sábado, agosto 03, 2019

TV Globo demite jornalistas que fizeram gravações para empresas privadas


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Renata Vasconcelos está na lista, mas ainda não foi demitida
Pedro do Coutto
Reportagem de Gustavo Fioratti, publicada com destaque na Folha de São Paulo de sexta-feira, revela que o apresentador Dany De Nuccio foi afastado da Rede Globo pelo fato de ter atuado no campo da publicidade comercial ao gravar programas para o Bradesco. O episódio vinha sendo divulgado pelo site notícias da TV durante a semana e ontem foi confirmado pela própria emissora.
Procurada pela reportagem, a Globo disse que o jornalismo e a publicidade possuem limites bem nítidos, inclusive tais limites têm de ser atualizados em face do avanço da era digital. Quer dizer, acentuo eu, que a emissora está se referindo a mensagens veiculadas nas redes sociais da internet.
COM O BRADESCO – De Nuccio tinha firmado contrato com o Bradesco no montante de 7 milhões de reais e estava apresentando o jornal Hoje que vai ao ar pelas manhã. A Globo acentua que desconhecia essa atividade do apresentador. A pressão fez-se sentir sobre ele, e ele resolveu assinar um pedido de demissão.
A emissora referiu-se também a outros jornalistas e apresentadores, caso de Rodrigo Bocardi (Bom Dia São Paulo) e a Renata Vasconcelos. Ambos devem explicar os trabalhos que fizeram gravando videos para circulação interna de empresas particulares. Ainda não foram, portanto afastados.
A Rede Globo sustenta a necessidade dos jornalistas, antes de assumirem contratos de divulgação informarem este tipo de trabalho a direção. De Nuccio vinha trabalhando para o Bradesco desde 2017, e seu contrato fora firmado através da Prime Talk Produções e Assessoria, da qual é um dos sócios.
SEMPRE HOUVE – A incompatibilidade entre o jornalismo e a publicidade comercial é antiga. Tanto assim que nos jornais impressos, na admissão de repórteres figura com destaque a exigência de que não devem participar de forma alguma no plano de qualquer atividade de publicidade comercial.
Ali Kamel explicou ao próprio De Nuccio, citando as motivações da empresa da qual é diretor de jornalismo. Uma exceção refere-se a Galvão Bueno que gravou publicidade a ser colocada nos aviões da GOL. A exceção teve base no fato de Galvão Bueno ter consultado a direção da Rede sobre a perspectiva de participar da campanha nos aviões da GOL.
AVISO PRÉVIO – Conforme ocorre no cinema americano em relação aos artistas, e no caso dos jornalistas, como acontece agora na TV Globo, destaca-se a obrigação de informarem previamente às direções que iam participar de campanhas de publicidade.
Mais uma vez, como sempre destaco, não existe convivência fácil entre os jornalistas e os produtores de peças publicitárias. Ilude-se quem pensar o contrário.

Esquema para destruir a Lava Jato é igual ao que acabou com as Mãos Limpas na Itália


