quinta-feira, novembro 08, 2018

Diplomação de Bolsonaro será dia 10 de dezembro, antes da última cirurgia


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A equipe quer antecipar a diplomação de Bolsonaro
José Carlos Werneck
A presidência do Tribunal Superior Eleitoral entrou, na manhã de hoje, em contato com o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para acertar detalhes do agendamento da diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro.
A Administração do TSE sugeriu que o presidente eleito e seu partido antecipem em cinco dias as prestações de contas, cujo prazo limite é 17 de novembro. Assim procedendo, é possível cumprir todos os prazos previstos no Calendário Eleitoral e realizar a solenidade de diplomação de Jair Bolsonaro em 11 de dezembro, um dia antes da data prevista para que ele seja submetido ao procedimento cirúrgico para retirada da bolsa de colostomia, que está usando, por conta da tentativa de homicídio, de que foi vítima no dia 6 de setembro, na cidade mineira de Juiz de Fora.
Depois das negociações, foi fixada pelo TSE a data de 10 de dezembro para a diplomação, dois dias antes da terceira cirurgia, para recuperação completa do presidente eleito.

O Globo garante que o Supremo não vai libertar Lula, mas há controvérsias…


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O Globo diz que Mello defende prisão após segunda instância…
Carolina Brígido e André SouzaO Globo
O novo pedido de liberdade que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) tem pouca chance de ser concedido. O caso será julgado pela Segunda Turma, formada por cinco dos onze ministros da Corte. A tendência é que o benefício seja negado.
Ainda não está decidido se o tema será julgado neste ano, mas  o relator da Lava-Jato , ministro Edson Fachin , disse nesta quarta-feira que é possível que a segunda turma julgue o pedido ainda neste ano. Depois, caberá ao presidente do colegiado, ministro Ricardo Lewandowski , definir a data.
NULIDADE – Os advogados de Lula também querem a declaração de nulidade dos atos do juiz federal Sergio Moro . Foi o magistrado quem condenou Lula na primeira instância, no processo do triplex do Guarujá  (SP). Depois, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região confirmou a decisão e determinou a prisão do petista. A decisão também resultou na inelegibilidade de Lula. Segundo a defesa, Moro perseguiu o ex-presidente.

Por outro lado, alguns ministros do tribunal têm um entendimento que poderá levar à libertação de Lula. No julgamento de um recurso contra a condenação do TRF-4, existe a possibilidade de ser excluído do cálculo da pena total o crime de lavagem de dinheiro e manter apenas o crime de corrupção. Para ao menos três integrantes do STF, ocorreu “bis in idem”. Na linguagem jurídica, significa que um mesmo fato ocasionou duas sanções, o que não é permitido.
PENA REDUZIDA – Com a pena total menor, Lula poderia conseguir progressão do regime fechado para o semiaberto, ou mesmo para a prisão domiciliar. No entanto, o STF só deve analisar esse recurso em meados de 2019, depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgar o caso. Boa parte dos ministros do STF considera que não é um bom momento político para libertar Lula agora – nem num momento de transição de governo, nem no início da gestão do presidente eleito Jair Bolsonaro .
Se o novo habeas corpus da defesa for julgado neste ano, o mais provável é que seja em dezembro. Ao encaminhar o processo para a Segunda Turma, o relator, ministro Edson Fachin, solicitou  informações ao STJ, ao TRF-4 e à 13ª Vara Federal de Curitiba, onde Moro atuava . Eles terão cinco dias para prestar informações. Depois disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá mais cinco dias de prazo para se manifestar.
GARANTISTA – A Segunda Turma é o colegiado responsável por julgar os processos da Lava-Jato. Até setembro, o perfil das decisões da turma costumava ser “garantista”. Na prática, isso significou a libertação de réus de vários partidos – como o ex-ministro José Dirceu (PT), o ex-tesoureiro do PP João Cláudio Genu e do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Jorge Picciani (MDB). Costumavam formar maioria nesse sentido os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Lewandowski.
Em setembro, Toffoli trocou de lugar com Cármen Lúcia: ele assumiu a presidência do STF e ela, a vaga na Segunda Turma. Agora, a tendência é de que haja maioria no sentido contrário, para manter prisões da Lava-Jato. Em votações penais, a ministra costuma se alinhar com os outros dois integrantes da turma, Edson Fachin e Celso de Mello – que, até setembro, costumavam ser minoria nas votações.
NOVO HABEAS – O mais recente habeas corpus de Lula foi apresentado na segunda-feira. Antes disso, Fachin já havia dito a auxiliares que só levaria ao plenário ações relacionadas a Lula que tivessem questão constitucional – como, por exemplo, o questionamento de prisão de condenados em segunda instância. Como agora o argumento da defesa é o da suposta imparcialidade de Moro, o foro para a discussão seria a Segunda Turma.
No pedido, os advogados disseram que Moro “revelou clara parcialidade e motivação política” nos processos contra o ex-presidente. Um dos elementos apontados pela defesa é o fato do juiz  ter aceitado o convite de Bolsonaro para ser ministro da Justiça. Eles consideram que o magistrado atuou para impedir o ex-presidente de ser candidato, o que teria beneficiado Bolsonaro. Depois que aceitou o convite, Moro anunciou que não vai mais conduzir a Lava-Jato. O juiz tirou férias e só pedirá exoneração da magistratura quando o período de descanso terminar.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Apesar de serem excelentes repórteres, Carolina Brígido e André de Souza deixaram a desejar neste texto, que requer tradução simultânea. Colocaram no mesmo saco as libertações de Dirceu, Picciani e Genu, como se tivessem as mesmas justificativas. Pior, apresentaram Celso de Mello como defensor da condenação após segunda instância, quando é justamente o contrário. Sempre foi a favor de soltar os réus, já libertou homicida confesso, que matou o sócio e escondeu o corpo, na verdade Celso de Mello é um dos maiores críticos do cumprimento antecipado da pena. A grande novidade do texto é a jogada para reduzir a pena. Significa que Lula já está com um pé do lado de fora da cadeia. A não ser que prevaleça outra informação importante da matéria – a de que o Supremo vai aguardar o julgamento no STJ. Se isso acontecer, Lula estará liquidado, porque sempre perde por unanimidade no STJ(C.N.)  

