pessoas, com o mesmo intuito de prejudicá-la”.

Uma afronta ao Direito fundamental, segundo a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo — Abraji, “O assédio judicial é a utilização do Poder Judiciário como forma de perseguição e intimidação, especialmente contra defensores de direitos humanos. Onde o uso maior de ações tem ocorrido também nos Juizados Especiais, no que se refere á liberdade de expressão”.

Temos conhecimento de que, geralmente, profissionais de Imprensa são acionados e não os veículos onde foi publicada a reportagem. Essa estratégia, adotada por políticos e empresários, representa desvantagem para os jornalistas (réus). E o que é pior, as ações são distribuídas em várias comarcas, o que inviabiliza e impede o direito de defesa do profissional.

Só para terem ideia, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) dispõe de uma relação de 5.509 ações judiciais contra jornalistas e empresas de jornalismo, a maioria com suposições de calúnia e difamação, em todo o país.

Na Bahia, segundo o Jornal A Tarde, existem registros de “179 ações”. Escritórios de advocacia, “dispostos a acionar profissionais de imprensa para inibir a apuração de conteúdos críticos de modo a viabilizar o controle de instituições para proveito de lideranças oportunistas”. (A Tarde, 14/09/2021, coluna Tempo Presente).

Dois casos recentes chamam a atenção. O do jornalista e cientista político Carlos Augusto, proprietário do Jornal Grande Bahia, que vem desenvolvendo trabalho de excelente qualidade com publicações dos fatos acorridos pela operação “Faroeste” e responde alguns processos, nitidamente caracterizado como assédio judicial.

Em uma dessas reportagens, o Jornal Grande Bahia denuncia o desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) Júlio César Lemos Travessa por tentativa de pautar mudança no regimento interno do TJBA, em tese, objetivando colocar na Mesa Diretiva grupo que crie óbice às investigações do CNJ nos Casos Faroeste e Ilha do Urubu, publicada em 16 de setembro de 2021.

Indignado com a reportagem, o juiz Júlio Travessa adotou três medidas nas quais estão configuradas, em tese, o uso de função na administração pública para promover ato persecutório contra a liberdade de imprensa exercida pelo citado jornalista, no referido veículo de imprensa.

Devido à publicação, o juiz ingressou, em 21 de setembro de 2021, contra o jornalista e cientista social, com Notícia de Fato no Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA, IDEA n.º 003.9.284 463/2021), atribuindo os possíveis crimes contra a honra, nas categorias de injúria e difamação. Além disto, usando o tempo da Sessão Plenária Ordinária do Tribunal de Justiça da Bahia, ocorrida em 22 de setembro de 2021, proferiu discurso constrangedor, apresentando análise do que ele interpreta ser o que estava redigido nas reportagens que o jornalista produziu e publicou, dizendo que o membro da imprensa terá que apresentar provas sobre os relatos das fontes.

Júlio Travessa ingressou, também, em 29 de setembro de 2021, na 2.ª Vara dos Sistemas Juizados Especiais de Causas Comuns (VSJE), do Imbuí, em Salvador(Bahia), que tem como juiz titular João Batista Perez Garcia Moreno Neto, com Processo n.º 0147496-83.2021.8.05.0001, em que requisita ressarcimento de R$ 40 mil por dano moral. Além disso, pediu a decretação de Censura, com retirada da referida matéria, bem como retratação por parte do jornalista no referido veículo de imprensa.

O outro caso que chama atenção foi o ocorrido com a jornalista Alana Rocha, ex-repórter da TV Aratu (SBT) na Bahia, atualmente âncora em uma rádio comunitária na cidade de Riachão do Jacuípe, Gazeta FM. Alana encaminhou texto pedindo ajuda e apoio, em grupos de jornalistas, chegando ao nosso conhecimento. O texto informa que está sendo perseguida e processada por agentes públicos, ligados ao prefeito da cidade.