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O Brasil entrou mesmo numa inacreditável fase de esculhambação institucional. E o esquema é semelhante ao que foi adotado na Itália na década de 90 para demolir a famosa Operação Mãos Limpas (“Mani Pulite”) e abrir caminho para a volta de Silvio Berlusconi ao poder, como primeiro-ministro, em 2001, recompondo a antiga hegemonia de grupos políticos corruptos, ligados ao empresariado, exatamente como também ocorre no Brasil.
No caso da Itália, a disputa foi violenta, incluiu suicídio de 12 empresários envolvidos na corrupção, e houve até atentados a bomba que mataram os juízes Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, executados pela máfia, que tinha ligações com políticos incriminados no escândalo.
ADAPTAÇÃO – Duas décadas depois, o complô para desmoralizar a Lava Jato é baseado no mesmo esquema montado contra a Operação Mãos Limpas na Itália. Sofreu apenas algumas adaptações, porque os tempos são outros. Na atual era dos celulares, por exemplo, foi muito mais fácil gravar conversas entre procuradores e magistrados, para insinuar que houve conluio para condenar os corruptos.
O que está dando mais trabalho é achar alguma mensagem comprometedora que mereça ser divulgada pela mídia nessas 5.812 conversas mantidas por 1.162 pessoas, que foi o total das ligações interceptadas pelo esquema liderado por Walter Delgatti Neto.
Após esse gigantesco “esforço de reportagem”, como se dizia antigamente, o que até agora se achou contra Moro e os procuradores acaba funcionando como um atestado de bons antecedentes. Não há o menor indício de conluio, pois muitos réus acusados pelos procuradores foram absolvidos pelo juiz.
FIM DO COAF – Outra arma contra a Lava Jato foi essa ardilosa jogada dupla de Dias Tofolli e Alexandre de Moraes, que montaram um esquema para neutralizar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Na nossa matriz USA há 22 instituições desse tipo, lá a corrupção tem de jogar na retranca. Enquanto isso, aqui na filial Brazil, o único órgão que existia foi neutralizado por Toffoli e agora o ministro Moraes acaba de emparedá-lo de vez.
O fato concreto é que o estratégico Coaf não pode mais tomar conhecimento das movimentações atípicas das mulheres de Toffoli e de Gilmar, nem se meter na mesada de R$ 100 mil que o presidente do Supremo recebe da própria esposa, Roberta Maria Rangel, uma advogada que o ex-presidente Lula da Silva certamente classificaria de “fenômeno”, igual ao filho mais velho dele, o empresário Fábio Luís.
HORA DA VERDADE – Mas o recesso acabou e chegou a hora da verdade – Toffoli terá de colocar em votação a blindagem que sitiou o Coaf e beneficiou criminosos de toda espécie, inclusive de altíssima periculosidade, como os chefes das facções criminosas, tipo PCC e CV.
Na torturante expectativa,  os envolvidos contam nos dedos os ministros do Supremo, para saber se a Lava Jato será destruída ou não. E fica claro que a questão será decidida por apenas um voto.
PLACAR: 5 A 5 – Na bancada dos que combatem a corrupção alinham-se Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Rosa Weber. Do outro lado, fazendo o possível e o impossível para destruir a Lava Jato, visando a soltar Lula, Dirceu, Cunha etc. e evitar a prisão de Temer, Aécio, Padilha etc., estão os suspeitos de sempre – Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Alexandre de Moraes.
No meio da arena, sozinho e enigmático, resta o decano do Supremo, ministro Celso de Mello. Depende exclusivamente dele evitar a desmoralização da Lava Jato e a garantia de impunidade desses criminosos abjetos, que enriqueceram às custas de um povo miserável, sofredor e iludido. No momento, Celso de Mello é o homem mais importante deste país.
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P.S –
 Seria maravilhoso poder abrir a janela e gritar: “Ministro Celso de Mello, nós confiamos no senhor!!! Mas ainda é cedo, o embate final não foi travado e precisamos reunir forças para resistir ao ataque desesperado desses insistentes cavaleiros do Apocalipse…  (C.N)

Folha força a barra para tentar atribuir a Dallagnol a “investigação” de ministros do STF


