segunda-feira, janeiro 04, 2021

Democratas vai governar 30% da população da Bahia a partir desta sexta (1º)

 

 Foto: Divulgação

Com a eleição de 39 prefeitos, partido administrará maior percentual de baianos entre todas as legendas
Tribuna da Bahia, Salvador
01/01/2021 13:46 | Atualizado há 2 dias, 17 horas e 24 minutos

O Democratas vai governar cerca de 30% da população da Bahia a partir desta sexta-feira (1º), quando os prefeitos tomam posse para o mandato que vai até 2024. Com a eleição de 39 gestores municipais no pleito de 2020, o partido administrará o maior percentual de baianos entre todas as legendas. A legenda, presidida nacionalmente por ACM Neto, conquistou resultado expressivo entre as maiores cidades do estado. Entre os 30 maiores colégios eleitorais, o Democratas elegeu dez prefeitos, entre eles o de Salvador, Bruno Reis, eleito com o maior percentual de votos do país levando em consideração as capitais, com quase 65%.

A sigla ainda teve o maior número de votos para prefeitos em toda a Bahia nas eleições deste ano, com cerca de 1,5 milhão de sufrágios, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e superou partidos como o PT, legenda do governador Rui Costa, que teve em torno de 1,1 milhão de votos. O deputado federal Paulo Azi, presidente estadual do Democratas, destaca que o resultado da sigla demonstra o reconhecimento do modelo de gestão da legenda, tendo na administração de ACM Neto em Salvador uma referência para o estado e para o país. 

“O partido se preparou e apresentou, por um lado, quadros competentes e capacitados nesta eleição e, por outro, nomes já testados e aprovados por suas respectivas populações. O resultado é que, a partir de hoje, vamos governar quase um terço da população do estado. Os prefeitos democratas vão mostrar o modelo de gestão do partido focado em melhorar a vida das pessoas, qualificando os serviços públicos, gerando emprego e renda e levando desenvolvimento para suas cidades”, enfatizou.

Azi pontua, ainda, que os partidos de oposição no estado vão governar mais de 70% do eleitorado dos 50 maiores colégios eleitorais da Bahia. “Hoje se inicia um novo momento na Bahia, uma sinalização muito clara da mudança que os baianos querem. Assim como o resultado do Democratas, o desempenho dos partidos de oposição foi bastante expressivo. É uma demonstração muito clara de que as pessoas cansaram dos governos do PT e querem uma nova forma de fazer gestão, tendo como norte a administração de ACM Neto em Salvador, que, sem dúvidas, é uma referência para os prefeitos do nosso grupo político”, afirmou.

Operação Faroeste: MPF denuncia organização criminosa com participação de desembargadora do TJ-BA

 Foto: Divulgação

Desembargadora Lígia Ramos03 de janeiro de 2021 | 14:00

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou na noite desse sábado (2), a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ/BA) Lígia Maria Ramos Cunha, seus filhos Arthur e Rui Barata, além de outros três advogados. O grupo deve responder por organização criminosa. A denúncia é a sexta apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde a deflagração da Operação Faroeste, em 2019.

A frente de investigação apura crimes como a participação de magistrados para beneficiar interessados em decisões como as que permitiram a regularização indevida de terras na região oeste do estado. Em contrapartida, os agentes públicos recebiam propinas milionárias.

No caso específico, detalhado na petição enviada ao relator do caso no STJ, o ministro Og Fernandes, os envolvidos são acusados de receber R$ 950 mil em vantagens indevidas em um esquema que incluiu decisões da desembargadora Lígia Cunha em quatro processos ( 0000862-53.2013.8.05.0081, 8020020-31.2018.8.05.0000, 8008430-23.2019.8.05.0000 e 8016374-13.2018.8.05.0000). Em três deles, a magistrada, que está presa preventivamente desde o dia 14 de dezembro, era a relatora.

Na denúncia, a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo detalha a participação de cada um dos integrantes do esquema com base em provas obtidas durante as investigações preliminares. Parte dessas provas teve como ponto de partida informações e documentos entregues por Júlio César Cavalcanti Ferreira, que firmou acordo de colaboração premiada com o MPF.