Moro comete infração ao tirar férias para montar equipe do novo ministério

Moro comete infração ao tirar férias para montar equipe do novo ministério

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Sérgio Moro na primeira entrevista coletiva após aceitar ser ministro da Justiça
Na forma da lei, Moro deveria ter se exonerado de imediato
Pedro Estevam Serrano e Lenio Luiz StreckConsultor Jurídico
Em termos jurídicos, parece claro que um juiz de Direito só pode aceitar um cargo político no Poder Executivo se, antes, pedir exoneração. Afinal, a Constituição veda que o juiz exerça atividade político-partidária. Consequentemente, parece óbvio — embora o óbvio se esconda e esteja no anonimato no Brasil — que, se o juiz, sem sair do cargo, aceita convite para ser ministro de Estado e, sem sair do cargo, entra em férias para organizar o ministério, ele estará infringindo o Estatuto da Magistratura, o Código de Ética dos juízes e a Constituição da República.
Parece tão simples isso. Além do mais, por qual razão os cidadãos da República têm de continuar a pagar o salário do juiz, em férias, para organizar o seu ministério? Ele tem direito a férias? Pois bem. Se tem, não pode tirá-las na condição de juiz já aceitante de um cargo no Poder Executivo. Isso ou temos de desenhar?
NÃO SE FARÁ NADA – O que espanta (ou não espanta) é que, no Brasil, estamos nos acostumando a deixar passar essas coisas. O tribunal ao qual Moro é vinculado deveria, de oficio, abrir um procedimento. O CNJ tem o dever de fazer. Mas, pelo visto, até agora, nada.
Assim, estamos diante de uma situação híbrida: um juiz que está de férias preparando seu ministério para assumir quando deveria pedir demissão do cargo que é absolutamente incompatível com a política. Nem vamos falar, aqui, da situação criada pela aceitação de um cargo político a convite de um presidente que se beneficiou — em termos eleitorais — das decisões do juiz em tela. Nem é necessário falar das declarações, peremptórias — e conhecidas de todos (público e notório) —, do juiz afirmando que, acaso aceitasse um cargo político, isso colocaria em dúvida a integridade (vejam, colocaria em dúvida a integridade) do trabalho por ele realizado (as palavras são essas mesmas).
JOIA DA COROA – Todavia, nada disso nos importa, aqui. Estamos apenas chamando a atenção para a falta de prestação de contas à sociedade e a falta da prestação de contas dos órgãos que deveriam fiscalizar os atos dos agentes públicos. Essa prestação de contas se chama accountability.
Não esqueçamos que a imparcialidade de um juiz é a joia da coroa judiciária. No momento em que a imparcialidade sai por uma porta, por outra entra o vale-tudo. Inocentes pagarão pelos culpados. É a instituição judiciária que está em jogo.
Se isso vira precedente, qualquer juiz ou membro do MP poderá negociar seu cargo com um governo. Se o governo aceitar que o juiz ou promotor assuma o novo cargo, esse juiz poderá continuar no cargo montando sua pasta, até o dia da posse. Sim, porque, afinal, qual é a diferença entre estar de férias e estar no exercício da função? Afinal, o próprio Moro estava em férias quando impediu o cumprimento de um Habeas Corpus, não faz muito.
FÉRIAS OU NÃO – Ou seja, se para Moro não existe férias para juízes — estando sempre com competência (há até acórdãos de tribunais dizendo isso, errada ou acertadamente) —, então podemos concluir, sem medo de errar e sem colocar uma gota de subjetivismo, que o juiz Sergio Moro, em férias ou não, está exercendo atividade outra que não a de magistrado. Ou montar um ministério é atividade de um magistrado?
Aliás, segundo o jornal O Globo, só depois de suas férias é que o TRF-4 poderá providenciar o seu substituto na “lava jato” (afinal, como se sabe, o juiz é titular e só abre vacância com sua saída, e não por suas férias!). Mais um prejuízo.
No caso, a montagem do Ministério da Justiça e Segurança constitui atividade tipicamente político-partidária, totalmente estranha à magistratura. Estando ainda no cargo. Não é necessário ser filiado para exercer atividade política partidária. Aliás, fosse necessária a filiação para configurar o tipo administrativo, a Constituição teria colocado “filiação”, e não a palavra atividade.
Aguardemos. Na verdade, este texto é muito mais uma pauta para jornalistas do que um material para juristas e para o Judiciário, se nos permitem uma pequena ironia!
  • Pedro Estevam Serrano é advogado, professor de Direito Constitucional, Fundamentos de Direito Público e Teoria Geral do Direito da PUC-SP, pós-doutor em Teoria Geral do Direito pela Universidade de Lisboa e doutor e mestre em Direito do Estado pela PUC-SP. E Lenio Luiz Streck é jurista, professor de Direito Constitucional e pós-doutor em Direito.

