segunda-feira, janeiro 04, 2021

Alcolumbre arquiva todos os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo e Augusto Aras


Foram rejeitadas 36 denúncias contra os ministros e duas contra o PGR

Lauro Jardim
O Globo

No último dia do ano legislativo de 2020, Davi Alcolumbre se despediu dos trabalhos dando um presente de Ano Novo aos ministros do Supremo e a Augusto Aras. O presidente do Senado arquivou, em 22 de dezembro, 38 pedidos de impeachment contra os magistrados e o procurador-geral da República.

Foram rejeitadas 36 denúncias contra os ministros do STF e duas contra o PGR, todas apresentadas durante a gestão de Alcolumbre. A maioria delas foi oferecida por bolsonaristas, muitos deles parlamentares da base do presidente da República no Congresso.

MORAES – O principal alvo dos pedidos era o ministro Alexandre de Moraes (17 deles), que conduz três inquéritos sensíveis para o Planalto: as fake news sobre os integrantes da Corte, a suposta interferência de Bolsonaro na PF e os atos antidemocráticos. O jurista Modesto Carvalhosa foi quem mais ingressou com ações de impedimento. Foram cinco contra ministros e uma contra Aras.

No ano em que o Supremo decidiria sobre a possibilidade ou não de reeleição para o comando do Senado e da Câmara, Alcolumbre deixou todos os pedidos de impedimento contra altas autoridades da República abertos até o apagar das luzes do ano. Postura diferente de seus antecessores no comando da Casa, que aniquilavam esses requerimentos de forma mais célere.

PELA CULATRA – Se a intenção era subir a pressão sobre o PGR e o Supremo, o tiro saiu pela culatra. Em dezembro, o STF negou o direito à reeleição para a presidência das duas Casas em uma mesma legislatura.

O aceno de paz garante aos ministros do Supremo e a Aras que, independentemente de quem assumir o comando do Senado, não haverá na gaveta um único pedido de impeachment que possa ser despachado

Justiça Eleitoral suspende posse de prefeito de Firmino Alves

 

                                            Foto Divulgação - Padre Aguinaldo (PDT)


O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia indeferiu o registro de candidatura do prefeito eleito de Firmino Alves, no sul da Bahia, Padre Aguinaldo (PDT) nesta segunda-feira, 4.

A decisão foi tomada após último pedido de recurso do candidato. Como não há mais possibilidade de se apelar na esfera estadual, a diplomação e posse do prefeito eleito foram anuladas.

A candidatura do pedetista estava sob júdice durante investigação de caso de abuso de poder e rejeição de contas da campanha do candidato. Padre Aguinaldo ainda pode apelar da decisão junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso o órgão mantenha a anulação da candidatura, novas eleições serão realizadas na cidade.

O presidente da Cãmara de Vereadores do munícipio, que ainda não foi definido, assumirá a prefeitura até a decisão final do TSE.

Padre Aguinaldo (PDT) conseguiu a vitória  em Firmino Alves com 50,01% dos votos. O candidato teve 2.092 votos no total e derrotou Samuel, segundo colocado com 2000 votos, ou seja, 47,81%.

http://atarde.uol.com.br/

Nota da redação deste Blog - Segundo informação da Redação O Tabuleiro,"  Durante toda eleição, candidatura de Padre Aguinaldo (PDT) estava sub judice, após caso de abuso de poder. Presidente da Câmara de Vereadores assume prefeitura até decisão final do TSE".

No meu entendimento, esse candidato padre, em comparação ao recém eleito prefeito de Jeremoabo, se a suspensão da sua posse foi por abuso de poder, digo sem medo de errar, que não passa de um " genérico", de um aprendiz ou mesmo de um juizado  especial de pequenas causas.

Para os fanáticos ou incrédulos CLIQUE AQUI PARA ACESSO A AÇÃO COMPLETA, e leiam o Processo número: 0600512-30.2020.6.05.0051 Classe: AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL Órgão julgador: 051ª ZONA ELEITORAL DE JEREMOABO BA, que vocês irão entender na prática o significado de abuso de poder, abuso da máquina pública, e inúmeras outras infrações graves que feriu a jurisprudência Eleitoral.

Passa de uma dezenas de infrações graves contra a Legislação Eleitoral; porém, para os senhores terem uma ideia, citarei o caso do suposto engodo dos " 5 mil mil empregos".

É de conhecimento público o bá-fá-fá, que teve início na Câmara de Vereadores DE JEREMOABO, indo parar na Jeremoabo FM  e na internet, onde o atual prefeito  tentou jogar a população de Jeremoabo contra os corajosos e responsáveis vereadores da oposição para liberar SUPLEMENTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA.

