quarta-feira, maio 14, 2014

PF cumpre outros dez mandados em operação que investiga desvio de R$70 milhões


A PF desarticulou uma quadrilha composta por 153 funcionários públicos (entre eles, 28 agentes políticos) e empresários. Usando empresas de fachada, o esquema desviou pelo menos R$ 70 milhões do erário. Dois prefeitos estão foragidos

Bruno Wendel (bruno.cardoso@redebahia.com.br)

Uma organização criminosa que desviou mais R$ 70 milhões dos cofres públicos usando a estrutura administrativa de prefeituras baianas foi desarticulada, ontem, em uma operação da Polícia Federal no estado, que também contou com ações em Sergipe e no Distrito Federal. Até a noite de ontem, 19 pessoas já haviam sido presas. Ao menos 20 municípios foram lesados pela quadrilha, que teve 29 mandados de prisão temporária decretados pela Justiça Federal.

De acordo com a Polícia Federal (PF), os outros 10 mandados devem ser cumpridos a partir de hoje. Entre os foragidos, estão os prefeitos de Fátima, José Idelfonso Borges dos Santos, e de Sítio do Quinto, Cleigivaldo Carvalho Santarosa, ambos do PDT. Também foram expedidos pedidos de prisão para  ex-prefeitos, vereadores e secretários municipais.

As investigações da PF, iniciadas em 2008, apontam a existência da organização criminosa há mais de uma década, composta por agentes públicos e empresários. Eles atuavam com a finalidade de desviar recursos públicos oriundos principalmente da conta do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), além de outros de origens federal, estadual e municipal.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada e laranjas contratados para a realização de serviços de engenharia, de transporte escolar, construção e reforma de escolas e realização de eventos sociais. No entanto, os serviços não eram prestados, ou eram apenas parcialmente realizados, e parte da verba, ou o valor integral, era repassada para as contas pessoais dos envolvidos.


Nomes
Entre os acusados de participar do esquema de corrupção estão seis ex-prefeitos, que tiveram a prisão temporária de cinco dias decretada. São eles: Osvaldo Rubens Nascimento (Fátima) e Manoel Messias Vieira (Fátima), Manoel Alves dos Santos (Água Fria), Ailton Souza Silva (Ipecaetá), José Messias Matos Reis (Novo Triunfo), além de um sexto nome não revelado.

Os vereadores José Wilson (Fátima), José de Jesus Souza (Fátima), Francisco Borges (Fátima), além dos secretários municipais Alan Oliveira Santos (Fátima), José Roberto Nascimento (Fátima), Grivaldo (Fátima), Antônio Ramiro (Água Fria) e Fabiana da Silva Gomes (Banzaê) também devem ir para a cadeia, segundo determinação da Justiça Federal. Edson Brito, ex-vereador de Banzaê, que chegou a presidir a Câmara Municipal e foi candidato derrotado à prefeitura nas últimas eleições, foi preso em Brasília ontem.

Além dos mandados de prisão temporária, foram expedidos 83 mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou, ainda, o afastamento cautelar de sete pessoas de suas atividades profissionais, inclusive de funções públicas ocupadas.

De acordo com a PF, as verbas desviadas foram gastas na compra de fazendas, mansões, gados e empresas. Por conta  disso, a Justiça determinou também o sequestro de bens, entre os quais, veículos, embarcações, joias, valores em espécie e o bloqueio de recursos financeiros dos suspeitos.  No total, 153 servidores públicos são investigados (28 deles, agentes políticos).

Os envolvidos irão responder por improbidade administrativa, fraude em licitação, crime de responsabilidade (por parte dos  prefeitos), peculato, uso de documento falso, organização criminosa, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem tributária e previdenciária.

