sábado, julho 03, 2021

Ao encerrar inquérito dos atos antidemocráticos, Moraes pôs Flávio e Carlos Bolsonaro na sua mira

Publicado em 3 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Alexandre de Moraes é o novo ministro do STF

Moraes virou o jogo e abriu uma nova investigação

Renato Souza
Correio Braziliense

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou um inquérito aberto na Corte para investigar a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. No entanto, ao mesmo tempo em que arquivou o primeiro inquérito, o magistrado determinou a abertura de uma nova investigação, com foco em uma organização criminosa que atua pela internet com a finalidade de atacar o Estado Democrático de Direito.

Relatório da Polícia Federal cita autoridades que estariam envolvidas na difusão de notícias falsas e ataques com o objetivo de desestabilizar o Estado Democrático de Direito e subverter a democracia. Entre os citados estão o presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro, ambos filhos do mandatário, além de diversos deputados bolsonaristas, como Bia Kicis e Carla Zambelli.

TENTATIVA DE OBSTRUÇÃO – Bia Kicis é citada, inclusive, em um trecho que trata da tentativa de obstrução do andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). No despacho, o magistrado destaca que existe conexão com o que já foi apurado no inquérito que trata dos atos antidemocráticos e ordena o compartilhamento integral das provas.

“O relatório cita textualmente as seguintes pessoas: Jair Messias Bolsonaro, Tércio Arnaud Tomaz, Eduardo Nantes Bolsonaro, Paulo Eduardo Lopes, Eduardo Carlos Guimarães, Carlos Nantes Bolsonaro, Flávio Nantes Bolsonaro, Alana Passos, Leonardo Rodrigues Barros Neto, Anderson Luis de Moraes, Vanessa do Nascimento Navarro, Paulo Nishikawa, Jonathan Willian Benetti”, diz um trecho do relatório do ministro.

De acordo com Moraes, o inquérito foi aberto “em virtude da presença de fortes indícios e significativas provas apontando a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e politico absolutamente semelhante àqueles identificados no Inquérito 4.781, com a nítida finalidade de atentar contra a Democracia e o Estado de Direito”.

A mesma delegada – A investigação deve ficar sob a condução da delegada Denisse Ribeiro, em razão da relação com as diligências anteriores.

O magistrado determinou ainda que seja investigado o uso irregular de servidores públicos pelas deputadas Paula Belmonte e Aline Sleutjes, ambas apoiadoras do presidente Jair Bolsonaro.

No caso de Aline, foram identificados pagamentos não explicados depositados na conta dela por servidores, de acordo com o documento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Caraca! Estão aparecendo deputadas rachadistas no entorno da família Bolsonaro? No mínimo, isso é uma espécie de redundância que propicia duplo sentido. Vamos aguardar(C.N.)


Rosa Weber teve de obrigar a Procuradoria a investigar Bolsonaro por prevaricação

Publicado em 3 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Rosa Weber foi sorteada para julgar a notícia-crime contra Bolsonaro por prevaricação

Rosa Weber pôs o serviçal Augusto Aras no seu devido lugar

Carlos Newton

O fato mais importante no momento político nacional é o protagonismo do Supremo Tribunal Federal, que há tempos vem se intrometendo nos atos dos outros poderes e se transformou numa espécie de xerife da nação, no bom ou no mau sentido.

No mau sentido, as decisões ditatoriais do Supremo vêm se acumulando desde quando deu uma peculiar “interpretação” constitucional para impedir cumprimento de prisão após segunda instância.

Com isso, o STF libertou um criminoso vulgar como o ex-presidente Lula da Silva e não parou mais de “interpretar” o que lhe passe pela frente.

DECISÕES FORA-DA-LEI – As decisões monocráticas ou coletivas, exaradas por ministros-relatores, turmas e plenário, vêm multiplicando essas determinações autoritárias da Suprema Corte, e sempre têm sido tomadas no mau sentido, para beneficiar criminosos notórios e abjetos, como aconteceu com a libertação de um dos maiores traficantes e homicidas do país, André do Val, um dos líderes da facção criminosa PCC, que controla presídios e manda cortar as cabeças dos rivais.   