Na tentativa de calar e intimidar, a profissional, pelo fato de levar em discussão a verdade que não se quer ser dita. Não podia ter outro nome a não ser,”assédio judicial” e perseguição, caracterizando também, crime de “Stalking”.

Observe a carta:
— “Sou a jornalista Alana Rocha, que atuou na TV Aratu de 2017 a 2018 como repórter, após perder o emprego precisei volta para minha cidade natal, Riachão do Jacuípe, onde com muito sacrifício tenho conseguido me reestruturar.

Aqui tive o honroso convite para estar apresentadora de um Jornal de rádio na emissora comunitária da cidade, Rádio Gazeta FM. Um jornal nos moldes popularesco como eu muito aprecio atuar, dando espaço ao povo menos favorecido, para estes terem direito de voz para suas reivindicações.
Fui bem clara ao topar a empreitada, em dizer que atuaria e atuo da forma mais imparcial possível, fato é que a maioria das reclamações e demandas são direcionadas a atual gerenciamento por falta de alguns serviços e atendimento à população.

Assim como apresento também comento, o que muitos correligionários e favorecidos do prefeito denominam “picuinha política” apenas por eu não ter votado no atual gestor e por não me colocar em um posicionamento político.
Fato é que na última segunda-feira (11.10) recebi quatro intimações onde tomei conhecimento de estar sendo processada pelo Secretário de Obras e Serviços Públicos, a Chefe de Gabinete e dois eleitores defensores ferrenhos do atual gestor. Isso me soou como uma tentativa de me censurar, silenciar minha voz e me demover da apresentação do Jornal da Gazeta.

Por isso peço a ajuda dos colegas de sites, emissoras de Feira de Santana, Salvador e autoridades, para tomarem conhecimento destes fatos. Chega de tentarem calar a imprensa na marra só por não falar o que agrada aos poderosos que se sentem ofendidos apenas pelas reivindicações do povo e por críticas de jornalistas sérios que buscam realizar da forma mais ética possível seu trabalho. Agradeço e conto com vocês. (Alana Rocha Jornalista, negra, mulher trans, cidadã que apenas quer ter o direito de exercer a profissão que tanto ama em PAZ…)

Segundo o Superior Tribunal de Justiça (STJ) — o ajuizamento de ações sucessivas e sem fundamento para atingir objetivos maliciosos é “assédio processual”. Foi como a 3.ª Turma do STJ definiu a prática de abusar dos direitos fundamentais de acesso à Justiça e ampla defesa que — “por mero capricho, por espírito emulativo, por dolo ou que, em ações ou incidentes temerários, veiculem pretensões ou defesas frívolas, aptas a tornar o processo um simulacro de processo”. — A interpretação vem da 3.ª Turma do STJ, jugado em 17 de outubro, define o ilícito de “assédio Processual”. (A Publicação é do portal Consultor Jurídico, em 12 de novembro de 2019).
Nesse sentido, podemos caracterizar, o assédio judicial, se praticado pelo mesmo autor, como crime de ‘stalking’. — “Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade, ou privacidade”. Seja ‘on-line’ ou pessoalmente e sendo pessoal, o assédio judicial pode caracterizar como crime de ameaça, com intuito de calar os profissionais de imprensa no execício da profissão.

Na terça-feira, 2 de novembro, dia internacional pelo fim da impunidade de crimes contra jornalistas, data comemorada pela UNESCO, não há o que comemorar. A elucidação dos crimes no Brasil e na Bahia tão pouco, já que até o momento não se tem notícia oficias do puder referente aos crimes contra profissionais de Imprensa.

Para não esquecer, cobramos solução e punição dos crimes:

— A invasão do Site “Bahia Alerta” por piratas informáticos. Conforme relato do publicitário e proprietário do site, Bahia Alerta Comunicação, Adriano Rocha WIRZ Leite.

— Em 23 anos após o assassinato do jornalista Manoel Leal de Oliveira, ocorrido em 14 de janeiro de 1998, os mandantes do crime continuam impunes. Foi assassinado após detalhar no jornal irregularidades cometidas por integrantes da administração municipal durante o governo do então prefeito Fernando Gomes de Oliveira, em Itabuna, sul da Bahia.