Júlio Cesar contou aos investigadores como funcionava o esquema que, conforme relatou, teve início em agosto de 2015, com a promoção de Lígia Ramos para o cargo de desembargadora. A atuação criminosa do grupo persistiu até dezembro de 2020, mesmo com as sucessivas fases da Operação Faroeste. A denúncia menciona provas de que a magistrada atuou para obstruir as investigações, determinando, por exemplo, que uma assessora destruísse provas dos crimes. Além da desembargadora, dos filhos e de Júlio César, foram denunciados Diego Freitas Ribeiro e Sérgio Celso Nunes Santos.

De acordo com a petição, quando atuava como assessor no TJ, Júlio César foi procurado por Diego para que fizesse a prospecção de casos que poderiam ser negociados pelo grupo. Pelo trabalho, o então servidor recebia, em 2016, entre R$ 5 mil e R$10 mil. “Posteriormente, percebendo a lucratividade da missão, sua extensa rede de contatos no segundo grau de jurisdição e anseio de ficar rico, como seus comparsas, Júlio César coloca, no ano de 2018, sua própria banca de advocacia, ganhando, a partir de então, percentual sobre o valor da propina pactuada”, destaca um dos trechos do documento.

Dados da Unidade de Inteligência Financeira (UIF) elevaram movimentação de R$ 24,5 milhões (R$ 24.526.558,00) por Júlio César no período investigado. Em apenas um dos episódios casos relatados pelo colaborador, teria sido acertado o pagamento de R$ 400 mil em propina. Nesse caso, Júlio César ficou com R$ 100 mil e os outros R$ 300 mil foram repassados aos filhos da desembargadora que, em contrapartida deveria “acompanhar o referido julgamento e traficar influência junto aos respectivos julgadores”, garantindo o provimento de um recurso de interesse dos integrantes do grupo.

Ainda em relação às provas da existência e do alcance da organização criminosa, a denúncia menciona intensa troca de ligações telefônicas entre os envolvidos, sobretudo em datas próximas ou posteriores às decisões tomadas pela desembargadora bem como relacionadas aos dias em que foram feitas transferências financeiras ou repasse de dinheiro em espécie. Apenas do telefone de Rui Barata (filho da desembargadora) foram identificadas 106 ligações pra os demais investigados no período entre outubro e dezembro de 2018. Para o MPF, essas constatações deixam claro a estabilidade da atuação criminosa.

Pedidos – Na denúncia, o MPF requer que os seis envolvidos sejam condenados por organização criminosa, conforme previsão da Lei 12.850 e que, em caso de condenação, seja decretada a perda da função pública, no caso dos que têm essa condição. Também foi pedido para que os envolvidos paguem, de forma solidária, indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 950 mil.

https://politicalivre.com.br/

Confira o calendário de pagamento do IPTU em Aracaju

 3 jan, 2021 7:40

Prefeitura divulga calendário de IPTU de Aracaju para 2021 (Foto: Ana Lícia Menezes)

Os 200 mil carnês do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) 20 21 começarão a ser entregues à população de Aracaju pela Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz), responsável pelo recolhimento do tributo. Além da distribuição feita pelos Correios, os boletos também estarão disponíveis no Portal do Contribuinte, no endereço fazenda.aracaju.se.gov.br, a partir do dia 1º de janeiro, para consulta e emissão do documento, que pode ser pago através da rede bancária credenciada.

Para quem optar pelo pagamento em cota única, o vencimento ocorre em 15 de janeiro, com o seguinte benefício: desconto de 7,5% para o contribuinte que não possui débitos com o município ou de 2,5% se ele estiver inadimplente. Há, ainda, a opção de parcelar o IPTU em até dez vezes, desde que o valor mínimo da parcela seja de 93 reais, com vencimento da primeira parcela em 5 de fevereiro e, nos meses subsequentes, sempre no dia 5 ou primeiro dia útil.

“Para 2021, o reajuste do tributo será de 2,65%, percentual que corresponde à variação do Índice Nacional e Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA). Aqueles imóveis que a Prefeitura ainda não cobra o IPTU sobre o valor de avaliação de mercado, ou seja, que a cobrança está defasada, foi estipulado um acréscimo anual de 5% até que seja alcançada a justa correção fiscal”, esclarece o secretário da pasta, Jeferson Passos.

O IPTU é o segundo imposto mais importante para o município – ficando atrás apenas do ISS. Com a arrecadação dele, a Prefeitura pode investir, por exemplo, em obras de infraestrutura, saneamento básico, mobilidade urbana e ações de limpeza urbana. “Para além dos investimentos nestas áreas, a legislação também define que 25% do que for arrecadado seja aplicado diretamente na Educação, e outros 20% sejam direcionados à Saúde, o que temos cumprido rigorosamente”, complementa o gestor.