Berço
Segundo a PF, o esquema de desvio de verbas nasceu no município de Fátima. Em 2001, por meio de um sorteio, a Controladoria-Geral da União (CGU) detectou irregularidades nas contas da cidade. Foi aberto um processo de investigação e, durante a tramitação, em 2008, foram constatadas novas irregularidades. “Foi desviado do município R$ 299 mil, referente à parte do Fundeb. Essa quantia é um saldo que restou de obras do governo federal e que devia ser uma bonificação aos professores”, informa Adilmar Gregorini, chefe de CGU na Bahia. “Os professores deveriam receber de tributos R$ 1.200 e receberam R$ 147. A diferença de valor foi embolsada pelo prefeito e secretários da época”, complementa Gregorini.

No comando das investigações, o delegado José Nogueira, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da PF, disse que Fátima era o município onde se concentrava a maior movimentação financeira da organização criminosa. “Isso porque existe um grande número de empresas de faixada. Então, foi feita a quebra do sigilo bancário e interceptação telefônica e foram identificadas movimentações bancárias incompatíveis com a atividade da empresa. Algumas nem funcionavam”, explica o delegado.

Segundo Nogueira, a organização utilizava uma “conta-hospedeira”, o que facilitou as investigações. “Todo dinheiro gerado do esquema era depositado numa conta-hospedeira, de uma pessoa de confiança do prefeito, e depois repassada para a própria conta pessoal do prefeito, vereadores e secretários”, explica o responsável pelas investigações. Segundo ele, a “conta-hospedeira” seria de um ex-prefeito de Fátima, cujo nome não foi revelado porque o processo corre em segredo de Justiça.

Ainda de acordo com Nogueira, o grupo que atua em Fátima acabou tendo ramificações em outras cidades baianas. “Ficamos impressionados em relação ao número de empresas de fachada em Fátima. O que sabemos é que aquela organização que atuava em Fátima teve o poder de atuar em outros municípios e interagir com essas organizações”, elucida, acrescentando que o número de cidades investigadas pode aumentar com o desenrolar das apurações.

Empresas
Ao todo, 33 empresas estão na mira da Polícia Federal por conta das suspeitas de fraudes financeiras. A maioria é formada por construtoras contratadas para levantar ou reformar escolas públicas, como a AML Serviços e Empreendimentos Ltda, com sede no Edifício Cidade de Aracaju, no bairro do Comércio, em Salvador. De acordo com a PF, a empresa recebeu, em 2009, R$ 13 milhões da prefeitura de São Francisco do Conde, para a construção de duas escolas. “Mas, até agora, nenhuma delas foi construída”, aponta o delegado José Nogueira.

Além da AML Serviços e Empreendimentos Ltda, a PF revelou o nome de outras nove empresas. São elas:  DLIXT Construtora, HB Construtora Ltda, Josefina Furacão Produções de Eventos, M. Filho Transporte Ltda, Primazia Construtora Civil, PSSA Construtora Civil Ltda, Santos Filho Transportes e Construções Ltda, União Brasil Transportes, Zuêra Organização e Produção de Espetáculo.

Operação
A operação foi deflagrada por volta das 6h de ontem, em 26 municípios baianos, além de Aracaju (SE) e Brasília (DF). Cerca de 400 policiais federais, com o apoio de 45 servidores da CGU e 45 da Receita Federal participaram da execução da operação 13 de Maio, em cumprimento dos mandados de prisão, busca e apreensão.

Doze pessoas foram levadas para o Presídio Regional de Feira de Santana, a maioria do município de Fátima. Entre eles, está o secretário de Educação da cidade, Cidney Andrade, juntamente com sua mulher, Maria Iva Rodrigues de Carvalho, além do ex-prefeito Osvaldo Ribeiro Nascimento e o filho, José Roberto Nascimento, secretário de Finanças de Fátima.

Além da prisão do vereador de Banzaê, na capital federal, outra prisão da Operação 13 de Maio também foi realizada fora do estado, em Aracaju. O nome do suspeito não foi divulgado. Documentos, computadores, celulares e outros equipamentos foram apreendidos pelos federais.

