segunda-feira, junho 03, 2019

Detalhes sobre as críticas do FMI ao neoliberalismo que voltou à moda no Brasil


Carlos Newton
Aqui na Tribuna da Internet temos um cuidado enorme com “fake news”. É impressionante a quantidade de informações falsas e manipuladas que nos enviam. Dá um trabalho enorme conferir a veracidade. Neste domingo, dia 2, publicamos uma matéria do site G1 sobre um estudo de três economistas do Fundo Monetário Internacional, a respeito do fracasso na aplicação do neoliberalismo de Milton Friedman em nações subdesenvolvidas.
Como o teor da reportagem do G1 e outros veículos foi anunciada como “mentiroso” pelo site russófilo “Spotniks”, voltamos ao assunto para reafirmar que o estudo dos técnicos do FMI é verdadeiro, publicado na seção “Finance & Development” do site oficial do International Monetary Fund, sob o título “Neoliberalism: Oversold?”, assinado por Jonathan D. Ostry (vice-diretor), Prakash Loungani (chefe de divisão) e Davide Furceri (economista), todos do Departamento de Pesquisa do FMI.
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EM VEZ DE CRESCIMENTO, NEOLIBERALISMO AUMENTOU A DESIGUALDADE, PREJUDICANDO A EXPANSÃO DURADOURA
Jonathan D. Ostry, Prakash Loungani e Davide Furceri
Milton Friedman, em 1982, aclamou o Chile como um “milagre econômico”. Quase uma década antes, o Chile havia se voltado para políticas que desde então foram amplamente copiadas para todo o mundo. A agenda neoliberal – um rótulo usado mais pelos críticos do que pelos arquitetos das políticas – repousa em duas tábuas principais. A primeira é o aumento da concorrência – alcançada através da desregulamentação e da abertura dos mercados domésticos, incluindo os mercados financeiros, à concorrência estrangeira. O segundo é um papel menor para o estado, alcançado por meio de privatizações e limites à capacidade dos governos de administrar déficits fiscais e acumular dívidas.
Tem havido uma tendência global forte e generalizada em direção ao neoliberalismo desde os anos 80, de acordo com um índice composto que mede o grau em que os países introduziram a concorrência em várias esferas da atividade econômica para promover o crescimento econômico.
PRÓS E CONTRAS – Há muito para animar a agenda neoliberal. A expansão do comércio global resgatou milhões da pobreza extrema. O investimento estrangeiro direto tem sido frequentemente uma forma de transferir tecnologia e know-how para economias em desenvolvimento. A privatização de empresas estatais, em muitos casos, levou a uma prestação de serviços mais eficiente e reduziu a carga fiscal sobre os governos.
No entanto, há aspectos da agenda neoliberal que não foram entregues como esperado. Nossa avaliação da agenda se limita aos efeitos de duas políticas: remover restrições aos movimentos de capital através das fronteiras de um país (a chamada liberalização da conta capital); e consolidação fiscal, às vezes chamada de “austeridade”, que é uma abreviação de políticas para reduzir os déficits fiscais e os níveis de endividamento.
CONCLUSÕES INQUIETANTES – Uma avaliação dessas políticas específicas (e não da ampla agenda neoliberal) chega a três conclusões inquietantes:
  • Os benefícios em termos de aumento do crescimento parecem bastante difíceis de estabelecer quando se olha para um amplo grupo de países.
  • Os custos em termos de aumento da desigualdade são proeminentes. Tais custos resumem o trade-off entre os efeitos de crescimento e equidade de alguns aspectos da agenda neoliberal.
  • O aumento da desigualdade, por sua vez, prejudica o nível e a sustentabilidade do crescimento. Mesmo que o crescimento seja o único ou principal objetivo da agenda neoliberal, os defensores dessa agenda ainda precisam prestar atenção aos efeitos distributivos.
PREJUÍZO À DEMANDA – As políticas de austeridade não apenas geram custos substanciais de bem-estar devido aos canais do lado da oferta, mas também prejudicam a demanda – e, portanto, pioram o emprego e o desemprego. A noção de que as consolidações fiscais podem ser expansionistas (isto é, aumentar a produção e o emprego), em parte aumentando a confiança e o investimento do setor privado, tem sido defendida, entre outros, pelo economista Alberto Alesina, de Harvard, no mundo acadêmico, e pelo ex-presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, na arena política.