Portanto, o prefeito, segundo ele e seu grupo de vereadores, demonstraram que o orçamento era insuficiente, sem suplementação orçamentária suplementar estava paralisado, não passava de um "zero a esquerda".

Porém, prestem bem atenção a seguir: Para beneficiar de maneira ilegal e imoral o prefeito de Jeremoabo criou  e promulgou  a Lei Municipal 585 de 4 de setembro de 2020,  onde chamo atenção para seu art. 5º com a concessão de incentivos locacional, de infraestrutura e fiscal, amparado numa CONDUTA VEDADA, já que a legislação eleitoral proíbe a isenção fiscal de qualquer natureza em ano eleitoral, (art. 73, §10º da Legislação Eleitoral).

Encerro citando as palavras da ilustre advogada  BARBARA MARQUES PUTRIQUE :           

Assim, resta evidente que a edição da Lei que concedeu o benefício fiscal no corrente ano com o objetivo de beneficiar a empresa Natville acabou por incidir no ilícito eleitoral, uma vez que há a vedação de concessão de benefício não previsto em lei em ano anterior e sem dotação orçamentária.

Portanto senhores leitores, só nos resta esperar o desenrolar dessa Ação, para saber se o o prefeito é mesmo o todo poderoso.


 

 



Advogado pede ao CNJ investigação de juíza que defende aglomerações


Advogado pede ao CNJ investigação de juíza que defende aglomerações
Ludmila Lins Grilo, juíza em Buritis (MG) | Foto: Divulgação

Um advogado pediu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que investigue a conduta da juíza Ludmila Lins Grilo, após a magistrada fazer postagens nas quais defendeu a aglomeração de pessoas em praias e festas de fim de ano, em plena pandemia de Covid-19.

De acordo com o site Conjur, no documento enviado ao órgão, José Belga Assis Trad narrou que, ignorando os esforços do CNJ, das autoridades sanitárias e dos profissionais da saúde, a juíza passou a pregar abertamente as aglomerações. 

O pedido destaca publicações feitas por Grilo no Twitter. "Uma cidade que não se entregou docilmente ao medo, histeria ou depressão", diz a magistrada em um vídeo que mostra pessoas reunidas em Búzios, no Rio de Janeiro.

Em outra postagem, Ludmila, que atua no Judiciário mineiro, traz um vídeo de pessoas aglomeradas na praia enquanto assistem à queima de fogos de artifício. No post, ela escreve a hashtag #AglomeraBrasil. 

De acordo com a peça encaminhada ao CNJ, "ao se manifestar contra as recomendações das autoridades sanitárias, embora não tenha formação e não seja médica sanitarista, o publico que tem acesso ao conteúdo das postagens da doutora passa a confundir a opinião, infundada, da magistrada com a da magistratura". 

O documento ainda desta que "as pessoas que nela confiam por ser uma autoridade integrante do Poder Judiciário certamente serão influenciadas por sua irresponsável e inconsequente manifestação, que, de tão absurda, pode estar a configurar crime de apologia à infração de medida sanitária preventiva".

Na peça, o advogado invoca o Código de Ética da Magistratura Nacional e lembra que ele impõe uma série de restrições e exigências aos juízes, entre elas a de que o magistrado se comporte na vida privada de modo a dignificar sua função. 

Bahia Notícias

Alvo da Operação Metástase, IBDAH comprou decisão de desembargadora, diz MPF


por Cláudia Cardozo / Bruno Luiz

Alvo da Operação Metástase, IBDAH comprou decisão de desembargadora, diz MPF
Lígia Ramos teria recebido R$ 150 mil por decisão | Foto: Divulgação/ TJ-BA

Investigado no âmbito da Operação Metástase por suspeita de integrar esquema de desvio de recursos públicos do Hospital Regional de Juazeiro (entenda aquiaquiaqui e aqui) o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Administração Hospitalar (IBDAH) teria comprado uma decisão judicial nas mãos da desembargadora Lígia Ramos, presa por supostamente comercializar sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 

A informação está na denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a magistrada e outras cinco pessoas, pelo crime de organização criminosa, no âmbito da Operação Faroeste (veja aqui e aqui), que investiga esquema de venda de decisões com participação de desembargadores e juízes da Corte.

Segundo os procuradores do MPF, o processo do IBDAH está entre os quatro sob relatoria de Lígia que foram negociados pela organização. Delator na Faroeste, o advogado Júlio César Cavalcanti Ferreira  relatou que a instituição comprou um mandado de segurança por R$ 150 mil.