Além de Fátima, foram identificadas irregularidades em Heliópolis, Ipecaetá, Aramari, Banzaê, Ribeira do Pombal, Sítio do Quinto, Água Fria, Novo Triunfo, Itiruçu, Ourolândia, Santa Brígida, Paripiranga, Itanagra, Quijingue, Sátiro Dias, Coração de Maria, Cícero Dantas, Lamarão e São Francisco do Conde..


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VONEY MALTA, 

Os protestos realizados no ano passado nas principais cidades brasileiras pela garotada ainda deixam muito político sem dormir direito. O temor povoa a cabeça de muitos sem saber o que teremos durante os jogo


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terça-feira, maio 13, 2014

"Quando você vir as barbas de seu vizinho pegar fogo, ponha as suas de molho".



De todas as cidades circunvizinhas Jeremoabo através de seus atos demonstra ser a menos politizada.
Pelo que pude entender o motivo principal que desencadeou toda ação da Polícia Federal intitulada“operação 13 de maio”,  “começou quando houve a suspeita de malversação do dinheiro público. De acordo com a Polícia Federal, os indícios surgiram em 2009, quando os professores do município de Fátima deveriam receber de tributos R$ 1,2 mil e receberam apenas R$ 147. O resto do valor, de acordo com a PF, era "embolsado" pelos secretários e prefeito. O dinheiro, cuja soma chega a R$ 30 milhões, é do governo federal e chegava na prefeitura através do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).”
Diante desse fato, faço a seguinte pergunta: quantos professores de Jeremoabo não foram prejudicados por esse mesmo ato nefasto, e por covardia não exerceram seus direitos de cidadãos denunciando a apropriação indébita?
Por esse ato negativo deixaram de prestar um grande serviço à coletividade Jeremoabense, a nação e não lutaram por seus direitos.
Segundo a PF, as fraudes eram cometidas por meio da contratação de empresas de fachada para eventos; contratação de empresas para obras públicas, a exemplo da construção de escolas; transporte escolar, merenda além de haver desvio de dinheiro do  Ministério da Saúde para compra de remédios, e verba municipal desviada também do transporte escolar
Ainda  Segundo José Nogueira, o dinheiro público desviado era usado para aquisição de imóveis e carros. "Muito dos bens, do patrimônio, não estão no nome dessas pessoas. Geralmente, estão no nome de alguns parentes. Esses parentes compravam fazendas, gado, imóveis, carros", explica.
Pode ser que ainda não seja dessa vez que a prefeitura de Jeremoabo seja alcançada, mas cedo ou tarde irá pagar pelas trambicagens e maracutaias que vem praticado com o dinheiro do povo, talvez iguais aos prefeitos já alcançados ou ainda pior.
Quem desconhece que os ônibus que transportavam os alunos eram de Heliópolis, e que a merenda escolar e cadeiras ou carteiras eram compradas em Paripiranga?
É como diz Editor Luiz Brito em uma sua matéria: Apesar das inúmeras acusações que pesam sob os ombros dos ex-prefeitos das cidades de Paulo Afonso, Glória, Jeremoabo e Santa Brígida, Raimundo Caires, José Policarpo, Francisco Teles, João Batista Melo de Carvalho e Pedrinho de João Ferreira nenhum deles caiu na malha fina desencadeada pela Polícia Federal
Ouso dizer que isso é só questão de tempo, o governo não perde dinheiro para ninguém, e Jeremoabo está com uma bomba chiando na mão dos vereadores que são as Contas de “tista de deda” e Pedrinho de João Ferreira com um rombo explicito de mais de 4 milhões concernente a dinheiro do FUNDEB do INSS e outros órgãos Federais.

Como todos tomaram conhecimento quando a PF entra em Ação contra a corrupção vai Prefeito, Secretários, Vereadores e quem estiver envolvido.