No entanto, na prática, episódios de consolidação fiscal foram seguidos, em média, por quedas, e não por expansões na produção. Em média, uma consolidação de 1% do PIB aumenta a taxa de desemprego de longo prazo em 0,6 ponto percentual e aumenta em 1,5% em cinco anos a medida de desigualdade de renda de Gini (Ball e outros, 2013).
Em suma, os benefícios de algumas políticas que são uma parte importante da agenda neoliberal parecem ter sido um pouco exagerados.
CAPITAL DE CURTO PRAZO – No caso da abertura financeira, alguns fluxos de capital, como o investimento estrangeiro direto, parecem conferir os benefícios reivindicados para eles. Mas para outros, particularmente fluxos de capital de curto prazo, os benefícios para o crescimento são difíceis de colher, enquanto os riscos, em termos de maior volatilidade e maior risco de crise, são grandes.
No caso da consolidação fiscal, os custos de curto prazo em termos de menor produção e bem-estar e maior desemprego foram subestimados, assim como também é subestimada a conveniência de países com amplo espaço fiscal de simplesmente viverem com alta dívida e permitir que os índices de dívida caiam organicamente através do crescimento.
UM CICLO ADVERSO – Além disso, uma vez que tanto a abertura quanto a austeridade estão associadas ao aumento da desigualdade de renda, esse efeito distributivo estabelece um ciclo de feedback adverso. O aumento da desigualdade gerado pela abertura financeira e pela austeridade pode por si só minar o crescimento, exatamente aquilo que a agenda neoliberal pretende impulsionar. Há agora fortes evidências de que a desigualdade pode reduzir significativamente tanto o nível quanto a durabilidade do crescimento (Ostry, Berg e Tsangarides, 2014).
A evidência do dano econômico causado pela desigualdade sugere que os formuladores de políticas deveriam estar mais abertos à redistribuição do que eles. É claro que, além da redistribuição, as políticas poderiam ser elaboradas para mitigar antecipadamente alguns dos impactos – por exemplo, através de maiores gastos em educação e treinamento, o que expande a igualdade de oportunidades (as chamadas políticas de pré-distribuição).
E as estratégias de consolidação fiscal – quando necessárias – poderiam ser projetadas para minimizar o impacto adverso nos grupos de baixa renda. Mas, em alguns casos, as conseqüências distributivas adversas terão que ser remediadas depois que elas ocorrerem, usando impostos e gastos do governo para redistribuir renda. Felizmente, o medo de que tais políticas necessariamente prejudiquem o crescimento é infundado (Ostry, 2014).
EM BUSCA DO EQUILÍBRIO – Essas descobertas sugerem a necessidade de uma visão mais sutil do que a agenda neoliberal é capaz de alcançar. O FMI, que supervisiona o sistema monetário internacional, esteve à frente dessa reconsideração.
Por exemplo, seu então economista-chefe, Olivier Blanchard, disse em 2010 que “o que é necessário em muitas economias avançadas é uma consolidação fiscal de médio prazo credível, não uma corda fiscal hoje”. Três anos depois, Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, disse que A instituição acreditava que o Congresso dos EUA estava certo em aumentar o teto da dívida do país “porque a questão não é contratar a economia cortando brutalmente os gastos agora, já que a recuperação está aumentando”. E em 2015 o FMI avisou que os países da zona do euro ” espaço fiscal deve usá-lo para apoiar o investimento”.
Na liberalização da conta de capital, a visão do FMI também mudou. Considerava os controles de capital quase sempre contraproducentes, mas passou para uma maior aceitação dos controles para lidar com a volatilidade dos fluxos de capital. O FMI também reconhece que a liberalização completa do fluxo de capital nem sempre é um objetivo final apropriado, e que uma maior liberalização é mais benéfica e menos arriscada se os países atingirem certos limites de desenvolvimento financeiro e institucional.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como o artigo é muito extenso, tivemos de reduzi-lo e vamos deixar para fazer os comentários amanhã. De toda forma, o ministro Paulo Guedes e seus novos Chicago boys deveriam raciocinar a respeito dessas orientações mais atuais do FMI.(C.N.) 