Conforme a denúncia, o valor seria recebido pelo advogado Rafael Júnior, em um mecanismo de lavagem de dinheiro idealizado pelo também advogado Rui Barata Lima Filho, filho de Lígia e considerado operador financeiro da mãe no esquema.

A propina deveria ser paga de forma parcelada, usando como intermediário o advogado Ailton Assis. De acordo com o MPF, ele emitiu nota fiscal ao receber os valores e os transferiu para Rui Barata. Caberia, então, a Júlio César fazer o recolhimento e receber seu percentual, fixado em R$ 15 mil. Esse esquema impediria, na visão dos investigadores, qualquer possibilidade de rastreio da origem ilícita do dinheiro. Um extrato bancário anexado à denúncia comprova o repasse de Ailton para conta do delator.

Como forma de demonstrar o funcionamento da suposta organização criminosa, o MPF descobriu que, entre 1º de julho  e 27 de julho de 2018, mês em que o processou passou para relatoria de Lígia, “os terminais de RUI BARATA se comunicaram com os terminais de DIEGO RIBEIRO (10) e ARTHUR BARATA (1), não se podendo perder de vista que o advogado corruptor RAFAEL JÚNIOR manteve contato com diversos investigados pela Operação Faroeste, quais sejam: ELIAM CHAVES (1 registro em 18/7/2018), KARLA JANAYNA (4 registros em 2/8 e 8/8/2018) e MARIA DA GRAÇA OSÓRIO [desembargadora] (1 registro em 10/9/2018).”

O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria do IBDAH e aguarda posicionamento da entidade sobre a acusação do MPF.

Bahia Notícias

Governo federal restringe exportação de seringas e agulhas


Governo federal restringe exportação de seringas e agulhas
Foto: Rodrigo Nunes/MS

O governo brasileiro restringiu a exportação de seringas e agulhas. A determinação partiu da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. A pasta incluiu os produtos entre os que precisam de licença especial para serem exportados. 

 

A portaria foi publicada em 31 de dezembro e indica que a restrição começou a valer em 1º de janeiro.

 

A decisão se dá meio a dificuldade do Ministério da Saúde em adquirir seringas e agulhas, essenciais para a vacinação contra a Covid-19. 

 

O governo garantiu até o momento apenas 2,4% do total de seringas e agulhas que pretende adquirir para a campanha de vacinação contra a Covid-19. Empresas que participaram de um pregão em  29 de dezemrbo ofertaram 7,9 milhões de seringas e agulhas, e o governo previa a compra de 331 milhões (leia mais aqui).

 

https://www.bahianoticias.com.br/saude/noticia/25535-ministerio-faz-pregao-mas-consegue-apenas-24-das-seringas-necessarias-para-vacinacao.html

"O Ministério da Saúde esclarece que solicitou ao Ministério da Economia que interrompa provisoriamente exportação das seringas e agulhas excedentes dos contratos de venda para mercados externo e interno, firmados entre as empresas brasileiras e seus clientes. Assim, a pasta comprará apenas aquilo que exceder os lotes já contratados", afirmou a pasta através de uma nota neste domingo (3).

No texto o ministério ainda informa que "existe um estoque satisfatório de seringas distribuídas nos postos de vacina do Brasil. Estes insumos, inclusive, podem ser utilizados para dar início à vacinação de forma célere e segura".

Uma lei de abril de 2020 permitiu a proibição de exportação de produtos médicos, hospitalares e de higiene essenciais ao combate à pandeia do novo coronavírus, lembra reportagem do portal Bem Estar.

Bahia Notícias

Governo poderia começar o ano poupando a plateia de novas teorias conspiratórias…


Charge do meio-dia: Nani e o deputado. | Liberdade! Liberdade!

Charge do Nani (nanihumor.com)

Elio Gaspari
Folha/O Globo

Em agosto de 2019, quando Alberto Fernández venceu as primárias para a Presidência da Argentina, Jair Bolsonaro resolveu atravessar a fronteira para escorregar numa casca de banana em terras alheias:

“Não esqueçam do que, mais ao Sul, na Argentina, aconteceu nas eleições de ontem. A turma da Cristina Kirchner, que é a mesma de Dilma Rousseff, que é a mesma de Hugo Chávez, de Fidel Castro. (…) Se essa esquerdalha voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter no Rio Grande do Sul um novo estado de Roraima”.