A alegação do ministro Marco Aurélio Mello, para tomar esse decisão solitária e desmoralizante, foi de que o juiz da primeira instância se esqueceu de renovar a prisão preventiva do facínora, que desde então está foragido.

E agora o trêfego Marco Aurélio se aposenta, recebendo homenagens como se fosse o suprassumo da Justiça e da praxis forense, embora sua ausência vá apenas preencher uma das onze lacunas hoje existentes no Supremo, porque ali não há um só ministro realmente confiável, como os juristas de outrora.

“INOCÊNCIA” DE LULA – Outro exemplo de decisão fora-da-lei foram os dois julgamentos que “inocentaram” Lula, para possibilitar que ele volte à política e se candidate à presidência.

Para realizar esse proeza jurídica, o relator Edson Fachin criou uma figura desconhecida no Direito Universal – a incompetência territorial absoluta, capaz de anular condenações, processos e provas produzidas.

Isso “non ecziste” no Brasil e em nenhuma nação do mundo, diria o genial Padre Quevedo, porque a incompetência territorial é sempre relativa, salvo quando se trata de ação relacionada a imóvel, nada a ver com corrupção e lavagem de dinheiro, as acusações contra Lula.

No julgamento, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux apontaram essa falha grotesca do relator, mas não o fizeram com a ênfase necessária para levar outros ministros a reconhecer o erro judicial e refazer os votos equivocados. Por que Marco Aurélio e Fux agiram assim? Porque aquilo ali é uma patota, o interesse público não é respeitado.

SUSPEIÇÃO SUSPEITÍSSIMA – Da mesma forma, ministros deste Supremo novo normal, como Dias Tofolli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, não se declaram “suspeitos” para julgar um amigo íntimo como Lula, mas se julgam capazes de condenar por “suspeição” um juiz de capacidade reconhecida no mundo inteiro, posição que nenhum deles jamais alcançará.

Porém, não mais que de repente, como diria Vinicius de Moraes, o Supremo do telhado de vidro toma uma decisão fora-da-lei no bom sentido. Nesta sexta-feira, dia 2, a ministra Rosa Weber assumiu poderes excepcionais e obrigou a Procuradoria-Geral da República a mandar investigar o presidente Jair Bolsonaro no caso da vacina Covaxin. E o fez com uma frase lapidar, que merece ser transcrita na porta de entrada da luxuosíssima sede da PGR:

“No desenho das atribuições do Ministério Público, não se vislumbra o papel de espectador das ações dos Poderes da República”, acrescentou a ministra, botando ordem na Praça dos Três Poderes.

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P.S. – Por fim, que fique bem claro. As decisões fora-da-lei que o Supremo eventualmente adotar daqui para a frente  como essa decisão de Rosa Weber  não podem servir para absolver os ministros pelas decisões tomadas no mau sentido, como a libertação de Lula, que transformou o Brasil no único país da ONU que não manda criminoso para a cadeia após condenação em segunda instância. Uma posição realmente ultrajante e vexatória, que o país não pode tolerar. (C.N.)

Multinacionais aproveitam o desmonte da Petrobras e já extraem 27% do petróleo brasileiro

Charge di Amorim (site da Aepet)

Andreza de Oliveira
Site da Aepet

Em meio a menor participação da Petrobras no setor estratégico de petróleo e gás, com privatizações e vendas de ativos, gigantes multinacionais encontraram a oportunidade ideal para adentrar o terceiro maior segmento responsável por atividades econômicas no Brasil.

Aumentando exponencialmente seus desinvestimentos desde 2014, a petrolífera brasileira tem se desfeito de suas participações em campos terrestres, focando em atividades no polígono do pré-sal, na região Sudeste – o que ocasionou uma ociosidade e queda de cerca de 27% da participação da empresa no setor brasileiro de petróleo e gás. 