— Apuração com rigor da morte (assassinato) do jornalista e radialista Geolino Lopes Xavier, de 44 anos, morto a tiros, no centro de Teixeira de Freitas, extremo-sul da Bahia, no dia 27 de fevereiro de 2014.

— Resposta ao assassinato do produtor da (Record), TV Itapoan, José Bonfim Pitangueira, morto com 11 tiros, no dia 9 de abril de 2021 no bairro da Federação, em Salvador.

Entre outros casos não resolvidos, como a do repórter e radialista Davi Alves, Rádio Alvorada FM, de Jeremoabo, município do interior baiano, que foi agredido enquanto realizava uma reportagem naquele município, apurando denúncia de que recursos públicos estariam sendo empregados em obras particulares. Já o jornalista Bruno Wendel que sofreu ameaças após uma reportagem do jornal Correio da Bahia. Ele mostrou um soldado da Polícia Militar preso por suspeitas de participar de um grupo de extermínio em Vila de Abrantes, em Camaçari, no litoral norte baiano.

Esperamos que possam dar resposta às famílias e aos profissionais agredidos, como foi relatado e denunciado, em carta ao governador do estado, ao secretário da segurança pública, em audiência pública pela comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Salvador, na Bahia. Trabalhar duro para combater este elevado nível tóxico atualmente. O jornalismo é um serviço essencial e importante para a democracia.

Não ao crime contra jornalistas, negros, pobres, crianças e mulheres, não ao crime de perseguição, não ao assédio judicial!

*Fábio Costa Pinto é Jornalista de profissão, formado pela ESPM do Rio de Janeiro, com MBA em Mídia e Comunicação Integrada pela FTE/UniRedeBahia. Membro da Associação Brasileira de Imprensa-ABI (Sócio efetivo) Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Associado) Sindicalizado, Sinjorba / Fenaj.

Fonte: https://ipolitica.blog.br/perseguicao-e-acoes-na-justica-assedio-judicial/


Nota da redação deste Blog - Parabenizo pelo seu trabalho e companheirismo,  ao mesmo tempo agradeço ao amigo e companheiro Fábio Costa Pinto, pelo apoio que vem dispensando a imprensa independente e livre de Jeremoabo e porque não dizer, da Bahia e do Brasil.

 “Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la”. Essa frase é atribuída ao escritor, ensaísta e filósofo iluminista François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire, na França do início do século XVIII. Embora haja controvérsias históricas de que ela foi, de fato, citada pelo pensador, a frase sintetiza o pensamento voltairiano de comprometimento com a liberdade de expressão. Esse era um dos pilares do Iluminismo, movimento cultural desenvolvido na Inglaterra, Holanda e França nos séculos XVII e XVIII, após a Idade Média. Ele tinha como base a razão, a luz do pensamento crítico e maior liberdade econômica e política.