Isenção
A política de isenção implementada pelo município de Aracaju prevê o benefício fiscal em duas situações: a primeira está relacionada ao valor do imóvel. “Neste caso, o imóvel residencial que tiver o valor de avaliação de até R$80 mil será automaticamente isento de IPTU na capital, desde que ele seja o único bem do proprietário. O contribuinte não precisa requerer o benefício, pois ele já é computado em nosso sistema”, detalha Jeferson Passos.

Na segunda modalidade estão contempladas as famílias que possuem renda de até dois salários mínimos e apenas um imóvel com valor de avaliação de até R$160 mil, mas é preciso requerer e comprovar a situação da renda, anualmente. “É importante lembrar que a Lei nº 5.297/2020 garantiu aos contribuintes desta modalidade, isentos em 2020, o benefício para os anos de 2021 e 2022 sem a necessidade de requerê-lo”, salienta.

Além dos critérios de valor do imóvel e renda familiar, a Prefeitura de Aracaju também concede isenção aos servidores públicos municipais, desde que possuam apenas um vínculo profissional e um único imóvel, independentemente do valor do bem. No total, cerca de 40 mil aracajuanos são beneficiados com esta política.

Fonte: AAN

INFONET

Supremo se transformou num partido, com militantes, facções internas e todo o resto


TRIBUNA DA INTERNET | Faz sucesso nas redes sociais uma fake news que  merecia ser verdadeira

Charge do Bier (Arquivo Google)

J. R. Guzzo
Estadão

Talvez pela ruindade sem limites dos políticos brasileiros, talvez por causa da falência geral de órgãos que vai degenerando cada vez mais a vida pública nacional, talvez porque os poderes Legislativo e Executivo raramente foram habitados por gente tão frouxa quanto hoje, tanto nas ideias como na conduta, ou talvez por tudo isso ao mesmo tempo, o fato é o seguinte: os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram que não há mais ninguém no governo da República, e que cabe a eles mandar no Brasil.

Comparando uns com os outros, dá provavelmente na mesma. Mas, com certeza, um país está com problemas sérios de funcionamento quando começa a ser governado “por default”, como se diz hoje.

VAGA PREENCHIDA – Na falta de outra coisa, entra automaticamente em ação um mecanismo que passa a operar o aparelho por sua própria conta, e sem nenhuma consulta ao usuário.

A dificuldade, no caso, é que o STF está operando mal. Como poderia ser diferente? Os onze ministros não apenas governam o Brasil sem serem eleitos, mas sem terem nenhuma das responsabilidades que vêm junto com a tarefa de governar – e, obviamente, com risco zero de responder pelas consequências das decisões que tomam.

Não pode dar certo. Na prática, isso significa que eles mandam em tudo mas não se obrigam a pagar por nada – a começar pelo pagamento propriamente dito das despesas que criam ou ajudam a criar. O STF dá ordens, apenas isso, e só dá ordens sobre o que lhe interessa – o Brasil que se vire para cumprir. É onde estamos.

SEM HIERARQUIA – Não há nenhuma lei que esse novo governo se sinta obrigado a obedecer; quem obedece, em sua visão das coisas, são sempre os outros. Como durante o AI-5, quando o regime deu a si próprio o direito de não submeter à Justiça nenhuma das suas decisões, o STF de hoje não responde a ninguém.

Ainda outro dia, e mais uma vez, o ministro Alexandre Moraes prendeu um jornalista no inquérito abertamente ilegal que conduz sem nenhum controle há mais de um ano, como se o STF fosse uma delegacia de polícia da ditadura.

O ministro Lewandovski decide o que você tem de fazer, e o que não pode fazer, em todas e quaisquer questões relativas à vacina; deu à sua palavra o status de verdade científica.

POLÍCIA IMOBILIZADA – O ministro Fachin proibiu a polícia de sobrevoar com helicópteros as favelas do Rio de Janeiro, e decidiu que a revista íntima às visitas feitas a presidiários é “inconstitucional” – os visitantes estão liberados para levar drogas aos presos, por exemplo, e não podem ser condenados por isso.

O ministro Marco Aurélio solta criminosos condenados a 25 anos. O Supremo decide sobre a nomeação do diretor da Polícia Federal, a eleição das mesas do Congresso e as fases da Lua.