MUDOU TUDO – Era o tempo em que venezuelanos atravessavam a fronteira e vinham para o Brasil. Hoje os brasileiros gostariam de dar um pulinho na Argentina. Lá, desde a semana passada, a população está sendo vacinada contra a Covid.

Virou o ano, o Brasil não tem vacinas, a Anvisa do almirante e o ministério da Saúde do general estão atordoados pelo negacionismo que Bolsonaro impôs ao seu governo. Ganha uma fritada de morcego do mercado de Wuhan quem souber o que fez o comitê interministerial criado em março para lidar com a pandemia.

Na exortação de agosto de 2019, Bolsonaro mostrou o lado apocalíptico de sua retórica. Quando ele falou na “gripezinha”, quando defendeu as virtudes da cloroquina e até mesmo quando classificou a segunda onda da pandemia de “conversinha”, manipulava a ignorância num processo de simples empulhação. Se tivesse razão (e não a tinha), as coisas poderiam melhorar.

CATASTROFISMO – Quando falou num possível êxodo de argentinos, manipulava o apocalipse, e aí está o perigo, pois a Constituição lhe assegura mais dois anos de mandato.

O catastrofismo tem algo de impessoal. Quem anuncia catástrofes dissocia-se dos problemas. O capitão despediu-se de 2020 no meio da segunda onda de contágio, encostando nos 200 mil mortos. Aproveitou a oportunidade para anunciar que “nós podemos trazer o caos para cá” com “essa política de fechar”: “Esse inferno, essa assombração, está voltando, por irresponsabilidade de fechar tudo .”

Conversa velha. Em março, quando havia apenas um morto, Bolsonaro dizia que “se ficar todo mundo maluco, as consequências serão as piores possíveis”. Ninguém ficou maluco. Ele acrescentava: “Tem locais em alguns países em que já tem saques acontecendo, isso pode vir para o Brasil, pode ter aproveitamento político em cima disso”. Salvo os desordeiros que organizam aglomerações, nada disso aconteceu.

TEORIA CONSPIRATÓRIA- O profeta da catástrofe sempre tem um medo. Bolsonaro explicitou o seu: “Está havendo uma histeria. Se a economia afundar, afunda o Brasil. (…) Se acabar a economia, acaba qualquer governo. Acaba o meu governo. É uma luta pelo poder”.

Quando surgiu um boato delirante de decretação do estado de sítio, Bolsonaro desmentiu-o, com uma ressalva: “Ainda não está no nosso radar isso, não.” Não estava? Na semana seguinte, diante das manifestações que aconteciam em Santiago, profetizou:

“O que aconteceu no Chile vai ser fichinha perto do que pode acontecer no Brasil. Todos nós pagaremos um preço que levará anos para ser pago, se é que o Brasil não possa ainda sair da normalidade democrática que vocês tanto defendem. (…) O caos está aí na nossa cara”.

ERA MENTIRA – Um dia, Bolsonaro viu o caos e divulgou-o: Era um vídeo que mostrava a central de abastecimento de Belo Horizonte, deserta. “São fatos e realidades que devem ser mostradas”, escreveu o presidente. Era mentira e desculpou-se.

Na tenebrosa reunião do ministério de abril, Bolsonaro expôs seu medo: “A desgraça tá aí. Eles vão querer empurrar essa … essa … essa trozoba pra cima da gente.”

Não foi Bolsonaro quem criou o vírus, nem foi o vírus quem inspirou o almirante da Anvisa e o general da Saúde para criarem uma situação na qual faltam vacinas, seringas, agulhas e sabe-se lá mais o quê.

LEMBRANDO EISENHOWER – Depois do festival de bobagens de 2020, esses doutores poderiam começar o novo ano poupando a plateia de teorias conspiratórias, novas catástrofes e bodes expiatórios. Como são todos militares, podem recordar o exemplo do general Dwight Eisenhower na véspera do desembarque Aliado na Normandia, em 1944. Ele redigiu uma curta nota para a hipótese do fracasso.

Elogiava todo mundo e concluía: “Se alguma culpa deve ser atribuída à tentativa, ela é só minha”.

Sinal Vermelho! Mortes por Covid-19 no Brasil aumentaram quase 65% em dezembro


Frase do dia | VEJA

Com as festas de fim de ano, os números devem aumentar

Gabriel Rodrigues
O Tempo

O número de mortes por Covid-19 em dezembro de 2020 foi quase 65% maior do que o registrado em novembro pelo Ministério da Saúde. Desde a virada entre junho e julho, os registros vinham caindo mês a mês no país, mas, agora, novamente eles aumentam: novembro teve um acumulado de 13.236 óbitos, enquanto dezembro contabilizou 21.829, o maior número desde setembro.