Já nessa época, anos 1600 e 1700, sabia-se da necessidade em defender a liberdade de expressão e trazer à luz as questões sociais. Sabia-se também, que essa liberdade seria acompanhada de um ônus: a discordância e a crítica, sobretudo ao status quo. E, mesmo assim, essa era uma prática defendida. Nesse período, o jornalismo já era praticado na Europa, embora no Brasil a imprensa tenha chegado só em 1808, e atrelada aos interesses do governo (a imprensa livre surge por aqui na mesma época, porém, como ato criminoso de um exilado que imprimia e enviava da Europa os exemplares para serem distribuídos na surdina em nosso País). E, mais de 200 anos após os primeiros movimentos pela liberdade de imprensa no Brasil, ainda há esforços para tentar calar o trabalho dos jornalistas, sobretudo quando vêm atrelados a críticas a quem estiver no poder naquele instante. As tentativas em desmerecer o trabalho da imprensa ocorrem em qualquer governo, como forma de desacreditar o profissional e defender quem está sendo criticado.
O que não pode ser normalizado, no entanto, são ataques contra a democracia, através da hostilização de profissionais do jornalismo e, até mesmo, atitudes violentas como as que usaram contra o professor Felipe Boff, do curso de Jornalismo da Unisinos, no último final de semana. É inadmissível que um professor de jornalismo precise ser escoltado por seguranças em uma formatura universitária, por divulgar os ataques sofridos pela imprensa por apoiadores do governo e pelo próprio presidente que, recentemente, colocou um humorista fantasiado para responder a questões relacionadas ao governo em seu lugar. Atitude desrespeitosa não só com os profissionais que ali trabalhavam, mas também ao próprio povo brasileiro, que merece transparência nas questões ligadas ao governo.
E sim. A imprensa cobra, critica e pressiona. Afinal, se não forem os jornais, quem mais elucidará aquilo que é feito nos poderes municipais, estaduais e nacional? As coisas boas são rapidamente divulgadas pelos políticos. Essas fazem parte da publicidade eleitoral. Mas as dignas de cobrança, cabem aos jornais.
Se queremos uma democracia de fato e não apenas de direito, um dos principais pilares a serem defendidos é o jornalismo livre. Somente com a garantia de liberdade de imprensa é que se pode ter a certeza de que o acesso à informação é real, sem filtros ou censura, como ocorre em governos totalitários (sejam eles de esquerda ou direita). E, se você, caro leitor, pensa que não havia corrupção durante a ditadura brasileira, pasme, mas essa impressão ocorre porque os atos corruptos não podiam ser publicados ou sequer investigados pela imprensa. Trazer à luz os problemas e cobrar posturas dos governantes é o trabalho da imprensa, assim como provocar debates e garantir a circulação de opiniões contrárias.
No caso do que ocorreu na formatura da semana passada, ninguém queria que todos os presentes concordassem com o discurso do professor Felipe Boff. Inclusive, discordar dele é natural. Mas isso não deveria ter quase o impedido de proferir suas palavras – tão importantes para um grupo de jornalistas que entra no mercado de trabalho em um ambiente incerto para esses profissionais. Suas palavras foram duras sim. Porém, elas não foram duras para a platéia, elas eram direcionadas aos novos profissionais e traçavam um panorama do que ocorre em nosso país no último ano. Aliás, peço emprestada parte do discurso de Boff para reproduzir aqui: “quando tenta calar e desacreditar a imprensa, o atual presidente da República ameaça não só o jornalismo e os jornalistas. Ameaça a democracia, a arte, a ciência, a educação, a natureza, a liberdade, o pensamento. Ameaça a todos, até aqueles que hoje apenas o aplaudem – estes, que experimentem deixar de bater palma para ver o que acontece.” São, realmente, tempos difíceis para os jornalistas que têm como objetivo informar seu leitor sem se curvar aos desmandos dos poderosos." (
Por
 Andressa
Kaliberda - https://www.blogger.com/blog/post/edit/25162499/2488490667048795295)

Brasil tem muito a ganhar com o sucesso da COP-26, a Conferência Mundial do Clima


Primeiro-ministro do Reio Unido, Boris Johnson, durante de discurso de abertura da COP-26 em Glasgow, na Escócia Foto: PAUL ELLIS / AFP

Boris Johnson, do Reino Unido, abre a Conferência COP-26

Deu em O Globo

Até dia 12 de novembro, a cidade de Glasgow, na Escócia, realiza a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-26). Todos aqueles que reconhecem a importância do aquecimento global, mas acompanham o tema à distância, têm pelo menos dois bons motivos para prestar mais atenção desta vez.

Primeiro, é possível que sejam tomadas decisões históricas, uma vez que grandes potências parecem convencidas da necessidade de avanço nas negociações rumo ao corte nas emissões. Segundo, o Brasil poderá ser um dos maiores beneficiários da evolução de uma economia global de baixo carbono.

SOLUÇÃO X PROBLEMA – Ao fim do encontro, ficará evidente quais países fazem parte da solução e quais querem continuar sendo problema. Desgraçadamente, há um risco nada desprezível de que o Brasil, sob o governo de Jair Bolsonaro, seja incluído no segundo grupo.