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Em destaque 

13 MAIO 2014

A defesa do ex-ministro José Dirceu ingressa hoje com pedido na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, no qual solicita que o Brasil seja investigado por desrespeito aos direitos do ex-ministro no julgamento e cumprimento da sentença dada ao final da Ação Penal 470. No processo a que dão entrada na Corte Internacional, os advogados do ex-ministro, José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dalla’Acqua, alegam não lhes restar outra alternativa depois dos inúmeros recursos que impetraram junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo apenas que a lei fosse cumprida e se assegurasse a Dirceu o direito firmado em lei de cumprir a pena em regime semiaberto, trabalhando


Lewandowski pede que junta médica do STF avalie saúde de Prisco

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Foto: Divulgação/STF



Major da PM morre em acidente de carro

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Foto: O Povo com a Notícia
O major da Polícia Militar José Carlos Tavares Dória morreu ao sofrer um acidente de carro na estrada de Chorrochó, na região do Vale São do Francisco, na tarde desta terça-feira (13). A informação foi divulgada pela assessoria da PM. A vítima estava a caminho do 3º Batalhão em Juazeiro, onde assumiria o serviço na unidade. O sepultamento do oficial será realizado nesta quarta (14), às 16h, no cemitério de Paulo Afonso.


Olhando as notícias a respeito da operação da PF, uma coisa me chamou atenção.

Além dos prefeitos, quatro vereadores, cinco secretários municipais e nove funcionários públicos também tiveram a prisão decretada. Os desvios foram identificados nas cidades de Fátima, Heliópolis, Ipecaetá, Aramari, Banzaê, Ribeira do Pombal, Sítio do Quinto, Água Fria, Novo Triunfo, Itiruçu, Ourolândia, Santa Brígida, Paripiranga, Itanagra, Quijingue, Sátiro Dias, Coração de Maria, Cícero Dantas, Lamarão e São Francisco do Conde.

Organização criminosa
Segundo investigação da Polícia Federal, funcionários públicos e empresários integram uma organização criminosa que existe há mais de 10 anos. Eles desviavam recursos públicos que ficavam em uma conta do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Recursos de origens federais, estaduais e municipais também foram desviados.

Empresas de fachada e laranjas eram contratados para a realizar serviços de engenharia, de transporte escolar e realização de eventos sociais para o grupo. Os envolvidos devem responder por crimes de responsabilidade, malversação de recursos públicos, lavagem de dinheiro, peculato, organização criminosa, uso de documento falso e crimes da lei de licitações
. (Fonte: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/policia-federal-realiza-operacao-para-combater-desvio-r30-milhoes-em-20-prefeituras-baianas/?cHash=e07b3a297927c6bc56a04a50ded5ec75)
Diante do acima exposto faço a seguinte pergunta:
Você estão lembrados que a Empresa que fazia o Transporte Escolar de Jeremoabo era de Heliópolis?
Que salvo melhor juízo as carteiras escolar e merenda escolar eram compradas em Paripiranga?
Essas são as duas perguntas que não querem calar!!!

As vezes a pessoa sai para pescar um peixe e termina pegando outro.
Enquanto isso a merenda dos alunos ontem só saiu " pão de leite", no seco, sem mais nada, arriscado até entalar os alunos .



Operação 13 de maio: Prefeitos 'embolsavam' dinheiro do Fundeb para professores


por Marcos Russo
Operação 13 de maio: Prefeitos 'embolsavam' dinheiro do Fundeb para professores
José Idelfonso prefeito de Fátima
A operação 13 de maio, deflagrada na manhã desta terça-feira (13), e que busca prender dois prefeitos da Bahia começou quando houve a suspeita de malversação do dinheiro público. De acordo com a Polícia Federal, os indícios surgiram em 2009, quando os professores do município de Fátima deveriam receber de tributos R$ 1,2 mil e receberam apenas R$ 147. O resto do valor, de acordo com a PF, era "embolsado" pelos secretários e prefeito. O dinheiro, cuja soma chega a R$ 30 milhões, é do governo federal e chegava na prefeitura através do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em Salvador, agentes da PF vasculharam escritórios no bairro do Costa Azul e saíram de lá com quantidades de documentos que devem ser periciados. Segundo a denúncia, o grupo usava empresas de fachada para realizar serviços de engenharia,  transporte escolar e shows.O esquema tem sede no município de Fátima, mas agia em várias cidades do nordeste do estado há mais de 10 anos. 