Para o físico Roberto Kraenkel, um dos membros do Observatório Covid-19 BR, que acompanha os dados da pandemia desde o começo, o cenário não é uma surpresa, já que pesquisadores notam tendência de aumento caso desde outubro.

ATUAL ESCALADA – O pior cenário, na perspectiva dele, seria continuar na atual escalada nos próximos meses, enquanto a vacinação no Brasil não tem data para chegar à maioria da população.

“A gente precisa chegar bem até o ponto em que vai haver vacinação, mas não é isso que está acontecendo. Em alguma hora, as pessoas foram relaxando o isolamento e relaxaram a tal ponto que (os óbitos) estão subindo de novo. Uma das dificuldades que os governos têm, não só no Brasil, é tomar atitudes rapidamente. Faz dois meses que os casos crescem e, agora, em janeiro, vai ter gente dizendo que é preciso fazer alguma coisa”, pontua.

Kraenkel prefere não falar em segunda onda da pandemia, pois considera que o Brasil nunca saiu de uma primeira, diferentemente de países europeus em que número de casos despencou antes de subir novamente. Ele deixa claro, porém, que vivemos um repique da pandemia. Até agora, o mês com maior registro de óbitos no Brasil foi julho, quando o Ministério da Saúde contabilizou 32.881 mortes.

FALSA IMPRESSÃO – A infectologista e professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Raquel Stucchi, destaca que um dos fatores para o aumento de casos entre outubro e novembro e consequente alta de óbitos pode ter sido uma armadilha de percepção.

Enquanto as notícias anunciavam que os casos vinham decaindo, pessoas já cansadas do isolamento social podem ter tido a impressão de que a pandemia estava mais amena.

“Isso, junto à flexibilização da economia, fez com que pensassem que a pandemia acabou e podiam sair sem cuidado”, ressalta. A coincidência de feriados prolongados e das eleições municipais também podem ter contribuído para o aumento de casos, ela diz.

A NOVA CEPA – Outra hipótese levantada pela infectologista é que a nova cepa do coronavírus, que aparenta ser mais transmissível, já estivesse em circulação no Brasil nos últimos meses. Até agora, apenas dois casos de pessoas contaminadas pela variante foram confirmados no país. No Reino Unido, há indícios de que ela estivesse presente desde setembro.

A pesquisadora lembra, ainda, que há chance de os testes para Covid-19 em pacientes contaminados pela cepa darem falso negativo, o que poderia levar a maior subnotificação, caso ela tenha se disseminado pelo Brasil.

Isso explicaria o fato de dezembro ter sido o mês com menos registro de casos desde maio, porém ter aumentado 65% o número de mortos.

Alguns senadores republicanos obedecem a Trump e pretendem contestar a vitória de Biden


Em disputa acirrada, conservador Ted Cruz é reeleito senador pelo Texas -  07/11/2018 - Mundo - Folha

Ted Cruz está liderando um pequeno grupo de senadores

Deu no G1
(Agência Reuters)

O senador norte-americano Ted Cruz disse neste sábado (2) que estará entre uma dezena de parlamentares republicanos que vão desafiar a vitória do presidente eleito Joe Biden quando os resultados do Colégio Eleitoral forem registrados no Congresso dos EUA na quarta-feira, dia 6, num movimento apenas simbólico que tem pouca chance de impedir Biden de assumir o cargo.

Os republicanos se juntam ao senador Josh Hawley, que no início desta semana se tornou o primeiro membro titular do Senado a anunciar que contestaria o resultado da eleição de 2020. Alguns republicanos na Câmara dos Deputados dos EUA também planejam contestar a contagem dos votos.

FRAUDE NÃO COMPROVADA – Em um comunicado, Cruz e os outros senadores disseram que pretendem votar para rejeitar eleitores de Estados-chaves que estão no centro das alegações não comprovadas do presidente Donald Trump de fraude eleitoral e pedirão a criação de uma comissão para investigar denúncias com urgência.

Cruz foi acompanhado no comunicado pelos senadores Ron Johnson, James Lankford, Steve Daines, John Kennedy, Marsha Blackburn, Mike Braun, juntamente com Cynthia Lummis, Tommy Tuberville, Bill Hagerty e Roger Marshall, todos os quais tomarão posse como senadores neste domingo (dia 3) no novo Congresso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Qual o efeito prático desse movimento de uma dezena de novos senadores? Nenhum. O máximo que conseguirão é atrasar a cerimônia em alguns minutos. E o que ganham com isso? Apenas alguns minutos de fama e a possibilidade de entrarem de graça no resort de Trump de Mar-e-Lago, na Flórida. (C.N.)