A última evidência veio à tona na semana passada, quando o Relatório sobre Lacuna de Emissões 2021 confirmou que o governo brasileiro tenta usar uma manobra contábil para, numa “pedalada climática”, aumentar as emissões de gases causadores do efeito estufa até 2030, em vez de reduzi-las no ritmo com que o país se comprometera antes.

Há um problema de fundo. Bolsonaro comunga a ideia retrógrada do tempo da ditadura militar, acreditando que a soberania sobre as áreas de floresta só pode ser exercida por meio de destruição e ocupação. Isso explica a vida fácil de grileiros, madeireiros e garimpeiros ilegais no seu governo. Se for essa a diretriz a nortear a delegação brasileira em Glasgow, é certeza que perderemos uma grande chance.

CRÉDITOS DE CARBONO – Uma das negociações centrais esperadas para a COP-26 tratará das regras para a criação de um mercado global de créditos de carbono (no jargão dos ambientalistas, trata-se da regulação do Artigo 6º do Acordo de Paris).

Por meio desse mercado, países que precisam lançar gases na atmosfera para manter suas economias funcionando poderão comprar esse direito daqueles que estiverem mais adiantados na transição rumo às atividades de baixo carbono ou que tiverem implantado mecanismos de captação do gás carbônico. O principal são as florestas, e a principal é, obviamente, a Amazônia.

Trata-se de um mercado em que, nas palavras de Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o Brasil terá uma “vantagem descomunal”.

FORÇA DA NATUREZA – Se souber preservar a Amazônia, entrará como vendedor, literalmente, por força da natureza. Numa tentativa anterior de estabelecê-lo, porém, o Brasil, já com Bolsonaro no Planalto, foi considerado responsável pelo fracasso das conversas. Foi um erro e não deve ser repetido.

A maioria dos países já anunciou suas metas de redução de emissões e as ratificou. Mais recentemente, vários vêm antecipando os prazos para alcançá-las. O passo seguinte é estipular um limite máximo de emissão para as empresas.

As que ultrapassarem o ponto determinado poderão comprar créditos de carbono das que ficarem abaixo. Glasgow poderá ser o marco do lançamento desse mecanismo em escala global. Por contar com uma matriz energética baseada em fontes limpas, com florestas e a possibilidade de reduzir suas emissões, o Brasil tende a ser líder nessa área. Poderemos nos tornar uma potência exportadora global de soja, minério de ferro, proteína animal, aviões e… créditos de carbono.

SEM DESMATAMENTO – Primeiro, porém, o país precisa enfrentar o desmatamento ilegal, que responde por 44% das nossas emissões e nos coloca entre os seis países mais poluentes.

Já fizemos isso antes. Entre 2004 e 2012, o desmatamento na Amazônia caiu de 27,7 mil km2 para 4,5 mil km2. Nesse mesmo período, a produção de soja no país cresceu 33%, e o rebanho bovino ganhou 6,5 milhões de novas cabeças de gado.

Manter a floresta em pé não é freio para o agronegócio. Pelo contrário. É questão de sobrevivência. Mais de 90% da nossa agricultura depende do ciclo de chuvas, que mudará radicalmente se o aquecimento global persistir.

MUITA VIIGILÂNCIA – Enfrentar as madeireiras ilegais requer vigilância e operações no meio da mata. Infelizmente, isso tem acontecido com menos regularidade no atual governo, que desmontou as estruturas de fiscalização dos órgãos ambientais.

É necessário investigar e prender criminosos que financiam e lucram com a venda de madeira, com a grilagem e com a exploração ilegal de metais preciosos.

Os chefes dessas organizações estão nas cidades. É preciso denunciar fabricantes de máquinas e equipamentos usados para o desmate que distribuem seus produtos em regiões onde a prática é ilegal.