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O esforço para incriminar Deltan Dallagnol chega a ser comovente
Deu em O Tempo(FolhaPress)
A força-tarefa à frente da Operação Lava Jato em Curitiba afirmou nesta quinta-feira (dia 1º) que seu coordenador, o procurador Deltan Dallagnol, nunca pediu à Receita Federal que investigasse ministros do Supremo Tribunal Federal ou seus familiares e não conhece os auditores responsáveis por investigações de contribuintes.
Como a Folha de S.Paulo e o site The Intercept Brasil revelaram nesta quinta, mensagens trocadas pelos procuradores da Lava Jato em 2016 mostram que Deltan incentivou colegas em Brasília e Curitiba a investigar o ministro Dias Toffoli, atual presidente do STF, o escritório de advocacia de sua mulher e a mulher do ministro Gilmar Mendes.
MULHER DE TOFFOLI – Um dos diálogos, ocorrido em 21 de agosto de 2016, sugere que o chefe da força-tarefa teve acesso a informações da Receita Federal sobre pesquisas em andamento nas contas do escritório da mulher de Toffoli, Roberta Rangel.
De acordo com as mensagens, que foram obtidas pelo Intercept, nesse dia o procurador Orlando Martello sugeriu aos colegas que fizessem um levantamento sobre pagamentos que a empreiteira OAS teria feito ao escritório da mulher de Toffoli.
Em resposta ao colega, Deltan afirmou que a Receita Federal já estava pesquisando o assunto, mas disse que não sabia dos pagamentos que teriam sido feitos pela OAS. “A RF tá olhando”, escreveu o procurador. “Mas isso eu não sabia”.
GRUPO SELETO – As mulheres de Toffoli e Gilmar fizeram parte de um grupo de 133 contribuintes investigados por uma equipe especial criada pelo fisco em 2017. Nesta quinta, o ministro Alexandre de Moraes mandou suspender todas as investigações conduzidas pelo grupo de auditores.
Na nota distribuída nesta quinta, a força-tarefa afirma que as investigações conduzidas pelo grupo sempre se restringiram aos assuntos de sua competência e aos casos sujeitos à jurisdição da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde estão os processos ligados ao esquema de corrupção descoberto na Petrobras.
“As informações sobre detentores de foro privilegiado que chegaram ao grupo sempre foram repassadas à Procuradoria-Geral da República, como determina a lei”, diz a nota. “Algumas dessas informações chegaram à força-tarefa porque ela desempenha o papel de auxiliar da PGR na elaboração de acordos, mas nunca por causa de investigações.”
INFORMAÇÕES – As mensagens analisadas pela Folha de S.Paulo e pelo Intercept mostram que Deltan buscou informações sobre Toffoli, sua mulher e a mulher de Gilmar Mendes antes que houvesse qualquer registro formal das suspeitas que os procuradores decidiram examinar.
Ministros do STF não podem ser investigados por procuradores da primeira instância, como Deltan e os outros integrantes da força-tarefa. A Constituição diz que eles só podem ser investigados com autorização do próprio tribunal, onde quem atua em nome do Ministério Público Federal é o procurador-geral da República.
Na época em que Deltan tomou as iniciativas reveladas pelas mensagens, a força-tarefa participava das negociações de um acordo com advogados da OAS, que tinha interesse em cooperar com a Lava Jato em troca de benefícios penais para seus executivos.
REFORMA DA MANSÃO – Segundo as mensagens, Deltan parecia especialmente interessado na participação da OAS numa reforma feita por Toffoli em sua casa em Brasília, mas os advogados da empreiteira diziam que não havia nada de errado no episódio.
As conversas com a OAS foram suspensas depois de um vazamento que expôs a história da reforma numa reportagem publicada pela revista Veja, numa etapa das negociações em que os procuradores ainda não tinham recebido nenhum relato por escrito sobre o assunto.
TUDO NORMAL – “Sempre que foram identificados elementos apreendidos pela força-tarefa que contiveram menções a autoridades com foro especial, foi formalizado o devido encaminhamento”, diz a nota que a força-tarefa divulgou nesta quinta.
“Os procuradores da República confiam nas instituições e respeitam os integrantes do STF”, acrescenta. “Além disso, eles não reconhecem as mensagens oriundas de crime cibernético e que têm sido usadas, de forma editada ou fora de contexto, para embasar acusações e intrigas que não correspondem à realidade.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Esta reportagem, distribuída pela Folha Press a clientes de todo o país, como o jornal O Tempo, mostra o tremendo esforço que a Folha vem fazendo para incriminar o procurador Deltan Dallagnol. As “análises” da Folha não passam de “ilações”, sem a menor sustentação real. São calúnias repetidas diariamente, que com certeza terão resposta judicial, quando esse bombardeio midiático cessar. Como dizia Alberto Dines, com quem trabalhei no Observatório da Imprensa, “tenho saudade da Folha de antigamente”(C.N.)

sexta-feira, agosto 02, 2019

PRIMA DO PREFEITO: Justiça afasta diretora administrativa e financeira da Secretaria de Educação de Campina Grande - Polêmica Paraíba

Maré alta: água invade e destrói casas na Atalaia Nova

‘Vaza-Jato’ desmascara Moro e a mídia



"A portaria 666, número da Besta, baixada diabolicamente por Sergio Moro, confirma todos os temores sobre o risco de uma ditadura de novo tipo no Brasil – com censura, perseguições aos jornalistas e ataques mortais à liberdade de expressão", escreve o jornalista Altamiro Borges