“O Estado não foi feito para enriquecer seus agentes”, diz Augusto Aras

 Osvaldo Lyra


O procurador-geral da República, Augusto Aras, é enfático ao falar do fortalecimento das ações de combate à corrupção no país. Ao apresentar dados do Ministério Público Federal, o PGR disse que existem hoje, em curso no Brasil, “18.284 investigações de combate à corrupção”. Para ele, a crise percebida no último ano dentro do MPF se deu pela falta de institucionalidade e pela informalidade nas forças-tarefas. “O Estado não pode viver sob a égide da informalidade”. Em sua residência em Salvador, o procurador-geral da República disse ao A TARDE que os inquéritos que abertos e levados ao STF “conferiram estabilidade ao país e freou um avanço extremista”. Ao ser questionado sobre a politização entorno das vacinas, ele disse que “não cabe ao Ministério Público, à magistratura, dizer se a vacina A, B ou C é boa ou ruim”. Isso tem que ficar a cargo da ciência. Confira:

Dr. Augusto, que avaliação o senhor faz do trabalho à frente da Procuradoria Geral da República?

Graças à colaboração dos meus colegas, eu pude delegar funções ao vice-procurador geral da República, a outros colegas que atuam nas ações penais originárias do Superior Tribunal de Justiça, nas atividades das operações das forças-tarefas a outros colegas, as questões do enfrentamento da Covid à colega Célia Delgado. Nós temos uma corregedoria geral do Ministério Público que atua em consonância com a Corregedoria Nacional do Ministério Público. Nós temos várias delegações da PGR. Essas delegações, que são um ato de confiança na competência, na seriedade, na eficiência desses colegas, resultaram em algo extremamente importante, que é o fato de nós ternos em um ano recuperado ativos de corrupção de quase R$5 bilhões, nós termos potencializado o combate à corrupção, o que chega a quase 200 pessoas com prerrogativa de fórum no Supremo e no STJ que foram presas ou estão afastadas de seus cargos e mandatos eletivos ou estão sendo processadas criminalmente ou investigadas, ou são destinatários de busca e apreensão. Quase 200 pessoas. Nós tivemos o maior número de ações constitucionais. Tudo isso supera os últimos seis anos das gestões que me antecederam. Evidentemente que o procurador-geral não é o responsável sozinho por essas conquistas institucionais, mas o conjunto de colegas que contribuem para que números e resultados se apresentem de forma efetiva, de forma realista no ambiente da nossa instituição.

Impasses da PGR com integrantes da Operação Lava-Jato mostraram a falta de unidade no Ministério Público Federal. Essa fase de tensionamentos passou? Ficaram sequelas?

O grande problema das forças-tarefas sempre foi a sua falta de institucionalidade, a sua informalidade. Nosso desafio é exatamente conferir institucionalidade. Nós criamos os primeiros Gaecos [Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado] federais. Embora já houvesse previsão normativa desde 2014, somente na minha gestão foram criados os primeiros Gaecos. Dos estados que ainda carecem desses grupos por falta de manifestação das unidades locais falta o Rio de Janeiro. Os Gaecos são órgãos que têm projeto, planejamento, execução e, inclusive, têm verba orçamentária. O que não podíamos fazer é deixar que cada força-tarefa fosse um Ministério Púbico distinto, mas o responsável pelo pagamento dessas despesas, de passagens aéreas e outras tantas despesas, ficasse no CPF do procurador-geral da República. Isso é a marca da informalidade. O Estado não pode viver sob a égide da informalidade. A forma é para o Estado o requisito de validade dos atos. Toda informalidade, como a das forças-tarefas até então existentes, antes da minha gestão, não tinha início, meio, nem fim. Isso gerou várias disfuncionalidades. Desde a questão orçamentária, quando o procurador-geral não tinha nenhum controle, mas podia controlar indiretamente fechando algum gargalo ou não. E eu não fechei nenhum gargalo de força-tarefa. Pelo contrário, apoiei todas as forças-tarefas, mas exigi que elas se adaptassem à institucionalidade através dos Gaecos. E mais que isso. Sem controle, até disciplinar, nós vimos alguns excessos que vêm sendo corrigidos. O certo é que hoje nós estamos avançando muito com os Gaecos. Acredito que uma das grandes bandeiras da minha gestão é a unidade institucional. Quando eu tomei posse, havia, na verdade, vários Ministérios Públicos Federais dentro de um único MPF e é impossível que isso aconteça dentro do âmbito do Estado.