SUSTENTABILIDADE – Para que tudo isso ocorra, Bolsonaro precisa deixar para trás o pensamento castrense das décadas de 1960 e 1970 e chegar ao século XXI. Deve entender que sustentabilidade é política de Estado. Será um erro imperdoável mandar a delegação brasileira em Glasgow usar subterfúgios, como o baixo volume de ajuda financeira dos países ricos aos pobres, para estragar a possibilidade de avanço. Serão vãs as promessas com prazos distantes, sem um cronograma rígido de curto prazo.

O governo brasileiro não tem mais nenhuma credibilidade nessa área. Bolsonaro tem a obrigação de perceber que, quer ele queira ou não, o mundo caminha para uma economia verde — e isso abre uma oportunidade de dimensões amazônicas para o Brasil.

Qualquer semdelhança com os títulos fornecidos pela Câmara de Vereadores de Jeremoabo parece não ser mera coincidência.

https://www.facebook.com/100014207341074/videos/434353224702764/ (click neste link)


Nota da redação deste Blog - Esse vídeo contém muita semelhança com os títulos graciosos concedidos sem nenhum mérito nem razão de ser , pela vereadores de Jeremoabo.

Desmoralizaram e avacalharam um Título de Tamanha Magnitude. Infelizmente é mais uma ato da " maldição dos capuchinhos".

Eleitores "PERDOA-LHES, PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM".

Governo federal baixa portaria que proíbe demissões por falta de vacina

 


Governo federal baixa portaria que proíbe demissões por falta de vacina
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O governo federal publicou, nesta segunda-feira (1), uma portaria a fim de proibir a demissão ou a não contratação de servidores por conta da não apresentação de certificado atestando a imunização contra a Covid-19. 

 

A política de admissão ou continuidade dos funcionários em seus cargos condicionada a vacinação já é uma prática implementada ou estudada em estados e municípios. Em São Paulo, três pessoas em cargos comissionados e que se recusaram a tomar vacinas contra a Covid-19 foram demitidas e concursados serão alvos de processos administrativos.

 

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, a portaria do governo federal, assinada pelo ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, prevê que a obrigatoriedade de certificado de vacinação em processos seletivos de admissão de trabalhadores, bem como a demissão por justa causa de empregado em razão da não apresentação do certificado, é descrita como prática discriminatória.

 

O documento ainda diz que o rompimento da relação de trabalho pelo motivo descrito dá ao empregado o direito a reparação por dano moral e a possibilidade de optar entre a reintegração com ressarcimento integral de todo o período de afastamento ou o recebimento, em dobro, da remuneração do mesmo período.

 

Em vídeo, Onyx Lorenzoni disse que "tanto a Constituição brasileira como a consolidação das leis do trabalho não fazem essa exigência" do comprovante de vacinação. "Ao contrário, há o livre arbítrio, há uma decisão que é de foro íntimo de cada pessoa".

Cidade italiana acorda blindada em meio a atos pró e contra homenagem a Bolsonaro

por Janaina Cesar | Folhapress

Cidade italiana acorda blindada em meio a atos pró e contra homenagem a Bolsonaro
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Anguillara Vêneta acordou blindada nesta segunda (1º), já que a cidade localizada na região do Vêneto, no norte da Itália, que há uma semana vive a polêmica provocada pela concessão do título de cidadão honorário a Jair Bolsonaro, foi palco de atos contra e a favor da homenagem para receber o presidente.
 

Assim, o centro do município foi fechado, e a rua do local em que o líder brasileiro recebeu o título das mãos da prefeita Alessandra Buoso, ligada ao partido de ultradireita Liga Norte, bloqueada. Do lado de fora, dezenas de policiais, alguns dos quais enviados de Rovigo, fizeram a segurança nos protestos.
 

A honraria foi aprovada a toque de caixa por Buoso, que a justificou afirmando que "era uma homenagem aos italianos que haviam partido para o Brasil, uma homenagem às origens vênetas", uma vez que foi em Anguillara Vêneta, uma cidade de 4.000 habitantes, que o bisavô de Bolsonaro nasceu.
 