AVANÇO DAS RIVAIS – Não por acaso, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), a iniciativa privada, somada às maiores petrolíferas estrangeiras que atuam no Brasil, como a Shell, Sinopec, Total e Petrogal, já respondem por 27% de toda produção nacional do setor petrolífero. 

Para suprir a lacuna deixada pela Petrobrás, a maior atuação de multinacionais é até vista como uma solução positiva da perspectiva de alguns pesquisadores. Entretanto, o avanço do processo privatista da estatal já provocou o desligamento de mais de 37 mil trabalhadores próprios por meio de programas de demissão voluntária.

De acordo com o balanço anual da Petrobras, divulgado no fim do último ano, desde 2014 a empresa sofreu uma redução de 43% de seu quadro efetivo de funcionários, passando de 86.108 para 49.050 trabalhadores.

PERDE MÃO DE OBRA – Economista e pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit), na Unicamp, Marilane Teixeira explica que, ao desligar parte dos trabalhadores, a estatal rompe com uma mão de obra qualificada e com habilidades altas devido às necessidades da companhia.

Na visão da pesquisadora, as empresas multinacionais, além de não terem obrigatoriedade em recolocar os brasileiros no mercado de trabalho, podem priorizar os maiores cargos a um quadro efetivo vindo de fora e ofertar à população nacional vagas com menos benefícios.

“Essas empresas não terão problema em contratar trabalhadores com salários mais baixos, com menos direitos e reduzir o nível de qualificação, se comparado ao que os petroleiros da Petrobras adquiriram nos últimos anos”, afirma.

SALÁRIOS MENORES – Responsável pela Federação Única dos Petroleiros no Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e também economista, Cloviomar Cararine corrobora com Marilane Teixeira sobre a menor qualidade das vagas ofertadas aos brasileiros por multinacionais.

“Quando acompanhamos os acordos coletivos dessas empresas do setor privado, os benefícios são piorados se comparados à Petrobras, como menores salários e maiores exposições à risco”.

Para ele, também não existe uma garantia de que as grandes petrolíferas estão comprometidas com a geração de emprego no Brasil e a maneira como essas companhias agregarão mão de obra brasileira dependerá da estratégia adotada por cada empresa. “A geração de empregos vai depender muito dos investimentos e estratégias que as empresas multinacionais adotarão, porque elas não necessariamente estão investindo aqui”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Os defensores da privatização devem estar extasiados com a notícia. Venderam a pedra de que os preços iam cair com a concorrência, mas aconteceu o contrário — aumentou o lucro das multinacionais. Ah, Brasil! Aliás, os caminhoneiros estão muito satisfeitos com essa política e se preparam para nova greve nacional., (C.N.)

Vacina indiana é mais um capítulo no projeto de corrupção na área da Saúde

Publicado em 3 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Bira Dantas (humorpolitico.com.br)

Pedro do Coutto

O depoimento do policial militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominguetti, que repercutiu intensamente na imprensa e na televisão, não tem ligação direta com um outro escândalo que explodiu na área do Ministério da Saúde relativo ao projeto de compra no valor de R$ 1,6 bilhão da Covaxin, vacina produzida pela Índia.

Reportagem de Vinicius Sassine, Folha de São Paulo desta sexta-feira, focaliza o projeto global para recebimento de comissões ilegais, colocando em destaque o ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, afastado do cargo através do qual seria realizada uma transação relativa à compra de vacinas independentemente da proposta da Davati Medical Supply. Portanto, são dois lances extremamente críticos, um diferente do outro, mas ambos culminando na área de Ferreira Dias.

RESERVA DE RECURSOS – O ex-diretor autorizou a reserva de recursos na escala de R$ 1,6 bilhão, transação a qual inclui um pagamento adiantado de US$ 45 milhões. O elo comum nos dois casos fechava-se no departamento que tinha Ferreira Dias como titular.