Há muito tempo já se sabia que a midiática Operação Lava-Jato, com toda sua seletividade e seus abusos de autoridade, não tinha como objetivo combater a corrupção – como a mídia falsamente moralista alardeava para milhões de “midiotas”. Seu intento era eminentemente político em um contexto de guerra híbrida para assaltar o poder. Na essência, a judicialização da política visava derrubar governos democrático-populares, com seu reformismo brando e seu republicanismo ingênuo. Essa manobra resultou no golpe do impeachment de Dilma Rousseff, na prisão política do ex-presidente Lula, na breve ascensão da gangue de Michel Temer e no avanço do neofascismo no país, com a corrompida eleição do miliciano Jair Messias Bolsonaro em 2018.
Desde 9 de julho de 2019, porém, o que já era convicção das forças mais críticas da sociedade ganhou provas irrefutáveis com as revelações do site “The Intercept”. O vazamento das mensagens trocadas pelo Telegram entre Sergio Moro, o ex-juiz que ganhou de presente um cargo no laranjal bolsonariano, Deltan Dallagnol, o lobista do PowerPoint, e outros farsantes do Judiciário confirmou os crimes de abuso de autoridade e várias sujeiras cometidas pela famigerada República de Curitiba. A bombástica “Vaza-Jato” evidenciou a existência do conluio entre o falso juiz e os falsos procuradores, que formaram uma quadrilha com objetivos políticos e mercenários e estupraram a jovem democracia brasileira impondo um típico Estado de Exceção no Brasil.
O escândalo, já tratado por vários veículos da imprensa internacional como um dos piores crimes judiciais da história recente, não produziu de imediato maiores abalos no Brasil. Se o país não estivesse submetido a um novo tipo de ditadura, Sergio Moro seria defenestrado do governo, processado e execrado pela sociedade; já Deltan Dallagnol seria preso por sua ação de lobista; e a própria eleição de Jair Bolsonaro, que se baseou nas truculências e ilegalidades da Lava-Jato, sofreria questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas nada disso ocorreu até agora, o que pode ser debitado mais uma vez na conta da imprensa golpista do Brasil.
Emissoras de tevê e rádio, jornais, revistas e sites da mídia monopolista – tendo à frente o Grupo Globo com sua propriedade cruzada no setor – tiveram papel decisivo na projeção de Sergio Moro e de seus capachos do Ministério Público Federal. Esses veículos nunca questionaram os crimes cometidos pela Lava-Jato, apesar da abundância de ações ilegais e truculentas contrárias à Constituição e ao Direito. Derrotado quatro vezes nas urnas, o Partido da Imprensa Golpista (PIG) – como ficou conhecido através da irreverência do saudoso Paulo Henrique Amorim – não vacilou em se unir ao Partido da Lava-Jato (PLJ) para desfechar o golpe parlamentar-judicial-midiático no Brasil, a exemplo do que já havia ocorrido com sucesso em Honduras e no Paraguai.
A chegada ao poder de Jair Bolsonaro – com os seus milicianos laranjas, milicos rancorosos, fundamentalistas neopentecostais e filósofos de orifício, entre outros dejetos – não estava nos planos originais da mídia feudal, em especial da Rede Globo. Com sua escandalização da política e a criminalização das forças de esquerda, ela ajudou a chocar o ovo da serpente fascista, mas pretendia uma saída mais segura e tranquila. A eleição gerou um cenário esquizofrênico. Toda a mídia monopolista apoia a agenda econômica ultraneoliberal liderada pelo abutre Paulo Guedes; mas parte dela discorda do conservadorismo nos costumes e teme o autoritarismo na política do governo. Essa maluquice também se expressa diante das bombásticas revelações da Vaza-Jato.
As emissoras de tevê, que projetaram Sergio Moro como “herói nacional”, seguem blindando o “marreco de Maringá”. Receiam que seu desmoronamento prejudique o projeto de poder que tomou de assalto o Palácio do Planalto. Também temem que os vazamentos comprovem o conluio das “celebridades” midiáticas com os fascistas de toga contra a democracia nativa. O renomado jornalista Glenn Greenwald, criador do Intercept, já sinalizou que tem provas da “parceria da Globo” nos crimes da Lava-Jato. Essa ligação incestuosa explica a omissão da TV Globo (aberta), da Globo News (assinante) e da rádio CBN na cobertura da Vaza-Jato. Outros canais – como o SBT (Sistema Bolsonarista de TV), do “topa tudo por dinheiro” Silvio Santos, e a Record, do “mercador da fé” Edir Macedo – são ainda mais descarados e amadores no apoio ao “justiceiro” Sergio Moro.
Já os jornais impressos, que afundam na crise e hoje não tem tanto poder na formação da “opinião pública”, estão divididos na cobertura. Segundo pesquisa diária do site Manchetômetro, produzida pelo Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Estadão e O Globo tentam desqualificar os vazamentos, evitam o contraditório em suas páginas e protegem o miliciano que ocupa o cargo de ministro da Justiça do fascistoide Jair Bolsonaro. Já a Folha, talvez por motivos mercadológicos, fez parceria com o Intercept e adotou uma linha editorial mais crítica diante dos crimes de Sergio Moro. Entre as revistas, CartaCapital sempre denunciou os abusos da República de Curitiba. A Veja, famosa por sua postura ultradireitista, surpreendeu ao firmar parceria na difusão da Vaza-Jato. Já a IstoÉ – ou QuantoÉ – não conta!
Mas a cumplicidade de parte da mídia com a Lava-Jato pode ainda sofrer alterações com o recrudescimento da postura autoritária do governo. Diante da gravidade dos vazamentos publicados pelo site The Intercept – mas também pelos jornais Folha de S.Paulo e Correio Braziliense, pela revista “Veja” e pelo blogueiro tucano Reinaldo Azevedo –, o vaidoso Sergio Moro viu sua popularidade derreter, o que o transformou em um mero miliciano no laranjal de Jair Bolsonaro. Com o abalo da falsa imagem de ético, fabricada pela mídia udenista, o “marreco de Maringá” tira de vez a máscara e assume seu DNA fascista – já expressos nos abusos impostos como “juiz” punitivista ou no seu pacote anticrime, da “licença para matar”, como ministro da Justiça.
A portaria 666, número da Besta, baixada diabolicamente por Sergio Moro, confirma todos os temores sobre o risco de uma ditadura de novo tipo no Brasil – com censura, perseguições aos jornalistas e ataques mortais à liberdade de expressão. Apesar dos desmentidos, ela tem como alvo evidente o jornalista Glenn Greenwald, de origem estadunidense, abrindo brecha legal para sua deportação e criando um clima de terror e medo nas redações da imprensa. Mesmo veículos que tentaram desqualificar os vazamentos do Intercept, deixando de lado seu conteúdo bombástico e atacando os “hackers” – que antes eram russos, agentes de Vladimir Putin, e que depois foram descobertos em Araraquara (SP), talvez sejam levados a repassar as suas manipulações.
A conferir!