O público é obrigado, além disso tudo, a ouvir lições de filosofia, de moral e de ciência política dos onze ministros – e ouvir o tempo todo.

PENSAR POR VOCÊ – Todos eles estão convencidos de que têm o direito de pensar por você, e escolher o que é melhor para cada cidadão brasileiro – independente da opinião pessoal que o próprio cidadão possa ter. O último palpite sobre o bem comum foi dado pelo ministro Barroso, um dos que mais se encanta com a própria voz.

Segundo ele, “o País” precisa do voto obrigatório; não se deve deixar as pessoas livres para exercerem o direito de votar, pois a seu ver isso leva ao “radicalismo”. E por aí vamos.

Juízes, em qualquer país decente, têm a obrigação de ser imparciais, sobretudo se estão no topo do Poder Judiciário. No Brasil é exatamente o oposto: O STF se transformou num partido político, com militantes, facções internas e todo o resto – um partido que não recebe um único voto. Dá nisso que se vê.

Forças Armadas estão assistindo de camarote à derrocada do capitão Bolsonaro


Exclusivo: Bolsonaro diz que não tomará vacina chinesa | Jovem Pan

Bolsonaro está quase vez mais enrolado nos quatro inquéritos

Carlos Newton

Devido ao apoio ostensivo do então comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, do general reformado Augusto Heleno e do presidente do Clube Militar, general Hamilton Mourão, que respaldaram sua candidatura em 2018, atraindo milhões de votos, o presidente Jair Bolsonaro sonhou que poderia contar com o apoio das Forças Armadas para conduzir o governo de forma arbitrária e pouco republicana.

Julgou que poderia comprar o respaldo da caserna por 30 dinheiros, mas a banda militar não toca bem assim. O resultado é que, dois anos após a posse, o presidente está sendo investigado por crimes comuns em quatro inquéritos simultâneos no Supremo, e as Forças Armadas guardam respeitosa distância dessas questões jurídicas, que não lhes dizem respeito.

PRIVILÉGIOS MANTIDOS – Estrategicamente, Bolsonaro manteve todos os privilégios das Forças Armadas, em termos de previdência e assistência médica e odontológica, e equiparou seus salários aos tetos dos Poderes da República, apesar de há anos trabalharem em regime de meio expediente, devido a cortes orçamentários.

Ninguém lhe pediu nada, oficialmente, mas os três comandantes e o ministro da Defesa, em ordens do dia, deixaram claras as reinvindicações, que o presidente da República fez questão de atender.

Mas esses assuntos morreram por aí, os militares continuam nos quarteis, enquanto o governo abre as burras para garantir a compra dos caças Gripen, a construção de fragatas e submarinos nucleares e o reequipamento do Exército, incluindo os novos carros blindados.

É BOM LEMBRAR… – Devido aos problemas judiciais do filho Flávio, em 2019 o presidente aceitou o pacto com o Supremo e o Congresso, para desidratar o pacote anti-crime do então ministro Sérgio Moro e possibilitar outras medidas para garantir a impunidade das elites, como o fim da prisão após segunda instância.

Foi quando surgiu a denúncia contra as mulheres dos ministros Dias Tofolli e Gilmar Mendes, por sonegação de impostos. Na época, Toffoli era presidente do STF e pediu providências a Bolsonaro contra a Receita e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

O presidente atendeu e tentou fazer mudanças no Coaf e na Receita, enquanto Toffoli abria um inquérito contra “fake news” sobre o Supremo, sem perceber que poderia ser um tiro no pé.

“GABINETE DO ÓDIO” – No decorrer das investigações das “fake news”, a Polícia Federal chegou ao “gabinete do ódio”, que funciona no Planalto sob comando de Carlos Bolsonaro, o filho 02, e coordenação de Tércio Arnaud Tomaz, assessor do presidente da República.

Ou seja, o inquérito atinge o próprio Bolsonaro, que simultaneamente está sendo investigado também no inquérito dos atos antidemocráticos, por envolver o mesmo “gabinete do ódio”.

Além disso, o ministro Alexandre de Moraes conduz um terceiro inquérito, aberto a pedido de Bolsonaro pelo procurador-geral Augusto Aras, que acusava o ex-ministro Sérgio Moro por denunciação caluniosa e outros seis crimes.