Antônio Spada, vereador da oposição, foi um dos primeiros a chegar. A jornalistas ele afirmou que a prefeita se contradiz, "pois apresentou outra proposta, dizendo que concederia a cidadania porque o presidente promove a história vêneta". "Mas Bolsonaro nunca falou nem mesmo sobre Anguillara".
 

Os manifestantes contrários ao líder brasileiro começaram a chegar por volta das 9h, no horário local, na praça Matteotti, espaço autorizado pela polícia para a realização do protesto. Mesmo debaixo de chuva fina, a italiana Gilberta Zanon, 78, fez questão de participar do ato. "O que a prefeita fez é algo obsceno. Como é possível dar um reconhecimento a uma pessoa que destrói os direitos dos outros?", disse ela.
 

Um outro grupo, de cerca de 20 pessoas pró-Bolsonaro, também chegou cedo e, sem perceber, uniu-se à manifestação contrária. Diene Matias, 58, que veio de Oderzo, a 130 km de Anguillara, estava entre eles.
 

Enquanto dizia que Bolsonaro é "o único político limpo e não corrupto", um idoso passou ao lado e lhe disse para voltar ao Brasil, "visto que adorava tanto o presidente". Matias chamou a polícia, que lhe avisou que aquela não era a manifestação da qual ela queria participar.
 

Do outro lado da praça, militantes do partido da Refundação Comunista gritavam frases como "Salvini cretino, Bolsonaro é assassino", em referência a Matteo Salvini, senador símbolo da ultradireita italiana e um apoiador da família do presidente brasileiro no país. Salvini deve se encontrar com Bolsonaro nesta terça (2), durante homenagem em Pistoia aos pracinhas que combateram na Segunda Guerra.
 

Durante uma hora, os movimentos sociais e as legendas que organizaram o ato -Partido Democrático, Refundação Comunista, CGIL, o maior sindicato dos trabalhadores da Itália, ANPI, que reúne membros da resistência italiana ao fascismo, além de organizações não governamentais- dividiram as indignações.
 

Simpatizantes do presidente começaram a chegar por volta das 11h. Cantando o hino nacional e vestidos com camisas da seleção brasileira, eles se espalharam pela cidade. Reuniram-se em frente à prefeitura e depois se deslocaram até a Villa Arca del Santo, onde o presidente recebeu o título de Buoso.
 

Bolsonaro chegou ao local por volta das 12h20. Após empurra-empurra entre manifestantes e profissionais da imprensa, o presidente saiu rapidamente do local para cumprimentar os simpatizantes, que gritavam "mito". Em meio à confusão, uma voz destoou: uma mulher gritou "genocida".
 

As manifestações contra a decisão da prefeita começaram já na sexta-feira, (29), quando alguns manifestantes ligados ao grupo ambientalista Rise Up 4 Climate Justice jogaram esterco na entrada da prefeitura e picharam a fachada com "Fora Bolsonaro". Para o grupo, "o presidente representa o modelo capitalista, predatório, destrutivo e colonialista contra qual lutamos".

Bahia Notícias

CPI pede ao STF que rejeite recurso do governo e suspenda Bolsonaro das redes sociais

por Raquel Lopes e Matheus Teixeira | Folhapress

CPI pede ao STF que rejeite recurso do governo e suspenda Bolsonaro das redes sociais
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A CPI da Covid pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que seja rejeitado o pedido do presidente Jair Bolsonaro de anular os requerimentos que buscam suspender as contas do chefe do Executivo das redes sociais e também quebrar seu sigilo telemático.
 

No último sábado (30), o ministro Alexandre de Moraes determinou que a CPI desse informações sobre a ação. Isso ocorreu após Bolsonaro, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), apresentar uma ação ao STF contra a decisão da comissão recém-encerrada no Senado.
 

O requerimento da comissão foi aprovado após Bolsonaro associar as vacinas contra a Covid à Aids.
 

