O Nordeste do Brasil já entrou no
3º ano de seca que atinge mais de 10 milhões de pessoas e nossas atenções
deveriam se voltar ao efeito climático que impede o plantio agrícola, exceto
nas pequenas áreas irrigáveis, e que praticamente já dizimou o rebanho de gado
de corte e de leite e que trará reflexos negativos por décadas futuras.
Os Governos Federal e Estadual já demonstraram
todo o seu arsenal de incompetência para minorar os efeitos da seca. A receita
é antiga. Liberar recursos para distribuição de água em carros pipas e
aumentar o número de cisternas, velhos glichês de quem vive alheio à realidade
do Nordeste. Os governos municipais, salvo as raras e boas exceções, aproveitam
da ocasião como bom comerciante do crime para ampliar a pilhagem do dinheiro
público. “Infelizmente, a população de cada comuna incapaz de reagir fica com a
“boca escancarada esperando a morte chegar.”
Na minha velha e espoliada Jeremoabo a Prefeita
Municipal repetiu a lição de sempre. Passando pela cidade na manhã de hoje,
domingo, 14.04, me deparei com um espetáculo circense estarrecedor. Enquanto o
povo vive na miséria e sobrevive apenas com as aposentadorias rurais e o
Programa de Combate a Fome do Governo Federal, por deboche, a Prefeita comprou
para o deleite de seu gabinete um veículo Amarok cabine dupla cujo custo não
deverá ter sido inferior a R$ 130.000,00 e mais outros 16 veículos expostos na
via pública a incrementar ainda mais o trambique com peças de reparação e
desvio de combustível e por certo, nos próximos 12 meses a frota já estará
totalmente sucateada a exigir novas compras. A coisa não cheira bem e o futuro
nos dirá.
Quando usei do título “Era tudo que eles
queriam”, eu me refiro a campanha desenfreada da TV Globo por seus
colunistas e economistas de plantão que vem defendendo o aumento da taxa de
juros pelo Banco Central do Brasil para deleite das grandes corporações
financeiras, sob o argumento de que a inflação estaria à beira do descontrole.
Leio no Correio do Brasil que na última
sexta-feira, 12.04, Ana Maria Braga em seu programa matinal na “Venus
Platinada”, exibiu um colar de tomate a fortalecer a campanha dos juros altos,
pela alta de preço do tomate que pressiona a inflação. Ana Maria Braga é aquela
mesma que participou da incipiente campanha Cansei, em 1977, a pressionar o
Governo Lula. Aos participantes daquele movimento eu afirmei que “Cansei dos
Imbecis”. Pois bem, no mesmo dia da aparição da apresentadora com o colar de
tomates, na CEAGESP (mercado distribuidor da cidade de São Paulo) o produto
sofreu uma queda de 43% no preço e a economista Mirian Leitão, ferrenha inimiga
do Governo Dilma, admitia que o aumento da inflação seria resultado de efeito
sazonal.
Enquanto a TV que empurrar goela abaixo que
virá uma inflação, pretende ela nos convencer que nas eleições
Venezuelanas a disputa entre Maduro e Capriles vem pau a pau como a se armar
uma virada eleitoral a eleger Capriles. Foi hilariante uma repórter da TV Globo
se dizendo da Argentina, dizer que estava a cobrir as eleições da Venezuela.
Chaves foi para a Venezuela o que Lula foi para o Brasil ao introduzir
políticas sociais e modificar a distribuição da riqueza nacional, a
proporcional poder aquisitivo a quem vivia na miséria. Cá e lá a elite é a mesma
e a mídia é manipulada.
Não sei sobre as apurações na Venezuela e segundo
três institutos de pesquisa a diferença pro Maduro será substancial.
QUEM AVISA AMIGO É. A Constituição do
Brasil acolheu o princípio da separação dos Poderes ao dizer no seu art. 2º
que: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo,
o Executivo e o Judiciário”. O que vale dizer, Prefeito Administra, Juiz julga
e Vereador legisla. Tenho dito.