Governo quer usar PMs de folga para fiscalizar unidades federais de proteção ambiental


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Ministro Salles confirma os convênios com a PMs nos Estados
Por G1 — Brasília
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, confirmou a intenção do governo de contratar policiais militares para fiscalizarem, em horários de folga, unidades federais de proteção ambiental. A proposta foi noticiada na sexta-feira pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Mais tarde, em uma rede social, o ministro confirmou a intenção, e afirmou que o governo começará a implementação do plano pela Amazônia.
Segundo o jornal, a ideia do governo é possibilitar que policiais militares que já atuam na área ambiental trabalhem na fiscalização de áreas florestais em horários de folga.
BONS QUADROS –  “Em todos os estados há bons quadros de PMs ambientais prontos para nos ajudar na fiscalização de maneira complementar ao nosso efetivo e com foco no combate ao desmatamento ilegal. Começaremos pela região da Amazônia. Potencial de 900 policiais a mais nas operações”, disse Salles em sua rede social.
“O objetivo é aumentar o efetivo e ações de fiscalização, sobretudo no combate ao desmatamento ilegal na Amazônia”, disse em nota o ministério.
Pela proposta do governo, os PMs auxiliarão no trabalho dos fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
PAGARÁ DIÁRIAS – O “Estado” afirmou na reportagem que o governo pagará diárias com recursos da União e essa remuneração aos PMs será feita por meio de um convênio direto entre União e cada unidade da Polícia Militar.
Ainda segundo a publicação, o governo encomendou um estudo junto às unidades da PM de todo o país para saber o tamanho do efetivo que terá à disposição e também o valor da diária dos PMs interessados no trabalho, uma vez que cada estado paga um valor diferente para os policiais.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Uma boa providência. Sai barato e os PMs têm autorização para usar armas, o que facilita a repressão ao invasores. (C.N.)

Aos 101 anos, morre Mello Bastos, o piloto que levou Jango a salvo até Porto Alegre em 1961

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Com sua mulher Edilena, diante da sede da amada Varig, no Rio
Ana Helena TavaresSite Quem Tem Medo da Democracia
Faleceu na última quinta-feira, 30 de maio, aos 101 anos, Paulo de Mello Bastos, conhecido como comandante Mello Bastos. Sindicalista destacado nas décadas de 1950 e 60, piloto habilidoso e militar legalista, estão, entre seus principais livros, “A caixa preta do golpe de 64” (Ed. Família Bastos) e “Salvo conduto – Um voo na história” (Ed. Garamond).
Mello Bastos foi cremado no Memorial do Carmo. Era viúvo de Edelena Bastos. Deixa as filhas Tânia Bastos Heine, advogada, e Solange Bastos, jornalista. Já havia falecido, em 2018, seu filho mais novo Pablo Bastos, conhecido como João Nery, ativista dos direitos LGBT.
HERÓI BRASILEIRO – Símbolo da legalidade, herói em um país que não cultua a memória, Paulo Mello Bastos esteve com Getúlio Vargas, na intimidade de sua fazenda em São Borja. Foi lá, com uma comitiva, para convencer Getúlio a se candidatar em 1950 e sugerir a ele que fundasse a Petrobras. Sugestão que viria a ser aceita.
Mais tarde, em 1961, já como tenente-coronel-aviador reformado e piloto da então glamourosa Varig, foi Mello Bastos quem conseguiu fazer com que, após a renúncia de Jânio Quadros, o então vice-presidente João Goulart (que voltava da China) pousasse em segurança em Porto Alegre para assumir a Presidência. O avião estava ameaçado de ser abatido por caças militares que queriam dar o golpe já naquele ano – era a “Operação Mosquito”. Como Mello Bastos se livrou disso e salvou Jango?
“Eu era comandante de avião a jato. Então, fiz um plano. Em vez de vir a 40 mil pés, 13 mil metros, eu vim a 300 pés, infringindo. Porque, como o avião de caça geralmente ataca, com metralhadora, de baixo para cima, eu vindo baixinho ele não tem espaço para me atacar, senão ele bate. Voeei baixinho sobre o oceano, para não ser localizado”, contou Mello Bastos.
SINDICALISTA – Além de piloto genial, Mello Bastos foi também um líder sindical respeitado, tendo estado à frente do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT). No ano em que foi demitido da Varig, em 1963, rodoviários, aeronautas e tripulantes de navios petroleiros, deflagraram, em solidariedade, uma das maiores greves dos transportes que esse país já viu. Batizada de greve Mello Bastos.
Inquéritos que Mello Bastos sofreu mostram que ele era acusado de “comunista” simplesmente por fazer greve. Em 1964, era uma das lideranças mais visadas pelos golpistas. Preso, foi obrigado a se exilar. Mello Bastos partindo para o exílio. Debaixo do braço, o livro “O crime do século”.
Estava longe de ser comunista. Na entrevista ao meu primeiro livro (“O problema é ter medo do medo – O que o medo da ditadura tem a dizer à democracia”), brincou. “Na Varig, cheguei a ganhar mais de 10 mil dólares por mês, você acha que eu lutava pra diminuir meu salário?”
CONTRA A DITADURA – O tenente-coronel Mello Bastos nunca compactuou com a ditadura implantada por 21 anos pelos militares. Ditadura que exilou mentes brilhantes, como ele, destruiu sonhos, censurou, torturou e desapareceu com corpos. Por ter a farda limpa, não se poderia, ainda mais no Brasil de hoje, esperar que tivesse honras militares sobre seu caixão.
Mas ele está bem acompanhado, pois o Marechal Henrique Teixeira Lott também não as teve.
Voe em paz, Comandante!