Como se constata, a desordem também era um fato importante e dominante na área do Ministério da Saúde em relação ao qual o presidente Bolsonaro apontava o seu desconhecimento. Surpresa foi ele não ter sido informado sobretudo pela Agência Brasileira de Inteligência, sediada no próprio Palácio do Planalto. São assim, na realidade, dois capítulos independentes mas que se unem em relação ao governo com o mesmo propósito.

Há contradições que dão margem à convocação de vários assessores envolvidos para acariação com Dominguetti a partir da próxima semana. Essa decisão foi tomada pelo senador Omar Aziz , presidente da CPI. O escândalo assim se amplia e acumula tensões no fim de semana que começa hoje, dando oportunidade aos acusados e envolvidos nominalmente de apresentarem as suas versões.

CONFLITOS –  Pessoalmente não acredito que possa haver alguma composição de bastidor entre os apontados como responsáveis. É evidente que os interesses são conflitantes, exceto convergências na área do departamento de Logística do Ministério da Saúde. Porém, curvas sinuosas que não se interligam entre si, interligam a responsabilidade do governo em não cortar em tempo útil as sombras que desceram sobre a Esplanada do Planalto.

Há um aspecto realmente fantástico, pois se Ferreira Dias, segundo afirmou, conhecera Dominguetti em um jantar num restaurante de um shopping em Brasília, em um clima enigmático em face da proposta de corrupção, é absolutamente incrível que o titular de cargo desta importância possa ter aceitado colocar um caso tão sensível, como o da compra de vacinas, diante do então desconhecido Luiz Paulo Dominguetti, agora um dos principais interlocutores do episódio.

O ministro Marcelo Queiroga também agiu tardiamente ao só afastar o ex-diretor na semana passada, quando desde o início de 2021 Bolsonaro já havia sido informado pelo funcionário Luis Ricardo Miranda e pelo seu irmão, o deputado federal Luis Miranda.

EX-ALIADOS – Antes tarde do que nunca, diz o velho ditado. Mas o fato é que o espaço de tempo entre a informação e decisão ampliou incrivelmente o desgaste do governo Bolsonaro. Tanto assim, que O Globo colocou na primeira página da edição de quinta-feira uma foto reunindo opositores do Planalto, entre os quais ex-aliados de Bolsonaro que não suportaram as contradições entre os compromissos da campanha com os caminhos percorridos pelo governo.

A adesão de ex-apoiadores, tenho certeza, tornou-se a maior preocupação de Bolsonaro, uma vez que existem bolsonaristas arrependidos pelo voto confiado. Agora, a crescente transferência dos votos para Lula e outros candidatos representa o esvaziamento sensível e uma dificuldade na tentativa de Bolsonaro reeleger-se. Além disso, o ministro Paulo Guedes apresentou um projeto que no fundo, sob a capa de reduzir o imposto de renda, o eleva sobre a classe média.

As próprias empresas se espantaram com o anúncio da medida que poderá beneficiá-las, mas que vai funcionar inevitavelmente como mais um desgaste do Executivo em um momento absolutamente impróprio. O governo, sem projeto, desceu degraus nas pesquisas, tanto do Datafolha quanto do Ipec, e vê ampliar-se contra si mais um efeito da lei irremovível de gravidade.

sexta-feira, julho 02, 2021

O verdadeiro capitão do time

https://istoe.com.br/o-verdadeiro-capitao-do-time/ 

O nebuloso esquema da covaxin

https://istoe.com.br/o-nebuloso-esquema-da-covaxin/ 

Rosa Weber expôs tentativa de Augusto Aras engavetar essa investigação sobre Bolsonaro

 

Ataque de Aras à Lava Jato é para acoitar corrupção de Bolsonaro e ...

Charge do Éton (Arquivo Google)

Gerson Camarotti
G1 Política

Integrantes da cúpula do Ministério Público Federal avaliam que a posição da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber em relação ao pedido para investigar o presidente Jair Bolsonaro causou uma saia-justa para a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na quinta-feira, Rosa Weber determinou que a PGR se manifestasse novamente sobre o pedido de três senadores para que Bolsonaro seja investigado por prevaricação (agir ou se omitir em benefício próprio, na administração pública) no caso das negociações da vacina Covaxin.