Qual o momento mais delicado que o senhor passou à frente da Procuradoria ao longo desses 15 meses?

Todos os momentos são delicados porque o cargo de procurador-geral da República é um cargo ocupado por uma autoridade monocrática, assim como o presidente da República. Diferentemente dos presidentes do Senado, Câmara Federal, do Supremo Tribunal Federal, que dirigem órgãos colegiados. Os órgãos monocráticos são muito mais cobrados pela sociedade, pela imprensa porque todos os acertos, ou não, são cobrados do seu titular. Não são cobrados de um colegiado pequeno ou grande. Então, a importância do procurador-geral da República, qualquer que seja o titular, decorre exatamente da compreensão dos grandes temas nacionais. E na nossa gestão enfrentamos grandes temas nacionais, a começar pela discussão, logo após a minha posse, do compartilhamento dos dados do UIF/COAF, depois a prisão em segunda instância. Em seguida, nós tivemos a questão da Covid, da competência concorrente da União, dos estados e municípios. Enfim, quantos temas nós temos debatido? A questão da liberdade de expressão, do inquérito dos atos antidemocráticos que vinham crescendo e eu diria que, em razão das nossas atividades institucionais, mesmo diante aquele extremismo que avançava numa rapidez imensa, conseguimos fazer cumprir as leis do país e a Constituição e demos estabilidades junto com as medidas adotadas perante o Supremo Tribunal Federal. Então, não há um dia que não seja delicado. Todos os dias são singulares, porque o Brasil tem temas causas complexas. E a pauta que o ministro Fux já lançou para 2021 revela o quanto o Supremo e a PGR vão ser demandados.

Como o senhor tem visto o trabalho da Procuradoria no enfrentamento da pandemia e essa ameaça real do crescimento de infecções e de uma segunda onda no país?

Primeiro, temos que entender que o sistema de justiça não trabalha com incertezas empíricas que são aquelas que demandam investigações científicas. São aquelas acerca das quais não existe certeza científica e nem jurídica. O universo do operador do Direito é o universo das relações jurídicas. Só excepcionalmente é que o operador do Direito trabalha com relações factuais. Isso é uma exceção no Direito. Então, não cabe ao Ministério Público, à magistratura, dizer se a vacina A, B ou C é boa ou ruim. Isso compete aos órgãos científicos, à Academia, às instituições que cuidam dessa área extra jurídica. Isso revela que o sistema de Justiça precisa se louvar exatamente na Academia, nos órgãos técnicos oficiais para dizer se a Covid, se a vacina da Covid, se o tratamento medicamentoso é eficaz ou não. Então o juiz, promotor e procurador não têm autoridade médica, biológica, científica para determinar o que fazer. Deve-se louvar nos órgãos técnicos competentes.

Preocupa a politização que a gente vê ainda no cenário nacional entre os atores da política?

Olha, a politização, como fato social relevante, ocorre em muitos momentos. Houve um tempo em que a politização estava no futebol, com João Havelange e os governantes da época. Houve um tempo em que a politização já estava no carnaval. E houve um tempo corrente em que a politização se trava entre os três poderes de uma forma atípica. Então é muito importante que nós compreendamos que a cidadania e o avanço civilizatório aumentam o grau de civilidade, de civismo e promovem uma politização. O ruim da politização é quando isso ganha o extremismo. Mas a discussão de todo e qualquer assunto relevante socialmente há de ser objeto de debate. Tudo isso é absolutamente necessário. A busca pelo consenso social faz essa saudável politização. Agora, jamais admitamos o extremismo. Os extremos não combinam com a democracia.

O clima político arrefeceu no país ou vivemos ainda sob uma onda extremista?

Eu acho que os inquéritos que abrimos e levamos ao STF conferiram estabilidade ao país e freou um avanço extremista que nós não conhecíamos. E eu diria aqui de forma muito tranquila: o Governo Federal esteve mantendo sua capacidade de enxergar essa estabilidade como algo positivo. Não se viu, pelo menos de forma consciente, atos de Governo Federal que propiciassem o extremismo. O estilo de alguns membros do Poder Executivo pode ser entendido por alguns como uma forma enfática. Mas não vamos confundir extremismo social, que foi o que nós vimos no inquérito 4828, que apura organização desses eventos antidemocráticos, com manifestações individuais que estão no contexto da liberdade de expressão, que, na esteira do modelo americano, a Suprema Corte Brasileira adotou como o primeiro dos princípios constitucionais brasileiros. Então não podemos confundir liberdade de expressão de quem quer que seja com o extremismo sistêmico, organizado, patrocinado por determinados segmentos sociais. Esses sim são objetos do inquérito 4828 que investiga atos antidemocráticos.