A CPI também autorizou o envio a Moraes da afirmação do presidente sobre o tema, com o objetivo de que o caso seja investigado no inquérito das fake news em curso no Supremo e também que o presidente se retrate publicamente pela declaração.
 

Em relação aos dados sigilosos, o requerimento ordena que eles sejam enviados pelas plataformas à PGR (Procuradoria-Geral da República) e ao STF, abrangendo o período de abril de 2020 até o momento atual.
 

O objetivo do colegiado é ter acesso a informações sobre as redes do presidente, como dados cadastrais, registros de conexão e cópias de conteúdo armazenado. A decisão da CPI é para que a suspensão das contas de Bolsonaro nas redes sociais ocorra "até ulterior determinação".
 

Na peça enviada ao Supremo, a AGU afirma que a CPI não tem poder para tomar esse tipo de decisão e pede que o requerimento seja anulado.
 

A CPI aponta no documento que, em atenção ao princípio da harmonia entre os Poderes e ao princípio da proporcionalidade, não determinou a transferência de dados de sigilo bancário, fiscal, telemático ou de qualquer natureza de Bolsonaro.
 

"Mas tão somente de conteúdos e informações de redes sociais utilizadas pela presidência da República, com financiamento público, para promoção pessoal, promoção institucional e, infelizmente, para disseminação de ?fake news? em detrimento do interesse público e com violação de direitos de cidadania à informação, à saúde pública, entre outros", consta na resposta da CPI.
 

O texto da comissão diz também que, caso se admitisse que o presidente da República não pode ser investigado no âmbito de CPI —como argumenta a AGU, é preciso considerar que as medidas adotadas se voltam à investigação de órgãos públicos informais, tendo em vista que as redes sociais de Bolsonaro são alimentadas e geridas com recursos públicos.
 

"As redes sociais do impetrado, alimentadas e geridas com recursos públicos federais, sendo certo que o presidente da República, ele mesmo, sequer acessa as referidas plataformas, mas assessores do poder Executivo", disse a CPI.
 

Em uma das justificativas foi dito que a CPI apontou no relatório final a existência de um verdadeiro sistema em torno do presidente da República, inclusive instrumentalizando suas redes sociais, para propagação de "fake news" com vistas a promoção de interesses particulares em detrimento até mesmo da saúde dos brasileiros no contexto da pandemia.

Bahia Notícias

Eleições em João Dourado: PT expulsa vereador por fazer campanha para adversários


Eleições em João Dourado: PT expulsa vereador por fazer campanha para adversários
Foto: Reprodução / Irecê Repórter

A eleição suplementar que vai decidir quem será o prefeito de João Dourado, município distante 462 km de Salvador, teve um novo capítulo nesta segunda-feira (1°). O diretório municipal do PT decidiu expulsar o vereador Eduardo Dourado Loula, conhecido como Negão do Dego. Além dele, a ex-vereadora Rita de Cássia também foi expulsa do partido.

 

A justificativa da executiva do Partido dos Trabalhadores da cidade é de que os filiados descumpriram a resolução da legenda com o apoio a candidatura de Di Cardoso (PL), que disputa o Executivo contra Juninho (PSD), que é apoiado pelo PT. A legenda ainda informou que o vereador e a ex-vereadora não apresentaram suas defesas no prazo estipulado, que venceu em 29 de outubro.

 

As eleições suplementares de João Dourado serão realizadas no próximo domingo (7). O novo pleito foi definido após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (veja mais) julgar o agravo regimental interposto em um recurso especial, mantendo o indeferimento das candidaturas de Di Cardoso, eleito para o cargo de prefeito e de Rita de Cássia Amorim do Amaral, eleita ao cargo de vice-prefeita.

 

A decisão do TSE levou em consideração aspectos de inelegibilidade da candidata a vice-prefeita, que teve repercussão na chapa para os cargos, o que impedia a diplomação dos candidatos como prefeito e vice-prefeita.

Bahia Notícias - 

 Nota da redação deste Blog - Já pensou se essa moda pegar em Jeremoabo durante as eleições para governador...


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