Semanário de qualificação do pessoal da Policlínica em Paulo Afonso

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Seminário de qualificação do pessoal da Policlínica em Paulo Afonso, mantida pelo Estado da Bahia e os municípios de Paulo Afonso, Macururé, Chorrochó, Abaré, Rodelas, Glória, Santa Brigida, Pedro Alexandre e Jeremoabo.

Jeremoabo e o São João dos professores, greve pela sobrevivência.





Paralisação foi anunciada após Prefeitura há quase uma ano vim protelando e alegando  impossibilidade de conceder aumento estabelecido por lei.


É lamentável que a prefeitura esbanje dinheiro para tudo menos para cumprir seu dever com a educação.

Infelizmente a educação continua sendo desprestigiada, caso contrário a população apenderá a a ler, aprende a vota e saberá escolher seus governantes.

O cientista político José Carlos Brandi Aleixo, autor de O Voto do Analfabeto, cita que quem não sabe ler, os aculturados " Eles têm vergonha da sua condição, se escondem e, por isso, têm dificuldade para se unir e lutar por direitos. Aos olhos do país, são invisíveis". (Agência Senado)

Isso é uma triste realidade, temos o exemplo de Jeremoabo onde o " pão e circo" é mais importante do que a educação.

 

domingo, junho 02, 2019

A IMPORTÂNCIA DE SE FALAR A VERDADE E OS PREJUÍZOS CAUSADOS PELA MENTIRA.

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Foto divulgação

Por: Marcelo do Sindicato

Seja grande ou pequena a mentira, faz mal. Seja por amor ou por maldade ( que é fruto da ignorância) mentir prejudica a consciência de quem mente e de quem recebe a mentira.

Quando eu minto sobre o outro eu interrompo o processo de maturidade do meu ser e da relação.

Quando eu minto sobre o outro, eu provoco danos que podem ser irreversíveis e perpetuar em gerações.

Em nível mais profundo, toda vez que contamos uma mentira, por mais inofensiva que seja, a mente recebe um feixe de consciência falsa que fragmenta e altera a consciência.

A mentira pode até "aliviar" ou "resolver" ou resolver no momento, mais é pura ilusão do ego, o fato é que ela passa, desfragmenta a consciência e cria outros novos problemas conforme o tempo passa.

Não é atoa que se tem a expressão "consciência pesada"! Uma pessoa só é capaz de entender os prejuízos da mentira, assim como a falta de integridade, quando o seu nível de consciência estiver mais alto e possibilitar essa compreensão. Por isso não adianta gritar, insistir, ameaçar pessoa...Seria como se fosse uma outra língua ou tentasse agredir como que enxergasse algo além de sua visão!