TROCA DE “INVESTIGADOS” – No decorrer das investigações, algo insólito aconteceu. Antes do final do inquérito, o acusado Moro foi tacitamente inocentado, porque seu nome saiu da capa dos autos e foi substituído por Jair Messias Bolsonaro, que passou a ser o “investigado” em oito crimes denunciados pelo advogado de Moro.

Mas como essa troca de nomes aconteceu antes do final do inquérito? Ninguém sabe. É um mistério profundo, coisas da Justiça brasileira.

Por fim, Jair Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal num quarto inquérito, sob relatoria de Cármen Lúcia, acerca da atuação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para anular as investigações contra Flávio Bolsonaro.

OS MILITARES ASSISTEM – As Forças Armadas, com seus serviços de inteligência, acompanham atentamente os inquéritos e sabem que não há como evitar a abertura de processo.

O mais grave, com provas incontestáveis, é o que apura a denúncia de interferência na Polícia Federal, que ficou mais sólido com a anexação das provas do caso Abin, solicitada pelo advogado de Moro.

Os militares sabem que Bolsonaro está por um fio. Em março, quando terminam as três primeiras investigações, se o Supremo tiver parecer favorável do procurador Augusto Aras e abrir processo, Bolsonaro será afastado por 180 dias para responder por crime comum.

###
P.S. – E os militares? Bem, eles continuarão como estão, assistindo de camarote à derrocada de seu benfeitor, o capitão Jair Bolsonaro. É uma ironia do destino, como se dizia antigamente, e eles confiam cegamente no vice Hamilton Mourão. (C.N.)

domingo, janeiro 03, 2021

Trump volta para Washington pensando (?) que pode suspender certificação de Biden

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Trump convoca “protestos selvagens” nesta quarta-feira

Kaitlan Collins e Kevin Liptak
CNN

O presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump voltaram a Washington na manhã de quinta-feira (31), saindo da Flórida mais cedo do que o previsto. No momento, alguns republicanos planejam adiar a certificação da vitória eleitoral do presidente eleito Joe Biden quando o Congresso se reunir na primeira semana do ano.

Trump deixou Palm Beach antes de sua festa anual de Ano Novo, embora os convidados já estivessem reunidos em seu clube no sul da Flórida e tivessem sido avisados de que o presidente estaria presente, de acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto. O presidente normalmente gosta de aparecer no tapete vermelho na frente da imprensa e de seus amigos nessa ocasião, mas pulou o evento este ano, o que foi um movimento incomum.

ÚLTIMO RECURSO – Ao longo de sua estada na Flórida, Trump se concentrou totalmente nos resultados da eleição e no processo de certificação no Congresso, marcado para 6 de janeiro.

Depois de perder dezenas de processos judiciais e ter seu recurso rejeitado pela Suprema Corte, Trump viu o evento de 6 de janeiro como sua melhor oportunidade de tentar reverter a eleição que perdeu.

Segundo várias fontes, Trump ficou irritado durante a maior parte da viagem e implicou com tudo, desde o resultado da eleição até as reformas comandadas por Melania Trump em seus aposentos privados no clube de Mar-a-Lago. Antes de partir para Palm Beach, o presidente soube mais sobre o papel do vice-presidente Mike Pence no processo de certificação no Capitólio, que é uma função principalmente cerimonial.

CERTIFICAÇÃO FINAL – Nos Estados Unidos, a presidência do Senado pertence ao vice-presidente, e cabe a ele assinar a certificação final da eleição. Nos dias de folga na Flórida, Trump retuitou um chamado de um de seus partidários pedindo que Pence se recuse a ratificar a contagem do Colégio Eleitoral em 6 de janeiro.

Enquanto esteve na Flórida, Trump citou repetidamente a data de 6 de janeiro com membros do Congresso e outros correligionários presentes no resort, de acordo com pessoas familiarizadas com as conversas. Ele pressionou os senadores sobre se concordariam com os conservadores da Câmara na objeção aos resultados.

O senador Josh Hawley, republicano do Missouri, tornou-se o primeiro senador a seguir o pedido de Trump. Na quarta-feira (30), ele disse que faria objeções à votação, o que atrasaria – mas não mudaria – os resultados da contagem do Colégio Eleitoral.

GRANDES PROTESTOS – Trump também tuitou para seus apoiadores que ele os verá em Washington no dia 6, uma referência aos grandes protestos que estão planejados na capital.