Como o senhor vê os eventuais excessos na Magistratura e nos operadores do direito?

Os excessos de todos os segmentos que atuam em nome do Estado devem ser punidos. Devem ser coibidos, devem ser objetos de fiscalização permanente. O contribuinte que paga os agentes públicos, todos os poderes, todos os órgãos autônomos de toda a administração pública, não pode ser vítima daqueles que recebem do seu sacrifício de 5 meses por ano que ele trabalha para sustentar o Estado. Então é preciso que nós estejamos atentos a todos os agentes públicos. O Estado não foi feito para enriquecer seus agentes. O Estado é uma construção do nosso processo civilizatório para promover a vida harmônica e o bem estar social.

Como o senhor vê os avanços das investigações da Operação Faroeste?

A Operação Faroeste teve início, não com esse nome, mas os atos de investigação começaram em 2012. Passaram por quatro gestões da PGR. Então eu sou o quarto PGR a receber esse manancial de informações, processos, procedimentos em curso. De alguma forma, a execução desses atos investigatórios na via judicial veio a acontecer na minha gestão. Mas justiça se faça aos meus antecessores. Todos eles conduziram essas investigações de forma regular durante todos esses anos. Agora o futuro dessas investigações vai depender muito de tudo que ainda vai ser apurado nos materiais sob análise encontrados nas buscas e apreensões, nas delações premiadas e nas investigações ainda em curso. Então nós não sabemos quando termina... O que nós sabemos, é que as instituições do sistema de justiça e as instituições em geral não podem ser objeto de generalizações ou extirpadas. Elas devem se auto retificar. Se elas não conseguem se auto retificar, se auto conter, os demais entes do Estado e que são encarregados de fiscalizar e controlar em um grande sistema de freios e contrapesos, compete retificá-las, não acabá-las.

Muitos adjetivos marcaram a atuação de quem o antecedeu. Entre eles, de “Engavetador Geral da República”. Como o senhor pretende ser lembrado pela sua passagem pela PGR? Como um pacificador?

A marca mais importante que eu quero deixar é que eu cumpri a Constituição e as leis do meu país. E a de “engavetador” passa longe. Basta dizer a você, isso é muito importante, que na minha gestão, e a primeira vez na história da Procuradoria Geral da República que em fevereiro não haverá processo pendente. Todos os processos estarão em dia, nós não teremos passivo no nosso acervo. Tanto o passivo que eu recebi, quanto todos os processos da minha gestão, zerados. Chegaremos a fevereiro com a Procuradoria Geral zerada no seu acervo. Quem faz isso só pode dizer que não lhe cabe nenhum epíteto dessa natureza ofensiva à dignidade das pessoas que cumprem com seu dever constitucional

A Tarde

Médica é internada em UTI após receber vacina da Pfizer

 Da Redação

Dom , 03/01/2021 às 11:44 | Atualizado em: 03/01/2021 às 13:32

Após receber a vacina da Pfizer, uma médica mexicana de 32 anos, precisou ser internada em uma unidade de tratamento intensivo com convulsões, dificuldades para respirar e suspeita de encefalomielite, de acordo informou no último sábado, 2, o Ministério da Saúde do México.

“A profissional de saúde, que recebeu a vacina contra COVID-19 da Pfizer/BioNTech, se encontra hospitalizada na unidade de tratamento intensivo […] assim que apresentou erupção cutânea, crises convulsivas, diminuição da força muscular e dificuldade respiratória, meia hora após a vacinação”, aponta Ministério.

O que provocou a reação que ocorreu quando a médica estava dentro da área de observação está sendo averiguado. De acordo com diagnóstico preliminar do ministério, trata-se de encefalomielite.

“Com evidência científica disponível dos ensaios clínicos da vacina Pfizer/BioNTech BNT162b2 contra o vírus SARS-CoV-2, nenhuma pessoa tinha apresentado antes encefalite logo após a aplicação da vacina”, observa o ministério.

Como diz o hospital, a paciente tem um histórico de alergia ao Trimetroprima com Sulfametoxazol que pode causar sintomas graves especialmente erupções cutâneas, angioedema, reações anafiláticas e podem levar à morte.

A TARDE

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