Os prejuízos da maneira reverbera no espírito, na alma e aparece no corpo. Quem mente se aprisiona e gasta sua energia vital para combater a mentira. A mentira impede  o desenvolvimento humano e sentimental, todo mentiroso torna- se um ladrão de consciências, e o seu pecado é sempre maior, e mais perverso do que os demais pecados que conduz o homem aos largos caminhos da perdição.

Todo ser humano que é convocado pela sociedade a assumir uma responsabilidade, deve por obrigação, dobrar os seus joelhos no chão e pedir a Deus, que a ti o livre de puxa-sacos mentirosos , pois os mesmos, no intuito de se darem bem vivem o tempo todo mentindo para o seu chefe para agrada-lo, além desse pedido, é de grande importância, que esse referido ser humano que fora convocado (a) a assumir determinada responsabilidade, peça de coração ao senhor seu Deus muita sabedoria, para que assim o mesmo não venha a tropeçar em pedras perigosas que estão jogadas no seu caminho.

Observando um certo comentário de um dito puxa-saco, onde o mesmo dizia -"que o tribunal de contas da Bahia, o TCM-BA é um órgão inteiramente político, e que todas as suas decisões são politiqueiras", foi aí que pude perceber, que esses elementos batizados de "puxa-sacos" são de alta periculosidade, quando o caso se resume aos seus próprios interesses. É nesse momento que eles os "puxa- sacos ", se valem da mentira no intuito de se darem bem, mesmo tendo a consciência de que estão agindo de dolo e má fé para com o seu superior.

É pena que muitos que provisoriamente se encontram detentores das mais altas responsabilidades, terminam fechando os olhos para não enxergar, que esses senhores puxa-sacos são mentirosos, e que estão o conduzindo ao abismo e a larga estrada, que da rumo a perdição. As vezes são até alertados a respeito de determinadas coisas, mais terminam se indispondo com seus verdeiros amigos, ao ponto de se distanciar dos mesmos, que tentam lhes socorrer com a verdade.

Todos aqueles que se acham os senhores de todas as coisas, e que fecham os seus ouvidos para obstruir a verdade, e os mantém abertos pras mentiras e comentários infundados que são suaves aos seus ouvidos, terá como galardão, sérias e amargas complicações no futuro, e o pior é que quando isso acontece, não chega sequer um dos puxa- sacos para lhe socorrer de sua aflição.



Inglês:  procure Marta Varjão Tel: 075.999543364
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‘Já falei que não entendia de economia?’, alega Bolsonaro, indagado sobre o PIB