Toffoli agradece reajuste e diz que agora STF irá discutir auxílio-moradia

Desde que assumiu a presidência do Supremo, magistrado tem dito que pautaria julgamento em plenário do benefício após aprovação do aumento de salário

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, agradeceu ao Senado por ter aprovado nesta quarta-feira (7) o reajuste dos salários dos ministros da Corte e disse que deverá agora enfrentar a questão do auxílio-moradia do magistrados.
“Com a aprovação do novo subsídio, nós poderemos agora resolver essa questão do auxílio-moradia. Vou conversar com o relator, o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, para ver a melhor hora de deliberarmos a respeito”, disse Toffoli à TV Justiça, após evento no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Desde que assumiu a presidência do Supremo, magistrado tem dito que pautaria julgamento em plenário do benefício após aprovação do aumento de salário

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, agradeceu ao Senado por ter aprovado nesta quarta-feira (7) o reajuste dos salários dos ministros da Corte e disse que deverá agora enfrentar a questão do auxílio-moradia do magistrados.
“Com a aprovação do novo subsídio, nós poderemos agora resolver essa questão do auxílio-moradia. Vou conversar com o relator, o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, para ver a melhor hora de deliberarmos a respeito”, disse Toffoli à TV Justiça, após evento no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Desde a primeira entrevista após assumir a presidência do Supremo, Toffoli tem declarado que pautaria o auxílio-moradia para julgamento em plenário após ser aprovado o aumento de salário dos ministro do STF pelo Senado. “Agradeço em nome de todo o Poder Judiciário a aprovação desse projeto”, disse ele nesta quarta-feira.
Segundo o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que votou contra o aumento, estudos da Consultoria Legislativa mostram que o impacto fiscal da medida pode chegar a 6 bilhões de reais, com o chamado efeito cascata, uma vez que os vencimentos dos ministros do STF servem de teto para o funcionalismo público.