Na Flórida, Trump foi cercado por pessoas que em sua maioria apoiam seus esforços eleitorais fúteis, incluindo seu advogado pessoal Rudy Giuliani e seu filho Donald Trump Jr., com a namorada Kimberly Guilfoyle.

Mesmo enquanto luta publicamente pelos resultados, uma pergunta que ele repetidamente faz para aqueles de seu círculo mais próximo é se ele deveria ou não comparecer à posse de Biden.

CRÍTICAS AO VICE – Trump disse recentemente que o vice Pence não está fazendo o suficiente para lutar por ele ao final de sua presidência, e recentemente se interessou pelo papel cerimonial de Pence durante a certificação.

Fontes dizem que Trump, antes das férias, tocou no assunto com o vice-presidente e ficou “confuso” ao saber que Pence não pode anular os resultados da eleição de 6 de janeiro. Os assessores de Pence e da Casa Branca tentaram explicar a ele que seu papel é mais uma formalidade e que ele não pode rejeitar unilateralmente os votos do Colégio Eleitoral.

Pence havia planejado partir para uma viagem ao exterior logo após a certificação de 6 de janeiro. Mas os planos para um passeio pelo Oriente Médio e Europa foram suspensos, disseram fontes próximas ao vice.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Parece brincadeira o fato de Trump pensar (?) que seu vice Mike Pence poderia anular o resultado do Colégio Eleitoral para mantê-lo na Presidência. Trump de fato não bate bem, como se dizia antigamente, é um caso patológico a ser estudado nos anais da Psiquiatria. (C.N.)

‘Imagens vergonhosas’ do Brasil: Comissário de Economia da UE critica aglomerações


Na contramão do mundo, Bolsonaro ajuda na campanha da “vacilação”

Deu na Folha

O ex-primeiro-ministro da Itália e atual comissário de Economia da União Europeia, Paolo Gentiloni, criticou neste sábado (2) o que chamou de “imagens vergonhosas do Brasil” em meio à pandemia de coronavírus. Embora não tenha deixado claro a que imagens estava se referindo, o comentário de Gentiloni ocorre em um momento em que o país registrou aglomerações durante as festividades de fim de ano, como as provocadas pelo presidente Jair Bolsonaro no litoral sul de São Paulo.

“Tenho visto imagens vergonhosas do Brasil. Média da última semana: 36 mil casos e 700 vítimas por dia pela pandemia”, escreveu o italiano em uma publicação no Twitter. Neste sábado, dia 2, o Brasil registrou 15.957 casos e 301 óbitos pelo coronavírus, de acordo com os dados obtidos pelo consórcio formado por Folha, Uol, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1. Os números, entretanto, podem estar subnotificados devido ao atraso na consolidação dos dados relacionado a feriados e fins de semana.

INFECTADOS – No total, o país registrou mais de 7,7 milhões de casos e 195 mil mortes pela Covid-19, números que o colocam como a terceira nação com mais infectados (atrás de EUA e Índia) e segunda com mais óbitos —os EUA seguem na liderança.Na última sexta-feira (1º), o presidente brasileiro fez um passeio de barco em Praia Grande, cidade vizinha a Guarujá, onde Bolsonaro passa as férias.

Vestindo uma camisa do Santos, o presidente decidiu saltar do barco e mergulhar no mar, acompanhado de seguranças. Bolsonaro nadou em direção à praia e, ainda dentro d’água, logo foi cercado por uma multidão sem máscara aos gritos de “mito”.

Dois dias antes, ele já havia ignorado mais uma vez as orientações de segurança para impedir a propagação do coronavírus ao se aproximar de simpatizantes, cumprimentar banhistas, pegar crianças no colo e posar para fotografias.

RISCO – “O povo aqui na praia. Fazemos isso, nos arriscamos também um pouco para ver o que acontece”, disse Bolsonaro aos presentes em uma fala transmitida ao vivo em suas redes sociais. “Alguns até reclamam, é direito deles, mas sempre estivemos ao lado da população que é a nossa obrigação.”

“Estou fazendo isso, repito, com alguns riscos algumas vezes, mas nos sentimentos reconfortados por estar buscando sempre fazer a coisa certa (…) O povo está aqui na praia, alguns vão falar que é aglomeração, mas temos que enfrentar por toda a vida.”

Em destaque

TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno

  TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno Por  Política Livre 29/01/2026 às 10:18 Foto: ...

Mais visitadas