Comentando:
Que essa matéria sirva de bassula para as professoras e professores de Jeremoabo.


Dois prefeitos baianos são considerados foragidos pela PF por corrupção

Editor Luiz Brito
Divulgação
Mais de 18 pessoas entre ex-prefeitos, vereadores, secretários municipais e funcionários públicos baianos acusados de participar de um esquema de desvio de recursos públicos destinados principalmente à educação foram presas pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (13), durante a Operação 13 de Maio, realizada para combater crimes de desvio de recursos públicos e corrupção praticados em prefeituras de 20 municípios baianos. O motorista da prefeitura de Santa Brígida, e a secretária de Ação Social da cidade de Banzaê, Fabiana da Silva, também foram presos. Segundo a PF, pelo menos R$ 30 milhões foram desviados nos municípios investigados. Sete pessoas foram afastadas de suas atividades e cargos públicos. Os desvios foram identificados nas cidades de Fátima, Heliópolis, Ipecaetá, Aramari, Banzaê, Ribeira do Pombal, Sítio do Quinto, Água Fria, Novo Triunfo, Itiruçu, Ourolândia, Santa Brígida, Paripiranga, Itanagra, Quijingue, Sátiro Dias, Coração de Maria, Cícero Dantas, Lamarão e São Francisco do Conde.
O prefeito de Sítio do Quinto, Cleigivaldo Carvalho Santa Rosa, e o atual prefeito de Fátima, José Idelfonso, estão foragidos. Cerca de 400 agentes federais, 45 servidores da CGU e 45 da Receita Federal, participam da operação e cumprem  29 mandados de prisão, sendo 21 na região de Feira de Santana e 15 na região de Fátima, decretados pela Justiça Federal.  Apesar das inumeras acusações que pesam sob os ombros dos ex-prefeitos das cidades de Paulo Afonso, Glória, Jeremoabo e Santa Brígida, Raimundo Caires, José Policarpo, Francisco Teles,  João Batista Melo de Carvalho e Pedrinho de João Ferreira nenhum deles caiu na malha fina desencadeada pela  Polícia Federal
Deflagrada hoje (13), com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), da Receita Federal e da Previdência Social, a Operação 13 de Maio ocorre simultaneamente em 26 municípios baianos, além de Aracaju e Brasília.

Os envolvidos responderão pelos crimes de responsabilidade, mau uso de recursos públicos, lavagem de dinheiro, peculato, organização criminosa, uso de documento falso e crimes previstos na Lei de Licitações.

Verba desviada na BA em esquema ilegal chega a R$ 70 milhões, diz PF

Dois prefeitos do interior baiano estão entre alvos de operação federal. 
Delegado detalha que empresas de fachada eram contratadas para fraudes.