Suposta agente de saúde de Jeremoabo coloca a boca no trombone

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Rola nas redes sociais um áudio demonstrando a ineficácia da cúpula do Hospital Municipal  de Jeremoabo, a desinformação em que colocam o prefeito,e o prejuízo que causam aos servidores e a população de um modo geral.
Esse suposto áudio é passado entre uma servidora  que conhece seus direitos, sabe exercer seus direitos de cidadania e funcionária, que não teme a verdade, coisa rara em Jeremoabo.
O suposto dialogo foi mantido com o prefeito de Jeremoabo. em cujo início a servidora da saúde diz que "ao prefeito procurá-la pensou que seria para regularizar os salários tanto dela quanto dos colegas, porém, era apenas cobranças tanto dela quanto dos seus colegas, pois segundo o prefeito estava havendo muitas reclamações,  que roda o município e não vê nenhum agente de saúde na rua; era em relação a cumprimento de horário que dizem que não estão cumprindo, era reclamação do pessoal da secretária de saúde que ficam fazendo a caveira dos  agentes de saúde, dizendo que esses bota DIFICULDADES NAS COISAS,  era para cobrar com relação a essa lista do banheiro que passaram para ele que agente esta botando dificuldade na execução desse material que ele precisava, pois os recursos estavam perto de voltar, era para cobrar das áreas descobertas que disse que agente poderia dar um suporte, que estava tendo várias áreas descobertas, como agente era representante da categoria tinha que  dar um jeito de cobrir essas áreas. Não vou mentir para você não; fui para cima dele que ele ficou com o queixo caído. não sabe do que está  falando rapaz, expliquei para ele de quem era a  competência de contratar mais agentes de saúde e de fazer o remapeamento que eles  não fizeram, tem que fazer o remapeamento para se ter novo concurso para cobrir essas áreas, pedi para citar os nomes dos agentes de saúde que estava tendo essas reclamações"...
Isto que está transcrito é apenas parte da suposta conversa, pois o áudio é bastante longo.
Demonstra o desentranhamento entre o prefeito e seus assessores mais direitos, que pelo áudio dá para entender que estão escondendo da gestor a verdade, a verdade da bagunça em que se encontra setores daquele nosocômio, que obriga o prefeito descer de seus afazeres de maior importância para problemas primários que quqlquer chefete competente resolverá de imediato.
Não sei informar se esse áudio é fake ou verdadeiro, sei apenas que faz sucesso nas redes sociais   que merecia ou merece ser verdadeiro.
Enquanto isso faço minha as palavras do Jornalista Mário Assis Causanilhas, que assim se expressa:

"É pena que determinadas fake news não sejam verdadeiras.... O que existe de fato é um texto verdadeiro e irrespondível, que nos traz esperança quando vemos o bem se levantar contra o mal."

quarta-feira, novembro 07, 2018

Senado aprova reajuste de 16% para ministros do STF; salários vão para R$ 39 mil


Articulação relâmpago do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), colocou o aumento da pauta da Casa; medida tem impacto no funcionalismo público.


Idiana Tomazelli, Felipe Frazão e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo
07 Novembro 2018 | 19h24
BRASÍLIA - Após uma articulação relâmpago do presidente do SenadoEunício Oliveira(MDB-CE), o reajuste de 16,38% nos salários de ministros do Supremo Tribunal Federal(STF) foi aprovado nesta quarta-feira, 7, pelos senadores e segue para sanção presidencial. Com isso, o teto do funcionalismo público passa de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,32.
plenário do Senado deu o sinal verde para o aumento apesar do apelo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que manifestou preocupação com a votação. O reajuste terá um efeito em cascata para a União e sobretudo para os Estados, que já enfrentam grave crise financeira e correm risco de insolvência justamente devido ao elevado comprometimento de suas receitas com o pagamento da folha de pessoal. Segundo um estudo publicado em agosto pela Consultoria de Orçamento da Câmara, a medida pode gerar efeito cascata de R$ 4,1 bilhões para União e Estados.
Plenário do Senado Federal
Plenário do Senado Federal Foto: André Dusek/Estadão
A decisão de Eunício de pautar o projeto do reajuste pegou de surpresa as lideranças dos partidos. Como mostrou o Broadcast Político mais cedo, o presidente do Senado tomou a decisão depois de uma conversa ontem com o presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Eunício não convocou a reunião de líderes para tratar do assunto, o que é praxe.
A matéria estava parada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado com parecer contrário do relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Mas o presidente do Senado designou novo relator, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que deu parecer favorável ao aumento.
Eunício rebateu as reclamações de que foi pouco transparente na articulação para pautar o projeto. “Os reajustes estavam pautados, não é verdade que não estavam, houve pedido de urgência”, afirmou o presidente do Senado. Segundo ele, os requerimentos foram aprovados pelo plenário, o que abriu caminho para a votação feita hoje. O presidente do Senado disse ainda que “jamais” faria uma negociação às escondidas.
Eunício ressaltou ainda que os projetos já haviam sido aprovados pela Câmara dos Deputados e que o aumento não provocará mudança no teto de gastos do Judiciário ou do Ministério Público, que seguirão respeitando a regra que limita o avanço das despesas à inflação. “Há compromisso formal do presidente da Suprema Corte, ministro Dias Toffoli, e de Raquel Dodge (procuradora-Geral da República), com quem me encontrei hoje, de que não haverá aumento do teto de gasto dos órgãos”, afirmou Eunício.