Carlos Chagas
Numa demonstração a mais de que nada resiste a nada num regime
desgastado pelo egoísmo e a falta de ética como o que vivem nossas
instituições, registre-se haver chegado a hora do Supremo Tribunal
Federal. Fux: notório saber e mais nada…
Da forma que o Padre Ramos não cansa de respaldado no
Evangelho,de maneira continua combater
os desmandos dos agentes públicos, bem
com as injustiças sociais e o desrespeito ao cidadão, não acredito que o mesmo tenha benzido a falta
de respeito, o tripúdio contra a população jeremoabense, que vem milagrosamenteempurrando com a barriga a seca violenta
enfrentada não só por Jeremoabo, mas por todo nordestino.
Segundo o padre Gabriel Amorth, célebre padre exorcista do
Vaticano, concluiu em entrevista confirmando que muitas pessoas, de fato,
vendem sua alma ao diabo, mas, ironicamente, ele acrescentou, "Eu tenho
queimado muitos contratos ...."
Portanto, tenho quase certeza que o padre Ramos sozinho não
terá condições de efetuar o Va de retro satana, mas tem que apelar para o padre
Amorth, porque numa seca insuportável que estamos enfrentando, o povo passando
sede e até fome, pois suco não mata fome de ninguém, uma “autoridade”em vez de procurar cavar poços, conseguir adutoras,
ou mesmo consertar os poços que estão
quebrados, pratica a incompetência e o desrespeito de adquirir 17 veículos na
maioria senão todos de passeio, e ainda desfilar nas ruas da cidade com fogos
como se festa junina fosse, só mesmo estando possuída, outro predicado não
estou conseguindo encontrar.
O padre Ramos que é uma pessoa coerente, navega com segurança, orientado pela bússola do Evangelho, não iria
navegar numa canoa furada como essa, então discretamente o que para uns foi a
benção dos famigerados carros, na verdade não passou de algum tipo de
exorcismo.
Uma pessoa de sã consciência, ou que possua o mínimo de
responsabilidade,se expõe a tamanha
insensatez, melhor que 17 veículos, adquirisse um carro frigorífico, pois
grande serviço prestaria ao bem estar da população.
Ou então como dizia o ex- Presidente Jânio Quadros, por trás
dessa aquisição existem forças ocultas.
Nem ex prefeito Pedrinho teve a coragem de cometer tamanho descalabro
.
Carlos Chagas
Chateado, é claro que ele ficou. Mas preocupado, não. Fala-se da
reação do Lula à instauração de inquérito pela Polícia Federal, a pedido
da Procuradoria da República em Brasília, para apurar se houve
envolvimento do ex-presidente no escândalo do mensalão.
Depois da polêmica gerada pela criação de quatro novos TRFs
pela Câmara, o Senado examinará a constituição de outros dois tribunais
federais, no Ceará e no Pará
Talvez a palavra mais correta que nesse momento poderemos dizer é indignação, pois a prefeita de Jeremoabo está perdida no tempo e no espaço, ou então perdeu o senso de responsabilidade. A Bahia enfrenta a pior seca dos últimos 40 ou mesmo 80 anos. São 163 cidades em situação de emergência, quase metade dos municípios baianos. Muitos prefeitos no início desse ano se deslocaram a Brasília com pires na mão alegando que iriam fechar as portas das prefeituras por falta de rescursos, inclusive numa dessasexcussão estava presente a prefeita milagreira de Jeremoabo. Em tão curto espaço de tempo o milagre aconteceu em Jeremoabo, a prefeita milagreira "anabel", eliminou a fome e sede da população, do rebanho bovino e caprino, adquirindo 17 carros e doando 45 toneladas de sucos de laranja .