ARAS SE OMITIU – Nas palavras de um subprocurador da República ouvido pelo Blog, não há impedimento para a PGR abrir uma apuração antes da conclusão dos trabalhos da CPI da Covid. A iniciativa, diz ele, deveria ter sido tomada pelo próprio procurador-geral, Augusto Aras.

Nesse momento, a recondução de Aras na PGR é considerada certa no Palácio do Planalto. Mas ele também é visto como uma espécie de “plano B” para a vaga no STF do ministro Marco Aurélio Mello, que se aposenta no próximo dia 12.

ARAS TENTOU RETARDAR – Na última terça-feira (29), a PGR pediu à ministra para aguardar as conclusões da investigação da CPI da Covid sobre a compra da vacina Covaxin antes de decidir sobre a notícia-crime contra Bolsonaro. O blog apurou na ocasião que essa posição foi recebida com alívio no núcleo palaciano.

 “Não há explicação para essa decisão em cima do muro da PGR sobre um fato como este. A posição do STF causou um saia-justa para toda a instituição, pois evidenciou toda essa situação de tentar empurrar com a barriga o início de uma investigação”, disse ao Blog esse subprocurador.

 

Vereadores??? Olhem esse descaso, essa aberração, esse criadouro de mosquito!!! Os moradores agradecerão!!!

 

SIMPLES ASSIM

 

Talvez seja o momento de refletirmos sobre a cidade que temos e a cidade que queremos. Infelizmente sabemos que não basta o gestor  construir, reformar , plantar árvores e fazer jardins e as pessoas continuarem não tendo a consciência do que é uma cidade nem tampouco ter amor por ela. 

Vereadores??? Olhem esse descaso, essa aberração, esse criadouro de mosquito!!! Os moradores agradecerão!!!




ACREDITA-SE NO QUE SE QUER ACREDITAR

Certa vez um viajante que realizava  suas longas viagens  sempre acompanhado pelo seu  jumento que   carregava  suas mercadorias   foi surpreendido  no caminho com  a morte repentina do seu velho amigo   de tantas jornadas.  Com  uma grande tristeza  no seu coração o viajante  chorou pela morte  do amigo, cavou uma sepultura  e enterrou  o  companheiro  de tantos momentos  de alegrias e de tristezas. Após tê-lo  enterrado   ajoelho-se   junto da sepultura  e durante  horas  exaltou  as virtudes  do seu nobre amigo. Naquele momento  passou um homem e perguntou  o que estava ocorrendo.   

 O viajante  explicou  que acabara de enterrar o seu jumento. 

Então o  homem   disse que não acreditava  tratar-se de um  enterro de um simples jumento, pois  o que havia escutado  do viajante  ali ajoelhado  só  poderia  ter sido dirigido  a um homem  santo . 

Por mais que  o viajante  tentasse dizer  que era verdade  o homem não acreditava   e  rapidamente  dirigiu-se para  cidade  e  chagando lá  disse para todos que encontrava que  no  alto  do morro, embaixo  de uma arvore  estava enterrado um santo desconhecido .  A parti daquele dia   começou uma peregrinação  para visitar o túmulo do santo desconhecido. Milagres  foram alcançados  e uma cidade foi se formando  ao redor do  túmulo do  desconhecido. Um rico  comerciante alcançou uma graça   e em troca  mandou construir   um grande monumento  no local . 

Depois de algum tempo o viajante   passando  novamente pelo local ficou abismado  com o progresso  corrido  e a historia  contada pelos moradores.

Ao sair da  cidade   o viajante refletiu  sobre tudo o que viu  e chegou a conclusão que  a pessoas  só conseguem enxergar  quilo que querem  ver  e o que lhes interessa.

https://acentelha-morenope.blogspot.com/

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