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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Deu em O Tempo(Estadão Conteúdo)
O presidente da República, Jair Bolsonaro, declarou não entender de economia ao ser perguntado sobre projeções para o país após o Produto Interno Bruto (PIB) cair 0,2% no primeiro trimestre do ano. Ele relacionou o cenário de melhora com questões externas, além da necessidade de aprovar a reforma da Previdência, e afastou a possibilidade de criar impostos.
“Já falei que não entendia de economia? Quem entendia afundou o Brasil, eu confio 100% na economia do Paulo Guedes”, declarou Bolsonaro, após um almoço na residência de um amigo no Lago Sul, em Brasília. “A gente quer melhorar os nossos índices aqui, agora passa por questões até externas”, acrescentou.
LIBERAR FGTS – Ele citou possibilidade de o governo autorizar a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e afirmou que isso está sendo estudado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Prometeu apresentar novas medidas para os Estados após a reforma da Previdência.
“Da minha parte, está descartada qualquer possibilidade de novo imposto ou majorar qualquer imposto, isso não existe”, destacou.
Ele ressaltou a importância de o Congresso aprovar o crédito suplementar solicitado pelo governo para garantir o pagamento da Previdência, de subsídios e de benefícios assistenciais. O governo, afirmou, está trabalhando para garantir a promessa de pagar a 13º parcela do Bolsa Família por meio do combate a fraudes no benefício.
PERDA DE VALIDADE – Em relação a medidas provisórias, disse aguardar decisões do Congresso para encaminhamentos. A MP do Saneamento, por exemplo, perde a validade se não for aprovada até esta segunda-feira, 3. O texto não está na pauta da Câmara ou do Senado.
O presidente não quis falar sobre alternativas antes do prazo. Sobre a que promove um pente-fino em pagamentos do INSS, afirmou acreditar na aprovação segunda-feira, no Senado.
Ele manifestou expectativa de o Senado aprovar a MP que altera o Código Florestal também na segunda-feira, prazo final para o Congresso votar o texto.
ALCOLUMBRE VETOU – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), no entanto, já garantiu que os senadores não votarão o texto. Para Bolsonaro, a bancada ruralista tem metade dos parlamentares no Congresso e poderia se mobilizar para aprovar a medida na segunda.
Bolsonaro defendeu a manutenção de Estados e municípios nas mudanças do sistema previdenciário, conforme a reforma encaminhada pelo governo ao Congresso. Ele ponderou, no entanto, que há impasse na Câmara sobre a situação por conta de desgaste entre parlamentares.
“Isso está sendo acertado pela Câmara. O que nós gostaríamos é que fosse tudo junto”, comentou Bolsonaro após participar de um churrasco na casa de um amigo, em Brasília “Está esse impasse dentro da Câmara e eu não tenho nada a ver com isso. A Câmara é que decide agora”, declarou.
NO ORIGINAL – O presidente disse querer aprovar o texto “basicamente como chegou lá”. De acordo com ele, alguns parlamentares até são favoráveis à reforma, mas votam contra por causa do desgaste política. “Espero que o pessoal se entenda”, disse.
Ele manifestou confiança na aprovação da reforma em até 20 dias na Comissão Especial da Câmara e ainda fez um aceno ao relator do texto, Samuel Moreira (PSDB-SP), afirmando que o deputado está trabalhando para aprovar “o que for possível da proposta” do governo.
O presidente classificou a medida como a “mãe” de todas as outras reformas e prometeu anunciar outras soluções para Estados após a conclusão da Previdência.
PETROBRAS – O presidente voltou a falar que não vai interferir nas decisões da Petrobras sobre o preço de combustíveis e comemorou a redução do valor nas refinarias anunciada na sexta-feira.
“A gente não vai interferir na Petrobras, eu não tenho como interferir. A minha interferência é demitindo ou não o presidente e seus diretores. Para que fazer isso aí? Eu confio no Castello Branco (Roberto Castello Branco, presidente da estatal), indicado pelo Paulo Guedes (ministro da Economia), uma pessoa que está sendo ‘dez’ lá, no nosso entendimento”, comentou Bolsonaro.
Para o presidente da República, a estatal levou em consideração “questões técnicas” para tomar a decisão de diminuir os preços.
SEM PRESSÃO – Ele afirmou que não conversou com Castello Branco antes da decisão, como havia feito em fevereiro – quando a interferência segurou o reajuste do diesel decidido pela petrolífera e terminou prejudicando a empresa -, mas declarou que recebeu a notícia do próprio dirigente da Petrobras após a decisão. “Eu não sou aquela outra candidata, ou melhor, presidente, de saia, como alguns tentaram pejorativamente me taxar. Não existe isso”, afirmou, em relação à ex-presidente Dilma Rousseff.
Segundo Bolsonaro já disse, no episódio anterior o próprio presidente da Petrobras resolveu – após uma ligação dele – adiar o reajuste do diesel para um índice “muito próximo” do que estava previsto, e não cancelar o aumento. “Não houve interferência nossa.”
EDUCAÇÃO – Na área da Educação, o presidente prometeu divulgar nas próximas semanas ações para as universidades federais, que foram alvos de bloqueios orçamentários, mas não quis adiantar quais medidas o governo adotará na área.
O Ministério da Educação divulgou uma nota uma afirmando que professores e alunos não podem divulgar e estimular protestos durante o horário escolar.
O presidente relatou que não conversou com o ministro da pasta, Abraham Weintraub, sobre o assunto. “O que eu sempre recomendo aos ministros é o menos de marola possível. Faz a coisa em silêncio. Há interpretação, muitas vezes, equivocada e isso não é bom para a gente”, comentou Bolsonaro quando perguntado sobre a nota.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Fica clara a estratégia de Bolsonaro. Na sua malandragem rasteira, digamos assim, ela pensa (?) que pode se eximir da responsabilidade pela crise da recessão e do desemprego, bastando dizer que não entende de economia. A seu ver, a culpa assim será toda do Paulo Guedes, que não tem barbicha mas se adapta bem à função de bode expiatório. Realmente, Bolsonaro não parece ser deste mundo. (C.N.)

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