Novo relator deu parecer favorável 

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) deu parecer favorável ao projeto de lei que concede reajuste de 16,38% aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, a remuneração que é referência para o teto salarial do funcionalismo passaria de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,32. 
Bezerra foi designado relator pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira, que articulou nos bastidores para votar os projetos ainda nesta quarta. Como mostrou o Broadcast Político mais cedo, Eunício se reuniu na terça-feira com o presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Foi depois desse encontro que ele tomou a decisão de pautar o texto, surpreendendo lideranças políticas e também os próprios representantes das categorias, que estão no plenário do Senado pressionando pela aprovação.
O senador do MDB foi designado relator no lugar do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que era relator na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e havia recomendado a rejeição do projeto.
O impacto estimado do reajuste é de R$ 2,77 milhões para o STF e de R$ 717,1 milhões para o Poder Judiciário, mas o problema maior é o efeito cascata para Estados, porque o salário dos ministros do Supremo funciona como teto do funcionalismo público. Há casos como o do Rio de Janeiro em que a Constituição estadual prevê o reajuste automático.
Ferraço foi o primeiro senador a discutir o projeto no plenário. Ele advertiu que consultores do Congresso calculam impacto nas contas de União e Estados em torno de R$ 6 bilhões devido ao efeito em cascata.
Mais cedo nesta quarta, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse não ser o momento mais adequado para votar o reajuste e manifestou preocupação com o impacto nas contas. "Estamos em uma fase que, ou todo mundo tem ou ninguém tem, e o Judiciário é o mais bem aquinhoado", comentou o presidente eleito.
Bolsonaro prometeu conversar com o presidente do STF sobre a questão. "Estamos no mesmo barco. Não existem três poderes. É um poder só e o que está em jogo é o futuro do Brasil. Estamos em uma profunda crise ética, moral e econômica e a responsabilidade tem de ser dividida por todos. Não vai ser uma pessoa que vai salvar o Brasil e nesse conjunto estão todos os integrantes dos Três Poderes", afirmou. 
O senador Roberto Requião (MDB-PR) declarou voto contrário ao reajuste dos ministros do STF e afirmou que há o risco de o Parlamento "votar sob pressão e ameaça de retaliação" do Judiciário. Vários parlamentares são investigados ou réus em ações no STF.
Eunício Oliveira respondeu a Requião dizendo que o projeto do reajuste do STF não tem nenhum efeito sobre o Parlamento. Desbancado do posto de relator do projeto de lei que concede aumento de 16,38% aos ministros do STF, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) reafirmou ser contra a proposta e pediu a retirada de pauta do texto. Caso isso não seja feito, Ferraço defendeu que a votação seja realizada de forma nominal.
O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) também pediu que a votação seja identificada. Segundo ele, o acréscimo salarial é "inapropriado" diante do momento atual das contas públicas. "Ainda mais grave é se votarmos isso secretamente, votar isso escondido é mais grave ainda", afirmou. 
Fonte: Estadão

Essa não entendi,dispensa de licitação para aquisição de merenda escolar...

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Justiça de Sergipe determina afastamento do diretor-presidente do Hospital Cirurgia

Por G1 SE
 

Hospital de Cirurgia em Aracaju — Foto: Marina Fontenele/G1Hospital de Cirurgia em Aracaju — Foto: Marina Fontenele/G1Hospital de Cirurgia em Aracaju — Foto: Marina Fontenele/G1
A Justiça de Sergipe determinou o afastamento do diretor-presidente do Hospital Cirurgia, dois tesoureiros e do primeiro secretário. A decisão atende a um pedido do Ministério Público de Sergipe, que aponta que irregulares da instituição estariam impactando na rotina da unidade de saúde.
A decisão prevê ainda que a co-gestora administrativa da unidade hospitalar assuma a função de interventora judicial pelo prazo de 12 meses, podendo ser prorrogável. Em caso de descumprimento, está determinada a aplicação de multa diária no valor R$ 10 mil.
O Hospital Cirurgia informou que ainda não foi notificado da decisão.

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