AUTOR:

Altamiro Borges é responsável pelo Blog do Miro - Uma trincheira na luta contra a ditadura midiática

FONTE:

https://www.brasil247.com/blog/vaza-jato-desmascara-moro-e-a-midia

STF vai afastar Deltan do comando da Lava Jato



Revelação de que o procurador Deltan Dallagnol comandou investigações clandestinas contra ministros do STF para pressioná-los a votar de acordo com seus interesses e contra o ex-presidente Lula, somada a sua obsessão por dinheiro, como no caso das palestras da XP, deverá derrubá-lo; investigação clandestina contra Dias Toffoli foi a gota d´água

BRASIL 247 - Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) articulam o afastamento do procurador da República Deltan Dallagnol do comando da Lava Jato, em Curitiba.

Por pressão de membros da Suprema Corte, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pode ser obrigada a tomar essa medida. Como a procuradora-geral está em campanha para ser reconduzida ao cargo e não quer se indispor com membros da corporação (Ministério Público Federal), o destino de Deltan na Lava Jato teria de ser decidido pelo STF.

As informações são da jornalista Thais Arbex da Folha de S.Paulo.

A reportagem destaca que a decisão, segundo a articulação em curso no STF, poderá caber a Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news, relatado por ele.

O Supremo reage assim energicamente à revelação de que Deltan incentivou em 2016 colegas do Ministério Público Federal a investigar Dias Toffoli, hoje presidente do Supremo.

De acordo com a reportagem, os ministros criticaram duramente a atuação de Deltan, que, na avaliação deles, passou a usar a operação Lava Jato como instrumento de intimidação.

Mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil revelaram que Deltan buscou informações sobre as finanças pessoais de Toffoli e sua mulher, Roberta Rangel, e evidências que os ligassem a empreiteiras envolvidas com o esquema de corrupção na Petrobras.

Dallagnol violou mais uma vez a Constituição, a qual determina que ministros do STF não podem ser investigados por procuradores de primeira instância, como Deltan e colegas.

FONTE:

https://www.brasil247.com/brasil/supremo-reage-a-delitos-de-deltan-dallagnol-e-pode-afasta-lo-da-operacao-lava-jato

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