Ruan MeloDo G1 BA
73 comentários
O delegado da Polícia Federal que está à frente das investigações sobre desvio de verba pública em 26 municípios baianos afirmou na manhã desta terça-feira (13) que o montante de dinheiro desviado pelas gestões municipais chegou a R$ 70 milhões. A "Operação 13 de Maio"também apura fraudes em Aracaju (SE) e Brasília (DF). Os detalhes sobre as ações nos dois estados não foram divulgados na entrevista coletiva realizada em Salvador.
A estimativa da PF era de que os valores desviados girassem em torno de R$ 30 milhões, mas com o andamento das investigações, cumprimento de mandados, e visitas às sedes de prefeituras alvos da ação, constatou-se uma nova estimativa dos valores desviados dos cofres públicos.
Dos 29 mandados de prisão emitidos, dois são para prefeitos, quatro ex-prefeitos, quatro vereadores, seis secretários ou ex-secretários, além de diversos servidores públicos. Até o início da tarde, tinhamdo sido emitidos 90 laudos periciais.
"Muitas dessas empresas não têm sede física, não têm funcionário, não têm declaração de Imposto de Renda, nem contabilidade. Até agora, já foram contabilizados R$ 70 milhões no mínimo em desvios. Estamos analisando outros laudos e esse número pode aumentar", afirmou o delegado José Nogueira Eupídio.
De acordo com ele, até o início desta tarde, tinham sido cumpridos 18 mandados de prisão dos 29 que foram expedidos para a operação. Além disso, são cumpridos 83 mandados de busca e apreensão. Os alvos da operação da Polícia Federal são prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, secretários ou ex-secretários e funcionários públicos da gestão municipal.
A Polícia Federal relata que a investigação do esquema de desvio de verba pública começou em 2008, mas há indícios de que as irregularidades estejam sendo cometidas desde o ano de 2001.
De acordo com o delegado José Nogueira, os envolvidos nas fraudes desviavam verba federal do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) ou verbas estaduais e municipais.
Segundo a PF, as fraudes eram cometidas por meio da contratação de empresas de fachada para eventos; contratação de empresas para obras públicas, a exemplo da construção de escolas; além de haver desvio de dinheiro do  Ministério da Saúde para compra de remédios, e verba muncipal desviada também do transporte escolar.
O delegado José Nogueira afirmou que o prefeito da cidade baiana de Fátima está entre os alvos da operação, mas preferiu não entrar em detalhes a respeito dos investigados porque, segundo ele, a operação "corre em segredo de justiça". Nogueira estima que somente neste município tenham sido desviados cerca de R$ 20 milhões.
"Ficamos impressionados em relação ao número de empresas de fachada em Fátima. O que sabemos é que aquela organização que atuava em Fátima teve o poder de atuar em outros municípios e se interagir com essas organizações".
"Eram constituídas empresas de fachada. E essas empresas eram contratadas para diversos tipos de serviços. E logo em seguida, o dinheiro caía na conta dessas empresas, que repassavam esse dinheiro para prefeitos, secretários, ex-secretários e vereadores. Esses gestores criam uma aparência de estar tudo funcionando, mas as coisas não eram feitas de acordo com o valor licitado. Ou as obras não funcionavam ou funcionavam de forma precária", pontua o delegado.
Segundo José Nogueira, o dinheiro público desviado era usado para aquisição de imóveis e carros. "Muito dos bens, do patrimônio, não estão no nome dessas pessoas. Geralmente, estão no nome de alguns parentes. Esses parentes compravam fazendas, gado, imóveis, carros", explica.
Operação
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (13) a "Operação 13 de Maio", que visa o combate de crimes de desvio de recursos públicos e corrupção praticados em prefeituras da Bahia.
Cerca de 400 policiais federais, com o apoio de 45 servidores da Controladoria Geral da União (CGU) e 45 da Receita Federal, cumprem 29 mandados de prisão temporária e 83 mandados de busca e apreensão, decretados pela Justiça Federal. 
Entre os suspeitos com prisão determinada pela justiça, dois são prefeitos e seis são ex-prefeitos, informou a PF. Quatro vereadores também tiveram a prisão decretada, além de cinco secretários municipais e nove funcionários públicos. A Justiça determinou, ainda, o afastamento cautelar de sete pessoas de suas atividades profissionais, inclusive de funções públicas ocupadas.
Através de nota, a Polícia Federal informou que as investigações "apontam a existência de uma organização criminosa em atividade há mais de dez anos, composta por funcionários públicos e empresários". De acordo com a PF, eles atuavam com a finalidade de desviar recursos públicos provinientes da conta do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) e de Valorização dos Profissionais da Educação, além de outros de origens federais, estaduais e municipais. O grupo utilizava empresas de fachada e laranjas contratados para a realização de serviços de engenharia, de transporte escolar e realização de eventos sociais, informou a polícia.
Os envolvidos responderão por crimes de responsabilidade, malversação de recursos públicos, lavagem de dinheiro, peculato, organização criminosa, uso de documento falso e crimes da lei de licitações.

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