Se a situaçaõ não fosse humilhante, degradante de exterma gravidade, eu diria que era hilariante. Para que os alienados e puxa sacos não pensem que estou escrevendo só para ser contra os milagres da prefeita, transcreverei abaixo um artigo do site http://www.valmirandrade.com , que de certa forma se enquadra perfeitamento nos desmandos do desgoverno municipal de Jeremoabo:
" É certo que a frieza dos números , muitas vezes, faz com se pense o problema neles refletido como algo distante. Deve ser por isso que muitos gestores capengas, despreparados e desumanizados desviam dinheiro do combate às mazelas que a seca vem provocando e aplicam a verba em festa eleitoreira – embora discursem , aos quatro cantos, sobre atos piedosos. Deve ser por verem somente números e não pessoas por trás destes que muitos gestores tratam as consequências da maior seca dos últimos 50 anos apenas como mais um tema pelo qual o político deva fazer caras e bocas na imprensa. No entanto, para quem compreende a gravidade e sente a tragédia que isso representa na vida de milhares de sertanejos, os números , que expõem a realidade dos sertões pernambucano e baiano neste momento, são motivo de profunda tristeza e de urgente necessidade de ações efetivas por parte dos governantes É inaceitável que um governador (como fez o da Bahia, Jaques Wagner, no Roda Viva, da TV Cultura) diga que “era imprevisível uma seca como essa”. Anunciou, na última quinta-feira(04), que fará poços em centenas de cidades atingidas pela tragédia. E colocou o verbo no futuro: “A Bahia terá mais R$ 50,9 milhões para medidas de enfrentamento aos efeitos da seca”. Por que não fez antes, em seus quase 8 anos de governo? A seca, por acaso, é novidade na vida sertaneja? Não. Do mesmo modo, não é novidade o sofrimento de homens, mulheres e crianças no sertão e o descaso conveniente dos que nunca deixaram que a indústria da seca se acabasse . ... Mas, na caatinga, a história é outra: os agricultores reclamam da burocracia e da dificuldade de acesso ao dinheiro. Dizem que o milho subsidiado não é suficiente, e já relatam até a ocorrência de desvio do produto. Como as sacas são brancas, sem carimbo da Conab, também fica difícil rastreá-las no caso de comércio irregular’.. . Mas, ao longo dos anos, o mais comum é ver contratações de carros-pipa que só aprisionam sofredores – e os algozes ainda divulgam isso na imprensa. Vergonhoso e repugnante! Os números (até mesmo os oficiais do governo) são funéreos. Em Pernambuco, 17% das propriedades de leite (18.700) encerraram as atividades e que o rebanho mingou de 2,5 milhões para 1,6 milhão de cabeças: 200 mil morreram de sede, 370 mil foram levados para outros estados e 330 mil foram precocemente abatidas. Há 12 meses , não se produz feijão nem milho nos municípios atingidos pela estiagem em Pernambuco. Dos 500 mil hectares de sequeiro (terreno sem irrigação), 370 mil deixaram de produzir em Pernambuco, onde mais de 120 municípios se encontram em estado de emergência. Na Bahia, dos 417 municípios , 240 prefeitura decretaram “estado de emergência”. Diz-se que a seca deve causar uma queda de até 8% do Produto Interno Bruto do estado; sobretudo, agora, depois da perda de grande parte da produção de feijão e milho. A verdade é que esses “decretos de calamidade” são eleitoreiros e mecanismos de corrupção em muitos casos, porque liberam os municípios e estados de realizarem algumas exigências legais de transparência e ainda os permitem receber verbas extras. Basta observar a postura da maioria dos prefeitos depois dos decretos. Pior: contam com a cumplicidade, muitas vezes, de órgãos governamentais ou não, para captar verbas, forjar editais e contratações, condenando os sertanejos a nunca verem o dinheiro e a solução dos caos." Portanto, para quem possui o mínimo de dicernimento, julga pela razão e não pela emoção ou fanatismo, haverá de convir que a prefeita milagreira está agindo de forma vergonhosa e repugnante, fazendo de conta que não enxerga a cara da miséria!